domingo, 31 de março de 2013

Marcio Meirelles à luz e à sombra de Peter Pan


O diretor teatral cruza as fronteiras ultramarinas e explora outros territórios cênicos

Por Arlon Souza


No Dia Mundial do Teatro deste ano (27/03), Marcio Meirelles estreou no Teatro Viriato, na cidade de Viseu, em Portugal, o espetáculo “Sempre em frente até amanhecer”, numa incursão dramatúrgica pela história de Peter Pan, de J.M. Barrie (1860-1937) e a obra Indignai-vos!, do autor franco-alemão Stéphane Hessel (1917-2013).


O espetáculo é o último da trilogia K CENA – Projeto Lusófono de Teatro Jovem, num intercâmbio entre Portugal, Brasil e Cabo Verde, que reuniu 14 jovens portugueses com idades entre 14 e 17 anos. No trabalho, os adolescentes apropriam-se das obras de J.M. Barrie e Hessel para a construção do próprio discurso cênico, levantando questões de identidade, cidadania e política, buscando desenvolver o prazer pela escrita e pela interpretação teatral, num contexto de valorização da língua portuguesa e de fortalecimento das relações pessoais.

A partir do drama de Peter Pan, que se recusa a crescer para não ter que assumir a vida adulta, cheia de regras e obrigações, o grupo questiona a responsabilidade pela herança das crises econômicas atuais, como o legado da crise econômica européia, e a liberdade deles em se posicionarem diante desses problemas. Sobretudo, num momento em que o mundo clama por Democracia e Direitos Humanos, a obra de Hessel traz à tona a consciência do que pode se transformar a partir da capacidade que o ser humano tem de se indignar.

“Nós estamos vivendo num mundo globalizado, onde jovens do mundo inteiro se conectam, e onde, evidentemente, eles estão preocupados com esse estar no mundo. O adulto e a criação são metáforas. Não é uma questão de idade ser Peter Pan, é uma questão de manter o Peter Pan vivo”, reflete o diretor teatral Marcio Meirelles.  Por mais que a montagem soe como um manifesto jovem, o trabalho é cheio de despojamento, leveza e lirismo, a exemplo da cena acompanhada ao som de um violino, enquanto os jovens narram as aventuras de Peter Pan.

Com muita música ao vivo, marcada por canções do rock desta e de outras gerações, a encenação imprime bem as marcas de direção de Meirelles, desde a criação coreográfica, passando pela execução dos instrumentos pelos próprios jovens e pela proposta de sonoridade percussiva, à polifonia de vozes dissonantes.

Há ainda, pela percepção de experiências mais recentes, como “Bença”, “Drácula” e “Dô”, o uso da projeção de vídeo. Ao final, o diretor teatral pontua novamente a sua assinatura, encerrando com uma citação ao Bando de Teatro Olodum, na qual o elenco levanta o braço direito com mão fechada em punho, em agradecimento ao público.

À luz de Peter Pan e em constante busca de sua própria sombra, Meirelles demonstra querer descobrir ainda mais de sua arte, e mesmo de sua identidade, através do vigor criativo da juventude.

“Se vocês acreditarem neles, as fadas voltam a nascer. Assim como eles se transformaram, eu também me transformei. É possível ter esperança”, confia o diretor.    

Saiba mais sobre processo assistindo aos vídeos do projeto KCena: aqui.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Bike Cultural

A Bicicletada Salvador Massa Critica está organizando um bonde para o dia 30/03, que vai sair do Largo da Mariquita em direção ao Teatro Vila Velha. A ideia é assistir "A Conferência", espetáculo em cartaz no Teatro Vila Velha e que está com promoção para quem chegar de Bike. 

Ótima oportunidade para quem tá afim de usar a bicicleta como meio de transporte e ainda não teve coragem.

Veja as informações aqui: http://ow.ly/jxUkP


quarta-feira, 27 de março de 2013

TVs, jornais e sites da Imprensa portuguesa repercutem a montagem dirigida por Marcio Meirelles na cidade de Viseu

Nas entrevistas, o diretor teatral fala sobre a experiência com os jovens do projeto lusófono KCena, em Portugal, e sobre as referências do processo de criação do espetáculo "Sempre em frente até amanhecer"

link youtube  /fonte: DaoTVRegional

link youtube / Entrevista Marcio Meirelles/ Original TV/parte 1

link youtube  /   Entrevista Marcio Meirelles/ Original TV/parte 1

link Jornal do Centro/Entrevista Marcio Meirelles/ 27-03-2013




Concerto para Auristela na capa do Caderno 2 do jornal A Tarde de hoje

O concerto é uma homenagem a Auristela Sá, atriz do Bando de Teatro Olodum, falecida no dia 12 de março deste ano. Idealizado pelo Bando de Teatro Olodum, o evento tem como atrações o premiado violonista costarriquenho Mario Ulloa, o músico Vladimir Bonfim, alunos da Escola de Música da Ufba e as participações especiais das cantoras Juliana Ribeiro e Márcia Short.

Na Sala Principal do Teatro Vila Velha, às 20h. Os ingressos custam R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia entrada).

Toda a renda da bilheteria será revertida para a família da artista.

O espetáculo será transmitido ao vivo pela TV Vila: www.livestream.com/teatrovilavelha


Transmissão ao vivo de K CENA: "Sempre em Frente até Amanhecer"


Hoje, 27/04, estreia o espetáculo "Sempre em frente até amanhecer", de Marcio Meirelles, às 18h30, horário de Brasília.

A apresentação, que acontece em Viseu, cidade portuguesa, terá transmissão ao vivo:  www.livestream.com/teatro_viriato

Sempre em frente até amanhecer

Marcio Meirelles sempre gostou do romance Peter Pan, de J.M. Barrie. E, no início deste mês de março, já quase entre o Brasil e Portugal, cruzou-se, casualmente, com o texto Indignai-vos! de Stéphane Hessel (1917-2013), autor alemão naturalizado francês. São essas as referências que o encenador e diretor artístico do Teatro Vila Velha (Salvador-Bahia) leva para o Teatro Viriato, na cidade de Viseu, em Portugal, para montagem de Sempre em Frente até Amanhecer, último espetáculo da trilogia K CENA – Projeto Lusófono de Teatro Jovem (Portugal, Brasil e Cabo Verde), com apresentações nos dias 27 e 28/03.

No programa, participam 14 jovens portugueses com idades entre 14 e 17 anos. Eles apropriam-se das palavras de J.M. Barrie e de Hessel para a construção do trabalho. Com música ao vivo, o rock n’ roll marca o ritmo da história, que se propõe a questionar o crescimento, a identidade e a cidadania, num contexto de crise econômica.

terça-feira, 26 de março de 2013

G1 Bahia destaca a promoção do espetáculo "A Conferência", do grupo Oco Teatro Laboratório, em homenagem ao aniversário da cidade de Salvador, neste último final de semana de temporada da montagem na sala principal do Teatro Vila Velha. 
Sexta e sábado, às 20h. Domingo, às 19h. 


Quem vem de bicicleta paga meia!



Este é o último final de semana do espetáculo "A Conferência" e o Vila, que já reconhece a bicicleta como meio de transporte nas cidades, faz uma promoção para os usuários deste meio de transporte.

Quem chegar de bike deve mostrar na portaria o seu veículo e pegar um card, que garantirá o desconto no valor da inteira.

29/03 | sex | 20h | R$ 10 e 5 (comemorando o aniversário da cidade)
30/03 | sáb | 20h | R$ 30 e 15
31/03 | dom | 19h | R$ 30 e 15




Convidado do Encontro de Compositores de hoje é capa do Caderno Vida do jornal Correio 24h

Do trabalho como vendedor ambulante a capa do Caderno Vida, do jornal Correio 24h de hoje (26/03), o cantor e compositor Luiz Natureza é um dos convidados especiais do Encontro de Compositores desta terça-feira, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha, às 20h. 
A banda Pirigulino Babilake e Supertom, músico e vocalista da banda Zé de Tonha, também são destaques na programação, juntamente com o time de exímios e talentosos compositores que compõem o núcleo do projeto, como Jarbas Bittencourt, Arnaldo de Almeida, Manuela Rodrigues, Sandra Simões, Ronei Jorge, Dão, Pietro Leal, Thiago Kalu, Carlinhos Cor das Águas e Deco Simões .
Venha e convide os amigos, o Vila aguarda você para uma noite de muita música, muita prosa e diversão. 






segunda-feira, 25 de março de 2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

O Vila curte um mundo mais sustentável, o Vila curte essa idéia.

Neste sábado, 23 de março, às 20h30, o Teatro Vila Velha convida você a apagar as luzes por 60min. A nossa sugestão para a noite é que você compre um bom vinho, convide os amigos, acenda algumas velas e que juntos vocês possam reunir pessoas em prol de um mundo mais sustentável. Um brinde à Hora do Planeta!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Teatro Vila Velha é destaque em edição especial do programa Soterópolis

O diretor teatral Marcio Meirelles conversou com a apresentadora Vânia Dias sobre a Universidade Livre e os novos projetos do teatro para 2013 
Foto: Itacília Lobo


A edição especial do Soterópolis (TVE Bahia/Canal 2) desta quinta-feira, 21/03, é em homenagem ao Dia Mundial do Teatro. Uma das locações do programa foi o Teatro Vila Velha e seus arredores no Passeio Publico do Campo Grande. 
Não perca hoje à note, às 22h. Com reprise no domingo, às 18h. Dá para assistir também on line pelo site do IRDEB

terça-feira, 19 de março de 2013

O SILÊNCIO DE AURISTELA




É MUITO DIFÍCIL FALAR QUANDO ALGUÉM COMO AURISTELA SILENCIOU
O SEU SILÊNCIO AGORA DÓI MAIS DO QUE TUDO
ELA SEMPRE FOI SOM SEMPRE FOI PALAVRA
SEMPRE FOI DISCURSO COMO ATRIZ
ATRIZ POSSESSA
PELA CRIAÇÃO
CADA PERSONAGEM ERA SEU CORPO MENTE VOZ CORAÇÃO ESTÔMAGO
INTEIROS
TODO FIBRA TODO HISTÓRIA
CADA PERSONAGEM UM DISCURSO DE MULHER DE NEGRA
HUMANO HUMANO HUMANO HUMANO COMO SÓ OS HUMANOS PODEM SER
CADA NOVO PAPEL TANTAS PALAVRAS
MAIS QUE ATRIZ - AURISTELA ARTISTA FEZ COMO POUCOS O QUE SÓ MUITO
POUCOS CONSEGUEM FAZER
MARCOU QUEM OUVIU O SEU SOM E SUA FÚRIA PRA SEMPRE
NÓS PUDEMOS PARTICIPAR DISSO
NÓS SEU BANDO SEUS CÚMPLICES SEUS IRMÃOS
PUDEMOS VER OUVIR SENTIR APRENDER A FAZER A RESPEITAR SEUS TEMPOS
SUA VONTADE SUA DEFESA SEU ATAQUE SUA GINGA
PUDEMOS TANTAS VEZES DURANTE TANTO TEMPO CONSTRUIR JUNTOS O
MUNDO QUE A GENTE QUERIA QUE O MUNDO FOSSE
QUE ESSE TEMPO FOI POUCO
MUITO POUCO
AURISTELA NÃO PODIA TER SILENCIADO AINDA
FALAREMOS SEMPRE QUE ELA ESTÁ PRESENTE E ESTARÁ
MAS UMA ATRIZ É UM CORPO FÍSICO
É UM SOM
É UMA VONTADE
É UMA RESPOSTA
É MUITAS QUESTÕES
E ESSAS QUESTÕES É QUE VÃO FICAR
SEU CORPO
SEU SOM
SUA VONTADE
SUAS RESPOSTAS
VÃO FAZER FALTA
NÃO VAMOS CONHECER OS PERSONAGENS
QUE ELA DEIXOU DE FAZER
E FALAMOS SÓ DO VISÍVEL
PORQUE PERDEMOS DEMAIS
NÃO VAMOS FALAR DA PESSOA
DA BASE SEMENTE RAÍZ CONTEÚDO TRONCO GALHOS FOLHAS FLOR E FRUTO
O SUSTENTO DA ATRIZ
ERA MAIOR DO QUE ELA
E SOBRE A PESSOA NÃO VAMOS FALAR

CADA UM DE NÓS IMAGINA UM DEPOIS UM ALÉM UM DEUS COM QUEM E ONDE
ELA ESTARÁ
MAS O FATO É QUE FICAMOS SEM ELA EM CENA
SUA CENA AGORA É OUTRA VASTA IMENSA IMENSURÁVEL IMPENSÁVEL
INDIZÍVEL SEM SOM

NOSSA DOR VAI FICAR MENOR A CADA DIA
NOSSA MEMÓRIA MAIS LEVE
NOSSO DIA A DIA VAI COLOCAR AS COISAS EM SEUS LUGARES
MAS NUNCA MAIS FLÁVIA KARINE CARMEM BERNA ROSA
NUNCA MAIS AURISTELA
ESTRELA DE OURO NUNCA MAIS

Marcio Meirelles, Viseu, 18 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Reprise de homenagem à atriz Auristela Sá neste domingo


O Soterópolis (TVE) desta semana prestou uma homenagem à atriz Auristela Sá, que faleceu na última terça-feira (12), vítima de câncer de pulmão. Integrante do Bando de Teatro Olodum, ela iniciou a carreira artística em 1994 e atuou em peças como Bença, Áfricas, Sonho de uma Noite de Verão, Ó Paí Ó e Cabaré da Raça.

A atriz também participou de produções na televisão e cinema. Um dos mais recentes trabalhos de Auristela Sá foi o longa Jardim das Folhas Sagradas, do cineasta Pola Ribeiro.

Graduada em teatro pela Universidade Federal da Bahia, Auristela quase sempre levava ao palco seu humor ácido. O profissionalismo também foi uma marca da trajetória da atriz, que colaborava ainda como produtora do Bando de Teatro Olodum. A atriz de timbre grave e presença marcante deixará saudades entre colegas e admiradores.

O programa foi ao ar na quinta e será reprisado neste domingo, às 18h. Dá para assistir ao vídeo aqui.

Foto do espetáculo Bença, crédito João Milet Meirelles

quinta-feira, 14 de março de 2013

Rapper Thaíde na Mostra Hip Hop do VIVADANÇA Festival Internacional




O rapper e apresentador paulista Thaíde integra a programação de 2013 do VIVADANÇA Festival Internacional. Ele faz show na Mostra Hip Hop em Movimento, no sábado, 6 de abril, no Teatro Vila Velha. 

O agitado evento, que vai até o domingo como parte da programação do VIVADANÇA, tem batalha de break, feira, bate-papo, oficinas, discotecagem, grafite...

Curta a página do Vivadança no Facebook e saiba primeiro sobre as novidades desta edição. 

Sempre em frente até amanhecer

Marcio Meirelles está em Viseu, cidade de Portugal, para a montagem de um espetáculo inspirado em Peter Pan. A montagem integra o projeto K Cena, um diálogo lusófono entre Brasil, Portugal e Cabo Verde. O projeto celebra o ano de Portugal no Brasil e tem o Teatro Vila Velha, o Teatro Viriato, de Portugal, e a Mindelact – Associação Artística e Cultural de Cabo Verde, como realizadores.


Marcio fala sobre o projeto K Cena

O nome da montagem brasileira, dirigida por João Branco (Cabo Verde) foi "Quarto do Nunca", em Cabo Verde o nome do espetáculo foi "PanDemónio" e teve direção de Graeme Pulleyn (Portugal)  e agora, na última montagem, dirigida por Marcio Meirelles, o nome será "Sempre em frente até amanhecer".

As apresentações acontecem no Teatro Viriatro, em Viseu - Portugal, nos dias 27 e 28/03. Coincidindo com as comemorações do dia internacional do teatro (27/03).

Confira vídeo com imagens do processo:

quarta-feira, 13 de março de 2013

Estreia da festa MP³B faz homenagem à cultura pernambucana


O evento é mensal, integrando o calendário do Teatro Vila Velha, e faz uma homenagem aos estados do Norte-Nordeste, sempre em favor da cultura livre

Carol Andrade
(carolina.andrade@redebahia.com.br)/ Entretrenimento/Música/Ibahia 13/03/2013



O dia 12 de março é uma data importante para os pernambucanos. Isso porque tanto Recife quanto Olinda celebram suas fundações neste mesmo dia. Por aqui, a terça-feira (12) não passou em branco. Pedro Jatobá, o DJ VirguLinux, decidiu realizar a primeira edição da festa MP³B em homenagem ao estado onde foi criado. "Sou baiano, mas passei boa parte da minha vida em Pernambuco", contou o DJ.

O principal foco do evento é promover os artistas que liberam as músicas na internet. Todo o repertório da noite é de músicas disponíveis para download. "A ideia é fazer o público conhecer esses músicos e quem sabe trazer esses artistas de outros estados que não tocam nas rádios e nem passam na televisão para tocar aqui", completou Pedro. 

Outra ideia da festa é promover uma festa com música, gastronomia e outros detalhes culturais, sempre homenageando um estado do norte-nordeste. "A MP³B vai acontecer sempre na segunda terça-feira do mês como um projeto residente aqui do Vila Velha. Nas próximas edições vão acontecer outras noites temáticas. A gente brinca que MP³B tem a ver com Maranhão, Pernambuco e Bahia. E o P 'ao cubo' tem ligação com Pará e Paraíba", explicou Pedro. "São noites temáticas sempre com cultura livre", completou.



Na plateia, poucas pessoas e alguns interessados no modelo da festa. "Não conhecia o trabalho dele. Primeiro achei interessante o fato de ele usar um set com músicas oficialmente disponíveis para download e o nome 'VirguLinux' já me pegou de cara", explicou o também DJ, AnderSon, se referindo ao sistema operacional Linux de software livre.

A gastronomia também faz parte da cultura livre que Pedro tanto falou. Todos os pratos especiais da noite são parte da comida popular e têm receitas livres, disponíveis para ganhar alterações e novas versões. "Se você pedir um dos pratos aqui, vai ganhar a receita pra tentar fazer em casa", disse Pedro.

No palco, microfones ficaram disponíveis para repentistas e cordelistas que quisessem se expressar, cordéis - um dos maiores símbolos da literatura popular e nordestina - estavam expostos em um varal. O próprio DJ, com um chapéu de couro na cabeça e o menu preparado especificamente para a festa foram um convite à cultura pernambucana. 

Mas Pedro garante que deve manter a festa com detalhes de outras culturas. "A gente vai beber de outras fontes além de Pernambuco, como o Maranhão e sua cultura de bois, ou o Pará com o carimbó e a gastronomia rica, o próprio Recôncavo Baiano com a cultura do samba de roda, mas hoje é só Pernambuco por conta dos aniversários de Olinda e Recife", justificou. "Aqui estamos mostrando coisas que muita gente não conhece. A internet é a vitrine de quem não tem vitrine", encerrou.

terça-feira, 12 de março de 2013

Morre a atriz Auristela Sá do Bando de Teatro do Olodum



Auristela Sá em Cabaré da Rrrrraça (2011). Foto de João Milet Meirelles


A atriz Auristela Sá do Bando de Teatro Olodum morreu na madrugada desta terça-feira (12). Auristela passava por tratamento contra um câncer de pulmão no Hospital Jorge Valente e por volta das 4h da manhã a atriz não resistiu.

Segundo a coordenadora do Bando de Teatro Olodum, Chica, é uma perda lastimável. "Ela era uma atriz de grande talento. É uma perda muito grande para todo teatro baiano", disse. Auristela fazia parte do grupo há mais de 20 anos e de acordo com a coordenadora, era fundamental na estrutura organizacional como atriz e produtora do Bando.

Com maior atuação no teatro, a atriz ficou mais conhecida quando participou como 'Carmen' do filme 'O Pai, Ó'. Na trama, a sua personagem era irmã de 'Piscilene', interpretada pela atriz Dira Paes. A produção reuniu um elenco, que teve como protagonistas atores como Lázaro Ramos e Wanger Moura, também originados do Bando. Outro filme que teve grande participação foi 'Jardim das folhas sagradas', do produtor e roteirista baiano Pola Ribeiro.

O sepultamento será realizado às 17h desta terça (12), em Alagoinhas, cidade natal da atriz a pedido dos familiares.

Fonte: Ibahia

Para Auristela


Quero um espelho d'água

Onde possas mirar


O meu rosto em canto, 


Onde vou te guardar!



Na ala do choro


Não vou desfilar


Sou Estrela de Ouro


De Orumilá!



Onde é que deságua essa correnteza?


Onde é que essa vida ainda quer me levar?


Onde é que essa mágoa desata em beleza?


Onde houver samba hoje eu quero é sambar!



Ah, Lagoinha, vou pra lá!


Ah, Lagoinha, vou pra lá!



Letra de Jarbas Bittencourt

segunda-feira, 11 de março de 2013

A conferência reflete a relação do homem com a cidade



A Conferência, espetáculo do diretor Luis Alonso explora com crítica humorada a relação do homem com a cidade em que vive. Ainda que a cidade seja uma obra do ser humano, ela também faz o homem. De acordo com o seu espaço geográfico, língua, cultura, local, etc. o indivíduo se adequa àquele meio e também o transforma.

Desta forma, se você não entende francês ou inglês, talvez desejasse sabe-los falar. O diretor se utiliza de outros idiomas para reforçar seu argumento e a relação do homem com a cidade em que vive ou foge. Da cultura deixada pra trás ou a almejada. Por outro lado, torna-se desnecessário tal conhecimento quando o corpo e entonação dizem tudo.

A peça é repleta de cenas marcantes e ousadia é a sua marca. Objetos cênicos inesperados são desconstruídos e inseridos em outro contexto para trazer uma linguagem lúdica ao discurso. Seu palco foge ao modelo italiano e acaba ficando no meio da plateia, trazendo grande dinamismo à cena. O grande destaque, porém, fica por conta do trabalho vocal impecável. Tons femininos e masculinos conversam entre si e se tornam um coro harmonioso e superafinado. O ponto mais delicado da peça, talvez, seja o seu tempo de duração de 1h e 50 minutos. Onde faz-se necessário um intervalo.

Esta é uma peça com constantes quebras de expectativas e que você nunca pode esperar que termine como você imagina. Sua sincronia e movimentos coreografados mostram o trabalho do elenco feito com afinco. Porém, quando você vier assistir a peça, aconselho a deixar uma melancia bem vermelha gelando em casa. Tenho certeza que quando terminar de assistir desejará apreciar esta deliciosa fruta enquanto reflete sobre o espetáculo.

Texto de Laís Prado, da Universidade Livre de Teatro Vila Velha

Perfil de Jarbas Bittencourt


O cantor, compositor, arranjador, diretor musical, instrumentista e produtor Jarbas Bittencourt ganhou perfil no Jornal Correio de 11/03. A matéria destaca a trajetória do artista, sua infância na Ribeira, a faculdade de química, a participação em corais, os anos de Confraria da Bazófia, a direção musical dos espetáculos do Bando de Teatro Olodum e tantos outros mais e por aí vai.

Aqui no Teatro Vila Velha, Jarbas Bittencourt coordenou o estúdio, articulou a criação e integra o time fixo do Encontro de Compositores, fez a curadoria do projeto Vila do Rock e Vila da Música, é membro do conselho artístico do teatro e sempre dá um apoio criativo e afetivo para a equipe da casa.

É muito possível que a matéria e o post tenham deixado de citar muitos dos projetos e talentos de Jarbas, o cara é multi mesmo!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Lázaro Ramos na revista Raça

A novela das 18h," Lado a Lado", da Rede Globo, termina hoje, e teve como um dos protagonistas o ator Lázaro Ramos, baiano e integrante do Bando de Teatro Olodum. A novela retratou um Brasil pós-monarquia e um povo que já lutava pelos direitos das minorias. O personagem de Lázaro Ramos participou da Revolta da Chibata, defendeu a capoeira, se destacou como profissional, além de sempre pontuar a valorização da cultura negra. 

A revista Raça fez uma entrevista com o ator e destacou importantes momentos da sua carreira. Como eles disseram "uma deliciosa e inteligente entrevista". Aproveitem a leitura.

Resultado da Mostra Casa Aberta 2013


Com mais de 160 inscritos, a Mostra Casa Aberta selecionou 60 trabalhos coreográficos que serão apresentados no Teatro Vila Velha e seu entorno, nos dias 09, 10 e 11 de abril. A comissão formada por Leandro de Oliveira (bailarino e coreógrafo), Ricardo Fagundes (ator, produtor e bailarino) e Mariana Gottschalk (bailarina), além dos coordenadores da Mostra, Janahina Cavalcante e Luiz Antônio Jr, selecionou coreografias que apontam uma mostragem da dança em sua diversidade.

Em sua 6ª edição, a Mostra Casa Aberta reunirá cerca de 500 artistas em palco, entre crianças e adultos, profissionais e amadores, centros de formação e grupos de pesquisa. Confira os trabalhos selecionados e a indicação de dia e local de apresentação, assim como os suplentes que serão solicitados caso ocorram desistências. Assim, é importante que TODOS os selecionados confirmem sua participação até segunda-feira (dia 11/03), enviando um e-mail para o endereço: mostracasaaberta@gmail.com.

Veja mais no site do VIVADANÇA Festival Internacional

Sai o resultado do Prêmio VIVADANÇA


Uma versão contemporânea e bem original da heroína Giselle, protagonista do balé homônimo e mundialmente famoso. A proposta do jovem coreógrafo e dançarino Eberth Vinícius foi a vencedora do 4º Prêmio VIVADANÇA para a criação de um espetáculo baiano inédito. 

O solo XL - Uma releitura queer do ballet Giselle vai discutir questões de gênero e sexualidade no mundo atual. Com a premiação, Eberth, que já vinha realizando performances nas quais recriava a clássica coreografia, vai ter a oportunidade de levar XL para o palco. O espetáculo integrará a programação de 2013 do VIVADANÇA Festival Internacional e realizará seis apresentações no Teatro do Goethe-Institut (ICBA), de 17 a 19 e de 24 a 26 de abril. 

O projeto Cascas, proposto por Isabel Carvalho de Souza e com direção de Carmen Paternostro, ficou como suplente. Este ano, o edital recebeu 18 inscrições, avaliadas pela comissão julgadora composta por Cristina Castro (diretora e curadora do festival), Luiz Antônio Jr. (diretor de produção do festival), Leandro Oliveira (coreógrafo e dançarino) e Joceval Santana (jornalista e critico de dança).

Veja mais no site do VIVADANÇA Festival Internacional

terça-feira, 5 de março de 2013

Tribo Bossambá faz abertura do programa de projetos em residência 2013


O grupo reúne música, teatro e poesia em releituras de canções da Música Popular Brasileira

Em homenagem a artistas que representam a cultura afro-brasileira, o coletivo artístico Tribo Bossambá apresentou, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha, o espetáculo Botequim das Artes Negras. A performance incluiu diversas intervenções poéticas e teatrais, baseadas nas obras da poetisa Elisa Lucinda, do cantor e compositor Jorge Benjor e do escritor José Carlos Limeira. 

Formado por atores e músicos, o coletivo desenvolve um trabalho de resgate e valorização da cultura popular afro-brasileira, com destaque para as diversas vertentes do samba, como o samba de roda, samba funk, samba reggae e os afro sambas.

O trabalho estabelece uma interação entre atores, público e músicos que cria uma atmosfera intimista, muito descontraída e envolvente, calcada numa pesquisa estética bem interessante.

A montagem do grupo foi contemplada no programa de projetos em residência 2013, entre mais de 20 selecionadas para este ano. O Vila recebeu 37 propostas da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Distrito Federal, divididos nas categorias exposição (1), teatro (19), dança (3), música (8) e multilinguagens (6).











segunda-feira, 4 de março de 2013

"Eu vejo muitas coisas no Teatro Vila Velha", revela Taís Araújo; leia entrevista


Em cartaz na cidade com a peça 'Caixa de Areia, os atores Luiz Henrique Nogueira e Taís Araújo bateram um papo com o iBahia

Atila Barros*
(atila.santos@redebahia.com)publicidade

Taís Araújo e Luiz Henrique Nogueira apresentam em Salvador a peça 'Caixa de Areia'

Entrando no clima das comemorações do Mês do Teatro, que será comemorado no dia 27 de março, damos o pontapé inicial à série de matérias especiais do iBahia, em um bate papo com os atores globais Taís Araújo e Luiz Henrique Nogueira, que visitaram a Rede Bahia, na manhã desta sexta-feira. Os artistas falaram sobre o espetáculo 'Caixa de Areia', que está em cartaz em Salvador, a produção teatral moderna, a relação com o teatro baiano e os planos para as carreiras.

Na última quinta-feira (28), Taís estreou na capital baiana o seu novo trabalho nos palcos, com direção de Jô Bilac e do baiano de Cruz das Almas, Sandro Pomponet. A peça 'Caixa de Areia' pode ser conferida até sábado (02), às 22h, no Teatro Jorge Amado. 

De volta ao teatro
Em seu último trabalho a morena viveu a empreguete 'Penha', da novela Cheias de Charmes. Com novo visual, ela explicou os motivos que a levaram a montar peça. “Eu estava com planos de fazer teatro antes de começar a novela, queria uma peça que fosse de processo, que pudesse trabalhar muito com os ensaios, pesquisas... E aí o Jô Bilac veio com a proposta de fazer a construção da montagem de acordo com o que acontecesse nos ensaios”, contou Taís Araújo.

"Tenho vontade de fazer dois textos de Shakespeare: Megera Domada e Antony e Cleópatra", conta Taís Araújo


"(Em Caixa de Areia) nós fazemos os pais da Ana, que é a protagonista, e a peça reavalia tudo que aconteceu na vida dela. No meio dessa análise ela traz da memória dela os pais de quando ela era pequena, a partir daí ela passa a olhar a relação dela com eles", explicou Taís, sobre a abordagem do espetáculo.

Taís Araújo no espetáculo 'Caixa de Areia'

Teatro x Cultura Digital

Durante a entrevista ao iBahia, os artistas avaliaram a produção teatral do Brasil - que para muitos atores e diretores vem reduzindo cada vez mais no país o número de montagens. "Já foi muito melhor", concordou Taís, que deixou o amigo Luiz Henrique, que saiu do teatro para TV, falar mais sobre o assunto.

"O teatro é impossível de ser virtual, de alguma maneira o teatro da vida moderna vai precisar se reinventar", diz Luiz Henrique

"Na realidade já tivemos mais espetáculos em cartaz. Eu estou trazendo a experiência como ator carioca, a gente perdeu muitas salas de espetáculos, diminuímos muito os números de dias de uma temporada. O teatro está cada vez mais restrito a um número de pessoas interessadas, ao mesmo tempo estamos vivendo uma época onde tudo está virtual. O livro é virtual, CD virtual. O teatro é impossível ser virtual, de alguma maneira o teatro da vida moderna vai precisar se reinventar. Não acho que a produção brasileira aumentou, nós temos um aumento no número de textos escritos por dramaturgos brasileiro", destacou o ator.

Luiz Henrique analisou a nova realidade do teatro
em tempos de cultura digital

Shakespeare na mira 

Taís, que viveu a primeira protagonista negra da história da teledramaturgia brasileira com a personagem 'Preta' (Da Cor do Pecado), também falou sobre os desafios que ainda pretende alcançar na premiada carreira profissional. 

"Ainda têm dois textos de Shakespeare que eu tenho vontade de fazer, que é 'Megera Domada' e 'Antony e Cleópatra', ainda não fiz talvez por falta de coragem, por ser um texto de Shakespeare, ainda tenho que trabalhar muito no teatro para poder fazer, mas eu ainda vou realizar estes objetivos", revelou a mãe do pequeno João Vicente.

Teledramaturgia
Já o seu parceiro de teatro ponderou sobre a liberdade de escolha do ator de novelas. "Em televisão não tem muito como a gente almejar personagens. Existem milhões de personagens que a gente tem vontade de fazer, até porque como vamos mudando de idade, sempre queremos fazer personagens diferentes", disse Luiz.

No papo eles mostraram que estão atentos ao que anda rolando na produção teatral baiana. “Em Salvador, eu só fui uma vez ao teatro onde assisti no Jorge Amado a peça ‘Vixe Maria! Deus e o Diabo na Bahia’, mas eu sempre vejo as produções da Bahia. Existem muitos grupos importantes daqui que vão para o Rio e eu sempre vou prestigiar”, disse Nogueira.

"Eu vejo muitas coisas que estão em cartaz no Teatro Vila Velha", revelou Taís, que acompanha o Bando de Teatro Olodum

"Eu vejo muitas coisas que estão em cartaz no Teatro Vila Velha. Como é o local onde o Bando (de Teatro Olodum) reside, então é um lugar que eu frequento muito aqui", disse Taís. Já que no mês de março temos a comemoração do mundial do teatro, os atores não deixaram de fazer os seus pedidos. "Que as pessoas frequentem mais o teatro", disse Taís. 

Já Luiz fez um pedido especial aos deuses das artes cênicas. "Eu peço que os deuses do teatro sempre me deem papéis para interpretar e que as pessoas sempre frequentem o teatro".

Turnê pelo Brasil
Após a curta temporada em Salvador, o espetáculo 'Caixa de Areia' segue em turnê para o Rio de Janeiro, onde ficam entre os meses de março e abril. No segundo semestre, será a vez de São Paulo receber a dupla.

*Colaborou o repórter Eliomar Santos.


Botequim das artes negras é hoje!


O Coletivo Artístico Tribo Bossambá lança hoje o show músico-teatral Botequim das Artes Negras, às 20h, no Cabaré dos Novos. Iniciando a programação dos selecionados para o programa de Projetos em Residência de 2013 do Teatro Vila Velha, a montagem resgata e valoriza personagens da cultura artística afro-brasileira, contando com seis músicos no palco e cinco atores interagindo com a plateia, através de performances cênicas, conduzidas pela trilha sonora da banda.

Canções, poesias, poemas e obras literárias de autores negros, renomados e anônimos, compõem o objeto de pesquisa do grupo. A escritora e cantora Elisa Lucinda, o escritor José Carlos Limeira e o cantor e compositor Jorge Benjor são algumas das personalidades negras celebradas no show da Tribo Bossambá.

A Tribo Bossambá, que propõe um convite ao samba com o seu nome, mesclando a Bossa Nova com quatro modalidades do samba - samba de roda, samba funk, afro-samba e samba reggae - é composta por Romero Mateus (vocalista), Welington Grojão (Guitarra/Violão), Tiago Calixto (Baixo), Fabrício Silva (Bateria) e Emillie Lapa junto com Eden Gordo nas percussões. No eixo cênico da performance estão os atores, Adriele Machado, Alana Ferreira, Heder Novaes, Marli Souza e Shirlei Sanjeva.