quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Crítica Largo - 9ª edição da Revista Barril

Crítica escrita por Igor de Albuquerque
Edição 09/2016 - Novembro | Revista Barril - Revista de Crítica das Artes Cênicas


 15 de novembro, dia da proclamação desta república cansada. O Teatro Vila Velha estava apinhado de gente. Na sala principal, Jessé Souza, Maria Rita Kehl e Marcelo Freixo discutiam os “caminhos e descaminhos da democracia no Brasil”; no Cabaré dos novos (café-teatro do Vila onde funciona uma sala de espetáculos), um telão projetava os três intelectuais; no Passeio Público muita gente perambulava depois de não ter conseguido entrar para ver os palestrantes.

16 de novembro não é uma efeméride para nós – vá lá: a Wikipedia registra o Dia Nacional de Atenção à dislexia por uma lei de 2015. Teatro Vila Velha deserto. Nada na sala principal, mas no Cabaré começaria Largo – remontagem. Até o começo da apresentação eu e mais quatro pessoas nos juntaríamos aos cinco artistas que performariam naquela noite.

Os artistas começam pelo movimento. Vão mudando cadeiras de lugar, arrumando cabos e luzes, posicionando caixas de som dentro do círculo que inicialmente o público forma. Quem toca os primeiros ritmos são os ventiladores. João Meirelles testa efeitos em ruídos microfônicos diante de uma caixa, Lia Cunha anda de um lado para o outro ajustando luzes e câmera, Uru Pereira começa a arrumar pedais e caixas em outro lugar, Pedro Filho pega objetos em cima do palco e ativa um programa no PC. Há ainda a participação de Leo França, que, apesar de não estar fisicamente no lugar, participa mandando áudios via Whatsapp com sugestões de melodias e células rítmicas. No cenário há um elemento importante para a orquestração processual da performance: um setlist adesivado no chão, objeto plano à vista de todos, feito com letras divertidamente desenhadas em amarelo.

Agora Uru está na frente de um pedal EHX Pitchfork ligado a um microfone que transforma sua voz em sibilos de R2D2 e urros de monstros assustadores. Pedro Filho desembainha uma guitarra flying V e arma seu set de pedais no chão enquanto João Meirelles arma acordes no piano do cabaré. Da flying V, Pedro monta seu solo cheio de distorções imerso na névoa da improvisação. A todo tempo a configuração do cenário é transformada, as cadeiras desenham formas diferentes, as caixas de som estão em outros pontos, os objetos acima do palco se espalham. É um moto-descontínuo que absorve e repele por muitas vias e sensações. Há muita coisa em jogo. Pensemos, só por um momento, geometricamente. Largo é uma ação que acontece nas diagonais que cruzam os espaços das diversas linguagens artísticas para alcançar os lados dos sentidos.

O fagotista está montando seu instrumento. Nos próximos minutos veremos Uru pintar sua tela. Os efeitos são engenhosamente aplicados às escalas coloridas para cima e para baixo; regiões muito agudas e muito graves são atravessadas graças ao pedal. Agora os espectadores são guiados para bem perto do solista que chega ao limite de desmontar progressivamente o instrumento aproveitando, assim, todas as sonoridades possíveis. No fim, resta apenas o sopro passando pela palheta. Os artistas começam a guardar as muitas cadeiras vazias e logo todos os que estão presentes ajudam na tarefa que em outro momento poderia ser monótona e tediosa, mas não ali. Ali se sente o raro-efeito do ar que se respira após uma aventura.

Voltando ao início: a diferença entre os dias 15 e 16 de novembro. Não é o objetivo discutir estratégias de divulgação, muito menos o sucesso e o fracasso de um evento, ou de um encontro. Mas, os contrastes friccionados entre cheio/vazio abrem caminhos valiosos para a abstração. Ver um mesmo espaço ocupado de maneira tão diferente no intervalo de um dia para o outro sublinha limites: política aqui, performance ali. Há interesse quando o assunto é política, quanto à performance e à música, tem-se dois ou três gatos pingados a fim viver a experiência. Como se não tivesse muito de performance na fala sensualmente materializada na voz do intelectual, como se não fosse política a ação de um grupo que revira nossos ouvidos habituados a processar no automático a música mais quadrada que nos rodeia. Considerar a dimensão dos interesses sugere movimentos mais arrojados ao redor dos limites. Às vezes só é preciso querer para se saltar uma cerca. Mas também dá pra passar por baixo. Ou pelo meio dos arames.
 

 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Primeira turma da universidade LIVRE recebe certificados de conclusão


Depois de um almoço que reuniu novos e antigos integrantes da universidade LIVRE do teatro vila velha, no último sábado (17), no Cabaré dos Novos, a primeira turma de atrizes e atores formados pela LIVRE recebeu os certificados de conclusão das mãos do encenador Marcio Meirelles. Em três anos de trabalho, iniciados em 2013, o grupo participou de diversos experimentos cênicos, além dos espetáculos "Por que Hecuba", de Matéi Visniec, "Frankenstein", tradução para o palco do romance de Mary Shelley, "Jango: Uma Tragedya", de Glauber Rocha, "Hamlet" e "Macbeth", de William Shakespeare, e "Sete contra Tebas", tragédia de Ésquilo, todos dirigidos por Meirelles, além de inúmeras experiências de extensão, que envolveram dezenas de profissionais de diversos setores das artes. 

Para aqueles que estão interessados em ingressar na LIVRE, o Vila está planejando a realização de um curso preparatório que deve abrir inscrições no próximo ano. Fiquem ligados que novidades podem surgir em breve!

Mostra de Oficina de Teatro para Iniciantes ministrada por Zeca de Abreu acontece nesta segunda



Nesta segunda-feira, 19 de dezembro, às 19h, acontece no Cabaré dos Novos a mostra da Oficina de Teatro para Iniciantes, ministrada por Zeca de Abreu no Teatro Vila Velha ao longo de três meses. Com o título "Crime em Xique-Xique", o resultado artístico explora as investigações de um assassinato cometido no interior da Bahia, em que todos são suspeitos. A mostra foi criada de forma colaborativa a partir de improvisações dos alunos com condução de Zeca. A apresentação é aberta ao público.

Nova Oficina

Uma nova edição da Oficina de Teatro para Iniciantes com Zeca de Abreu acontece no mês de janeiro de 2017 como parte do projeto Oficinas Vila Verão. As inscrições para esta, e outras diversas opções de cursos, já estão abertas através do site www.sympla.com.br/oficinasvilaverao. Garanta a sua vaga!




sábado, 17 de dezembro de 2016

Shirley dá a luz no palco do Vila

 


A apresentação do espetáculo Romeu & Julieta, na última sexta-feira, teve uma participação especial. Numa cena em que havia muito ruído, e luz forte, o som ambiente das ruas de Verona ganhou latidos altos, vindos de longe. Natural. Toda cidade tem seus cachorros, e nas cidades das obras de Shakespeare não era diferente. Mas aqueles latidos não estavam ensaiados, e não tinham acontecido na estreia, nem nas apresentações seguintes. O fato é que na terceira galeria do Vila, lá no alto, onde não havia ator nem público, a cadela Shirley, habitante do Passeio Público, onde fica o teatro, havia dado a luz, nesse mesmo dia, a dez cachorrinhos, e estava protegendo as suas crias da turbulenta Verona.  

Pois bem. O nosso palco já foi palco de muitos acontecimentos. Momentos históricos, espetáculos, festivais, programa de televisão, desfiles, homenagens, premiações, acidentes, celebrações, debates, protestos - até casamento! - mas faltava ao Vila um parto. Eis que Shirley escolhe o Teatro Vila Velha para este momento mais que especial na vida de qualquer ser vivo. Mais simbólico, e poético, seria difícil. 

A entrada de Shirley se deu forçando um dos tubos de ar condicionado, que permitem a refrigeração da sala principal a partir da terceira galeria. O resgate da mãe e seus filhotes aconteceu hoje, sábado, após investida da atriz e diretora Zeca de Abreu, que providenciou os aparatos técnicos e buscou aliados para conseguir tirar a família em segurança, já que o palco do Vila não poderia ser a casa definitiva daquelas estrelas caninas. Juntaram-se à equipe os técnicos do Vila Zeuz Luz e Joilson Conceição, além de Carla Cana Brasil e Livia Magalhães, moradoras da rua Tuiuti. Ao contrário de Romeu & Julieta, a história teve final feliz. Shirley e os meninos foram levados a um lugar seguro, no próprio Passeio Público. Em 40 dias, os cães-artistas vão ser colocados para adoção. Se você quiser escalar este elenco, entre em contato com a gente!

Crítica: Peça dialoga com a política atual do país e destaca o caráter popular do bardo inglês




Crítica escrita por Eduarda Uzeda

publicada em 17 de dezembro de 2016 no jornal A Tarde

O espetáculo Romeu & Julieta, de William Shakespeare, que encerra a primeira temporada amanhã, às 19 horas, no Teatro Vila Velha, destaca o caráter popular do bardo inglês, em montagem criativa de Márcio Meirelles, que dialoga com o momento político atual. Não faltam na trilha sonora, por exemplo, rock e variantes, hip-hop e até arrocha. 


O colóquio com Salvador está presente em algumas cenas. Há alusão, por exemplo, ao Carnaval baiano dos blocos e à violência perpetrada contra os cordeiros e ao racismo. Em outra, há uma conexão com o poder em diferentes esferas. 


Na primeira vez que Romeu entra no salão dos Capuleto, onde acontece um baile, as imagens de vídeos apresentam a rampa do Palácio do Planalto, políticos diversos como Collor e Dilma e jornalistas, que aqui representam também o poder, o da mídia. 


Em outro momento, a personagem Julieta interroga à plateia. “Que novas são boas em tempos como este?” Tem muitas boas sacadas criadas pelo encenador que também utiliza palco elizabetano.


Intérpretes 

Não é fácil trabalhar com 24 atores jovens (a média de idade é de 22 anos), com pouca experiência teatral em obra canônica (em verso), mas o diretor concebe encenação ousada, onde os intérpretes desempenham vários papéis, de homens e mulheres, independente do sexo do personagem, além de dançar e tocar. 


Alguns atores, entretanto, têm sérios problemas de articulação e projeção de voz. Muitos, infelizmente, mostram a falha logo no prólogo, na apresentação da peça, causando desconforto no espectador. 


Para complicar a situação, em determinados trechos a banda (sim, há uma banda ao vivo), toca muito alto, abafando as vozes. Problemas que podem ser revistos com as futuras temporadas. 


Caráter obsceno 


Não faltam atores jovens que apresentam bom desempenho. As amas (interpretadas por um ator e atrizes) estão muito bem e até roubam as cenas. Também o intérprete alto que representa Mercúcio na maioria das vezes,destaca muito bem a irreverência e ousadia do personagem. A atuação dos Romeus e Julietas é irregular. Alguns se apropriam mais do texto e outros, não. Todos, porém têm um frescor juvenil que combina com a peça. 


Meirelles preserva a tradição da obscenidade na peça Romeu & Julieta, dialogando com a estudiosa Elizabeth Ramos. Palavras de sentidos duplos, trocadilho e insinuações maldosas estão presentes. 


Protagonismo 


Também o protagonismo de Julieta chama atenção na peça (Márcio interage com dissertação da pesquisadora e professora Deize Maria Ferreira Ferreira), que garante que o caráter forte de Julieta é que determina o destino da trama. Vale conferir. 


ROMEU & JULIETA/ QUI A DOM, 19H/ ATÉ O DIA 18/ TEATRO VILA VELHA/ ((71) 3083-4600) AV. SETE DE SETEMBRO - CAMPO GRANDE/ R$ 40 E 20

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Percussionista Bastola é homenageado em show no Teatro Vila Velha

Bastola acompanhou artistas como Margareth Menezes, Gilberto Gil, Armandinho Dodô e Osmar e da Banda Cheiro de Amor, fundou o grupo percussivo Marreta e, juntamente com Jorge Zarath, o grupo Salsalitro 


Na próxima terça-feira, 13 de dezembro, às 20h, o palco do Teatro Vila Velha recebe um grande time de artistas para uma homenagem ao percussionista Bastola, após 15 anos de seu falecimento. O show "Novamente Bastola" já tem confirmadas as presenças de Armandinho Macedo, Luciano Calazans, Luciano Silva, Mauricio Silveira, Jorge Zarath, Grupo Garagem, Brasuqueira, Porque Choras, além do Grupo Marreta convidando Marcela Bellas, entre outros artistas amigos. A direção artística do show é de Marcio Meirelles, a direção musical de Luciano Silva e a produção de Tiago Basto.

O músico percussionista, instrumentista e compositor Armando de Melo Basto, também conhecido como Bastola, nasceu em Recife, Pernambuco, em 04 de Dezembro de 1961, de onde saiu ainda criança e passou a morar em Salvador junto com os pais, também pernambucanos. De família tradicional, herdou da avó materna, professora de piano e cantora de gregoriano nos eventos religiosos, o dom musical que lhe transformou num grande músico. Estudou todo o Primeiro Grau no Colégio Militar de Salvador, onde veio a participar da Banda de Música, onde tudo começou!Já com o título de jornalista pela UFBa e com um histórico paralelo voltado para atuações musicais esporádicas, fez o Seminário de Música, também na UFBa, o que estabeleceu e, posteriormente, sedimentou a carreira como músico. Ainda muito novo foi para Paris estudar música, onde esteve por dois anos e passou também a ter domínio absoluto sobre a língua francesa, o que veio a lhe favorecer em diversas situações ao longo da sua vida profissional. 

Retornando a Salvador, graduou-se mais uma vez, agora na escola de música da UFBA.Fez parte do grupo tríade, juntamente com Luciano Silva e Guiga Scott, tendo uma influencia no grupo garagem. Era músico titular da orquestra sinfônica da Bahia (Osba). Tocou durante muito tempo com Margareth Menezes; com Armandinho Dodô e Osmar, com quem teve a oportunidade de participar em vários encontros de trio na Praça  astro Alves. Gravou com Gilberto Gil e outros artistas baianos. Fundador do grupo percussivo Marreta e, juntamente com Jorge Zarath, do grupo Salsalitro. Foi até o final de sua carreira, percussionista da Banda Cheiro de Amor, acompanhando a banda em turnês internacionais e gravando alguns álbuns, dentre eles o mais vendido do grupo, “Cheiro de Amor – Ao Vivo” em 2007.

Como compositor, seu maior sucesso foi a música composta com Mauricio Silveira, “Ficar com Você”, nacionalmente conhecida na voz de Carla Visi. O último projeto antes de seu prematuro falecimento foi o grupo Café Olé, fundado com Mauricio Silveira, tinha a proposta de misturar a essência da musica baiana com ritmos do mundo, passando pela Salsa, Samba, Musica eletrônica, Reggae, dentre outros, sem nunca perder a essência percussiva. Bastola faleceu em sua casa em 03 de dezembro de 2001, de causas naturais, na véspera de completar 40 anos.

Show "Novamente Bastola"
Data: 13 de dezembro, terça-feira, 20h
Local: Teatro Vila Velha
Ingressos: R$30 e 15
Direção Musical: Luciano Silva
Direção Artística: Marcio Meirelles
Produção: Tiago Basto
Artista convidados: Jorge Zarath, Armandinho Macedo, Luciano Calazans, Marcela Bellas com a Marreta, Mauricio Silveira, Brasuqueira e outros amigos.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Artistas mineiras Lydia del Picchia e Babaya ministram workshops nas Oficinas Vila Verão 2017


As inscrições estão abertas pelo site www.sympla.com.br/oficinasvilaverao e no Teatro Vila Velha, onde acontecem os workshops


O Teatro Vila Velha convida para as Oficinas Vila Verão 2017 duas das mais reconhecidas profissionais mineiras das artes cênicas: a atriz, bailarina, coreógrafa e diretora Lydia Del Picchia, conhecida pelo trabalho há 22 anos com o Grupo Galpão, e a cantora e professora de técnica vocal Babaya, com experiência de mais de 40 anos no Brasil e no exterior. “Preparação do Ator para a Cena”, ministrado por Lydia, acontece entre 20 e 22 de janeiro e “Resistência da Voz e do Corpo”, ministrado por Babaya, acontece entre 27 e 29 de janeiro. A realização dos workshops está sujeita ao preenchimento mínimo de 10 vagas, portanto, os interessados devem inscrever-se preferencialmente até o dia 15 de dezembro, para que haja confirmação das oficinas. As inscrições podem ser feitas online através da plataforma Sympla (www.sympla.com.br/oficinasvilaverao), ou presencialmente na bilheteria do Teatro Vila Velha, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.
“Preparação do Ator para a Cena” investigará o método de treinamento de atores desenvolvido pelo pedagogo russo Jurij Alschitz, diretor do espetáculo “Eclipse”, do Grupo Galpão. São exercícios que trabalham a energia do espaço e do corpo potencializadas para a criação: atenção, ritmo, presença, pontos de energia do corpo e impulso corporal associados à emissão da voz. O workshop é voltado para atores, bailarinos, performers, diretores, coreógrafos e estudantes de teatro e dança que devem enviar currículo para análise.

“Resistência da Voz e do Corpo” é direcionada a cantores e atores que usam a voz e o corpo com grande intensidade e tempo prolongado. Promove também a conscientização sobre a longevidade e a qualidade da voz cantada e falada. Serão trabalhados alongamentos, aquecimentos e desaquecimentos vocais e corporais; condicionamento físico; resistência, força e exercícios aeróbicos e anaeróbicos. A oficina ainda disponibiliza materiais didáticos (apostilas e CDs).

Sobre Lydia Del Picchia:
Atriz, bailarina, coreógrafa e diretora. Mineira de Belo Horizonte, Lydia Del Picchia é formada pelo extinto Trans-Forma Centro de Dança Contemporânea, ponto de experiências culturais e interdisciplinares, fundado e dirigido Marilene Martins. Participou de diversos grupos, tais como o Trans-Forma, Cia. de Dança do Palácio das Artes e Grupo 1º Ato, exercendo funções de bailarina, professora, assistente artística e coreógrafa. Trabalhou com Dudude Herrmann, Graciela Figueroa, Klauss Vianna, Freddy Romero, Angel Vianna, Bettina Belomo, Sônia Mota, Tíndaro Silvano, Luis Arrieta, Rodrigo Pederneiras, Oscar Arraiz, entre outros. Atriz do Grupo Galpão desde 1994 atua em todos os espetáculos do repertório, tendo trabalhado com Gabriel Vilella, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de Moraes, Jurij Alschitz e Márcio Abreu. É também Coordenadora Pedagógica do Galpão Cine Horto desde 2004.
Dirigiu os espetáculos “In Memoriam” (2004), “Papo de Anjo” (2005), “Ensaio de mentira” (2013) no GCH, “Horas Possíveis” (2012) do Grupo Camaleão de Dança, “De Tempo Somos” (2014) do Grupo Galpão e “Estranha Civilização” (2016) da Cia. Absurda. Foi diretora assistente em “A Vida é Sonho” (2003) no GCH, “Um homem é um Homem” (2004) e “Os Gigantes da Montanha” (2013) do Grupo Galpão.

Sobre Babaya:
Cantora e professora de Técnica Vocal, Babaya ensina música e técnicas de canto há mais de 40 anos, no Brasil e no exterior. Em 1983, foi professora de técnica vocal na “Música de Minas Escola Livre”, escola de Milton Nascimento e Wagner Tiso.  Em 1990, fundou com a foniatra Dra. Regina Lopes Maciel o “Voz Ativa - Núcleo de Tratamento e Aprimoramento da Voz.” Em 1992, fundou a “Babaya Escola de Canto, a primeira escola de Minas Gerais voltada exclusivamente para o aprimoramento da voz no canto popular. Em 2011 a Escola passa a se chamar “Babaya Casa de Canto”.  Além do ensino de técnica vocal para cantores amadores e profissionais, Babaya também faz a preparação vocal e direção vocal de texto para atores/ cantores em Belo Horizonte e por várias cidades do país: “1º Ato Companhia de Dança”, “Companhia Sonho e Drama de Teatro”, “Grupo de Teatro Armatrux”, “Companhia Burlantins”, “Deu Palla” e “Oficinão para Atores - (Projeto Galpão Cine Horto)”, além do Grupo Galpão, Grupo Espanca, Grupo Odeon, Grupo Garupa, Grupo Três Calados, Grupo Maria Cutia. Fez a preparação vocal de dezenas de espetáculos entre Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo trabalhando com os diretores Gabriel Villela, Maurício Vogue, Felipe Hirsch, Mariana Percovich, Marcio Abreu e Nena Inoue. Em Barbacena/MG, preparou o Grupo Ponto de Partida e espetáculos com direção de Regina Bertola.

SERVIÇO:
Preparação do Ator para a Cena com Lydia dell Picchia
Período: Dias 20, 21 e 22 de janeiro 2017
Horários: sexta e sábado das 14h às 18h, domingo das 9h às 13h
Carga horária: 12 horas
Valores: 2º lote (dezembro) R$ 400,00 / 3º lote (janeiro): R$: 450,00

Resistência da Voz e do Corpo com Babaya
(Para atores e cantores)
Período: Dias 27, 28, 29 de janeiro de 2017
Horários: sexta e sábado das 14h às 20h, domingo: das 10 às 13h e 14 às 17h
carga horária :18 horas
Faixa Etária: A partir de 15 anos
Valores: 2º lote (dezembro) R$ 450,00 / 3º lote (janeiro): R$: 500,00

ou no Teatro Vila Velha (segunda a sexta, das 14h às 18h)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Grada Kilomba faz última conversa pública em Salvador a partir de performance estreada na 32ª Bienal de São Paulo



No dia 5 de dezembro, segunda-feira, às 19 horas, a escritora, teórica e artista interdisciplinar portuguesa Grada Kilomba realiza o terceiro e último encontro de uma série de conversas públicas na capital baiana, onde está cumprindo residência artística pelo programa Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia. Para esta despedida, ela fala de “Futuro” a partir da performance ao vivo “Illusions” [Ilusões] (2016), que teve estreia notável no último dia 10 de novembro na 32ª Bienal de São Paulo e que será mostrada pela primeira vez em Salvador. Com mediação da soteropolitana  Goli Guerreiro – pós-doutora em Antropologia, blogueira, curadora e escritora –, o evento será no Teatro Vila Velha e o público paga quanto quiser pelo ingresso.

O trabalho de Grada Kilomba, focado em questões de gênero, raça, trauma e memórias, tornou-se internacionalmente conhecido por explorar formas de descolonizar o conhecimento e por trazer textos teóricos e políticos em cena, criando um espaço híbrido entre linguagens e formatos – que variam desde publicações a leituras cênicas, filmes, performances e videoinstalações. “Eu estou interessada em contar histórias, histórias que foram silenciadas durante séculos e que ainda se refletem na minha biografia”, conta a artista.

A série de conversas é realizada conjuntamente pelo Goethe-Institut e Teatro Vila Velha. Na primeira edição, Grada lotou o Vila, em 21 de novembro, para falar do “Passado”, refletindo a obra “Plantation Memories”, que expõe a violência do racismo diário a partir de entrevistas com mulheres negras. Já no segundo encontro, no dia 29, no pátio do Goethe-Institut, ela tematizou o “Presente” com a videoinstalação “The Desire Project” [O Projeto Desejo], revelando questões pós-coloniais: quem pode falar, sobre o que se pode falar e o que acontece quando falamos.

Agora, com “Illusions”, Grada Kilomba usa a tradição oral africana num contexto contemporâneo, para explorar esta coexistência de tempos, na qual o passado parece coincidir com o presente e o presente parece sufocado por um passado colonial que insiste em permanecer. Ela deixa transparecer uma sociedade narcisista, que dificilmente oferece símbolos, imagens e vocabulários para lidar com o presente: uma ilusão de tempos e espaços, que ela reconta através dos mitos de Narciso e Eco. Narciso está encantado com a sua própria imagem refletida no lago, ignorando todos os outros, enquanto Eco está limitada a repetir apenas aquilo que ela escuta. Como ultrapassar este cenário colonial?, é a pergunta instigada.

RESIDÊNCIA EM SALVADOR – Grada Kilomba está em Salvador desde o último dia 25 de outubro e permanecerá até meados de dezembro, como residente da Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia, a terceira residência artística no âmbito geral das 159 unidades do Goethe-Institut existentes no planeta, e primeira e única da rede no “sul global”, abaixo da Linha do Equador. A proposta do programa é fortalecer interlocuções entre o Brasil e demais países do hemisfério Sul a partir da presença de artistas de todo o mundo. A vinda dos residentes se baseia no seu interesse genuíno em questionamentos que abordem perspectivas deste hemisfério. Além de vivenciar a cidade e o estado, os visitantes têm contato com produções e agentes culturais locais, num intercâmbio de referências, experiências e conhecimentos. Kilomba participa como bolsista da Robert Bosch Stiftung, parceira do Goethe-Institut.

CONVERSA COM GRADA KILOMBA #3: FUTURO
“ILUSÕES” – Performance ao vivo
Quando: 5 de dezembro (segunda-feira), 19h
Onde: Teatro Vila Velha
Quanto: Pague quanto quiser
Mediadora: Goli Guerreiro – soteropolitana, é pós-doutora em Antropologia, blogueira, curadora e escritora. Tem seis livros publicados, entre eles o romance “Alzira está morta”, ambientado n século 20, em África e na diáspora negra. Modelou o conceito “Terceira diáspora” sobre troca culturais pós-internet entre cidades atlânticas; é uma pesquisadora independente e se debruça sobre repertórios culturais do mundo atlântico negro em vários formatos: palestras, oficinas, mostras iconográficas, coleções de moda, exposições, narrativas audiovisuais e literárias.

Prorrogado prazo para se inscrever com preços superpromocionais nas Oficinas Vila Verão


Dia 30/11, prazo final para inscrições com preços superpromocionais nas Oficinas Vila Verão 2017, algumas pessoas tiveram dificuldades em se inscrever através do site Sympla. Corrigimos o problema na página e prorrogamos até o dia 5/12 os valores em promoção para que todos consigam se inscrever. Entre lá no site www.sympla.com.br/oficinasvilaverao e garanta a sua vaga!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

"Romeu & Julieta" estreia no Teatro Vila Velha com encenação de Marcio Meirelles



Uma das peças de teatro mais amadas em todo o mundo, Romeu & Julieta, de William Shakespeare (1564 - 1616), ganha nova versão em Salvador assinada pelo encenador Marcio Meirelles e permanece em cartaz de 1º a 18 de dezembro de 2016, de quinta a domingo, sempre às 19h, no Teatro Vila Velha. O espetáculo é fruto de um longo ano de trabalho da universidade LIVRE do teatro vila velha e leva à cena 24 atrizes e atores. Os ingressos comprados até 30 de novembro, véspera da estreia, têm preços promocionais de R$30 e R$15 - o terceiro lote, que tem início no dia 1 de dezembro, custará R$40 e R$20.

Se é quase automática a classificação de Romeu & Julieta como uma célebre história de amor, a encenação assinada por Meirelles escolhe ressaltar o aspecto político da tragédia, em que o amor é derrotado pelo ódio e toda uma geração é dizimada pela guerra entre duas famílias. "Romeu e Julieta, a par de contar uma história de amor, é transformada também em magistral sermão contra os males da guerra civil", escreveu a crítica teatral Bárbara Eliodora (1923 - 2015) sobre o que ela considerava a principal contribuição de Shakespeare para a história. Contribuição porque não é de Shakespeare o argumento original da obra, cujas origens remontam para a Antiguidade, a Renascença e, finalmente, para um romance italiano adaptado para versos pelo poeta inglês Arthur Brooke em 1562. Mas foi Shakespeare que, segundo Heliodora, recriou com maestria Romeu & Julieta, mudando pouquíssimo da trama, mas a transformando de um texto moralizante em uma obra essencialmente política, escrita provavelmente entre 1596 e 1597.

"A maior dificuldade para se montar um Shakespeare é atravessar todas as densas camadas de polimento, academicismo, erudição, despolitização, puritanismo lançadas com o tempo sobre um teatro popular, político, vivo, ativo, erótico, violento, cruel e recuperar tudo isso", declara o encenador Marcio Meirelles, que dirige pela sexta vez uma peça do Bardo. Para esta montagem, Meirelles capitaneou um longo e intenso trabalho de pesquisa, que incluiu a consulta de diferentes textos, traduções, filmes, artigos e documentos que auxiliassem nas escolhas textuais para trechos diversos da obra. Ao seu lado, entre outros artistas e pesquisadores, estiveram o tradutor, pesquisador e professor da UFSC José Roberto O'Shea e a professora do Instituto de Letras da UFBA Elizabeth Ramos, com sua pesquisa à obscenidade na obra de Shakespeare.

"Durante séculos foi extirpada a obscenidade do personagem Mercúcio e da Ama, que complementa a lírica de Romeu e Julieta e sem a qual esta última não funciona;  fragilizada a mulher Julieta para se adequar a padrões patriarcais que fazem da verdadeira heroína da peça uma coadjuvante da vontade de Romeu; transformada a trágica disputa política em dramática rixa familiar; e outras vergonhosas traições feitas por adaptações, traduções, encenações", enumera Meirelles, que recentemente organizou à convite do Laboratório de Dramaturgia da Universidade de Brasília (LADI/UnB) o primeiro volume da Revista Dramaturgias, dedicado a obra de Shakepeare e lançado neste mês de novembro. "Romeu e Julieta nos é sempre apresentada  como uma comovente história de amor mal sucedido e não como uma luta entre gerações, um confronto de gêneros, uma disputa entre razão e paixão, mas não a paixão dos jovens amantes, a paixão de seus pais pela guerra. Tudo isto está ali claro como água nas palavras e nos silêncios da peça", complementa o encenador.


 

#SomosTodosRomeueJulieta


Em uma agitada campanha de divulgação nas redes sociais, a hashtag #SomosTodosRomeueJulieta vem sendo usada como forma de preparação para a estreia e divulgação das vendas antecipadas de ingressos, que dão ao público a possibilidade de comprar com desconto e, ao mesmo tempo, colaborar com a produção do espetáculo. Os cartazes da peça e VT de divulgação mostram dezenas de beijos entre os intérpretes, sem distinções de gênero, reafirmando uma luta atual em defesa da diversidade. Mas a campanha dialoga também com a proposta de encenação do espetáculo, em que cada um dos 24 artistas em formação desempenha, a cada cena, novos papéis. Inclusive os protagonistas são alternados entre vários do elenco e é possível, por exemplo, ver em uma cena a Julieta interpretada por um ator e, em outra, o Romeu interpretado por uma das atrizes da universidade LIVRE.


Além de encenação de Marcio Meirelles, e espetáculo tem direção de elenco de Chica Carelli, direção musical de Ian Cardoso, preparação corporal e coreografia de Marcelo Galvão e Tutto Gomes e cenário assinado por Erick Saboya e Marcio Meirelles. A montagem marca o término do segundo arco de formação da segunda turma da universidade LIVRE do teatro vila velha, programa mantido pelo Vila desde 2013. A preparação para o palco teve início em março deste ano e envolveu um total de 64 colaboradores de diversas áreas do conhecimento, como preparação corporal, dramaturgia, música, performance, dança, improvisação, yoga, iluminação, sonorização, figurino, comunicação, cenografia, cartografia, produção, entre outras.

A multidisciplinariedade, um dos princípios da universidade LIVRE desde a sua concepção, dialoga inclusive com o legado de Shakespeare.
"A genialidade deste homem de teatro não se restringia aos aspectos artísticos: Shakespeare foi dramaturgo, foi ator, mas, sobretudo, foi um grande empreendedor. Esteve à frente da sua companhia, do seu próprio teatro (O Globe Theatre) e se envolvia intimamente com cada aspecto da encenação, desde a ideia até a bilheteria. Se ocupava da produção, das finanças e da programação do Globe que sobrevivia basicamente da venda de ingressos", comenta Bianca Araújo, coordenadora geral do Teatro Vila Velha e colaboradora da LIVRE na área de gestão.  A aposta na bilheteria é, aliás, mais uma das similaridades. Sem qualquer patrocínio ou fonte direta de financiamento, a montagem Romeu & Julieta convoca o público, através da compra de ingressos, a ser o seu financiador e também um dos mantenedores do Teatro Vila Velha, espaço que hoje tem apenas metade de suas despesas cobertas por apoio do estado - a outra metade fica, como o Globe Theatre shakespeariano, por conta do público.

O Teatro Vila Velha é gerido pela Sol Movimento da Cena e conta com o apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia.

SERVIÇO:



Romeu & Julieta
Datas: 1º a 18 de dezembro de 2016, quinta a domingo, 19h
Local: Teatro Vila Velha
Valores:
R$ 30 e 15 (se comprados até 30/11)
R$ 40 e 20 (se comprados a partir de 1/12)
Vendas: www.ingressorapido.com.br ou na bilheteria do teatro (funcionamento de terça a sexta-feira, das 15h às 18h, ou a partir de 2h antes de cada evento)

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Artista portuguesa Grada Kilomba realiza conversas públicas e apresenta obras inéditas em Salvador

Em residência artística na Bahia pelo Goethe-Institut, Kilomba compartilha seu passado, presente e futuro em encontros onde também exibe suas criações que integram a 32ª Bienal de São Paulo


Participante do Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia, a escritora, teórica e artista interdisciplinar portuguesa Grada Kilomba realiza três conversas públicas na capital baiana, em três tempos: “Passado” (21 de novembro, no Teatro Vila Velha), “Presente” (29 de novembro, no Goethe-Institut) e “Futuro” (5 de dezembro, no Teatro Vila Velha), sempre às 19h. A partir de recortes de seu trabalho e de diálogos com mediação de convidadas locais, ela vai compartilhar com exclusividade algumas das suas mais recentes obras: as que tem desenvolvido para o Teatro Maxim Gorki, em Berlim, assim como para a 32ª Bienal de São Paulo, onde ela expõe dois projetos: a videoinstalação “The Desire Project” [O Projeto Desejo] e a performance “Illusions” [Ilusões]. Os eventos são realizados pelo Goethe em parceria com o Teatro Vila Velha.

A presença de Kilomba em Salvador despertou atenção de muitas pessoas que, como ela, se interessam por questões de gênero, raça, trauma e memórias. O seu trabalho tornou-se internacionalmente conhecido por explorar formas de descolonizar o conhecimento e por trazer textos teóricos e políticos em cena, criando um espaço híbrido entre linguagens e formatos – que variam desde publicações a leituras cênicas, filmes, performances e videoinstalações.

“Eu não estou interessada em trabalhar numa disciplina, eu estou interessada em contar histórias, histórias que foram silenciadas durante séculos e que ainda se refletem na minha biografia”, conta a artista. “Para isso, é fundamental transgredir disciplinas clássicas e fundir formatos, para poder encontrar uma nova linguagem que me possa representar”, explica.

ENCONTROS, PAUTAS E OBRAS INÉDITAS – A conversa #1, “Passado”, será dedicada a “Plantation Memories”, obra que foi produzida após várias entrevistas com mulheres negras e que, além de publicada em livro, foi posteriormente posta em cena pela própria Grada. Com uma escrita profunda e uma linguagem cortante, a artista expõe a violência e o trauma do racismo diário numa compilação de episódios em forma de curtas histórias psicanalíticas. O diálogo será dedicado à escrita do livro, à encenação do seu conteúdo e ao trauma colonial. Vídeos e imagens da realização serão exibidos. A mediação será feita pela artista, pesquisadora e designer Carol Barreto, que elabora produtos e imagens de moda a partir de reflexões sobre as relações étnico-raciais e de gênero.

O segundo encontro, “Presente”, se volta à videoinstalação “The Desire Project” [O Projeto Desejo] (2015-2016), atualmente em exibição na 32ª Bienal de São Paulo e que, neste evento em Salvador, pela primeira vez, terá os vídeos em português e as imagens da realização mostrados em público. Descrita como uma das obras mais importantes e reveladoras desta Bienal, a criação é formada por três vídeos simultâneos compostos por apenas textos, em três atos, com música de Moses Leo, revelando questões pós-coloniais: quem pode falar, sobre o que se pode falar e o que acontece quando falamos. A instalação é acompanhada pela presença de um altar dedicado à Escrava Anastácia, fazendo referência à dificuldade de ter uma voz no presente.

O terceiro e último encontro, “FUTURO”, será dedicado a “Illusions” [Ilusões] (2016), uma performance ao vivo que teve estreia notável no último dia 10 de novembro, na 32ª Bienal de São Paulo, e que será também mostrada pela primeira vez em Salvador. Na obra, Grada Kilomba usa a tradição oral africana num contexto contemporâneo, para explorar esta coexistência de tempos, na qual o passado parece coincidir com o presente e o presente parece sufocado por um passado colonial que insiste em permanecer. Kilomba deixa transparecer uma sociedade narcisista, que dificilmente oferece símbolos, imagens e vocabulários para lidar com o presente: uma ilusão de tempos e espaços, que ela reconta através dos mitos de Narciso e Eco. Narciso está encantado com a sua própria imagem refletida no lago, ignorando todos os outros, enquanto Eco está limitada a repetir apenas aquilo que ela escuta. Como ultrapassar este cenário colonial?, é a pergunta instigada. A performance será seguida por uma conversa e despedida da artista.

RESIDÊNCIA EM SALVADOR – Grada Kilomba está em Salvador desde o último dia 25 de outubro e permanecerá até meados de dezembro, como participante do Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia, o terceiro no âmbito geral das 159 unidades do Goethe-Institut existentes no planeta, e primeiro e único da rede no “sul global”, abaixo da Linha do Equador. Sua proposta é de fortalecer interlocuções entre o Brasil e demais países do hemisfério Sul a partir da presença de artistas de todo o mundo. A vinda dos residentes se baseia no seu interesse genuíno em questionamentos que abordem perspectivas do tema ou que promovam o diálogo entre países deste hemisfério. Além de vivenciar a cidade e o estado, os visitantes têm contato com produções e agentes culturais locais, num intercâmbio de referências, experiências e conhecimentos. Kilomba participa como bolsista da Robert Bosch Stiftung, uma das maiores fundações corporativas da Alemanha, parceira do Goethe-Institut.

SERVIÇO

CONVERSA COM GRADA KILOMBA #1: PASSADO
“PLANTATION MEMORIES” – Leitura Cênica
Quando: 21 de novembro (segunda-feira), 19h
Onde: Teatro Vila Velha
Pague quanto quiser

Mediadora: Carol Barreto – artista, pesquisadora e designer que elabora produtos e imagens de moda a partir de reflexões sobre as relações étnico-raciais e de gênero. É designer de moda, docente do bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade da Universidade Federal da Bahia (UFBA), pesquisadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (NEIM/UFBA) e doutoranda no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (IHAC/UFBA).

CONVERSA COM GRADA KILOMBA #2: PRESENTE
“O PROJETO DESEJO” – Videoinstalação
Quando: 29 de novembro (terça-feira), 19h
Onde: Goethe-Institut Salvador-Bahia
Mediação a definir
Pague quanto quiser

CONVERSA COM GRADA KILOMBA #3: FUTURO
“ILUSÕES” – Performance ao vivo
Quando: 5 de dezembro (segunda-feira), 19h
Onde: Teatro Vila Velha
Mediação a definir
Pague quanto quiser

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José Francisco Botelho lança nova tradução de Romeu e Julieta no Teatro Vila Velha

O livro, publicado pela Companhia das Letras, é lançado em Salvador em 23 de novembro, 19h, seguido de palestra sobre Shakespeare


No dia 23 de novembro, quarta-feira, às 19h, o jornalista, escritor e tradutor José Francisco Botelho lança em Salvador a mais nova tradução de “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, no Teatro Vila Velha. O livro é editado no Brasil pela Penguin - Companhia das Letras. Romeu e Julieta é a primeira das grandes tragédias de William Shakespeare, e uma das mais contundentes histórias de guerra e amor já concebidas. Em nova tradução de José Francisco Botelho, que recria com maestria o ritmo ao mesmo tempo frenético e melancólico do texto shakespeariano, esta nova edição conta também com um inspirado ensaio introdutório do especialista Adrian Poole. O evento é também uma preparação para a estreia da montagem do clássico sob direção de Marcio Meirelles que acontece no dia 1 de dezembro, no Vila. 

José Francisco Botelho nasceu em Bagé (RS) em 1980. É jornalista, escritor e tradutor premiado. Formou-se em Comunicação Social pela PUC-RS e é doutorando em Letras pela UFRGS. Colabora com veículos de circulação nacional como Superinteressante, Vida Simples, Aventuras na História, Bravo! e O Estado de São Paulo. É autor do livro A árvore que falava aramaico (Zouk, 2011), obra finalista do Prêmio Açorianos de Literatura/Conto 2012. Ocupou-se da tradução de Contos da Cantuária, de Geoffrey Chaucer, para a coleção Penguin/Companhia das Letras, obra indicada ao prêmio Jabuti e já considerada uma referência internacional em traduções de Chaucer. Nessa obra, Botelho busca inspiração na poesia oral do Sul e do Nordeste do Brasil para recriar o espírito e a volúpia da poesia medieval. Para a Companhia das Letras, também traduziu Drácula de Bram Stoker e Romeu e Julieta ‒ a primeira de uma série de traduções de William Shakespeare, que devem incluir Os Sonetos, Júlio César, Antônio e Cleópatra, Coriolano, A Tempestade, Henrique IV, Henrique V e outras.


Lançamento do livro "Romeu & Julieta" (Penguin - Companhia das Letras, 2016)
e Palestra com o tradutor José Francisco Botelho

Data: 23 de novembro, quarta-feira, 19h
Local: Teatro Vila Velha
Valor: Pague quanto quiser

Teatro Vila Velha abre inscrições para Oficinas Vila Verão



O projeto, que acontece entre 9 de janeiro e 5 de fevereiro de 2017, tem preços promocionais para inscrições feitas neste mês de novembro, e oferece experiências em teatro, música, dança, audiovisual, entre outros

O Teatro Vila Velha abre a partir desta segunda-feira, 14 de novembro, o primeiro lote de inscrições para as tradicionais Oficinas Vila Verão, com preços promocionais para quem se inscrever durante o mês de novembro e dezembro. O projeto, que em 2017 chega a sua 19ª edição, acontece entre 9 de janeiro e 5 de fevereiro, oferecendo oficinas nas áreas de teatro, dança, música, fotografia, aquarela, confeitaria, entre diversas outras. As atividades são voltadas a um público diversificado e contemplam desde artistas profissionais a pessoas que desejam experimentar o fazer artístico pela primeira vez. As oficinas integram o Amostrão Vila Verão, que movimenta o Teatro Vila Velha durante os meses de janeiro e fevereiro com uma intensa programação cultural que reúne teatro, música e dança, e cujas atrações serão anunciadas em dezembro.

"Neste ano, as Oficinas Vila Verão têm muitas novidades. Além de novas oficinas, como aquarela, stiletto e confeitaria, estamos fortalecendo os workshops voltados a atores experientes ou em formação. Vamos trazer a Salvador  a atriz Lydia dell Picchia, do grupo Galpão”, conta Chica Carelli, coordenadora do projeto. Outra novidade é a inscrição online através da plataforma Sympla(www.sympla.com.br/oficinasvilaverao), além da inscrição presencial na bilheteria do Teatro Vila Velha, de segunda a sexta-feira, das 15 às 18h.

Entre as novas oficinas estão as oficinas “Maquiagem Teatral” com Roberto Laplane, “Aquarelando” com Bruno Marcello, “Alongamento Aéreo em Dupla” com Gal Sarkis, “Confeitaria” com Marisia Motta, “Estúdio de Games” com Maurício Juliano, "Fotografia" com Patricia Almeida, "Jardinagem para pais e filhos" com Mairisia Motta e “Stiletto” com Elivan Nascimento. Há ainda as tradicionais “Teatro para iniciantes” com Chica Carelli e com Zeca de Abreu, “Teatro para Crianças” com Débora Landim, “O Corpo e a Cena” com Bertho Filho, “Canto” com Marcelo Jardim, “Dança Afro” com Nildinha Fonseca e “Dança para Terceira Idade” com Marcelo Galvão, além da segunda edição da oficina “O Ator e a Dramaturgia do Século 21” com Celso Jr. Novas oficinas podem ser confirmadas ao longo do mês.

Reconhecido como um dos mais importantes centros de formação artística do estado, o Teatro Vila Velha tem as Oficinas Vila Verão, há 19 anos, como um dos projetos mais esperados e queridos pelo público. Nos últimos cinco anos, mais de mil alunos passaram pelas diversas oficinas de verão, passando a conhecer os bastidores e a participar, ao longo de um mês, do dia-a-dia do Vila.

Oficinas Vila Verão 2017
Informações e inscrições em www.sympla.com.br/oficinasvilaverao
Período das oficinas: 9 de janeiro a 5 de fevereiro de 2017



LISTA DAS OFICINAS VILA VERÃOTEATRO/INTERPRETAÇÃO

Teatro para iniciantes com Chica Carelli
Período: de 09/01 à 05/02
Horário: Segundas e quartas das 14:30 às 17h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 300,00
Faixa Etária: A partir de 14 anos
Local: Sala João Augusto


Teatro para iniciantes com Zeca de Abreu
(Turma 2)
Período: 10/01 a 05/02
Horário: Terças e quintas das 15 às 17:30h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 300,00
Faixa Etária: A partir de 16 anos

Teatro para iniciantes com Iana e Ella Nascimento (Turma 3)
Período: 10/01 a 05/02
Horário: Terças e sextas das 10 às 12h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 250,00
Faixa Etária: 10 a 13 anos


O Corpo e a Cena com Bertho Filho
Período: 14/01 a 05/02
Horário: Sábados e domingos das 15h às 18h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 300,00
Faixa Etária: A partir de 17 anos
 
O Ator e a Dramaturgia do Século 21 com Celso Jr.
(Para atores ou estudantes de teatro)
Período: 09/01 a 05/02
Horário: Segunda-feira das 19 às 22h
3º lote (janeiro): R$: 350,00
Faixa Etária: A partir de 17 anos



EU ME TRANSFORMO EM OUTRAS – O ATOR TRANSFORMISTA NA MONTAGEM DA DRAG
com Thiago Romero e Luiz Santana

Período: 10/01 a 31/01
Horário: Terças e quintas das 18h às 21h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 300,00
Faixa Etária: a partir de 18 anos

 
Oficina de Teatro para crianças - O que é ser criança? com Débora Landim
Período: 10/01 a 05/02
Horário: Terças e quintas das 9h às 11h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 300,00
Faixa Etária: 5 a 10 anos

DANÇA/ CORPO


Dança para crianças com Janahina Cavalcante
Período: 10/01 a 5/02
Horário: Terças e quintas das 14h às 15h
3º lote (janeiro): R$: 120,00
Faixa Etária: 7 a 10  anos 

Brincando de Circo
Período: 9/01 a 5/02
Horário: Segundas e quartas das 10:30h às 12h
Valor: 2º lote (janeiro): R$: 250,00
Faixa Etária: de 4 a 10 anos

Dança para Terceira Idade com Marcelo Galvão
Período: 9/01 a 05/02
Horário: Segunda e quarta-feira das 9h às 10h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 150,00

Afrojazz com Luiz Bokanha
Período: 9/01 a 05/02
Horário: Segunda e quarta-feira das 10h30 às 12h
3º lote (janeiro): R$: 140,00
Faixa Etária: a partir de 14 anos
 

Dança Afro-brasileira com Nildinha Fonseca
Período: 9/01 a 5/02
Horário: Segundas e quartas das 12:30h às 14h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 160,00
Aula avulsa: R$ 25,00
Faixa Etária: A partir de 14 anos

Stiletto com Elivan Nascimento
Período: De 10/01 a 05/02
Horário: Terças e quintas das 11:30h às 13h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 160,00
Aula avulsa: R$ 25,00

Alongamento Aéreo em Dupla com Gal Sarkis
Período: 09/01 a 05/02
Horário: Segundas e quartas das 18:30h às 20h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 160,00
Aula avulsa: R$ 25,00
Faixa Etária: A partir de 14 anos


OFICINAS DIVERSAS
Canto com Marcelo Jardim
Período: De 9/01 a 5 de fevereiro
Horário: Segundas e quartas das 10h às 12:00h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 300,00
Faixa Etária: A partir de 14 anos

Estúdio de Games com Mauricio Juliano dos Santos
Período: de 14/01 ao dia 5/02
Horário: Sábado de 10h às 12h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 300,00
Faixa Etária: A partir de 14 anos
Obs: É necessário trazer um notebook .

Canto para criança com Marcelo Jardim
Período: De 9/01 a 5 de fevereiro
Horário: Segundas e quartas das 16h30 às 17h30
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 150,00
Faixa Etária: de 6 a 11 anos 

Fotografia com Patricia Almeida
Período: de 13/01 ao dia 5/02
Horário: Sextas das 9 às 12h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 300,00
Faixa Etária: A partir de 14 anos

Maquiagem Teatral com Roberto Laplane
Período: 9/01 a 05/02
Horário: Segundas e terças das 10h às 12h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 250,00
Faixa Etária: A partir 16 anos

Aquarelando com Bruno Marcello
Período: 14/01 a 5/02
Horário: Sábado das 10h às 13h
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 300,00
Faixa Etária: A partir de 15 anos

Confeitaria com Marísia Motta
Período: 14/01 a 5/02
Horário: Sábado das 15h às 17h
Valor: 3º lote (janeiro): R$: 300,00
Faixa Etária: A partir de 6 anos

Jardinagem para crianças e adultos com Marísia Motta
Período: 9/01 a 5/02
Horário: Segunda das 15h às 17:00h
Valor: 3º lote (janeiro): R$: 300,00
Aula Avulsa: R$ 80,00
Faixa Etária: a partir de 7 anos

WORKSHOPS


Oficina de Honestidade Artística com jorge Alencar e Neto Machado
Período: Dias 31/01, 1 e 3/02 das 19 às 22h
carga horária : 9 horas
3º lote (janeiro): R$: 150,00

Preparação do Ator para a Cena com Lydia dell Picchia
Período: Dias 20, 21 e 22 de janeiro 2017
dias 20 e 21 das 14h às 18h
dia 22 das 9h às 13h
carga horária :12 horas
Valor:
3º lote (janeiro): R$: 450,00


SOBRE AS OFICINAS:

TEATRO PARA INICIANTES I
Oficina de Teatro para Iniciantes I - Tem como objetivo desenvolver a percepção e a criatividade individual do ator conjugada à construção coletiva do trabalho teatral através de exercícios de aquecimento e dinâmicas de corpo, voz e improvisação.

Chica Carelli é graduada em direção teatral pela Universidade Federal da Bahia em 1983. Iniciou sua carreira de atriz em 1980, no grupo Avelãz e Avestruz dirigido por Marcio Meirelles. Seu trabalho nesse grupo lhe valeu dois troféus Martim Gonçalves. Em 1990 fundou, com o diretor Marcio Meirelles, o Bando de Teatro Olodum, co-dirigindo vários espetáculos, além de assinar a direção de produção dos espetáculos e a direção musical dos primeiros espetáculos do grupo. Dirigiu o primeiro espetáculo infanto-juvenil do grupo, Áfricas. Desde 1994 integra o colegiado do Teatro Vila Velha, e participa também das produções artísticas da Cia Teatro dos Novos como atriz e diretora. Em 2005 recebeu o prêmio Braskem de teatro como atriz coadjuvante no espetáculo O Despertar da Primavera. Coordena as Oficinas Vila Verão desde 2000 do Teatro Vila Velha.

TEATRO PARA INICIANTES II
A Oficina de Teatro para Iniciantes II - Objetiva proporcionar aos participantes o primeiro contato com o fazer teatral, aguçando a visão crítica e a sensibilidade perante o mundo. Para tanto, serão aplicadas várias modalidades e estilos do jogo teatral.

Zeca de Abreu, em mais de 20 anos de carreira, tem em seu currículo como atriz várias peças de teatro, como O Homem Nu e suas Viagens, direção de Hebe Alves, Um Prato de Mingau para Helga Brown direção de Celso Jr., Volpone, de Fernando Guerreiro, e Espelho para Cegos, de Marcio Meirelles. No cinema marcou sua presença nos filmes Eu Me Lembro e O Homem que não dormia de Edgard Navarro, Cidade Baixa, de Sergio Machado, Depois da Chuva, de Claudio Marques e Marilia Hughes, e Irmã Dulce, de Vicente Amorim. Como diretora, ganhou o prêmio Braskem de Teatro de melhor espetáculo infanto-juvenil, em 2003, com a peça H2O Uma Fórmula de Amor. Dirigiu ainda Homem não entra: só se fizer um agrado, em 2004, e O que é, o que é? Começa com Carol e termina com Ina?, em 2007. Em 2013, dirigiu o espetáculo Destinatário Desconhecido, vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2013 na categoria melhor ator e indicado como melhor espetáculo e melhor direção. Em 2014, dirigiu a peça Bonde dos Ratinhos, indicada ao Prêmio Braskem de Teatro nas categorias especial e melhor espetáculo infanto-juvenil. Em 2016 dirigiu o espetáculo infantil “Eu, Você e Todo Mundo”.

TEATRO PARA INICIANTES III (de 10 à 13 anos)
Aprimorar e desenvolver as habilidades criativas através de jogos e exercícios teatrais respeitando as especificidades e níveis de aprendizagem das(os) meninas(os). Nesse processo serão trabalhadas as disposições para interpretação, percepção do espaço da cena, relação ator-público, construção de personagem e projeção e articulação da fala. Para tanto, nos alimentaremos do conhecimento e da criatividade que cada uma (um) trará para sala, onde construiremos juntos(as) um resultado. Um espaço de grandes trocas, diversão e arte.    

Ella Nascimento
é atriz do Bando de Teatro Olodum, de Salvador (Bahia), desde 2002, com formação acadêmica em Pedagogia pela UFBA. No Bando de Teatro Olodum, integrou o elenco de 11 espetáculos, entre eles: “Cabaré da Rrrraça” (2005-2006, enc. de Márcio Meirelles e Chica Carelli), “Sonho de uma noite de verão” (2006 a 2007, enc. de Márcio Meirelles), “O Pai Ó” (2006 a 2008, enc. de Márcio Meirelles), “Áfricas” (2007-2008,enc. de Chica Carelli), "Dô"; espetáculo dirigido pelo dançarino de Butô, Tadashi Endo, (2012 - 2013) e "Erê" (2015 a 2016, Concepção Lázaro Ramos e enc. Fernanda Júlia e Zebrinha). Em 2013, esteve no elenco do IV Estágio Internacional de Atores Lusófonos; P-STAGE (Projeto de formação, criação e difusão teatral da Cena Lusófona - Associação portuguesa para o intercâmbio teatral). No cinema e na televisão participou da série “Ó Pai Ó”, de Monique Gandemberg (2008-2009); do quadro do Fantástico "O Curioso", de Lázaro Ramos (2010); dos filmes: “Deserto feliz” (2006, realização de Paulo Caldas), “Jardim das folhas sagradas (2006, realização de Pola Ribeiro), “Quincas Berro D’água” (2010, realização de Sergio Machado), “Pardorga” (2016, realização Mauricio Pinto), “O Grande Segredo do Cinema” (2014, realização Leandro Fonseca), “Marlindo Paraíso e a Kombi do Amor” (2016, realização Max Gaggino), entre outros projetos. Também conta com formação nas áreas da dança; dança afro,  dança contemporânea e butoh; técnica vocal; técnica da máscara larvária; commédia dell'arte; perna de pau e skyrunner e tecido acrobático.

Iana Nascimento
é atriz e professora de Teatro, graduada em Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal da Bahia e Universidade Livre de Teatro Vila Velha. Iniciou sua carreira artística em 2005 atuando em espetáculos voltados para o público infantil. Como arte-educadora ministra oficinas e aulas de teatro desde o ano de 2010 para crianças, adolescentes e adultos. Atuou  espetáculo como Porque Hécuba, de Matéi Visniec, Macbethe Hamlet de William Shakespeare, Hamlet Machine, de Heiner Muller, Dark Times ou Santa Joana ainda Vive nos Matadouros de Bertolt Brecht.

O CORPO E A CENA
Proporcionar ao ator o desenvolvimento de suas potencialidades, buscando uma autonomia e presença cênica, ampliando e encontrando ferramentas para tornar seu trabalho mais consistente e diversificado.

Bertho Filho é ator, diretor teatral (Bacharel em Artes Cênicas - Universidade Federal da Bahia/UFBA.) e dramaturgo, produtor e preparador de atores para teatro e para o cinema. Como ator, trabalhou em filmes como Central do Brasil, de Walter Salles; Tieta, dirigido por Cacá Diegue; Eu me Lembro e O Homem Que Não Dormia, de Edgar Navarro. Na televisão, atuou em séries como Cama De Gato, direção geral de Ricardo Waddington (2010); Força Tarefa, de Jose Alvarenga Jr. (2010); Gabriela, direção de Núcleo de Roberto Talma (2012) - todas na Rede Globo. Como diretor, realizou as peças Noite, de Harold Pinter; O Balcão, de Jean Jenet; Navalha Na Carne, de Plínio Marcos; Os Rapazes Estão Chegando, de Vieira Neto; Balela; O Mala Nada na Lama; Câncer - as três últimas com texto de sua autoria. Como professor de teatro, acumula experiências na Escola de Teatro da UFBA, Escola de Teatro do Centro Universitário Cultura e Arte/UEFS, Espaço Cultural Yumara Rodrigues, Projeto Agente Jovem/UCSAL, Projeto de intercâmbio lusófono K-CENA, universidade LIVRE de teatro vila velha, entre outros.

O ATOR E A DRAMATURGIA DO SÉC XXI
O diretor teatral e professor Celso Jr. oferece oficina de Interpretação Teatral para atores e estudantes de teatro, usando textos escritos a partir do ano 2000. A partir de exercícios práticos de corpo, voz e interpretação, serão investigados os processos de encenação de textos de autores como Caryl Churchill, Sarah Kane, Shay Youngblood, Juan Crespo e outros autores representantes da dramaturgia mais recente produzida nos últimos 16 anos.
O método de trabalho foi criado pelo próprio professor, que utiliza a ação da gravidade no corpo do ator, como possibilidade expressiva. Isto, combinado à qualidade fragmentada e aparentemente ilógica proposta pelos textos, pretende criar experimentos cênicos que estimulem o caráter surpreendente na plateia, ao mesmo tempo em que amplie a capacidade dos atores de se colocarem como co-criadores da cena.

Celso Junior é Ator e diretor com mais de 60 espetáculos teatrais realizados, é professor do Núcleo de Teatro da Universidade Federal de Sergipe. Doutor em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas – UFBA (2013). Bacharel em Artes Cênicas (Direção Teatral) pela Escola de Teatro da UFBA, (1994). Mestre em Letras, (Teorias e crítica da literatura e da Cultura) UFBA (2005). Como ator, começou a carreira na Companhia Baiana de Patifaria no espetáculo Abafabanca (1987). Teve atuações elogiadas em Otelo, de Shakespeare, (primeira montagem do TCA. Núcleo, dirigida por Carmem Paternostro (1995), Megera domada, de William Shakespeare, direção de Teresa Costalima, Budro, de Bosco Brasil, sob direção de Tom Carneiro (2004), Hamlet, de William Shakespeare, sob direção de Harildo Deda (11ª montagem do TCA. Núcleo, 2005), Shopping and fucking, de Mark Ravenhill, sob direção de Fernando Guerreiro (2007) e Caso sério, de Claudio Simões e Margareth Boury (2009), Celso Jr. dirigiu a comédia policial Quem matou Maria Helena?, de Claudio Simões, ( 1994) , a comédia Médico a pulso, de Molière (2000); Pluft - o fantasminha, de Mª Clara Machado (1995 e 2002), dirigiu a primeira montagem do texto O cego e o louco, de Cláudia Barral (2000), traduziu, adaptou e dirigiu Preciosas ridículas, baseada na comédia de Molière, (2008), entre outros. Em 2014, integra o elenco do espetáculo A gaivota, de Anton Tchekhov, sob a direção de Marcelo Flores e Harildo Déda, com a Cia. de Teatro Os Argonautas. Neste mesmo ano, participou dos filmes de longa metragem Irmã Dulce, de Vicente Amorim e Travessia, de João Gabriel. Esteve em cartaz com a peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, sob direção de Márcio Meirelles, no teatro Vila Velha, onde dirigiu dirigiu o espetáculo Notícias de Godot, a partir de textos, fragmentos e poemas de Samuel Beckett, com a Universidade Livre de Teatro Vila Velha.

EU ME TRANSFORMO EM OUTRAS – O ATOR TRANSFORMISTA NA MONTAGEM DA DRAG

Atrás do brilho e das cores de uma Drag Queen existe um artista que precisa de técnicas específicas para sua performance, discurso político estético. Ministrada por Thiago Romero e Luiz Santana (Rainha Loulou) oficina explora a cultura Drag em exercícios práticos, oferecendo subsídios para a construção da personagem em técnicas de dublagem, passarela, interpretação e coreografia. Também serão abordadas as origens da drags, dinâmicas de expressão teatral de um show transformista.
Thiago Romero trabalhará os elementos cênicos aliando as performatividade a elementos teatrais e de Autoficção para criação de uma Drag Queen, enquanto Luiz Santana orientará a construção estética da maquiagem baseado nos arquétipos femininos criados por cada participante da oficina. A oficina trabalha na ideia da construção da drag queen através de seus elementos visuais e Cênicos Ao final da Oficina será criado uma pequena mostra com os procedimentos desenvolvidos em sala e apresentado antes do espetáculo Anoitecidas dirigido por Thiago Romero .

THIAGO ROMERO é ator, diretor, arte educador, figurinista graduando em Direção Teatral pela Escola de Teatro da UFBA e licenciado em Educação Artistica (Historia da Arte) pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ.

Diretor do Teatro da Queda e integrante da Cia NATA. Completou sua formação com cursos e oficinas como: Direção Teatral ministrado por Marília Martins sobre a coordenação da diretora Ana Kfouri (RJ) Dança Contemporânea: Rainer Viana, acrobacias com a Intrépida Trupe, Viewpoint e Suzuki com Mariana Lima e Enrique Diaz ( Cia dos Atores) e posteriormente com a Siti Company de Los Angeles; Rasaesthethics com Michele Minnik; Performance com Cris Larin da New York University. Participou de Oficinas com os mais importantes grupos nacionais e internacionais como: Armazém Cia de Teatro, Cia dos Atores, Teatro da Vertigem, Lume, Grupo XIX de teatro, Teatro Oficina, Siti Company, East Coast Artistis.
É diretor, produtor e fundador do Teatro da Queda grupo, já tendo feitos os espetáculos:
· Rebola (2016), Delicado (2016) Cru (2015), Revelo (2015)
· O que de você ficou em mim e Meu [ o rapaz e o voo de balão ] 2014 pela A outra Cia
· Abismo [todas as coisas são frágeis] (parceira Teatro da Queda e Cia NATA de Teatro)
· Breve, Breve [outono- inverno], Breve Verão (2011-2012- 2013) - Indicado ao premio Braskem de Teatro 2012, categoria melhor direção pelo espetáculo , Breve [outono- inverno]
· Trespassado (2011-2012)
· Bacad (2010),

LUIZ SANTANA, que montou o personagem da Rainha Loulou é maquiador, figurinista e aderecista. Trabalhou como figurinista em longas e curtas-metragens como “Eu Me Lembro- Diretor” (2002), “Vermelho Rubro” (2004), “Pau-Brasil” (2006), “A Luneta do Tempo” (2010), “Do mar, da alegria…e outras coisa” (2012) e “Cassian” (2013).
No teatro, participou de projetos como “Divorciadas, Evangélicas e Vegetarianas” –2005, “Cabaré da RRRaça!” –2007, “Fogo Possesso” -2008, “A Canoa” –2009, “A Moringa” – 2010, “Antônio, meu santo!” –2011 e “La Ronde”– 2012.


OFICINA DE TEATRO PARA CRIANÇAS - O que é ser criança?
Oficina de teatro para crianças possui como característica uma prática teatral que privilegia a eficiência poética voltada para a qualidade do aprender brincando.
Utilizando a experiência e imaginação de cada participante como ponto inicial do processo criativo, as atividades corporais, técnicas de interação e atuação apresentam e investigam a utilização de elementos necessários ao fazer teatro como cenário, figurino, texto, personagem, motivando a participação e a assimilação dos novos conhecimentos propostos através da contação de narrativas, poemas, desenhos, cantigas, jogos e brincadeiras que privilegiam a inspiração, a percepção flexível que temos na infância.
A Mostra cênica busca uma representação da “Criança” na busca de uma compreensão do Ser-Humano- Ainda-Novo.

Débora Landim é artista e educadora Graduada e Mestre em Teatro pela Universidade Federal da Bahia, Psicopedagoga e Encenadora. Possui experiência nas áreas de cinema, educação e ensino aprendizagem. Fundadora e coordenadora da Companhia dos Novos Novos, grupo artístico infanto juvenil que nasceu no Teatro Vila Velha em 2001. Coordenadora do Centro de Pesquisa Moinhos Giros de Arte.


DANÇA PARA CRIANÇA
A oficina de dança para criança tem o intuito de despertar o lado artístico e criativo das crianças através da dança, buscando possibilitar um trabalho de corpo e movimento, a partir das ações corporais, gestos, jogos e dinâmicas um trabalho orientado pelos princípios da dança e dos processos de criação individuais e coletivos para o desenvolvimento das habilidades das crianças. Uma prática educacional que busca contribuir para formação do indivíduo e a construção de conhecimento.

JANAHINA CAVALCANTE é graduanda em Pedagogia e em Licenciatura em Dança e Especializada em Estudos Contemporâneos em Dança pela UFBA. Formada em Balé Clássico pela Academia de Ballet Goretti Quintela em Fortaleza-Ce, primeira bailarina da escola por vários anos. Em Fortaleza-Ce fez o curso de Capacitação de Bailarino do Colégio de Dança do Ceará, sob direção de Flávio Sampaio. Participou da I, II e III Bienal Internacional de Dança do Ceará. Em 2002 participou do I Ateliê de Coreógrafos Brasileiro em Salvador-Ba. Desde 2004 trabalha no Núcleo Viladança em Salvador-Ba, onde dançou vários espetáculos com a direção de Cristina Castro. Participou do Projeto Palco Giratório do Sesc em 2006, do Projeto Rodando a Bahia com o espetáculo Da ponta da Língua à ponta do pé por 11 cidades do interior. Também ministrando Oficinas de Dança para Criança, na assistente de coordenação no Projeto Mostra Casa Aberta realizado pelo Festival Internacional VIVADANÇA.  


BRINCANDO DE CIRCO
Curso de férias, onde as crianças têm a oportunidade de experimentar de maneira lúdica as peripécias acrobáticas do mundo do circo. Nas aulas acrobacias, malabarismo, equilibrismo serão apresentadas para a criançada. Flexibilidade, confiança, força, agilidade, coordenação motora e superação serão trabalhadas em aula, além de estimular a criatividade e a sensibilidade da criança por ser uma atividade de expressão artística.

LUANA SERRAT é graduada em Artes Cênicas pela UFBA e tem Formação Profissional em artes do Circo. Luana cresceu no circo apresentando-se no picadeiro desde criança. Seus pais, Anselmo Serrat e Veronica Tamaoki fundaram a Escola Picolino. Com a Cia Picolino, já participou de turnês importantes pela Europa e Brasil. Em 2007 junto a outras 4 artistas funda a FULANAS CIA DE CIRCO. Em 2008 participa do quadro “Circo do Faustão” onde ganha a competição circense ao lado do ator Cássio Reis. Em 2010, com suas alunas, monta sua própria companhia e dirige o espetáculo Moças Aéreas. Em 2011 e 2012 participa do projeto Guerreiro da Escola Picolino. Em 2013 ganha os editais setorial de circo da FUNCEB, Artes em todas as partes - Gregório de Mattos e Carequinha de estímulo ao circo da FUNARTE. Em 2014 realiza turnê Rio de janeiro e São Paulo com o espetáculo Moças aéreas e Rádio do seu Coração e ganha o Prêmio BUNGE, categoria juventude, pelo conjunto de suas realizações.

DANÇA PARA TERCEIRA IDADE
A proposta desta oficina é trabalhar algumas técnicas de dança (moderna, criativa, dança de salão e danças populares) para construção coreográfica a partir de nossas memórias afetivas. A descoberta de novos movimentos, de poesia e muita dança.

Marcelo Galvão é graduado em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia (2008). Trabalha com processos criativos e educacionais em dança para terceira idade há 15 anos. Atualmente é professor do programa Universidade Aberta a Terceira Idade – UATI/UNEB, da Prefeitura Municipal de Salvador (PREVIS) e da Marinha do Brasil. Participou dos três Fóruns Nacionais de Coordenadores de Projetos da Terceira Idade de Instituições de Ensino Superior.


DANÇA AFRO-BRASILEIRA
Os participantes, em contato com os elementos da cultura de matriz africana, vão enfrentar um trabalho vigoroso, direcionado para organização e alinhamento postural, força muscular, resistência e condicionamento corporal. Para dançarinos, atores e modelos e iniciantes.

Nildinha Fonseca é professora e pesquisadora da Dança Afro Brasileira em todas as suas vertentes. Formada pela Universidade Federal da Bahia nos cursos de Licenciatura em Dança. Dançarina profissional, especialização e dança.Professora de dança afro, assistente de direção e coreografia, dançarina /solista e coordenadora do projeto Bale Jr. do Bale Folclórico da Bahia. Professora da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia como técnica da dança afro e dança moderna.Diretora do projeto Encontro dos Artistas.

STILETTO DANCE

O salto alto é símbolo de muita elegância e sofisticação, e acabou dando origem a esse estilo de dança.O stiletto Dance são passos de dança realizados sobre um salto alto, com ênfase na feminilidade, sensualidade e elegância destacando toda a beleza do gênero feminino. Ele nasceu pra ser usado em shows, clipes e apresentações, por isso é guiado pela estética.

História do Stiletto:

O Stiletto Dance foi criada pela artista Dana Foglia, professora do Broadway Dance Center, em Nova Iorque, a partir da necessidade dos bailarinos aprenderem a dançar de salto alto para apresentações em clipes, shows e comerciais. Nascido nos Estados Unidos, a referência do nome é justamente o salto alto, parte obrigatória das aulas.

Elivan Nascimento Silva é professor de Pop Dance Heels (Vogue, Heels Dance, waacking) e Stiletto Dance. Trabalhou como coreógrafo da cantora Larissa Luz, no congresso da Mary Kay 2016 e no Miss Bahia feminino da Tv Band 2016. Fez cursos de hip hop, dancehall e sexy jazz funk com as bailarinas da Beyoncé pelo workshop Brasil, em Brasília. Além de Stiletto Class e Pop Dance Heels com Juliana Donato (coreógrafa da Anitta), Raphael Centurião (Coreógrafo da Lexa), Arielle Macedo (coreógrafa da Anitta), Rodrigo Assiny (coreografo da Valesca Popuzuda). Ministrou workshops de Stiletto, Pop Dance Heels e Danças de blocos afros em: Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Curitiba, interiores da Bahia. Já participou do corpo de baile da Ópera O Guarani (Tca - Ballet Ópera Carmem) e dos cantores: Carlinhos Brown, juliana Ribeiro e Aíla Menezes.
 
ALONGAMENTO AÉREO EM DUPLA
Através de exercícios de Alongamento, alongamento em dupla no solo e aéreo vamos tomando uma maior consciência do nosso EIXO, dentro dessa experiência a dois.
Indicada para homens e mulheres esta oficina proporcionará uma maior CONSCIÊNCIA CORPORAL através do Alinhamento e potencialização dos chakras (nossos CENTROS DE FORÇA E ENERGIA). TRABALHAR A CONFIANÇA, ENTREGA, ESPERA, RESPIRAÇÃO são propostas lançadas ao longo desta oficina onde levaremos todas essas sensações para a VIDA, para o dia a dia.

Gal Sarkis é formada em Dança pela Universidade Federal da Bahia

CANTO
A oficina visa desenvolver a técnica do canto, reduzir vícios e tensões corporais, atingir  um conhecimento básico de teoria e percepção musical num processo de autoconhecimento do potencial vocal e artístico.

Marcelo Jardim é formado em Canto pela UFBA, professor de voz dos grupos Bando de Teatro Olodum e Vilavox, integra o coro do Teatro Castro Alves.

ESTÚDIO DE GAMES
Essa oficina irá ensinar de forma introdutória a parte prática do desenvolvimento de jogos. Trabalhando sozinhos, os alunos irão ler, compreender e modificar pequenas partes de código com o intuito de melhorar pequenos detalhes de jogos prontos. Eles também serão expostos a dois motores de jogos: Phaser e Unity, e a duas linguagens de programação para que possam fazer uso dos motores: Javascript e C#.
Mauricio Juliano dos Santos
Mauricio Juliano dos Santos é mestre em Game Design pela Universidade de Nova York. Ele se formou em Design Gráfico pela UNEB e trabalhou por dois anos em um grupo desenvolvedor e pesquisador de jogos, onde fez parte da produção de 4 jogos, entre eles o 2 de Julho, jogo de graça para dispositivos móveis. Trabalhando independentemente, tenta trazer algo de novo aos games ao criar sob diferentes limitações, como um de seus projetos do ano passado, Crazy Cart Chaos, que foi desenvolvido em uma única viagem de trem de 52 horas de Chicago para San Francisco, e foi mostrado na Game Developers Conference - GDC 2015, a maior conferência de desenvolvedores de jogos do mundo. Hoje ele trabalha em Stage Fright, um jogo que tenta misturar Ritmo com Terror, e que já foi mostrado nas maiores feiras de games dos Estados Unidos.

FOTOGRAFIA
A oficina propõe analisar, discutir e praticar formas de aproximação e leitura da arquitetura através da fotografia. A ideia é construir narrativas visuais a partir da apreensão de determinadas espacialidades de um ou mais edifícios em Salvador, explorando as possibilidades compositivas de diferentes recursos e dispositivos fotográficos.

Patricia Almeida é arquiteta e urbanista pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, tendo realizado parte dos seus estudos na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), Portugal. É fotógrafa e desenvolve trabalhos artísticos e pesquisas no campo da imagem, como ferramenta de investigação das relações entre tempo e espaço. Em 2012 realizou a sua primeira mostra individual, intitulada "patricia almeida - olhar em repouso", na galeria do Goethe-Institut Salvador com incentivo do Fundo de Cultura do Estado da Bahia.

MAQUIAGEM TEATRAL
Desenvolvimento das técnicas da maquiagem teatral para atores, diretores, maquiadores, professores e interessados no assunto. A partir da técnica do claro e escuro, serão desenvolvidas algumas técnicas de teatro para fins de caracterização e efeitos especiais.

Roberto Laplane é doutor e mestre pelo PPGAC - UFBA, graduado em Interpretação e direção teatral, atua como maquiador no teatro, cinema e publicidade há mais duas décadas, com espetáculos premiados em Salvador e pelo Brasil. Atualmente é professor adjunto do Núcleo de teatro da Universidade Federal de Sergipe. Como maquiador atuou em espetáculos como: Deus Danado, dir de Alda Valéria; Fim de partida, dir. de Ewald Hackler; A comédia humana, dir. de Maurício Pedrosa; Saluba Medéia, dir. de Celso Júnior; Vulcão, dir. de Sidney Cruz, Ora Bolas, dir. Marconi Araponga, Lábios que beijei, dir. de Paulo Henrique Alcântara, entre outros.

AQUARELANDO
Oficina de aquarela com Bruno Marcello, Vamos conhecer um pouco mais sobre aquarela, técnicas básicas e intermediárias testando diferentes tipos de papéis e abordagens que mostram que aquarela não é tão difícil quanto parece.

Bruno Marcello é artista plástico formado pela EBA - UFBA, já participou de diversas exposições, faz ilustrações para livros, desenha histórias em quadrinhos, desenvolveu games e já foi professor de Desenhos na Escola de Belas Artes da UFBA.

CONFEITARIA
Descobrir o confeiteiro que há em você. Esse é o tema da oficina um convite para crianças e adultos realizarem uma experiência lúdica e ímpar na arte da confeitaria. Uma gostosura que reunirá brincadeira e gastronomia.
A oficina vai funcionar assim: Os bolinhos já estarão prontos esperando os confeiteiros (mas ensinaremos a receita). Em uma mesa será disponibilizado todo material de decoração dos bolinhos, glacê real colorido, pasta americana, chantyninho, chocolate, confetes etc. para que os alunos possam criar sua próprio decoração. Mas nós ensinaremos as técnicas de manipulações e orientaremos a cobertura dos bolinhos e crianças e adultos se encarregarão do restante ou seja, esse é o momento de brincar com a criatividade para decorar esse alimento. Além do cupcake, trabalharemos com biscoitos decorados, sequilhos e bolinhos de caneca.
A oficina também propõe orientar os sobre segurança alimentar, técnicas corretas de manipulação de alimentos dentro de uma cozinha, noções de higiene etc.

JARDINAGEM PARA CRIANÇAS E ADULTOS
A oficina de jardinagem é um convite para a criança conhecer, cuidar e amar a natureza e para o adulto retomar este contato. É uma atividade gratificante e muito simples que pode ser feita em pequenos espaços (vasos, canecas, garrafas pet, etc). Crianças e adultos experimentarão as técnicas de jardinagem e paisagismo.
Especificamente nessa oficina trabalharemos com as suculentas, por serem resistentes, exigirem pouco trabalho, originárias de regiões desérticas armazenam água em grandes quantidades nos talos, nas folhas e nas raízes exigindo menos dedicação em tempo integral para quem está começando a atividade de jardinagem. Além de possibilitar inúmeras maneiras de se produzir paisagismo.

Tópicos da oficina:
O que são suculentas;
Cuidados;
Montagem de um projeto paisagístico com suculentas;

Serão disponibilizados vasos e suculentas para os alunos montarem um projeto paisagístico. Pedimos para que os alunos tragam brinquedos em miniaturas, objetos decorativos, tampinhas, e outros materiais que possam ser transformados em vasos.

Marísia Motta
é arte-educadora, artista plástica, psicopedagoga, especialista em Arte e Patrimônio Cultural, atriz, especialista em jogos, designer de Interiores e estudante de Gastronomia na Universidade Salvador UNIFACS.

SOBRE OS WORKSHOPS

OFICINA DE HONESTIDADE ARTÍSTICA
Oficina de criação que estimula um mergulho nas fantasias, pulsões e tesões performativos de cada participante. Um desejo de penetrar, principalmente, em nossas poesias domésticas, íntimas, amadoras e não institucionalizadas.  Voltada para artistas dos diversos campos: dança, teatro, artes visuais, cinema etc

Metodologia: Os encontros são pautados por conversas francas, leituras de textos, acesso a materiais na web e, principalmente, práticas de composição performativa.
Jorge Alencar cria com dança, teatro, audiovisual, curadoria, escrita e educação. Graduado em Comunicação Social (UCSAL) e em Dança (UFBA), é também Mestre em Artes Cênicas (UFBA). Dentre as suas obras estão: o sitcom coreográfico ou stand up dance comedy “Tombé"; o curta-metragem “Sensações Contrárias” e o longa-metragem “Pinta”. Articulando assuntos como humor, sexualidade e deslocamentos culturais, seus trabalhos têm circulado por todas as regiões brasileiras e por diversos contextos internacionais. Em 2016, Jorge performou no Pompidou (Paris) em obra do coreógrafo Xavier Le Roy; realizou a décima edição do "IC - Encontro de Artes”; circulou pelo norte do Brasil com sua stand up dance comedy “Tombé”; dançou como um ninja do futuro em “Desastro" de Neto Machado; criou dois trabalhos para o Balé Jovem de Salvador; dirigiu performances épicas para comemorar os 15 anos da drag-madrinha Rainha Loulou. Mais em: jorgealencar.com.br
Neto Machado é coreógrafo, dançarino, ator e comunicador. Iniciou seu trajeto na dança de rua, aos nove anos de idade. Tem formação em teatro pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP) e em dança pelo E.x.e.r.c.e, no centro coreográfico de Montpellier (França). Em 2005, fundou o Coletivo Couve-flor – Minicomunidade Artística Mundial, que marcou a recente história da dança nacional. Atualmente, Neto trabalha entre o Brasil e a Europa. Foi artista bolsista do instituto Akademie Schloss Solitude, em Stuttgart (Alemanha), onde morou em um castelo barroco. Nos últimos anos, tem trabalhando em espaços como a TATE Modern na Inglaterra, o MIT nos EUA, o Festival de Avignon na França. Também fez colunismo social conceitual no programa Mosaico da TV Bahia. Palavras-chave: arte contemporânea, Michael Jackson, David Bowie, Castelo Rá-Tim-Bum.
 
PREPARAÇÃO DO ATOR PARA A CENA

A oficina investigará o método de treinamento de atores desenvolvido pelo pedagogo russo Jurij Alschitz, diretor do espetáculo “Eclipse”, do Grupo Galpão. São exercícios que trabalham a energia do espaço e do corpo potencializadas para a criação: atenção, ritmo, presença, pontos de energia do corpo e impulso corporal associados à emissão da voz.      Público alvo: Atores, bailarinos, performers, diretores, coreógrafos e estudantes de teatro e dança.

Pré-requisito: Envio de breve currículo para análise
Material necessário: Roupas confortáveis que possibilitem a movimentação; bloco para anotações e caneta.

Lydia Del Picchia é atriz, bailarina, coreógrafa e diretora. Mineira de Belo Horizonte, Lydia Del Picchia é formada pelo extinto Trans-Forma Centro de Dança Contemporânea, ponto de experiências culturais e interdisciplinares, fundado e dirigido Marilene Martins.Participou de diversos grupos, tais como o Trans-Forma, Cia. de Dança do Palácio das Artes e Grupo 1º Ato, exercendo funções de bailarina, professora, assistente artística e coreógrafa. Trabalhou com Dudude Herrmann, Graciela Figueroa, Klauss Vianna, Freddy Romero, Angel Vianna, Bettina Belomo, Sônia Mota, Tíndaro Silvano, Luis Arrieta, Rodrigo Pederneiras, Oscar Arraiz, entre outros.

Atriz do Grupo Galpão desde 1994 atua em todos os espetáculos do repertório, tendo trabalhado com Gabriel Vilella, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de Moraes, Jurij Alschitz e Márcio Abreu. É também Coordenadora Pedagógica do Galpão Cine Horto desde 2004.
Dirigiu os espetáculos “In Memoriam” (2004), “Papo de Anjo” (2005), “Ensaio de mentira” (2013) no GCH, “Horas Possíveis” (2012) do Grupo Camaleão de Dança, “De Tempo Somos” (2014) do Grupo Galpão e “Estranha Civilização” (2016) da Cia. Absurda. Foi diretora assistente em “A Vida é Sonho” (2003) no GCH, “Um homem é um Homem” (2004) e “Os Gigantes da Montanha” (2013) do Grupo Galpão.