quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Peça infantojuvenil "Eu, Você e Todo Mundo" realiza últimas apresentações

Elenco da peça "Eu, Você e Todo Mundo"/ Foto: Diney Araújo

A peça infantojuvenil "Eu, Você e Todo Mundo" encerra temporada em 4 de setembro, com últimas apresentações nos próximos sábados e domingos, às 16h, no Teatro Vila Velha. A montagem narra a história de três crianças que partem numa aventura fantasiosa até a "Bueirolândia", a terra dos bueiros. No caminho, elas confrontam-se com os seus próprios medos e, juntas, descobrem formas de superá-los. Além do medo infantil, a montagem aborda de forma lúdica temas como o meio ambiente, a relação das crianças com as novas tecnologias, o valor da amizade e as diferentes formas de família.

O espetáculo, que percorre diferentes espaços do Teatro Vila Velha, é dirigido por Zeca de Abreu, artista premiada pelo infanto-juvenil "H2O Uma Fórmula de Amor" e indicada ao Prêmio Braskem de Teatro pelo infantil "Bonde dos Ratinhos", ambos dirigidos por ela. A direção musical é assinada por Morotó Slim, músico conhecido pelo trabalho à frente das guitarras de duas bandas lendárias do rock baiano, The Dead Billies e Retrofoguetes, que emprestam suas personalidades à trilha do espetáculo.

No elenco, estão Caíca Alves, Edu Coutinho e Carol Alves. Nesta temporada, novos intérpretes somam-se à equipe, como Raíssa Xavier, que substitui a atriz Katia Leal; e Breno Fernandes, no lugar de Felipe Calicott, artista que também assina a autoria das músicas originais da peça. A equipe conta ainda com Tutto Gomes, responsável pela preparação corporal e coreografia; Maurício Pedrosa, que assina a cenografia; João Perene, responsável pelos figurinos; Marcos Dede, pelo desenho de luz; e Guilherme Hunder, pela assistência de direção.

Serviço

Eu, Você e Todo Mundo
Últimas apresentações: 27 e 28 de agosto; 3 e 4 de setembro
sábados e domingos, 16h
Local: Cabaré dos Novos, Teatro Vila Velha
Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia)

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Espetáculo "O Contentor" realiza pré-estreia nas Terças Pretas

Peça inédita marca estreia de Ridson Reis, arista do Bando de Teatro Olodum, como diretor. Apresentação única acontece nesta terça-feira, 23 de agosto, 19h, como parte das Terças Pretas.
 
 

Três homens africanos, de diferentes países, decidem imigrar ilegalmente para a Europa. Durante a viagem, feita no porão de um navio, compartilham suas histórias de vida e elaboram planos para um futuro próximo, mas, na chegada, são descobertos e aprisionados dentro de um contêiner (ou "contetor", no português de Angola). Este é o mote da peça "O Contetor", escrita em 1995 pelo dramaturgo angolano José Mena Abrantes a partir de um fato real que aconteceu no Porto de Lisboa. 

Em Salvador, o texto ganha nova montagem pelas mãos de Ridson Reis, artista reconhecido pelo trabalho no Bando de Teatro Olodum há dez anos, onde atuou em diversos espetáculos, como Bença, DÔ e Cabaré da RRRRRaça, e no Teatro Vila Velha, onde assinou a direção musical de peças como O Quarto do nunca e a remontagem de Ó Paí, Ó! com a Oficina de Performance Negra. A peça tem
pré-estreia em apresentação única nesta terça-feira, 23 de agosto, 19h, dentro do projeto Terças Pretas, do Bando. No espetáculo "O Contetor", que marca a sua estreia como diretor, Ridson atua ao lado dos intérpretes Eddy Firenzza (Erê, Áfricas, Diálogos do Imaginário) e Cell Dantas (Material Fatzer, Primeiro de Abril, Sonho de uma Noite de Verão).

A ideia da montagem surgiu em 2013, quando Ridson realizava intercâmbio artístico em Portugal e foi apresentado a este e a outros dois textos de Mena Abrantes, que compõem a trilogia O Pássaro e a Morte. "Me apaixonei imediatamente pelo jeito de escrever, pela história, e naquele momento decidi que iria montá-lo algum dia. Queria falar da realidade de um povo que também faz parte de mim", conta. Na ocasião, em Coimbra, o artista integrava o elenco da peça As Orações de Mansata, que reunia atores e atrizes de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Portugal, sob direção de António Augusto Barros. Depois da estreia em Portugal, a montagem viajou pelo continente africano.

"Estar em África e ver a realidade daquele povo também me motivou muito a montar esse texto. Entender, mesmo que de forma rasteira, porque eles saem dos seus países em busca de uma outra realidade", conta Ridson, que chama a atenção para a atualidade do texto e para as semelhanças que carrega em relação ao que se vive no Brasil. "O texto tem muito a ver com o Brasil, numa outra escala. A violência que o negro enfrenta na sociedade brasileira não se compara à realidade de alguns países africanos. Aqui tentamos imigrar pra outro patamar social, educacional, e os 'donos dos navios' não querem que a gente saia da guerra civil que travamos diariamente. Lá, eles lutam para poder sobreviver. Embora nós, negros brasileiros e favelados, também lutemos para estar vivos todos os dia", explica.

A montagem conta ainda com codireção de Roquildes Júnior, artista integrante d'A Outra Companhia de Teatro, de Salvador, desde a sua fundação, e produção de Inah Irenam, experiente no campo da produção em dança na Bahia.

O Contentor (O Conteiner) | Terças Pretas
23 de agosto, terça-feira, 19h
R$20 e 10
Sala Principal
Teatro Vila Velha





quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Fotoperformance “Novos Espelhos” acontece como resultado de laboratório de identidades



No dia 20 de agosto, sábado, às 17h30, acontece no Teatro Vila Velha a fotoperformance “Novos Espelhos”, que é resultado de um laboratório realizado pelo artista belga Kristof Persyn com atores da universidade livre do teatro vila velha.

Durante os 10 dias do projeto, Kristof fotografou os integrantes da LIVRE da maneira que se enxergam por dentro. “A intenção é fotografar o espírito, tornar visível o invisível, trazer a tona a subjetividade através da escolha de roupas, adereços, figurinos e do ambiente. Criar uma imagem de forma autônoma manifestando as fontes de energia e criatividade de cada um.”
O resultado do projeto será apresentado acompanhado da performance do individuo fotografado.

Os integrantes da LIVRE que participaram do projeto comentaram a experiência: “apesar do pouco tempo que estive em contato com o projeto, ele me trouxe uma reflexão importante, porque descobri que pensar a minha identidade pessoal é também escolher o discurso que quero trabalhar artisticamente” declarou Victor Fernandes. Igor Nascimento ressaltou que “não se trata de um ensaio fotográfico, mas um trabalho sensorial, um trabalho de conexão interior e com o que te cerca.”

Kristof Persyn é fotógrafo, dramaturgo e professor de teatro na academia de Bruxelas. 
“Eu me considero um viajante, e viajo para descobrir e criar. Viajei por 10 anos em países árabes, e veio a vontade de vir ao Brasil, a América do Sul. Me senti atraído por Salvador porque sinto que é um lugar energético.”
http://kristofpersyn.blogspot.com

Serviço:
Fotoperformance “Novos Espelhos”
20 de agosto, sábado às 17h30
Teatro Vila Velha, Sala João Augusto
Pague quanto quiser

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Exposição HISTÓRIAS DA TERRA AFRO-BRASILEIRA tem como temática as Lendas dos Orixás



A exposição HISTÓRIAS DA TERRA AFRO-BRASILEIRA ocorre entre os dia 08 de julho e 31 de agosto de 2016 no espaço do Foyer do Teatro Vila Velha. Com apoio da Associação Pracatum e do Teatro Vila Velha, a exposição reunirá Arte, Cultura, Educação e Tecnologia em diferentes formas de contar histórias, tendo como temática as Lendas dos Orixás, extraídas de pesquisa bibliográfica e da tradição oral de histórias mitológicas pertencentes a tradição do Candomblé. Como complemento da exposição ocorrerão oficinas ligadas a temática da cultura Afro-brasileira e do universo dos jogos e tecnologia, tais como Contação de Histórias e produção de quadrinhos.

O conteúdo da exposição é fruto de pesquisas bibliográficas revisadas e avaliadas por membros de organizações culturais e educativas que tratam da cultura afro-brasileira. A partir dessa síntese foram criados e produzidos os quadros artísticos de pintura digital, a arte sequencial em quadrinhos do mesmo conteúdo e roteiros, assim como minigames que fazem parte da obra original o jogo social de desenvolvimento pessoal HISTÓRIAS DA TERRA - publicado pela empresa Sinergia Games.

A exposição conta com quadros artísticos de arte sequencial digital plotados e suportados em bases de madeira e disponibiliza as histórias selecionadas em quadrinhos digitais em dispositivo de tela tocável no ambiente da exposição. É oferecida também monitoria guiada com possibilidade de agendamento de instituições sociais e educativas; ações educativas como oficinas (contação de histórias das lendas selecionadas, oficina de quadrinhos digitais, oficinas de capoeira, oficinas de games dentre outras), mini-jogos eletrônicos com temática da exposição, disponibilizados em dispositivo computacional; exposição online da obra em Galeria Virtual como Google Arts Projects; publicação de catálogo online dos quadros da obra e histórias mitológicas selecionadas nas livrarias online; publicação em plataformas online da revista em quadrinhos digitais interativas das lendas selecionadas em serviços de quadrinhos online (como comiXology); * livrarias online como as citadas e como aplicativo independente nas lojas de aplicativos online.

Nota de Pesar - Fernando Fulco


O Teatro Vila Velha lamenta a morte do ator Fernando Fulco, aos 62 anos, na manhã desta sexta-feira, 12 de agosto, em Jequié. O Vila transmite o seu pesar aos familiares, amigos e admiradores de Fulco, artista de importância única na história deste teatro e na história do teatro e cinema baianos. O seu corpo será velado na PAX Nacional, em Jequié, e sepultado às 16h30.

Nascido em Ilhéus, mas criado em Jequié, Fulco começou a fazer teatro com o grupo Amador Amadeu, já em Salvador, na década de 1970, a convite de Rogério Menezes. Atuou no elenco de "Os Saltimbancos", dirigido por Deolindo Checcucci, no Teatro Castro Alves, quando ganhou o seu primeiro prêmio, o Prêmio Martim Gonçalves de ator revelação. Ainda na década de 1970, passou a integrar o grupo Avelãz y Avestruz, criado por Márcio Meirelles e Maria Eugênia Milet, do qual também faziam parte Hebe Alves e Chica Carelli. Com o Avalãz y Avestruz, que representou para o artista uma espécie de "universidade", Fulco trabalhou em diversos espetáculos, como "Alice" (1979), "O Pai" (1981), "Rapunzel" (1981), Macbeth (1982) e "Lulu" (1989), dirigidos por Marcio Meirelles, e ganhou diversos prêmios. No teatro, Fulco trabalhou ainda com diretores como Fernando Guerreiro, Luiz Marfuz, Chica Carelli, Sergio Almeida, Fernando Moura Novas e Vinicio Oliveira. O artista teve atuação marcante no cinema, em filmes como o curta-metragem "Elia e Katazan" e os longas "Superoutro" (1989), "Eu me lembro" (2003) e "O Homem que não Dormia" (2011), todos dirigidos por Edgard Navarro. Em 1997, participou do filme "Central do Brasil", de Walter Salles, e "Cidade Baixa", de Sergio Machado, lançado em 2005, e mais recentemente o curta "O filme de Carlinhos", em 2015, de Henrique Filho. Reconhecido como um dos mais talentosos intérpretes de sua geração, Fulco esteve presente no espetáculo que comemorou os 40 anos do Teatro Vila Velha, "Auto Retrato aos 40" (2004), dirigido por Marcio Meirelles, e foi também no Vila que realizou os seus últimos trabalhos no teatro: "Olho de Deus", de Sonia Robatto, e "Drácula", ambos em 2012, sob direção de Meirelles.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Peça inédita sobre a questão palestina é apresentada em leitura dramática

Com autoria e direção do artista argentino radicado na Bahia Martin Domecq, "GAZA2018" reúne 15 atores no Teatro Vila Velha 


O assassinato de quatro crianças palestinas que jogavam bola numa praia de Gaza quando foram atingidas por dois mísseis israelenses. A partir desse fato real, acontecido em julho de 2014, o dramaturgo e diretor Martin Domecq escreveu e peça "GAZA2018". O texto inédito é apresentado a público na próxima segunda-feira, 15 de agosto, às 20h, no Teatro Vila Velha, em leitura dramática que reúne 15 artistas, entre grandes atores do teatro baiano. A bilheteria é doada pela equipe em apoio à manutenção do Vila Velha.


O texto narra a história de um grupo de quatro amigos sobreviventes desse massacre, que faz um pacto de buscar justiça para seus parceiros mortos. A peça percorre questões como a Nakba, a situação dos presos administrativos nas cadeias de Israel, as consequências do bloqueio econômico, as estratégias de resistências, os discursos propagandísticos da mídia hegemônica, o desespero e a esperança.


A leitura conta com a projeção de imagens de Gaza feitas pelo premiado fotógrafo e antropólogo baiano Rogerio Ferrari. O elenco da leitura é composto de grandes nomes do teatro baiano, como Zeca de Abreu, Bira Freitas, Sonia Leite, Franklin Albuquerque, Rafael Medrado, Saulus Castro, Vado Souza, Sacramento, Gilberto Reys, Mauricio Pedreira, Giovanna Severo, Claudio Varela, Luiz Buranga, Gilmar Reis, além da cantora e atriz Cris Vieira.


Serviço


GAZA2018 (Leitura dramática)
texto e direção: Martin Domecq
Data: 15 de agosto, segunda-feira, 20h
Local: Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro,s/n, Passeio Público, Salvador
Ingressos: R$20 (inteira) e 10 (meia)
* o valor arrecadado será doado pela produção em apoio à manutenção do Vila

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Peça infantojuvenil "Eu, Você e Todo Mundo" estende temporada até 4 de setembro



A peça infantil "Eu, Você e Todo Mundo" estende temporada no Teatro Vila Velha durante até 4 de setembro, com apresentações aos sábados e domingos, sempre às 16h. A montagem narra a história de três crianças que partem numa aventura fantasiosa até a "Bueirolândia", a terra dos bueiros. No caminho, elas confrontam-se com os seus próprios medos e, juntas, descobrem formas de superá-los. Além do medo infantil, a montagem aborda de forma lúdica temas como o meio ambiente,  a relação das crianças com as novas tecnologias, o valor da amizade e as diferentes formas de família.

O espetáculo, que percorre diferentes espaços do Teatro Vila Velha, é dirigido por Zeca de Abreu, artista premiada pelo infanto-juvenil "H2O Uma Fórmula de Amor" e indicada pelo infantil "Bonde dos Ratinhos", ambos dirigidos por ela. Zeca, que já discutiu em suas peças para crianças temas como violência, bullying e racismo, escolheu abordar a questão do medo. "As novas gerações já nascem em uma sociedade baseada no medo. É importante refletirmos sobre os nossos medos, sobre aquilo que os provocam e descobrir como superá-los, sobretudo no caso das crianças", conta a diretora.

A direção musical é assinada por Morotó Slim, músico conhecido pelo trabalho à frente das guitarras de duas bandas lendárias do rock baiano, The Dead Billies e Retrofoguetes, que emprestam suas personalidades à trilha do espetáculo. "Apesar de instrumental, o Retrofoguetes sempre contou histórias, nossa intenção foi sempre fazer trilha sonora para filmes que nunca existiram", comenta Morotó, revelando a familiaridade com o processo de criação. "Todas as músicas usadas na peça são muito visuais, por isso se chamam lounge, porque levam você a um lugar, que pode ser uma selva, uma praia ou até mesmo um esgoto", explica o artista, que buscou referências no rock da década de 1960, na Jovem Guarda e trabalhou também em arranjos para letras originais criadas por Felipe Calicott.
No elenco, estão Caíca Alves, Edu Coutinho e Carol Alves. Nesta temporada, novos intérpretes somam-se à equipe, como Raíssa Xavier, que substitui a atriz Katia Leal; Breno Fernandes, no lugar de Felipe Calicott; e Victor Fernandes, que alterna com Edu no papel do protagonista Felipe. A equipe conta ainda com Tutto Gomes, responsável pela preparação corporal e coreografia; Maurício Pedrosa, que assina a cenografia; João Perene, resonsável pelos figurinos; Marcos Dede, pelo desenho de luz; e Guilherme Hunder, pela assistência de direção.


Serviço

Eu, Você e Todo Mundo
Datas: sábados e domingos, 16h, até 4 de setembro
Local: Cabaré dos Novos, Teatro Vila Velha
Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia)

Teatro Vila Velha apresenta Experimento a partir de "Romeu e Julieta" e lança venda antecipada de ingressos

O Experimento 4.3 compartilha processo criativo da universidade LIVRE e explora diversos espaços do Teatro Vila Velha

Os cinco atos da tragédia Romeu e Julieta serão apresentados por diferentes espaços do Teatro Vila Velha na próxima segunda-feira, 8 de agosto, às 19h. No Experimento 4.3: Espaços, o público vai conhecer versões das cenas criadas de forma autônoma pelos integrantes dauniversidade LIVRE do teatro vila velha, que vêm trabalhando a obra de William Shakespeare desde março deste ano. O Experimento marca ainda o lançamento da venda de ingressos para o espetáculo, que estreia em dezembro com encenação de Marcio Meirelles.

Quem compra antecipadamente os ingressos para a temporada, cuja estreia está marcada para 1º de dezembro, tem descontos e ainda contribui com a produção do espetáculo. Sobre o que vai estar no palco em dezembro, Meirelles adianta: "Uma montagem vigorosa, política, que leva em conta muito mais a guerra civil que acontece na cidade, como o amor é eliminado neste processo, como uma geração inteira é destruída pelos mais velhos...". Os ingressos podem ser comprados a partir do dia 8 de agosto pelo site www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do teatro.

Espaços em Experimento

No Experimento 4.3: Espaços, que acontece em 8 de agosto, as atenções são voltadas aos diferentes espaços físicos presentes na dramaturgia, bem como às possibilidades de encenação, explorando todo o teatro, entre foyer, salas de ensaio, camarins, depósito, vestiários e salas de apresentação. As proposições cênicas vieram dos próprios participantes, sem a interferência do diretor. "O princípio da universidade LIVRE é que o artista tenha autonomia para criar o seu próprio método criativo, de trabalho. A gente deu várias ferramentas, ao longo desse tempo, e este é o momento em que eles usam essas ferramentas, coletivamente, para criar uma narrativa", explica Meirelles.

Desde março, o programa de formação de atores do Vila investiga a obra de Shakespeare a partir de uma série de perspectivas, através do intercâmbio com artistas, técnicos, gestores e pesquisadores. Entre os colaboradores, estão o diretor Sérgio de Carvalho, da Cia do Latão; o tradutor e pesquisador da obra shakesperiana, José Roberto O'shea; a professora Elizabeth Ramos, pesquisadora do obsceno em Shakespeare; a atriz e pesquisadora em Commedia dell'arte Joice Aglae; a professora Joana Lavallé, pesquisadora dos espaços na obra de Shakespeare; o ator e percussionista Ridson Reis; os coreógrafos e preparadores corporais Tutto Gomes e Marcelo Galvão; o dançarino australiano Ahil Ratnamohan, entre outros.

Esta é a terceira vez que a universidade LIVRE do teatro vila velha abre a público o processo de investigação da obra. No Experimento 4.1 foram trabalhos os sonetos de Shakespeare; no Experimento 4.2, foram pesquisadas as diferentes camadas de leitura da obra, passando pelas narrativas política, econômica, erótica, poética, simbólica, física, musical. Ao final de cada Experimento, há um espaço de diálogo com o público sobre o processo e sobre o que foi apresentado.



Serviço

Experimento 4.3: Espaços
8 de agosto, segunda-feira, 19h
pague quanto quiser
Teatro Vila Velha

Venda de Ingressos para Romeu e Julieta
www.ingressorapido.com.br 
A partir de 8 de agosto no site e na bilheteria do Teatro Vila Velha

Estreia "BISPO" no Teatro Vila Velha


De 05 a 28 de agosto, o Teatro Vila Velha recebe a estreia nacional da nova montagem do espetáculo teatral “BISPO”, com concepção do Coletivo Bispo, direção, dramaturgia, e atuação do ator João Miguel, sessões sextas e sábados às 20h e domingos às 19h, com ingressos a preços populares - R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Os ingressos estarão disponíveis a partir do dia 15 de julho na bilheteria do Teatro Vila Velha e no site www.ingressorapido.com.br.

A primeira montagem de “BISPO” estreou em Salvador, em 2001, fruto de uma profunda pesquisa de João Miguel por materiais a respeito da vida e da obra de Arthur Bispo do Rosário. Com sucesso de público e de crítica e apresentações em Recife, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, entre muitas; João Miguel ganhou prêmios de melhor ator, diretor, cenário, espetáculo e ator revelação, em 2001 e a indicação ao Prêmio Shell de melhor ator em 2003. Durante a temporada, foi convidado para estrear no cinema no filme “Cinema, Aspirinas e Urubus”, com o qual ganhou muitos prêmios, inclusive no Festival de Cinema de Cannes. A partir daí, consolidou sua carreira, participando em mais de 20 filmes e séries. Retomar Bispo no nordeste tem um significado muito grande para João Miguel, para o Coletivo Bispo e para o próprio espetáculo. Após a temporada em Salvador o espetáculo segue para Aracajú, Japaratuba (terra de Bispo) e João Pessoa.

“A ideia é fazer um movimento expansivo de temporadas, partindo do nordeste, que é uma região muito representativa na obra de Bispo, para depois alcançar outras regiões do Brasil. A relação com o Nordeste nesta temporada está calcada nas minhas origens como artista e nordestino, dialogando com as de Bispo. Voltar ao teatro e fazer o caminho inverso dos espetáculos teatrais foi escolha minha; o Nordeste é o espaço de resistência de grande produção criativa na história do país, de onde saíram grandes movimentos marcantes para a cultura brasileira, como o tropicalismo, o cinema novo, o movimento mangue beat, grandes escritores, movimento de teatro baiano nos anos 60 e etc”, afirma o ator. Dialogando com as vertentes mais modernas do teatro contemporâneo, o espetáculo propõe uma união de várias linguagens, como uma “sinfonia brasileira”, fundindo o cenário (artes plásticas), a luz, o texto, o som (músicas e sonoridades que remetem ao inconsciente de Bispo), que são misturados em cena com as palavras de Arthur Bispo do Rosário, na voz e no corpo do ator João Miguel.

Através de um mergulho coletivo, o espetáculo enfoca a lógica de criação de Bispo e a materialização da obra do artista numa dimensão profunda de reconhecimento, independente das catalogações a que ele foi submetido no decorrer de anos, como esquizofrênico e como artista plástico. Aqui, são abordadas questões fundamentais e atuais, como identidade e brasilidade.

O espetáculo solo, desenhado por uma série de partituras físicas e vocais resultam em uma espécie de colagem de cenas. O universo místico de Bispo, a sua relação com a obra, a visão da Virgem Maria, a paixão pela psicóloga Rosângela Maria, os delírios são abordados com ritmo, humor e a profundidade que este universo A intenção é dividir com o público esta “loucura lúcida” e abrir novas janelas sobre a potência genuína do homem brasileiro, aqui representado por Bispo, que se afirma através do próprio trabalho e provoca questões no espectador. O público é convidado a penetrar no universo de criação de Arthur Bispo do Rosário, através de um olhar particular sobre suas palavras, sua obra e sua escrita. O espetáculo pretende transcender as catalogações de “regionalismo”, “loucura”, “artes plásticas”, sem deixar de incluí-las, mas abrindo novas janelas em um momento tão importante para o diálogo a respeito de identidade e cidadania.

Este espetáculo foi contemplado pelo Edital Arte em Toda Parte Ano III e tem o patrocínio do Grupo Energisa e da Faculdade Baiana de Direito, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Ministério da Cultura – Governo Federal – Brasil – Ordem e Progresso.


Nome do espetáculo/evento: BISPO
Gênero: teatro
Data/hora: 05, 06, 07, 12, 13, 14, 19, 20, 21, 26, 27 E 28/08 | sextas e sábados às 20h e
domingos às 19h
Local: palco principal
Valor do ingresso: R$ 30 (inteira)| R$ 15 (meia)
Classificação indicativa: LIVRE/ Recomendado para maiores de 12 anos.
Duração: 60 min

MAJOR OLIVEIRA ESTREIA NO TEATRO VILA VELHA EM AGOSTO


Monólogo com o ator Antonio Fábio discute a perda de controle da vida humana
Um Major abandonado no asilo pelos filhos logo após a instalação da Comissão da Verdade no Brasil tenta encontrar, de alguma forma, o controle sobre algo em sua vida. Esse é o mote de Major Oliveira, monólogo escrito por Daniel Arcades, interpretado por Antonio Fábio e dirigido por ambos. A temporada de estreia será no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha a partir do dia 10 de agosto até 1 de setembro, às quartas e quintas (com exceção dos dias 17 e 18) às 20 horas.
Ao perceber que a situação de seu corpo, de sua família e da política do país não mais é controlada por ele, o Major se coloca em teste resolvendo perturbar a paz daqueles que o visitam na manhã de domingo onde o espetáculo se passa. A visita de um enfermeiro e uma Testemunha de Jeová naquele dia levam o Major a tentar bruscamente relembrar seus tempos de torturador durante o Regime Militar. O confinamento no asilo leva o protagonista da peça a refletir sobre as convicções morais, filosóficas e religiosas tidas durante a vida.  Para o dramaturgo e diretor Daniel Arcades, “Major Oliveira é um espetáculo para estampar a face do opressor e contar uma história de derrota, como pouco vemos nesses casos. Estamos acostumados a ver indivíduos como o Major apenas em situação de poder. Partimos da falência destas pessoas, queremos saber o que eles sentem quando não conseguem mais oprimir.”
Antônio Fábio, ator que dá vida ao personagem e diretor também da obra, ao falar sobre o desafio de encarar personagem tão forte em um monólogo afirma que “todas as características de um sujeito com uma formação ditatorial está lá: ele é misógino, racista, homofóbico e tudo que se possa pensar sobre preconceito. Mas é preciso conhecer essa face, inclusive, para poder se brigar com ela”.  A montagem partiu de um convite do ator ao dramaturgo para falar sobre a velhice e a tentativa do mundo de romantizar essa etapa da vida numa peça de teatro. A partir daí, foram quase dois anos de criações de histórias, motes e debates para se chegar ao Major Oliveira. Depois de conceberem o que seria a peça, perceberam que ambos estavam tão imbuídos do projeto que seria difícil chamar alguém para dirigir trabalho tão pessoal.
A equipe cresce com a contribuição da Direção Musical de Ronei Jorge que assina a trilha sonora tensa e soturna, trazendo para o cenário minimalista toques de terror psicológico. Edeise Gomes assina a direção de movimento e Nando Zâmbia a iluminação do espetáculo. A peça, definida por eles como “espetáculo em um ato com descontrole dos fatos”, recorta cenas desta madrugada e deste amanhecer de domingo, trazendo fragmentos não-lineares destes momentos que a plateia poderá vivenciar junto ao Major. A equipe promete ocasiões de tensão e de muita reflexão diante das nossas crenças éticas, morais e religiosas.
A montagem foi executada com recursos independentes e segue com investimento dos artistas envolvidos acreditando na arte como espaço de fomento à sensibilidade diante de momentos onde prevalece o discurso de ódio nas grandes mídias. Olhar a complexidade que cerca um sujeito como este é o que o espetáculo pretende alcançar, os discursos totalitários junto à sua fragilidade enquanto ser humano são um prato cheio para pensarmos como pode-se chegar e modificar indivíduos que passam a vida acreditando em verdades como as que o Major tanto acredita.


SERVIÇO:
Espetáculo teatral “Major Oliveira”
Onde: Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro, s/n - Passeio Público, Salvador - BA, 40080-005 Telefone: (71) 3083-4600
Quando: 10, 11,24,25, 31 de agosto e 01 de setembro (quartas e quintas) às 20h
Quanto: R$20 (inteira) e R$10 (meia)
Faixa etária: 14 anos
FICHA TÉCNICA:
Major Oliveira
Texto: Daniel Arcades
Elenco: Antonio Fábio
Encenação, direção, cenografia, figurino e produção: Daniel Arcades e Antonio Fábio
Direção Musical e Trilha Sonora: Ronei Jorge
Iluminação: Nando Zâmbia
Direção de Movimento: Edeise Gomes
Maquiagem de Evelyn Barbieri
Consultoria de Figurino: Hamilton Lima
Cenotécnicos: Gei Correia e Guilherme Barsan/Armazém Cenográfico
Assistência de direção e produção: Karla Coimbra
Vídeos e identidade Visual: 3art. Filmes (Uendel Galter, Hermann Jacques e Marcinho Zachariadhes)
Fotografia: Uendel Galter

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Teatro Vila Velha abre inscrições para Oficinas Livres

Teatro, dança, fotografia, vídeo e canto estão entre as opções, com inscrições abertas de segunda a sexta, das 15h às 18h, no próprio teatro - aulas têm início em setembro


Mostra da Oficina de Teatro para Iniciantes, em 2015. Foto: Edu Coutinho
 
Estão abertas as inscrições para as Oficinas Livres do Teatro Vila Velha, que acontecem a partir de setembro, oferecendo experiências em teatro, dança, canto, vídeo e fotografia. As oficinas são voltadas a um público diverso, entre jovens, adultos e idosos, incluindo artistas profissionais, estudantes e também aqueles que desejam experimentar o fazer artístico pela primeira vez. Os interessados podem realizar inscrições presencialmente no teatro, de segunda a sexta-feira, das 15h às 18h. A duração das oficinas varia de um a três meses.
Entre as novidades, estão as oficinas “O ator e a dramaturgia do século XXI”, ministrada por Celso Junior e “Commedia d’ell arte”, ofertada por Joice Aglae, voltadas a um público com alguma experiência em teatro, além de “O Som na Cena”, com Gabriel Franco, que explora a relação do som e da música com as artes cênicas. Ainda em teatro, as tradicionais “O Corpo e a Cena”, com Bertho Filho, “Teatro para iniciantes”, com Zeca de Abreu, e “Teatro para jovens”, com Chica Carelli, são possibilidades para aqueles que querem aventurar-se. Além da terceira edição de “Dança para a Terceira Idade”, o coreógrafo Marcelo Galvão oferece as oficinas “Dança de Salão” e “Dança para Atores”. Marcelo Jardim realiza a oficina de “Canto”, Evandro de Freitas ministra “Realização Audiovisual” e Andréa Magnoni traz ao Vila “Um Olhar Fotográfico”, oficina realizada em apoio à campanha de manutenção do Teatro Vila Velha.

O ATOR E A DRAMATURGIA DO SÉC XXI

Facilitador: Celso Junior

Período: Dias 1, 7,15, 22 e 29 de setembro, das 19h às 22h

Valor: R$ 300

Faixa etária: a partir de 18 anos

Público alvo: atores com alguma experiência, ou estudantes de teatro, e interessados na arte da atuação e da dramaturgia.


COMMEDIA DELL'ARTE
Facilitadora: Joice Aglae
Período: 6 de setembro a 29 de novembro, terças-feiras das 14h às 18h
Duração: 3 meses
Valor: 3 parcelas de R$280 ou R$750 (à vista)
Faixa etária: a partir de 16 anos
Público-alvo: atores e estudantes de teatro

TEATRO PARA INICIANTES
Facilitadora: Zeca de Abreu
Período: 10 de setembro a 26 de novembro, sábados, das 10h às 12h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina: 3 x R$ 250 (à vista R$ 675)
Faixa etária: a partir de 17 anos

O CORPO E A CENA
Facilitador: Bertho Filho
Período: do dia 29 de outubro a 26 de novembro, sábados e domingos, das 15h às 18h
Duração: 1 meses
Valor: R$ 250,00
Faixa etária: a partir de 18 anos

TEATRO P/ JOVENS
Facilitadora: Chica Carelli
Período: Do dia 5 de setembro a 30 de novembro, segundas e quartas das 16h às 18h
Duração: 3 meses
Valor: 3 x R$ 250 (ou R$ 675 à vista)
Faixa etária: 14 a 20 anos

UM OLHAR FOTOGRÁFICO
Facilitadora: Andréa Magnoni
Período:10, 17, 18 (aula externa no domingo) e 24 setembro, sábados, das 9h às 12h
Valor: R$ 220 (revertidos para a campanha de apoio à manutenção do Vila)
Faixa etária: a partir de 16 anos

REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL
Facilitador: Evandro de Freitas
Período: 15 de setembro a 24 de novembro, quintas, das 19h30 às 22h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina: 3 x R$ 250 (ou R$ 675 à vista)
Faixa etária: 16 anos

DANÇA PARA TERCEIRA IDADE
Facilitador: Marcelo Galvão
Período: De 6 de setembro a 29 de novembro, terças e quintas das 8h às 9h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina: 3 x R$100 (ou R$250 à vista) | Aula avulsa: R$ 20

DANÇA PARA ATORES
Facilitador: Marcelo Galvão
Período: De 6 de setembro a 29 de novembro, terças e quintas das 17:30h às 18:30h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina:  3 x R$100 (ou R$250 à vista) | Aula avulsa: R$ 20
Faixa etária: a partir de 16 anos

DANÇA DE SALÃO
Facilitador: Marcelo Galvão
Período: De 9 de setembro a 25 de novembro, Sextas das 17h às 18:30h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina:  3 x R$60 (ou R$135 à vista) | Aula avulsa: R$ 20
Faixa etária: a partir de 16 anos

CANTO
Facilitador: Marcelo Jardim
Período: De 3 de setembro a 26 de novembro, sábados, das 14h às 16h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina:  3 x R$150 (ou R$405 à vista) | Aula avulsa: R$ 50
Faixa etária: a partir 14 anos

O SOM NA CENA
Facilitador: Gabriel Franco
Período: De 5 de setembro a 30 de novembro, segundas e quartas, 19h às 21h
Duração: 3 meses
Valor da Oficina: 3 x R$ 250 (à vista R$ 675)
Faixa etária: a partir 18 anos

Sobre as Oficinas:

O ATOR E A DRAMATURGIA DO SÉC XXI
O diretor teatral e professor Celso Jr. oferece oficina de Interpretação Teatral para atores e estudantes de teatro, usando textos escritos a partir do ano 2000. A partir de exercícios práticos de corpo, voz e interpretação, serão investigados os processos de encenação de textos de autores como Caryl Churchill, Sarah Kane, Shay Youngblood, Juan Crespo e outros autores representantes da dramaturgia mais recente produzida nos últimos 16 anos.
O método de trabalho foi criado pelo próprio professor, que utiliza a ação da gravidade no corpo do ator, como possibilidade expressiva. Isto, combinado à qualidade fragmentada e aparentemente ilógica proposta pelos textos, pretende criar experimentos cênicos que estimulem o caráter surpreendente na plateia, ao mesmo tempo em que amplie a capacidade dos atores de se colocarem como co-criadores da cena.

CELSO JUNIOR
Ator e diretor com mais de 60 espetáculos teatrais realizados, é professor do Núcleo de Teatro da Universidade Federal de Sergipe. Doutor em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas – UFBA (2013). Bacharel em Artes Cênicas (Direção Teatral) pela Escola de Teatro da UFBA, (1994). Mestre em Letras, (Teorias e crítica da literatura e da Cultura) UFBA (2005). Como ator, começou a carreira na Companhia Baiana de Patifaria no espetáculo Abafabanca (1987). Teve atuações elogiadas em Otelo, de Shakespeare, (primeira montagem do TCA. Núcleo, dirigida por Carmem Paternostro (1995), Megera domada, de William Shakespeare, direção de Teresa Costalima, Budro, de Bosco Brasil, sob direção de Tom Carneiro (2004), Hamlet, de William Shakespeare, sob direção de Harildo Deda (11ª montagem do TCA. Núcleo, 2005), Shopping and fucking, de Mark Ravenhill, sob direção de Fernando Guerreiro (2007) e Caso sério, de Claudio Simões e Margareth Boury (2009), Celso Jr. dirigiu a comédia policial Quem matou Maria Helena?, de Claudio Simões, ( 1994) , a comédia Médico a pulso, de Molière (2000); Pluft - o fantasminha, de Mª Clara Machado (1995 e 2002), dirigiu a primeira montagem do texto O cego e o louco, de Cláudia Barral (2000), traduziu, adaptou e dirigiu Preciosas ridículas, baseada na comédia de Molière, (2008), entre outros. Em 2014, integra o elenco do espetáculo A gaivota, de Anton Tchekhov, sob a direção de Marcelo Flores e Harildo Déda, com a Cia. de Teatro Os Argonautas. Neste mesmo ano, participou dos filmes de longa metragem Irmã Dulce, de Vicente Amorim e Travessia, de João Gabriel. Esteve em cartaz com a peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, sob direção de Márcio Meirelles, no teatro Vila Velha, onde dirigiu dirigiu o espetáculo Notícias de Godot, a partir de textos, fragmentos e poemas de Samuel Beckett, com a Universidade Livre de Teatro Vila Velha.

COMMEDIA DELL'ARTE
O Curso traz as máscaras dell’arte a partir da pesquisa de Joice Aglae dentro da commedia dell’arte desenvolvida por Claudia Contin, grande pesquisadora e praticante de Commedia dell’Arte na Itália, com quem Joice Aglae se formou e trabalhou de 2008-2009) e, posteriormente, no seu grupo Botega Buffa CircoVacanti, com Veronica Risatti (2010-2014), na Itália. Joice Aglae, trabalhou durante um ano e meio na Scuola Sperimentale dell’Attore (escola de Claudia Contin e Ferruccio Merisi) e desenvolveu parte de seu doutorado em commedia dell’arte, desenvolvendo um transcurso de apropriação das máscaras dell’arte continianas através de elementos da cultura tradicional popular brasileira. As máscaras apresentadas são aquelas das praças e ruas medievais, diferentes daquelas que tornaram a commedia dell’arte famosa nas cortes, as quais sofreram certo requinte, sendo castradas seus aspectos grotescos e carnavalescos. São máscaras populares carnavalescas e grotescas, mas com uma linguagem muito codificada e vigorosa, apresentando uma técnica que exige do ator grande preparo físico e disciplina. Serão trabalhados ao longo da oficina , os 9 principais arquétipos da commedia dell’arte (Zanni, Pantalone, Dottore, Brighella, Arlecchino, Servetta, Capitano, Nobili∕Enammoratti e Pulcinella), questões concernentes ao porte da máscara, voz para a máscara e alguns aspectos de improvisação dentro da commedia dell’arte, tendo como finalização uma pequena mostra de situações de canovacci clássicos.

JOICE AGLAE
Joice Aglae Brondani, pós-doutora UNITO (fev.2016, CAPES), pesquisa sobre Máscaras femininas da commedia dell’arte e cultura tradicional brasileira - arquétipo de Iansã e Pombogiras. Pós-doutorado PRODOC-CAPES no PPGArtes da UFU-MG (2011-2014), pesquisa Comicidade e Criação – clown e cultura tradicional brasileira (commedia dell’arte e congada). Doutora pelo PPGAC- UFBA (2010) com intercâmbio com Università di Roma Tre – ITA e Scuola Sperimentale dell’Attore (PN-ITA), com a pesquisa de bufão commedia dell’arte e práticas espetaculares tradicionais brasileiras. Mestre pelo PPGAC- UFBA (2006) e intercâmbio com Paris X, com a pesquisa Clown, Absurdo e Encenação. Fundou a Cia Buffa de Teatro (BRA, 1998) e a Bottega Buffa CircoVacanti (ITA, 2010-2014). É idealizadora do projeto de pesquisa e Intercâmbio entre culturas tradicionais TEATRO-MÁSCARA- RITUAL. Ministra cursos de teatro, máscaras (clown, bufão, commedia dell’arte e preparação de corpo para a máscara) e danças populares voltado para o trabalho do ator, no país e exterior. Integrou ocorpo de atores do espetáculo SlavaSnowShow (2011), dirigido pelo clown russo Slava Polunine. Integrou o corpo de atores da Scuola Sperimentale dell Attore -ITA, de 2008-2009. Atuou como atriz em três (03) curta metragens. Possui nove direções de espetáculos teatrais, os quais acumulam 26 indicações e 12 premiações em festivais do Brasil - 4 na Cia Buffa de Teatro.

TEATRO PARA INICIANTES
A oficina tem por objetivo proporcionar aos participantes o primeiro contato com o fazer teatral, através de experiência que contenha os fundamentos desta linguagem. Tornar o aluno um indivíduo com uma percepção mais ampla de si e do mundo em que vive, aguçando sua visão crítica e sua sensibilidade perante o mundo através de uma atitude mais harmoniosa e equilibrada em que os sentimentos, a imaginação e a razão se integram; em que os sentidos e os valores dados a vida são assumidos no agir cotidiano. Para tanto, serão aplicadas varias modalidades e estilos do jogo teatral. A proposta é descobrir as potencialidades de cada participante e utilizá-las teatralmente. Quando se perceber “atuando”, o aluno perceberá que sua capacidade criativa é inesgotável, necessitando apenas se adequadamente exercitada.

ZECA DE ABREU, em mais de 20 anos de carreira, tem em seu currículo como atriz várias peças de teatro, como O Homem Nu e suas Viagens, direção de Hebe Alves, Um Prato de Mingau para Helga Brown direção de Celso Jr., Volpone, de Fernando Guerreiro, e Espelho para Cegos, de Marcio Meirelles. No cinema marcou sua presença nos filmes Eu Me Lembro e O Homem que não dormia de Edgard Navarro, Cidade Baixa, de Sergio Machado, Depois da Chuva, de Claudio Marques e Marilia Hughes, e Irmã Dulce, de Vicente Amorim. Como diretora, ganhou o prêmio Braskem de Teatro de melhor espetáculo infanto-juvenil, em 2003, com a peça H2O Uma Fórmula de Amor. Dirigiu ainda Homem não entra: só se fizer um agrado, em 2004, e O que é, o que é? Começa com Carol e termina com Ina?, em 2007. Em 2013, dirigiu o espetáculo Destinatário Desconhecido, vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2013 na categoria melhor ator e indicado como melhor espetáculo e melhor direção. Em 2014, dirigiu a peça Bonde dos Ratinhos, indicada ao Prêmio Braskem de Teatro nas categorias especial e melhor espetáculo infanto-juvenil. Em 2016 dirigiu o espetáculo infantil “Eu, Você e Todo Mundo”.

O CORPO E A CENA
O objetivo da oficina é proporcionar ao ator o desenvolvimento de suas potencialidades, buscando uma autonomia e presença cênica, ampliando e encontrando ferramentas para tornar seu trabalho mais consistente, consciente e diversificado. Não é necessário ter experiência prévia com teatro.

BERTHO FILHO é ator, diretor teatral (Bacharel em Artes Cênicas - Universidade Federal da Bahia/UFBA.) e dramaturgo, produtor e preparador de atores para teatro e para o cinema. Como ator, trabalhou em filmes como Central do Brasil, de Walter Salles; Tieta, dirigido por Cacá Diegue; Eu me Lembro e O Homem Que Não Dormia, de Edgar Navarro. Na televisão, atuou em séries como Cama De Gato, direção geral de Ricardo Waddington (2010); Força Tarefa, de Jose Alvarenga Jr. (2010); Gabriela, direção de Núcleo de Roberto Talma (2012) - todas na Rede Globo. Como diretor, realizou as peças Noite, de Harold Pinter; O Balcão, de Jean Jenet; Navalha Na Carne, de Plínio Marcos; Os Rapazes Estão Chegando, de Vieira Neto; Balela; O Mala Nada na Lama; Câncer - as três últimas com texto de sua autoria. Como professor de teatro, acumula experiências na Escola de Teatro da UFBA, Escola de Teatro do Centro Universitário Cultura e Arte/UEFS, Espaço Cultural Yumara Rodrigues, Projeto Agente Jovem/UCSAL, Projeto de intercâmbio lusófono K-CENA, universidade LIVRE de teatro vila velha, entre outros.

TEATRO PARA JOVENS
A oficina ira se desenvolver em 03 etapas. Na primeira etapa construiremos uma dinâmica de grupo, experimentando técnicas de improvisação e criação de personagem, integrando os universos de interesse de cada participante da oficina. A seguir, entendendo o perfil do grupo, serão escolhidos textos dramáticos, que permitirão aprofundar a experiência do jogo dramático. Finalmente, na terceira etapa, construiremos uma mostra cênica a partir dos textos dramáticos ou fruto de criação coletiva. Ao longo de todo processo serão dados exercícios de voz e corpo imprescindíveis para o trabalho do ator.

CHICA CARELLI é graduada em direção teatral pela Universidade Federal da Bahia em 1983. Iniciou sua carreira de atriz em 1980, no grupo Avelãz e Avestruz dirigido por Marcio Meirelles. Seu trabalho nesse grupo lhe valeu dois troféus Martim Gonçalves. Em 1990 fundou, com o diretor Marcio Meirelles, o Bando de Teatro Olodum, co-dirigindo vários espetáculos, alem de assinar a direção de produção dos espetáculos e a direção musical dos primeiros espetáculos do grupo. Dirigiu o primeiro espetáculo infanto-juvenil do grupo, Áfricas. Desde 1994 integra o colegiado do Teatro Vila Velha, e participa também das produções artísticas da Cia Teatro dos Novos como atriz e diretora. Em 2005 recebeu o premio Braskem de teatro como atriz coadjuvante no espetáculo O Despertar da Primavera. Coordena as Oficinas Vila Verão desde 2000 do Teatro Vila Velha.


UM OLHAR FOTOGRÁFICO
A Oficina de Olhar fotográfico, facilitada pela foto-ativista Andréa Magnoni, tem a intenção de tirar a inocência do olhar e mostrar que existem muitos elementos que compõem uma imagem diferenciada, são várias normas e dicas que irão dar um up no seu jeito de ver o mundo. É uma boa oportunidade para todos que desejam aprimorar o olhar fotográfico independente do equipamento ou experiência que se tenha, em especial para quem tem uma DSLR e ainda não sabe utilizá-la no modo manual, será bem interessante conhecer os comandos básicos e ampliar as possibilidades de captura. A oficina será ministrada em 4 módulos: duas aulas teórico-práticas, uma totalmente prática e o fechamento com feedback e dicas de utilização de um programa profissional de edição.
público: iniciantes - obrigatório: equipamento fotográfico - tablets, celulares, câmeras portáteis ou profissionais - carga horária: 12h

ANDRÉA MAGNONI
A foto-ativista Andréa Magnoni, usa o trabalho fotográfico sob um olhar antropológico de forma a dar voz e visibilidade às diversidades sexuais, de gênero, afro-religiosas, sociais e étnicas. É instrutora de fotografia e atua no segmento de coberturas de eventos artísticos, já tendo fotografado para a maior parte dos grandes diretores de Salvador, tem um portfólio consistente em cobertura de espetáculos e material de divulgação para renomadas companhias como, A Outra Cia de Teatro, NATA, Teatro da Queda e Bando de Teatro Olodum, mas é junto à fotografia afrodiaspórica, enfatizando a importância da representatividade da polução negra e a beleza da ancestralidade dos ritos afro-brasileiros e também junto aos movimentos LGBTs e feministas que seus projetos autorais vem se destacando. Pelo segundo ano consecutivo é convidada para expor no Uruguai e prepara uma mostra na Itália, expondo seus trabalhos realizados dentro dos terreiros de Candomblé. Quando o assunto é ativismo, se envolve também na produção de eventos que valorizem o poder das minorias, como o Prêmio Zebrinha de Pretas Artes e o Festival Drag Queen.

Portfólio virtual
Facebook: Andréa Magnoni - Fotos com Alma
Flickr: https://www.flickr.com/photos/andreamagnoni/?

REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL
Introdução aos princípios da realização audiovisual, compreendendo as etapas de produção, filmagem e montagem do material bruto no prisma da produção coletiva e colaborativa. Introdução ao documentário e as questões éticas. A proposta é de que os encontros, de uma vez por semana, sejam de exposição de conceitos, formação de repertório – através de sessões de filmes com debates – e exercícios de filmagem e montagem em suporte digital. Abordaremos questões de linguagem audiovisual que envolvem roteiro, captação de som, enquadramento, eixo e continuidade, e os fundamentos do suporte digital, como formatos de vídeo, codecs e padrões de finalização para distribuição. O curso compreende realização de vídeos como resultado final.

EVANDRO DE FREITAS
Formado como bacharel em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Atualmente é servidor Técnico em Audiovisual no Cecult - Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas em Santo Amaro/BA. Integrou o Cineclube Mário Gusmão de 2010 a 2016, onde atuou na concepção de curadorias, realizou projeções, produção de críticas, design gráfico e identidade visual.
Dirigiu e montou, em 2010, o curta-metragem Por trás dos Olhos, em Cachoeira/BA. Em 2011 atuou na montagem, identidade visual e still do curta Entrepassos, dirigido por Elen Linth. Em 2012 finalizou o videodança Mareia, disponível em www.vimeo.com/37679185, tendo recebido menção honrosa no Prêmio ACV/ABD-BA do Cine Virada; participou do II FIAR: Encontro de Redes das Artes Visuais no Recôncavo, enquanto residente artístico em audiovisual; integrou a equipe de realização do I MOCIVA – Mostra de Cinema de Valença e ministrou oficina de Roteiro a convite do Cineclube Xícara da Silva, em Anápolis-GO.
Em 2013 integrou o júri de seleção da Mostra Centro Oeste e Mostra de Curtas Anapolinos do III Anápolis Festival de Cinema; realizou o documentário curta metragem Procurando Rita, premiado com menção honrosa no IV CachoeiraDoc e melhor direção na 13ª Goiânia Mostra Curtas; realizou o curta documentário Odu, co-dirigido por Cyntia Nogueira, sobre a obra do ator Mario Gusmão; documentou a turnê da Orquestra Filarmônica Lyra Ceciliana por treze cidades do interior da Bahia; realizou direção de fotografia do filme Noite de Baile, de Artur Dias, exibido e premiado no V Feciba em 2015. Integrou a equipe de curadoria da V, VI e VII edições do CachoeiraDoc, festival em que ministrou oficinas de Webdocumentário para jovens de Cachoeira e São Félix. Em 2014 realizou direção de fotografia dos curtas de ficção Muros, de Elen Linth, e Cinzas, de Larissa Fulana de Tal; foi operador de câmera e assistente de fotografia de Materno, filme dirigido por Ruy Dutra e Alequine Sampaio. Foi responsável pelas projeções do VII, VIII e IX Panorama Coisa de Cinema em Cachoeira.
Em 2016 foi assistente de direção do curta-metragem Parto, de Amaranta Cesar, em finalização, e ministrou oficinas de cinema e educação para professores da rede de ensino básico de Cachoeira e São Felix, e de realização audiovisual para estudantes, servidores do CECULT e moradores de Santo Amaro. Também neste ano finalizou o documentário A Morte do Cinema, curta metragem apoiado pelo Fundo de Cultura do Estado da Bahia, edital de 2013.
DANÇA PARA TERCEIRA IDADE
A proposta desta oficina é trabalhar algumas técnicas de dança (moderna, criativa, dança de salão e danças populares) para construção coreográfica a partir de nossas memórias afetivas. As aulas iniciarão com alongamento, fortalecimento muscular, técnicas de danças e jogos criativos. Essa é uma oficina de descoberta de novos movimentos, de poesia e muita dança.

MARCELO GALVÃO é graduado em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia (2008). Trabalha com processos criativos e educacionais em dança para terceira idade há 15 anos. Atualmente é professor do programa Universidade Aberta a Terceira Idade – UATI/UNEB, da Prefeitura Municipal de Salvador (PREVIS) e da Marinha do Brasil. Participou dos três Fóruns Nacionais de Coordenadores de Projetos da Terceira Idade de Instituições de Ensino Superior.

DANÇA PARA ATORES
A proposta desta oficina é trabalhar algumas técnicas de dança (moderna, criativa, contemporaneo e danças populares) para preparação corporal do ator. Ao final do curso apresentaremos uma obra coreográfica a partir de laboratórios criativos. As aulas iniciarão com alongamento, fortalecimento muscular, técnicas de danças e jogos criativos. Essa é uma oficina de descoberta de novos movimentos, de poesia e muita dança.

MARCELO GALVÃO é graduado em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia (2008). Trabalha com processos criativos e educacionais em dança para terceira idade há 15 anos. Atualmente é professor do programa Universidade Aberta a Terceira Idade – UATI/UNEB, da Prefeitura Municipal de Salvador (PREVIS) e da Marinha do Brasil. Participou dos três Fóruns Nacionais de Coordenadores de Projetos da Terceira Idade de Instituições de Ensino Superior.

DANÇA DE SALÃO
A proposta desta oficina é trabalhar com técnicas de danças de salão (tango, samba de gafieira, forro, bolero, salsa) para construção coreográfica. As aulas iniciarão com alongamento, fortalecimento muscular, técnicas de danças e jogos criativos. Essa é uma oficina de descoberta de novos movimentos a dois, sem restrição de idade.

MARCELO GALVÃO é graduado em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia (2008). Trabalha com processos criativos e educacionais em dança para terceira idade há 15 anos. Atualmente é professor do programa Universidade Aberta a Terceira Idade – UATI/UNEB, da Prefeitura Municipal de Salvador (PREVIS) e da Marinha do Brasil. Participou dos três Fóruns Nacionais de Coordenadores de Projetos da Terceira Idade de Instituições de Ensino Superior.

CANTO
Voltada para o autoconhecimento do potencial vocal e artístico, a oficina visa desenvolver a técnica do canto, reduzir vícios e tensões corporais, atingir um conhecimento básico de teoria e percepção musical, facilitar a relação intérprete/platéia.

MARCELO JARDIM
Formado em Canto pela UFBA, professor de voz dos grupos Bando de Teatro Olodum e Vilavox, integra o coro do Teatro Castro Alves.

O SOM NA CENA
A oficina objetiva oferecer vivências orientadas sobre como o som e a música podem se relacionar com a arte cênica, na prática. Da sonoplastia à trilha sonora, os elementos e conteúdos básicos do fazer sonoro e musical serão contemplados através de atividades práticas de apreciação/observação, jogos musicais (corporais, vocais e instrumentais), experimentação (incluindo o uso de objetos sonoros) e improvisação. Também haverá debates dirigidos sobre como o discurso sonoro, e suas variações se relaciona com a plateia, com os atuantes da cena, com os atuantes dos bastidores (encenador, dramaturgo, músicos, operadores técnicos, produtores...), e com os demais elementos técnicos da cena (luz, figurino, cenário, coreografia...). Apesar da oficina tratar de conteúdos de som, música e artes cênicas, e ser relevante que seus participantes já possuam histórico prático em alguma das áreas, isto não é questão restritiva à participação nessa pois ela se direcionada a pessoas que possuam real interesse prático na assunto, no "aprender fazendo", no debate de temas correlatos. Para o encerramento da oficina, haverá a apresentação de uma atividade cênico-musical utilizando conteúdos abordados durante as aulas.

GABRIEL FRANCO
Educador musical e multi-instrumentista, graduado em Licenciatura em Música pela UFBA (2008), tendo também cursado matérias de Composição e do Mestrado em Musicologia História; como estágio de graduação, desenvolveu o Curso de Educação Musical para Técnicos de Som (INÉDITO) e Mini-Curso de Áudio pra Músicos (2008). Também é técnico de áudio, tendo estudado e lecionado na dB Cursos de Áudio (Fernando Gundlach), e também em oficinas com Franklim Garrido, Lazzaro de Jesus, dentre outros. Trabalha com música e áudio profissional pra cena desde 2000 - direção e supervisão musical, trilha sonora, desenho de som e operação de áudio -, e em 2009, realizou o projeto "...sob o olhar de Torradeiras Voadoras", com sua banda A Odisseia das Torradeiras Voadoras (2002-2010) no qual, um dos produtos gerados foi uma coletânea de 21 faixas de música e contação de história de cegos de 9 cidades da Bahia, com a banda fazendo trilha sonora para cada uma delas. Em 2010, foi indicado ao Prêmio Braskem de Teatro pela trilha sonora de "Gennésius – Histônica Epopeia de um Martírio em Flor", do Grupo Finos Trapos (dir. Roberto de Abréu). Também já trabalhou com Paula Lice (dir.), Deolindo Checcucci (dir.), Bertho Filho (dir.), Fernanda Paquelet (dir.), Grupo Finos Trapos (teatro), Companhia Novos Novos (teatro), SuperNova Teatro, Grupo Xis de Improvisação (dança), LosInnatos (dança), Anderson dy Souza (ator solo), Jarbas Bittencourt (mus.), Ronei Jorge (mus.), João Meirelles (mus.), dentre outros. Desde 2012, vem desenvolvendo forte parceria com o diretor de teatro Márcio Meirelles, o Teatro Vila Velha e a Universidade Livre de Teatro (Teatro Vila Velha), tendo trabalhado em diversas montagens como Drácula, Esperando Godot, Por que Hécuba, Frankenstein, JANGO - Uma Tragédya, Hamlet, Macbeth, Sete Contra Tebas, dentre outras.