terça-feira, 27 de setembro de 2016

Teatro Vila Velha realiza 9ª edição do Vilerê, festival para crianças


 O show "Playgrude" vai agitar o Vilerê na quarta-feira,12, Dia das Crianças. Foto: divulgação

Entre os dias 8 e 22 de outubro, o Teatro Vila Velha realiza uma série de atividades voltadas para o público infantojuvenil na 9ª edição do Festival Vilerê, que volta a acontecer após um hiato de dois anos. Quatro espetáculos de teatro, dois shows musicais, além de oficinas, lançamento de livro e atividades lúdicas compõem a programação, que vai ocupar o Vila durante três finais de semana e ainda no feriado do dia 12 de outubro, data em que se comemora o dia das crianças com uma programação especial.

“É importante pensar o que é uma arte para a criança como parte de um programa de formação de plateia. Muita gente que gosta de fazer e assistir teatro, por exemplo, foi contaminado na infância porque se apaixonou por algum espetáculo”, comenta Marcio Meirelles, diretor artístico do Teatro Vila Velha. "Faltam em Salvador espaços para crianças terem outras referências além de shoppings, televisão e redes sociais, e nesse mês estamos nos dedicando a criar esse espaço para que elas possam experimentar outras coisas” complementa a atriz e diretora Chica Carelli, que coordena as oficinas do Vilerê. Descontos especiais são oferecidos na compra de dois ou três ingressos para espetáculos diferentes do festival, além de pacotes para espetáculos e oficinas, entre outras promoções.

A programação do Vilerê tem início com o show do grupo musical "Canela Fina" (8/10, sábado, 16h), que mistura canções autorais, músicas tradicionais e histórias, num espetáculo feito especialmente para os pequenos. A peça teatral "Paco e o Tempo" (9/10, domingo, 16h), do Coletivo Teatral Cooxia, com direção de Guilherme Hunder, dá continuidade ao festival trazendo reflexões sobre os mistérios, a relatividade e a efemeridade do tempo, de forma lúdica e atual. O feriado do dia 12 de outubro, em que se comemora também o Dia das Crianças, é festejado com uma programação especial a partir das 16h com o show "Playgrude", com a cantora Marcela Bellas acompanhada de Isbela Trigo e Sulivã Bispo, que colocam as crianças para pular, dançar e também cantar no momento Karaokê. Nesse mesmo dia, nos diferentes espaços do Vila, a criançada participa de atividades de animação e tem a chance de ter suas camisas transformadas em arte pelo grafite de Denissena.


  O espetáculo "Imagina Só... Uma Aventura do Fazer" é uma das atrações. Foto: João Meirelles

O Vila recebe ainda o espetáculo inédito "Em Busca da Ilha Desconhecida" (15/10, sábado, 16h), do Coletivo Duo, dirigido por Saulus Castro, que traz para os palcos uma adaptação de O Conto da Ilha Desconhecida, do aclamado escritor português José Saramago. Em seguida, é a vez de o público assistir à peça "Imagina Só... Uma Aventura do Fazer" (16/10, domingo, 16h), da Companhia Novos Novos, dirigida por Débora Landim, espetáculo que surgiu no Teatro Vila Velha e já encantou plateias ao longo de 15 anos de trajetória  de sucesso. No último fim de semana, o Vilerê apresenta "Para o Menino Bolha", de Paula Lice, espetáculo vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2015 na categoria melhor texto, que realiza três apresentações (22/10, sábado, 16h, e 23/10, domingo, 11h e 16h). Além da peça, será realizado o lançamento do livro "A Gilafa", de Paula Lice, no sábado, após o espetáculo.

A programação do Vilerê inclui ainda uma série de oficinas curtas, com duração de um dia, voltadas ao público infantil. Entre as opções, está a oficina Receita Teatral (8/10, sábado, 9h às 12h), com Débora Landim, que estimula o "aprender brincando" através dos elementos do teatro; a Oficina de Cupcake (12/10, quarta-feira, 9h às 12h), com Marisia Motta, que ensina as crianças a fazer os famosos e deliciosos bolinhos de copo; a Oficina Jardinagem Criativa (15/10, sábado, 9h às 12h), também com Marisia, que dá as primeiras noções de jardinagem, ecologia, propondo a criação de paisagens em conjunto com as crianças; além da oficina Criação de Games (22/10, sábado, 9h às 12h), com Maurício Juliano, que vai ensinar, de forma prática, fundamentos de Game Design a jovens de 10 a 13 anos. No dia 22 de outubro, sábado, a partir das 14h, acontece ainda a Mostra de Jogos, que nada mais é que uma "Building meeting" voltada para crianças, onde games em processo de desenvolvimento são jogados e avaliados. Na ocasião, serão apresentados jogos destinados ao público infantil, entre eles, o Gamebook Guardiões da Floresta.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO FESTIVAL VILERÊ

Pocket Show do Grupo Canela Fina (música)

8/10 // sábado // 16h // classificação indicativa: a partir de 03 meses
R$ 40 e 20 (meia e inteira)
R$ 30 e 15 (na compra de ingressos para dois espetáculos diferentes)
R$ 20 e 10 (na compra de ingressos para três espetáculos diferentes)

O Grupo Canela Fina apresenta um Pocket Show indicado para crianças de todas as idades com canções tradicionais e canções autorais do grupo, que acaba de lançar o seu primeiro DVD. Criado em Salvador em 2010, Canela Fina é atualmente composto por Angelita Broock, Kamile Levek, Carla Suzart e Diogo Flórez. A principal proposta do grupo é proporcionar ao público infantil músicas com arranjos próprios e instrumentações variadas, aperfeiçoando a percepção e apreciação musicais das crianças. Passeando por diversos estilos e com temas do universo infantil, o show apresenta músicas compostas pelos integrantes do grupo ou amigos e também versões de canções de domínio público.

Paco e o Tempo (teatro)
Coletivo Teatral Cooxia
9/10 // domingo // 16h // classificação indicativa: livre
R$ 40 e 20 (meia e inteira)
R$ 30 e 15 (na compra de ingressos para dois espetáculos diferentes)
R$ 20 e 10 (na compra de ingressos para três espetáculos diferentes)

Em cena, sete atores e cinco músicos transformam o texto da carioca Cecília Ripoll em realidade. Dirigido por Guilherme Hunder e embalado pela trilha sonora, executada ao vivo, de Ray Gouveia, o espetáculo infantojuvenil “Paco e o Tempo” busca, através de uma linguagem lúdica, narrar as aventuras de um menino que quer saber onde está o tempo. O tempo, sua relatividade, seus mistérios e a efemeridade, abordados no texto e na encenação, são metáforas para ilustrar a nossa atualidade. Mesmo direcionada ao público infantojuvenil, traz questionamentos comuns a todos os públicos, inclusive adulto. Em um ano de trajetória o espetáculo marcou presença em três festivais de teatro e foi indicado a três categorias no Prêmio Braskem de Teatro 2015, incluindo melhor espetáculo e melhor trilha sonora.

Show Playgrude (música)
Marcela Bellas, Isbela Trigo e Sulivã Bispo
12/10 // quarta-feira // 16h // classificação indicativa: livre
R$ 40 e 20 (meia e inteira)
R$ 30 e 15 (na compra de ingressos para dois espetáculos diferentes)
R$ 20 e 10 (na compra de ingressos para três espetáculos diferentes)

No show do Playgrude, comandado pela cantora e compositora Marcela Bellas, que se apresenta acompanhada de Isbela Trigo e Sulivã Bispo, crianças de todas as idades podem cantar e dançar, experimentando a sensação de estar no palco no momento Karaokê! A proposta é levar ao público infantil conteúdos e sonoridades que dialoguem com o seu universo e cotidiano. Um espetáculo no qual, além de assistir, a criançada possa participar, fazendo a festa na platéia e no palco. No mesmo dia, em diferentes espaços do Teatro Vila Velha, atividades de animação, além de intervenção do grafiteiro Denissena, que vai dar a chance transformar em arte as camisas das crianças.

Em Busca da ilha desconhecida (teatro)

Coletivo Duo
15/10 // sábado // 16h / classificação indicativa: livre
R$ 40 e 20 (meia e inteira)
R$ 30 e 15 (na compra de ingressos para dois espetáculos diferentes)
R$ 20 e 10 (na compra de ingressos para três espetáculos diferentes)

Um jovem bate às portas do rei para pedir-lhe um barco. Ele quer encontrar a ilha desconhecida! O Coletivo Duo apresenta seu segundo espetáculo, com encenação e adaptação por Saulus Castro a partir de O Conto da ilha desconhecida, de José Saramago. Um infanto-juvenil que acompanha a trajetória do Homem e da Mulher que ousam desafiar fortes correntezas para transformar seus sonhos em realidade. Espetáculo que navega nas referências e tradições da cultura popular e proporciona uma viagem na musicalidade e teatralidade ibérico-nordestinas.

Imagina só... Aventura do fazer (teatro)

Companhia de Teatro Novos Novos
16/10 // domingo // 16h // classificação indicativa: a partir de 2 anos
R$ 40 e 20 (meia e inteira)
R$ 30 e 15 (na compra de ingressos para dois espetáculos diferentes)
R$ 20 e 10 (na compra de ingressos para três espetáculos diferentes)

“Imagina só...Aventura do fazer” é um espetáculo da Companhia de Teatro Novos Novos com texto de Edson Rodrigues, direção de Débora Landim e direção musical de Ray Gouveia. O argumento da história traz a relação com a peça "Seis personagens a procura de um autor", do dramaturgo Luigi Pirandello. Desse mote, levanta-se um universo no qual cabem fragmentos de crônicas de Carlos Drummond de Andrade, ideias nascidas a partir da leitura de tiras de jornais, discussões e pesquisas a respeito da construção da cultura infantil. Dentro desse contexto, nasceu a história de Eduardo, um menino que, em meio à noite, ganha um monte de amigos que fugiram dos livros em que trabalhavam. A partir daí, o quarto do Edu vira o lugar mais divertido do mundo, cheio de aventuras e novidades. Mas toda essa farra tem seu preço: o menino vai ter que fazer um livro no qual os seus amigos personagens poderão tratar dos assuntos que mais gostam e viver suas histórias preferidas.

Para o Menino-Bolha (teatro)

Pequena Sala de Ideias e Giro Produções Culturais
22/10 // sábado // 16h
23/10 // domingo // 11h e 16h
Classificação indicativa: livre
R$ 20 e 10

Com texto e direção de Paula Lice, Para o menino-bolha nos apresenta Maria da Graça e Pedro, duas crianças que não sabem muito como fazer amigos e que um dia se encontram através de uma história. Maria vive com a mãe, Alice, e junto com o tio, Ulisses, está tentando convencer as animadas tias Odisséia e Ilíada, que decidiram ir morar em um asilo que vive em festa, a voltarem para casa. Pedro também mora com sua mãe, Neusa. Não toma sol, não sabe andar de bicicleta e tem medo de sair de casa. Ele adora sonhos e tem uma vizinha, Dona Quel, que fala grave e cuida dele quando sua mãe demora de chegar em casa. Maria da Graça tem uma Girafa, com quem ela conversa e brinca. E é ela que sabe quem é, afinal, o menino-bolha. O espetáculo venceu o Prêmio Braskem de Teatro 2015 de Melhor Texto.

OFICINAS E ATIVIDADES

Receita Teatral - Oficina de teatro para crianças
Facilitadora: Débora Landim
08/10 // sábado // 9h às 12h
Faixa etária: 5 a 11 anos

R$ 50 (R$40 cada, na inscrição de duas crianças)

A Receita Teatral, oficina de teatro para crianças, possui como característica uma metodologia que privilegia a eficiência poética voltada para a qualidade do aprender brincando. Utilizando a experiência e imaginação de cada participante como ponto inicial do processo criativo, as atividades corporais, técnicas de interação e contação de narrativas apresentam e investigam a utilização de elementos necessários ao fazer teatro como cenário, figurino, texto, personagem, motivando a participação e a assimilação dos novos conhecimentos propostos através de estímulos lúdicos criativos que privilegiam a inspiração, a percepção flexível que temos na infância. A oficina é ministrada por Débora Landim, artista educadora, atriz, encenadora, psicopedagoga e Mestre em Artes Cênicas pela UFBA, coordenadora e Encenadora da Companhia Novos Novos, do Centro de Pesquisa Moinhos Giros de Arte e educadora da Hora da Criança.

Oficina de Cupcake
Facilitadora: Marísia Motta
12/10 // quarta-feira // 9h às 12h
Faixa etária: a partir de 7 anos

R$ 50 (R$40 cada, na inscrição de duas crianças)

A oficina aborda a história do Cupcake, os diferentes ingredientes e confeitos, as formas de preparo, e como fazer um cupcake com a sua marca. Passeia ainda por temas como "o que é um mise en place?" e pelas diferentes peças que compõem uma "brigada de cozinha".

Oficina de Games
22/10// quarta-feira // 9h às 12h
Faixa etária: 10 a 13 anos
Facilitador: Maurício Juliano
R$ 50 (R$40 cada, na inscrição de duas crianças)

A oficina vai ensinar, de forma prática, fundamentos de Game Design. O que é um jogo? Por que eles são importantes? Também serão abordadas as regras, o que são e como elas definem jogos. Como exercício serão modificados jogos simples para deixá-los mais divertidos. Maurício Juliano é formado em design gráfico pela UNEB e Mestre em Game Design pela New York University.

Oficina de Jardinagem Criativa
Facilitadora: Marísia Motta
15/10 // sábado //9h às 12h
Faixa etária: a partir de 7 anos

R$ 50 (R$40 cada, na inscrição de duas crianças)

A oficina aborda a história da jardinagem e a criação de jardins imaginários a partir de desenhos. São discutidas ainda a importância da jardinagem, o jardim no vaso, plantas suculentas, defensivos agrícolas x adubo natural e, por fim, "meu jardim no vaso".

ATIVIDADES

Mostra de Jogos

Bahia Indie Games Developers (BIND) e Centro de Pesquisa Comunidades Virtuais (CPCV)
22/10 // sábado // 15h // classificação indicativa: livre
gratuita

Building meetings são reuniões nas quais jogos em processo de desenvolvimento são jogados e avaliados. Nesta edição proposta ao Teatro Vila Velha, serão selecionados apenas jogos expressamente destinados ao público infantil e/ou com classificação indicativa livre. Entre eles, estará o Gamebook: Guardiões da Floresta, produto híbrido entre jogo e appbook produzido pelo CPCV-Uneb, que visa estimular, através de minigames as funções executivas de crianças de 8 a 12 anos, especialmente aquelas com indicação ou diagnóstico de TDAH.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Palco Aberto reúne mulheres candidatas a vereadora em Salvador


O Palco Aberto retorna nesta segunda-feira, 26 de setembro, às 19h, e abre espaço para que a sociedade civil conheça melhor as mulheres candidatas a vereadoras nas eleições municipais 2016 em Salvador. A ideia é abrir uma roda de conversa, no Teatro Vila Velha, com foco em temas que dizem respeito à saúde, segurança e respeito aos direitos da mulher. Depois de oito edições discutindo a democracia atrelada a diversos outros temas, o teatro abre seu palco em uma edição extraordinária que surge de uma provocação de um grupo mulheres feministas atuantes na capital baiana. A participação no evento é aberta a todos os partidos e a todas as candidatas.

No evento, três blocos de temas orientam o debate, com perguntas e provocações feitas às candidatas a partir da plateia. Apenas uma candidata por partido poderá responder a cada pergunta. A conversa será conduzida pela jornalista Nadja Vladi e a programação conta ainda com provocações artísticas de mulheres baianas. Serão apresentados fragmentos do solo "Isto não é uma mulata", de Mônica Santana, da peça "A Caminho", de Juliana Molla, e fragmento do trabalho "Solos", de Roberta Nascimento. 

Serviço

PALCO ABERTO
Roda de Conversa com Mulheres Candidatas a Vereadora em Salvador
Data: 26/09, segunda-feira, 19h
Local: Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro, s/n, Passeio Público - Campo Grande
Entrada gratuita

Lazzo Matumbi realiza 2ª edição do projeto que reúne música e feira de afro-empreendedores


Após estreia de sucesso, ‘Nosso Jeito de Ser’ volta ao Teatro Vila Velha dia 05/10, com a participação especial do cantor Dão. Os ingressos variam de R$20 a R$40. 




Música pra dançar, reunir e compartilhar. O convite feito por Lazzo Matumbi para o seu novo projeto foi atendido por um grande público que lotou o Teatro Vila Velha na estreia do “Nosso Jeito de Ser”, iniciativa que reúne música e feira de empreendedores negros. Ainda no clima de celebração, dado o enorme sucesso da estreia, a próxima edição do projeto acontece dia 05 de outubro, com a participação especial do cantor Dão.

Nesta edição, o projeto levará, além do show de Lazzo, uma nova seleção de empreendedores negros, dessa vez no Passeio Público, para mostrar ao público seus diversos produtos, serviços e histórias. A feira funcionará a partir das 16h.

O show, que começa às 19h conta com a participação do VJ Gabiru, na projeção de imagens de líderes mundiais da luta pelos direitos civis, ídolos da música negra, e movimentos sociais atuais no Brasil, como a Marcha do Orgulho Crespo e Marcha das Margaridas. A próxima edição será marcada por uma homenagem simbólica a ex-Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil e doutora em Sociologia, que faleceu em julho deste ano, Luiza Bairros.

Sobre Lazzo Matumbi

Dono de uma rica musicalidade, que vai do samba ao jazz, passando por ritmos como o reggae, soul e tantos outros batuques de origem africana, Lazzo Matumbi é um dos maiores expoentes da música brasileira. Ao longo dos seus 35 anos de carreira, iniciados nos anos 70, quando se consagrou como cantor do Ilê Ayiê, coleciona grandes sucessos, a exemplo das canções ‘Alegria da Cidade’, ‘Do Jeito que seu Nego Gosta’, ‘Me Abraça e me Beija’ e ‘Abolição’. Nos anos 90, fez turnê mundial ao lado de Jimmy Cliff e depois regressou ao Brasil para gravar seu disco solo. Até hoje encanta plateias pelo mundo com sua voz marcante e interpretações cheias de emoção, todas feitas com groove inconfundível e personalizado.

Artista que há muito se posiciona de forma contundente sobre questões sensíveis do Brasil, tais como o racismo e a desigualdade social, o trabalho de Lazzo é matricial, prima pela valorização da cultura afro-brasileira. Recentemente, por sua trajetória, o Senado Federal indicou seu nome para ser agraciado com a Comenda Senador Abdias Nascimento, título entregue anualmente a personalidades brasileiras que contribuem para a proteção e promoção da cultura afro no país. A cerimônia de entrega desta Comenda acontecerá em novembro, durante mês da Consciência Negra, em Brasília.

Serviço:

‘Nosso Jeito de Ser’ – Show e projeto sociocultural de Lazzo Matumbi. Participação especial do cantor Dão.
Data: 05 de outubro de 2016 (quarta-feira), às 19h.
Local: Teatro Vila Velha (Av Sete de Setembro, s/n, Passeio Público, Salvador)
Valor: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia).

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Exposição “O Vila dança: retrospectiva das criações coreográficas de Cristina Castro” volta a exibição


Andrea May e Pedro Gaudenz assinam projeto expográfico que reúne imagens de sete fotógrafos a partir de espetáculos de repertório


De 20 de setembro a 4 de outubro, a exposição O Vila dança: retrospectiva das criações coreográficas de Cristina Castro poderá ser visitada de segunda a sexta, das 13h às 18h, e aos sábados e domingos, em horários de espetáculos, no foyer do Teatro Vila Velha. Reunindo um amplo acervo que inclui fotografias de sete artistas, a exposição projetada por Andrea May e Pedro Gaudenz faz um apanhado de 12 espetáculos de Cristina Castro para o Núcleo Viladança, desde 1998 até 2012.

Pelas lentes de Márcio Lima, Vera Milliotti,Fábio Espírito Santo, João Meirelles, Rejane Carneiro, Lígia Rizério e da própria Cristina Castro, O Vila dança desvenda cenas de 200 e poucos megabytes de memória; Exposição Sumária; Hot; Sagração da Vida Toda; CO2 – cinco sentidos e um pouco de miragem; Hai Kai Baião; José Ulisses da Silva; Caçadores de Cabeças; Da Ponta da Língua à Ponta do Pé; Aroeira – com quantos nós se faz uma árvore; Habitat – Lat 13ºS Long 38º31’12”O e Muvuca.

Milton Nascimento, Jarbas Bittencourt, Ivan Bastos e João Meirelles são alguns dos músicos cujas composições originais formaram parte das trilhas sonoras de montagens de Cristina Catsro para o Viladança. Trechos das músicas estarão disponíveis na exposição para quem quiser relembrar. Recortes de jornais desde o lançamento do Viladança, em 1998, até sua última criação, Muvuca, em 2012, dão o toque final da retrospectiva. Além disso, adereços e figurinos assinados por Adriana Hitomi, Marcio Meirelles e Luiz Santana completam o projeto expográfico de Andrea May e Pedro Gaudenz.

Viladança é o núcleo de dança do Teatro Vila Velha. Fundado em 1998 pela diretora e coreógrafa Cristina Castro, propõe atividades de dança na área da criação, formação, difusão e intercâmbio artístico. O Viladança tem 12 espetáculos no seu repertório, incluindo um musical infanto-juvenil, uma criação co-dirigida por Cristina Castro e Helena Waldmann (coreógrafa alemã) e uma montagem realizada com trilha sonora inédita de Milton Nascimento. O Núcleo oferece regularmente oficinas de iniciação à dança para crianças e tem um amplo programa de formação de plateia. Em 2015, o Viladança deu início a um programa de residências artísticas, através do qual convida coreógrafos estrangeiros para trabalhar e trocar experiências com artistas baianos.

O Vila dança: retrospectiva das criações coreográficas de Cristina Castro para o Viladança
20 de setembro a 4 de outubro de 2016 (seg-sex das 13h às 18h; sáb/dom em horário de espetáculo)
Foyer do Teatro Vila Velha | Entrada Gratuita

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Espetáculo pernambucano chega à Bahia com o Grupo Experimental


Nos dias 24 e 25 de setembro, sábado, 20h, e domingo, 19h, o Grupo Experimental apresenta o espetáculo de dança Breguetu no Teatro Vila Velha, em Salvador (BA). A companhia pernambucana, dirigida pela bailarina e coreógrafa Mônica Lira, traz à região obra que aborda o movimento brega identificado no Recife – cidade natal do grupo –, que cresce a cada dia e permeia cotidianos e contextos de muitos guetos. O tema é tratado nesta montagem de forma crítica e descontraída, apontando diversos jeitos e trejeitos de quem consome esta cultura.

O espetáculo surgiu a partir da pesquisa do Grupo A dança no corpo desse lugar, através da qual a equipe estudou, de forma teórica e prática, manifestações e movimentos culturais da capital de Pernambuco. Foi premiado como Melhor Espetáculo pelo júri técnico e popular 21º Janeiro de Grandes Espetáculos e teve temporadas de ingressos esgotados no Recife. A turnê passou também por Goiás, Pará e Amazonas. O projeto tem financiamento do Funcultura e do Prêmio Klauss Vianna.

Breguetu nasceu em 2015, de um grande berço de manifestações e movimentos culturais, o Recife, capital de Pernambuco, Nordeste brasileiro. De fontes raras de artistas multiculturais surgiu, em 2014, a pesquisa A dança no corpo desse lugar. Através desta, o Grupo observou e estudou – na teoria e na prática – as formas de se portar e andar do corpo no Recife, bem como suas transformações no tempo, a maneira como dança o corpo desse lugar e suas referências, diferenciando a híbrida dança que se faz na cidade e propondo a análise desse/nesse corpo experimental, construtor de suas próprias obras.

O espetáculo foi uma forma de continuar a pesquisa de maneira mais aprofundada e consistente de toda a trajetória do Experimental, levando em consideração todos os trabalhos da companhia. O processo ainda possibilitou a valorização dos diversos estilos de dança e manifestações culturais da cidade, através de encontros e trocas de experiências entre a companhia, artistas independentes e grupos locais, enriquecendo conhecimentos mutuamente e somando às distintas formas do fazer artístico.

Sinopse

Um movimento de duas faces com seu figurino dupla-face. De um lado preconceito, do outro conceito formado de sorriso largo. Brega é roupa, música, dança, classe social, identidade, gênero, essência. É uma rejeição sóbria de algo que se consome bêbado, o feio que bonito lhe parece. Independente do que se pense e de onde parta este pensamento, brega é brega e se sustenta como tal.

Do início ao fim da festa, é a presença dele que tira de rostos e corpos uma felicidade que é viva e constante nos becos e amores mais adjacentes da sociedade. É o romântico popular, um chinelo de dedo no final da festa de salto. Um discurso abstrato num chiclete mastigado. O que se rejeita ao externar e se incorpora ao ser, porque brega, no final das contas, é aquilo que faz sorrir, seja lá qual for sua forma. Tem poder de mudar humor, cheiro de cozinha, expressão popular e opinião. Concordemos: brega sou eu, breguetu!

A circulação


Após reconhecimento como Melhor Espetáculo pelo Júri Técnico e Popular do 21º Janeiro de Grandes Espetáculos e temporadas com casa lotada, Breguetu chega para somar e trocar experiências em outras cidades e Estados brasileiros. Como uma obra que nasceu a partir do intercâmbio de movimentos e manifestações de uma cultura, se faz mais do que necessário para a essência deste trabalho levar esta experiência crítica e extrovertida às outras culturas do país.

Através dos financiamentos do Prêmio Klauss Vianna e do Funcultura, durante o segundo semestre de 2016, toda a autenticidade deste projeto chega ao Norte,Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, a alguns locais onde a companhia nunca teve a honra de estar. Dentro do circuito, não só capitais, mas também cidades pequenas, de difícil acesso, receberão Breguetu, como forma de inclusão de todos à arte, dos centros urbanos às periferias, adaptando assim o espetáculo às mais distintas estruturas. Caminha com esta circulação toda entrega e experiência naquilo que move o Grupo Experimental diariamente, a dança. Que ela chegue a cada um e toque a essência, para que a arte cumpra assim seu papel. Convida-se aqui, de corpo a corpo, ao prazer desta dança!

Grupo Experimental


Fundado em 1993, sob direção da bailarina e coreógrafa Mônica Lira, o Grupo Experimental assumiu lugar de destaque na dança contemporânea produzida no Nordeste brasileiro pela originalidade de seu trabalho, que criou identidade própria, e pela contribuição na profissionalização de bailarinos. No decorrer da trajetória, criou os espetáculos Zambo (1997), Quincunce (2000), Barro-Macaxeira (2001), Lúmen (2002),Postais do Recife (2004), Conceição (2007), a trilogia Ilhados, que lançou as obrasIlhados – Encontrando as pontes (2010), Compartilhados (2013) e Pontilhados (2016). E em meio ao cotidiano intenso de ensaios e estudos nasceu Breguetu (2015).

Dentre as inúmeras circulações por Estados brasileiros e entre países da Europa e América do Sul, faz parte da história do Grupo premiações regionais, nacionais e internacionais. Além de projetos de larga importância e com várias edições para o crescimento e desenvolvimento social de jovens de periferias que hoje estão protagonizando companhias e trabalhos no Brasil e no mundo, como Núcleo de Formação em Dança e Reciclarte. O Grupo Experimental é parte da construção educacional e política da cultura e arte brasileira.


Serviço


Espetáculo Breguetu, do Grupo Experimental (PE)
Teatro Vila Velha (Av. Sete de Setembro, s/n, Passeio Público, Salvador – BA)
Dias 24 (às 20h) e 25 (às 19h) de setembro
Ingressos: R$30 (inteira) / R$15 (meia)
Indicação etária: 16 anos

Informações: (71) 3083-4600
Venda de Ingressos pelo site www.ingressorapido.com.br ou na bilheteria do teatro (funcionamento para vendas antecipadas de terça a sexta-feira, das 15h às 18h, e venda para os espetáculos aberta 2h antes de cada apresentação)


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

FilteBahia 2016 apresenta no Vila espetáculos da Espanha e Peru

Espetáculo Tormenta - Foto: Gabriel F.

O 9º Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia – FilteBahia 2016, que acontece entre os dias 8 e 18 de setembro, ocupa o Teatro Vila Velha e diversos outros espaços de Salvador, Itabuna e Buararema, com peças de grupos da Argentina, Espanha, México, Peru, do Rio Grande do Sul, de Salvador e do interior da Bahia. No Vila, apresentam-se os espetáculos “Distancia Siete Minutos”, do grupo Titzina,  “Tormenta”, do grupo Cielo Raso, ambos da Espanha, além de “Un Caballo se Lamenta” do grupo peruano Yuyachkani. Confira a programação completa no site www.filte.com.br
 
Em Distancia Siete Minutos"Coincidindo cronologicamente com o envio do robô espacial Curiosity, Felix, um jovem juiz, é obrigado a abandonar a casa infetada por uma praga de térmitas, instalando-se durante uns dias no que foi seu domicilio familiar.

Tormenta
13 e 14/09 // ter e qua // 20h
Grupo: Cielo Raso // Espanha
Classificação: LIVRE
Delicado, frágil, brutal. Tormenta expressa dois extremos do nosso corpo: a força e a debilidade. E do ser humano: a obstinação, a resistência, a necessidade e o abraço. Um olhar sobre a capacidade de transcender a palavra a partir do corpo, propõe o grupo Cielo Raso, também da Espanha, com seu espetáculo Tormenta.
Un Caballo se Lamenta
16 e 17/09 // sex e sáb // 20h
Grupo: Yuyachkani // Peru
Classificação: 14 anos

Un caballo se lamenta (2016) retoma o projeto de Yuyachkani Baladas del bien estar (1985) sobre poemas e canções de Bertolt Brecht, obra e pensamento indispensável para alimentar a proposta cênica de Yuyachkani. O poeta alemão tem sido e é um interlocutor necessário com o trabalho do grupo e chegou em um momento em que o coletivo pensava na necessidade de inventar um teatro que correspondera ao seu tempo. Brecht contribui com Yuyachkani dotando-o de um corpo teórico, uma maneira de entender e olhar o mundo.

Ingressos a R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) na bilheteira do Teatro ou no site Ingresso Rápido: https://www.ingressorapido.com.br/Local.aspx?ID=4949

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Veja registros do Experimento 4.3 ESPAÇOS







A universidade LIVRE do teatro vila velha apresentou no dia 8 de agosto o EXPERIMENTO 4.3 - ESPAÇOS. O experimento consistiu na apresentação dos 5 atos da tragédia "Romeu e Julieta", de William Shakespeare, de forma itinerante, a partir de proposições cênicas dos próprios integrantes. Os atores, divididos em grupos, tiveram a liberdade de trabalhar com o corpo e o texto explorando diversos espaços do teatro. O espetáculo "Romeu e Julieta", com encenação de Marcio Meirelles, será apresentado em dezembro de 2016 no Teatro Vila Velha. Os ingressos antecipados para a temporada já estão sendo vendidos através deste link pela metade do preço.
 
Veja mais imagens do Experimento 4.3 Espaços registradas por Marcio Meirelles clicando aqui.

Um olhar sobre "Bispo" - por Clara Romariz

Cena de "Bispo". Foto: Diney Araújo.

Fui ver Bispo numa noite de domingo, totalmente "despreparada". Logo no começo da peça, depois de uma apresentação incrível, Bispo olhou pra mim, se aproximou e disse: “O seu pai veio aqui; veio pra ver a neta… Onde já se viu uma moça branca feito você não saber ler”. Me assustei: "filho? será premonição?”. Vindo de um homem que diz falar com Deus não seria surpresa. O sentimento de estar surpresa foi o que eu tive ao longo da peça; na minha vil ignorância, não sabia muito sobre Arthur Bispo do Rosario; fui pegando pinceladas sobre quem seria ele ao longo do espetáculo. Sei que Bispo foi internado na Colônia Juliano Moreira (Rio de Janeiro), onde ficavam os loucos, os alcoólatras e outro desviantes da norma. Ele não era artista, era o que dizia, era um enviado de Deus que tinha que fazer essas "coisas pequenas" para apresentar pro Senhor no dia do juízo final. 

Na peça são mostrados recortes de sua vida, de seus pensamentos e de suas ideias. A linha entre o real e o criado permanece tênue ao longo da narrativa, uma boa proposta: não sabemos o que é descrição do que acontece com ele e o que são seus delírios. A única certeza que eu tive é a de que sua arte é deslumbrante, é magnânima e João Miguel conseguiu passar essa magnitude para mim.  As cenas são de uma beleza fenomenal, Bispo sempre envolto em um manto todo costurado com nomes de pessoas e desenhos diversos. A interação com o público é precisa, não é constante o que faz com que cada fala seja única.

A peça me deixou satisfeita, mas o que mexeu mais comigo foi o debate no fim. Pacientes do hospital Juliano Moreira (em Salvador) e atores de Os Insênicos (grupo de teatro formado por pessoas com distúrbios mentais) assistiram a peça e participaram ativamente do debate com João Miguel, a diretora da companhia, Renata Berenstein, e um ex-diretor do hospital Juliano Moreira. Foram questionados o tratamento que se dá aos loucos, como eles são vistos e qual o papel do ator na transformação da sua realidade. Uma moça da platéia nos contou como a arte transformou sua vida, como antes do teatro ela tinha crises constantes e agora está muito melhor. Me senti na sua pele - papel do ator, o exercício da empatia - e quando dei por mim estava me vendo na arte, indubitavelmente transformadora para artistas e público.

*Clara Romariz é integrante da universidade LIVRE do teatro vila velha desde março de 2016.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Espetáculo de Brasília dirigido por Hugo Rodas revisita memórias e atmosfera dos anos 70

Pela primeira vez em Salvador, Agrupação Teatral Amacaca apresenta a montagem Ensaio Geral, dirigido pelo reconhecido Hugo Rodas 


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Pela primeira vez se apresenta em Salvador o ATA - Agrupação Teatral Amacaca, dirigido por Hugo Rodas, um dos diretores mais potentes de Brasília, com o espetáculo Ensaio Geral, nos dias 2 e 3 de setembro, sexta e sábado, às 20h, e dia 4 de setembro, no domingo, às 19h no Palco Principal do Teatro Vila Velha. A montagem evoca a atmosfera dos anos 70, com a encenação de pequenos monólogos inspirados em textos de grandes autores, em formato que lembra o happening. Hugo Rodas tem mais de 50 anos de carreira, tendo influenciado gerações na capital do país. Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Vitória e Cachoeira do Itapemirim (ES), a peça faz uma curta temporada baiana, com ingressos a preços populares R$20 (inteira) e R$10,00 (meia entrada). A circulação conta com o patrocínio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal (SECULT-DF).

Desenvolvendo pesquisa de linguagem desde 2009, o grupo nasce no LADI – Laboratório de Dramaturgia Imaginária – Mousiké e TUCAN da Universidade de Brasília, tendo como principal foco descobrir formas de dramaturgia por meio da exploração vocal, muscular, gestual, estudo de instrumentos musicais e ritmos. O espetáculo Ensaio Geral é o 1º espetáculo da Cia e demonstra a escrita cênica do encenador Hugo Rodas, nascido no Uruguai e há 30 anos residente no Brasil, tendo passado por espaços fundamentais das artes cênicas no país como o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e Teatro Oficina, de José Celso Martinez. Ao chegar no país no início dos anos 70, a porta de entrada para o artista foi justamente a Bahia. Para Rodas, apresentar as memórias deste período da vida tem um sabor especial.

O público vai conhecer os traços deste grande encenador que esteve à frente do bem sucedido grupo Pitú, um dos mais relevantes grupos de teatro de Brasília dos anos 70. Evocando o ambiente dos ensaios, os atores encenam textos livremente adaptados de autores como Charles Chaplin, Caio Fernando Abreu, Drummond, Hilda Hilst, dentre outros. Sobre o trabalho, Hugo Rodas diz: “Acho que estou fazendo algo jovem (...) Uma vez mais estou ao lado do teatro que quero”. Erotismo, humor, juventude e música são alguns componentes da montagem teatral, que se pauta numa construção física, mas também na interação entre atores e músicos em cena, mais de 20 elementos sonoros costuram a cena.

Trajetória - Ensaio Geral fez sua primeira temporada no Espaço Cultural Contemporâneo – ECCO, em 2012 e saiu vencedor do Prêmio Sesc de Teatro Candango – Melhor Trilha Sonora, além das indicações para: Melhor Ator, Atriz e Melhor Iluminação. Foi selecionado pelo principal festival de teatro de Brasília – o Cena Contemporânea, onde se apresentou 5 vezes – 2 no Sesc Taguatinga Norte (Teatro Paulo Autran) e no Centro Cultural Banco do Brasil. Em setembro circulou por Palmas pelo projeto Idas e Vindas da Universidade de Brasília. Também integrou a programação do Goiânia em Cena em outubro de 2013.

Em 2014 o grupo iniciou a pesquisa e criação de um novo espetáculo inspirado na obra de Luíz Bernardo Pericás – Cansaço, a longa estação. Este projeto foi contemplado no edital do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal e estreou em maio de 2015 sob o título “Punaré & Baraúna”.

O grupo investe na manutenção de repertório, através da promoção da circulação de suas montagens. Ensaio Geral foi vencedor do Prêmio Myriam Muniz da FUNARTE – Fundação Nacional das Artes, que auxiliou a sua circulação três estados brasileiros – Goiás, Tocantins e Distrito Federal. Também foi selecionado pelo edital de Ocupação da CAIXA Cultural, onde fez apresentações em seus espaços em setembro de 2014 na CAIXA Recife e no início de 2015 em Brasília. A mais recente apresentação do espetáculo foi em junho de 2015 em Brasília a convite da Embaixada do Uruguai que convidou Hugo Rodas para abertura as Semana da Língua Espanhola no Instituto Cervantes. O espetáculo ainda será apresentado em São Paulo no “Terreiro Eletrônico” de Zé Celso Martinez Correia – o Teatro Oficina Uzyna Uzona.

Serviço

Ensaio Geral, espetáculo do ATA - Agrupação Teatral Amacaca, dirigido por Hugo Rodas
Teatro Vila Velha (Passeio Público – Avenida Sete de Setembro – Campo Grande)
Dias 2 e 3 de setembro, às 20h – sexta e sábado e Dia 4 de setembro, às 19h, domingo
Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia entrada).
Vendas antecipadas pelo site: http://www.ingressorapido.com.br


Sinopse:

Sob qual discurso se faz teatro no Séc XXI e como fazê-lo? Com duração de 60 minutos o espetáculo brinca com o ambiente de ensaio de um grupo de teatro. Ensaio Geral traz narrativa descontínua, composta por pequenos monólogos unidos por uma encenação versátil com plasticidade surpreendente, fundamentos da assinatura cênica de Hugo Rodas. Enquanto protagonizam o amor, os atores seduzem a plateia, a partir de textos, livremente adaptados pelo grupo, de autores como Charles Chaplin, Hilda Hilst, Caio Fernando Abreu, Carlos Drummond de Andrade e Eduardo Galeano. Dirigido pelo consagrado diretor uruguaio Hugo Rodas, a montagem investe na pesquisa de linguagem, abusando de elementos como plasticidade, dança, teatralidade e musicalidade.


FICHA TÉCNICA

Direção: Hugo Rodas
Elenco: Camila Guerra, Flávio Café, Diana Poranga, Isumy Kudo, Juliana Drummond, Márcia Duarte e Tulio Starling
Músicos: Nobu Kahi, Davi Maia e Iano Fazio
Iluminação: Raquel Rosildete e Hugo Rodas
Cenografia e figurino: Hugo Rodas e o grupo
Grafitti de banquetas da cenografia: Gabriel Marx
Painéis de Grafitti: Diana Poranga
Duração: 60 minutos
Apoio: Departamento de Artes Cênicas da UnB; Dac/DeaUnB.


HUGO RODAS – Diretor da peça

Nascido no Uruguai e radicado há 40 anos no Brasil Hugo Rodas firmou-se como um dos mais talentosos e importantes artistas de teatro de seu tempo, como ator, diretor, bailarino, coreógrafo, cenógrafo, figurinista e professor de teatro. Sua trajetória sempre esteve e está ligada aos coletivos e parcerias com os quais trabalha, desde o Grupo Pitú, nas décadas de 70, e de 80 – quando também ocorrem as primeiras experiências com Antônio Abujamra, no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), e com José Celso Martinez Corrêa, no Teatro Oficina – passando pelo Teatro Universitário Candango (TUCAN), nos anos 90 e 2000, assim como pela Companhia dos Sonhos. E atualmente, na Agrupação Teatral Amacaca (ATA), sua mais recente trupe.

Alguns dos maiores sucessos de público e crítica da história do teatro e da dança de Brasília trazem sua assinatura. Para citar alguns: Senhora dos afogados (1987), A casa de Bernarda Alba (1988/91), A menina dos olhos (1990/91), Romeu e Julieta (1993/99), O olho da fechadura (1994/95), The Globe Circus (1997), Shakespeare in concert (1997), Arlequim: servidor de dois patrões (2001/02), Rosanegra – uma Saga Sertaneja (2002/05), O rinoceronte (2005/2006) além do memorável Adubo ou a sutil arte de escoar pelo ralo (2005-2015).

Dirigiu e encenou espetáculos em várias outras cidades brasileiras tendo como parceiros de criação nomes de destaque na cena nacional entre eles Antônio Abujamra, codirigindo os espetáculos Lady Macbeth (2007), com Marília Gabriela; Cantadas (2007), monólogo de Denise Stocklos; e Os Demônios (2007).

Recebeu inúmeros prêmios por suas criações, com destaque para o Prêmio do Serviço Nacional do Teatro (1977) de melhor espetáculo infantil para o antológico Os Saltimbancos e o Prêmio Shell (1997) pela Direção do espetáculo Dorotéia, ao lado de Adriano e Fernando Guimarães. É Comendador e Oficial da Ordem do Mérito Cultural de Brasília (1991 e 1992), assim como Cidadão Honorário de Brasília (2000), tendo sido os três títulos concedidos pelo Governo do DF. Recebeu também o títulos de Notório Saber em Artes Cênicas (1998) e, recentemente, em 2014, o de Professor Emérito, ambos pela Universidade de Brasília, instituição na qual foi docente do Departamento de Artes Cênicas durante mais de 20 anos, e hoje atua como professor-pesquisador.

Sempre em busca de inovação, Hugo é um alicerce incontestável na construção da cena teatral e cultural contemporânea de Brasília, sendo referência mundial para a pesquisa da linguagem teatral. Inquieto e inspirado pela sua juventude, permanece no ambiente universitário dedicando-se à formação, investigação e criação artística, de onde surge a ATA – Agrupação Teatral Amacaca.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Oficinas Livres do Teatro Vila Velha encerram inscrições nos próximos dias

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Teatro, dança, fotografia, vídeo e canto estão entre as opções, com inscrições abertas de segunda a sexta, das 15h às 18h, no próprio teatro - aulas têm início em setembro

Encerram-se nos próximos dias as inscrições para as Oficinas Livres do Teatro Vila Velha, cujas aulas têm início entre os dias 1º e 15 de setembro, oferecendo experiências em teatro, dança, canto, vídeo e fotografia. As oficinas são voltadas a um público diverso, entre jovens, adultos e idosos, incluindo artistas profissionais, estudantes e também aqueles que desejam experimentar o fazer artístico pela primeira vez. Os interessados podem realizar inscrições presencialmente no teatro, de segunda a sexta-feira, das 15h às 18h, até o primeiro dia de aula de cada oficina. A duração das oficinas varia de um a três meses e a programação completa está disponível no site www.teatrovilavelha.com.br.

Já tradicionais na cidade, as oficinas do Teatro Vila Velha reúnem profissionais reconhecidos, com ampla experiência na cena cultural baiana. Entre as novidades oferecidas, estão as oficinas práticas “O ator e a dramaturgia do século XXI”, ministrada pelo diretor e dramaturgo Celso Junior, e “Commedia D’ell arte”, pela diretora e pesquisadora Joice Aglae, voltadas ao público que possui alguma experiência em teatro, além de “O Som na Cena”, com o músico Gabriel Franco, que explora a relação do som e da música com as artes cênicas. Ainda em teatro, as tradicionais “O Corpo e a Cena”, com Bertho Filho, “Teatro para iniciantes”, com Zeca de Abreu, e “Teatro para jovens”, com Chica Carelli, são possibilidades para aqueles que querem aventurar-se no fazer teatral.

Acontece ainda a terceira edição de “Dança para a Terceira Idade”, ministrada pelo coreógrafo Marcelo Galvão, que traz como novidades as oficinas “Dança de Salão” e “Dança para Atores”. O preparador vocal Marcelo Jardim realiza a oficina de “Canto” e o diretor Evandro de Freitas ministra “Realização Audiovisual”. Já a fotógrafa Andréa Magnoni traz ao Vila “Um Olhar Fotográfico”, oficina cuja renda será totalmente revertida para a campanha de manutenção do Teatro Vila Velha.

SERVIÇO

OFICINAS LIVRES DO TEATRO VILA VELHA
Inscrições presenciais no Teatro Vila Velha, de segunda a sexta-feira, das 15h às 18h.
Início das aulas: primeira semana de setembro de 2016
Mais informações: www.teatrovilavelha.com.br ou (71) 30834619

O ATOR E A DRAMATURGIA DO SÉC XXI
Facilitador: Celso Junior
Período: Dias 1, 7,15, 22 e 29 de setembro, das 19h às 22h
Valor: R$ 300
Faixa etária: a partir de 18 anos
Público alvo: atores com alguma experiência, ou estudantes de teatro, e interessados na arte da atuação e da dramaturgia.

COMMEDIA DELL'ARTE
Facilitadora: Joice Aglae
Período: 13 de setembro a 29 de novembro, terças-feiras das 14h às 18h
Duração: 3 meses
Valor: 3 parcelas de R$280 (ou R$750 à vista)
Faixa etária: a partir de 16 anos
Público-alvo: atores e estudantes de teatro

TEATRO PARA INICIANTES
Facilitadora: Zeca de Abreu
Período: 10 de setembro a 26 de novembro, sábados, das 10h às 12h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina: 3 x R$ 250 (ou R$ 675 à vista)
Faixa etária: a partir de 17 anos

O CORPO E A CENA
Facilitador: Bertho Filho
Período: 29 de outubro a 26 de novembro, sábados e domingos, das 15h às 18h
Duração: 1 meses
Valor: R$ 250,00
Faixa etária: a partir de 18 anos

TEATRO P/ JOVENS
Facilitadora: Chica Carelli
Período: Do dia 12 de setembro a 30 de novembro, segundas e quartas das 16h às 18h
Duração: 3 meses
Valor: 3 x R$ 250 (ou R$ 675 à vista)
Faixa etária: 14 a 20 anos

UM OLHAR FOTOGRÁFICO
Facilitadora: Andréa Magnoni
Período:10, 17, 18 e 24 setembro, das 9h às 13h
Valor: R$ 220 (revertidos para a campanha de apoio à manutenção do Vila)
Faixa etária: a partir de 16 anos

REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL
Facilitador: Evandro de Freitas
Período: 15 de setembro a 24 de novembro, quintas, das 19h30 às 22h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina: 3 x R$ 250 (ou R$
675 à vista)
Faixa etária: 16 anos

DANÇA PARA TERCEIRA IDADE
Facilitador: Marcelo Galvão
Período: De 13 de setembro a 29 de novembro, terças e quintas das 8h às 9h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina: 3 x R$100 (ou R$250 à vista) | Aula avulsa: R$ 20

DANÇA PARA ATORES
Facilitador: Marcelo Galvão
Período: De 13 de setembro a 29 de novembro, terças e quintas das 17:30h às 18:30h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina:  3 x R$100 (ou R$250 à vista) | Aula avulsa: R$ 20
Faixa etária: a partir de 16 anos

DANÇA DE SALÃO
Facilitador: Marcelo Galvão
Período: De 16 de setembro a 25 de novembro, Sextas das 17h às 18:30h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina:  3 x R$60 (ou R$135 à vista) | Aula avulsa: R$ 20
Faixa etária: a partir de 16 anos

CANTO
Facilitador: Marcelo Jardim
Período: De 10 de setembro a 26 de novembro, sábados, das 14h às 16h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina:  3 x R$150 (ou R$405 à vista) | Aula avulsa: R$ 50
Faixa etária: a partir 14 anos

O SOM NA CENA
Facilitador: Gabriel Franco
Período: De 12 de setembro a 30 de novembro, segundas e quartas, 19h às 21h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina: 3 x R$ 250 (à vista R$ 675)
Faixa etária: a partir 18 anos

Sobre as Oficinas:

O ATOR E A DRAMATURGIA DO SÉC XXI
O diretor teatral e professor Celso Jr. oferece oficina de Interpretação Teatral para atores e estudantes de teatro, usando textos escritos a partir do ano 2000. A partir de exercícios práticos de corpo, voz e interpretação, serão investigados os processos de encenação de textos de autores como Caryl Churchill, Sarah Kane, Shay Youngblood, Juan Crespo e outros autores representantes da dramaturgia mais recente produzida nos últimos 16 anos.
O método de trabalho foi criado pelo próprio professor, que utiliza a ação da gravidade no corpo do ator, como possibilidade expressiva. Isto, combinado à qualidade fragmentada e aparentemente ilógica proposta pelos textos, pretende criar experimentos cênicos que estimulem o caráter surpreendente na plateia, ao mesmo tempo em que amplie a capacidade dos atores de se colocarem como co-criadores da cena.

CELSO JUNIOR
Ator e diretor com mais de 60 espetáculos teatrais realizados, é professor do Núcleo de Teatro da Universidade Federal de Sergipe. Doutor em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas – UFBA (2013). Bacharel em Artes Cênicas (Direção Teatral) pela Escola de Teatro da UFBA, (1994). Mestre em Letras, (Teorias e crítica da literatura e da Cultura) UFBA (2005). Como ator, começou a carreira na Companhia Baiana de Patifaria no espetáculo Abafabanca (1987). Teve atuações elogiadas em Otelo, de Shakespeare, (primeira montagem do TCA. Núcleo, dirigida por Carmem Paternostro (1995), Megera domada, de William Shakespeare, direção de Teresa Costalima, Budro, de Bosco Brasil, sob direção de Tom Carneiro (2004), Hamlet, de William Shakespeare, sob direção de Harildo Deda (11ª montagem do TCA. Núcleo, 2005), Shopping and fucking, de Mark Ravenhill, sob direção de Fernando Guerreiro (2007) e Caso sério, de Claudio Simões e Margareth Boury (2009), Celso Jr. dirigiu a comédia policial Quem matou Maria Helena?, de Claudio Simões, ( 1994) , a comédia Médico a pulso, de Molière (2000); Pluft - o fantasminha, de Mª Clara Machado (1995 e 2002), dirigiu a primeira montagem do texto O cego e o louco, de Cláudia Barral (2000), traduziu, adaptou e dirigiu Preciosas ridículas, baseada na comédia de Molière, (2008), entre outros. Em 2014, integra o elenco do espetáculo A gaivota, de Anton Tchekhov, sob a direção de Marcelo Flores e Harildo Déda, com a Cia. de Teatro Os Argonautas. Neste mesmo ano, participou dos filmes de longa metragem Irmã Dulce, de Vicente Amorim e Travessia, de João Gabriel. Esteve em cartaz com a peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, sob direção de Márcio Meirelles, no teatro Vila Velha, onde dirigiu dirigiu o espetáculo Notícias de Godot, a partir de textos, fragmentos e poemas de Samuel Beckett, com a Universidade Livre de Teatro Vila Velha.

COMMEDIA D’ELL ARTE
O Curso traz as máscaras dell’arte a partir da pesquisa de Joice Aglae dentro da commedia dell’arte desenvolvida por Claudia Contin, grande pesquisadora e praticante de Commedia dell’Arte na Itália, com quem Joice Aglae se formou e trabalhou de 2008-2009) e, posteriormente, no seu grupo Botega Buffa CircoVacanti, com Veronica Risatti (2010-2014), na Itália. Joice Aglae, trabalhou durante um ano e meio na Scuola Sperimentale dell’Attore (escola de Claudia Contin e Ferruccio Merisi) e desenvolveu parte de seu doutorado em commedia dell’arte, desenvolvendo um transcurso de apropriação das máscaras dell’arte continianas através de elementos da cultura tradicional popular brasileira. As máscaras apresentadas são aquelas das praças e ruas medievais, diferentes daquelas que tornaram a commedia dell’arte famosa nas cortes, as quais sofreram certo requinte, sendo castradas seus aspectos grotescos e carnavalescos. São máscaras populares carnavalescas e grotescas, mas com uma linguagem muito codificada e vigorosa, apresentando uma técnica que exige do ator grande preparo físico e disciplina. Serão trabalhados ao longo da oficina , os 9 principais arquétipos da commedia dell’arte (Zanni, Pantalone, Dottore, Brighella, Arlecchino, Servetta, Capitano, Nobili∕Enammoratti e Pulcinella), questões concernentes ao porte da máscara, voz para a máscara e alguns aspectos de improvisação dentro da commedia dell’arte, tendo como finalização uma pequena mostra de situações de canovacci clássicos.

JOICE AGLAE
Joice Aglae Brondani, pós-doutora UNITO (fev.2016, CAPES), pesquisa sobre Máscaras femininas da commedia dell’arte e cultura tradicional brasileira - arquétipo de Iansã e Pombogiras. Pós-doutorado PRODOC-CAPES no PPGArtes da UFU-MG (2011-2014), pesquisa Comicidade e Criação – clown e cultura tradicional brasileira (commedia dell’arte e congada). Doutora pelo PPGAC- UFBA (2010) com intercâmbio com Università di Roma Tre – ITA e Scuola Sperimentale dell’Attore (PN-ITA), com a pesquisa de bufão commedia dell’arte e práticas espetaculares tradicionais brasileiras. Mestre pelo PPGAC- UFBA (2006) e intercâmbio com Paris X, com a pesquisa Clown, Absurdo e Encenação. Fundou a Cia Buffa de Teatro (BRA, 1998) e a Bottega Buffa CircoVacanti (ITA, 2010-2014). É idealizadora do projeto de pesquisa e Intercâmbio entre culturas tradicionais TEATRO-MÁSCARA- RITUAL. Ministra cursos de teatro, máscaras (clown, bufão, commedia dell’arte e preparação de corpo para a máscara) e danças populares voltado para o trabalho do ator, no país e exterior. Integrou ocorpo de atores do espetáculo SlavaSnowShow (2011), dirigido pelo clown russo Slava Polunine. Integrou o corpo de atores da Scuola Sperimentale dell Attore -ITA, de 2008-2009. Atuou como atriz em três (03) curta metragens. Possui nove direções de espetáculos teatrais, os quais acumulam 26 indicações e 12 premiações em festivais do Brasil - 4 na Cia Buffa de Teatro.

TEATRO PARA INICIANTES
A oficina tem por objetivo proporcionar aos participantes o primeiro contato com o fazer teatral, através de experiência que contenha os fundamentos desta linguagem. Tornar o aluno um indivíduo com uma percepção mais ampla de si e do mundo em que vive, aguçando sua visão crítica e sua sensibilidade perante o mundo através de uma atitude mais harmoniosa e equilibrada em que os sentimentos, a imaginação e a razão se integram; em que os sentidos e os valores dados a vida são assumidos no agir cotidiano. Para tanto, serão aplicadas varias modalidades e estilos do jogo teatral. A proposta é descobrir as potencialidades de cada participante e utilizá-las teatralmente. Quando se perceber “atuando”, o aluno perceberá que sua capacidade criativa é inesgotável, necessitando apenas se adequadamente exercitada.

ZECA DE ABREU, em mais de 20 anos de carreira, tem em seu currículo como atriz várias peças de teatro, como O Homem Nu e suas Viagens, direção de Hebe Alves, Um Prato de Mingau para Helga Brown direção de Celso Jr., Volpone, de Fernando Guerreiro, e Espelho para Cegos, de Marcio Meirelles. No cinema marcou sua presença nos filmes Eu Me Lembro e O Homem que não dormia de Edgard Navarro, Cidade Baixa, de Sergio Machado, Depois da Chuva, de Claudio Marques e Marilia Hughes, e Irmã Dulce, de Vicente Amorim. Como diretora, ganhou o prêmio Braskem de Teatro de melhor espetáculo infanto-juvenil, em 2003, com a peça H2O Uma Fórmula de Amor. Dirigiu ainda Homem não entra: só se fizer um agrado, em 2004, e O que é, o que é? Começa com Carol e termina com Ina?, em 2007. Em 2013, dirigiu o espetáculo Destinatário Desconhecido, vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2013 na categoria melhor ator e indicado como melhor espetáculo e melhor direção. Em 2014, dirigiu a peça Bonde dos Ratinhos, indicada ao Prêmio Braskem de Teatro nas categorias especial e melhor espetáculo infanto-juvenil. Em 2016 dirigiu o espetáculo infantil “Eu, Você e Todo Mundo”.

O CORPO E A CENA
O objetivo da oficina é proporcionar ao ator o desenvolvimento de suas potencialidades, buscando uma autonomia e presença cênica, ampliando e encontrando ferramentas para tornar seu trabalho mais consistente, consciente e diversificado. Não é necessário ter experiência prévia com teatro.

BERTHO FILHO é ator, diretor teatral (Bacharel em Artes Cênicas - Universidade Federal da Bahia/UFBA.) e dramaturgo, produtor e preparador de atores para teatro e para o cinema. Como ator, trabalhou em filmes como Central do Brasil, de Walter Salles; Tieta, dirigido por Cacá Diegue; Eu me Lembro e O Homem Que Não Dormia, de Edgar Navarro. Na televisão, atuou em séries como Cama De Gato, direção geral de Ricardo Waddington (2010); Força Tarefa, de Jose Alvarenga Jr. (2010); Gabriela, direção de Núcleo de Roberto Talma (2012) - todas na Rede Globo. Como diretor, realizou as peças Noite, de Harold Pinter; O Balcão, de Jean Jenet; Navalha Na Carne, de Plínio Marcos; Os Rapazes Estão Chegando, de Vieira Neto; Balela; O Mala Nada na Lama; Câncer - as três últimas com texto de sua autoria. Como professor de teatro, acumula experiências na Escola de Teatro da UFBA, Escola de Teatro do Centro Universitário Cultura e Arte/UEFS, Espaço Cultural Yumara Rodrigues, Projeto Agente Jovem/UCSAL, Projeto de intercâmbio lusófono K-CENA, universidade LIVRE de teatro vila velha, entre outros.

TEATRO PARA JOVENS
A oficina ira se desenvolver em 03 etapas. Na primeira etapa construiremos uma dinâmica de grupo, experimentando técnicas de improvisação e criação de personagem, integrando os universos de interesse de cada participante da oficina. A seguir, entendendo o perfil do grupo, serão escolhidos textos dramáticos, que permitirão aprofundar a experiência do jogo dramático. Finalmente, na terceira etapa, construiremos uma mostra cênica a partir dos textos dramáticos ou fruto de criação coletiva. Ao longo de todo processo serão dados exercícios de voz e corpo imprescindíveis para o trabalho do ator.

CHICA CARELLI é graduada em direção teatral pela Universidade Federal da Bahia em 1983. Iniciou sua carreira de atriz em 1980, no grupo Avelãz e Avestruz dirigido por Marcio Meirelles. Seu trabalho nesse grupo lhe valeu dois troféus Martim Gonçalves. Em 1990 fundou, com o diretor Marcio Meirelles, o Bando de Teatro Olodum, co-dirigindo vários espetáculos, alem de assinar a direção de produção dos espetáculos e a direção musical dos primeiros espetáculos do grupo. Dirigiu o primeiro espetáculo infanto-juvenil do grupo, Áfricas. Desde 1994 integra o colegiado do Teatro Vila Velha, e participa também das produções artísticas da Cia Teatro dos Novos como atriz e diretora. Em 2005 recebeu o premio Braskem de teatro como atriz coadjuvante no espetáculo O Despertar da Primavera. Coordena as Oficinas Vila Verão desde 2000 do Teatro Vila Velha.

UM OLHAR FOTOGRÁFICO
A Oficina de Olhar fotográfico, facilitada pela foto-ativista Andréa Magnoni, tem a intenção de tirar a inocência do olhar e mostrar que existem muitos elementos que compõem uma imagem diferenciada, são várias normas e dicas que irão dar um up no seu jeito de ver o mundo. É uma boa oportunidade para todos que desejam aprimorar o olhar fotográfico independente do equipamento ou experiência que se tenha, em especial para quem tem uma DSLR e ainda não sabe utilizá-la no modo manual, será bem interessante conhecer os comandos básicos e ampliar as possibilidades de captura. A oficina será ministrada em 4 módulos: duas aulas teórico-práticas, uma totalmente prática e o fechamento com feedback e dicas de utilização de um programa profissional de edição.
público: iniciantes - obrigatório: equipamento fotográfico - tablets, celulares, câmeras portáteis ou profissionais - carga horária: 12h

ANDRÉA MAGNONI
A foto-ativista Andréa Magnoni, usa o trabalho fotográfico sob um olhar antropológico de forma a dar voz e visibilidade às diversidades sexuais, de gênero, afro-religiosas, sociais e étnicas. É instrutora de fotografia e atua no segmento de coberturas de eventos artísticos, já tendo fotografado para a maior parte dos grandes diretores de Salvador, tem um portfólio consistente em cobertura de espetáculos e material de divulgação para renomadas companhias como, A Outra Cia de Teatro, NATA, Teatro da Queda e Bando de Teatro Olodum, mas é junto à fotografia afrodiaspórica, enfatizando a importância da representatividade da polução negra e a beleza da ancestralidade dos ritos afro-brasileiros e também junto aos movimentos LGBTs e feministas que seus projetos autorais vem se destacando. Pelo segundo ano consecutivo é convidada para expor no Uruguai e prepara uma mostra na Itália, expondo seus trabalhos realizados dentro dos terreiros de Candomblé. Quando o assunto é ativismo, se envolve também na produção de eventos que valorizem o poder das minorias, como o Prêmio Zebrinha de Pretas Artes e o Festival Drag Queen.

Portfólio virtual
Facebook: Andréa Magnoni - Fotos com Alma
Flickr: https://www.flickr.com/photos/andreamagnoni/?

REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL
Introdução aos princípios da realização audiovisual, compreendendo as etapas de produção, filmagem e montagem do material bruto no prisma da produção coletiva e colaborativa. Introdução ao documentário e as questões éticas. A proposta é de que os encontros, de uma vez por semana, sejam de exposição de conceitos, formação de repertório – através de sessões de filmes com debates – e exercícios de filmagem e montagem em suporte digital. Abordaremos questões de linguagem audiovisual que envolvem roteiro, captação de som, enquadramento, eixo e continuidade, e os fundamentos do suporte digital, como formatos de vídeo, codecs e padrões de finalização para distribuição. O curso compreende realização de vídeos como resultado final.

EVANDRO DE FREITAS
Formado como bacharel em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Atualmente é servidor Técnico em Audiovisual no Cecult - Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas em Santo Amaro/BA. Integrou o Cineclube Mário Gusmão de 2010 a 2016, onde atuou na concepção de curadorias, realizou projeções, produção de críticas, design gráfico e identidade visual.
Dirigiu e montou, em 2010, o curta-metragem Por trás dos Olhos, em Cachoeira/BA. Em 2011 atuou na montagem, identidade visual e still do curta Entrepassos, dirigido por Elen Linth. Em 2012 finalizou o videodança Mareia, disponível em www.vimeo.com/37679185, tendo recebido menção honrosa no Prêmio ACV/ABD-BA do Cine Virada; participou do II FIAR: Encontro de Redes das Artes Visuais no Recôncavo, enquanto residente artístico em audiovisual; integrou a equipe de realização do I MOCIVA – Mostra de Cinema de Valença e ministrou oficina de Roteiro a convite do Cineclube Xícara da Silva, em Anápolis-GO.
Em 2013 integrou o júri de seleção da Mostra Centro Oeste e Mostra de Curtas Anapolinos do III Anápolis Festival de Cinema; realizou o documentário curta metragem Procurando Rita, premiado com menção honrosa no IV CachoeiraDoc e melhor direção na 13ª Goiânia Mostra Curtas; realizou o curta documentário Odu, co-dirigido por Cyntia Nogueira, sobre a obra do ator Mario Gusmão; documentou a turnê da Orquestra Filarmônica Lyra Ceciliana por treze cidades do interior da Bahia; realizou direção de fotografia do filme Noite de Baile, de Artur Dias, exibido e premiado no V Feciba em 2015. Integrou a equipe de curadoria da V, VI e VII edições do CachoeiraDoc, festival em que ministrou oficinas de Webdocumentário para jovens de Cachoeira e São Félix. Em 2014 realizou direção de fotografia dos curtas de ficção Muros, de Elen Linth, e Cinzas, de Larissa Fulana de Tal; foi operador de câmera e assistente de fotografia de Materno, filme dirigido por Ruy Dutra e Alequine Sampaio. Foi responsável pelas projeções do VII, VIII e IX Panorama Coisa de Cinema em Cachoeira.
Em 2016 foi assistente de direção do curta-metragem Parto, de Amaranta Cesar, em finalização, e ministrou oficinas de cinema e educação para professores da rede de ensino básico de Cachoeira e São Felix, e de realização audiovisual para estudantes, servidores do CECULT e moradores de Santo Amaro. Também neste ano finalizou o documentário A Morte do Cinema, curta metragem apoiado pelo Fundo de Cultura do Estado da Bahia, edital de 2013.

DANÇA PARA TERCEIRA IDADE
A proposta desta oficina é trabalhar algumas técnicas de dança (moderna, criativa, dança de salão e danças populares) para construção coreográfica a partir de nossas memórias afetivas. As aulas iniciarão com alongamento, fortalecimento muscular, técnicas de danças e jogos criativos. Essa é uma oficina de descoberta de novos movimentos, de poesia e muita dança.

MARCELO GALVÃO é graduado em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia (2008). Trabalha com processos criativos e educacionais em dança para terceira idade há 15 anos. Atualmente é professor do programa Universidade Aberta a Terceira Idade – UATI/UNEB, da Prefeitura Municipal de Salvador (PREVIS) e da Marinha do Brasil. Participou dos três Fóruns Nacionais de Coordenadores de Projetos da Terceira Idade de Instituições de Ensino Superior.

DANÇA PARA ATORES
A proposta desta oficina é trabalhar algumas técnicas de dança (moderna, criativa, contemporaneo e danças populares) para preparação corporal do ator. Ao final do curso apresentaremos uma obra coreográfica a partir de laboratórios criativos. As aulas iniciarão com alongamento, fortalecimento muscular, técnicas de danças e jogos criativos. Essa é uma oficina de descoberta de novos movimentos, de poesia e muita dança.

MARCELO GALVÃO é graduado em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia (2008). Trabalha com processos criativos e educacionais em dança para terceira idade há 15 anos. Atualmente é professor do programa Universidade Aberta a Terceira Idade – UATI/UNEB, da Prefeitura Municipal de Salvador (PREVIS) e da Marinha do Brasil. Participou dos três Fóruns Nacionais de Coordenadores de Projetos da Terceira Idade de Instituições de Ensino Superior.

DANÇA DE SALÃO
A proposta desta oficina é trabalhar com técnicas de danças de salão (tango, samba de gafieira, forro, bolero, salsa) para construção coreográfica. As aulas iniciarão com alongamento, fortalecimento muscular, técnicas de danças e jogos criativos. Essa é uma oficina de descoberta de novos movimentos a dois, sem restrição de idade.

MARCELO GALVÃO é graduado em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia (2008). Trabalha com processos criativos e educacionais em dança para terceira idade há 15 anos. Atualmente é professor do programa Universidade Aberta a Terceira Idade – UATI/UNEB, da Prefeitura Municipal de Salvador (PREVIS) e da Marinha do Brasil. Participou dos três Fóruns Nacionais de Coordenadores de Projetos da Terceira Idade de Instituições de Ensino Superior.

CANTO
Voltada para o autoconhecimento do potencial vocal e artístico, a oficina visa desenvolver a técnica do canto, reduzir vícios e tensões corporais, atingir um conhecimento básico de teoria e percepção musical, facilitar a relação intérprete/platéia.

MARCELO JARDIM
Formado em Canto pela UFBA, professor de voz dos grupos Bando de Teatro Olodum e Vilavox, integra o coro do Teatro Castro Alves.

O SOM NA CENA
A oficina objetiva oferecer vivências orientadas sobre como o som e a música podem se relacionar com a arte cênica, na prática. Da sonoplastia à trilha sonora, os elementos e conteúdos básicos do fazer sonoro e musical serão contemplados através de atividades práticas de apreciação/observação, jogos musicais (corporais, vocais e instrumentais), experimentação (incluindo o uso de objetos sonoros) e improvisação. Também haverá debates dirigidos sobre como o discurso sonoro, e suas variações se relaciona com a plateia, com os atuantes da cena, com os atuantes dos bastidores (encenador, dramaturgo, músicos, operadores técnicos, produtores...), e com os demais elementos técnicos da cena (luz, figurino, cenário, coreografia...). Apesar da oficina tratar de conteúdos de som, música e artes cênicas, e ser relevante que seus participantes já possuam histórico prático em alguma das áreas, isto não é questão restritiva à participação nessa pois ela se direcionada a pessoas que possuam real interesse prático na assunto, no "aprender fazendo", no debate de temas correlatos. Para o encerramento da oficina, haverá a apresentação de uma atividade cênico-musical utilizando conteúdos abordados durante as aulas.

GABRIEL FRANCO
Educador musical e multi-instrumentista, graduado em Licenciatura em Música pela UFBA (2008), tendo também cursado matérias de Composição e do Mestrado em Musicologia História; como estágio de graduação, desenvolveu o Curso de Educação Musical para Técnicos de Som (INÉDITO) e Mini-Curso de Áudio pra Músicos (2008). Também é técnico de áudio, tendo estudado e lecionado na dB Cursos de Áudio (Fernando Gundlach), e também em oficinas com Franklim Garrido, Lazzaro de Jesus, dentre outros. Trabalha com música e áudio profissional pra cena desde 2000 - direção e supervisão musical, trilha sonora, desenho de som e operação de áudio -, e em 2009, realizou o projeto "...sob o olhar de Torradeiras Voadoras", com sua banda A Odisseia das Torradeiras Voadoras (2002-2010) no qual, um dos produtos gerados foi uma coletânea de 21 faixas de música e contação de história de cegos de 9 cidades da Bahia, com a banda fazendo trilha sonora para cada uma delas. Em 2010, foi indicado ao Prêmio Braskem de Teatro pela trilha sonora de "Gennésius – Histônica Epopeia de um Martírio em Flor", do Grupo Finos Trapos (dir. Roberto de Abréu). Também já trabalhou com Paula Lice (dir.), Deolindo Checcucci (dir.), Bertho Filho (dir.), Fernanda Paquelet (dir.), Grupo Finos Trapos (teatro), Companhia Novos Novos (teatro), SuperNova Teatro, Grupo Xis de Improvisação (dança), LosInnatos (dança), Anderson dy Souza (ator solo), Jarbas Bittencourt (mus.), Ronei Jorge (mus.), João Meirelles (mus.), dentre outros. Desde 2012, vem desenvolvendo forte parceria com o diretor de teatro Márcio Meirelles, o Teatro Vila Velha e a Universidade Livre de Teatro (Teatro Vila Velha), tendo trabalhado em diversas montagens como Drácula, Esperando Godot, Por que Hécuba, Frankenstein, JANGO - Uma Tragédya, Hamlet, Macbeth, Sete Contra Tebas, dentre outras.