quarta-feira, 26 de abril de 2017

11ª edição do VIVADANÇA Festival Internacional reúne representantes do Brasil e de diversos países

A programação inclui dançarinos, coreógrafos, performers, gestores e curadores da Alemanha, Bélgica, Coréia do Sul, Costa Rica, Itália, Israel e Rússia

“De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica” abre o festival no Teatro Vila Velha

 Idealizado pela coreógrafa e diretora Cristina Castro, o VIVADANÇA Festival Internacional celebra 11 anos.  Maior do gênero no Norte-Nordeste e considerado um dos mais importantes do país, o projeto reúne um conjunto de ações que estimula e fortalece a cadeia produtiva e criativa da arte do movimento, promovendo um espaço de fruição, formação, diversidade, mercado, intercâmbio, diálogo e produção artística. De 27/04 a 07/05, uma série de espetáculos, mostras, oficinas, residência artística, além de Rodada de Negócios, exposição e Batalha de Break com b.boys e b.girls  de todo o Brasil. Em média, são mais de 500 artistas, 5.000 espectadores e cerca de 50 atividades por edição.

No início de um novo ciclo, de uma nova década, o festival propõe a reflexão da perspectiva crítica dos discursos, ideias e informações que consumimos e a maneira como todo esse conteúdo vai construindo e conduzindo nosso pensamento, nossa cultura, nosso povo, num contexto em que o país enfrenta instabilidades no campo econômico,  perda de direitos sociais e trabalhistas,  enfraquecimento e prejuízos de representatividade democrática e manobras políticas partidárias que tornam a corrupção endêmica entre a diversas instâncias de poder.

Estreia – 27/04
Nesse sentido, a montagem brasiliense “De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica”, da Anti Status Quo Companhia de Dança (DF), traz uma reflexão muito pertinente sobre a condição urbana humana atual, sob a perspectiva do corpo e da lógica do sistema econômico, na fronteira entre a dança contemporânea, a performance art, a intervenção urbana, as artes visuais e experimentos sociais . Dia 27/04, 20h, no Teatro Vila Velha.

10 anos de Mostra Casa Aberta e 10 anos de Batalha de Break VIVADANÇA

O festival destaca ainda a comemoração de 10 anos de dois projetos especiais em sua programação: a Mostra Casa Aberta, que celebra a diversidade da dança na Bahia, em diferentes formatos - solos, duos, grupos - com o objetivo de promover uma grande confraternização dos diversos estilos de dança, despertar o sentimento de classe, a consciência de mercado e estabelecer um espaço democrático, agregando grupos, academias, companhias, coletivos artísticos e artistas independentes da dança. Dias 04 e 05/05, 20h, no Teatro Vila Velha.
Este ano, a Mostra Casa Aberta e o festival trazem à tona a importância do ensino, da qualificação e do aprimoramento profissional do dançarino, promovendo dois dias inteiros de oficinas variadas, no Teatro Castro Alves. Dias 06 e 07/05, das 9h às 17h30.

 Mostra Casa Aberta celebra 10 anos e acontece no palco do Vila

Também completando uma década de história, a Batalha de Break VIVADANÇA reúne em sua comissão de jurados a B. Girl Nitro (SP), Lalá Dance (PE) e B. Boy Perna Work (DF), além de DJs de responsa no cenário nacional, como DJ Mamed (MG) e DJ Jarrão (BA). No total, 32 duplas de b.boys e b.girls de diversas regiões do Brasil disputam na competição, promovendo também um grande encontro entre a Periferia e o Centro.
Há ainda um intercâmbio com o festival MOVA-SE (AM), no qual os campeões da Bahia e da Amazônia integram a programação da Batalha de ambos, pelo segundo ano. Dia 07/05, 14h, no Teatro Vila Velha.

4ª edição da Mostra Baiana de Dança Contemporânea

A Mostra Baiana de Dança Contemporânea faz quatro anos e contempla em 2017 seis criações de artistas baianos: “Em breve espaço curto de tempo” (Cenna Oito), “Casa Azul” (Confraria 27), “Ondinar” (Dejalmir Melo), “Demolições - La Petite Mort” (Thiago Cohen), “Da própria pele, não há quem fuja” (ExperimentandoNUS Cia. de Dança) e “Há Violência no Silêncio?” (Nirlyn Seijas). De 27/04 a 01/05, 20h, no Teatro do ICBA, Teatro Vila Velha e no casarão Espaço Charriot.

Rodada de Negócios VIVADANÇA
 Os espetáculos são vistos por curadores, diretores e programadores de festivais e plataformas nacionais e internacionais, que também participam da Rodada de Negócios VIVADANÇA, na qual os artistas da Dança terão a oportunidade de fazer contatos e apresentar seus projetos. Nessa edição participam Marcelo Zamora (SP) - Presidente de La Red de Promotores Culturales de Latinoamérica y el Caribe e Coordenador geral do FIDESP – Fórum Internacional de Dança do estado de São Paulo; Leonardo França (BA) - Curador do IC Encontro de Artes; Iris Macedo (PE) - Diretora da Mostra Brasileira de Dança; Fatima Suarez (BA) - Coordenadora da Jornada de Dança da Bahia; João Fernandes (AM) - Diretor do MOVA-SE Festival de Dança; Verusya Correia (BA) - Diretora do Festival de Dança de Itacaré; Luis Alonso (BA) - Diretor do FILTE – Festival Latino Americano de Teatro da Bahia; Felipe Assis (BA) - Curadora do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia. Dia 29/04, 14h às 18h, no Pátio do ICBA.

Espetáculo e residência artística com Francisco Córdova – México

O dançarino e coreógrafo mexicano Francisco Códova, da companhia Physical Momentum Project, apresenta o espetáculo solo “Ohtli”, onde faz uma relação entre a virtude, horizonte e o sentido dos passos, do ser em busca do eterno horizonte. 
Dia 29/04, 19h, no Teatro do ICBA.

Mestre em Estudos de Teatro e Direção de Cena no Institut Del Teatre e Licenciado em Dança Contemporânea pela Escuela Nacional de Danza (ENDCC), no México, Francisco Azuela também orienta uma residência artística no festival, na qual os participantes vivenciam a criação de estados físicos, mentais e emocionais de fisicalidade, com a proposta de encontrar a verdade em seu próprio corpo. 10 vagas são abertas ao público. De 01 a 05/05, 9h às 12h, no Teatro castro Alves.
A apresentação e o workshop de Francisco Córdova é uma parceria do VIVADANÇA com o Nii-colaboratório.

Solos Sttutgart – 7 anos de parceria

Sediado na Alemanha, o Internationales Solo Tanz-Theater Festival - ou apenas Solos Stuttgart – é presença marcante no VIVADANÇA há sete anos. Coordenado pelo diretor artístico fluminense Marcelo Santos, o projeto premia anualmente bailarinos e coreógrafos contemporâneos de todos os continentes. Na programação 2017, “(E)utopia: a journey between Martin, Thomas and John” - Maxine Van Lishout (Belgica); “TZID” - Beatrice Panero e Pasquale Lombardi (Italia); “Entrelacs” - Veronika Akopova (França/Russsia); “Balance” - Louis Thoriot (Bélgica); “Underneath” - Ravid Abrabanel (Israel). Dia 30/04, 19h, no Teatro Vila Velha.  

Balé Teatro Castro Alves e o coreógrafo sul-coreano Jae Duk Kim

Integrando a programação do VIVADANÇA Festival Internacional o Balé Teatro Castro Alves estreia o espetáculo “Lub Dub”, dirigido pelo coreógrafo sul-coreano Jae Duk Kim. A montagem, formada por um elenco de dez dançarinos utiliza em sua criação a percussão como tema e motivação sonora.  Coreógrafo e diretor da Modern Table Dance Company, Kim se graduou na Universidade Nacional de Artes da Coreia. O artista também atua como coreógrafo convidado da T.H.E Dance Company, em Cingapura, desde 2010, e tem a música como fio condutor do seu trabalho.

O Crivo – Goiânia

Do estado de Goiânia, vem o espetáculo O Crivo, do dançarino e coreógrafo mineiro João Paulo Gross - inspirado no conto “Primeiras Estórias”, do escritor João Guimarães Rosa.
Dois intérpretes, juntos, criam relações que só se revelam à medida em que, atravessam suas estórias, o SER-TÃO, o mundo de cada um, solitário, percebendo no recolhimento um mergulho na busca do que permanece, do que nos tornam diferentes e próprios. Dia 03/05, às 15h e às 20h, no Teatro ICBA.   

Exposição e programação Shopping da Bahia

A Exposição VIVADANÇA, realizada em parceria com o Shopping da Bahia, atrai milhares espectadores, todo ano. As fotos são de João Milet Meirelles com intervenção de Pedro Gaudenz, artista visual baiano radicado em Barcelona. O centro comercial recebe ainda no Dia Internacional da Dança, 29/04, a apresentação do grupo Insight e intervenções diversas  da programação do festival. Praça Mãe Menininha do Gantois – Shopping da Bahia - de 27/04 a 07/05.

O VIVADANÇA Festival Internacional tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. É uma realização da Baobá Produções.

A programação completa você acessa em www.festivalvivadanca.com.br

Espetáculo Barrela celebra 10 anos com remontagem e volta aos palcos baianos

Com direção de Nathan Marreiro, a premiada montagem baiana para o texto de Plínio Marcos, volta aos palcos para comemorar os 10 anos de estreia da peça


Estreia em Salvador a remontagem do espetáculo Barrela, uma obra de Plínio Marcos, dirigida Por Nathan Marreiro, da Cia de Teatro Gente. O Teatro Vila Velha foi o palco escolhido para a comemoração dos 10 anos de estreia desta montagem tão celebrada pelo público e pela crítica. A peça entra em cartaz de 11 a 21 de maio, de quinta-feira a domingo, 20h e 19h no domingo. O valor antecipado é de  R$30 e R$ 15 até dia 10 de maio e R$ 40 e R$ 20 após a estreia.

A trama se passa dentro de uma cela, onde os presos Portuga (Ismael Marques), Bahia (Amós Heber), Tirica (Everton Machado), Fumaça (Jhoilson Oliveira), Louco (André Nunes), Bereco (Victor Kizza) e o recém-chegado Garoto (Felipe Velozo) dividem seus dias, suas histórias, seus problemas, suas frustrações, o melhor e o pior de cada um. A tensão entre os companheiros de cela se intensifica depois da chegada do burguês apelidado de Garoto, que seguindo uma prática para alguns tipos dentro da detenção, é estuprado pelos presos. A trama conta ainda com a participação de dois carcereiros interpretados pelos atores Ailson Leite e Daniel Calibam.

Segundo o diretor Natham Marreiro, mais que nunca, Barrela chega com um grande ímpeto de interação com o público, uma vez que a disposição do cenário muda radicalmente, deixando características originais para trás, como intervenções de multimídia e aposta mais no ator versos o público. Na mais pura essência do fazer teatral. “Deixamos um pouco de lado os acessórios de cenários e vamos trabalhar apenas com marcações e luz”, completa do diretor.

Para Marreiro, a escolha do Teatro Vila Velha foi crucial para o brinde de 10 anos por se encaixar perfeitamente na ideia desta remontagem. “Público cercando a caixa cênica, atuando como voyeurs de um ringue que é a cela de uma penitenciária. Tudo isso, dessa vez encenado num espaço vazio, dividido pelos atores, público e a memória do mestre Plínio Marcos”.

O argumento para este roteiro continua verossímil a situação atual da população carcerária do Brasil. Os presos do final dos anos 50, quando o texto foi escrito, comparados com os presidiários dos anos 2007, quando foi encenado pela primeira vez na Bahia e os de 2017, quando a peça ganha uma nova roupagem, continuam sendo os lobos uns dos outros, e continuam sendo engolidos pelo Estado cada vez mais incapaz.

No ano da estreia, Barrela foi indicado ao Prêmio Braskem e concorreu no Festival Ipitanga de Teatro - FIT 2006 na categoria Ator Coadjuvante, com Everton Machado (Gabriela, Compadre de Ogum) e também na categoria de Melhor Espetáculo, levando o de Ator Coadjuvante em ambos os prêmios. Além de Salvador, Barrela causou alvoroço e foi muito bem recebido no Festival de Teatro de Curitiba de 2009, tendo repercussão em toda imprensa baiana e principais veículos nacionais.

A Companhia

Barrela é uma realização da Cia de Teatro Gente, uma Companhia que há quase duas décadas se serve de todas as linguagens – música, dança, circo, artes visuais, gestos, sons, palavras, fogo, água, tecnologia, artesanato, magia, mistérios, impactos – Uma Cia que se encontra exatamente no ponto em que o espírito de um teatro/linguagem/estética conduz a produzir suas manifestações, tendo atores com um perfil investigador que lança mão das convenções do teatro psicológico, moral e social e mergulha no perigo de uma poesia muito difícil e complexa.    

Nas experimentações cênicas a Cia produziu os espetáculos BARRELA, Uma Mulher Vestida de Sol, AMÊSA, No Outro Lado do Mar, FRAGMENTES e Devir – Espíritos Livres, produziu também oficinas, colóquios e fóruns, traduzindo o desejo dos integrantes da Cia que é promover invenções de formas, deslocamento de significações, impressões, tudo o que há no amor, no ciúme, na guerra ou na loucura nos deve ser devolvido pelo teatro.                                      


SERVIÇO:

O QUE? Espetáculo BARRELA.
ONDE? Teatro Vila Velha.
Quando? De 11 a 21 de maio, de quinta-feira a domingo, 20h e 19h no domingo.
Quanto? R$30 e R$ 15 até dia 10/05 e R$ 40 e R$ 20 após a estreia.


FICHA TÉCNICA:

Direção – Nathan Marreiro
Autor - Plínio Marcos
Elenco – André Nunes, Jhoilson Oliveira, Victor Kizza, Amós Heber,Ismael Marques, Everton Machado, Felipe Velozo, Daniel Calibam. Aílson Leite, Ricardo Gonzada e Franclin Rocha.
Preparação Corporal: Emerson Ataíde
Programação Visual e Mídias Sociais – Ricardo Barreto
Fotografia – Gether Ferreira
Cenário – Nathan Marreiro
Cenotécnico -   Levi Sans
Iluminação – Fernanda Paquelet
Sonoplastia – Paulo Fernandes
Figurino e adereço -  Nathan Marreiro e elenco.
Estudo de Partituras Dramáticas -  Gideon Rosa
Tec.de Luz – Davi Maia
Operação de Som – Davi Maia
Assessoria de Imprensa – Leonardo Parente
Assistente de Produção – EAG (Escola da Arte Gente)
Produção Executiva -  EAG (Escola da Arte Gente)         
Coordenação de Produção – Everton Machado
Realização – EAG/Cia. de Teatro Gente

terça-feira, 25 de abril de 2017

Ator Vinicius Bustani compartilha experiência no Théâtre du Soleil em bate-papo

Vinicius Bustani como "Hamlet" no Teatro Vila Velha, em 2015. Foto: Marcio Meirelles

Nesta quarta-feira, 26 de abril, às 16h, o ator Vinicius Bustani realiza bate-papo aberto ao público, no Teatro Vila Velha, em que relata a sua experiência no Théâtre du Soleil, na França. Bustani esteve em Paris entre novembro de 2016 e fevereiro de 2017, com o apoio do Edital de Mobilidade Artística da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, e realizou uma residência de observação participativa em La Cartoucherie, sede da companhia teatral fundada pela diretora Ariane Mnouchkine em 1964. Essa foi a segunda experiência de Bustani com o Soleil: em 2015 ele foi selecionado para a Primeira Escola Nômade do Théâtre du Soleil, no Chile.

Sobre Vinicius Bustani

Formou-se como ator na universidade LIVRE de teatro vila velha, sob direção do encenador Marcio Meirelles. Entre 2013 e 2016 atuou em dez dos 17 espetáculos da LIVRE, como 7 Contra Tebas; A Tragedya de Hamlet+Hamlet Machine, como Hamlet; Por que Hécuba, do dramaturgo romeno Matei Visniec, no qual também assumiu a tradução do francês, publicado pela editora É realizações; e O Bonde dos Ratinhos, espetáculo infantil com duas indicações ao Prêmio Braskem 2014. No cinema atuou no longa Filho de Boi, em fase de montagem, da plano3 filmes (Jonas e o Circo sem Lona, 2015), com preparação de Fátima Toledo. Em 2015 protagonizou o filme O amor dos outros, realizado pela +1 Filmes. Em março de 2017 integra a obra Luzes da Boemia, resultado da residência do diretor equatoriano Santiago Roldós no Vila. Em julho de 2015 participou da primeira Éscuela Nómade do Théatre du Soleil, ministrada pela diretora Ariane Mnouchkine, no Chile e em novembro de 2016 esteve três meses em residência no Theatre du Soleil, em Paris.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Grupo Pirombeira lança primeiro álbum em abril no Teatro Vila Velha


No domingo 23 de abril, às 20h, acontece o lançamento do primeiro álbum do Grupo Pirombeira. Em 2010, um grupo de amigos resolve fazer um som para levantar uma grana para Zilda, a icônica dona do bar Tenda da Deusa, em São Lázaro. Assíduos frequentadores, queriam ajudar a comerciante a consertar o telhado. Em pouco meses, a reunião despretensiosa ganha força e se torna o “Som de Zilda”, evento realizado por quatro anos no bar, já com o telhado reformado. Assim, os amigos formaram o Grupo Pirombeira, que ampliou a carreira e agora se prepara para o lançamento do primeiro álbum.

Nos sete anos de carreira, o Grupo Pirombeira já teve seu trabalho reconhecido em diversas premiações. Com apenas um ano de formação, em 2011, o grupo venceu o 1º Festival de Música da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Já em 2013, a composição Farinha foi premiada na Mostra SESC de Música – Ano 2. Em 2014, foram selecionados com a canção Deu foi dó, para compor a I Coletânea Mapa Musical da Bahia, produzida pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).

Em 2015, o Pirombeira recebeu o troféu de Melhor Banda pelo Prêmio Caymmi de Música. Ano passado, o grupo concorreu com a canção Sol Final no XIV Festival de Música Educadora FM. Formam o Pirombeira Aline Falcão (teclas e voz), Gabriel Arruti (baixo), Ian Cardoso (guitarra e voz), João Paim (percussão), João Mendes (violão e voz), Rubão Nazario (bateria) e Yves Tanuri (teclas e flauta).

Primeiro álbum

“Um grande recorte da nossa história”, é assim que o Pirombeira considera o primeiro álbum do grupo. Com repertório autoral, traz desde de canções, como Sol Final, até temas instrumentais, como Canastra, que mostram o que o grupo já fez ao longo da carreira, a identidade que construiu e a sua sonoridade. Justamente por isso, o nome do disco é simplesmente Pirombeira, que tem identidade visual assinada pela artista visual Lia Cunha.

“Pelo disco ter esse caráter de recorte histórico, a gente traz uma espécie de arcabouço de viagens pessoais e coletivas em torno das referências musicais que abordamos. São referências da rítmica regional como baião, frevo, chula e ijexá, aliado às referências do jazz e do rock, gerando um produto musical amplo e singular. Vemos o disco como um autorretrato”, afirma o guitarrista Ian Cardoso.

Para a representação ficar completa, participações especiais de parceiros do grupo também estão no trabalho, são eles: Cássio Nobre, Luciano Almeida, Junix e o Bando Cumatê. O disco também conta com um naipe de metais formado por Everaldo Pequeno, Levy Maia e Bruno Nery. Especialmente, a faixa “Canastra” (primeiro single lançado) contou com as participações de João Teoria, Vinícius Freitas, André Becker e Ivan Sacerdote. “Todas os músicos que participaram são pessoas com quem nós nos relacionamos. Algumas desde o início do Pirombeira, ainda no início do Som de Zilda, como o Bando Cumatê, e outras mais recentemente, como Junix. Todas elas ajudaram a formar o que o Pirombeira é”, conta Ian.


Projeto LIVRE leva à cena três peças curtas


Cena de Reflexos. Foto: Laís Andrade

O Projeto LIVRE reúne três criações realizadas pelos integrantes da universidade LIVRE do teatro vila velha. Apresentadas em sequência, as peças foram criadas de forma autônoma pelos atores em formação, da concepção da montagem à dramaturgia, encenação, música, produção e comunicação, sob supervisão dos profissionais do Vila. Apenas duas apresentações nos dias 24 e 25 de abril, segunda e terça, às 20h. O público paga quanto quiser pelo espetáculo.

“Pseudônimas” é um projeto que revela a polifonia de mulheres marcantes a partir de textos, depoimentos, poemas e músicas dessas autoras, discutindo temas como sexualidade, luta, opressão e independência. “(RE)FLUXOS” parte de improvisos, relatos e experiências pessoais para falar sobre as engrenagens dos sistemas que regem a sociedade. “Reflexos”, por sua vez, mergulha no cotidiano para abordar conflitos que ao mesmo tempo aproximam e distanciam as pessoas.

Projeto LIVRE
24 e 25 de abril, segunda e terça, 20h
Teatro Vila Velha
pague quanto quiser



terça-feira, 18 de abril de 2017

Inscrições abertas para Oficina Preparatória da universidade LIVRE


Estão abertas até 3 de maio as inscrições para a Oficina Preparatória da universidade LIVRE do teatro vila velha. A oficina vai introduzir durante sete meses conhecimentos nas áreas de leitura, interpretação, corpo, voz, além de técnica, gestão cultural e comunicação, com o objetivo de preparar os integrantes para o ingresso na universidade LIVRE do teatro vila velha em 2018. Ao longo deste período, em encontros de segunda a sábado, de 9h às 13h, os participantes terão contato com cerca de 27 colaboradores e realizarão 3 experimentos cênicos no palco do Vila, dirigidos por Chica Carelli, Celso Jr. e Hayaldo Copque. A supervisão da Oficina Preparatória é do encenador Marcio Meirelles.

A Oficina de Seleção acontece nos dias 4, 5 e 6 de maio, das 9h às 13h, no Teatro Vila Velha, e os selecionados iniciam as atividades da Oficina Preparatória no dia 8 de maio. Você pode realizar a sua inscrição presencialmente, de terça a sexta, das 15h às 18h, no Teatro Vila Velha, ou através do site www.sympla.com.br/teatrovilavelha.

Criada em 2013, a Universidade LIVRE foi responsável pela realização de 20 produções teatrais próprias, algumas delas apresentadas em festivais internacionais, como o Festival de Curitiba (peça Espelho para Cegos), Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Por que Hécuba), Festival Santista de Teatro (A História dos Ursos Pandas), além da 3a Bienal da Bahia (Jango: Uma Tragedya). O programa realizou ainda seminários, leituras dramáticas e exibição de filmes, além de oficinas com artistas como Tadashi Endo (Japão), Jean Jacques Lemetre (França), Marko Fonseca e Raúl Martínez (Costa Rica), Hema Bharathi Palani (Índia), Colby Damon (EUA), Douglas Irvine (Escócia), além dos brasileiros Cibele Forjaz, Cacá Carvalho, Vinicius Piedade e Carlos Simioni.

Oficina de Seleção
4, 5 e 6 de maio, das 9h às 13h
Valor: R$50,00
Idade mínima: 17 anos

Oficina Preparatória para a Universidade LIVRE
Período: segunda a sábado, das 9h às 13h, a partir de 8 de maio
Duração: 7 meses
Investimento mensal: R$400,00

Saiba mais e inscreva-se em  www.sympla.com.br/teatrovilavelha.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Ator Vinícus Bustani realiza oficina de improvisação a partir do método observado no teatro Soleil



O ator Vinícius Bustani formado pela universidade LIVRE do teatro vila velha realiza Oficina de improvisação - a partir do método observado no teatro do soleil" do dia 17 a 20/04 das 9 às 13h (além de um contraturno a ser definido com os subgrupos para ensaio) no Teatro Vila Velha.

A oficina tem como objetivo transmitir as práticas observadas e experimentadas pelo ator, junto a companhia theatre du soleil, das diversas formas de preparação e criação de cena, a partir de duas ocasiões: a primeira escuela nomade du theatre du soleil, em santiago/chile em julho de 2015 e o estágio de observação participativa na cartoucherie de vincennes - sede do grupo, em paris - entre novembro de 2016 e fevereiro de 2017, viabilizado pelo edital de mobilidade artística da secretaria de cultura da bahia.

A oficina, a princípio direcionada para os integrantes da universidade livre de teatro vila velha, abre 30 vagas gratuitas a interessados da área. Para inscrever-se é preciso ter alguma experiência com teatro e reservar vaga pelo email:
viniciusbustani@gmail.com

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Retrofoguetes apresentam nova formação em show no Teatro Vila Velha

Grupo se apresenta pela primeira vez em Salvador com o mais novo integrante, o músico André T., fiel parceiro e produtor musical dos Retrofoguetes

Conhecidos em todo o Brasil como um dos mais virtuosos e conceituados grupos de música instrumental do cenário independente, os Retrofoguetes apresentam-se no dia 20 de abril, quinta-feira, 20h, no Teatro Vila Velha e revelam ao público um novo momento. Será a primeira apresentação em Salvador do grupo em sua mais nova formação, com a entrada dos teclados do músico e produtor André t. após a saída do guitarrista Morotó Slim.

A mudança aconteceu poucos meses após o lançamento do disco Enigmascope Vol.1, que teve ótima crítica e repercussão, e de uma turnê por diversas cidades brasileiras, como Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Aracaju. "Tudo aconteceu num intervalo de tempo muito pequeno", comenta o baterista Rex, que fundou o grupo, em 2002, ao lado de Morotó. Hoje, além dele, o grupo tem ainda Julio Moreno (guitarra) e Fábio Rocha (baixo). "O Retrofoguetes já passou, ao longo do tempo, por muitas mudanças, mas sempre em um percurso ascendente. Todos que passaram pela banda são muito talentosos e isso é um mérito da ideia, do conceito deste projeto. Enquanto essa essência for preservada, tá tudo certo", afirma.

Escolher um novo integrante para o grupo não foi tarefa tão difícil, já que a presença de André t. na banda era um desejo antigo e coletivo. O músico, compositor e produtor musical é um velho parceiro sonoro dos Retrofoguetes desde o primeiro momento - tocou no primeiro show da banda, produziu o EP de estreia e os três discos. “Retrofoguetes sempre foi para mim um modelo. Tenho respeito absoluto pela banda, que jamais fez nada fora dos seus próprios termos ou para seguir qualquer tendência. Tocar com eles agora é apenas uma oficialização do que sempre fiz, e aumento ainda mais minha participação artística”, declara o artista que acumula no currículo de produtor musical e técnico de gravação/mixagem trabalhos com Cascadura, Pitty, Rebeca Matta, BaianaSystem, Luiz Caldas, Lucas Santtana e Cachorro Grande e, como músico, parcerias com Carlinhos Brown, Sidney Magal, Myiazawa, Pitty, entre outros artistas.

Além de conhecer os Retrofoguetes em sua mais nova formação, o público no dia 20 de abril vai também assistir ao primeiro show do disco Enigmascope Vol. 1 feito em um teatro. "No teatro a gente tem um outro tipo de apreciação. É a oportunidade de mostrar o trabalho para um público mais atento", comenta Rex, que conta ainda que o show terá, na cenografia, a contribuição das artistas visuais Iansã Negrão e Lia Cunha.

O formato no teatro vai permitir canções do disco que não têm entrado nos repertórios dos shows, como "Hotel Cruzeiro", no ritmo bossa nova, e "Miss Cuba", um cha-cha-chá, além de novos e antigos sucessos desses mais de 15 anos de trajetória. Nessa estrada, os Retrofoguetes foram reconhecidos com diversos prêmios e participações em importantes festivais, como Abril Pro Rock, Virada Cultural de São Paulo, Goiânia Noise, Festival de Verão de Salvador e Coquetel Molotov. Outras curiosidades marcam ainda a história do grupo, que foi citado pelo jornal espanhol El Pais em uma lista das melhores canções para strip tease; fez a trilha de um comercial que faturou o Leão de Bronze do Festival de Cannes na França; e foi executado pela rádio BBC de Londres.

Serviço:

Retrofoguetes 
20 de abril, quinta, 20h
Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro, s/n, Passeio Público, Campo Grande 
R$30 e 15 até 19 de abril 
R$40 e 20 no dia do show 

Vendas online: www.ingressorapido.com.br 
Aproveite combos com CD Enigmascope 
Meia + disco = R$30 
Inteira + disco = R$45 
Disco no dia do show = R$25