quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Encerrando ciclos em dezembro

Fim de ano chegando, 2010 se despede e finalizamos esse ciclo com a sensação de dever cumprido. 2010 foi um ano de grandes ações para o Vila. Recebemos grupos do interior, de outros países, algumas estreias aconteceram neste espaço, o nosso Ponto de Cultura deu um salto importante com a realização da I Mostra Audiovisual dos Pontos de Cultura da Bahia. Sem falar dos nossos grupos residentes e sua intensa produção!

O Núcleo Viladança realizou a 4ª edição do Festival Vivadança. O Bando de Teatro Olodum comemorou 20 anos com a estreia de Bença e ainda retomou o Festival A Cena Tá Preta. Já a Outra Cia de Teatro apresentou o espetáculo Moringa para crianças e adolescentes das redes públicas de ensino, estreou o espetáculo Mar Me Quer e fecha o ano preparando um novo espetáculo. A Cia Novos Novos já está com as mãos na massa para 2011, após mais uma edição do Vilerê, o mês da criança no Vila. A Cia Teatro dos Novos levou Divorciadas, Evangélicas e Vegetarianas para outro teatro da cidade, ampliando as fronteiras do Vila.

Desejamos a todos um novo ano de muitas realizações e que possamos ver e receber novas estreias, montagens, mostras, festivais, musicas, encontros... O Vila está aberto e esperando por todos em 2011!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Nova Ministra da Cultura

BRASÍLIA - Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira, 20, a ex-diretora de Música da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Ana Buarque de Hollanda, para assumir a pasta da Cultura em seu governo. A presidente eleita está fechando os últimos nomes para a conclusão de sua equipe ministerial.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ana-buarque-de-hollanda-assume-cultura-no-governo-dilma,656140,0.htm

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Visita no Teatro Vila Velha

Um clique rápido no cineasta e jornalista Orlando Senna. Ele veio dar uma entrevista para a TV UFBA. A escolha do lugar foi dele. Pediu pra que fosse aqui pela importância que o Vila tem na sua vida.

Ficamos felizes. Sinta-se em casa e volte sempre!

Higienização do Acervo


Luvas, jalecos, toucas, máscaras, óculos, pincel, algodão, borracha, bisturi e muitos papéis. Estes são os itens necessários para que a equipe do Centro de Documentação e Memória higienize os documentos do Acervo.
O Trabalho é manual e cada documento tem uma especificidade. Quando tem grampo é necessário fazer a remoção dele e da ferrugem que fica ao redor. Para remover a poeira e fazer a higienização completa passa-se o pó da borracha branca no papel, depois o algodão e por fim retira com o pincel.

Em breve, o público terá acesso a um rico acervo que envolve fotos, catálogos, cartas, notícias, textos teatrais e cartazes.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Peripécias do Bando de Teatro Olodum no Rio de Janeiro


Na recente estadia no Rio de Janeiro para apresentar o espetáculo Bença, o Bando de Teatro Olodum aproveitou para explorar a cidade, rever amigos e curtir também. Pelo menos é o que dá para perceber com as fotos de Jorge Washington que estão postadas no Facebook. A Cidade Maravilhosa abriu os braços para o Bando e seu espetáculo, mas não dá para não aproveitar as belezas do Rio, vocês concordam?

Na temporada de Bença no espaço Tom Jobim, a atriz Ruth de Souza emocionou todo o Bando com seu depoimento sobre o espetáculo. "Assistir vocês do Bando me remete aos meus dezessete anos quando comecei no teatro Experimental do Negro, ... lembro que o negro não podia entrar no Copacabana Palace, que fomos impedidos de apresentar no Teatro Glória. Hoje eu vejo vocês no palco com toda essa energia, me vem a certeza de que nossa luta não foi em vão", afirma a atriz.

O grupo proseando e se divertindo em algum boteco. Olha o sorriso de Auristela!


Um clique com Regina Casé!



Ê Bahia que não sai do pensamento! Rolou até uma moqueca! Hummmm...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Udi Grudi e o Circo-Teatro em O Cano


O espetáculo ainda ía começar e as crianças já disputavam os lugares da frente. O teatro estava cheio e colorido, do jeito que só fica quando está com muitas crianças.

- Será que vai ter palhaço? Pergunta uma das meninas que sentaram na frente. Afoitas, tentavam descobrir para que tantos canos estavam espalhados pelo palco e qual seria a história que aquele espetáculo iria contar desta vez.

- A tia (era eu!) disse que parece que vai ter palhaço. Disse a outra menina, com os cabelos cacheados.
- Você está anotando o quê?_ Pergunta a primeira menina.
- Vou escrever sobre a peça. _respondi (e ri, claro).

As mães das meninas sentadas na frente conversavam sobre outros espetáculos infantis que assistiram no Vila, inclusive quando eram crianças. O teatro lota e as luzes se apagam, é hora de virar pra frente e prestar atenção.

O espetáculo começa e logo noto que existem, no palco, muitos instrumentos feitos de materiais recicláveis. Azulejos que dão ritmo à La Cucaracha, canos, tonéis, garrafas, latas...tudo vira música. Em um determinado momento, a menina que conversava comigo sobre palhaços faz outro comentário:

- Legal né? Tá bonito. Um bocado de cano. Dava para fazer uma ótima cabana, não é?

E eu me lembrei das minhas brincadeiras de criança, quando eu usava materiais abandonados das construções perto de minha casa para fazer cazinhas e brincar com minhas amigas. "O Cano" não tinha muitas falas, mas sons, barulhos engraçados e brincadeiras chamavam atenção das crianças na plateia, que participava animada, gritando para os atores que "a bomba ia explodir" ou que "a flor ía morrer, de tanta água".

Os instrumentos são todos feitos por Márcio Vieira, integrante da Udi Grudi, companhia que faz o espetáculo. Segundo o próprio Márcio, foram necessários seis meses para montar a peça, em 1998. O dia de ontem era especial pra Udi Grudi: era o aniversário de "O Cano". Teve até bolo de chocolate. Além disso, as crianças puderam brincar com todos os instrumentos que estavam no palco. O que fizeram por quase meia hora, é claro.

"O Cano" é um espetáculo para crianças e adultos. Ontem foi o último dia do espetáculo aqui no Vila. Quem sabe eles voltem e tragam mais instrumentos diferentes para incitar a criançada à criar brinquedos diferentes e se divertir, como um dos atores disse: "deixando a linda televisão de casa pra lá".

Oficinas de Verão - Escolha a sua!


Em janeiro, o Teatro Vila Velha realiza as já tradicionais Oficinas de verão. Para adultos e crianças: teatro, canto, percussão, dança, fotografia e muito mais. Ao final dos cursos, os alunos apresentam o resultado do trabalho em uma grande mostra que reúne todas as turmas.

Inscrições no Teatro Vila Velha, de segunda à sexta das 14h às 18h até dia 23/12 (10% de desconto). Dúvidas (mesmo horário de inscrição): 3083-4616 ou oficinasvilaverao@gmail.com
www.teatrovilavelha.com.br

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Outra em Recife

Já sabemos que o grupo A Outra Cia de Teatro participou do XIII Festival Recife de Teatro Nacional, noticiamos aqui dias antes da viagem. Eles já estão de volta e a animação estava tão grande no Facebook dos atores que não podíamos deixar de postar aqui.
Como conta Júnior, foi tudo muito proveitoso. Contatos foram feitos, o Teatro Hermílo Borba Filho estava lotado, o público saiu satisfeito e pra fechar com chave de ouro, teve até uma critica sobre o espetáculo. Confere aí!
Beliscar a ternura (Valmir Santos)
A escrita de Mia Couto prima pela organicidade com que cria espaços simbólicos e neles assenta o leitor. Em Moçambique, ele é um interlocutor recorrente do teatro. Seus contos e romances têm boa acolhida nos palcos de outros países de língua portuguesa, sejam africanos ou ibero-americanos. O Festival Recife recebe A Outra Companhia de Teatro, um dos grupos residentes do Teatro Vila Velha, de Salvador, que transpõe para a cena a narrativa breve de mesmo nome: Mar me Quer. A adaptação e direção de Luiz Antônio Jr. consagram a musicalidade das palavras do autor ao duplicar as vozes dos personagens, Zeca Perpétuo e Luarmina, abrir transversais para cantigas populares e brincar com os gêneros, tempos e relatos da fábula.
Brincar é um verbo que não barateia. Ancora o jogo que demanda dos quatro atores atenção global na semiarena de espectadores que os envolve. Eddy Veríssimo, Luiz Buranga, Manuel Santiago e Roquildes Júnior demonstram sintonia nas mutações de papéis, no olho a olho da proximidade com o público, nas mutações do canto a capela, na miudeza da percussão sonora simultânea à ação e à narrativa. Dão a ver e ouvir que se apropriaram da pesquisa que enunciam.
Um desnível conjuntural na interpretação do texto e na incorporação de suas imagens, porém, arrefece a histórica de amor de estrutura e ritmo épicos – cantada e falada. A polifonia textual, espacial, temporal e interpretativa atinge tal grau de elaboração em Couto que parece imprescindível uma densidade existencial do elenco. Zeca Perpétuo, Luarmina e os redivivos Celestino e Agualberto transitam territórios presentes e antepassados, sabedorias de vida do velho à criança, de marcas do corpo e da alma que as atuações nem sempre correspondem tecnicamente.
Para além da mimese à qual recorrem com sutilezas, talvez coubesse aos atores/narradores aprofundar a figura do griô, a aura espiritual do mestre numa roda em que a memória é acessada por meio da oralidade. É mais complexo fazer isso dentro da corajosa proposta d’A Outra Companhia, em que outros níveis de escrituras estão em relevo. Aos signos verbal e corporal, preponderantes, somam-se os objetos não-convencionais transformados em instrumentos musicais ou materializados numa passagem ou outra; os dois aparelhos de rádio portátil que desenham espaçamento genial das palavras entre emissor e receptor; ou ainda a cena em que o espectador toma uma folha de papel em mãos para ler um trecho, momento em que a encenação promove um retorno coletivo ao livro como fonte seminal do projeto. Pois é também aqui que a ideia não se completa plenamente porque o ator transparece insegurança no ato da leitura de fora para dentro, não de dentro para fora justo na interação objetiva com o público.
De qualquer modo, o espetáculo desses artistas “belisca a ternura”, como escreve Mia Couto, com uma faixa de vibração poética digna do universo do autor. Não é pouco.

Mostra de Ballet do Núcleo Viladança

Durante o segundo semestre de 2010 a bailarina e professora Janahina Santos ministrou a oficina de Ballet do Núcleo Viladança. Ao longo desse período, 21 garotas com idade entre 07 e 10 anos iniciaram-se no balé. Desde o dia 16 de agosto, as garotas vêm ocupando a Sala João Augusto, garantindo a continuidade na proposta de iniciação e ensino do ballet para essas crianças. Algumas delas estão desde a primeira turma e o Núcleo já se prepara para em 2011 abrir duas turmas: uma para iniciantes e outra mais avançada.


A mostra vai apresentar o resultado final das oficinas, em uma (re)criação do universo infantil na relação entre a menina-bailarina e a menina-boneca.


Palco Principal

Dia 11/12 | Sáb | 10h

Grátis

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Homenagem a Makota Valdina, educadora e referência soteropolitana


No próximo dia 15 tem, aqui no Vila, a exposição fotográfica "A Cultura Negra e suas cidades: uma homenagem a Makota Valdina". As fotos estarão à venda para contribuir para os trabalhos sociais, culturais e espirituais realizados no Engenho Velho da Federação, onde Makota Valdina nasceu e vive. Homenagem mais que merecida, vocês não acham?

Clique aqui para saber mais sobre Makota Valdina.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Festival “Guarda-Chuva de Memórias – Histórias Escritas pelo Corpo” reúne coreografias da Escola de Dança da FUNCEB aqui no Vila


As realizações coreográficas mais significativas da Escola de Dança FUNCEB dos últimos quatro anos vão estar na grade do festival Guarda-Chuva de Memórias – Histórias Escritas pelo Corpo. A grande mostra acontece aqui do Vila nos dias 6, 7 e 8 de dezembro (de hoje a quarta). No total são 54 criações, além de sessões de vídeos e performances.

A diretora da Escola de Dança da FUNCEB, Beth Rangel, que também dirige e é curadora do festival, diz que a diversidade estética é a marca do evento, que contabiliza 516 dançarinos, entre alunos e professores, na interpretação das coreografias. “A diversidade do estudo do corpo que orienta as práticas pedagógicas da Escola é o que vai ficar evidente no festival, através das mostras que traduzem o diálogo do contemporâneo com matrizes culturais afrobrasileiras e presentes nas danças populares regionais”, assegura Beth.

Espécie de inventário dos processos, cruzamentos e diálogos criativos, o Guarda-Chuva de Memórias abriga cenas produzidas por integrantes dos cursos oferecidos gratuitamente pela Escola. O público vai contar com um cardápio variado de obras, que inclui Dora, trabalho produzido pela Cia. de Dança Infanto-Juvenil da FUNCEB, inspirada no folguedo do maracatu; Gregoriano, coreografada por Mestre King e dançada por seus alunos; Almejo, espetáculo premiado criado por Robson Correia, diretor, coreógrafo e dançarino formado em 2008 pela Escola de Dança; bem como criações inéditas de seis jovens formandos do Curso de Educação Profissional Técnico de Nível Médio.

Saiba mais: http://verd.in/4r7

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Fim de semana no Vila

O fim de semana é a parte da semana que normalmente tem início na noite de sexta-feira e fim na madrugada da segunda-feira. Nos fins de semana a maioria dos assalariados não trabalha e a maior parte das empresas não está em atividade. Ou seja, não tem nem desculpas para não vir conferir a programação do Teatro em algum momento. Confira o que vai rolar!


.:: BACAD – Estreia!
A Companhia Teatro da Queda apresenta no mês de dezembro Bacad, sua mais nova montagem, inspirada no rico panorama cultural da América Latina e que comemora cinco anos de atividades do grupo. O trabalho é baseado em ampla pesquisa de textos do escritor uruguaio Eduardo Galeano (As veias abertas da América Latina).

A peça é narrada em blocos, com a dramaturgia fortemente apoiada no trabalho de corpo dos atores, que nos trazem de volta sensações perdidas a respeito de nossa latinidade. A montagem parte da idéia de reconhecimento cultural para buscar nossas raízes históricas e compreender melhor a maneira como nos formamos enquanto povo. Entendimento que permite vivenciar melhor as relações com o mundo para continuar a escrever a História. O Vila aposta em novos talentos por meio do projeto O Que Cabe Neste Palco.

Mais informações: www.teatrodaqueda.blogspot.com

Palco Principal

De 03 a 19/12| sex, sáb e dom | 20h

R$ 10 e 5



.:: O Cano - Circo Teatro Udi Grudi

O Cano é um espetáculo cômico inspirado no número tradicional circense Excêntricos Musicais. Um espetáculo familiar, que encanta tanto o público adulto como o infantil. O espetáculo brinca com a relação entre a música, feita de maneira não convencional com instrumentos musicais alternativos, e o clown, aquele ser cômico poético que diverte e surpreende. São três palhaços que vivem situações absurdas e inusitadas. O espetáculo se desenvolve em uma metamorfose mágica, utilizando um repertório musical que vai do jazz a MPB, e técnicas circenses como malabares, fogo, acrobacias e palhaçadas.

Recebeu o prêmio The Herald Angel Award no Festival Fringe de Edimburgo em agosto de 2000, considerado o maior festival de teatro do mundo. Participa de inúmeros festivais e eventos em 11 estados brasileiros e em nove países em três continentes. Estreou em 1998 com recursos do Prêmio Aluísio Batata.

O elenco é formado por Luciano Porto, Marcelo Beré e Márcio Vieira. Marcelo e Luciano são fundadores do Circo Teatro Udi Grudi, que há dezessete anos faz o público rir sob lonas, em teatros, escolas e ruas de Brasília. Na direção está Leo Sykes, diretora inglesa de teatro e cinema que realiza seu primeiro trabalho no Brasil. Leo trabalhou cinco anos como assistente de Eugenio Barba do Odin Teatret, tendo participado de montagens como Kaosmos, apresentado em Brasília, e Teatro Mundi. Em cinema dirigiu o curta “Conto de Duas Cabeças” exibido hors-concours na Mostra 16mm do XXXI Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Palco Principal

De 4 a 12/12/2010 | sábado e domingo | 16h

R$ 20 e 10



.:: Cantando pelo Mundo

O espetáculo Cantando pelo Mundo trata-se de uma mostra do Projeto de Extensão Universitária Musicalização Infantil da UFBA, que atende 140 crianças de 0 a 6 anos. Músicas do Mundo é o tema deste espetáculo que trará canções de diversas partes do mundo. A apresentação será dividida em três partes, sendo às 9h, 10h e 11h. Cada parte contará com a participação de um grupo diferente de alunos. Mais informações: https://sites.google.com/site/criancasnaufba


Palco Principal

Dia 05/12 | Domingo | 9h / 10h / 11h

R$ 10/5

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Rostos conhecidos


Pra quem já viu a agenda desse mês, pode nem ter prestado muita atenção na foto do Centro de Documentação e Memória . Mas nesta turminha fofa da Oficina Vila Verão - Teatro para crianças (1997) tem dois filhos de Dona Val: Guto e Lariza. O grandão de camisa preta e a segunda menina da direita para a esquerda. O mais legal é que foi Dona Val quem chamou atenção. A gente nem sabia.

Agora ficamos curiosos por saber quem são as outras pessoas. Vocês reconhecem mais alguém?


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Elza Soares, nascida para ser estrela


Elza Soares é uma cantora e compositora brasileira de samba, bossa nova, MPB, sambalanço, samba rock e hip-hop. Nascida em uma favela do Rio de Janeiro, a cantora se casou aos 12 anos de idade e ficou viúva aos 18. Elza sofreu com a miséria e com a morte de entes queridos (seu marido e seu filho), mas superou tudo. Casou com o famoso jogador de futebol Garrincha e iniciou sua carreira musical em uma apresentação no show de calouros apresentado por Ary Barroso.

Elza Soares estará em Salvador hoje (25), para a avant-première do documentário Elza, de Izabel Jaguarbe e Ernesto Baldan. Lançado no Festival do Rio em setembro deste ano, o filme chega à capital baiana por iniciativa do projeto de revitalização da Saladearte Cine XIV, no Pelourinho, com sessão às 20 horas.


Elza Soares tornou-se popular com as canções "Se Acaso Você Chegasse", "Mas Que Nada", entre outros sambas de sucesso. Recebeu indicações ao Grammy Awards e, foi eleita pela BBC de Londres "a cantora do milênio". Elza foi a primeira mulher brasileira a puxar um samba enredo. Já atuou como puxadora de samba-enredo, tendo passagens pelo Salgueiro, Mocidade e Cubango. Em 2007, a cantora foi convidada para cantar o Hino Nacional Brasileiro à cappela na Cerimônia de Abertura dos XV Jogos Olímpicos Rio 2007.

Aqui no Vila, o Festival A Cena Ta Preta homenageia a cantora e toda a sua história com o espetáculo “Se acaso você chegasse”, montagem da Arte Sintonia Companhia de Teatro, narrando a história de uma mulher que nasceu para ser estrela. Será que ela ficará em Salvador até o sábado e vem conferir o espetáculo aqui no Vila?


Se Acaso Você Chegasse
Cabaré dos Novos
Dia 27/11 | Sáb | 18h
R$ 10 e 5



Festival A Cena Ta Preta!
Onde: Teatro Vila Velha
Quando: Até dia 28/11/2010
Realização: Bando de Teatro Olodum e Teatro Vila Velha
Produção: Coletivo de Produtores Culturais do Subúrbio
Site: www.teatrovilavelha.com.br

I Fórum de Teatro Comunitário Jovem da capital no Espaço Xisto Bahia. Confira!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Aeroporto 2 de julho

Os manifestos para que o Aeroporto de Salvador volte a se chamar 2 de julho continuam.
No link abaixo você envia um e-mail para os parlamentares que estão impedindo o andamento do Projeto de Lei 6.106/02

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Venham ver!


No próximo dia 11/12 (sábado), as 10h, acontecerá a mostra de Ballet para Crianças, oferecida pelo Núcleo Viladança, durante o segundo semestre deste ano, com a coordenação de Luiz Antônio Jr.

Ao longo deste período, a professora e bailarina Janahina Cavalcante trabalhou com quase 20 meninas com idade en tre 07 e 10 anos. A novidade na mostra é que foi construída a partir do imaginário delas, com as referências de cada uma que trouxe sua boneca pra sala de ensaio fazendo-a dançar com elas revelando a menina-bailarina-boneca.

A entrada será franca! É só chegar um pouquinho mais cedo e garantir o convite de acesso!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mar Me Quer em Pernambuco

Montagem da A Outra Cia de Teatro vai para Recife para participar do XIII Festival Recife do Teatro Nacional


Os teatros da Prefeitura do Recife trarão para o grande público a programação do XIII Festival Recife do Teatro Nacional, que promete envolver os apreciadores das artes cênicas. Desde a última quarta-feira (17) até o dia 29 deste mês, o Santa Isabel, Apolo, Hermilo Borba Filho, Barreto Junior e a Refinaria Nascedouro de Peixinhos apresentam 14 espetáculos da cena teatral brasileira no XIII Festival Recife do Teatro Nacional.

Um dos espetáculos em cartaz no Festival é o Mar Me Quer, espetáculo da A Outra Cia de Teatro, grupo residente aqui do Vila, que vai se apresentar no próximo fim de semana. Mar me quer pode ser uma alusão a brincadeira dos apaixonados, onde cada pétala retirada significa o destino do amor às vezes não correspondido ou também uma referência ao mar, sendo que, os atos se passam em uma comunidade de pescadores pouco habitada, cabendo ao mar o destino de todos os participantes.

No elenco, quatro atores revezam-se entres os personagens, trazendo uma visão diferente a cada interpretação. Em cena, a plástica é de muita mobilidade e tudo pode ser utilizado, desde um simples grão de milho até um velho baú, inclusive enquanto elemento de composição sonora mesclados a melodias que traduzem o sentimento de cada cena.

Parabéns para toda a equipe d’A Outra Cia de Teatro e arrasem lá em Pernambuco!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Duas semanas para conferir "Bença" no Festival A Cena Tá Preta



Alguém que já viveu e que já acumulou experiências e ensinamentos tem a oferecer, tem a dar. E também é um portador de toda uma história que foi acumulada. Por isso que tomar bença significa receber a vibração positiva dessas pessoas. A bença serve pra quem é abençoado; não pra quem põe a bença
Makota Valdina, educadora, religiosa e líder comunitária


Ainda não viu Bença?
Dá tempo ainda! Tem duas semanas de apresentação.
Tradição e tecnologia integram-se o e permitem até que os atores contracenem com “personagens” da vida real trazidos através de suas projeções. E isso graças aos registros em vídeo dos encontros e entrevistas realizados na etapa anterior do projeto.

Palco Principal
De 05 a 28/11 | sex, sáb e dom | 20h
R$20 e 10

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Circuito Interações Estéticas realizou debate sobre a Dança e Cristina Castro estava lá!

Cristina iniciando sua apresentação no evento

A Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, a Funarte e a Universidade Federal de Pernambuco promoveu agora em novembro o Circuito Interações Estéticas, uma iniciativa que reúne artistas, especialistas e convidados para discutir e trocar experiências sobre as residências artísticas realizadas em Pontos de Cultura de todo o País. Fez parte da programação exposições, mesas com especialistas, oficinas de dança, de fotografia, de quadrinhos e poesia, mostra de cinema, apresentações musicais e de teatro, fanzine, rádio itinerante e um encontro da rede de Interações Estéticas.

Como parte da programação do Circuito, foi realizada uma mesa temática relacionada à Dança e Cristina Castro, do Núcleo Viladança, foi representar o Ponto de Cultura Teatro Vila Velha. “Encontros que reúnem artistas e gestores de diferentes estados são especiais porque cumprem uma das mais importantes atividades no nosso setor: a comunicação e o conhecimento da diversidade cultural brasileira. Os Pontos de Cultura e o Projeto de Interações Estéticas consolidam esse mapeamento e incentiva novas possibilidades de trocas de conhecimento artístico”, conta. Cristina foi a primeira representante a relatar sua atuação nos Pontos de Cultura e apresentou um vídeo com a história do Vila Velha, destacando o benefício obtido por meio do contato com os núcleos daqui do teatro.

Além de Cristina, outros representantes de Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco participaram da mesa temática. “Eventos deste tipo nos possibilita estar em conexão com os artistas, gestores, a tradição e as novas tendências estéticas. Possibilita a comunicação de uma forma mais ampla, mais democrática, além de sempre ser um estímulo criativo, pois a diversidade abre novas janelas e nos mostra o quanto podemos trocar e assim reciclar também o que fazemos na nossa casa”.


Riqueza da cultura brasileira

Um tópico enfatizado no debate foi a riqueza da cultura brasileira, particularmente das tradições africanas e indígenas, nem sempre devidamente valorizadas. No final, foram apresentadas diversas ações da Funarte, desenvolvidas com o intuito de estimular atividades artísticas relacionadas à dança. Merece destaque, além dos prêmios e concursos promovidos pela instituição, a criação do Cadastro de Dança, um banco de dados que contém informações acerca de profissionais e grupos de dança de todo o país, facilitando a divulgação e o intercâmbio entre os integrantes da classe artística em todo o Brasil.

“Além da parte artística, o Circuito nos deu a possibilidade de discutir políticas culturais, questões de sustentabilidade, novas e velhas possibilidades de atuação, reforçar nosso poder com a sociedade para a construção de caminhos para as artes. A estrada é longa e difícil, mas o diálogo entre poder público e sociedade se torna um fator importantíssimo nessa construção”, analisa Cristina.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Projeto Teatro Nu Cinema recebe inscrições até o dia 26/11

Autores Baianos têm até o dia 26/11 (sexta feira) para se inscrever na seleção do Projeto Teatro Nu Cinema, realizado pelo grupo Teatro Nu, em parceria com a Multi Planejamento Cultural e com apoio da Secretaria de Cultura do Estado – SecultBA, através do Fundo de Cultura da Bahia. O projeto está na segunda edição com previsão para acontecer no verão de 2011.

Poderão se inscrever dramaturgos baianos, ou com residência fixa há no mínimo três anos no Estado e com experiência comprovada na área. Para se inscrever é necessário ler regulamento, preencher ficha de inscrição e enviar os documentos necessários. Para saber mais, acesse www.teatronu.com. A peça deverá ter duração mínima de 15 (quinze) minutos e máxima de 25 (vinte e cinco) minutos, ser escrita para dois atores, os recursos para encenação deverão ser mínimos e os textos não precisam ser inéditos.

O projeto Teatro Nu Cinema teve sua primeira edição realizada em 2009 trazendo para o palco do Circuito Sala de Arte – Cinema da UFBA, três peças do escritor russo Anton Tchekhov. No projeto os espetáculos são montados pelo grupo teatral Teatro Nu e apresentados em frente à tela do cinema antes da última sessão, durante os finais de semana. Esta segunda edição homenageará os autores baianos.

“Sinto falta de uma dramaturgia mais sólida nos espetáculos de teatro de Salvador. Tem bastante gente da terra escrevendo para teatro e a edição desse projeto homenageando os autores baianos seria uma forma de mostrar esses novos autores. A idéia é mostrar que além de diretores, atores, cenotécnicos, temos também diversos autores em todo estado, não somente na capital”, afirma o responsável pelo projeto, o diretor teatral e co-fundador do grupo Teatro Nu, Gil Vicente Tavares.

Teatro Nu – Fundado pelo diretor Gil Vicente Tavares e pela atriz Jussilene Santana, o grupo montou em 2006 seu primeiro espetáculo “Os Amantes I”. Logo após o grupo montou o espetáculo “Os Javalis” e em 2009 levou para a Sala de Arte da UFBA o projeto Teatro Nu Cinema que apresentou peças curtas do autor russo, Anton Techekhov. O grupo organizou eventos voltados pra história do teatro baiano e pra dramaturgia contemporânea, com o “Diálogos sobre a Dramaturgia Contemporânea”, trazendo nomes como Ramón Griffero (Chile) e Darío Facal (Espanha). Atualmente fazem parte do grupo, os atores Carlos Betão e Marcelo Prado. Os textos do Teatro Nu Cinema | Autores Baianos – deverão ser escritos para interpretação de Carlos Betão e Marcelo Prado. A direção fica a cargo de Gil Vicente Tavares.

“A idéia é tentarmos fazer com que esse projeto permaneça por muito tempo nesse espaço, sendo apresentado durante o período do verão. Se no inverno o baiano não tem muita paciência com espetáculos longos, no verão essa paciência diminui, porque as coisas acontecem muito rápido. Ainda mais que ficar em cartaz no verão é muito difícil para um grupo de teatro, além desse projeto possibilitar o diálogo com o público e com o espaço, que é o cinema”, conclui Tavares.


Inscrições para projeto Teatro Nu Cinema
Até: 26/11/2010
Onde: www.teatronu.com
Gratuito

Do site da SECULT: www.cultura.ba.gov.br

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Lázaro Ramos lança "A Velha Sentada" aqui no Vila

O ator Lázaro Ramos realizou no domingo (14) um antigo sonho. Lançou o seu primeiro livro, A velha sentada aqui no Vila. ‎"Lançar A Velha Sentada aqui tem um valor especial, estou lançando meu livro na minha terra", afirmou. O livro conta a história de Edith, uma criança que se aventura em uma viagem repleta de aventura, de aprendizado e de auto-conhecimento, dentro da própria cabeça.

O livro está cheio de personagens inspirados em parentes e amigos. A menina foi batizada com o nome da avó paterna de Lázaro, D. Edith, já falecida. E o pequeno Aladê (olha que bonitinho na foto!), afilhado de dois anos, foi citado na história. Lazinho contou que o ponto de partida para o livro foi a própria infância. “Escrevi esse livro para a criança que eu fui”, explicou. Muitas crianças, acompanhadas de pais, tios e até avós, vieram ao Vila e conferiram de perto as palavras de Lázaro. Na platéia, o pai de Lázaro, Sr. Ivan, estava emocionado. A mulher do ator, a atriz Taís Araújo, também estava presente. “É lindo ver o nascimento desse livro, que eu acompanhei desde o início. É uma alegria, uma emoção, espero que todo mundo goste, que as crianças gostem, que seja muito importante para a vida delas”, destaca a atriz.

Para o pessoal do Bando de Teatro Olodum, onde Lázaro Ramos começou a carreira, a estreia do ator como escritor não foi surpresa. “Fico muito feliz do público poder conhecer esse outro lado de Lázaro, porque ele é muita energia, não para, está sempre fazendo muita coisa: dirigindo, escrevendo, pensando em outros projetos, está sempre à frente”, observa a atriz Auristela Sá.


Tá no Facebook? Confira mais fotos do lançamento de A Velha Sentada, livro de Lázaro Ramos: http://migre.me/2dg4D

sábado, 13 de novembro de 2010

III FESTLUSO tem 60% da programação cortada por falta de apoio do Governo do Piauí e o espetáculo Mar Me Quer não participa do evento

Começa na próxima segunda-feira, dia 15 de novembro, em Teresina (PI), o III FESTLUSO -
Festival de Teatro Lusófono, promovido pelo Grupo Harém de Teatro.
O evento reúne grupos e espetáculos de toda a comunidade lusófona numa linda celebração em uma semana de programação em Teresina. Este ano, quem integraria a grade de convidados era A Outra Companhia de Teatro, com o espetáculo Mar Me Quer.
No entanto, na manhã da última sexta-feira (12) recebemos um telefonema emocionado do nosso grande amigo do Grupo Harém, Franscisco Pellé, para nos informar que, infelizmente, metade da programação teve que ser cancelada por conta de um corte na verba.
O evento, que dentre outras fontes, é financiado pelo Governo do Estado do Piauí teve que cancelar a parte da programação que era financiada justamente pelo governo estadual e dentro dos espetáculos cortados está Mar Me Quer. A postura do governo repercutiu na imprensa nacional e internacional e certamente prejudicou o festival.
Vimos por meio deste expressar nossos sentimentos em não participar do festival, prestar apoio ao Grupo Harém e desejar muito boa sorte (merda!!!) ao FESTLUSO 2010. Que dê tudo certo e esperamos participar das próximas edições.
Para saber maiores informações sobre o problema, acesse: http://www.festluso.blogspot.com/ .
Axé!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Um pouco do Encontro de Compositores


Veja mais fotos no facebook do Vila: http://www.facebook.com/teatrovilavelha

Gustavo Mello de passagem pelo Vila


Gustavo Mello, nascido em 1974, bacharel em Direito, integrou por dois anos anos a Cia Teatro dos Novos aqui no Vila. Das montagens do período destacam-se Fausto#Zero, Supernova e Sonho de Uma Noite de Verão. Trabalhou também como ator e assistente de direção com o Bando de Teatro Olodum, atuando em Cabaré da Raça.

No Rio de Janeiro, onde vive atualmente, integrou por sete anos a Cia dos Comuns, grupo voltado para o desenvolvimento da estética afrobrasileira no teatro, desenvolvendo as funções de ator, coordenação do núcleo de pesquisa e do departamento áudio visual. Nesse período, atuou e colaborou com pesquisa e texto nos espetáculos A roda do mundo, Candaces - a reconstrução do fogo e Bakulo - os bem lembrados.

Em cinema atuou nos longas As Vidas de Maria, Foliar Brasil, Desafinados e Ó Pai, Ó, além dos curtas Pênalty, Arroz com Feijão e Crimes de Ódio. Em TV integrou o elenco das novelas Um Anjo Caiu do Céu, Sabor da Paixão e Começar de Novo, todas da Rede Globo. Integrou o elenco de Avassaladoras – A Série, da Total Entertainment em parceria com a Fox e a Rede Record. Atuou ainda em Bicho do Mato, novela da Rede Record.

E adivinha onde ele vai estar na segunda-feira? Aqui no Vila, no espetáculo Orirê! Gustavo, junto com Rodrigo dos Santos (que falamos aqui), também foi um dos responsáveis pela oficina de montagem do espetáculo. Orirê - Saga de um herói que confrontou a morte está dentro da programação do Festival A Cena Ta Preta.

.:: OriRê- Saga de um Herói que confrontou a Morte – RJ

OriRê significa cabeça boa. O espetáculo, que se baseia na filosofia e na corporeidade da cultura ioruba remanescente nos terreiros de candomblé, conta a história de um homem desde a sua construção do barro até a idade adulta.

Palco Principal

Dia 15/11 | Seg | 20h

R$ 10 e 5


Saiba mais sobre o Festival A Cena Tá Preta em www.teatrovilavelha.com.br | www.acenatapreta.com.br

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A CENA TÁ PRETA: Rodrigo dos Santos vive nos palcos personagem bem diferente de Noronha


Os noveleiros de plantão não perdem Passione e com certeza conhecem Noronha, comparsa nas armações de Saulo (Werner Schünemann) dentro da Metalúrgica Gouveia. Fora da TV, o ator Rodrigo dos Santos vive um personagem completamente diferente de Noronha e vai mostrar isso aqui no Vila na próxima sexta-feira (12, às 18h) no monólogo O Subterrâneo Jogo dos Espíritos, escrito, produzido e dirigido por ele. A peça faz parte da programação do festival A Cena Tá Preta. Rodrigo tem no currículo os filmes Nosso Lar (2010), Cidade dos Homens (2007), O ano em que meus pais saíram de férias (2006) e a mini-série Filhos do Carnaval.

Rodrigo encarna um homem real, o músico nigeriano Fela Kuti, multinstrumentista que inventou o afrobeat e teve importante atuação política em seu país. “Fela Kuti procurava tudo que era original da África. Ele foi pensador, filósofo, músico e um grande líder. O nome completo dele é Fela Anikulapo-Kuti, que significa ‘aquele que emana grandeza, que traz a morte na bolsa e que não pode ser morto por mortais'”, conta Rodrigo.

O ator descobriu esse artista por acaso e o interesse pela cultura negra em geral o levou a pesquisar sobre ele e descobrir uma trajetória de vida impressionante. “Minha esposa me deu a ideia de fazer uma peça sobre ele”, conta Rodrigo. Projeto definido, o ator começou a pesquisar a fundo a biografia de Fela Kuti e a estudar na Escola de Música Villa Lobos, tudo para poder encarnar o músico nos palcos.

Saiba mais sobre o Festival A Cena Tá Preta em www.teatrovilavelha.com.br | www.acenatapreta.com.br

Conquista: Sai o Plano Nacional de Cultura

Com força constitucional, legislação cria metas para próximos 10 anos a todas instâncias públicas

Jotabê Medeiros - O Estado de S. Paulo

O Congresso aprovou nesta terça, 9, por unanimidade, o Plano Nacional de Cultura (PNC) em caráter terminativo - agora, só falta a sanção presidencial. Assim como outros planos de políticas públicas (Plano Nacional de Saúde e Plano Nacional de Educação), o PNC estabelece metas obrigatórias para os próximos dez anos na área cultural.

"É equivalente à carta de navegação para os marinheiros: traz as diretrizes para os governos estaduais e municipais e o governo federal, para que o fogo não seja reinventado todo dia", disse ontem, 20 minutos após a aprovação, o Ministro da Cultura, Juca Ferreira. A derradeira aprovação do projeto de lei, na manhã de ontem, se deu por unanimidade na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

Segundo o Ministério da Cultura, o projeto do plano foi concluído após consultas públicas, audiências e debates (muitos deles organizados pelo próprio Congresso) - entre eles a 1.ª Conferência Nacional de Cultura, Câmaras Setoriais, Fóruns e Seminários. Já o texto foi um trabalho em parceria entre os Poderes Legislativo e Executivo. Como é previsto na Constituição Federal (foi incluído na emenda constitucional 48, em 200), é decisivo na formulação de políticas públicas de longo prazo.

Segundo o texto, o plano inclui o seguinte: "Fortalecimento institucional e definição de políticas públicas que assegurem o direito constitucional à cultura; proteção e promoção do patrimônio e da diversidade étnica, artística e cultural; ampliação do acesso à produção e fruição da cultura em todo o território; inserção da cultura em modelos sustentáveis de desenvolvimento socioeconômico; estabelecimento de um sistema público e participativo de gestão, acompanhamento e avaliação das políticas culturais."

A aprovação do PNC chega num momento delicado para o Ministério da Cultura: a definição do nome que vai se manter à frente do MinC nos próximos quatro anos no governo Dilma Rousseff. Ministério alimenta expectativa, interna, de que Juca Ferreira seja reconfirmado no cargo, mas isso só será definido após regresso da presidente eleita de Seul. "O importante é que há um compromisso da presidente eleita com a área cultural. Ela participou, na Casa Civil, da formulação de todos os projetos do setor, que são programas do governo. O resto é política", disse o ministro.

Entre os projetos vitais para o MinC, em tramitação no Congresso, estão o ProCultura (que reforma a antiga Lei Rouanet e cria fundos de incentivo direto); o Vale Cultura (adoção de um vale, semelhante aos vales-refeição, que dará R$ 50 para os trabalhadores adquirirem ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros e outros produtos culturais); a criação do Sistema Nacional de Cultura (que formaliza a cooperação entre União, Estados e municípios); e a PEC 150, que estabelece piso mínimo de 2% do orçamento federal, 1,5% do estadual e 1% do municipal para a cultura. Juca Ferreira participou da criação de todos eles, primeiro como secretário executivo da gestão Gilberto Gil, depois como seu sucessor.

Pré-Sal. Juca Ferreira também lutou pela inclusão da Cultura no Fundo Social do Pré-Sal (projeto de lei 5940/09), que já foi aprovado com emendas no Senado Federal e retornou à Câmara dos Deputados para apreciação das modificações.

Outra legislação, essa mais polêmica, em exame no Congresso é o anteprojeto de lei que moderniza a Lei de Direito Autoral (Lei 9.610/1998), que tem como principal objetivo abarcar as questões autorais dentro da nova ordem digital. Combatido por setores da área musical, foi acusado de "dirigismo" por associações de classe.


Matéria publicada no dia 09/11/2010 no Estadão: http://migre.me/27exC

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Como os teatros em Salvador utilizam o Marketing Digital

Daniel (webdesigner do NUCOM) está concluindo seu curso de Publicidade e Propaganda e o cliente escolhido para o seu projeto é o Teatro Vila Velha. Daniel também estuda marketing digital, SEO (Search Engine Optimization) e Mídias Sociais. Na última semana ele estava pesquisando os teatros de Salvador, como eles se comportam na internet e que ações desenvolvem nesse meio. O resultado está no blog dele: Marketing Digital | SEO e Mídias Sociais.

Confiram também. Vale a pena!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tem Bença no Terra Magazine

Deolinda Vilhena é jornalista, produtora, Doutora em Estudos Teatrais pela Sorbonne e professora conferencista do Departamento de Artes Cênicas da ECA/USP. Deolinda é, também, colunista do site Terra Magazine e na sua coluna de hoje, ela fala sobre a estreia de Bença, em uma entrevista com Marcio Meirelles. Ela ainda estará aqui no Vila hoje, durante a estreia do espetáculo. Quer ver tudo o que ela disse? Clica aqui!


É hoje!

Hoje é o Dia da Cultura e também do início do Festival A Cena Tá Preta, da estreia de Bença e das comemorações aos 20 anos do Bando de Teatro Olodum! Estamos em festa!


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Novembro Negro no Vila



Durante muitos séculos, falar de negro era sinônimo de escravidão, marginalidade. Em contradição, a história do povo negro é repleta de exemplos de força, contribuição social e herança cultural. Dentro da reflexão sobre a trajetória de luta e resistência do povo negro, o Bando de Teatro Olodum em parceria com o Coletivo de produtores do subúrbio realiza a segunda edição do Festival A Cena Tá Preta, com arte, cultura, teatro e muita diversidade durante todo o mês de novembro. O festival foi contemplado no Prêmio Funarte Festivais de Artes Cênicas 2010 e no edital Novembro Negro da SEPROMI. O destaque vai para a estreia do espetáculo Bença!, do Bando de Teatro Olodum, ressaltando o respeito aos mais velhos e em comemoração aos 20 anos do grupo.

E como o Vila não para, ainda tem desfile de moda no IX Cidade Fashion Day. Tem também o Vila do Choro com o Grupo Novato e o Encontro de Compositores já se preparando para as atividades de verão. Ah! Falando em verão, em novembro também começam as inscrições para as oficinas do Vila Verão: tem teatro, dança, música, fotografia e audiovisual.

Não perca tempo e venha aproveitar a programação do Vila! www.teatrovilavelha.com.br

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Lázaro Ramos no programa Altas Horas

No último sábado, dia 23/10, o apresentador Serginho Groisman, do programa Altas Horas (TV Globo) recebeu uma plateia de crianças para o Altas Horas em homenagem ao Dia das Crianças. Quem participou do programa foi o ator Lázaro Ramos, que está lançando seu livro infantil chamado A Velha Sentada. A obra conta a história de uma menina muito desanimada. Quando uma vizinha a vê, diz parecer ter uma velha sentada na cabeça da menina, que resolve entrar na própria cabeça em busca desta velha. “Essa história é uma grande viagem minha”, respondeu Lázaro ao falar da criação do livro.

O lançamento do livro acontecerá no próximo dia 14/11, às 15h, aqui no Vila, dentro do festival A Cena Tá Preta. Confira o vídeo de Lázaro no programa:

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Bença! na Revista Muito


Confira no blog da Revista Muito (publicação do Grupo A Tarde) uma chamada para a estreia de Bença!, espetáculo do Bando de Teatro Olodum que vai estrear no Vila agora em novembro, dentro da programação do festival A Cena Tá Preta! .

Organizado pelo Bando de Teatro Olodum, em parceria com o Coletivo de Produtores Culturais do Subúrbio, A Cena Tá Preta! busca dar mais visibilidade à Cultura Afro, em comemoração ao mês da consciência negra. O Festival começa no dia 4 de novembro e se estende por todo mês. As atividades terão preços populares e acontecerão em diversos horários. O festival foi contemplado no Prêmio Funarte Festivais de Artes Cênicas 2010 e no edital Novembro Negro da Secretaria de Promoção da Igualdade – SEPROMI.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Terceira edição do FIAC Bahia movimenta o Vila!


O Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia - FIAC Bahia traz nesta terceira edição cerca 20 espetáculos, entre internacionais, nacionais e locais, num total de seis países. O evento, consolidado na agenda cultural da cidade e com destaque no programa de festivais internacionais do gênero no país, tem proporcionado o acesso ao panorama contemporâneo das artes cênicas, colocando a Bahia no circuito mundial das produções de excelência no segmento, para um público amplo e diversificado. O Teatro Vila Velha abriga alguns espetáculos do FIAC. Confira os espetáculos que estão em cartaz!


.:: Corte Seco ::.
Cia Vértice de Teatro / Rio de Janeiro (RJ)

Várias estruturas de dramaturgia aparentes são questionadas em Corte Seco, espetáculo em que as interrupções da vida se relacionam com os cortes da narrativa tradicional. No palco, os atores constroem um mosaico de situações onde os limites entre o real a o ficcional nem sempre são claros. A diretora está no palco com os operadores de som e luz e todos revelam a construção da cena enquanto elas acontecem. O espetáculo faz parte de uma trilogia – iniciada com o monólogo Conjugado e que prossegue com A Falta que Nos Move – e recria a cada apresentação um novo espetáculo.

Palco Principal
Dias: 23, 24 e 25 de outubro | sábado, domingo e segunda-feira | 21h
Ingressos: R$ 10 e 5


.:: Mi vida después ::.
Teatro / Argentina


Em Mi vida después, seis atores nascidos no início das décadas de 1970 e 1980 reconstroem a juventude de seus pais a partir de fotos, cartas, fitas, roupas usadas, relatos e memórias apagadas. Um deles reconstitui versões da morte de seu pai, um revolucionário guerrilheiro do Exército Popular, enquanto outro tenta entender o que seu pai fez como oficial de inteligência. Um terceiro veste a batina de seu pai para representar a vida no seminário e outro volta a ouvir as fitas que seu pai, jornalista automotivo e ativista na Juventude Peronista, deixou. Um dos atores revive a vida de seu pai como funcionário de um banco que sofreu intervenção pelos militares e outro, por fim reúne as circunstâncias em que seus pais foram exilados da Argentina. O espetáculo se passa no limite entre realidade e ficção, promovendo o encontro entre duas gerações, o remake como uma forma de reviver o passado e mudar o futuro, a história recente da Argentina e a trajetória particular de cada ator.

Palco Principal
Dias: 28, 29 e 30 de outubro | quinta, sexta e sábado | 21h (quinta) e 19h (sexta e sábado)
Ingressos: R$ 10 e 5


.:: É só uma formalidade ::.
Teatro / Belo Horizonte (MG)


Ao receber a notícia da morte do pai, um homem é obrigado a retornar ao seu passado e enfrentar suas próprias frustrações ao mesmo tempo em que decide se viaja ou não. Enquanto isso, um casal acaba de se mudar e entre caixas, cheiros e um pedido de divórcio velado, a mulher espera que o marido se lembre de mais um aniversário de casamento. As duas situações revelam o vazio e as fragilidades que há por trás dos rituais do mundo civilizado. É Só uma Formalidade foi livremente inspirado em Sólo los Giles Mueren de Amor, do argentino Cesar Brie, e criado coletivamente pela companhia Quatroloscinco – Teatro do Comum.

Cabaré dos Novos
Dias 27 e 28 de outubro | quarta e quinta | 20h (quarta) e 18h (quinta)
Ingressos: R$ 10 e 5

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Investimento em Cultura em 2011

Matéria divulgada no A Tarde On Line apresenta intenções do Ministro da Cultura em investir mais em cultura em 2011 para “que se possa tirar a cultura da insignificância e colocá-la como um vetor fundamental do desenvolvimento brasileiro”, como ele afirmou. Confira abaixo!


Juca Ferreira quer dobrar Fundo Nacional de Cultura para R$ 600 milhões em 2011

Ao assinar nesta quarta-feira, 20, uma portaria que cria o Plano de Trabalho do Fundo Nacional de Cultura, com dotação orçamentária de R$ 300 milhões para serem aplicados até o final deste ano, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que espera dobrar esses recursos. Segundo o ministro, essa verba não poderá ser contingenciada, “mesmo que o governo esteja precisando do dinheiro para pagar dívidas”, o que faz parte do processo de valorização e fortalecimento da dimensão cultural dentro do governo.

O ministro disse que sua expectativa para o ano que vem é que o fundo chegue a R$ 600 milhões. Segundo Ferreira, isso será decisivo “para que se possa tirar a cultura da insignificância e colocá-la como um vetor fundamental do desenvolvimento brasileiro”. De acordo com Ferreira, no passado, a cultura não era importante para o governo brasileiro. Dessa forma, o ministério fazia poucas ações com significado importante, mas sem abrangência, sem atingir patamares e escala para ter importância nas decisões governamentais.

O ministro destacou o aumento dos investimentos na área cultural nos últimos anos. Em 2002, o ministério dispunha de apenas R$ 277 milhões das receitas federais (0,27%) e hoje conta com R$ 2,3 bilhões (1,2%). O orçamento da Cultura em 2011, de acordo com o secretário executivo do ministério, Alfredo Manevy, que apresentou os números, ainda não foi concluído, mas “será maior do que o de 2010”

Segundo Manevy, a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2011 “fortalece o Ministério da Cultura, ao vetar o famoso contingenciamento de recursos, que é o desaparecimento de uma verba pública prevista no orçamento pelas incertezas da economia. Agora, a blindagem da LDO garante que o que está no orçamento será cumprido”.

Os R$ 300 milhões que comporão o Fundo Nacional de Cultura serão divididos em oito fundos setoriais e o que receberá mais recursos será o de Circo, Dança e Teatro, com R$ 66,88 milhões. Os demais são os seguintes: Ações Transversais e Equalização de Políticas Culturais, R$ 64,6 milhões; Patrimônio e Memória, R$ 33,39 milhões; Artes Visuais, R$ 31,5 milhões; Audiovisual e do Livro, Leitura, Literatura e Língua Portuguesa, R$ 30 milhões; e Acesso e Diversidade, R$ 13,9 milhões.

Os primeiros 15 editais para distribuição de parte dos recursos serão publicados na próxima edição do Diário Oficial da União e somam R$ 87 milhões. As verbas serão distribuídas por meio de prêmios para as diversas modalidades contempladas pelos fundos, como o de Produção Artística, que vai investir R$ 10,8 milhões em projetos nas cinco regiões do país. A meta é democratizar e viabilizar o acesso à montagem de circo, dança e teatro e possibilitar a circulação de espetáculos em excursões de caráter regional, nacional e internacional.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

15 anos da Fundação Cidade Mãe

-Prefeito João Henrique abraça alunos da FCM após apresentação-

A tarde no Vila foi bastante animada. A Fundação Cidade Mãe escolheu esta casa para comemorar os seus 15 anos de existência. Os alunos da Fundação se apresentaram na Sala Principal do Teatro e foram prestigiados por um público de mais de 300 pessoas.

Projeto “Outras Áfricas” apresenta Mostras Teatrais no Vila


Dandara , 9 anos, estudante Escola Mãe Hilda ( Ilê Aiyê)/ foto Tiago Lima

O Bando de Teatro Olodum apresentou no Teatro Vila Velha, nesta segunda, dia 18, as mostras teatrais das oficinas realizadas, através do projeto “Outras Áfricas” em parceria com 7 escolas públicas (municipais e estaduais) e instituições sócio-culturais de Salvador. O público, mais de 160 estudantes de várias idades demonstrou através de cenas lúdicas o reconhecimento da importância da cultura de matriz africana fomentado durante o convívio de um mês com o Bando. A terceira etapa de “Outras Áfricas” foi finalizada com um caruru oferecido em comemoração aos vinte anos da significativa trajetória do Bando.

Por algumas horas as mostras apresentadas fizeram com que o público, formado por familiares, parentes, professores e estudantes, pudesse imaginar-se no “Continente Negro” e perceber o outro lado, que também é rico em cultura. Mais de 60 idiomas e habitada por reis e rainhas, a “Mãe África” tem contribuições significativas em diversas áreas da Ciência, exemplo: O Código de Hamurabi, um dos mais antigos conjuntos de leis; as pirâmides do Egito, uma das maiores contribuições para a arquitetura mundial e o alfabeto dos Fenícios que deu origem a linguagem escrita.

Conscientização, o orgulho de ser negro e a valorização de suas raízes africanas foi o que mais aflorou nas apresentações. Frases como: VOCÊ É AFRO – DESCENDENTE? SOU! ou, MEU TA TATARAVÔ VEIO DA ÁFRICA! ou então, O NEGRO É LINDO!, abrilhantaram o espetáculo e demonstraram como são importantes projetos sociais desta natureza.

A Secretária de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia (SEPROMI) – Luiza Barros parabenizou as Escolas que fizeram parte do projeto e o Bando. Enfatizou que ações como esta servem de exemplo para o Estado na busca de políticas públicas eficazes na aplicação da Lei 10.639. “Trabalho super bonito! O Bando deu uma demonstração de qualidade e de como o Estado deve trabalhar esses conteúdos dentro de escolas públicas”, ressaltou a secretária Luiza Barros.

Os atores e atrizes do Bando deram um breve depoimento antes de cada apresentação relatando as experiências, o envolvimento com os estudantes. A atriz Auristela Sá ao finalizar a apresentação da turma do Colégio Estadual Costa e Silva resumiu, “foi realmente uma grande troca de aprendizado, entre Nós e Eles.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Luiz pelo Nordeste

foto: Cacau Stúdio

Desde o último dia 06 de outubro, Luiz Antônio Jr - integrante d'A Outra Companhia de Teatro, está circulando por cidades do Nordeste com seu solo "Véu - uma poética do só", que discute a violência contra a mulher, trazendo à cena uma colcha de retalhos feita por dados estatísticos, depoimentos e confissões de diferentes figuras envolvidas coma temática, histórias e casos verídicos e até mesmo conhecidos nacionalmente, músicas e fragmentos de textos poéticos.

O projeto que foi contemplado com o Prêmio BNB de Cultura 2010, propõe a circulação do espetáculo e de duas oficinas artísticas (teatro e criação de bonecas), além da realização de uma pesquisa de rua com mulheres, por 09 cidades do interior da região Nordeste. Até agora, já foram visitadas as cidades de Picos (PI), Crato (CE) e Mossoró (RN).

Na primeira cidade, as atividades aconteceram na 9º Gerência Regional de Ensino, com o apoio do Grupo Cultural Adimó, parceiro d'A Outra Companhia desde 2008, quando o grupo esteve em Picos realizando a turnê dos espetáculos "Arlequim servidor de dois patrões" e "Debaixo d'água em cima d'areia" através do projeto Reduzindo Distâncias. Com a realização de Véu, a parceria entre os grupos avança, lançando até sementes para novos projetos artísticos que aproximem ainda mais o trabalho dos dois grupos.

No Crato, o projeto teve o apoio do SESC, onde aconteceram as atividades. Lá, conheci grupos e artistas fantásticos. Me deparei com uma região onde a cultura pulsa e muito. O Cariri é um lugar onde as pessoas precisam ir. A Fundação Casa Grande que desenvolve um trabalho incrível em Nova Olinda, o BNB e o SESC em Juazeiro do Norte, a URCA em Barbalha... uma região muito viva culturalmente!

Entretanto, percebi que nessa região o machismo é muito forte. Conversando com as mulheres nas ruas, percebi o quanto elas se sentem sozinha e como é geral o pensamento da não denúncia por medo do agressor. Muitas afirmam que não denunciaram uma agressão com medo de que o homem depois de solto voltasse e lhes fizesse algo ainda pior. Muitas dizem que deixariam com Deus - "ele sabe o que tá acontecendo aqui". Isso porque são muitos os casos de violência contra a mulher seguidos por morte. Mesmo com a presença de uma Delegacia de Defesa da Mulher instalada na cidade, as mulheres daquela região se apegam na fé e se mantém nos véus do silêncio. Diferente do que ocorre em Picos, onde também existe uma unidade da delegacia da mulher - lá é alto o índice de violência doméstica e infantil, em especial, mas as mulheres se mostram muito mais valentes e dispostas a denunciar, acreditam na Lei Maria da Penha e se olham, se ajudam.

Em Mossoró, as atividades aconteceram na I Feira Estadual de Economia Feminista e Solidária, uma ação do Grupo Mulheres em Ação, que reuniu mulheres de diferente cidades do oeste potiguar, realizando palestras, oficinas, apresentações artísticas e uma grande feira onde cada uma delas expôs e vendeu seus produtos. Aqui, pude perceber que as mulheres são muito articuladas e que batalham por mais espaço na sociedade patriarcal brasileira. Com elas aprendi muito e percebi outras articulações para futuros desdobramentos do projeto Véu. Conheci ainda, nesta cidade bela do Rio Grande do Norte, o Grupo Escarcéu de Teatro que há mais de 20 anos desenvolvem trabalhos artísticos por lá, e os Coletores de Sonhos, encontros felizes que espero dêem frutos lá na frente!

Voltando a Salvador, hoje, ainda faltam percorrer as cidades de Arari (MA), Lagarto (SE), Arapiraca (AL), Campina Grande (PB), Tuparetama (PE) e Ilhéus (BA).

Mostra final do projeto Outras Áfricas

O Vila hoje amanheceu animado!



Alunos de seis escolas municipais de Salvador que participaram do projeto Outras Áfricas, do Bando de Teatro Olodum, estiveram aqui no Vila para apresentar as suas produções em uma mostra final do projeto. Desde cedo os alunos se preparavam, ensaiavam e se organizavam para a mostra, sob o olhar atendo da diretora Chica Carelli.



O Outras Áfricas é realizado pelo Bando em parceria com o Fundo Nacional de Cultura com o objetivo de valorizar a herança africana e reconhecer a importância da cultura afro-brasileira para a identidade nacional.




Confira mais fotos do Outras Áfricas no álbum do Facebook: http://on.fb.me/9iyHss