quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Jorge Washington no Irohin



Entrevista com Jorge Washington, do Bando de Teatro Olodum

A trajetória do ator Jorge Washington, natural de Salvador, “nascido e criado no bairro da Liberdade”, é inseparável do caminho vitorioso percorrido pelo Bando de Teatro Olodum. Desde o início no Calabar, a arte da representação está nele associada aos vínculos identitários e comunitários, que se foram ampliando com o passar do tempo. A montagem de “Áfricas”, dirigida por Chica Carelli, revela a maturidade do grupo que pode agora dialogar com todas as idades. O cinema, a televisão, chega enfim o reconhecimento - “mas estamos com os pés no chão”, disse Jorge.


Ìrohìn - Jorge, como começa sua história no teatro, você fez UFBa., foi aluno da Escola de Teatro, como foi?

Jorge Washington – Eu tenho segundo grau completo e comecei a fazer teatro no Calabar. A minha história com o teatro é engraçada. Fernando Conceição, hoje professor da UFBa., que era na época presidente da Associação de Moradores do Calabar, recorria ao teatro como arma de resistência para fortalecer a luta pela moradia. Fui assistir à montagem de “Negra Resistência”, um texto que eles fizeram sobre a revolta dos Malês, e me encantei com a peça. Comecei a seguir o grupo. Onde o grupo ia, eu ia atrás. Era o Grupo de Teatro do Calabar. Daí comecei a namorar uma das atrizes do grupo. Certo dia, Ney, um dos atores, saiu e Fernando virou pra mim e disse: Jorge, você pode substituir Ney. Mas nunca fiz teatro, eu disse. E ele falou: aqui ninguém nunca fez, aqui todo mundo faz por intuição. Aí eu disse: se é assim, faço. Aí entrei no Grupo de Teatro do Calabar e não parei mais.

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