quinta-feira, 18 de julho de 2019

Universidade Livre de Teatro Vila Velha - Alegria é resistência ou Quando a a rua vira palco - Por: Carolina Lira


Foto: Ananda Brasileiro

O dia era quinze de maio de dois mil e dezenove. Diversas manifestações aconteciam em muitas cidades do país. Eram estudantes, professores, artistas e tantas outras pessoas lutando contra os cortes na educação. Estávamos lá. Levamos nossos corpos, nossas vozes, alfaias, tamborins e caxixis.

Cantando “Proibido o carnaval”, composição de Daniela Mercury gravaria em parceria com Caetano Veloso, saímos desfilando alegria até a concentração no Campo Grande. Foi ali que a praça virou palco e tivemos nossa primeira experiência juntos com o teatro de rua. Enquanto cantávamos e dançávamos, as pessoas ao nosso redor interagiam com a gente, ora cantando e dançando junto, ora filmando e aplaudindo. A voz de Miguel ecoava na minha cabeça quando ele nos dizia na sala de ensaio: “façam pra fora!”
Estava tudo ali. Estava realmente acontecendo e funcionava! Uma senhora se colocou no centro quando foi pedido que alguém se voluntariasse para participar de uma das cenas. Era a cena do assassinato do estudante Edson Luís, que foi morto por policiais militares no restaurante estudantil “Calabouço” no centro do Rio de Janeiro. Tivemos que nos reorganizar rapidamente para fazer a cena com ela. É um precioso treinamento para uma atriz fazer teatro de rua.

Seguimos até a Praça Castro Alves. Levamos nossa alegria escancarada para desfilar na Avenida. Nos querem tristes e apáticos. Devolveremos com sorrisos largos e mãos dadas. Sambamos debaixo de sol e chuva. No caminho: Chica, Márcio e um encontro catártico com a Dani que trabalhou com a gente a parte teórica no processo de construção para nosso resultado final do Kcena, cujo título é “Ensaio para a democracia”.
Mais do que nunca agora sabemos: alegria é resistência. A arte resiste. A cultura resiste. A educação resiste e sabemos que iremos de mãos dadas, debaixo de chuva, debaixo do sol quente, sambando e cantando ao som dos tamborins.


quarta-feira, 12 de junho de 2019

Universidade Livre de Teatro Vila Velha – Contando 3 e pronto. – Por: Lucas Lima


Foto: Tatiana Semêdo

O projeto 3 & pronto tem uma dinâmica louca e interessante. Três semanas de ensaio e três semanas de apresentação parece algo punk, e é mesmo. Montar um espetáculo em tão pouco tempo parece MADNESS, mas foi muito gratificante de fazer. Storni-Quiroga mostra um pouco da história de amor entre Alfonsina Storni e Horácio Quiroga, dois escritores latino americanos que viveram uma paixão regada de poesia e haxixe. Trabalhar com Hebe Alves foi uma experiência maravilhosa, ela é uma pessoa incrível. Uma mulher agitada, esfuziante, genial, com uma visão artística e poética muito sincera e certeira. Desde que vi o espetáculo "Do Fino Véu ao Céu da Boca" no cabaré dos novos umas seis vezes, fiquei esperando para participar de algo com o toque de Hebe e essa oportunidade foi maravilhosa, sem dúvida maravilhosa. Sem falar que é sempre uma honra estar no mesmo palco que Chica Carelli, não é mesmo?? Foi uma honra em “Por Que Hécuba?” e está sendo outra honra em Storni-Quiroga. Em suma, foi um processo louco, agitado, divertido e novo. Para um espírito tão imediatista como o meu, esse projeto foi muito legal de se fazer. Infelizmente, a temporada já acabou, mas não é à toa que são só três semanas. E PRONTO.



Estou ansioso para presenciar as outras cinco montagens desse projeto que estão vindo por aí.

Lucas Lima, ator da Universidade Livre de Teatro Vila Velha

sábado, 25 de maio de 2019

Universidade Livre de Teatro Vila Velha - Meniky Marla uma divina comédia - Por: Tatiana Semêdo


Foto: Tatiana Semêdo

Meniky Marla, ou para os íntimos apenas Meny, 27 anos, a personificação da “menina, mulher da pele preta”. Filha dedicada e irmã carinhosa, de gênio forte. É considerada por mim a líder da atual turma da Universidade Livre de Teatro Vila Velha, não só por ser a veterana, mas por organicamente conquistar esse espaço com o seu espírito de liderança, seu foco e sua perseverança. Um grupo que tem uma mulher como ela em sua cabeça é realmente um grupo com muita sorte.
Com uma carreira recentemente iniciada em 2016, já tem em seu portfólio os espetáculos: "Por que Hécuba?" 2018 (Coriféia), "Hamlet + Hamlete Machine" 2018 (coro/enfermeira/coveiro), "Ó Pai Ó" 2018 (A Professora), "Porque Hécuba?" 2019 (Ernada) e "A Última Virgem" 2019 (Débora). Além disso é estagiária de audiovisual do Teatro Vila Velha e faz parte do território de gestão da Universidade Livre de Teatro Vila Velha.

Tatiana Semêdo

Por: Meniky Marla.
Meu processo em "A última virgem - uma divina comédia de Nelson Rodrigues" foi e está sendo uma delícia. Trabalhar com Celso Jr e todo esse elenco é simplesmente maravilhoso. É um mix de diversão, alegria, aprendizado, realização, enriquecimento profissional a cada dia, sem falar na admiração pelos meus colegas de elenco e por Celso (eles são incríveis, é de uma conexão e profissionalismo sem igual).
Bem, eu conheci Celso na oficina que ele deu para a Universidade Livre em 2018, por coincidência era de textos de Nelson Rodrigues. De cara já percebemos o quanto a Universidade Livre está diretamente conectada nesse processo e o quanto influenciou para que hoje eu estivesse fazendo parte do elenco de "A Última Virgem". Confesso que já havia um desejo em trabalhar com Celso Jr, a oficina abriu caminhos maravilhosos, sem dúvidas e a universidade livre tem esse "poder", é um nicho de oportunidades, aprendizado, desenvolvimento pessoal/profissional...um deleite para quem sabe aproveitar.
Agradeço ao Vila, Márcio, Chica e a Celso, por estarem me dando essa e outras oportunidades. E claro, agradeço também aos meus colegas da universidade livre pelo companheirismo diário e participativo, um xeru nos lindxs da comunicação, obrigada Tati por esse espaço.
Evoé!

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Universidade Livre de Teatro Vila Velha - Um olhar poético sobre Hécuba - Por: Gisele Lopes


Um olhar poético sobre Hécuba

Por que Hécuba?
Por que o Vila?
Por que esse espetáculo?
Por que vocês?
Não sei!
Só sei que essa conexão se deu do nada e que agora faz parte de mim. E me lembrar daqueles dias nos camarins de Hécuba registrando o íntimo dessas pessoas me emociona profundamente e me transporta para aquele lugar bonito onde tanta gente se arrumava junto, se pintava junto, ensaiava junto, penteava o cabelo do outro, deleite para os meus olhos… E atenção: cinco minutos!
E todos já estavam prontos, preparados, em cena. Cada um no seu lugar. Pose para minha lente, poesia para os meus sentidos e voilá um milhão de energias acontecendo e sendo registradas num intervalo de duas horas.
É assim que “Por Que Hécuba” reverbera no meu coração!
É por tudo isso que não estou conseguindo esconder minha felicidade e nem dimensionar o tamanho do meu orgulho em ver essa galera subindo unida no palco do TCA para receber o Prêmio Braskem na categoria de Espetáculo Adulto.
E eu digo: Vocês são fodaaaaa!
E muito, muito, muito obrigada por me deixarem fazer parte de uma parte de tudo de lindo que vocês são.
O meu muito obrigada a Gil Maciel por me propor essa vivência. Obrigada também a Márcio Meireles e todo elenco por permitirem que eu fosse “invasora” por quatro dias nos camarins de Hécuba. E obrigada Meniky pela energia dedicada para fazer Ernada (ela sabe do que eu tô falando).
No mais,
Viva o Vila!
Viva ao teatro baiano!
Viva ao teatro dos novos, a livre, a arte, a cultura e a educação!
Vocês são pura poesia!
Evoé!

Sou Gisele Lopes, já dei 24 voltas ao sol e sou fotografa. A fotografia sempre esteve presente em minha vida, desde criança que tenho fascínio por capturar emoções e sentidos. Mas só em 2012 que comecei de fato a estudar, entender e fotografar de forma profissional. Já a poesia é tudo que sou, graças a meu pai Ademir que tem uma mania bonita de sempre me escrever e me presentear com palavras. E eu não consigo enxergar o mundo se não for por “enquadros”. É como Adriana Calcanhoto canta: “eu vejo tudo enquadrado”, a verdade é essa. Rsrs.
Já trabalhei com minha fotografia em diversos segmentos, mas senti um encontro na alma quando recebi esse convite de Gil Maciel para fotografar e tecer essa vivência em Hécuba.

Instagram: @poesiadeolhar


















sexta-feira, 10 de maio de 2019

Universidade Livre de Teatro Vila Velha - Sua Relação com o teatro - Por: Rebeca Lima


Foto: Gisele Lopes -  @poesiadeolhar - Camarim do espetáculo Por que Hécuba

Teatro é a minha e eu sou a dele. Há 17 anos nos conhecemos e é louco como eu sempre tenho a sensação que não sei nada sobre. Um infinito de mistério, até porque, fazê-lo é mostrar todas as máscaras de dentro de mim e algumas delas nunca quis admitir. A verdade é que fazê-lo é como aprender sobre Rebeca, não tem fim. Não adianta decorar, gravar, tentar manter a rotina, porque o acaso chega e te destrói, te desaba, te vira numa posição que nem você sabia que era humanamente possível. Gosto de falar que o Teatro me salvou e vem me salvando dia a dia. Ele me acolhe num desconforto tremendo, nunca foi fácil, nunca foi prazeroso, relaxante, nunca. Suor, feridas, frustrações, inquietações, pensamentos a mil, coração acelerado, tremores, insanidades a todo momento. É muito foda. "Pq você escolhe isso?" Não, não escolhi. Fui escolhida. Gosto também de falar que fazê-lo é viver várias vidas em uma só. Um nível de empatia e doação de abrir mão de si para libertar o outro. Dar voz ao outro, pela sua voz, seu corpo, sua mente, sua alma. Atuar não é ser outra pessoa, é encontrar um ponto em comum entre você e ela e tornar isso crível a um ponto que você desapareça. Teatro, maior loucura que já apareceu na vida de uma completa insana, que trabalho você me dá. O fácil nunca me atraiu.

Rebeca Lima, Atriz da Universidade Livre do Teatro Vila Velha.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Universidade Livre de Teatro Vila Velha - Diário LIVRE da atriz - Por: Carolina Lira



Capítulo de hoje (25/04/2019): sustentar coisas delicadas

Quando eu era pequenininha queria ser grande.
Vivia repetindo sempre: “eu não sou quiança!”
Tinha vezes que ficava emburrada e de calundu.
Hoje me busco na minha infância.

Aprendi que transição é a vida inteira, mas volta e meia me pego correndo atrás da garotinha que fui para (re) aprender algumas lições. Apesar dos pesares, uma caminhada bonita vem sendo construída.
Hoje uma imagem no Instagram foi um disparador na hora de começar a escrever. Pra cego ver: é uma imagem em preto e branco em que há um braço estendido e uma mão em forma de concha segurando um potinho de vidro redondo com cinco flores dentro. A legenda era: "sustentar coisas delicadas". Comentei no perfil da autora, a fotógrafa Mariana David, que eu adorava essa foto e ela respondeu: “te dedico com carinho”.
Me veio um tsunami de sentimentos ao encarar essa foto e me fez pensar no quanto é difícil sustentar coisas delicadas.
Afetos.
Principalmente afetos.
Nesses últimos dias estamos convivendo com o mantra:
corpo disponível,
afetos abertos.
Como é difícil sustentar afetos recém-paridos que a gente ainda nem sabe que nome dar, só sabe, e isso sabe-se muito bem, que são como bebês que acabaram de nascer e precisam de cuidados.
Como juntar delicadeza, afetos e política sem coletividade?
Qual a arte mais coletiva que o teatro?
Em um mês de experimentos com o Teatro do Oprimido e o Teatro carnavalizado já foram inúmeras lições de vida.
O teatro me ensina a cada dia sustentar afetos, escolhas e delicadezas. Em um cenário político desalentador como o que estamos vivendo, sendo artistas no nosso convívio, escolher o teatro é uma escolha política e trabalhar em coletividade também se trata de sustentar delicadezas.
Volto para a menina que fui
e encho o peito de coragem,
seguro na mão dos que estão ao meu lado
na ciranda da vida
em meio ao Circo Etéreo que fizemos juntos e lembro:
“Dar não dói,
o que dói é resistir.”

Tati: um corpo que antes de mim, já contemplava esta memória, diz:
“todo amor que houver nessa vida”
leia ouvindo essa outra potência citada no texto
coincidência.
ela estava ouvindo enquanto lia.

 Carolina Lira, Atriz da Universidade Livre do Teatro Vila Velha.

Aqui, para o instagram da Mariana: https://bit.ly/2J4s7MB
E aqui, para a música de Cazuza: https://bit.ly/2VAo6X0 



          



quinta-feira, 2 de maio de 2019

Universidade Livre de Teatro Vila Vela - Projeto KCena - Por: Rebeca Lima



Foto: Nó de Nós -  Tatiana Semêdo 
Projeto KCena 2019
Teatro do oprimido - Licko Turle/ Teatro Carnavalizado - Miguel Campelo

Teatro do Oprimido, poucos dias, muitas reflexões.
Nunca consegui entender o certo e o errado. Lembro que quando criança, ao ouvir "isto é o certo", ou "isto está errado", ficava pensando se era assim em todos os países, famílias e escolas, se as coisas também funcionavam sob as mesmas regras. Hoje ouvi que ao nascermos, somos livres. Entramos em diversas catarses aleatórias e está tudo bem até alguém lhe falar o contrário.
"Pare, isso está errado".
Pare,
engula o choro,
fale baixo,
não fale,
pirou?


Você merece uma surra,
cale a boca,
pare,
pare,
pare,
pare,
pare.


Ao que se refere exatamente quando falamos "certo" ou "errado"? Para quem se fala? Você ouviu de alguém e reproduziu como uma música que se repete várias vezes quando assim ordenamos, ou viveu sua experiência para saber? Posso viver a minha também? Estou em busca de uma resposta tipo essa, mas diferente da sua.


O Vila me ensina a ser uma artista.


Transcende a atuação, vai na edição, sonoplastia, comunicação, gestão da bilheteria, iluminação e toda a arquitetura de uma cena.


Ontem operamos a iluminação da nossa mostra e só tenho a agradecer por ter tido a oportunidade de desenvolver a sensibilidade dos efeitos que as luzes causam em uma peça. Conexão com meu grupo, que ali se apresentava, foi um dos segredos para as partes virarem um todo.
Rebeca Lima, Atriz da Universidade Livre do Teatro Vila Velha.






quinta-feira, 11 de abril de 2019

CULINÁRIA MUSICAL completa 2 anos

Culinária Musical completa 2 anos na Casa do Benin

Cubana Ivonne González, Quinteto, Denise Correa, Sinho Bernardo e Mário Ulhoa são as atrações.

O Culinária Musical – evento criado com o propósito de reunião amigos com boa música e outras expressões artísticas, além de pratos que agradam o paladar e coração com o repertório da culinária afetiva do afrochef Jorge Whashington – completa dois anos de existência. A tarde contará com shows do grupo Quinteto e participações de Sinho Bernardo, Denise Correia e da cantora cubana Ivonne González acompanhada pelo violonista Mário Ulloa. A edição de aniversário acontece no dia 14 de abril, na Casa do Benin, no Carmo, das 12h às 17h30. A entrada custa R$20 (em espécie) e o prato R$30 (em espécie, no débito e credito).
E tem atração internacional para marcar a data dessa iniciativa colaborativa de lazer e fomento da cultura baiana. A cantora cubana Ivonne González tem voz marcante e será acompanhada pelo violonista Mário Ulhoa. Ivonne começou a carreira em 1990, e é referência em ritmos tradicionais cubanos como son, guaracha, cha cha cha, rumba e música afro-cubana, além de espetáculos sobre orixás e deu na Suíça, França, Itália, Eslovênia, Sérvia, Espanha, Uruguai e Argentina.
O evento em clima de confraternização entre amigos conta ainda com participação do artista do Recôncavo baiano Sinho Bernardo que tem conquistado o público em vários eventos na capital baiana e no interior, com foco no samba, partido alto, axé e o samba de roda, além de composições próprias com ‘Hoje eu tô pra onda’. Quem também faz parte da grade do aniversário do Culinária é a cantora Denise Correia e a Banda na Veia Da Nêga com sua black music de Denise Correia traz repertório dançante, canções autorais conhecidas pelo público em shows pela cidade, além do melhor da black music, samba rock, mpb, passando pelo pop até o rock, além dos grandes nomes da MPB. 
O show principal é do grupo Quinteto que nasceu com o Culinária Musical, em 2017, e tem o repertório é baseado no partido alto com canções de grupos como Fundo de Quintal, Exaltasamba, Zeca Pagodinho, Só Preto sem Preconceito, Xande de Pilares, Nelson Rufino entre outros. O Quinteto é formado por: Flavinho Sacramento (cavaquinho e voz), Ricardo Negrão (surdo e voz), Neném Madeira (tantan e voz), Chimby (reco-reco e voz) e Quinto (violão e voz).
Nesta edição, das mãos habilidosas e cheias de afeto do afrochef Jorge Whashington estão garantidos a anduzada e a maxixada com carne seca. Tudo aprendido desde a infância quando recebia as notas para ir à feira comprar os ingredientes para a mãe, Georgina Rodrigues da Silva, 80.
Histórico
Da união de um ambiente agradável com boa música, ótimo papo com amigos e comida que remete aos almoços em família – daqueles que ficam eternizados na memória afetiva –, surge o projeto Culinária Musical. “Comecei de forma despretensiosa para receber os amigos em uma boa conversa e exercitar uma coisa que amo que é cozinhar e fazer isso com festa, com alegria. Ver isso um ano depois, com essa proporção, acolhida do público e dos artistas, essa energia de misturar linguagens. Além de fazer essa coisa colaborativa que é tão importante para a cultura. Toda vez que termina o culinária termina eu saio feliz. É o tipo de festa que eu iria me divertir. É uma satisfação cozinhar e ter o retorno das pessoas que se sentem abraçadas quando comem algo que lembra um momento da infância ou alguém que foi importante na vida. A comida tem essa força”.
Ao longo da sua existência, a interação é imediata, e essa troca de energia já foi experimentada, entre outros, por Lazzo Matumbi, Alexandre Leão, Jackson Costa, Roberto Mendes, Magary Lord, Carlos Barros, Fábio Santana, Célia França, Denise Correia, Dão, Firmino de Itapuã, Gerônimo, Mário Ulloa, Jack Elesbão, Lívia Natália, Nelson Maca. A iniciativa também já foi palco para intervenções poéticas, desfile de moda, lançamento de livro e performances de dança. 
O projeto foi ganhando corpo e se consolida como um evento que movimenta a cena artística na capital, como o sarau poético-musical Vozes Negras – que une poesia, música, discurso racial que relata o universo feminino –; a festa Yemanjá é Black, que acontece a cada 2 de fevereiro; e o Dance o Baile do Seu Corpo, que reedita os bailes black da década de 80, com a fusão entre o clássico e o moderno. Todos criados pelo ator do Bando de Teatro Olodum.




SERVIÇO

O que: Aniversário de 2 anos do Culinária Musical 
Quando: 14 de abril de 2019, das 12h às 17h30
Onde: Casa do Benin, Rua Padre Agostinho Gomes,17, Pelourinho
Quanto: R$20 (entrada em espécie) prato R$ 30 (o local aceita cartão de débito e crédito)
Atrações: Grupo Quinteto e participações de Sinho Bernardo, Denise Correia e da cantora cubana Ivonne González acompanhada pelo violonista Mário Ulloa.
Cardápio: Anduzada e maxixada com carne seca

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O Julgamento de CARLOS MARIGHELLA

Teatro Vila Velha recebe o “julgamento” do ex-deputado federal, guerrilheiro, militante comunista, político e escritor Carlos Marighella





O júri simulado da Defensoria Pública da Bahia realiza sua 6ª edição no histórico espaço, construído em 1964 e reconhecido como local de reflexão e resistência à Ditadura Militar.


A 6ª edição do projeto Júri Simulado – Releitura do Direito na História, realizado pela Defensoria Pública do Estado da Bahia – DPE/BA, acontece nesta quarta, 13/02, às 9h, na sala principal do Teatro Vila Velha, mesmo local em que Marighella foi anistiado pela caravana do Ministério da Justiça, em 2011, quando completaria 100 anos. O alinhamento dessa edição ocorreu em reunião do encenador e diretor artístico do Vila, Márcio Meirelles, com o subdefensor geral da Bahia, Rafson Ximenes. O ator Fábio de Santana – integrante do Bando de Teatro Olodum – fará o papel do réu. Nos demais papéis, os defensores Raul Palmeira (Defesa), Henrique Bandeira (Acusação) e André Cerqueira (Juiz). O júri será formado pela plateia. Ao final do julgamento, o público conhecerá mais sobre essa personagem histórica, na palestra do jornalista Mário Magalhães, autor do livro “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo”.


Marighella foi um dos principais organizadores da resistência contra o regime militar e considerado o inimigo número um da Ditadura. Foi militante do Partido Comunista por 33 anos e depois fundou o movimento armado Ação Libertadora Nacional (ALN). No governo Vargas, foi preso e torturado. Após sair da prisão entrou para a clandestinidade, sendo recapturado em 1939. Novamente foi torturado e ficou na prisão em 1945. No ano seguinte foi eleito deputado federal pela Bahia. Em 1968, com a instauração do Ato Institucional nº5 (AI-5), poderia ter escolhido o caminho de muitos dos seus companheiros, o exílio, mas decidiu resistir. Um ano depois, foi assassinado na cidade de São Paulo, após uma emboscada armada pelos agentes repressores do Estado.


O subdefensor-geral Rafson Ximenes assina a autoria do projeto Júri Simulado – Releitura do Direito na História com a coordenadora da defensora Especializada em Proteção aos Direitos Humanos da DPE/BA, Eva Rodrigues, e o defensor público Raul Palmeira, que atuou durante muito tempo no Júri.


O Teatro Vila Velha nasceu junto com a Ditadura Militar, em 1964, e recebeu os tropicalistas Caetano, Gal, Gil e Tom Zé, antes mesmo deles revolucionarem a Música Popular Brasileira. Foi o local onde o ator Othon Bastos despontou com “Eles Não Usam Black Tie” e onde Lazaro Ramos fez a sua estreia.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

A Bendição do Vila Velha


Por Sue Saphira
Neste sábado, 19/01/19, fui assistir um espetáculo de dança no Teatro Vila Velha, acompanhada de minha filha que estuda Dança na UFBA. Não consigo ir uma única vez ao Vila que não lembre que ali assisti dois espetáculos musicais promontórios da imensa e variada contribuição dos baianos à música brasileira. Foram os shows “Nós Por Exemplo” (e que exemplos!) e “Nova Bossa Velha e Velha Bossa Nova”. Foi então que iniciaram artistas que tornaram plena de inteligência, talento, musicalidade, poesia e pioneirismo a música brasileira: Caetano, Gil, Gal, Tom Zé.
Encontrei de novo pioneirismo naquele palco, na arte cênica, com os espetáculos do Bando de Teatro Olodum.
No sábado descobri que abrigar experiências ousadas e pioneirismo é o destino bendito do Vila Velha. O espetáculo Aroeira inova pelo que, em princípio, parece o óbvio: eleger como fundamento de um espetáculo de dança,,, a dança. Mas inova porque elege a dança, o movimento dos corpos, nada além da dança como único fundamento do balé. O vigor, a técnica e a emoção de jovens bailarinos, aliados à sobriedade densa/tensa de uma coreografia onde nada falta e nada excede, conseguem criar um espetáculo despojado, intenso, vigoroso. Áspero como condiz à arte em tempos áridos como os que vivemos hoje.
O Vila, em que pese a aparente contradição, mantém a tradição de não ser tradicional. Continua a ser um palco de ousadia e beleza. Parabéns a todos os envolvidos.

foto: Ananda Brasileiro

foto: Ananda Brasileiro


Convido os amigos de Salvador a assistir ao espetáculo Aroeira. Sabemos que precisamos sempre – e agora mais que nunca –  lotar os espetáculos de arte. Afinal, até os imbecis sabem que a cultura, ao dar forma de música, poesia e dança aos nossos sonhos, é ferramenta de luta para torná-los reais.













terça-feira, 9 de outubro de 2018

MEMORIAL d"Os Demônios", por Milena Nascimento

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Hoje ela andava pela rua e pensava como a rua é limpa, sim a rua é mais limpa que o seu corpo andante que suja com seus pés torpes, ela pensou: o caminho é mais limpo do que o seu caminhar, a rua vai limpando-a limpando o corpo sujo o corpo binário, a rua pede outro corpo um corpo a deriva que experimenta a limpeza que a rua te dá ela é experiência que não acaba depois do primeiro gole ela te sustenta e nã te deixa cair na overdose da experiência: ela olha a rua, a primavera chegou limpando a cachaça visgada na calçada as flores estão verdeando, amarelando nessa primavera vermelha, ela prova, tem gosto de açúcar: a rua muda de cor às 14:00 quando ela passa e a rosa azul cai ao chão mais limpo que o seu corpo torpe, ela ensaia, ela entra no passeio ela agarra a arte pela mão se entorpecendo engolindo Dostoiévski e Shakespeare pela língua que vai azedando e adoçando a rua com seu corpo entorpecido. 




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Mísera válvula cardíaca em dobraduras purificadas de sangue mole azedo e fértil, é isso que eu sou a outra ademoníaca maçã de quatro com as pernas abertas e o cortiço espedaçado, de quatro com a cor amarela molhada de quatro melada azeda e podre é ela é o processo ilegal do meu cérebro poroso, do meu cérebro fritando, do meu cérebro, do meu cérebro eu digo: mentrona-me metrônomo-me agora. É ela virada na moita saindo em cena em cima da preta parindo um miolo oco, roxo inhame inchado feto oco meu preço é caro, minha mão nas entranhas da preta custa caro meu caro.
Na mesa de um Bar SP20: processo Os Demônios.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Ana Bento fala sobre a Mostra da oficina de Musicalização e Composição Coletiva



A Mostra que acontece na próxima terça-feira, é resultado de duas oficinas, uma realizada com os novos integrantes da Universidade LIVRE do Teatro Vila Velha e outra com músicos e artistas da cena baiana. Ambas para o aprofundamento de habilidades compositivas e pedagógicas ligadas à musicalização e ao universo da produção musical para teatro.

Formada em Educação Musical pelo Conservatório de Música de Viseu (Portugal ) e pós-graduada em Musicoterapia pelo Centro de Investigación Musicoterapéutica de Bilbao (Espanha), Bento propõe uma experiência de criação artística e de experimentação partilhada na qual se pretende promover a criatividade e o gosto pela música executada em grupo

TVV - Qual é a proposta da mostra e qual é a composição dela?

Ana Bento - A mostra, como o nome indica, é uma apresentação do trabalho desenvolvido ao longo duas últimas semanas com ambos os grupos. são pequenos resultados de vários processos experimentados no âmbito da criação e composição coletiva. O trabalho é apresentado em formato concerto, ainda que informal, e dele fazem parte canções interpretadas por todo o grupo e em ensembles menores (até solo), uma peça específica para percussão corporal, improvisação estruturada, entre outros. Para além de todo esse material co-criado ao longo das semanas de trabalho, incluímos na mostra um pequeno fragmento que trabalhamos de uma peça em coro que integrará o espetáculo Hamlet, que estreia em novembro no Vila.

TVV - Quantas pessoas formam o grupo e de quais linguagens são os integrantes? 
AB - É um grupo formado por músicos, atores, artistas que participaram especificamente na primeira semana de trabalho e o novo grupo da Universidade Livre do Teatro Vila Velha, uma média de 30 integrantes. A maioria ligada ao teatro, e também bailarinos.

TVV - Como é que tem sido a  experiência no Teatro Vila Velha com esses artistas?
AB - Tem sido uma experiência incrível. Cada lugar tem pessoas com uma identidade muito específica, tanto individualmente quanto em coletivo. Nesse trabalho, sendo ele um espaço de partilha, de troca de experiências e de experimentação, tem sido muito gratificante o contato com com artistas e alunos com uma riqueza cultural e musical tão própria e especial como é a cultura brasileira.

TVV - o que você pôde perceber de singularidade numa terra musical como é Salvador?
AB - A música é sem dúvida algo que se sente, que corre nas veias deste povo, e não é uma música qualquer. Tem sempre um balanço próprio, tão enérgético quanto leve e é algo muito natural, como respirar.  Tudo é pretexto para balançar, para fazer música. E música é emoção, então também se sente no geral uma forma de estar muito própria, muito genuína e expressiva. 


Mostra gratuita da oficina de Musicalização e Composição Coletiva

Onde: Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro, s/n - Passeio Público - Campo Grande, Salvador/BA.
Data: 28/08
Horário: 19h
Entrada gratuita
Contato: (71) 3083-4600

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

"É, o artista sonha dobrado"


Tiago Querino relembra o processo de montagem de A Última Virgem e reflete sobre a criação de seu personagem e o ofício do ator.

Foto: Alessandra Benini

Tinha acabado de voltar de Manaus e um amigo meu me chamou para uma confraternização na sua própria casa. Como sempre comi aquela água dura, fiquei chapado e acabei dormindo na casa do brother. Ao acordar com aquela ressaca deliciosa vou automaticamente mexer no celular e vejo uma mensagem no meu whatsapp. A mensagem era de um amigo\ator\diretor de teatro. Conversamos um pouco sobre o que cada um estava fazendo e os projetos futuros. No decorrer da prosa ele fala o seguinte: “Devo começar uma montagem nova em abril. Um Nelson Rodrigues. O Nelson será com o Vila Velha e a CTN....tem papel pra vc. Vou montar ‘Os sete gatinhos’, que completa 60 anos de estreia este ano. Mas com o título alternativo criado pelo próprio Nelson: ‘A Ultima Virgem’. Vou fazer algumas leituras, te aviso”. A ressaca passou na hora. Tomei um banho bem gelado, cantarolei músicas de Dorival Caymmi e fui para casa. No caminho de casa acrescentei Caetano Veloso ao repertório. Esperei ansioso a primeira leitura e, especialmente, o primeiro contato com o elenco. Alguns eu já conhecia, outros só de vista. A sensação da primeira leitura com pessoas que você não tem aproximação é a mesma coisa de ir ao primeiro dia de aula na época de escola ou ir pra um colégio novo. As pessoas não se olham, não se falam direito, quase um clima sem tempero no Tagine de Legumes. Hehehehehe.....Começamos os ensaios. O maestro escalonou os ensaios. A gente tinha uma dificuldade de juntar o elenco todo,  mesmo assim o processo foi leve. Isso graças ao nosso compositor que sabia reger os encontros com suavidade. Treinamos bastante, ensaiamos algumas manhãs e aos domingos também. Eu não curto ensaiar no horário da manhã. Mas pra fazer com que o show aconteça, a gente abre mão e abdica de tudo. Acordava de mau humor, tomava um cafezinho e ia pra batalha. Gosto de viver o processo todo. É importante pra mim. Lembro dos ensaios em dupla com Camila Castro à noite, de ficar no passeio público esperando o ensaio começar. Chegava cedo e trocava várias ideias com Newlton Olivieri. Adoro ouvir suas histórias e conselhos. Newtão é um querido. Nunca vou esquecer de voltar andando com Thauan Peralva Vivas para casa. A gente voltava falando do processo, de teatro, objetivos e sonhos.

Foto: Dan Figliuolo

É, o artista sonha dobrado. Por que não triplicado? O tempo ia passando e a estreia estava chegando. Aguardei a estreia, como um menino da divisão de base de um time de futebol, que espera o momento de jogar uma partida pelo time profissional. Dessa forma eu sabia que o terceiro sinal era o apito do juiz iniciando a partida. Sabia que tinha que disputar a bola com sangue no olho com o adversário. Mas no teatro eu não tenho adversário parceiro. Meus adversários não são os atores e o público. Meu oponente enquanto artista é o sistema capitalista, covarde e opressor. É ele que eu preciso vencer todos os dias. É esse sistema que me inquieta e me provoca. É por causa desse sistema que sou ator. A estreia chegou. Eu me encontro no camarim colocando o meu figurino. Não é o uniforme do Santos ou do Real Madrid. Mas eu visto branco. Só uso branco. Tenho dez ternos como esse. Uso um por dia. Chova ou faça sol. Vestido de Virgem começo a me maquiar. Percebo os meus colegas de trabalho através do espelho. Vejo em cada um, um jeito peculiar de ser. Vejo artistas. Sonhadores. Vejo um bando de loucos tentando melhorar o mundo. Acho que não vai ser dessa vez. Mas um dia a gente consegue. Acabo de fazer a maquiagem e desço para o palco. Pego a rolha de vinho que Fernanda Paquelet deu ao elenco e começo a falar meu texto com a rolha entre os dentes. Um ótimo exercício para a dicção. Tiro a rolha e procuro dizer meu texto. Percebo uma melhora na articulação. Obrigado Paquelet. Todos os dias eu faço isso. Faz parte para sempre do meu ritual antes de entrar em cena. Atores vão pro palco para fazer a roda e quem sabe gritar MERDA para dá sorte. Fizemos um círculo e nosso compositor pede a palavra. Acho que ele se emociona quando está com a gente de mão dada. Vejo ele feliz. Um dia quando ele acabou de falar com agente na roda, ele subiu a arquibancada e ficou olhando o grupo. O elenco estava se abraçando. Aí eu vi o Maestro com o brilho no olhar observando a gente. Tinha um leve sorriso na boca. Ali, eu vi o quanto ele gosta do que faz. O garimpeiro de sonhos nasceu para isso. Veio para fazer arte. Ao som de músicas antigas me concentro passando o texto. Sim. O mundo é um moinho. A vida é curta e passageira. Precisamos aproveita-la sem ranço. Tem muito ranço no teatro. Se Nelson Rodrigues tivesse vivo ia falar que "O câncer é um ranço evoluído". Queria conhecer Nelson pessoalmente. Falar de futebol e que o meu tricolor é melhor que o dele. Com essa provocação acho que poderia sair um texto de teatro. Os batimentos do coração aumentam com o segundo sinal. Hora de se posicionar. A voz de Grillo é como uma mensagem de Hemes\Exu\Fernanda Montenegro: “Desista! Não passe perto! Saia disso!(...) porque confundem teatro com liberdades, até com licenciosidade, com realização de sua opção sexual, com glórias, paetês, retrato no jornal, riqueza. Não sabe o que é isso aqui, então saia, saia da frente! Não ocupe espaço se depois vai ser bancário, vai ser doutor, vai ser diplomata, vai ser gari, enfim...Agora, se morrer porque não está fazendo isso, se adoecer, se ficar em tal desassossego que não tem nem como dormir, aí volte, aí venha aqui, mas se não passar por esse distanciamento e pela necessidade dessas tábuas aqui, não é do ramo!” É o verdadeiro barril de pólvora. É árduo. É laborioso pra chuchu. Contracenei muito com Camila. A troca foi linda e de muito aprendizado.


Foto: Dan Figliuolo

Com os outros atores eu troquei um mínimo olhar em cena. Eu aproveitava isso. Mas teatro também é processo e construção. Então me deliciava com os colegas nos bastidores. Eu captava a energia de cada um nos corredores do Teatro Vila Velha, nos camarins, nas coxias e até mesmo no bom dia e boa noite. Gratidão a esse elenco engenhoso. O corpo consumido por adrenalina da cabeça aos pés. Os acordes da música de Roberto Carlos preenchem todo o teatro. O ponto azul no palco é o meu destino. Em versos de malícia Aurora e Bibelot se engalfinham de sofreguidão. Assim a peleja no octógono levava uma hora e vinte. Tempo excelente para discutir questões importantes e necessárias com a sociedade. Agradeço a generosidade e humor do Garimpeiro de sonhos. Obrigado pela oportunidade de aprender com você. Vida longa ao ‘juntador de elenco’ = Celso Junior!

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Marcio Meirelles e Cristina Castro levam as experiências do Vila para o 17º Encuentro Internacional de Danza y Artes Contemporáneas “Crear en Libertad”, no Paraguai.


Marcio Meirelles, encenador e diretor artístico do Vila  e Cristina Castro, curadora, coreógrafa e diretora do VIVADANÇA Festival Internacionalparticipam do encontro que está acontecendo até dia 19 de setembro em Assunção e  conta com a presença de artistas do Paraguai, Espanha, Colômbia, Argentina e Brasil.
Cristina participa das mesas-redondas “Redes de Festivais, Programadores e Antena IBERESCENA Local” e "Internacionalização das Artes Cênicas", direcionadas a profissionais de dança, teatro, circo de outras linguagens cênicas. Ele também está ministrando, até sexta-feira o workshop Dança e Imagem - Corpo, Imagem, Dança.  São três dias trabalhando com os participantes, a partir de materiais sonoros e visuais, com o objetivo de estimular os encontros com o corpo, abrindo canais de comunicação a partir da abstração do movimento e dos universos poéticos de cada participante.

Já Marcio comanda o bate-papo Gestão Cultural e Políticas Culturais para a Cena e Mobilidade, voltada para gestores, programadores e profissionais das artes cênicas. Marcio Fala sobre sua experiência como gestor de políticas públicas, como diretor artístico do Vila e também sobre a experiência pedagógica da Universidade Livre do Teatro Vila Velha.
E a gente tá muito contente pelo fato de que nossas técnicas, experiências e filosofia de trabalho estejam sendo exercitadas e partilhadas com pessoas de realidades tão diversas.  J