sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Últimos dias de inscrições nas Oficinas Vila Verão


Oficinas Vila Verão - o prazer de conhecer a arte
Foto: Alexandre Marinho

Está encerrando o prazo para as inscrições nas Oficinas Vila Verão 2007. Os interessados têm até a próxima sexta-feira (05/01) para comparecer ao Teatro Vila Velha e preencher a ficha de inscrição, efetuando também o pagamento da taxa correspondente ao curso escolhido. Este ano, são ao todo 13 modalidades oferecidas, entre teatro, dança e outras técnicas, com aulas a partir de 8 de janeiro, com uma mostra geral no dia 4 de fevereiro. Para quem está com o tempo reduzido, até o dia 31/12 é possível efetuar a inscrição online através de e-mail e depósito bancário. Mais detalhes sobre os cursos oferecidos e sobre as formas de inscrição estão disponíveis no site www.teatrovilavelha.com.br/oficinas ou pelo telefone 3336-1384.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Receba a agenda do Vila em sua casa




Se você já está sentindo na pele que o Sol está mais perto de Salvador e espera com ansiedade pela programação do Amostrão Vila Verão, faça já o seu cadastro para receber a agenda do Vila no conforto da sua casa - onde tem sombra e água fresca! É de graça! Grátis. Free.

Envie seu nome e endereço completos num e-mail para comunicacao@teatrovilavelha.com.br, que a partir de janeiro a agenda bimestral do Vila vai correndo até você.

Se ligue. Se informe.
Vá ao Vila, velho!

* aqui tem ar-condicionado *

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Comemoração de Natal no Vila

Fim de ano chegando e não poderia deixar de acontecer a tradicional confraternização natalina do Vila. Todos os grupos e funcionários presentes, a festa já prometia desde cedo, com o burburinho nos bastidores. A partir das 18h, o pessoal começou a chegar e se aglomerar na portaria do Passeio Público para tomar uma fresca, porque dentro do Vila já estava esquentando.

No Cabaré, as preparações para o banquete começavam sob o comando de Marísia Motta, com direito a globo de luz, iluminação especial e banda ao vivo: a Aglomerasom, grupo músical de Leno, do Bando. Enquanto as pessoas encontravam suas tribos do lado de fora, a banda passava o som, com a canja de Jarbas Bittencourt e Dailton Silva (um dos pucks de Sonho) como convidado especial.

Lá para as 20h, a Aglomerasom abriu oficialmente a comemoração de Natal. A corrente de energia no Cabaré ficou por conta da galera da Novos Novos, que logo tomou conta da pista de dança, com altas coreografias. Fábio Santana, do Bando, colocou óculos escuros e se dispôs a fazer a segurança, enquanto os fãs da banda se atiravam ao palco na tentativa de alcançar seus ídolos.

Do outro lado do palco, pequenos furtos aconteciam discretamente na mesa (mas não revelo quem foi) até que Fulco, com sua incrível naturalidade, liberou oficialmente a mesa. Depois da galera cantar junto com a Aglomerasom, a banda parou as atividades para o bingo. No palco, Marísia distribuindo os brindes, Leno anunciando os números, Fábio girando a globo e Robson como fiscal. Muita gente voltou para casa com seus mini panetones. Teve até quem não bingou bingando e quem, bingando, não bingou. Foi necessária até uma segurança extra para quem estava com o ânimo mais exaltado (leia-se Jorge Washington), afinal "gente, é só um panetone...pequeno", acalmava Leno.

O prêmio da cesta de Natal era o ponto alto da festa, "com mais de 400 itens importados" anunciava Marísia ao microfone. Bingo! Quem bingou? Saraí Santos! O número 65 foi a bola da vez para a costureira do Vila. "Foi uma emoção. Depois eu fiquei sentida porque devia ter feito um discurso agradecendo a corrente pro meu nome e eu só sambei na hora. É uma brincadeira, mas dava medo, porque, se errasse um número, era vaia pesada. Era pra ser minha mesmo, rapaz. Foi muita energia!".

Recomeçou o show da Aglomerasom, afinal, comemoração que é comemoração não tem hora para acabar. O "tiozinho" arrasou no reggae lá na frente do palco e até hoje tem gente se perguntando quem era... Outra parada. Desta vez, para a ceia de natal do Vila, com os perus da Sra Maria Rita de Oliveira, mãe de Vinício. Sem falar nas saladas, que deram um show à parte. A galera da banda encerrou a apresentação e foi comer, porque são filhos de Deus também.

A partir daí o Cabaré virou discoteca, com a seleção de músicas do DJ Alessandro "Man". Leno puxou a coreografia que, rapidamente, contagiou o Cabaré. O sucesso dance da noite ficou por conta de Renato, estagiário da Cia Novos Novos. Quem viu, viu. Quem não viu, perdeu. O garoto deu um show. Pouco tempo depois, lá para as 23h a galera foi se dispersando. Mas não tinha um negocio de escolher uma música para um grupo oferecer a outro como presente de Natal? E fotos? Ninguém tirou fotos? Pois é... a diversão foi tanta que nem deu tempo!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Vilavox parte na Caravana Funarte 2007


Canteiros de Rosa - foto de Márcio Lima


Ehhhh!
O Vilavox foi aprovado no Caravana FUNARTE PETROBRAS de Circulação Nacional de Teatro!

Vamos viajar, apresentando o nosso Canteiros de Rosa - Uma Homenagem a Guimarães por aí. Tem cidade do interior do estado, tem capitais de outros estados do nordeste e também Mossoró, lá no Rio Grande do Norte! É o velho Rosa se embrenhando pelo sertão, pelas cidades...


Se você é de Alagoinhas, Valença, Maceió, Aracaju, Natal ou Mossoró e gosta de Gumarães Rosa, de teatro, de música, de poesia... fique atento, que nossa caravana vai passar por aí!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Verão do auto-conhecimento

Aproveite o verão para curtir seu próprio corpo e se dedicar a práticas que proporcionam o bem estar e o encontro com aspectos positivos interiores que nem sempre a gente se dá conta. As Oficinas Vila Verão 2007 oferecem alternativas para quem já está antenado nessa idéia. Em janeiro e fevereiro, aulas de massoterapia e dança do ventre podem ser a opção de relaxamento que você está precisando para renovar as energias para começar o ano com tudo novo. Confira as propostas das duas oficinas:

Dança do ventre
foto retirada do site www.swissinfo.org

Orientadora: Gal Sarkis
Dançarina formada pela UFBA, participou de workshops sobre terapias de auto-conhecimento e na área de dança, com bailarinas egípcias.

Neste curso, Gal Sarkis convida as alunas trabalharem a dança do ventre como um canal de expressão e liberação capaz de proporcionar às mulheres uma consciência maior sobre seus corpos físico, mental e espiritual. Ideal para levantar o astral feminino, que tantas vezes sofre com as pressões da imagem, da rotina e dos novos postos da mulher na sociedade.

Massoterapia
foto: Alexandre Marinho

Orientador: João Hüpsel
Massoterapeuta formado pela Escola Musso, na comunidade japonesa de São Paulo, trabalha há cerca de 10 anos com artistas e profissionais liberais

Voltada para pessoas de 16 a 50 anos, a oficina apresentará técnicas e manobras de AIKIDO e SHIATSU, auto-massagem, reeducação da postura, respiração e meditação. O trabalho de Hüpsel tem como foco a melhoria no estado do corpo através de pequenas mudanças pessoais.


Achou interessante? Participe!
As aulas acontecerão de 8 de janeiro a 4 de fevereiro e as inscrições já estão abertas aqui no Vila. Para saber mais, acesse www.teatrovilavelha.com.br/oficinas ou ligue para 3336-1384

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

A Outra faturou o BNB!


A Outra vai trocar com outros grupos do Nordeste em 2007
Foto: João Meirelles

Hoje saiu a notícia de que A Outra Companhia de Teatro, um dos nossos residentes, foi aprovada no PROGAMA BNB DE CULTURA. A novidade foi recebida com entusiasmo pelo grupo, que vai com o pique renovado para mais um ano repleto de atividades em 2007.

O projeto, intitulado Troca-Troca no Nordeste com A Outra Companhia (título provisório, como Camilo Fróes faz questão de ressaltar), irá promover ações de aperfeiçoamento profissional, iniciação artística e intercâmbio na área de Artes Cênicas, com a participação de representantes de grupos de teatro dos 09 estados da Região Nordeste.

Para tanto, foram convidados para Salvador representantes de grupos de artes cênicas de todos os estados do Nordeste, e aqui eles irão participar de oficinas com cinco grandes mestres de teatro de nossa cidade: Luiz Marfuz, Hebe Alves, Marcio Meirelles, Harildo Déda e Meran Vargens. Os encontros acontecerão aqui mesmo, no Vila.

Além disso, serão realizadas oficinas de iniciação artística, ministradas pelos artistas convidados, voltadas para grupos locais de teatro amador e para os interessados em geral.

A idéia do projeto, previsto para acontecer de abril a setembro de 2007, é investir no diálogo com outros grupos do Nordeste através da troca de experiências entre seus artistas, fortalecendo assim a produção de nossa região.

É A Outra investindo na troca como meio de fortalecer o profissionalismo dos grupos nordestinos!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Última chance para conferir Aroeira!




Depois de fazer uma estréia com sucesso de crítica, o espetáculo premiado Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore voltou aos palcos baianos para encerrar o ano de viagens da Cia Viladança. Agora, este é o último final de semana da segunda temporada, com apresentações de sexta a domingo às 20h aqui no Teatro Vila Velha.

Aroeira aborda as lembranças, memórias e imagens que os olhos guardam fazendo uso de animações projetadas em vídeo e diálogos com outras linguagens, como o teatro e a cenografia. A música do espetáculo foi cedida exclusivamente por Milton Nascimento, que presenteou a diretora, Cristina Castro, com uma trilha inédita gravada há 15 anos.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

A Cultura como Fator de Desenvolvimento - Os Desafios da Cultura

Dia 15 de dezembro, 6a feira, às 14h00, no Teatro Gregório de Matos o Secretário Executivo do MinC, Juca Ferreira, acompanhado do Secretário de Incentivo e Fomento à Cultura, Marco Acco, do Secretário de Políticas Culturais, Alfredo Manevy e do Assessor Especial da Secretaria de Audiovisual, e Afonso Luz, assessor especial do MinC, apresentará o "Programa Cultural para o Desenvolvimento do Brasil" - lançado no dia 29 de novembro pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil - que sintetiza o trabalho realizado pelo Ministério da Cultura nos últimos quatro anos e aponta os desafios para o futuro.

O Programa Cultural para o Desenvolvimento do Brasil propõe ações estratégicas para os próximos anos. É a síntese da experiência de uma gestão que propiciou a consolidação e o fortalecimento institucional do MinC, buscou a melhor aplicação dos recursos orçamentários e implementou uma política pública a partir do diálogo com a sociedade.

ANOTE!
O que: A Cultura como Fator de Desenvolvimento - Os Desafios da Cultura
Quando: Dia 15 de dezembro (6a feira), às 14h00
Onde: Teatro Gregório de Matos - Praça Castro Alves, s/n - Centro

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

PRIMEIRA FALA

Entrevista publicada no Jornal A Tarde de hoje.

O nome de Marcio Meirelles até foi cogitado entre os muitos que alimentaram a boataria sobre a nomeação para a pasta da Cultura na gestão do novo governo baiano. Mas a confirmação do nome do diretor teatral e sócio do Vila Velha foi recebida com surpresa pelo meio artístico, tanto pelo inusitado da escolha - Marcio nunca figurou entre os mais cotados - quanto pelas indagações que ela suscitou.

Por exemplo: seria válido para a cultura baiana ser gerida por um homem ligado, especificamente, a uma linguagem? Outro burburinho que voou de boca em boca foi como Meirelles separaria a pasta das atribuições do teatro que dirige. Mas Marcio garante: a notícia não foi tão surpreendente para ninguém quanto para ele próprio. Eufórico, com os olhos vermelhos de emoção e cansaço, e ainda 'perplexo' com o turbilhão que invadiu a vida dele desde a quinta-feira passada, Meirelles se abrigou na própria biografia - até agora, sem manchas aparentes -, em suas certezas e sob o teto do Cabaré dos Novos, onde concedeu essa entrevista exclusiva, a primeira como secretário nomeado, à repórter CECI ALVES.

Ele falou como vai conduzir políticas públicas para o bem comum do meio artístico e cultural da Bahia; dos parâmetros que vai utilizar para tanto; como será a relação com o Teatro Vila Velha daqui para a frente; como irá se movimentar entre as coisas que lhe serão legadas pelo governo que deixa o poder; e desabafa: "Me sinto como o goleiro na frente do gol".

A TARDE | Como foi que o seu nome surgiu para a Secretaria da Cultura?
MARCIO MEIRELLES | Havia essa história prévia de cogitar meu nome para a Secretaria da Cultura, mas surgiu a hipótese de Juca, que seria genial. Mas tinha que ser eu, acabou... Sou eu. Quando Wagner me chamou, eu falei pra ele: "Pô, mas é muito grande (risos)". Aí, ele me disse que era só eu fazer o que faço, continuar meu trabalho e ampliar para a escala de Bahia. Então, na verdade, é importante porque é um reconhecimento de que o trabalho dessa equipe que eu represento, desse grupo todo aqui do Vila Velha, é um serviço público em que a gente executa políticas públicas, de Estado, mesmo, como deveriam ser todos os artistas, todo mundo que ganha verbas públicas, e leis de incentivos.

AT | Entre as inquietações do meio cultural baiano quanto ao seu nome, a primeira delas é: "Márcio Meirelles é um homem de teatro, vai priorizar só o teatro". O que você diria às pessoas que acham que você vai "guetizar" a Secretaria de Cultura do Estado?
MM | Eu acho que são pessoas que não me conhecem. Porque, primeiro, não sou só de teatro, eu transito em outras áreas, em outras linguagens; mas, principalmente, eu vou administrar a coisa pública, vou administrar políticas públicas para a cultura. E cultura eu entendo não só como as linguagens pelas quais eu transito. São muitas outras expressões e produções históricas que eu não domino, que eu não conheço sequer, mas que são familiares, por ser a gênese de produção popular, tradicional, ou por sua afinidade com alguma linguagem que eu conheço... Ou seja, eu sou de teatro, como produção simbólica, é a linguagem que eu escolhi para me expressar, para dar testemunho do meu tempo nesse mundo. Mas, enfim, já administrei o Teatro Castro Alves e... Bom, o governador me incluiu no discurso dele quando me anunciou e falou exatamente isso, que era uma escolha dele, exatamente pelo trabalho que venho desenvolvendo aqui, pela minha ligação com a cultura negra, com as culturas populares. E, ao contrário, eu tô com medo de que a expectativa seja essa também do lado de quem é de teatro, de que eu vá gerir a cultura em função do teatro, o que seria um absurdo. A gente tem que pensar o seguinte: o foco da secretaria vai mudar, como o foco do ministério mudou. E mudou não por uma invenção de Gil ou da equipe dele. Mudou porque o mundo mudou, porque a humanidade mudou, a sociedade evoluiu, a sociedade brasileira já percebe mais claramente os direitos civis, que a organização tem que ser de outra forma, que cultura não é só linguagem, que políticas públicas não são vantagens pra uns, que estão no poder... Então, como a sociedade mudou, elegeu o governo que colocou um ministério e, no caso da Bahia, colocou a secretaria na mão de alguém que pensa como a sociedade pensa, que a coisa pública é pública, que as linguagens são parte da representação simbólica, mas que toda a representação simbólica é cultura e que a Secretaria da Cultura tem que cuidar disso, da produção, do acesso, do consumo, da distribuição. Pensar nisso, também, como economia, também como indústria e também como leis, como direito.

AT | Como fica a sua relação com o Teatro Vila Velha, do qual você é sócio?
MM | Não sei, é uma relação que vai ser reconstruída. Claro que a gente está em crise aqui, tanto o Vila Vila quanto o Bando. Porque o Vila, tudo bem, pode-se pensar: "não, é um espaço que vai ser privilegiado". É evidente que eu não vou negar o Vila Velha. O Vila Velha recebe apoio do governo, e recebeu durante todos esses anos, desde que eu tô aqui, desde 94, que entrei, em 95, quando Paulo Gaudenzi, entrou na secretaria, me procurou e se propôs a ajudar e, desde então, a gente recebe apoio do Estado, o que é mais do que correto - um teatro que tem um projeto como esse, assim como o XVIII, assim como o Cria, organizações que são de utilidade pública, de serviço público, tem que ter o apoio financeiro, inclusive, do Estado. E o Bando de Teatro Olodum, que vai ficar sem um encenador trabalhando diariamente com eles? O Bando de Teatro Olodum é o projeto de minha vida, não é só um brinquedo pra montar pecinhas. É um projeto político, de afirmação, de valores que eu acredito, de afirmação da identidade negra, do valor dessas culturas afrodescendentes, do valor do ser humano. E como é que vai ficar o Bando? Ontem, isso aqui foi uma loucura, ao mesmo tempo uma euforia, uma alegria, porque o fato de eu ser secretário tem a ver com o trabalho de todo mundo aqui; alegria, também, de ter um amigo numa posição de poder, e que vai, pelo menos, tentar executar o que sempre falou, o que sempre sonhou, o que sempre sonhou esse grupo todo, esses grupos todos que sempre circulam por aqui... Sonhos de igualdade, de difusão, de espalhar as coisas, de direitos iguais para todos, de justiça... É um nó, mas será transparente e igual a qualquer outra organização que, como o Teatro Vila Velha, faça esse serviço público.

AT | Você se sente um pouco como o ministro da Cultura, Gilberto Gil, que também tem uma carreira e balançou, agora, em sua permanência no MinC...
MM | ...Porque são duas coisas que eu estou abrindo mão, duas coisas, ao mesmo tempo, que, na minha cabeça, não se confundem. A minha produção artística, que vou ter que dar uma parada, não sei quanto, não sei o quanto eu agüento. Então, não sei como é que vai ficar, como é que vai ficar esse encenador... Acho que a solução é deixar que o artista ilumine o gestor, que o conduza, com a sensibilidade e o olhar.

AT| Qual a sua plataforma para a Secretaria da Cultura?

MM | É basicamente a mesma que a gente tem executado aqui no Vila. Ainda tem que se transformar, ainda é um pensamento, eu tenho que ouvir muito antes, pra definir prioridades. Há coisas que me movem muito, que é, por exemplo, a necessidade das cidades do interior, dos produtores de cultura. A Bahia tem 417 municípios, uma produção vasta, diversificada e diversa, e a questão é: como dar visibilidade a isso, como dar apoio, sustentar, como as coisas trocam e circulam? Então, eu vou ter um olho para a Bahia como um todo. Implementar o Sistema Nacional de Cultura é uma prioridade. O alinhamento com o Ministério (da Cultura) é claro, não só porque é um governo do mesmo partido, mas pela admiração que tenho como artista, como produtor e como cidadão das políticas implementadas por esse ministério.

AT | Você já está pensando em termos de equipe?
MM | É evidente que os nomes passam pela cabeça, mas não pensei em nenhum. Fui pego despreparado, não me pensava secretário, nunca me pensei secretário. Nunca tive a pretensão de ocupar um cargo público. Inclusive, quando saí do TCA, jurei pra mim que nunca mais ocuparia um cargo público. Mas durante toda a minha vida, esses 34 anos em que atuo na área cultural, fiz teatro como uma questão política, e a cultura sempre foi uma questão política. Logo, a política da cultura sempre foi, também, um objeto de interesse, de discussão, de pensamento.

AT| Para quando pretende anunciar a equipe?
MM | Primeiro, eu tenho que entender o quê. Depois, com quem. Então, o que será isso de fato, quais serão as ações, como será a nova Fundação Cultural e quais serão as atribuições, o que fazer do Balé Teatro Castro Alves, o que fazer da Orquestra Sinfônica, o que fazer do Irdeb, como vai ser tudo isso? Isso vai ser um pensamento, e a equipe vai se juntar na discussão.

AT | Há quem defina que a atual gestão da Secretaria de Cultura e Turismo agiu mais como "balcão de negócios" do que como lugar de políticas públicas. Você concorda com isso?
MM | Eu gosto de Paulo (Gaudenzi). Eu sou amigo dele e acho que ele foi importantíssimo pra a existência do Teatro Vila Velha como é agora, por exemplo. Agora, existe um pensamento político de governo. Existia um rumo de governo no qual todas as ações da secretaria estavam inseridas. Existia um caminho político que levava a Bahia toda. A gente não pode isolar a Secretaria de Cultura. Ela está dentro de um governo, dentro de um sistema, dentro de um grupo político que age com coerência. Mudou o governo por um desejo da Bahia. E não foi só um governo. Mudou o rumo, escolheu-se um novo rumo. E a nova secretaria vai estar inserida dentro desse novo rumo, desse novo pensamento.

AT | Há uma lista de coisas que existem nesta gestão e que suscita uma curiosidade em saber como você vai geri-las. O primeiro exemplo é o FazCultura.
MM | Olha, eu acho que o FazCultura é uma lei neoliberal que entrega à empresa privada o direito de decidir o que fazer com o dinheiro público. Então, é uma lei que tem que ser repensada. Acho que é muito importante, facilitou muito, muita coisa foi criada pela existência do FazCultura, mas é importante rever com novos olhos, assim como a Lei Rouanet foi revista, tan-to em termos de patrocínio, de mecenato, como em termos de fundo.
Tudo vai ser repensado.

AT | Outro exemplo: Conselho de Cultura.
MM | Preciso ouvir muito e quero ouvir muito. Há as câmaras setoriais, os fóruns, as instâncias que já se organizaram por causa do ministério de Gil, com as quais já dá pra ter uma interlocução. E o fortalecimento do Conselho de Cultura como um interlocutor com a comunidade é importantíssimo. Então, o Conselho de Cultura tem que ser, de fato, uma representação da produção cultural do Estado. E tem que ser realmente um conselho, que vai me aconselhar.

AT| Mais um exemplo: editais para o audiovisual.
MM | Olha, audiovisual, comunicação, de uma forma geral, todos esses meios contemporâneos novos de comunicação, de internet, toda essa parafernália da produção, esse frenesi da produção de imagens e de narrativas simbólicas por meio de audiovisual é uma coisa que me fascina muito e que eu acho muito importante, porque é indústria também. Então, é preciso ter uma interface com a Indústria e Comércio, pensar na distribuição dessa produção, pensar no fomento, e acho que é uma coisa muito maior, que vem sendo tratada só por meio de editais. Acho que é preciso um pensamento profundo sobre a produção audiovisual da Bahia. O cinema baiano deu uma virada incrível nos últimos anos com um pouquinho só, que foram exatamente os editais. Então, a gente tem que parar e pensar que, se com alguns editais, com algumas ações, deu no que deu, se a gente pensa nisso profundamente, como indústria, como negócio e, principalmente, como representação simbólica e como espelho do que a gente é pra o tempo e pra o espaço, vai longe. Acho que o cinema, o audiovisual e a televisão são um capítulo a parte. Não é simplesmente o edital, não imagino que seja só um departamento, uma divisão da fundação, ou um órgão de radiodifusão.

AT| Para o Teatro Castro Alves e o Museu de Arte Moderna da Bahia, já há algo pensado?
MM | Acho que esse coração tem que bater mais forte e fazer circular mais sangue. Eu acho que, por exemplo, as oficinas do MAM são um caminho. Eu acho que são organismos e equipamentos que não podem ser, que não devem ser, pelo que custam, só um espaço de circulação.
Têm que ser um espaço de formação, de produção, de intercâmbio, de apoio e de circulação, também, evidentemente. É uma máquina muito grande e que pode ser melhor distribuída.

AT | Se na sua gestão houvesse uma temática, qual seria?
MM | Não sei. Há o nome de um filme alemão que eu adoro e que é como me sinto. Se chama algo como O Momento do Goleiro Diante do Gol. Estou perplexo com tudo isso. Tô defendendo uma coisa que é muito importante pra mim, que é o sucesso desse pensamento político, enfim, comportamental, estrutural, e, por outro lado, eu sou artista, mas vou ficar quatro anos sendo gestor e, depois, voltar às minhas atividades de artista. Então, tenho que preparar o momento do depois, também. Tenho que pensar que isso vai continuar, não que vai continuar uma gestão, mas que vai continuar uma prática, uma política, pra mim, pra meu filho, que é músico, para o Teatro Vila Velha, para o Bando, para todos os atores que eu conheço, para a literatura, para as expressões populares...

QUEM É
Nascido em Salvador, Marcio Meirelles é diretor teatral, cenógrafo e figurinista. Com 52 anos, tem 34 de carreira e, há 12, dirige o Teatro Vila Velha. É o mentor do Bando de Teatro Olodum desde 1990 e foi diretor do TCA de 1987 a 1990.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

oficinas

Nesse domingo dia 03 de dezembro, aconteceu a mostra da Oficina de Teatro para Iniciantes dA Outra Companhia de Teatro.

A oficina aconteceu quase toda em novembro e no dia 03 de dezembro, amigos e familiares dos participantes puderam ver o que resultou dessa experiência.





Foi a primeira Oficina que A Outra Companhia de Teatro ofereceu, os orientadores foram Vinicio de Oliveira Oliveira e Luiz Antônio Jr. Quase todos os demais integrantes da companhia apareceram no dia da Mostra para ver os resultados e nos divertimos bastante.

Deu tudo tão certo, que quando surgiu a possibilidade de dar oficina de teatro para iniciantes de novo no verão, topamos na hora!

As inscrições já estão abertas. Além da nossa nova oficina, muitas outras serão oferecidas. Acompanhe as novidades no site do Vila e no nosso informativo.

Camilo Fróes

oficine-se


Inscrições abertas!
Confira os cursos em: www.teatrovilavelha.com.br/oficinas

Roraima?

Recebemos uma mensagem de Vânia Maria, de Boa Vista, Roraima. Ela está interessada nos nossos cursos de Verão.

É o Vila pelo Brasil.
E o e-mail encurtando as distâncias...

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

É AMANHÃ!






Depois de passar por 11 estados do Brasil e 11 cidades do interior da Bahia, a Companhia Viladança fecha um ano agitado nos palcos do Vila. O espetáculo Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore começa amanhã uma curta temporada em Salvador, por apenas três finais de semana, de sexta a domingo, às 20h.

Com direção e coreografia de Cristina Castro, Aroeira foi o resultado de uma parceria com Milton Nascimento: o cantor mineiro deu de presente a Cristina uma trilha sonora inédita, composta por músicas feitas há 15 anos e não divulgadas desde então.

A diretora da companhia afirma que, depois de passar pelas cinco regiões do país e conhecer muito do que acontece no interior do nosso estado, os dançarinos estão mais amadurecidos e prometem interpretações com mais qualidade do que na primeira temporada. "Aperfeiçoamos a técnica dos movimentos e trabalhamos com mais calma a dramaturgia de cada cena. Tudo isso é o resultado de um ano de muito trabalho, da experiência trazida das 80 apresentações em diferentes palcos do Brasil e do interior do estado. Essa formação é rica e determinante para a qualificação da dança e para mim, enquanto diretora e coreógrafa da Cia. Viladança, é motivo de orgulho", completa Cristina.

Para a segunda temporada do espetáculo, o Viladança anuncia duas novidades: junto ao grupo, no elenco, estarão, além do convidado da estréia, Matias Santiago, duas novas dançarinas - Clara Domingas e Mariana Morais.

Aroeira estreou em 16 de junho deste ano, com sucesso de crítica e bilheteria. O espetáculo promove uma abordagem da memória e das lembranças, retratando momentos da vida de cada um e fazendo uso de elementos simbólicos da dança e outras linguagens, como a fotografia, o vídeo, animações, teatro e literatura.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Faça a marca do Vilavox!

Há um grupo de teatro em busca de uma cara nova e você pode participar disso. Crie a marca do Vilavox e envie para nós.

Confira o regulamento abaixo e entre nessa!

Concurso de criação da marca do grupo Vilavox

O grupo Vilavox, residente do Teatro Vila Velha (Salvador-BA), buscando uma nova identidade visual, convoca o público a apresentar propostas de criação de sua nova marca, nos termos do seguinte regulamento:

Regulamento

1 Da Finalidade
Este concurso destina-se à criação da logomarca do Grupo Vilavox, estabelecendo os critérios para a sua utilização em qualquer objeto de comunicação.


2 Briefing
O grupo Vilavox, residente do teatro Vila Velha, é um grupo de teatro que, ao longo dos seus 5 anos de existência, vem montando espetáculos com uma presença bastante forte da música/musicalidade.

O Vilavox, até agora, montou 4 espetáculos próprios - Trilhas do Vila, Almanaque da Lua, Primeiro de Abril e Canteiros de Rosa. Muito diferentes entre si, mas todos recheados de música - ao vivo em dois deles - estes quatro espetáculos funcionaram para que o grupo encontrasse sua própria linguagem, seu próprio jeito de fazer teatro. Assim, depois destes anos, entendemos que o grupo que nasceu quase como o 'coro', muito mais vocal, calcado basicamente no canto, descobre agora sua característica múltipla, inquieta, experimental e contemporânea. O nome Vilavox, ainda que etimologicamente seja a junção de VILA (Teatro Vila Velha) e VOX (Voz, em Latim), pretende, através de sua nova marca, passar a imagem de algo para além da Voz e do Teatro Vila Velha. A marca de um grupo de teatro: jovem, contemporâneo, que tem a característica de "misturar linguagens", se utilizando de recursos áudio visuais, do circo, da dança, da música e do teatro.

3 Participantes
A participação no concurso é aberta ao público em geral, sem restrições.

4 Da apresentação
As propostas apresentadas deverão ser inéditas, atendendo aos seguintes requisitos: A logomarca para o Grupo Vilavox deverá conter qualidades técnicas capazes de resistir a reduções, ampliações e reproduções em cópias eletrostáticas, fax, etc., sem prejuízo de sua inteligibilidade. A solução deverá conter, obrigatoriamente o nome Vilavox, em versão colorida e preto e branco.


5 Inscrições e entrega dos trabalhos
As inscrições estão abertas de 28/11/2006 até 10/01/2007, mediante envio da marca em arquivo vetorial para o e-mail vilavox@teatrovilavelha.com.br.

Serão aceitos até 3 (três) projetos encaminhados por pessoa, entregues no prazo acima. Os trabalhos recebidos fora do prazo não serão considerados para julgamento. A inscrição será individual, mesmo que o projeto seja de autoria de um grupo. Cada participante deverá enviar na mesma mensagem, além do arquivo com a marca, os seguintes dados: nome e endereço completos, telefone e e-mail. Entretanto, qualquer deficiência nas informações nele contidas, como dados incorretos, resultará na exclusão do candidato.


6 Júri
O júri será constituído pelos integrantes do grupo Vilavox e funcionários do Núcleo de Comunicação do Teatro Vila Velha. O veredito do júri será anunciado no Blog do Vila (www.teatrovilavelha.com.br/blog) e no Informativo do Vila (veiculado semanalmente por e-mail). Ao júri é reservado o direito de não premiar nenhum dos trabalhos apresentados. A decisão do júri será final e inapelável, salvo em casos de plágio comprovado de qualquer dos projetos classificados.


7 Premiação
Ao vencedor, será oferecido um Kit Vilavox contendo: 1(uma) sacola do Vila, 1(uma) camiseta do Sol do Vila, 1(uma) camiseta do espetáculo Canteiros de Rosa, 1(um) cd Trilhas do Vila, e 1 (um) par de ingressos para cada uma das estréias do grupo Vilavox no ano de 2007.


8 Direitos autorais
No ato do envio, o autor de qualquer marca concorrente libera o seu uso para fins de divulgação do concurso. A marca vencedora será propriedade do grupo Vilavox, que terá o direito de executá-la ou não, em sua totalidade ou em parte, face a conveniências administrativas.

Fica assegurado ao autor do projeto o direito de mencionar, sempre que necessário, a autoria da marca institucional, para fins de divulgação ou comprovação profissional.

A participação, neste concurso, importa total concordância com os termos deste regulamento, tanto da parte dos competidores como do júri, e o participante renuncia a quaisquer outros direitos eventualmente invocados.

Os trabalhos selecionados pelo júri serão expostos em local a ser anunciado.

Salvador, 28/11/2006.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Maria em movimento


A luta secreta de Maria da Encarnação - foto: Priscila Povoas

O que o público espera de uma leitura dramática? O que você acha de atores sentados em círculo ou em linha horizontal na boca de cena (posição frontal do palco em que geralmente acontecem as cenas mais importantes)? Ou quem sabe os atores lendo e interpretando apenas com expressões faciais e gestos mais econômicos, talvez levantando um pé ou erguendo um braço para dar ênfase aos diálogos. Mas, quando se trata de Fernando Guerreiro, o resultado pode ser outro.

Neste ano, em que o ator, diretor e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri se imortalizou na História das Artes Cênicas no Brasil, o Teatro Vila Velha pensou numa forma de homenageá-lo, levando em consideração que foi com uma peça de sua autoria que o Vila estreou: Eles Não Usam Black-Tie, a primeira peça de Guarnieri, escrita em 1958, e encenada pela Companhia Teatro dos Novos, em 1964.

Por meio do projeto VilaLê Guarnieri, a Companhia convidou três renomados diretores do cenário teatral baiano: Ewald Hackler, Fernando Guerreiro e Harildo Déda, dando a eles a incumbência de selecionar do repertório do autor uma de suas peças. Harildo escolheu o espetáculo de inauguração do Vila, Hackler elegeu Ponto de Partida e Guerreiro preferiu contar a história de uma "mulher brasileira, sofrida, doce, bem humorada e batalhadora" (nas palavras dele): A Luta Secreta de Maria da Encarnação.

Em dez de novembro, "Maria" foi para o palco do Vila, sob a direção de Guerreiro. E aí, enquanto muitos comentavam: "Um dia também irei ler alguma coisa em público e cobrar para que me vejam", ou, "Vai ser preciso um pouco de paciência pra ver essa galera sentada, lendo, sem parar, um texto que eu ainda nem conheço". Ora, pura ignorância! Perdoável, talvez. Não sabendo eles que o Sated-Ba (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão) foi quem exigiu a simbólica cobrança de três reais. E eu, que também sou ator, acho "j usto, muito justo, justíssimo!", como diria José Wilker, ao interpretar Belarmino, na novela Renascer.

Satisfação a minha foi assistir essa leitura de "Maria da Encarnação", que poderia até já significar uma prévia da montagem desse espetáculo. Espero que Guerreiro não se contente apenas com essa homenagem a Guarnieri, que foi maravilhosa, mas que resolva montar o que aquilo que ele denominou de uma Leitura em Movimento. Para mim, ele conseguiu encantar o público.

Nessa primeira sessão, atores jovens e talentosos, como Mariana Freire, dividindo o palco com a atriz Neyde Moura que, com muita musicalidade, segurança e um grande domínio das intenções do texto, fizeram dessa leitura dramática um evento singular no teatro baiano. Com uma disposição de cadeiras em níveis e posições diferentes, um entrecruzamento de diálogos bem articulado, uma trilha sonora especialmente composta por Iran Monteiro e uma iluminação cênica que criou uma atmosfera bem dinâmica para a leitura, muita gente saiu do Vila de alma lavada.

Agora, é aguardar para que esse espetáculo seja montado com tudo que ele tem direito: cenário, figurino e muita beleza. Salve Guarnieri!

Texto enviado por Arlon Carlos, estudante do 6º semestre de jornalismo das Faculdades Jorge Amado

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Apóie a Mídia Étnica

Após um ano de ações políticas e comunitárias para a inserção dos temas raciais nas discussões comunicacionais e na mídia, o Instituto Mídia Étnica promoverá um jantar de adesão intitulado: "Eu apóio a Mídia Étnica!".

O encontro acontecerá no dia 29 de novembro, a partir das 19h, no restaurante Casa da Dinha (Rio Vermelho), marcando o encerramento das celebrações pelo Mês da Consciência Negra.
O Jantar reunirá diretores, associados, conselheiros, parceiros e a comunidade em geral para apresentação das atividades desenvolvidas pelo Instituto durante este ano e os projetos futuros. Além do delicioso cardápio preparado por Dinha, uma das mais importantes cozinheiras da Bahia, o Jantar contará com exibição de vídeos, apresentações musicais, sorteio de brindes e comercialização de produtos com o tema "Eu apóio a Mídia Étnica", como forma de fortalecer o trabalho que vem sendo desenvolvido pelas(os) jovens que compõem o Instituto Mídia Étnica.

Local: Casa da Dinha (Rio Vermelho)
Data / horário: dia 29 de novembro, a partir das 19h.
Contribuições: a partir de R$ 50,00 e R$ 30,00 (estudantes)
Contato: 3322-4294 / 9121-4902 / 8873-7047
E-mail: midiaetnica@yahoo.com.br
End. do IME: Rua das Laranjeiras, n.º 14, 1º andar, Pelourinho

O Instituto Mídia Étnica

Para contribuir com a luta contra o racismo e pela inserção da população negra nos meios de comunicação foi criado, em 2005, o Instituto Mídia Étnica.

O Instituto é uma organização do movimento social, que tem o propósito realizar pesquisas e projetos sobre mídia e etnicidades, buscando assegurar os direitos da população negra no uso das ferramentas tecnológicas, com base no conceito da ?comunicação como direito humano?.

Com projetos comunitários, formação e capacitação nas áreas de comunicação, assessoramento a entidades negras, monitoramento da mídia, cobertura e visibilidade das ações do movimento negro e desenvolvimento de veículos étnicos, o Instituto Mídia Étnica tem se consolidado, ganhando o respeito da comunidade negra.

Entre as realizações, em um ano de existência, estão: Beijaço e Campanha Publicitária "Neste dia 12, Beije seu preto ou sua preta"; o Cyber-Aruá, projeto de inclusão digital e de cobertura do 20 de Novembro de 2005; Projeto "Nesta Copa Eu também sou África"; ações de mídia no Observatório da Discriminação Racial, durante o Carnaval 2006; disciplina Mídia e Etnicidades, na Faculdade de Comunicação da Ufba, em parceria com a direção da Facom / Ufba; festa Kizomba, além de debates, seminários, cursos de vídeo e assessoria de imprensa para importantes eventos como a II CIAD e o IV COPENE.

O Instituto Mídia Étnica é formado por jovens afrodescendentes, estudantes das diversas áreas da comunicação social, como jornalismo, publicidade, cinema, design, além de jornalistas e publicitárias(os) recém formados. São negros e negras que reúnem os conhecimentos acadêmicos aos valores apreendidos nas militâncias políticas, comunitária e estudantil, para trabalharem em prol da reparação nos meios de comunicação.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Última leitura e um humanista enforcado





Sob o impacto da morte de Vlado (Vladimir Herzog) escrevi Ponto de Partida. Intuía ser aquele momento decisivo para a derrocada do regime militar. Impedidos de escrever sobre a realidade presente, classifiquei a peça como "fábula", na acepção de narração de coisas imaginárias, ficção. Tencionava abrir meu espírito e coração escrevendo sobre os anos de chumbo em que vivíamos, assolados pelo medo, acordando sobressaltados, mas também sobre coisas belas, os atos de solidariedade, a generosidade na luta. De Vlado nasceu Birdo. Birdo, pássaro em esperanto, liberdade, ternura, consciência, sabedoria e amor. De Clarice Herzog, mulher de Vlado, nasceu Maíra, amada de Birdo, encontrado em uma triste manhã, enforcado em meio à praça.


Gianfrancesco Guarnieri

Nesta sexta-feira, a Cia Teatro dos Novos fecha com chave de ouro sua homenagem a Gianfrancesco Guarnieri, com a leitura do texto Ponto de Partida, sob a direção de Edwald Hackler.

Mais do que um ciclo de leituras dramáticas, o Vilalê Guarnieri é uma atividade de intercâmbio e exercício dos Novos, que se debruçaram sobre a obra do dramaturgo e passaram pelas mãos de diretores experientes, de estilos de trabalho completamente diferentes entre si. Com este Vilalê, a Companhia abriu as portas do Vila ao olhar de outros artistas, numa iniciativa que é importante do ponto de vista do crescimento artístico do grupo e, ao mesmo tempo, de reflexão sobre a realidade e o teatro brasileiros.

Faça parte deste belo momento proporcionado pelos Novos:
Sexta-feira (24/11), às 20h no Teatro Vila Velha. Ingressos a preço promocional: r$ 3.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Cristina Castro e Milton Nascimento


Milton Nascimento e Cristina Castro na estréia de Aroeira

Depois de rodar a Bahia e todas as regiões do Brasil realizando oficinas, palestras, intercâmbios com outros grupos de dança e apresentações, a Companhia Viladança, prepara uma nova temporada do seu mais novo espetáculo: Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore.

Estreado em julho deste ano, Aroeira foi um dos maiores sucessos de crítica e bilheteria do Vila em 2006, trazendo ao teatro 1.884 espectadores.

Cristina Castro trabalhou ao lado de nada menos que o mundialmente consagrado músico Milton Nascimento, que presenteou a coreógrafa com uma trilha inédita para ballet, celebrando uma nova parceria artística entre Minas e Bahia.

A segunda temporada de Aroeira vai de 1º a 17 de dezembro, sexta, sábado e domingo , sempre às 20 horas e completa o agitado ano da Cia Viladança, com 80 apresentações de 3 espetáculos diferentes do seu repertório.

Muito trabalho, muita alegria e muita energia!!!!

ECONOMIA DA CULTURA É TEMA DE DEBATE EM SALVADOR

Acontece nesta quinta-feira (23), no Conselho Estadual de Cultura, em Salvador, o Caleidoscópio da Cultura - Fórum de Reflexão sobre Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável. Na ocasião, a vice-presidente executiva do Instituto Pensarte e consultora especial da ONU em Economia Criativa, Ana Carla Fonseca Reis, apresenta um panorama sobre a economia criativa como estratégia de desenvolvimento socioeconômico, a profissão do artista, mercado e distribuição
de produtos e serviços culturais, entre outros assuntos. A inscrição é gratuita e deve ser feita no portal www.flem.org.br. Outras informações: (71) 3117-6187.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Recadastramento!

Estamos mais uma vez mudando a forma de enviar o informativo semanal do Vila para tentar driblar os problemas que impedem que nossas mensagens cheguem até nosso público. Agora passamos a usar a ferramenta de newsletter do Googlegroups, por isso precisamos recadastrar os e-mails de todo mundo - o que vai levar um tempinho para acontecer direito. Se você é desses que 'faz a hora, não espera acontecer', efetue seu próprio cadastro enviando um e-mail para informativo-do-vila-subscribe@googlegroups.com. Basta enviar, nem precisa ter nada escrito na mensagem.

O Núcleo de Comunicação do Vila agradece!

O talento promissor em Lauro de Freitas



Ontem à tarde, recebemos aqui no Vila uma visita muito especial. Um grupo de adolescentes da 6ª e 7ª séries da Escola Solange Coelho, de Lauro de Freitas/Itinga, apresentou para nós uma peça curta elaborada por eles, sob coordenação da professora de teatro Andréa Mota. Quem trouxe o pessoal até o Vila foi Sônia Machado, que conhecia o trabalho de Andréa com os jovens e tem feito o possível para estimular o crescimento artístico dessa galera. Esse ano, o grupo já tinha vindo ao Vila assistir Rerembelde, o espetáculo infanto-juvenil da CTN.



O elenco, formado por Gilderlan Santos, Ítalo Elias, Jucilene dos Santos, Samantha Virgínia e Tamires Barreto, mostrou cenas que falavam da história de sua cidade, de seus sonhos e também sobre sexualidade. A criação da peça é parte do trabalho desenvolvido por Andréa para uma disciplina da Escola de Teatro da UFBA. Ela conta que cada aluno coordena um grupo - idosos, pessoas com necessidades especiais, pacientes do manicômio judiciário, entre outros - com o qual deve trabalhar com o estímulo à expressividade para, então, apresentar um resultado cênico. No caso dos adolescentes, Andréa afirma que o envolvimento com o teatro melhora as capacidades de atenção, aprendizado e expressão, além de contribuir para o crescimento no volume de leitura.



Após a apresentação, que aconteceu no palco do Cabaré dos Novos, a turma foi conhecer melhor o palco principal e os segredos dos bastidores do Vila, num passeio conduzido por Gordo Neto.

A visita inusitada nos trouxe um momento de grande alegria, principalmente por reforçar a idéia de que o interesse e a paixão pelo teatro continuam movendo as pessoas, independente das condições e de onde estejam. E pelo teatro, a realidade se registra, se transforma e se atualiza.

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Quando palavras soam igual a música

O Bando de Teatro Olodum da Bahia com "Sonho de uma noite de verão" de Shakespeare em Ludwigshafen

Foi um milagre a platéia conseguir ficar sentada no seu lugar por tanto tempo: Os ritmos de samba-reggae ressoando do palco seriam suficientes para acordar e acender uma companhia inteira de dorminhocos. Porém, frequentadores alemães de teatro estão acostumados somente de ficar olhando, e foi por isso que os visitantes do Pfalzbau de Ludwigshafen se contentaram em aplaudir de pé após o espetáculo do Bando de Teatro Olodum Bahia.

Foi uma festa de cores e sons que o diretor e figurinista Marcio Meirelles, o diretor musical Jarbas Bittencourt, o coreógrafo Zebrinha e a cenografia da Minuisina de Criação trouxeram da Bahia tropical ao Rheno frio. E se o retrato hiperdimensional de Shakespeare no fundo do palco estava parecendo olhar um pouco céptico no começo, no final, com um pouco de fantasia, podiamos bem ver um sorriso satisfeito nos lábios do Elisabethano.

É que Marcio Meirelles deu ao Mestre o que pertence ao Mestre: (deu) aos atores uma tradução rimada e soante em portugues (de Barbara Heliodora), e aos espectadores alemães o texto conhecido de Schlegel, que nem sempre estava passando em total sincronia.

Mais importante ainda: O diretor não só ficou rigorosamente no original, ele também o encheu com vida pura, colorida, deixou falar, cantar, falar em rap e ritmos, e transformou o texto em música também nas partes quando a música não estava tocando /em cena.

O palco: vazio, excepto uma plataforma com instrumentos no fundo e um "céu" de fitas coloridas. Aqui é corte e floresta de Athenas, e já a entrada da galera colorida é um espetáculo/programa: um jogo agitadíssimo de pés descalços e ombros nus, de ancas requebrando e rodando em calças e saias coloridas, animado pelos ritmos de percussão e pelas melodias agradáveis de música popular brasileira, tocadas no cavaquinho, um violão pequenino.

O figurino maravilhoso e os enfeites pomposos nas cabeças dos atenienses, e também do Oberon e da Titania lembravam um pouco as roupas tradicionais tribais, porém os artesãos, completamente contemporâneos, pareciam ter vindo diretamente do meio de Salvador da Bahia, onde o Bando de Teatro Olodum e a Companhia dos Novos, que estava apresentando juntos, estão em casa.

"Deixa eu fazer o leão também!", o alto Jorge Washington como Bobina e Píramo mostrou acertando bem a alegria e o prazer de apresentar o teatro de Shakespeare e ganhou bastante risos na comédia dos artesãos. Como ele, também quase todos atores fizeram mais que uma personagem, e também instrumento.
Contribuiu à impressão extraordinária da encenação que o diretor Márcio Meirelles colocou, não só o Puck triplicado - três moleques ágeis, ligeiros e morenos- mas também deu ao Oberon Érico Bras dois da mesma espécie ao lado: um reforço da força natural do tipo especial.

Porém esse Oberon triplo nunca ficou muito zangado de verdade, nem na briga com Titânia (Auristela Sá). Assim finalmente se resolveram as confusões amorosas dos pares atenienses Hérmia (Elane Nascimento), Lisandro (Leno Sacramento), Helena (Jamile Alves) e Demétrio (Fabio Santana) para o bem, e uma obra de arte completa de cores e movimento, música, dança e palavras estava no fim.

Traduzido do jornal alemão Rheinpfalz, 14 de novembro de 2006.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Alice!



Alice veio ao Vila, hoje.

Clicamos.

César manda um abraço pra Marcio

Nosso amigo Daniel Farias fez uma visita ao Núcleo de Comunicação aqui do teatro e ficou atrapalhando o trabalho da gente. Entre um desvio de atenção e outro, surgiu essa história do Mercado Modelo.

Daniel nos contou que esteve no Mercado Modelo afim de comprar uma dessas perucas de rastafari que os gringos de primeira viagem compram. Paramentado com a camisa do Vila, foi perguntado:

- Você é do Bando, é?
- Não, não. Sou do Vilavox.
- Do Vila Velha?
- É, é outro grupo do Vila Velha.
- Eu apresentei Zumbi, lá.
- Como é?
- Zumbi. Uma peça lá de... Noventa e... cinco.
- E você atuava?
- Não, eu era músico.
- E porque saiu?
- Ah, trabalhar com arte... Aí, já viu. A gente tem que ganhar dinheiro, né?

Daniel conta que a conversa se estendeu, ficou de papo com vendendor, ele falou "desse menino da novela", que ele tava lá quando ele fez Zumbi.

Pois. Um encontro inusitado e inesperado. Terminou assim:

- Eu sou muito amigo de Marcio Meirelles, manda um abraço pra ele.
- Claro, como é seu nome?
- César. Diga que César manda um abraço pra Marcio.

Pronto. Tá dito.

Viladança encerra Rodando a Bahia com chave de ouro

Na última etapa do projeto Rodando a Bahia, da Companhia Viladança, o grupo visitou as cidades de Paulo Afonso e Coronel João Sá.



Desde o primeiro momento, dava para perceber que a viagem seria um sucesso. O pessoal da CHESF fez questão de levar o Viladança a um passeio exclusivo pelas imediações da empresa e das usinas. Os dançarinos fizeram uma visita completa, conhecendo, inclusive, as primeiras instalações, Angiquinhos, projetadas por Delmiro Gouveia. Impressionada com o tamanho das instalações, a diretora do grupo chegou a dizer que "Todo brasileiro deveria vir à usina de Paulo Afonso, para ter orgulho do seu país".




As demais construções da cidade são igualmente interessantes: o grande Clube Paulo Afonso, onde aconteceram as oficinas, tinha uma infra-estrutura completa e foi imprescindível para abrigar as quase 200 crianças que participaram dos cursos de arte. Por outro lado, o Centro Cultural da cidade, onde aconteceram as apresentações, recebeu um público de 1.100 jovens. Casa lotada.



Mas Paulo Afonso não encanta apenas pelas suas construções. O povo da cidade, muito acolhedor, foi ponto importantíssimo para a plena realização do projeto. Desde Marileide Brasil, da CHESF, até Rubem Brasil, da divisão de cultura do município, passando por Dolores Moreira, coordenadora da Associação Pauloafonsina de Dança e Teatro, o grupo contou com colaboradores importantíssimos.



A última cidade visitada pelo Viladança no projeto Rodando a Bahia foi, sem dúvidas, a que mais surpreendeu o grupo. Para se chegar a Coronel João Sá, é preciso pegar 4h de estrada de barro, sem asfaltamento, passando por um calor de quase 40ºC.Chegando na cidade, no entanto, a receptividade de todos (em especial do prefeito Romualdo e sua mulher Cleidejana) cativou o grupo. E aí as surpresas começaram a surgir: Dona Dedefa havia ido até Sergipe para comprar frutas para o lanche, um palanque na praça havia sido construído e... o Viladança descobriu que seria o primeiro grupo de artes cênicas a se apresentar em toda a história da cidade!

O resultado foi maravilhoso. Na única apresentação, às 19h, havia cerca de 2000 espectadores na praça, para assistir ao musical Da Ponta da Língua à Ponta do Pé e, ao final da apresentação, foram disparados fogos de artifício! Não poderia haver finalização melhor para o circuito.



O projeto Rodando a Bahia é uma iniciativa de formação de platéia da Companhia Viladança. O grupo contou com o patrocínio da CHESF, através do Fazcultura para viajar a 11 cidades do interior baiano levando uma iniciação artística para os habitantes locais através de oficinas de arte para crianças e apresentações do musical infanto-juvenil Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, que conta a trajetória da dança.

Números do projeto Rodando a Bahia 2006:

11 CIDADES DO INTERIOR DA BAHIA CONTEMPLADAS PELO PROJETO

20 APRESENTAÇÕES, 7.950 ESPECTADORES

40 OFICINAS DE ARTE, 1.588 ALUNOS

Novos Novos cheios de novas

Novos Novos em intercâmbio na Argentina

Débora Landim, diretora da Companhia Novos Novos de Teatro infanto-juvenil, Lulu Pugliese, coreógrafa e Jamile Meneses, atriz da Cia., viajaram ontem pela manhã para Buenos Aires para participar de um intercâmbio cultural, fruto do PHAKAMA, um projeto de Intercâmbio Criativo que envolve Inglaterra, África, Brasil e Argentina, representado neste país pelo grupo Defensores Del Chaco. O Encontro que visa, prioritariamente, possibilitar troca de experiências entre grupos ligados ao trabalho com jovens, prossegue até o próximo dia 23.

Este é o terceiro encontro do grupo este ano. O projeto, cuja concepção foi iniciada em 2003, começou a tomar forma em fevereiro, quando o grupo reuniu-se na Argentina e, em outubro foi a vez de Salvador sediar o evento. Estas reuniões são excelentes oportunidades para a troca de experiências, vivências e cultura entre os jovens e os profissionais.

"O foco do trabalho são os jovens. O objetivo principal é a formação de novos líderes através da arte, para atuar não só no campo artístico, mas também em outras áreas do conhecimento", diz Débora, empolgada com a possibilidade de democratização ao acesso aos apoios internacionais para grupos de teatros. "A aproximação é válida e importante para diminuir as distâncias e quebrar as barreiras", conclui a diretora da Companhia Novos Novos.

Enquanto isto, a galera dos Novos Novos continua aqui, arrasando, com o espetáculo infanto-juvenil Imagina Só... aventura do Fazer, em cartaz aos sábados e domingos, 16h.

Débora, Lulu e Jamile te deseamos un Buen Viaje!

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De Manchester para o Vila



Pois é, a Companhia Novos Novos está de vento em popa em seus contatos internacionais. Quem esteve aqui em Salvador, neste mês de novembro, para vivenciar a prática do trabalho da companhia foi John Mcgrath, Diretor Artístico do Teatro The Contact, situado em Manchester, Inglaterra, que tem como foco o apoio a jovens artistas e espetáculos de diversas partes do mundo, de forma interdisciplinar.

Mcgrath, que é Doutor em Direção Teatral e Teoria da Performance, destacou que está em viagem por algumas capitais do Brasil para identificar grupos que desenvolvam trabalhos culturais e artísticos com foco na questão social. Ele procura projetos que tenham uma boa prática, de forma interessante e rigorosa e sejam de longo prazo, o que gera benefícios para as comunidades onde estão inseridos.

O contato com da Novos Novos com Mcgrath ampliou-se a partir da participação da Companhia, em Julho deste ano, de um intercâmbio ocorrido no The Contact, oportunidade em que o Grupo estreou a peça Diferentes Iguais. O espetáculo foi muito elogiado e teve uma boa receptividade, o que contribuiu para despertar a curiosidade dos ingleses em relação ao trabalho dos baianos e fez com que o Diretor incluísse Salvador em seu roteiro de viagens. Também o acompanhou na visita ao grupo o inglês Patrick Campbel, que morou aqui em Salvador durante quatro anos e já conhecia o trabalho dos Novos Novos.

É a Novos Novos de Salvador para o mundo !


Local: Casa do Benin
Rua Padre Agostinho Gomes, 17 - Pelourinho
Abertura: 17/11/2006 - 18h

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

ELES NÃO USAM BLEQUE-TAI


CTN e Harildo Deda no ensaio da leitura - foto: Camilo Fróes

E a Companhia Teatro dos Novos segue sua jornada Guarnieri...

Depois da muito bem sucedida estréia do Projeto VilaLê Guarnieri, na sexta passada com A Luta Secreta de Maria da Encarnação, capitaneada pelo diretor Fernando Guerreiro, a companhia encenará na próxima sexta, dia 17, a leitura do primeiro texto teatral escrito por Guarnieri: Eles Não Usam Black-Tie.

A leitura de Black-Tie está sendo dirigida pelo querido e experiente Harildo Deda. E tem um sabor especial, foi com esse texto que a Companhia Teatro dos Novos inaugurou o Vila lá em 1964, dirigida então pelo saudoso João Augusto.

Black-Tie se passa num morro carioca e foi a primeira peça que levou a realidade operária aos palcos brasileiros. Extremamente forte, trata de questões políticas, sem deixar de trazer humor e muita sensibilidade. Nessa leitura, o samba-tema da peça teve melodia composta por Jarbas Bittencourt, e será executado ao vivo por Gil Bahia.

No elenco, a Companhia, com destaque para Sônia Robato, que participou da montagem original que inaugurou o Vila! Além de Bira Freitas, ator convidado, e do próprio Harildo - que além de dirigir, resolveu nos presentear com sua atuação na leitura.

A Companhia tem gostado muito do projeto, conhecer Guarnieri é entender melhor o Brasil. E conhecê-lo sob a batuta de três diretores tão talentosos tem sido extremamente rico para todos. Sim, porque depois de Black-Tie virá a terceira e última leitura, Ponto de Partida, dirigida por Ewald Hackler.

E vamo nessa!

O QUÊ: Leitura dramática de Eles Não Usam Black-Tie.
QUANDO: 17 de novembro, sexta-feira, às 20:00 h.
QUANTO: apenas R$ 3,00!


Iara Colina - Cia. Teatro dos Novos

terça-feira, 14 de novembro de 2006

POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMUNICAÇÃO E CULTURA

Companheira(o)s,

No próximo dia 21 de novembro, das 9 às 13 horas, no auditório da OAB, na Piedade, em Salvador, o FNDC-BA e as entidades ou coordenações dos movimentos sociais, ONGs e demais militantes do movimento pela democratização da comunicação, realizam o SEMINÁRIO SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMUNICAÇÃO E CULTURA.

O objetivo é produzir e apresentar as propostas da sociedade para a administração pública estadual, as quais envolvem o executivo estadual, o legislativo e judiciário e as parcerias do governo Wagner com a União e prefeituras no campo da comunicação e da cultura.

Serão realizadas três mesas temáticas onde convidados, parlamentares, entidades do movimento social deverão expor experiências e questões propositivas para a formulação da proposta geral a ser apresentada pelo FNDC-BA e entidades da sociedade ao novo governador, à Assembléia Legislativa e ao Poder Judiciário na perspectiva de que as demandas e os direitos sociais à comunicação e à cultura sejam assegurados nas políticas públicas estaduais.

Trata-se dos desafios da democratização da comunicação e cultura no novo cenário político baiano e, particularmente, questões da produção musical, teatral, literária, dança, cinema, audiovisual, artes plásticas, produções emergentes da cultura, jornal, radio livre e comunitária, TV e vídeo popular.

Abrange ainda as questões de democratização da gestão dos órgãos Públicos da educação, comunicação e cultura e, em especial, do ponto de vista estratégico, a constituição do Conselho Estadual de Comunicação, ligado ao legislativo baiano.

Por outro lado, como representantes das entidades da sociedade civil, dos movimentos populares ou militantes da democratização, devemos formular também propostas para o desmonte dos aparelhos repressivos ao direito de expressão da sociedade e para a defesa dos atingidos por tais órgãos de estado.

O seminário é aberto a todas entidades e pessoas interessadas em contribuir para a formulação das políticas públicas democráticas em comunicação e cultura.

A luta continua!

Coordenação Executiva Colegiada do FNDC-BA

Coloque na agenda!

O quê : SEMINÁRIO SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMUNICAÇÃO E CULTURA.
Quando : Dia 21 de novembro / Terça-Feira
Horário : Das 9 às 13 horas
Local : Auditório da OAB, Piedade - Salvador

Mais Bando na Alemanha - deu no jornal!

Na edição do jornal alemão MANNHEIMER MORGEN de hoje, há um comentário sobre a apresentação do Bando lá fora. Intitulada Sonho Brasileiro (Brasilianischer Traum), trata-se de uma crítica positiva, descrevendo o espetáculo e demonstrando uma recepção entusiasmada. Para quem domina o idioma alemão, a versão online da matéria encontra-se neste link. Outra opção é copiar o endereço e traduzir para o inglês utilizando alguma ferramenta online de conversão, como o Altavista - Babel Fish - algumas palavras se perdem, mas é possível compreender o sentido geral do texto.

E dá-lhe Bando!

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Câmara de Salvador homenageia Lázaro Ramos

Na próxima segunda-feira, 20 de novembro, quando se comemora nacionalmente o Dia da Consciência Negra, a Câmara Municipal de Salvador realiza uma sessão especial em homenagem ao ator Lázaro Ramos, que vem levando o nome da Bahia pelo Brasil e pelo mundo no embalo de seu talento para interpretar no palco e nas telas.

Nascido no bairro do Garcia, Lázaro Ramos ingressou no Bando de Teatro Olodum em 1994, onde foi revelado através do trabalho artístico engajado na valorização da cultura negra e popular. Hoje, reconhecido como um dos melhores atores de sua geração, capaz de roubar a cena ao incorporar todo tipo de personagem, dos mais populares, como o Foguinho da novela Cobras e Lagartos, aos mais polêmicos, como o Madame Satã, do filme de Karim Ainouz, Lázaro Ramos segue com sua atitude humilde, empenhado em aprimorar seu trabalho e dar visibilidade a questões que considera urgentes.

Por tudo isso, aos 28 anos, Lázaro Ramos já é considerado uma referência que vai além da sua carreira. É também um agente na construção de um espelho positivo para a população negra no Brasil.

A sessão especial acontecerá às 19h, no Plenário Cosme de Farias.

Bando manda notícias da Alemanha

O Bando de Teatro Olodum manda noticias da Alemanha, onde participa do Festspiele Ludwigshafen, com a montagem Sonho de Uma Noite de Verão. A estréia foi um sucesso com uma das maiores platéias do Festival, dada a expectativa de todos em relação ao Bando.

O diretor do teatro e do festival, Hansgünther Heymer, ficou entusiasmado com o Bando e quer trabalhar com o grupo. Segundo Márcio Meirelles, o diretor Hansgünther Heymer, que estreou durante o Festival uma montagem de Orestes, com um grupo da Eslovênia, está planejando vir a Salvador em janeiro para fazer um workshop com o Bando e desenvolver algum trabalho juntos. "Ele propôs uma peça grega, de Aristófanes, ou uma peça espanhola, ou ainda um musical de Cole Porter".

Este tambem eh o plano do diretor português Manuel Wiborg que também virá a Salvador, em janeiro, realizar um workshop com o Bando para a montagem de Nação Crioula, adaptação do romance do escritor angolano, José Eduardo Agualusa. "A idéia é a gente estrear no Vila Velha e depois fazer uma temporada de um mês no Teatro Dona Maria II em Lisboa", destaca o diretor Márcio Meirelles.

O Bando fará a última apresentação de Sonho de uma Noite de Verão, no Festspiele Ludwigshafen, nesta segunda, 13. Os contatos com grupos e artistas europeus prometem deixar a agenda do Bando lotada em 2007.

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

O que a TV DIGITAL tem a ver com VOCÊ?

TV digital é mais do que alta definição de imagem, tela plana, de plasma ou em miniatura. É muito mais. E debater é preciso. Um do tema importante para toda a população brasileira e que tem sido escarafunchado somente nos círculos reduzidos da mídia independente e fóruns de discussão na internet é o padrão da TV digital que será adotado no Brasil. Como toda questão tecnológica, tem grandes implicações sociais, porém é algo que não tem merecido a devida atenção da opinião pública. Afinal, qual a importância do envolvimento da população neste debate?

O Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Faculdade de Comunicação da UFBA realizará no dia 16 de novembro, das 11 às 13 horas, em seu auditório, a CONFERÊNCIA: TV DIGITAL NO BRASIL. Este evento terá como convidada Regina Mota, Professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social e Departamento de Comunicação Social - FAFICH/UFMG. A conferencista, Doutora em Comunicação e Semiótica - PUC/SP, pesquisadora do Sistema Brasileiro de Televisão Digital para o CPqD, Pós-Doutoranda da ECA/USP e autora do livro A Épica Eletrônica de Glauber ? Um Estudo sobre Cinema e Televisão.

A especialista da área apresentará histórico do processo de criação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital, resultados e possibilidades futuras com a escolha do padrão japonês.

ENTRADA FRANCA

Informações:
NICOM/FACOM/UFBA
Tel: (71)3263-6182
E-mail: nicom@ufba.br

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Abaixo-assinado em solidariedade a Emir Sader

A sentença do juiz Rodrigo César Muller Valente, da 22ª Vara Criminal de São Paulo, que condena o professor Emir Sader por injúria no processo movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), é um despropósito: transforma o agressor em vítima e o defensor dos agredidos em réu.

O senador moveu processo judicial por injúria, calúnia e difamação em virtude de artigo publicado no site Carta Maior, no qual Emir Sader reagiu às declarações em que Bornhausen se referiu ao PT como uma "raça que deve ficar extinta por 30 anos". Na sua sentença, o juiz condena o sociólogo "à pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto, substituída (...) por pena restritiva de direitos, consistente em prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, pelo mesmo prazo de um ano, em jornadas semanais não inferiores a oito horas, a ser individualizada em posterior fase de execução".

O juiz ainda determina: "(...) considerando que o querelante valeu-se da condição de professor de universidade pública deste Estado para praticar o crime, como expressamente faz constar no texto publicado, inequivocamente violou dever para com a Administração Pública, motivo pelo qual aplico como efeito secundário da sentença a perda do cargo ou função pública e determino a comunicação ao respectivo órgão público em que estiver lotado e condenado, ao trânsito em julgado".

Numa total inversão de valores, o que se quer com uma condenação como essa é impedir o direito de livre- expressão, numa ação que visa intimidar e criminalizar o pensamento crítico. É também uma ameaça à autonomia universitária que assegura que essa instituição é um espaço público de livre pensamento. Ao impor a pena de prisão e a perda do emprego conquistado por concurso público, é um recado a todos os que não se silenciam diante das injustiças.

Nós, abaixo-assinados, manifestamos nosso mais veemente repúdio.

Petição online (clique e deixe sua assinatura digital):

http://www.petitiononline.com/emir/petition.html

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Bando embarca para Alemanha

Ano de 2007 será de muitas realizações para a companhia negra baiana

O sucesso de público e crítica da curta temporada de Sonho de Uma Noite de Verão, com dez apresentações lotadas no Teatro Vila Velha, confirmou ao Bando de Teatro Olodum o acerto da montagem e da aceitação do público. Com essa certeza, o Grupo desembarcará no próximo dia 10 de novembro na cidade de Ludwigshafen, na Alemanha, para duas apresentações do Sonho, nos dias 12 e 13 deste mês, durante o Festspiele Ludwigshafen. O Bando leva ao festival uma das poucas produções teatrais brasileiras a se apresentarem naquele país pelo Projeto Copa de Cultura, com apoio do Ministério da Cultura/Minc e do produtor e curador do festival, Luiz Cláudio da Silva (brasileiro radicado na Alemanha) que assistiu à primeira montagem do Sonho, em 1999, e se encantou com a qualidade estética do Bando.

A encenação de Marcio Meirelles, com muita movimentação e cores vibrantes, aliada às músicas compostas por Jarbas Bittencourt e às coreografias de Zebrinha, facilitará a comunicação com o público alemão, independentemente do idioma. O Bando, que já se apresentou na Inglaterra de Shakespeare, em Portugal e, mais recentemente, em Angola, está sendo aguardado com expectativa no país que sediou a Copa do Mundo de 2006. Além do talento que será apresentado no palco, os cerca de 30 artistas, entre elenco, músicos e diretores, levarão a animação baiana para o frio outono alemão, com temperatura abaixo de 0°C.

Quando retornar da Alemanha, o Grupo fará uma curta temporada em Brasília, onde apresentará Sonho de uma Noite de Verão e Cabaré da Rrrrrraça, maior sucesso da trajetória do Bando, sendo encenado há quase dez anos. Depois de Brasília, Cabaré será mais uma vez apresentado em Vitória do Espírito Santo, ainda em novembro.

Somente em janeiro de 2007, o público baiano terá uma nova possibilidade de conferir a montagem afro-baiana da clássica comédia de William Shakespeare, quando o Bando apresentará o Sonho, em pleno verão baiano. A sintonia será prefeita entre o clima de calor e sensualidade da cidade e a fábula de encantamento das fadas, artesãos e casais apaixonados, narrada com maestria pelo dramaturgo inglês.

O verão aquecido pela apresentação de Sonho de uma Noite de Verão dará início ao ano que promete intensas realizações para o Bando de Teatro Olodum. Em 2007, a companhia baiana de teatro negro dará continuidade ao processo de criação dos espetáculos Áfricas e Processo Marighela; as estréias de dois filmes (Ó Pai ó e Jardim das Folhas Sagradas); a nova temporada de Espelho, dirigido por Lázaro Ramos (Canal Brasil) e a adaptação da peça Ó Paí ó, para uma série de seis episódios na Rede Globo, pelo núcleo do diretor Guel Arraes.

A depender da disposição e talento do Bando, o público ainda poderá esperar novas surpresas.

A Gil o que é de Gil

Gil conseguiu dar uma visibilidade inédita para o Ministério da Cultura, que sempre havia sido tratado como o refugo da administração federal. Mais do que isso: contrariando a expectativa de muitos, Gil foi um bom ministro, dos poucos elogiáveis no governo Lula.


Este é um trecho do blog de Ricardo Calil
no site no mínimo.
Leia o texto na íntegra.

novo número


Enquanto se prepara para viajar com o Bando para a Alemanha, nosso chefe de palco faz uns bicos por aí...

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Artista Negro(a)!

Nesta sexta-feira, dia 10/11, das 14 às 17h, a sede da Cooperativa Paulista de Teatro se tornará palco para um seminário que visa levantar uma peteca importantíssima para o processo de reflexão sobre a Consciência Negra: é o seminário O Mercado de Trabalho e o Artista Negro no Brasil, organizado em parceria com a Invasores Cia. Experimental, na pessoa da cooperada Dirce Thomaz.

Clique aqui para saber mais sobre o encontro, que reunirá nomes como Alexandre Mate, Drª Terezinha Bernardo, Dr. Juarez Xavier, Penha da Pietra, Lizette Negreiros e Eugênio Lima, sob mediação de Dirce Thomaz ( ccmariathomazia@yahoo.com.br). A CPT localiza-se à Pça Dom José Gaspar, 30 (4º), região central, entre as estações República e Anhangabaú do metrô, atrás da Biblioteca Municipal Mário de Andrade (11 3258-7457 r.218).

Participe com a presença e apoio na divulgação!

Para começar no caminho do teatro



Vinício em ensaio com A Outra

Começa neste sábado a primeira oficina de teatro para iniciantes oferecida por A Outra Companhia de Teatro, o caçula dos nossos grupos residentes. Coordenada por Vinício de Oliveira Oliveira, diretor dos três espetáculos da companhia (Arlequim - Servidor de dois patrões, Debaixo d'água em cima d'areia e O Contêiner), a oficina terá como base as mesmas técnicas de improvisação e construção de personagens utilizadas pelo grupo na criação de suas montagens.

Esta é a segunda oficina oferecida pelo Vila fora do calendário de verão deste ano - a primeira foi Engenharia do Riso, com o grupo Vilavox, que foi um sucesso para os alunos e coordenadores. A idéia é que, em 2007, haja mais oficinas livres em horários alternativos, direcionadas para os mais diversos tipos de público, atendendo a uma demanda crescente por cursos de artes cênicas em Salvador e outras cidades próximas.

As inscrições para a oficina d?A Outra estão abertas para pessoas a partir de 14 anos e podem ser feitas no próprio teatro, até esta sexta-feira, das 14h às 18h ou até o primeiro dia de aula. As aulas acontecerão aos sábados e domingos, de 11 de novembro a 3 de dezembro, quando acontece a mostra das cenas criadas ao longo da oficina.

Ligue. Se informe. Se inscreva. 71 3336-1384

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Solidariedade na veia

Contribua com a campanha do Hemoba


O hemocentro de Salvador está recrutando doadores voluntários para garantir seu estoque de bolsas de sangue - especialmente do tipo O +. Além da sede e dos postos avançados, o HEMOBA está com postos móveis em diversos pontos da cidade.

Agende sua doação pelo telefone 0800 71 0900.

Quer ser doador voluntário? Saiba mais: http://www.hemoba.ba.gov.br/

sábado, 4 de novembro de 2006

Viladança no interior do estado

O Viladança chegou anteontem de uma viagem à região cacaueira do estado. O grupo foi a Ubaitaba, Ubatã e Barra do Rocha na terceira etapa do projeto Rodando a Bahia, que leva apresentações e oficinas de arte ao interior do estado. Com o patrocínio da Chesf através do FazCultura, o projeto já conseguiu sensibilizar mais de 3500 crianças baianas da importância da arte.


Na primeira cidade visitada, boas e más notícias. As oficinas foram um sucesso e, apesar do pouco tempo de aula (3h), muitos talentos ubaitabenses se destacaram. No final das aulas, o resultado foi tão interessante que a diretora da companhia, Cristina Castro, fez questão de montar uma espécie de "mostra" no ginásio de um colégio vizinho, o CEU.


No dia seguinte, quando o Viladança foi se apresentar na Praça Renato Reis, ainda em Ubaitaba, o tempo não ajudou e choveu bastante, com direito a trovoadas e raios. A água começou a inundar o palco e o ator Ricardo Fagundes teve que fazer uma "ponta" no musical Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, no papel de cenotécnico (ele fazia intervenções na peça com um rodo). De todo modo, a maioria dos ubaitabenses havia levado guarda-chuva e pôde assistir a tudo mais ou menos secos.


A passagem por Ubatã foi mais corrida: no mesmo dia, aconteceram as oficinas e o espetáculo. O secretário de cultura assistiu à peça e, vendo a demanda local, pediu que o grupo fizesse mais uma apresentação, excepcionalmente. Tantas crianças queriam assistir, que o Centro Catequético Paroquial (local onde Da Ponta da Língua à Ponta do Pé foi encenado) não comportou todo mundo. Mas o tempo era curto e o Viladança ficou devendo um retorno à cidade.

Barra do Rocha fechou o circuito do grupo pela região cacaueira em grande estilo. Devido à previsão do tempo, o espetáculo, que seria encenado em Praça Pública, acabou acontecendo em local fechado. Muita gente compareceu e, de novo, alguns (não sem protesto) tiveram que ficar do lado de fora.


Na próxima semana, última fase do projeto, o Viladança vai a Paulo Afonso e Coronel João Sá.

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Comemore conosco os cinco anos da Companhia Novos Novos!

Imagina Só... Aventura do fazer é um espetáculo da Cia Novos Novos que estreou em 2001. Foi a primeira peça da companhia e de cara ganhou o prêmio Copene de Teatro na categoria infantil. Lá se vão cinco anos desde a primeira apresentação e de lá pra cá, houve diversas re-estréias e mudanças no elenco, mas algumas das crianças que entraram em cartaz naquela primeira versão seguem em cena até hoje: Raíssa, Elaine, Felipe, Lucas, Chaiende, Thierry e Víctor. De crianças, passaram a adolescentes dentro da Companhia e seguem no fazer teatral para um público especial, em formação de gosto, personalidade, idéias...


Cena da peça em sua atual montagem - foto: João Meirelles

Com uma banda em cena, canto, dança, bolhas de sabão, Imagina Só... Aventura do Fazer entra em nova temporada no palco principal, mostrando a crianças e adultos a força de uma companhia de teatro infanto-juvenil comprometida com a imaginação e a abordagem de temas que fazem parte do universo de seus artistas e seu público. A temporada de novembro, a última dos Novos Novos em 2006, consolida um ano em que a companhia, assim como seus integrantes, amadureceu e deu frutos - oficinas, intercâmbios, viagens, tudo que é, de uma só vez, uma necessidade e o resultado do crescimento artístico de um grupo.


Elenco da Novos Novos, há 5 anos atrás... (foto de arquivo)

Crianças no palco e na platéia. Assista Imagina Só... Aventura do Fazer aos sábados e domingos de novembro, sempre às 16h.

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Lázaro Ramos e Bando no Espelho


Matéria veiculada em 22/10 na TV

Filosofia do Budismo

Em passagem por Salvador, o filósofo indiano Dzigar Kongtrül Rinpoche (foto) traz ao público conhecimentos sobre a doutrina do budismo tibetano, que incentiva a compreender que todos os seres vivos têm o mesmo desejo de felicidade e libertação da dor.

Ná próxima segunda-feira (06/11), às 19h, Rinpoche apresenta no Vila uma palestra em que falará sobre o desenvolvimento da mente altruísta enquanto componente poderoso para superar a auto-importância que está na raiz do sofrimento. O ingresso para a palestra tem o valor único-promocional de r$5,00.


Dzigar Kongtrül Rinpoche nasceu no Norte da Índia, filho de um lama altamente respeitado, Neten Chokling Rinpoche. Depois de ter sido reconhecido como uma reencarnação do mestre não-sectário Jamgön Kongtrül Lodrö Thaye, ele recebeu treinamentos tradicionais extensivos em todos os aspetos da doutrina Budista Tibetano.

Em 1990, ele começou a posição de cinco anos como professor de filosofia Budista na Universidade de Naropa em Boulder, Colorado nos Estados Unidos. Também fundou o Mangala Shri Bhuti, sua própria organização de ensinamentos, durante esse período. Ele estabeleceu um centro de retiro nas montanhas no sul de Colorado, Longchen Jigme Samten Ling. Quando não está guiando os alunos em retiros de longo prazo e não fazendo retiro ele mesmo, o Rinpoche viaja extensamente pelo mundo ensinando e aprofundando sua própria educação.

A palestra no Vila antecede um programa de ensinamentos budistas intitulado As 37 Práticas do Bodisatva - Gyalsé Tokmé, que será ministrado de 7 a 10/11.

Mais informações: Guna Norling - 3332-1317 ou chimem@hotmail.com

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Divorciadas, Evangélicas e Vegetarianas atacam novamente



Se você já riu com elas, eis a sua chance de rir de novo. Entra em cartaz neste sábado a nova temporada de Divorciadas, Evangélicas e Vegetarianas, trazendo as atrizes Iara Colina, Mariana Freire e Viviane Laert na pele de três divertidas mulheres que enfrentam com muito bom humor as angústias típicas do universo feminino. Sucesso desde as primeiras apresentações, no projeto 3&Pronto, a peça escrita pelo venezuelano Gustavo Ott, com direção de Fábio Espírito Santo, já passou pelo interior baiano e vem recebendo elogios do público.

O espetáculo fica em cartaz aos sábados e domingos, sempre às 20h, até o final de novembro.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

GIANFRANCESCO GUARNIERI

(Milão, Itália, 6 de agosto de 1934 - São Paulo, 22 de julho de 2006)

Ator e dramaturgo ítalo-brasileiro , participou da criação em 1955 do Teatro Paulista do Estudante. No ano seguinte, o TPE uniu-se ao Teatro de Arena de São Paulo. Dessa fusão resultou o Teatro de Arena, grande marco da dramaturgia nacional comprometida com os interesses populares. Sua peça de estréia, como dramaturgo, foi Eles Não Usam Black-Tie, encenada em 1958 pelo Teatro de Arena. O sucesso foi imenso! Paralelamente, o diretor Roberto Santos iniciava o Cinema Novo com o filme O Grande Momento, protagonizado por Guarnieri e Miriam Pérsia. Em TV, atuou em diversas novelas e especiais. No cinema, além de protagonizar O Grande Momento, também participou de filmes como O Jogo da Vida (1976), de Maurice Capovilla, Gaijin - Os Caminhos da Liberdade (1980), de Tizuka Yamasaki, Eles Não Usam Black-Tie (1981), de Leon Hirszman (versão para sua peça), filme que ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza. Foi Secretário da Cultura da cidade de São Paulo entre 1984 e 1986.

Em homenagem a este grande homem do teatro brasileiro, na próxima segunda-feira (30/10), às 20h, a Companhia Teatro dos Novos dá início a uma série de atividades. A Começar pelo Fala Vila Guarnieri, com as presenças de Cleise Mendes, Evelina Hoisel e Márcia Guena, que apresentarão ao público diversos pontos de vista sobre a obra do dramaturgo. A entrada é franca.

Na sequência, a partir do dia 10, a programação segue às sextas-feiras de novembro com as leituras dramáticas do VILALÊ GUARNIERI, dirigidas por Fernando Guerreiro, Harildo Deda e Ewald Hackler. Também às 20h, com ingressos a r$ 3,00.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

novidade - RSS

O blog do Vila agora tem RSS! O endereço é http://blogdovila.blogspot.com/atom.xml. Agora, os internautas poderão ser notificados no momento em que o blog do Vila for atualizado.

Não entendeu nada?

RSS (Really Simple Syndicate) é um sistema relativamente novo na internet, que permite que você seja notificado em seu computador, quando o site que você gosta de ler foi atualizado. Para checar esta atualização você precisa de um programinha leitor de RSS. Nós usamos o FeedReader. Você pode cadastrar os sites com informação que lhe interessam neste programa, e ele lhe avisa quando eles são atualizados.

Esta tecnologia é usada por todos os grandes portais de informação e tem tomado o mundo dos blogs.

Quer saber mais sobre RSS Feed? Tente aqui, aqui e aqui.

Crítica: Sonho de uma noite de verão

Hoje, no Jornal A Tarde
Por EDUARDA UZÊDA
Fotos: MÁRCIO LIMA


O Sonho do Bando - elogiado na primeira crítica publicada em Salvador

O espetáculo Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare, com direção de Márcio Meirelles, se despede do público, esta semana, no Teatro Vila Velha. É um convite a um delicioso entretenimento. Mais que isso, um convite a um mergulho na rica cultura popular baiana em forma de dança e música. O Bando de Teatro Olodum reafirma sua identidade com a montagem, trazendo à cena a estética afro-baiana em texto clássico do dramaturgo inglês.

Márcio Meireles conduz o espetáculo com pulso forte e originalidade, costurando belas cenas em que se destacam a coreografia vigorosa de Zebrinha (fundamental para a energia contagiante do elenco) e a trilha do universo sonoro da Bahia, de Jarbas Bittencourt (que passeia pelo arrocha, rap, samba, ijexá, axé, galope e calypso, entre outros ritmos).

Chama a atenção também a beleza das cores e formas dos figurinos assinados por Márcio e Luiz Santana (com belíssimos tecidos africanos) e Zuarte Junior (que 'arrebenta' com a indumentária dos artesãos, que tem base na cultura popular nordestina como o reisado, o maracatu e a zabiapunga).

Ressaltem-se, ainda, o cenário da miniusina de criação - as árvores de fitas, que, além da idéia de leveza, remetem, assim como os bancos vermelhos dos artesãos, às antigas barracas de festas de largo - e a iluminação funcional de Fábio Espírito Santo e Rivaldo Rio.


OS NÚCLEOS - Sonho de Uma Noite de Verão, comédia romântica de Shakespeare (1564-1616), foi escrita para abrilhantar uma festa de núpcias. As bodas de Teseu, duque de Atenas, e Hipólita, rainha das amazonas, estão no centro da intriga, que se desdobra em diversos episódios paralelos. Problemas amorosos marcam a vida de dois outros casais - Hérmia e Lisandro, Helena e Demétrio ? sensíveis à inconstância do sentimento. Também Oberon e Titânia, rei e rainha da floresta, demonstram que ciúme, capricho e vingança caminham ao lado do amor.

Seguem-se as divindades, as fadas e Puck (espírito zombeteiro, que, na montagem baiana, são três). No meio de tudo isso, os artesãos/ atores, que empregam seus recursos técnicos para tratar da arte de representação.

Oberon é representado por três atores. O destaque é Érico Brás, que tem boa interpretação e voz potente, mostrando grande crescimento artístico. Mas Robson Mauro e S.L. Laurentino surpreendem pelo trabalho corporal.Muito boa construção de Oberon como monstro de três corpos, seis braços e seis pernas. Força masculina, poder dos instintos versus razão .

ERÊS/SACIS - Os três atores que fazem o duende Puck (Dailton Silva, Ridson Reis e Roquildes Junior) estão maravilhosos como a encarnação do espírito lúdico da natureza e são responsáveis pelo dinamismo e humor de muitas cenas, estabelecendo, com as licenciosidades, empatia com a platéia .

Puck representa os espíritos zombeteiros - os sacis travessos ou os erês, crianças brincalhonas. Como mensageiros, trazem muito de Exu, famoso por pregar peças. Ressaltense o trabalho corporal e a sincronia vocal do trio, que, na montagem de 1999, foram representados por Lázaro Ramos, Franklin Albuquerque e Vinicio de Oliveira). Estão irretocáveis.

Ausristela Sá e Valdinéia Soriano, que interpretam Titânia, Hipólita e Fada, têm energias diferentes, mas, cada uma à sua maneira, defendem seus personagens com altivez. Estão bem e esbanjam beleza, com figurino inspirado na Grécia e em rainhas africanas. As fadas se destacam pela coreografia.


A beleza e desenvoltura das atrizes recebeu destaque da crítica

No núcleo dos jovens enamorados, há entrega, mas problemas de articulação e falta de projeção vocal, prejudicam o bom entendimento de algumas falas. Jamile Alves, como Helena, traz gestuais repetidos e tende para uma infantilização acentuada do personagem, que é jovem, não criança. Mas tem presença cênica.

Os atores que fazem os artesãos cumprem bem os papéis e transmitem vivacidade. Jorge Washington (Bobina) brilha, sabe cortejar a platéia e é hilário. Ressalte-se, ainda, a performance de AC Costa (ótimo interpretando O Muro) e de Ednaldo Muniz (como Tisbe). O clima orgiástico/sensual/carnavalesco se irradia pelo teatro. É um sonho bom do bando.

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO | Sex a dom, 19h. Até domingo (no sábado, o grupo faz uma sessão extra, às 16h, com valor de R$ 10) | Teatro Vila Velha (3336-1384) | Av. Sete de Setembro, s/n, Passeio Público | R$16 e R$ 8 (sex) e R$ 20 e R$ 10 (sáb e dom)