quarta-feira, 24 de maio de 2017

Monólogo “Se Deus Fosse Preto” encerra programação das Terças Pretas no Teatro Vila Velha

Espetáculo é o primeiro solo de Sérgio Laurentino, ator do Bando de Teatro Olodum



No dia 30 de maio, às 19h, o espetáculo “Se Deus Fosse Preto” comemora os 40 anos do ator Sérgio Laurentino e encerra a quarta edição das “Terças Pretas”, projeto realizado pelo Bando de Teatro Olodum em parceria com o Teatro Vila Velha.
  
Como seria se o deus cristão, ocidental, cultuado pela maior parte das religiões, desaparecesse? No lugar dele, um deus negro, com outros valores, outra doutrina e outro templo. O espetáculo "Se Deus Fosse Preto - O Legado de LHOID" percorre inúmeras reflexões sobre a vida, a fé, a humanidade e culmina nessa situação hipotética.

O espetáculo tem como personagem central Lhutam Omí Imbó do Dendê -LHOID, homem negro preso injustamente pelo assassinato de sua filha e de sua esposa. Durante o tempo no cárcere, ele escreve textos que, após a sua morte, se revelarão como base para a criação de um novo paradigma mundial. Em pouco tempo, as ideias de LHOID ganham repercussão absurda e tornam-se a nova religião universal. Com elementos de ficção científica, o texto faz um percurso até os anos 3.000, revelando surpresas de um mundo que viu a queda das religiões vigentes e o surgimento de um novo messias.

Sergio Laurentino integra o Bando de Teatro Olodum desde 2000 e já atuou em espetáculos como "Bença", "Áfricas", "Cabaré da Rrrraça", "Dô" e "Jango: Uma Tragedya" Erê. Em maio de 2015, deu vida ao personagem Paulo Sultão na minisérie "O Caçador", seu segundo trabalho na Rede Globo, após a série "Ó  Paí Ó!". No cinema, atuou no filme "Besouro, de João Daniel Tikhomiroff, e "Jardim das Folhas Sagradas", de Pola Ribeiro, além do longa "Tropikaos", do diretor Daniel Lisboa, e Tungstênio, do diretor Heitor Dhalia que será lançado em breve.

Serviço:

Se Deus Fosse Preto - Monólogo de Sergio Laurentino
30 de maio | terça | 19h
R$ 20 (inteira) e 10 (meia)
Local: Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro, s/n, Passeio Público, Campo Grande, Salvador-BA - contato: 30834600 / www.teatrovilavelha.com.br

terça-feira, 23 de maio de 2017

Os Argonautas apresentam leitura da peça "Em Família", de Vianinha




Texto de Vianinha, criador da série “A Grande Família”, será dirigido por Marcelo Flores

O palco do Teatro Vila Velha recebe na próxima segunda-feira, 29 de maio, às 19h30, a leitura encenada do texto “Em Família”, de Oduvaldo Vianna Filho, mais conhecido como Vianinha, realizada pela Companhia de Teatro Os Argonautas. A leitura, dirigida por Marcelo Flores, integra a sexta edição do projeto Clube da Cena, espaço de pesquisa e laboratório teatral mantido pela companhia.

Em 2016, Vianinha completaria oitenta anos. Não fosse por sua morte precoce aos 38 anos, Oduvaldo Vianna Filho certamente seria hoje uma unanimidade, consagrado para o grande público que o conhece mais como o criador da série A Grande Família, um dos maiores sucessos da TV brasileira em todos os tempos. Sua obra compõe um painel humanista, carregado de tintas poéticas e políticas, com buscas de renovação estética formal, refinamento e humor. Sua obra é um misto de denúncia social e dissecação do mundo íntimo dos indivíduos nos embates da relações amorosas, familiares e profissionais, em meio à sociedade de consumo e de um sistema econômico opressor e desumano.

"Em Família" foi escrita em 1971 e apresenta o casal de idosos (Dona Lu e Seu Sousa) que são despejados da casa onde moravam por não ter condições financeiras para mantê-la. Dessa forma, Vianinha expõe o problema do sistema previdenciário, e ao mesmo tempo denuncia as dificuldades de se viver em uma sociedade onde o trabalho é imprescindível, marginalizando os idosos. Após um encontro com atriz Eva Todor e uma conversa sobre o problema da velhice, Vianinha escreve uma primeira versão do texto em cinco dias, a fim de cumprir o prazo da Comissão de Teatro para que o patrocínio fosse concedido. Foi Sérgio Britto quem havia pedido a Vianinha para que ele realizasse uma adaptação para TV do roteiro do filme "Make way for tomorrow", sucesso dos anos 30.

Do roteiro, foram retirados apenas os elementos para construir uma história original sobre os pais idosos cujos filhos não têm como prover a moradia e a sobrevivência. O texto teve montagens antológicas dirigidas por Sérgio Britto (com Eva Todor e André Villon ), Antunes Filho (com Paulo Autran e Carmen Silva) e a mais recente por Aderbal Freire Filho rebatizada de "Vianinha conta o último embate do homem comum”.
A idéia de levar o texto à cena partiu de Harildo Deda, que encabeça o elenco da leitura encenada ao lado de Neyde Moura, como o casal de idosos que ficam repentinamente sem moradia, cujos filhos são vividos por Carlos Betão, Alethea Novaes , Celso Jr e Andréa Elia. Fernando Neves, Márcia Andrade, Socorro de Maria, Valéria Fonseca e George Vladimir interpretam os amigos, vizinhos e outros membros desta família brasileira típica, em sua luta cotidiana na conjuntura sócio-polítco-econômica do Brasil nos anos 70.

Serviço:

Leitura encenada da peça "Em Família", de Vianinha
29 de maio, segunda-feira. 19h30
Pague quanto quiser
Teatro Vila Velha


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Arte em Língua Portuguesa: Projeto de teatro lusófono apresenta espetáculo "A Besta" em Salvador

Foto Luma Flôres

Promovendo o intercâmbio entre Brasil, Portugal e Cabo Verde, projeto K Cena realiza espetáculo de diretor britânico radicado em Portugal com jovens atores baianos.

Entre os dias 25 de maio e 4 de junho, no Teatro Vila Velha, o público soteropolitano vai poder conhecer o resultado da quarta edição no Brasil do projeto K Cena, que promove o intercâmbio artístico entre Brasil, Portugal e Cabo Verde.  O espetáculo "A Besta" surge da residência artística de Graeme Pulleyn, diretor britânico radicado em Portugal, com integrantes da universidade LIVRE do teatro vila velha, programa de formação de atores do Vila, e permanece em cartaz de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h.

Criada a partir de três importantes autores da dramaturgia mundial, o espetáculo é uma espécie de coquetel de anarquia, ironia, surrealismo e provocação, segundo o diretor Graeme Pulleyn. "O Rinoceronte", obra mais conhecida do romeno Eugène Ionesco, ícone do Teatro do Absurdo, narra a história de uma vila que tem os seus habitantes transformados aos poucos em rinocerontes, com única exceção do protagonista, Bérenger, que consegue resistir à espécie de peste. "Ubu Rei", do autor francês "Alfred Jarry", busca inspiração em Macbeth, clássico de William Shakespeare, para narrar a grotesca história de Ubu, personagem que junto a sua esposa usurpa a coroa do país e conduz um governo bárbaro, violento e repressor. Já "O Teatro e a Peste", do dramaturgo francês Antonin Artaud, trecho da obra "O Teatro e seu Duplo", discute os efeitos da peste na sociedade e propõe um teatro que, assim como a peste, crie possibilidades de novas formas de estar na vida.

"Todos são textos escritos ou estreados em França entre finais do século XIX e meados do século XX. Cada texto, à sua maneira, marca um momento revolucionário na estética teatral mundial. Jarry rebenta com todas as convenções, Artaud lidera o movimento surrealista e Ionesco acaba por ser um dos principais porta-vozes do Teatro do Absurdo", explica o diretor, que tem trabalhado com o elenco desde o último mês de abril.

Teatro e Língua Portuguesa

A língua portuguesa é falada por 255 milhões de pessoas, espalhadas por nove países que a possuem como idioma oficial, além de diversas outras regiões do globo. Entre as iniciativas que promovem o intercâmbio entre países da lusofonia - como é chamado o universo composto de quem fala português - destaca-se o K Cena, iniciativa do Teatro Viriato (Viseu) que promove criações artísticas entre Portugal, Brasil e Cabo Verde, tendo como parceiros o Teatro Vila Velha, em Salvador, e o Instituto Camões/Centro Cultural Português – Pólo do Mindelo, de Mindelo, Cabo Verde.

O K Cena foi criado para investir na formação de jovens atores lusófonos e tem promovido a criação artística de diversos espetáculos, sempre a partir do trânsito de diretores lusófonos pelos três países. Apenas no Teatro Vila Velha foram criados "Quarto do Nunca" (dirigido pelo caboverdiano João Branco em 2013), "DQ2014" (dirigido por Graeme Pulleyn em 2014) e "DO-EU" (dirigido por João Branco em 2015). Nesse mesmo período, os diretores Marcio Meirelles e Chica Carelli, artistas do Teatro Vila Velha, também montaram espetáculos em Cabo Verde e Portugal.

Esta nova edição do K Cena teve início em agosto de 2016, quando Graeme Pulleyn trabalhou durante uma semana com os atores da universidade LIVRE. "Foi o pontapé de saída para esta nova montagem do projeto", conta Pulleyn, que lembra que, em 2017, já foram montadas as peças "Somos Todos Ubu", dirigida pela BRASILEIRA Chica Carelli em Cabo Verde, e "Ubulândia", dirigida pelos caboverdianos Paulo Miranda e João Branco, em Portugal.

A montagem dialoga com o turbulento tempo de hoje, tomado por novas crises políticas e sociais a cada novo dia, em todo o mundo, e faz o público lembrar o caráter cíclico da história. "Cabe a nós enfrentar as bestas deste mundo e viver as crises das pestes dos nossos tempos como aquilo que são: uma oportunidade para reinventar, rejeitando a podridão e acreditando que algo melhor pode nascer no seu lugar", propõe o diretor Graeme Pulleyn.

“Esses textos são muito próprios para este momento que estamos vivendo no mundo, mas especialmente no Brasil”, diz Marcio Meirelles, coordenador da universidade LIVRE. “Eu estava decidido a montar Ubu no segundo semestre, mas, como Chica e Graeme sugeriram que fosse o texto trabalhado neste ano pelo K Cena, abri mão, achei pertinente”, comenta.

A cenografia da montagem é concebida por Erick Saboya, que desde 2016, a partir da peça "Romeu & Julieta", dirigida por Marcio Meirelles, é um dos colaboradores da universidade LIVRE do teatro vila velha. "Um não lugar contraposto com um ex lugar é o mote espacial para o cenário de A Besta. O espaço cênico vai remeter a um banquete abandonado em um salão nobre que ruiu com o Velho Mundo. Raspas e restos sobre um monólito enferrujado serão palco da tentativa de manter os padrões que nos trouxeram até aqui, porém que a peste consumiu e são agora a única esperança de uma nova realidade", conta Saboya.
O Teatro Vila Velha é gerido pela Sol Movimento da Cena e, para sua manutenção, conta com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através do Fundo de Cultura.

Serviço:

"A Besta" | Projeto K Cena 2017
25 de maio a 4 de junho 
quinta a sábado (20h) e domingos (19h)
Teatro Vila Velha
Ingressos: 
R$ 20 e 10 (às quintas-feiras)
R$30 e 15 (sexta a domingo)
Vendas pelo site www.teatrovilavelha.com.br ou na bilheteria do teatro

terça-feira, 16 de maio de 2017

Bando de Teatro Olodum realiza projeto Terças Pretas em maio

A quarta edição do projeto celebra a cultura negra com música, teatro e dança no Teatro Vila Velha

Nos dias 16, 17, 23 e 30 de maio acontece a quarta edição das “Terças Pretas”, projeto realizado pelo Bando de Teatro Olodum em parceria com o Teatro Vila Velha que reúne trabalhos de coletivos e artistas negros ou que reflitam sobre a identidade negra.  Esta edição do projeto conta com show da cantora Cris Pereira (Brasília), que apresenta o álbum inédito “Folião da Raça”, no dia 16/05 (19h) e 17/05 (20h); o solo de dança “Entre Linhas”, da coreógrafa Jaqueline Elesbão, no dia 23/05 (19h); e o espetáculo “Se Deus Fosse Preto”, monólogo do ator Sérgio Laurentino com direção de Jean Pedro, no dia 30/05 (19h).

Realizado de forma independente, o projeto surgiu como uma das ações de celebração dos 25 anos do Bando de Teatro Olodum, em 2015, e a partir da necessidade de um espaço para produções alternativas, locais e nacionais, que unisse diversas linguagens artísticas. “É também importante para o Bando não apenas estar em cena, mas trazer outros artistas e coletivos  e  ter os atores do grupo cada vez mais produzindo, escrevendo e dirigindo”, conta a atriz Valdinéia Soriano.

Nos dias 16 e 17/05 (terça, 19h, e, excepcionalmente, na quarta-feira, 20h), a cantora brasiliense Cris Pereira apresenta a turnê do seu álbum de estreia, “Folião de Raça”. Acompanhada dos músicos Lucas de Campos (violão e direção musical), José Cabrera (piano), Rodrigo Salgado (baixo) e Leander Motta (bateria e percussão geral), Cris mostra ao público um repertório que enlaça clássicos do samba e do samba-canção a elementos do jazz e da música afro-brasileira. Além das músicas do disco, a artista interpreta temas de Baden Powell, Paulo César Pinheiro, Candeia e Dorival Caymmi, entre outros. As apresentações contam a participação especial da cantora e compositora Juliana Ribeiro.

No dia 23/05 (terça, 19h), o solo “Entre Linhas”, interpretado por Jaqueline Elesbão, discute como temática central a violência contra a mulher. Ao longo do espetáculo, a coreógrafa expõe a violência de ordem psicológica, emocional e sexual,  denuncia o processo cultural de silenciamento do discurso feminino e inverte os papéis de vítima e algoz. O intenso e simbiótico trabalho de corpo alia-se a diversos elementos cênicos para compor uma partitura dramatúrgica com uma maior riqueza de detalhes e referências históricas (a máscara de flandres, usada pela lendária escrava Anastácia nas sessões de tortura pelo seu senhor; o sutiã, utensílio simbólico da liberdade feminina na década de 60; e o salto alto, símbolo de poder e independência da mulher na contemporaneidade, são alguns exemplos).

Marcando os 40 anos do ator Sergio Laurentino, o espetáculo “Se Deus Fosse Preto” em única apresentação no dia 30/05 (terça, 19h), percorre inúmeras reflexões sobre a vida, a fé, a humanidade. Com texto e atuação de Sergio Laurentino, que encena seu primeiro monólogo, a peça marca também a estreia do ator Jean Pedro como diretor.  O espetáculo tem como personagem central Lhutam Omí Imbó do Dendê -LHOID, homem negro preso injustamente pelo assassinato de sua filha e de sua esposa. Durante o tempo no cárcere, ele escreve textos que, após a sua morte, se revelarão como base para a criação de um novo paradigma mundial. Em pouco tempo, as ideias de LHOID ganham repercussão absurda e tornam-se a nova religião universal. Com elementos de ficção científica, o texto faz um percurso até os anos 3.000, revelando surpresas de um mundo que viu a queda das religiões vigentes e o surgimento de um novo messias.

PROGRAMAÇÃO - Terças Pretas - maio 2017

Cris Pereira - Turnê do álbum “Folião de Raça”
16 de maio | terça | 19h
17 de maio | quarta | 20h
R$ 20 (inteira) e 10 (meia)

Entre Linhas - Solo de Jaqueline Elesbão
23 de maio | terça | 19h
R$ 20 (inteira) e 10 (meia)

Se Deus Fosse Preto - Monólogo de Sergio Laurentino
30 de maio | terça | 19h
R$ 20 (inteira) e 10 (meia)

Local: Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro, s/n, Passeio Público, Campo Grande, Salvador-BA - contato: 30834600 / www.teatrovilavelha.com.br

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Teatro Vila Velha realiza Brechó aberto ao público

Em segunda edição o Brechó do Vila reúne livros, roupas, acessórios e discos
No dia 20 de maio, sábado, acontece a segunda edição do Brechó do Vila no Cabaré dos Novos, evento aberto ao público das 16h às 20h. O bazar reúne uma série de produtos - entre livros, roupas, acessórios e discos - além de ceia baiana, bolos, empanadas e cuscuz. O evento conta com show ao vivo com participação de integrantes da universidade LIVRE e convidados e microfone aberto.

O valor arrecadado no Brechó será destinado à manutenção do equipamento técnico do Teatro Vila Velha. Em novembro de 2016, a primeira edição arrecadou cerca de 2 mil reais destinados a melhorias no equipamento de som e pequenos reparos no Teatro. “A primeira edição foi excelente, recebemos muitas doações de artistas e amigos do Vila que se mobilizaram para essa ação que resgata a ideia do mutirão e também da festa, representando essa força coletiva e ao mesmo tempo de confraternização”, comenta a atriz e diretora Chica Carelli, organizadora do Brechó.

Quem quiser pode entregar as doações na portaria do Vila Velha até o dia 18/05, das 8 às 18h ou entrar em contato com o Teatro através do e-mail comunicacao@teatrovilavelha.com.br ou do telefone 3083-4619.

Brechó do Vila
20 de maio, sábado, das 16h às 20h
Cabaré dos Novos - Teatro Vila Velha
Aberto ao público