terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Exposição JANGO: UMA TRAGÉDYA ocupa o Teatro Vila Velha

Fotos do espetáculo de mesmo nome, vídeos, imagens, textos e uma instalação formada por lambe-lambes tomarão o foyer, corredores e paredes do histórico espaço cultural baiano  

Foto: Thamires Tavares 

Divididas em painéis plotados nas paredes do teatro, que contam a história de dois personagens emblemáticos da história e cultura brasileiras – e até mesmo internacional – a Exposição JANGO: UMA TRAGÉDYA apresenta cartas escritas pelo cineasta baiano Glauber Rocha (1939 – 1981), imagens de figuras históricas citadas na única peça escrita pelo artista, como Carmem Miranda, Miguel Arraes, Elizabeth Taylor e Leonel Brizola; assim como situações políticas dos governos do ex-presidente João Goulart (1918 – 1976) e uma linha do tempo sobre esses acontecimentos históricos, que destaca, inclusive, o Golpe que instalou a Ditadura Militar no Brasil.
Num processo de criação conjunta, a produção, execução e montagem da exposição é do Núcleo Vila de Taipa, formado pelo diretor teatral Márcio Meirelles, o cenógrafo Erick Saboya e os assistentes de cenografia Camila Castro, Lia Nascimento e Renato Lessa.

“Será uma experiência enriquecedora para todos que forem assistir ao espetáculo, pois terão um conhecimento ainda mais amplo sobre todo processo de criação do espetáculo e desse projeto. Poderão entender melhor as personagens que são inseridas na trama, que mistura figuras históricas da época de Jango com personagens fictícias criadas para enriquecer a dramaturgia. Dessa forma, é possível situar-se com mais clareza sobre os acontecimentos que influenciaram Glauber Rocha desenvolver a peça”, explica Erick Saboya.  

Exposição JANGO: UMA TRAGÉDYA
Local: Teatro Vila Velha - Passeio Público, S/N, Campo Grande - Salvador - BA
Data: de 20/12 a 28/01/2018
Classificação: Livre
Entrada franca
Informações: (71) 3083-4600

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Marcio Meirelles estreia “JANGO: UMA TRAGEDYA” – única peça teatral de Glauber Rocha – no Teatro Vila Velha

O texto revive o ex-presidente João Goulart, exilado após o Golpe Militar, e instala na cena um debate contemporâneo sobre o cenário político atual, no mesmo palco em que o Estado brasileiro pediu desculpas e indenizou a família de Glauber pela censura e perseguição criminosa ao cineasta baiano, em 2010 

Foto Bruna Castelo Branco

Tropicalista, carnavalesca, irônica, mágica e polifônica, a montagem de Marcio Meirelles é um épico musical, em que a coreografia de Cristina Castro e a trilha sonora original e identidade visual do Tropical Selvagem (Ronei Jorge/João Meirelles e Lia Cunha/Iansã Negrão) se juntam para criar um painel de encontros, trânsitos, memórias e entraves ideológicos do projeto político de João Goulart, conforme escrito por Glauber Rocha. As ideias de Jango, no texto (escrito em 1976) confundem-se com o pensamento do próprio cineasta, que o conheceu em 1972, durante o exílio, e com quem compartilhava uma admiração recíproca. “JANGO: UMA TRAGEDYA” reflete a história, mas segue o fluxo dos movimentos e diversas questões do agora. O encenador Marcio Meirelles vê no espetáculo um diálogo ainda muito contundente. De quinta a sábado, às 20h. Domingo, 19h. No Teatro Vila Velha. Até 28/01.

Com um elenco formado por jovens atores da “universidade LIVRE de teatro vila velha” - completamente atuante nas diversas etapas e áreas de construção desse trabalho – o espetáculo se fortalece com as participações especiais dos veteranos Celso Jr. (ator com mais de 30 anos de carreira), Sergio Laurentino (Bando de Teatro Olodum), de atores formados na LIVRE: Vado Souza e Yan Britto (intérprete de Jango) e do Balé Jovem de Salvador (companhia e programa de formação em dança criado pelo bailarino e coreógrafo Matias Santiago). Além de Jadsa Castro e Caio Terra como músicos da banda ao vivo.

Jango teve o mandato cassado pelo golpe que estabeleceu a ditadura civil/militar no Brasil por duas décadas, por ter proposto reformas que beneficiavam o povo e a economia brasileiros e ameaçavam e contrariavam interesses das elites nacionais e internacionais. Permaneceu exilado até a morte, que é encenada premonitoriamente pela peça escrita menos de um mês antes.

“A morte de Jango foi um golpe muito forte para o Glauber. Quando voltou do exílio, Glauber tinha um projeto político, estético para o Brasil, e o Jango estava nesse devir político, estético de um novo país”, recorda a cineasta Paula Gaitán, viúva do artista.

A primeira montagem da peça é do diretor Luiz Carlos Maciel, no Rio de Janeiro, em 1996.  Na peça, João Goulart encontra-se com grandes personagens dos campos político, artístico, econômico e intelectual, dos anos 1960 e 1970, colocando em questão o poder em suas diferentes manifestações. No entanto, é sobre o Brasil que Glauber Rocha fala. Diversos olhares sobre o país são confrontados a partir de encontros com personagens como Carmem Miranda, Miguel Arraes, Leonel Brizola e Francisco Julião. Marcio Meirelles conseguiu a autorização da saudosa Dona Lúcia, mãe de Glauber, em 2007.

“O que explode em Jango é uma visão poética, histórica, trágica, totalizante, antropofágica, dilacerada, e, paradoxalmente, esperançosa sobre este pedaço da América que Caetano definiu com belas palavras: Ilha Brasil pairando eternamente a meio milímetro do chão real da América.”, sintetiza o jornalista Geneton Moraes Neto (1926-2016). 

Inaugurado quatro meses após o Golpe Militar, em 1964, o Teatro Vila Velha estabelece com essa montagem tanto uma relação histórica quanto de alto valor simbólico: o espaço se tornou um lugar de reação ao regime totalitário da época, onde abrigaram-se artistas, intelectuais, movimentos sociais e estudantes. E justamente por esse motivo sediou o julgamento da anistia política de Glauber Rocha, em 2010, momento em que o Estado brasileiro pediu desculpas e indenizou a família pela censura e perseguição criminosa ao artista.

JANGO: UMA TRAGÉDYA tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Espetáculo JANGO: UMA TRAGÉDYA
Local: Local: Teatro Vila Velha - Passeio Público, S/N, Campo Grande - Salvador - BA
Datas: 04, 05, 06, 07, 11, 12, 13, 14, 18, 19, 20, 21, 25, 26, 27, 28/01 (quinta a domingo)
Horário: 20h (quinta a sábado) e 19h (domingo)
Duração: 1h10
Gênero: musical
Classificação indicativa: 14 anos
À venda na bilheteria e no site www.teatrovilavelha.com.br
Informações: (71) 3083-4600


terça-feira, 28 de novembro de 2017

OFICINAS VILA VERÃO




OFICINAS VILA VERÃO

Já estão abertas as inscrições das oficinas de verão 2018 do Teatro Vila Velha.  Os participantes que se anteciparem podem aproveitar os preços promocionais pelo site www.sympla.com.br/oficinasvilaverao

De 06 a 28 de janeiro, para quem quer experimentar teatro, dança, canto, aquarela, circo e, até mesmo, bordado, e para aqueles que querem aprofundar sua experiência artística, as Oficinas Vila Verão 2018 vão esquentar a programação de Salvador.

Além de uma programação variada e profissionais experientes à frente, a maioria das oficinas são concluídas no dia 28 de janeiro no palco, permitindo ao aluno experimentar a comunicação  com o público, apresentando o resultado da sua criação  sob as luzes dos refletores do Teatro Vila Velha.https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif
A coordenação é de Chica Carelli, coordenadora da universidade LIVRE do teatro vila velha, Ella Nascimento, atriz do Bando de Teatro Olodum e Lia Nascimento - integrante da LIVRE. 

OFICINAS VILA VERÃO 2018

OFICINAS PARA CRIANÇAS

-Teatro, Câmera, Ação!
Terças e quintas das 09h às 11h.
Para crianças de 05 a 10 anos.

Explora possibilidades compositivas a partir da improvisação como meio de investigação entre câmera e palco. A ideia é criar um espaço para a criança aprender e produzir, de maneira brincante, pequenos esquetes artísticos tendo como fio condutor o uso inventivo das tecnologias digitais. Neste encontro criativo serão disponibilizados adereços, figurinos e pequenos textos a fim de incentivar a imaginação de cada participante na criação de performances cênicas que serão filmadas e apresentadas.  
 
Com Débora Landim
É artista, educadora Graduada e Mestre em Teatro pela Universidade Federal da Bahia, Psicopedagoga e Encenadora. Possui experiência nas áreas de cinema e educação. Fundadora e coordenadora da Companhia dos Novos Novos, grupo artístico infanto-juvenil que nasceu no Teatro Vila Velha em 2001. Coordenadora do Centro de Pesquisa Moinhos Giros de Arte.

- Teatro para iniciantes
Segundas e quartas das 14h às 16 h.
Para crianças de 11 a 13 anos.

A oficina busca aprimorar e/ou desenvolver habilidades criativas através de jogos e exercícios teatrais e corporais, respeitando as especificidades e níveis de aprendizagem de cada um(a). Nesse processo serão trabalhadas as disposições para interpretação, escuta grupal, percepção do espaço da cena, relação ator-público, construção de personagem e projeção e articulação da fala. Tudo em total acordo com tempos de cada uma (um); idade, desenvolvimento e demais características idiossincráticas. Um espaço de grandes trocas, diversão e arte.  

Com Ella Nascimento
Pedagoga (UFBA-FACED), atriz do Bando de Teatro Olodum, integrou o elenco de 11 espetáculos, entre eles: “Cabaré da Rrrraça” (de Márcio Meirelles e Chica Carelli), “Ó Paí Ó” (de Márcio Meirelles), e "Dô" espetáculo dirigido pelo dançarino de Butô, Tadashi Endo. No cinema e na televisão teve várias participações como o quadro do Fantástico "O Curioso", de Lázaro Ramos e “Quincas Berro D’água”, de Sergio Machado.

- Canto para crianças
Segundas e quartas das 16:30h às 17:30.
Para crianças de 06 a 11 anos.

Com Marcelo Jardim
É formado em Canto pela UFBA, professor de voz dos grupos Bando de Teatro Olodum e Vilavox, integra o coro do Teatro Castro Alves.

- Brincando de Circo
Terças e quintas das 15h às 16h
Para crianças de 04 a 10 anos

Curso de férias, onde as crianças têm a oportunidade de experimentar ludicamente as peripécias acrobáticas do mundo do circo. Nas aulas, acrobacias, malabarismo, equilibrismo serão apresentadas para a criançada. Flexibilidade, confiança, força, agilidade, coordenação motora e superação, além de estimular a criatividade e a sensibilidade da criança por ser uma atividade de expressão artística.

Com Luana Serrat
É graduada em Artes Cênicas pela UFBA e tem Formação Profissional em artes do Circo. Luana cresceu no circo apresentando-se no picadeiro desde criança. Seus pais, Anselmo Serrat e Veronica Tamaoki fundaram a Escola Picolino. Já participou de turnês importantes pela Europa e Brasil. Em 2007 junto a outras 4 artistas funda a FULANAS CIA DE CIRCO.

- Hip Hop kids
Sábados das 14:30h às 16h
Para crianças a partir de 08 anos

A oficina pretende trabalhar com a turma as especificidades de dois estilos base de Dança urbana: o Hip Hop e Popping. O Hip Hop (1980) e o Popping (1970) surgiram nos Estados Unidos, sendo que o Hip Hop fundamenta-se em improvisos em cima da música e o Popping em contrações musculares e controle corporal.

Com Emerson Santana
Conhecido como "CREU SD" iniciou nas Danças Urbanas em 2005, onde é considerado pioneiro dos estilos de POPPING e HIP HOP DANCE em Salvador, além de fundador e coreógrafo do grupo INRITMO. Com diversos títulos e conquistas ao longo de sua carreira em competições de dança, fez diversos trabalhos como: Trident, Red Bull, Festival De Verão, Skol, Projeto Tamar, e artistas como Claudia Leitte.

-Música Brincante: musicalização infantil
Sábados das 10h às 12h
Para crianças de 05 a 10 anos

Como oficina, a musicalização infantil busca despertar e aprimorar nas crianças ritmos, sons e cantigas do universo infantil com jogos e brincadeiras. Esta oficina terá como resultado, uma pequena apresentação dos alunos mostrando um pouco do que foi desenvolvido ao longo dos encontros.

Com Cell Dantas
Bacharel em Artes pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Licenciando em Letras Vernáculas também pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), músico e ator do Bando de Teatro Olodum. Tem experiências como professor de música do Ensino Infantil ao Fundamental I em escolas.


OFICINAS DE TEATRO

-Teatro para iniciantes I com Chica Carelli
Segundas e quartas das 14:30h às 17h
A partir de 14 anos

A oficina busca desenvolver a percepção e a criatividade individual do ator conjugada à construção coletiva do trabalho teatral através de exercícios de aquecimento e dinâmicas de corpo, voz e improvisação.

Com Chica Carelli
É graduada em direção teatral pela Universidade Federal da Bahia em 1983. Iniciou sua carreira de atriz em 1980, no grupo Avelãz e Avestruz dirigido por Marcio Meirelles. Seu trabalho nesse grupo lhe valeu dois troféus Martim Gonçalves. Em 1990 fundou, com o diretor Marcio Meirelles, o Bando de Teatro Olodum, co-dirigindo espetáculos. Desde 1994 integra o colegiado do Teatro Vila Velha, e participa também das produções artísticas da Cia Teatro dos Novos como atriz e diretora. Coordena, desde 2000, as Oficinas Vila Verão do Teatro Vila Velha.

- Teatro para iniciantes II com Zeca Abreu
Terças e quintas das 15h às 17:30
A partir de 16 anos

Pretende proporcionar aos participantes o primeiro contato com o fazer teatral, aguçando a visão crítica e a sensibilidade perante o mundo. Para tanto, serão aplicadas várias modalidades e estilos do jogo teatral.

Com Zeca Abreu
Mais de 20 anos de carreira, atuou em várias peças de teatro, como O Homem Nu e suas Viagens, direção de Hebe Alves, Um Prato de Mingau para Helga Brown direção de Celso Jr., Volpone, de Fernando Guerreiro, e Espelho para Cegos, de Marcio Meirelles. No cinema marcou sua presença nos filmes Eu Me Lembro e O Homem que não dormia de Edgard Navarro, Cidade Baixa, de Sergio Machado, Depois da Chuva, de Claudio Marques e Marilia Hughes, e Irmã Dulce, de Vicente Amorim. Como diretora teatral ganhou diversos prêmios importantes, como o Prêmio Braskem de Teatro, em 2013, por Destinatário Desconhecido.

- O corpo e a cena
Sábados e domingos das 15h às 18h
A partir de 16 anos

Proporcionar ao ator o desenvolvimento de suas potencialidades, buscando uma autonomia e presença cênica, ampliando e encontrando ferramentas para tornar seu trabalho mais consistente e diversificado.

Com Bertho Filho
É ator, diretor teatral/UFBA, dramaturgo, produtor e preparador de atores para teatro e para o cinema. Como ator, trabalhou em filmes como Central do Brasil, de Walter Salles; Tieta, dirigido por Cacá Diegues; Eu me Lembro e O Homem Que Não Dormia (ator a produção de elenco e figuração), Cascalho de Tuna Espinheira, O Trampolim do Forte, de João Rodrigo Mattos (oficineiro/ator/ e a produção de elenco), Capitães Da Areia, de Cecília Amado, A Beira do Caminho e As Irmãs, de Breno Silveira, Tungstênio de Heitor Dhalia, Thabu de Sofia Federico (preparador de elenco e figuração).  Na televisão, atuou em Cama De Gato, direção geral de Ricardo Waddington (2010); Força Tarefa, de Jose Alvarenga Jr. (2010); Gabriela, direção de Núcleo de Roberto Talma (2012).

-Teatro-esporte
Segundas e quartas das 19h às 21h
Para atores e estudantes de teatro maiores de 18 anos

A oficina de teatro-esporte aplica as noções básicas de Improvisação Teatral para atores profissionais e/ou amadores, onde são aprendidas algumas noções básicas de interpretação (ação interna/ação externa, objetivo, status cênico, estados emocionais, etc), a partir de exercícios dinâmicos e divertidos. O Teatro-esporte é uma técnica de improvisação teatral, criada pelo diretor canadense Keith Johnstone, em meados dos anos 1960. Aqui na Bahia, a técnica veio pelas mãos do diretor alemão Volker Quandt, em 1994. Além do conhecimento e exercício das técnicas de treinamento para a prática do Teatro-esporte, haverá a aplicação de exercícios adaptados a partir de Viola Spolin, Augusto Boal, do grupo americano Living Theatre e das técnicas de Máscara Neutra e Máscara Expressiva da Commedia dell’Arte.

Com Celso Jr
É Ator e diretor com mais de 60 espetáculos teatrais realizados. É professor do Núcleo de Teatro da Universidade Federal de Sergipe. Doutor em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas – UFBA (2013). Bacharel em Artes Cênicas (Direção Teatral) pela Escola de Teatro da UFBA, (1994). Mestre em Letras, (Teorias e crítica da literatura e da Cultura) UFBA (2005). Como ator, começou a carreira na Companhia Baiana de Patifaria no espetáculo Abafabanca (1987).


- Oficina Multilinguagem
Preparação e seleção para a turma 2018 da universidade LIVRE do teatro vila velha
segundas, quartas e sextas das 9h às 12h

universidade LIVRE do teatro vila velha abre seleção. Você tem alguma experiência em teatro, é maior de 18 anos, e tem a vontade de ter encontros e trabalhar, por 3 anos, com dois grandes diretores residentes e com diversos outros artistas visitantes? Um dos palcos mais importantes do teatro brasileiro abre inscrições para a oficina de preparação e seleção da universidade LIVRE do teatro vila velha.

Para garantir vaga acesse o link  www.sympla.com.br/teatrovilavelha

OFICINAS DE DANÇA

-Dança Afrobrasileira
Segundas, quartas e sextas das 12:30h às 14h

Através dos princípios da dança afrobrasileira e da diversidade que essa modalidade de dança abarca, será desenvolvido um trabalho de alongamento, aquecimento, reconhecimento e também de criação coreográfica, onde os alunos e alunas poderão experiência em seus corpos a dança afrobrasileira e trabalhar condicionamento físico.

Com Arisma Adoté
É bailarino do Balé Folclórico da Bahia onde atua nos papéis principais e é professor da turma júnior da instituição. Diretor de Companhia de Dança LEKAN DANCE. Formação em dança Afro Brasileira: Nildinha Fonseca, formação em Dança Moderna (horton) (Martha Graham): José Carlos Arandiba (zebrinha). 2004- ingressou na companhia Bale Folclórico da Bahia; 2008- Ingressou no corpo de balé da cantora Daniela Mercury; 2010- Companhia Dance Brazil; 2016- Atualmente dançarino da Cantora Daniela Mercury e assistente do Coreógrafo José Carlos Arandiba (Zebrinha).

-Danças urbanas e Twerk
Segundas e quartas das 17:30 às 19h
A partir de 15 anos

A oficina visa mesclar a dança urbana dentro da técnica de dança contemporânea com o twerk, também parte das danças urbanas. A partir de suas vivências, a professora visa propiciar o contato dos alunos com essas duas vertentes conectadas. A dança urbana vista e sentida por ela dentro de uma técnica mais abrangente como a contemporânea que permite autonomia tanto na criação coreográfica como no próprio dançar, e o twerk uma dança mais sensual geralmente voltada ao público feminino, cuja ênfase está no movimento dos quadris.

Com Taila Samile
Formada em ballet clássico pela Ebateca - Cidade do Saber. Bailarina na Cia Jovem de Balé de Camaçari por 5 anos, Cia de danças populares Canjica mole por 5 anos, Cia de dança contemporânea  Sinha Guimarães desde 2015, Balé Jovem de Salvador, professora de balé clássico infantil/iniciante há 5 anos e também professora de jazz iniciante.

-Dança Estilhaçada
Dias 17, 18 e 19 de janeiro das 18h às 22h
Para curiosos, artistas amadores e profissionais a partir de 17 anos

Nessa oficina o artista Leonardo França, a partir das suas pesquisas em dança e cinema, irá mediar práticas para atritar, ficcionalizar e multiplicar os corpos. Essa oficina se destina a pessoas e artistas que nunca se reconhecem inteiros: quase-artistas, quase-dançarinos, quase-cineastas, quase-artistas visuais... os fronteiriços.
Um encontro para artistas de diversas áreas e curiosos diversos experimentarem práticas, conversas e compartilhamento de obras que abordam o corpo pela perspectiva relacional e transversal.
Para um momento político estilhaçado, uma dança estilhaçada. Essa fratura ético-estético-política exposta chamada Brasil nos desafia a pensar corpos que se organizam na diferença e na multiplicidade, como podemos construir esses corpos juntos?

Com Leonardo França.
Leonardo França é um um artista do corpo que faz do estilhaçamento sua produção estética. Produz colaborativamente com vários artistas da dança, cinema, música, artes visuais e teatro. Desde 2010, integra a equipe de artistas-curadores da Dimenti produções culturais. Em 2016, teve dois trabalhos indicados como melhores espetáculos de dança do Rio de Janeiro pelo Jornal O Globo: Ouriço que tem a sua direção e Looping: Bahia Overdub em co-direção com Felipe Assis e Rita Aquino. Indicado ao prêmio Bravo em 2016 na categoria melhor espetáculo de dança com Looping: Bahia Overdub. No seu trajeto já realizou residências artísticas no Brasil, Portugal e Alemanha


OFICINAS DIVERSAS

-Canto
Segundas e quartas das 10h às 12h
A partir de 14 anos

-Aquarelando
Sábados das 10h às 13h
A partir de 12 anos

Oficina de aquarela com Bruno Marcello. Vamos conhecer um pouco mais sobre aquarela, técnicas básicas e intermediárias testando diferentes tipos de papeis e abordagens mostrando que aquarela não é tão difícil quanto parece.

Com Bruno Marcello
É artista plástico formado pela EBA - UFBA, já participou de diversas exposições, faz ilustrações para livros, desenha histórias em quadrinhos, desenvolveu games e já foi professor de Desenhos na Escola de Belas Artes da UFBA.

-Transbordando: bordado criativo
Sextas das 14h às 18h

Inspirada na arte urbana e na sua amplitude de possibilidades criativas, a oficina pretende transbordar o bordado tradicional para além do tecido plano, como experiência artística-visual contemporânea. Unindo pontos de bordado e sua base de forma dinâmica com a arte contemporânea, expressando personalidades em suas formas, texturas e movimentos. Não há limite para bordar, transborde!

Com Daiane Samo
Da dança ao bordado, Samo atua no ramo das artes em Salvador desde 2011, iniciando sua grande descoberta, seu encontro de amor, no Centro Técnico do Teatro Castro Alves, onde participou de oficinas e projetos de figurino e cenografia ao lado de grandes artistas, diretores e produtoras da capital.

 Materiais necessários: tecido algodão cru, linhas de meada, bastidor, lápis, agulha de costura nº07, tesoura com ponta e papel carbono e outros materiais sugeridos pelos próprios participantes para a composição dos bordados.

-Laboratório criativo de arte de rua
Dias 25, 26 e 27 de janeiro as 16h às 19h
A partir de 16 anos

O Laboratório de arte de rua tem como finalidade explorar performatividades artísticas no espaço público. A oficina abordará estruturas cênicas da arte de rua, explorando manifestações a partir do teatro, da performance e do circo. Levantando a importância da arte em espaços públicos e sua ação social.
O objetivo é trabalhar o corpo em estado criativo, como instrumento e comunicação expressiva, a partir de improvisações, jogos teatrais e elementos que auxiliam a criação artística. Com a perspectiva que a rua seja o palco de ações poéticas e possíveis trocas de relação e reflexão a oficina levantará debates sobre arte pública, políticas públicas, contribuição voluntária (chapéu) e a importância da função social do artista.

Com Vanda Cortez

Artista de Rua e Palhaça. Graduada e licenciada em Artes Visuais tem como linha de pesquisa a intervenção urbana, o circo e a performance contemporânea. Em 2012 ingressa na escola de tetro callejero na cidade de Rosário /Argentina. Durante cinco anos percorreu cidades entre Brasil, Paraguai e Argentina pesquisando e atuando em encontros, festivais e convenções de circo e Arte de Rua. 


Serviço:
OFICINAS VILA VERÃO
Local: Teatro Vila Velha
Data: de 06 a 28 de janeiro
Informações: www.teatrovilavelha.com.br ou Telefone (71) 3083.4600

domingo, 19 de novembro de 2017

“Traga-me a cabeça de Lima Barreto” chega a Salvador

A peça, sucesso de público e de crítica, tem apoios artísticos de peso. Monólogo teatral celebra a genialidade e a obra do grande escritor brasileiro.




Inspirada livremente na obra de Lima Barreto (13/5/1881 * 1/11/22), especialmente em Diário Íntimo e Cemitério dos vivos, “Traga-me a cabeça de Lima Barreto” é um monólogo teatral, com interpretação de Hilton Cobra e direção de Fernanda Júlia (do Grupo NATA de Teatro, da Bahia) que reúne trechos de memórias impressas em suas obras, entrecruzadas com livre imaginação. O texto fictício tem início logo após a morte de Lima Barreto, quando eugenistas exigem a exumação do seu cadáver para uma autópsia a fim de esclarecer “como um cérebro inferior poderia ter produzido tantas obras literárias - romances, crônicas, contos, ensaios e outros alfarrábios - se o privilégio da arte nobre e da boa escrita é das raças superiores?”. A partir desse embate com os eugenistas, a peça mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, sua vida, família, a loucura, o alcoolismo, sua convivência com a pobreza, sua obra não reconhecida, racismo, suas lembranças e tristezas.

A narrativa ganha força com trechos dos filmes “Homo Sapiens 1900” e “Arquitetura da Destruição” – ambos cedidos gentilmente pelo cineasta sueco Peter Cohen. O cenário, de Marcio Meirelles – um verdadeiro manifesto de palavras – contribui para a força cênica juntamente com o figurino de Biza Vianna, a luz de Jorginho de Carvalho, a direção de movimento de Zebrinha e a música de Jarbas Bittencourt. Os atores Lázaro Ramos, Frank Menezes, Harildo Deda, Hebe Alves, Rui Manthur e Stephane Bourgade – todos amigos e admiradores do trabalho de Cobra, emprestam suas vozes para a leitura em off de textos de apoio à cena.

Trazer Lima Barreto para o primeiro plano desse debate, encontrar um equilíbrio entre as reflexões sobre a eugenia e a vida e obra do escritor foi, para Luiz Marfuz – responsável pela dramaturgia da peça, um desafio: Obviamente estamos tratando de uma situação imaginária, um Lima idealizado. Ele sempre se colocou como um escritor militante; e isso é nitidamente visível não só nos romances, mas nas inúmeras crônicas em que defendeu suas ideias humanistas, com fortes doses de anarquismo e socialismo, posicionando-se contra a política, os governantes, o sistema econômico, as injustiças sociais. Mas a questão da eugenia não foi tratada por ele de forma direta e aberta. Então a arte cria um espaço para que Lima, após uma vida marcada pelo alcoolismo, loucura, a indigência cotidiana e a discriminação racial, retorne com a consciência dessas questões para defender suas ideias”, explica Marfuz.

Responsável pela direção do espetáculo Fernanda Julia, que é diretora do NATA de Alagoinhas, conta como o trabalho que vem realizando no grupo teatral contribuiu no processo de direção de Traga-me a cabeça de Lima Barreto: “O diálogo crítico e politizado sobre negritude é um disparador potente do fazer cênico do NATA. Esses elementos foram fundamentais para que eu percebesse quais caminhos trilhar na construção do espetáculo. Sou uma provocadora e problematizadora por natureza, e acho que a encenação deve seguir este caminho – provocar a reflexão e problematizar o que está posto. São dois caminhos que sigo e que fundamentam minhas escolhas poéticas e estéticas. Sou uma encenadora negra e afirmativa, desejo sempre colocar em cena a beleza, a grandiosidade e as vitórias do meu povo.”

Hilton Cobra, que criou a Cia dos Comuns em 2001 com o propósito de trazer à cena uma cosmovisão artisticamente negra especialmente no âmbito das artes cênicas, fala da motivação para encenar Traga-me a cabeça de Lima Barreto: “É muita responsabilidade discutir eugenia e racismo a partir de Lima Barreto. Também é um reconhecimento à Lima – um autor tão pisoteado, tão injustiçado, que pensou tão bem esse Brasil, abriu na literatura brasileira “a sua pátria estética”, os pisoteados, loucos, os privados de liberdade – esses são os personagens de Lima Barreto. Acredito que ele deve ter sido, se não o primeiro, um dos primeiros autores brasileiros que colocaram esse “submundo” em qualidade e com importância dentro de uma obra literária”.

Traga-me a cabeça de Lima Barreto cumpriu sua primeira temporada no Sesc Copacabana (RJ) no período de 14 de abril a 7 de maio, com grande sucesso de público e crítica. Recentemente, o espetáculo teve apresentação, com ingressos esgotados, na Flip – Festa Literária Internacional de Paraty. Gilberto Bartholo, crítico teatral, assim descreveu o espetáculo:

 “...O texto é genial, mesclando ineditismo com frases de eugenistas e do próprio LIMA BARRETO. Tudo o que é dito se encadeia muito bem e se apresenta de uma forma meio didática, porém não enfadonha; muito ao contrário, é dinâmico, valorizado pela magnífica e irrepreensível atuação de HÍLTON COBRA, um ator de grandes possibilidades técnicas, que, parecendo imantado, atrai os espectadores, desde sua entrada triunfal em cena, e mantém essa atração até o apagar do último refletor. Dono de um carisma, de um talento e de uma gigantesca presença de palco, HÍLTON nos brinda com uma atuação inesquecível, um convite a voltar àquele espaço, para aplaudi-lo mais e mais...”

Ficha Técnica:
Hilton Cobra – Ator | Luiz Marfuz – Dramaturgia | Fernanda Júlia – Direção | Cenário: Vila de Taipa (Laboratório de Investigação de Espaços do Teatro Vila Velha), Erick Saboya, Igor Liberato e Márcio Meireles | Desenho de Luz: Jorginho de Carvalho e Valmyr Ferreira | Figurino: Biza Vianna | Direção de Movimentos: Zebrinha | Direção Musical: Jarbas Bittencourt |Direção de vídeo: David Aynnan | Direção de Produção: Tania Rocha | Produção executiva: Afonnso Drumond | Design gráfico: Bob Siqueira e Gá.
Participações especiais (voz em off): Lázaro Ramos, Frank Menezes, Harildo Deda, Hebe Alves, Rui Manthur e Stephane Bourgade

Serviço:
Local: Teatro Vila Velha
Estreia: 30/NOV / 2017 
Temporada: 01 a 10 DEZ / 2017  -  QUI a DOM 
Horário:  QUI a SAB - 20h00   -   DOM – 19h00 
Ingressos: QUI – R$ 20,00 | R$ 10,00     -     SEX a DOM – R$ 30,00  |  R$ 15,00
Comprar em www.teatrovilavelha.com.br ou na bilheteria do teatro.


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Colaboradores do Vila apresentam trabalho artístico na Alemanha


INTER foi criado entre as cidades de Salvador e Köln (Alemanha) por João Milet Meirelles e Lia Cunha durante a residência artística dela no Quartier Am Hafen, de setembro a outubro de 2017.

Imagens e registros sonoros foram reunidos por Lia Cunha e, então, processados por João Milet Meirelles em novas composições.

A intervenção performática acontecerá na galeria Bruch&Dallas, na cidade de Colônia, Alemanha, em conjunto com outros artistas.

Os brasileiros Lia e João são colaboradores do Teatro Vila Velha. 

Programa de intercâmbio de residência apoiado por: 
Cidade de Colônia
Quartier Am Hafen
Goethe Institut Salvador
Jari ortwig

INTER
Local: Bruch&Dallas
Date: 03/11/17
Hora: 21h
Lia Cunha
João Milet Meirelles
Jessica Twitchell
Natalie Obert
Christiane Rasch

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

universidade LIVRE do teatro vila velha abre seleção


“A ideia é formar artistas do jeito que nos formamos. Na prática do palco, encarando o público, carregando praticáveis, lendo Shakespeare, montando luz, costurando figurino, fazendo portaria, o que fosse preciso para que cada espetáculo existisse”. O comentário é de Marcio Meirelles, que junto com a diretora e atriz Chica Carelli, abre as portas, janelas e palcos pulsantes do celebrado Teatro Vila Velha para os candidatos da LIVRE 2018.

A oficina de preparação e seleção da universidade LIVRE do teatro vila velha acontece de 08 a 27 de janeiro de 2018, mas as inscrições com vagas limitadas podem já ser feitas antecipadamente pelo site www.sympla.com.br/teatrovilavelha. Os critérios para a seleção são, além da participação na oficina, ter, previamente, alguma experiência em teatro. Somente maiores de 18 anos podem se inscrever. O programa da universidade LIVRE tem a duração de 3 anos e é reconhecido pelo sindicato dos artistas, o que habilita à formalização profissional.

Os selecionados terão o privilégio de passar pelas mãos de alguns dos nomes mais importantes do teatro brasileiro, como Marcio Meireles e Chica Carelli, criadores dos grupos Avelãs e Avestruz e Bando de Teatro Olodum, de onde saíram artistas como Lázaro Ramos, Virgínia Rodrigues, Érico Brás e Valdineia Soriano.

O portfolio da LIVRE também impressiona. Foram 19 espetáculos montados em 5 anos com uma grande diversidade de nomes conhecidos do teatro à frente, entre eles “Hamlet”, “Macbeth” e “Romeu & Julieta” de William Shakespeare, “Jango: Uma Tragedya”, de Glauber Rocha, e “Frankenstein”, a partir do romance de Mary Shelley, todos com direção de Marcio Meirelles; “Bonde dos Ratinhos”, de IsacTufi, dirigido por Zeca de Abreu; “Luzes da Boemia”, de Ramón Del Valle-Inclán, dirigido pelo equatoriano Santiago Roldós; e “Notícias de Godot”, a partir da obra de Samuel Beckett, com encenação de Celso Junior, entre outras. Participação em importantes festivais nacionais e internacionais, como Festival de Curitiba (peça Espelho para Cegos), Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Por que Hécuba), Verão Arte Contemporânea Belo Horizonte (Espelho para Cegos), Festival Santista de Teatro (A História dos Ursos Pandas) e Festival Latinoamericano de Teatro (Auto da Barca de Camiri).

Milena Nascimento, atriz que está concluindo a formação, avisa: “...a LIVRE nos dá ferramentas palpáveis para a carreira pensando no todo que vai além do palco, do protagonismo e do foco de luz: o trabalho é diário, braçal e requer disciplina.”

O programa de formação em teatro do Vila é, de fato, intenso e exigente. A carga horária é de quatro horas diárias, de segunda a sábado, por três anos. O programa prevê sempre a experiência no palco, interpretação de texto, preparação corporal e vocal, narrativa, canto, dança, assim como, produção e gestão cultural, comunicação visual, produção gráfica, cenotecnia, etc.

“Durante os experimentos, ou a montagem de uma peça, o talento não é suficiente, é preciso se doar” completa Rodrigo Lélis, também integrante da LIVRE que concilia as horas dedicadas ao Vila e a graduação em comunicação social.

O programa abrangente prevê uma diversidade de profissionais residentes e colaboradores visitantes em torno do projeto. A estrutura do teatro, com palcos, camarins, salas de ensaio e corredores, cenário por onde passou e passa a maior parte dos grandes artistas baianos, brasileiros e estrangeiros, garanteum período de vivência único para o artista em formação.

Que seja bem-vinda a LIVRE 2018 do teatro vila velha.

Oficina de Preparação e Seleção para LIVRE
Seleção: 8 a 27 de janeiro
2a 4a e 6a das 9h às 12h
Valores de inscrição:
Até 15 de novembro R$100,00
Até 10 de dezembro R$200,00
Até 05 de janeiro R$350,00
*Audição: 19 e 20 de fevereiro

Link para efetuar a inscrição: www.sympla.com.br/teatrovilavelha
Mais informações: www.teatrovilavelha.com.br ou (71) 3083-4600

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Pesquisadoras debatem neste sábado, a partir das 14h, o tema "Brincando com Artes e Tecnologias".


A 10ª edição do VILERÊ convida o público para o bate-papo “Brincando com artes e tecnologias”, com a participação de Beth Rangel, gestora cultural e professora da Escola de Dança da UFBA; Lynn Alves, professora da Universidade do Estado da Bahia, atua em pesquisas em jogos eletrônicos, interatividade e educação; e Karina Menezes, mãe do Ian, professora da Faculdade de Educação da UFBA e integrante do Raul Hacker Club. A conversa, aberta ao público, acontece no Teatro Vila Velha, no dia 7 de outubro, sábado, às 14h.

Para instigar o público, a produção do evento selecionou alguns trechos dos textos enviados pelas pesquisadoras. São estas abordagens que vão dar o tom do bate-papo. Imperdível!

Para Beth Rangel, “A arte como uma tecnologia educacional torna-se elemento estratégico e estruturante para a configuração de novas formas de se fazer-sentir-pensar em processos criativos e educativos com relevos sociais e culturais, atuando como atrator de campos e redes de conhecimentos.
Reconhecendo a complexidade da realidade posta e da expectativa de uma educação integral, trago a arte como tecnologia educacional, agindo como elemento “convocante”, como estratégia metodológica e como princípio organizador de um fazer/sentir/pensar do ato pedagógico.”

Lynn Alves preparou sua fala para o Vilerê baseada na ideia de que “a infância contemporânea vem sendo mediada pelas tecnologias digitais e da Web que vêm atuando na Zona de Desenvolvimento Proximal (VYGOTSKY, 1999) das crianças, criando novas formas de brincar que podem potencializar a criatividade e autoria destes sujeitos. Minha participação nessa mesa objetiva apresentar e discutir os ambientes interativos nos quais as crianças estão imersas e que através desse brincar digital vem estimulando as funções executivas destes sujeitos, mas também enfatizar a importância da mediação dos adultos nessas novas formas de brincar.”


Completando esta mesa espetacular, Karina Menezes reforça, ela mesma, o convite para este sábado, 07 de out, 14h, no Vila Velha.

“Houve um tempo em que apenas os adultos usavam as tecnologias da casa: o rádio, a televisão, o telefone... houve um tempo em que apenas as crianças traquinas mexiam nesses aparelhos, fazendo isso escondidas para não levar bronca. Agora, temos celulares e tablets por todos os lados, música, vídeos, redes sociais estão a um polegar de distância e as crianças agora ajudam os adultos e encontrar os canais na televisão. E elas fazem isso brincando! Vivemos tempos de convergência tecnológica e também convergência de gerações através das tecnologias. Observamos e criamos novos caminhos para as expressões humanas: as artes, as ciências, as educações. E diante de tudo isso, percebemos que não apenas as crianças brincam, mas os adultos também! Possibilidades muitas, desafios vários. Vamos falar sobre isso?”

Vamos :)

Pesquisadoras debatem neste sábado, a partir das 14h, o tema "Brincando com Artes e Tecnologias".


A 10ª edição do VILERÊ convida o público para o bate-papo “Brincando com artes e tecnologias”, com a participação de Beth Rangel, gestora cultural e professora da Escola de Dança da UFBA; Lynn Alves, professora da Universidade do Estado da Bahia, atua em pesquisas em jogos eletrônicos, interatividade e educação; e Karina Menezes, mãe do Ian, professora da Faculdade de Educação da UFBA e integrante do Raul Hacker Club. A conversa, aberta ao público, acontece no Teatro Vila Velha, no dia 7 de outubro, sábado, às 14h.

Para instigar o público, a produção do evento selecionou alguns trechos dos textos enviados pelas pesquisadoras. São estas abordagens que vão dar o tom do bate-papo. Imperdível!

Para Beth Rangel, “A arte como uma tecnologia educacional torna-se elemento estratégico e estruturante para a configuração de novas formas de se fazer-sentir-pensar em processos criativos e educativos com relevos sociais e culturais, atuando como atrator de campos e redes de conhecimentos.
Reconhecendo a complexidade da realidade posta e da expectativa de uma educação integral, trago a arte como tecnologia educacional, agindo como elemento “convocante”, como estratégia metodológica e como princípio organizador de um fazer/sentir/pensar do ato pedagógico.”

Lynn Alves preparou sua fala para o Vilerê baseada na ideia de que “a infância contemporânea vem sendo mediada pelas tecnologias digitais e da Web que vêm atuando na Zona de Desenvolvimento Proximal (VYGOTSKY, 1999) das crianças, criando novas formas de brincar que podem potencializar a criatividade e autoria destes sujeitos. Minha participação nessa mesa objetiva apresentar e discutir os ambientes interativos nos quais as crianças estão imersas e que através desse brincar digital vem estimulando as funções executivas destes sujeitos, mas também enfatizar a importância da mediação dos adultos nessas novas formas de brincar.”


Completando esta mesa espetacular, Karina Menezes reforça, ela mesma, o convite para este sábado, 07 de out, 14h, no Vila Velha.

“Houve um tempo em que apenas os adultos usavam as tecnologias da casa: o rádio, a televisão, o telefone... houve um tempo em que apenas as crianças traquinas mexiam nesses aparelhos, fazendo isso escondidas para não levar bronca. Agora, temos celulares e tablets por todos os lados, música, vídeos, redes sociais estão a um polegar de distância e as crianças agora ajudam os adultos e encontrar os canais na televisão. E elas fazem isso brincando! Vivemos tempos de convergência tecnológica e também convergência de gerações através das tecnologias. Observamos e criamos novos caminhos para as expressões humanas: as artes, as ciências, as educações. E diante de tudo isso, percebemos que não apenas as crianças brincam, mas os adultos também! Possibilidades muitas, desafios vários. Vamos falar sobre isso?”

Vamos :)