terça-feira, 27 de dezembro de 2005

COMENTÁRIOS do POST ANTERIOR

Enviamos o texto abaixo para nossos amigos e espectadores que recebem o Informativo TVV e alguns deles responderam por e-mail mesmo. Para ampliar o espaço de discussões, publicamos seus comentários no post abaixo.

Confira as diversas opiniões nos "ditos" e diga você também!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

Vila dos sonhos, prostituta respeitosa e o que nós temos a dizer

Ao Jornal Correio da Bahia

Agradecemos a reportagem sobre o Teatro Vila Velha, publicada no dia de natal, no caderno Repórter. Muito justo que um teatro com a história que tem, vivida nesses 41 anos de trabalho continuo, fosse lembrado por esse caderno que se preocupa em preservar a memória da Bahia.

Entretanto, gostaríamos de falar sobre a página que tem como título: Prostituta respeitosa. Nós, do Teatro Vila Velha, nos orgulhamos muito de nossa história e de todos os que a construíram. Dentre eles Carlos Petrovich, agora encantado, no colo do universo, a olhar por nós. Petrovich fez muito mais por este teatro (e pelo teatro, cinema e educação baianos) do que permitir espetáculos pornográficos e de sexo explícito no palco do Vila. E, quando o fez, foi com a mesma grandeza de espírito que orientou toda a sua vida.

No momento em que o país se abria, em que a ditadura militar preparava sua transformação na ditadura de mercado que agora vivemos e se encerrava a censura, o cinema nacional era patrocinado pelo governo, através da Embrafilme, para fazer pornochanchadas ao invés de filmes que nos fizessem refletir sobre nossa realidade, sobre as mudanças que estavam ocorrendo. Naquele momento, vários produtores paulistas começaram a explorar o filão da comédia erótica, aberto pelo cinema também no teatro. E, como no cinema, outros foram mais adiante investindo na pornografia, com a diferença de ser ao vivo.

Quando Petrovich assumiu o Vila, herdou um teatro sucateado pelo mesmo governo que investiu no cinema pornográfico. Os mesmos descendentes da ditadura, tinham feito, através da Fundação Cultural do Estado um convênio com a Sociedade dos Novos para gerenciar o Teatro Vila Velha. Isso quase acabou com ele. Deixando-o com graves problemas em sua estrutura física, de encanamento, goteiras no teto e muitos outros além de inúmeras dívidas, porque o dinheiro para sua manutenção não era repassado. Como diz um jornal da época "O desaparelhamento do Teatro Vila Velha passa pela redução do quadro de iluminação de 40 para 10 projetores (sic), pela precariedade de outros equipamentos como trepadeiras (sic), cortinas e rotunda." E outro: "(...) um plano da Fundação Cultural do Estado da Bahia para transformar o Passeio Público num corredor cultural, com eventos acontecendo nas antigas garagens que serviam ao governo e demais edificações existentes. Isso significaria uma grande valorização de toda a área. Existia ainda uma tendência do Governo em desapropriar o teatro (Vila Velha) a baixo custo para anexá-lo ao corredor cultural (...)"

Graças a essa intenção de desapropriação, que se transformou em proposta indecente de compra, recusada pelos artistas do Vila, o teatro sofreu retaliações absurdas da administração do Passeio Público. Isso, vale lembrar, melhorou graças à interferência do secretário Paulo Gaudenzi, mas só acabou mesmo quando houve mudança no cargo de direção do Palácio da Aclamação, recentemente.

Petrovich conviveu com tudo isso. E, por amor ao teatro e não por sexo, como diz a reportagem, deixou que a tendência da época se instalasse também no Vila Velha. Foi julgado, na época, por princípios e valores moralistas, mas o teatro vivia cheio mesmo por pessoas que vinham "só por curiosidade". E assim, muitos senhores distintos aqui vieram, não com ingressos pagos, mas com convites solicitados, "só por curiosidade".

Assim, ao lado de peças para crianças e projetos de educação através da arte por ele desenvolvidos, de shows de rock e de espetáculos como "A Bofetada" - agora famosa, mas iniciando carreira na época - o Teatro Vila Velha abrigou o teatro erótico brasileiro. E daí? Entre 1985 e 1991, seis anos portanto, estiveram em nossos palcos dez comédias eróticas e duas em que havia sexo explícito. E pagamos todas as dívidas do teatro, inclusive com pessoal, consertamos os estragos do prédio e investimos em equipamento para atender minimamente à produção local.

Quando Ângela Andrade, Chica Carelli, Marcio Meirelles, o Bando de Teatro Olodum e muitos outros artistas chegaram ao Vila Velha, dispostos a trabalhar aqui, vieram para um teatro que tinha uma história de luta. E, ao contrário da Prostituta respeitosa de Sartre, nunca vendeu seus valores.

Como dissemos no início, nos orgulhamos de nossa história. E nos orgulhamos muitíssimo de Petrovich - um grande homem, um grande artista. Não à toa ele foi o Dom Quixote do espetáculo de reinauguração. É o que sempre foi. Um homem em busca de sonhos e poesia. Não cabe julgamentos moralistas para um homem assim, cujos valores morais fazem com que tenha sido, entre outras coisas, um educador modelo.

Portanto, respondendo à enquete proposta por esse jornal. Valeu. Valeu muito a pena. "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena". Entretanto propomos outra questão para a enquete: Vale a pena um grupo de artistas, renovado sempre por novos, investir suas vidas para manter um teatro como o Vila Velha, que só em 2005, fez 499 apresentações para 54.420 espectadores; 111 ações de capacitação para 4.970 pessoas em sua maioria de baixa renda, além de vários intercâmbios com instituições internacionais; abriga seis grupos residentes com 108 artistas e apóia grupos iniciantes e amadores do subúrbio e do interior do estado e conta com o patrocínio de empresas como Petrobrás, Chesf e Vivo, além do Fundo Estadual de Cultura, para sua manutenção? Vale a pena investir a vida num projeto como esse?


Equipe do Teatro Vila Velha

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

De Londres para Salvador

Quem está entre nós neste verão é a atriz Tereza Araújo (foto), que nos anos 90 participou ativamente do projeto Novo Vila e hoje mora em Londres. Residindo fora de Salvador há 6 anos, ela chega para matar as saudades da terra e aproveita a passagem para marcar presença nas Oficinas Vila Verão, colaborando com seu parceiro de trabalho, Chico Figueiredo, nas aulas de teatro com o tema Shakespeare, imagem e emoção.

Figura simpaticíssima, Tereza trabalhou com a coordenação do projeto Meia-noite se Improvisa, quando o Vila estava sendo reformado. "Juntava artistas profissionais, amadores e de sucesso. Gostava de fazer aquilo, ver a misturada de gente no palco, porque o Vila é isso!", ela se lembra. Tereza também atuou nas peças Um Tal de D. Quixote, dirigida por Marcio Meirelles, que marcou a re-inauguração do Vila, e Cuida bem de mim, de Luiz Marfuz.

"Eu sempre gostei de teatro comunitário, desse lado social"

Tereza vem espalhando sorrisos pelo teatro, atualizando todos sobre sua carreira e também sabendo notícias das mil coisas que vêm acontecendo por aqui. Nos últimos 5 anos (segundo ela, o primeiro serviu como fase de adaptação na Inglaterra), nossa querida atriz vem trabalhando com teatro "alternativo", à margem do grande centro teatral de Londres. A pequena companhia, formada por ela, Chico e um diretor inglês, vem desenvolvendo montagens multiculturais - Nelson Rodrigues em inglês, por exemplo! - e voltadas para a discussão social de temas como violência doméstica, violência estudantil, questões identitárias de refugiados políticos e de guerra. Ela conta ainda que eles realizam oficinas com essas comunidades e o público inglês, que tem uma avidez muito grande pelo diferente e pela necessidade de desinibição.

Na oficina que Chico e Tereza vão oferecer aqui no Vila, o alvo são atores que já tenham alguma experiência. Eles irão trabalhar com improvisações sobre o texto de Shakespeare, colocando o enfoque no ritmo e no som das palavras. As aulas acontecem nos dias 28 e 29 de janeiro. Saiba+.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Memória da Censura no Cinema Brasileiro

Leonor Souza Pinto, coordenadora do Projeto Memória da Censura no Cinema Brasileiro 1964-1988 manda avisar que o Bloco I do projeto já está no ar - www.memoriacinebr.com.br .

"Compartilho com vocês a emoção de estar finalmente devolvendo a nós, cidadãos brasileiros, o que nos pertence e que nos foi tirado. É pouco, frente a tudo que existe, mas é um começo"

De acordo com ela, são mais de seis mil documentos referentes à censura militar sobre o cinema brasileiro e material de imprensa sobre 175 filmes, de 25 cineastas. Tudo livre e gratuito para consulta, pesquisa, impressão e salvamento. Confira!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Quer se apresentar no Vila?
Saiba como!


O que Cabe Neste Palco 2006

Os artistas interessados em ocupar uma das pautas do projeto O que Cabe Neste Palco em 2006 têm somente até o final de janeiro para inscrever suas propostas. O projeto do Vila, que há cinco anos vem lançando peças inéditas de artistas independentes no circuito teatral, passa por uma reformulação em 2006. Serão selecionados 5 grupos (ao invés de 9, como costumava acontecer), que receberão um suporte ainda maior do Teatro Vila Velha para a realização de seus espetáculos, cujas apresentações acontecerão somente a partir do mês de julho, às quartas e quintas-feiras, às 20:00. A coordenação do projeto, formada por Marcio Meirelles e Chica Carelli, fará a avaliação seletiva no mês de fevereiro.

Encaminhe sua proposta para nós!
Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro, s/n ? Passeio Público (próximo ao Hotel da Bahia).

Para saber ainda mais coisas:
71 3336-1384 / www.teatrovilavelha.com.br / exu@teatrovilavelha.com.br

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Hoje foi dia de mutirão no Vila.

Era pra ter sido ontem, foi remarcado, algumas pessoas não ficaram sabendo, outros tinham compromisso na terça de manhã, mas rolou.

Tem o depósito-oficina, o depósito lateral da saída de emergência, o depósito de material cênico, o depósito ali do fundinho, o depósito da primeira galeria, a técnica, onde alguns instrumentos também são depositados, e o depósito do céu. Que eu saiba. É possível que ainda tenha mais salas, e coisas acumuladas na segunda galeria, espalhada pelos corredores, e como chegamos de viagem agora a pouco (Bando e A Outra Companhia) tinha algumas coisas ainda na Sala João Augusto... FOi quase tudo pro palco.

O volume de coisa entulhada pra jogar fora é impressionante. Plástico-lona velho, scanner quebrado, 286, umas maquininhas que sabe-deus-pra-que-servia, pneus, palha e materiais difíceis de descrever. O comandante da operação foi Rivaldo Rio, mandando e desmandando nos seus mais de dez homens!

No fim da festa, feijão com Coca-Cola pra todo mundo. Está tudo arrumadinho. Até que venha o Amostrão e todas as outras coisas bagunçando tudo de novo e ano que vem, passaremos provavelmente pelo mesmo caos...

E o feijão estava ótimo!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

TEATRO DO PEQUENO GESTO lança Folhetim #22

Dedicada ao projeto Convite à POLITIKA!, desenvolvido pelo Teatro do Pequeno Gesto ao longo de 2005, esta edição apresenta artigos e entrevistas que procuram pensar, de modo produtivo, o sentido do teatro na nossa sociedade.

> Em Teatro e identidade coletiva. Teatro e interculturalidade, o ensaísta francês Jean-Jacques Alcandre demonstra, a partir das características da criação e da comunicação teatral, a importância do teatro tanto no processo histórico de formação dos estados nacionais quanto no interior de grupos sociais que põem à prova sua capacidade de convivência e mestiçagem.

> Ensaio sobre a poética na República de Platão, de Pedro Süssekind, ressalta o primado da verdade sobre a criação artística defendido por Platão e a crítica nietzschiana a esse conceito.

> Luiz Camillo Osório propõe, a partir do prisma da crítica, um devir político para a arte e um devir artístico para a política.

> Silvia Soter aborda a relação entre arte e sociedade sob o viés dos projetos artísticos com finalidade social, analisando a experiência da Escola de Dança da Maré.

> Silvana Garcia discute a (im)possibilidade de um teatro político nos dias de hoje.

> Na seção Em foco, o produtor e diretor Antonio Carlos Bernardes faz um balanço do Fórum das Artes-Rio e da situação atual da Cultura no município e no país.

> Christine Junqueira destaca a oportunidade do lançamento da coletânea de críticas publicadas por Yan Michalski entre 1963 e 1982 no Jornal do Brasil.

> Na entrevista, Marcio Meirelles, diretor do Bando de Teatro Olodum e do Teatro Vila Velha, de Salvador, apresenta sua trajetória teatral em consonância com a busca de um teatro que, ao mesmo tempo, reflita sobre as questões estéticas e sobre sua inserção social.

quanto custa e onde encontrar
Folhetim Teatro do Pequeno Gesto custa R$10,00 no Rio e R$12,00 nas demais cidades do Brasil. A lista completa das livrarias onde a revista está à venda pode ser consultada no site www.pequenogesto.com.br

vendas por reembolso postal
e-mail: teatro@pequenogesto.com.br
TEATRO DE CABO A RABO 2005
Ficaram as boas lembranças e promessas para o ano

Terminou ontem à noite a Mostra Teatro de Cabo a Rabo 2005, com apresentações de grupos do interior e da capital. Para os artistas, que se confraternizaram e trocaram experiências ao longo de 5 dias nas dependências do Teatro Vila Velha, o saldo foi positivo, tanto do ponto de vista artístico, quanto político.

A primeira boa notícia foi a variedade das apresentações que passaram pelo palco principal, Cabaré dos Novos e Passeio Público. Estiveram frente a frente dois projetos do Vila: o Cabo a Rabo e o Tomaladacá, que promoveram o encontro dos artistas do interior e de grupos comunitários da capital, cada um com sua forma de expressão característica. Mesmo com a predominância da estética do Cordel, os grupos mostraram grande distinção de linguagens, com espetáculos de dança contemporânea, dança de matriz afro, teatro realista, de bonecos, mamulengos, improvisações e performance.

Também tiveram um excelente resultado as oficinas de máscaras e mamulengos, que contaram com uma grande quantidade de pessoas. Um fato que nos deixou ainda mais felizes foi ter conosco, orientando uma das oficinas, a atriz Celene Guedes, que participou do antológico espetáculo Stopem! Stopem! (1968) e mora em Camaçari, onde trabalha há mais de 30 anos com um grupo de teatro.

Pela manhã, a cada dia, os grupos fizeram reuniões para discutir os espetáculos apresentados no dia anterior e a situação do cenário artístico nos diverso municípios. Nesses encontros, os artistas fizeram um levantamento de suas demandas, o que resultou numa carta, que será encaminhada aos governos municipal, estadual e federal para reivindicar a adoção de políticas favoráveis ao desenvolvimento cultural nas comunidades fora da capital.

No mais, fica um pedaço de saudade e a vontade de começar tudo de novo em 2006!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Cia Novos Novos e os Caminhos da Arte
Texto e fotos: Alexandre Marinho



Novos Novos em cena

Mês passado, foi a maior correria por aqui. Tinha criança espalhada no teatro inteiro. Cabaré, Banheiro, Escada, Camarim, Foyer, Palco Principal. Pensou em algum outro lugar? Acredite: tinha uma criança ali. Assim a Cia. Novos Novos encerrou 2005 deixando saudades com as apresentações para o Projeto Caminhos da Arte, em mais uma parceria com a Secretaria Municipal da Educação e Cultura, que trouxe não-sei-quantas crianças de escolas da rede pública municipal para assistirem a Imagina Só... Aventura do Fazer.

Outros espetáculos da Novos Novos já haviam participado do Projeto em anos anteriores. A surpresa dos alunos ao assistirem as crianças da Companhia representando no Palco encantava. A maioria deles jamais tinha sequer visitado o teatro. Ao serem perguntados com qual personagem havia maior identificação a resposta era única e sem rodeios: Pingo. A personagem que ajuda a família trabalhando na rua e estudando é reflexo da realidade de muitos desses meninos que graças ao Projeto têm oportunidade de enxergar a possibilidade de sonhar e viver com arte. Esse é sem dúvida o principal triunfo do Projeto.

Toda a maratona parece ter sido bastante cansativa, mas ao final resta à Companhia a boa sensação de que algo muito bom foi e ainda pode ser feito.

Agora o grupo se prepara para lançar, em janeiro, o cd com músicas das trilhas sonoras de seus três espetáculos. O álbum é mais um dos resultados do projeto Vila Novos Novos, que este ano contou com o patrocínio da COELBA e movimentou bastante a garotada.

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

O espetáculo virou luta



Unidade De em cena

Ontem à noite, o Teatro Vila Velha sediou o ato de doação e empréstimo de documentos sobre a história política e cultural da militância dos estudantes brasileiros. O evento, promovido em conjunto pela União Nacional dos Estudantes (UNE), Petrobras, União de Estudantes da Bahia (UEB), Fundação Roberto Marinho e os parceiros do Projeto Memória do Movimento Estudantil, contou com a participação de militantes políticos, estudantes, artistas e da imprensa, num importante passo da realização deste projeto. Com depoimentos de ativistas de grande relevância histórica no movimento e apresentações do grupo Unidade De e de artistas como Harildo Déda, Capinan, Carlinhos Cor das Águas, Roze, o ato foi uma combinação singular de poesia, política e recordações.



Militantes de diferentes épocas

Para os militantes Fernando Santana, Oliveiros Guanaes, Valdélio da Silva Santos, Lídice da Mata, Javier Alfaia, José Sérgio Gabrielli, Juremar de Oliveira e Gustavo Petta, convidados para dar depoimentos sobre sua atuação e o panorama das uniões estudantis ao longo da história recente do Brasil, foi o momento de relembrar o que muitos se referiram como "anos dourados da UNE". Para eles, o ingresso na vida política do país, no auge de sua juventude, foi uma atitude condizente com o sonho de um mundo melhor, no qual acreditam até hoje. Por isso, para alguns, seguir a carreira política foi o caminho natural, que continua sendo percorrido. Também marcaram presença no ato políticos, articuladores e antigos militantes de entidades estudantis como Carlos Sarno, Célia Bandeira, Diva Santiago (Movimento Tortura Nunca Mais), Jorge Medahuar e Nelson Pellegrino, entre outros.

Ao final do ato, foram entregues documentos diversos e objetos como uma bandeira, uma camiseta do movimento na década de 80, que serão integrados ao acervo do Projeto Memória do Movimento Estudantil, que tem por objetivo organizar um banco de dados, cujas informações poderão ser disponibilizadas em publicações e meios eletrônicos, além de criar condições para a organização de um Centro de Memória do Movimento Estudantil na futura sede da UNE, no Rio de Janeiro.


Marcio Meirelles recebe a doação da camiseta

As pessoas que têm interesse em emprestar ou doar material que pode contribuir para o acervo e pesquisa, podem obter maiores informações através do site http://www.mme.org.br/ ou pelo telefone (21) 2502-3233. A partir de agora, o Vila também é um canal de arrecadação de documentos. Entre em contato conosco!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

tudo notícia boa
Viladança é um dos vencedores do edital Funarte-Petrobras

Saiu na última quinta-feira (1°/12) a lista dos selecionados do Prêmio Funarte Petrobras de Fomento à Dança e a nossa querida companhia está entre os três ganhadores da categoria de maior valor (R$100 mil). Ao todo, foram escolhidos 22 projetos entre 251 inscritos do Brasil inteiro nas três categorias. O Viladança é o único nome baiano na lista.

Agora é pra valer: em 2006, o Viladança estréia nova montagem, com trilha sonora de Milton Nascimento. A diretora Cristina Castro e os dançarinos estão comemorando a vitória - que é sempre uma boa surpresa - conscientes de que há muito trabalho e responsabilidade pela frente. "Agora vou dar um tempo na correria das produções e me dedicar a essa criação. Milton também está muito animado!", anuncia Cris com um sorriso.

Parabéns, Viladança!

Lua nasceu!

Outra boa novidade foi o nascimento, no último final de semana, de Lua - a aguardada filhinha do diretor Gordo Neto (Vilavox/Cia. Teatro dos Novos) e da coreógrafa Lauana Vilaronga. Novatos no mundo da paternidade/maternidade, os dois estão encasulados curtindo os primeiros momentos da garotinha, que mesmo antes de sair da barriga da mãe, já trouxe muita inspiração para o pai. Na foto ao lado, a primeira imagem da Lua.

Parabéns, queridos!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Seleção para Coro do TCA

O Coro do Teatro Castro Alves é o mais novo projeto artístico do TCA. O Coro contará com 40 vozes: 20 femininas e 20 masculinas. As inscrições têm início no próximo dia 5 de dezembro, indo até 20 de janeiro de 2006. O regente será Ângelo Rafael Fonseca.

Pré-requisitos para inscrição

- Poderão se inscrever cidadãos da Republica Federativa Brasileira e estrangeiros com situação legal em conformidade com o disposto na Resolução Administrativa nº. 06, de 16 de fevereiro de 2004 do Ministério do Trabalho e Emprego.

- Ter no mínimo 02 (dois) anos de experiência em coro (comprovados por programas de concertos ou carta de recomendação do Maestro) ou curso de canto com os respectivos atestados dos professores ou instituições.

- Entregar a ficha de inscrição devidamente preenchida com uma foto 3/4.

Para saber mais:
71 3339-8067/ 3339-8052 / nucleoproducao@tca.ba.gov.br

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Última semana de Cabaré da RRRRRaça

Bando de Teatro Olodum fecha temporada comemorativa pelos seus 15 anos de atividades


O Bando de Teatro Olodum encerra a temporada de seu espetáculo Cabaré da RRRRRaça neste fim-de-semana (do dia 02 ao dia 04 de dezembro), com sessões sexta e sábado, às 21h; domingo, às 20h. As apresentações da peça festejaram os 15 anos de atividades do grupo baiano que tem 26 peças em sua trajetória, a maioria construída a partir de textos inéditos. Os ingressos custam R$14 (inteira) e R$7 (meia-entrada).

Para essa temporada comemorativa, o Bando recebeu, a cada espetáculo, um convidado. Já que Cabaré da RRRRRaça é um musical, dividiram palco com o grupo músicos conhecidos da cena baiana. Assim, artistas como Lazzo, Virgínia Rodrigues e Aloísio Menezes, dentre outros, participaram da peça. Para a última semana de apresentações, estão agendadas as presenças de Serginho, cantor da banda Adão Negro (sexta-feira) e Guiguiu, um dos vocalistas do Ilê Aiyê (domingo).



O Bando de Teatro Olodum acaba de fazer duas apresentações muito elogiadas no 3º Festival Internacional de Arte Negra, em Belo Horizonte. O grupo foi convidado para abrir o festival (dia 22, em sessão só para convidados) e fazer uma apresentação dentro da programação do evento (dia 23, aberta ao público, com entrada franca).


O Bando de Teatro Olodum também fará uma apresentação no 33º Festival de Arte de São Cristóvão, em Sergipe, dia 09 de dezembro (uma sexta-feira). Todo esse interesse demonstrado pelos festivais de diversas partes do país pelo trabalho do Bando só vem comprovar o quanto esse grupo é conhecido e respeitado em todo o Brasil.

terça-feira, 29 de novembro de 2005

Reconhecidos
Saiu dia 09 de novembro, no edital da Secretaria de programas e projetos culturais, o reconhecimento do Vila como Ponto de Cultura. E o que é o Ponto de Cultura? É mais ou menos assim: o Programa Cultura Viva, lançado pelo Ministério da Cultura, pretende desenvolver uma rede de criação e gestão cultural onde os Pontos Culturais funcionem como disseminadores de conhecimento, estimulem a criação e a participação de mais pessoas entre diferentes formas de representações artísticas. Estes Pontos serão mediadores entre o Governo e a sociedade civil (em relação à produção de arte!), assim, ao invés de determinar ações, que até então quase sempre eram desconectadas da realidade local, o Governo faz desses pontos, grandes olhos e ouvidos do rei, para ajudarem a orientar as ações federais para o desenvolvimento da Cultura.

O Vila, se você for parar para ver, faz tudo o que um ponto de cultura faz: Sedia e promove debates (FALA VILAs diversos), tem projetos de formação de platéia (TOMALADACÁ e outras iniciativas paralelas), formação de artistas (Oficinas Vila Verão - inscrições abertas!), abre espaço para novos grupos e espetáculos (O Que Cabe Neste Palco - inscrições abertas para 2006 também!) e mantém seis grupos trabalhando com pesquisa e desenvolvimento das artes cênicas. Entre uma coisa e outra, expomos trabalhos de jovens artistas, temos uma biblioteca terminando de ser organizada, projetos de intercâmbio com o interior (Mostra de Cabo a Rabo de 7 a 11 de dezembro, com oficinas, teatro, dança, poesia, exposição de máscaras e bonecos!), intercâmbio internacional com os países da Cena Lusófona, um núcleo de figurinos, parceria com a Escola de Música da UFBA no fomento da música contemporânea, mantém estagiários em diversas áreas, de equipe técnica à dança...

Isso, por enquanto é o que dá certo. Tivemos, temos e teremos mais idéias, as vezes falta gente, as vezes falta espaço ou tempo. Mas agora é certo, carimbado e reconhecido: O Vila é um ponto de cultura.
MEMÓRIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL

Pouca gente de ve lembrar, mas o Vila Velha teve uma marcante participação na história do movimento estudantil na Bahia durante a ditadura. Aqui, quando esta casa funcionava sob o comando da Companhia Teatro dos Novos, secundaristas e universitários congregaram, discutiram, planejaram no Vila. Pouca gente deve lembrar. Muitos dos estudantes que compõem o movimento estudantil de hoje, sequer devem saber.

Organizar, armazenar e difundir a história de um movimento como esse não é tarefa fácil. Ninguém (ou quase ninguém) permanece na condição de estudante por tanto tempo, por isso mesmo, seu caráter extremamente mutante. Há os fatos tristes que todo mundo conhece, como a morte de Edson Luís, as vitórias recentes como a "revolta do buzu" em Salvador e Florianópolis, mobilizações nacionais como os "caras-pintadas" em 1992, tropeços e momentos de desorganização também, mais polêmicos, e talvez por isso mesmo valha mais à pena pontuar, sem exemplificar.

Fato é que os estudantes, ora mais, ora menos, ora vanguarda, ora eco, também sacodem as estruturas desse país. Por isso, no dia 05 de Dezembro de 2005, uma segunda-feira, às 19h, acontecerá o Memória do Movimento Estudantil, uma iniciativa da União Nacional dos Estudantes (UNE), Museu da República, TV Globo e Fundação Roberto Marinho, com o patrocínio da Petrobras e benefício da Lei de Incentivo à Cultura, visa reunir, organizar, preservar e divulgar documentos relacionados com a participação dos estudantes na política nacional. Através de uma ampla pesquisa em acervos públicos e privados, do resgate dos principais documentos deste movimento e do registro de depoimentos de personagens importantes, o projeto pretende recuperar uma parte essencial da memória política brasileira, disponibilizando as informações e também incentivando o conhecimento desta história. Todo esse acervo será doado ou emprestado à União Nacional dos Estudantes.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

PERFIL


Nome: Elaine Adorno
Codinome: Lanlan ou Pezão
Função: Atriz, monitora e outras funções eventuais da equipe dos Novos Novos
Tempo de Vila: Coisa de 5 anos.
Quantas vezes assistiu a Cabaré da RRRRRaça: Algumas vezes... Que o juizado não saiba disso.
Gostamos dela porque: Ela é FOFA!
Dá raiva dela quando: Er... Não consta no cadastro.
O que dizem sobre ela:
"Ela é uma pessoa muito responsável, uma atriz talentosa, disposta!" (Marísia Motta)
"Ela é uma pessoa que não gosta de mostrar os sentimentos. Ela é muito séria" (Jamile Menezes)
"Elaine? pegajoooosa, todo dia é um negócio de cadê meu beijo?" (Débora Landim)

Citação: "Ai, esse filó nessa gola tá me coçaaaando..."

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Rio de ContasA Companhia Viladança colocou o pé na estrada e iniciou uma viagem por três cidades da Chapada Diamantina e sertão baiano com o patrocínio do Banco do Nordeste e apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia. O projeto beneficiou as cidades de Jequié, Rio de Contas e Livramento de Nossa Senhora, onde houve apresentações do musical infanto-juvenil Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, da coreógrafa Cristina Castro. Além de descobrirem a história da dança com a peça, pessoas das mais variadas faixas etárias puderam participar de oficinas gratuitas de origami, teatro, dança e fotografia artesanal.



Rio de Contas de novoA primeira cidade, Rio de Contas, recebeu a Companhia com muito carinho. O espetáculo foi um sucesso - boa parte do público compareceu mais de uma vez e já sabia o texto de cor! Foram quatro apresentações, com média de público de 200 pessoas por dia, o suficiente para lotar o teatro São Carlos, um dos mais antigos da Bahia. Aliás, foi um verdadeiro desafio para o Viladança adaptar o musical para um palco inclinado e com apenas três metros de largura! Outro problema foi a caixa de som, que era única, dificultando o retorno para os atores. De qualquer forma, não foi nada tão grave que o Viladança não solucionasse, proporcionando aos espectadores muito encanto e emoção.


Livramento

Em Livramento, os bailarinos se emocionaram com a sua primeira apresentação em praça pública. Também, pudera: cerca de duas mil pessoas compareceram! Com certeza, um número raro para espetáculos de dança na Bahia.

Já na cidade de Jequié, as três apresentações foram fechadas: uma para escola pública e duas para escola particular.





Livramento de novo!Nas três cidades, as oficinas foram recebidas de forma calorosa pelo povo. Crianças, adolescentes e adultos fizeram parte dos cursos e receberam certificados de participação. No total foram 731 alunos contemplados.

Apesar do trabalho intenso, a Companhia afirma estar com as "baterias recarregadas". Segundo Danilo Bracchi, um dos dançarinos, "começar a trilogia por Rio de Contas nos deu mais energia e fez pensar em tudo: vida, companhia, o que somos... Por isso a foto pensadores [abaixo]."



...pensando... em Rio de Contas!

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

SEMINÁRIOS - ÁFRICA

Seminário África chega à sua segunda semana e analisa (dia 16 de novembro) as contribuições do povo africano para a construção dos referenciais brasileiros

Depois de ter sua plenária lotada na primeira semana, quando abordou a história e a geopolítica da África, o seminário que faz parte das comemorações pelos 15 anos de atividades do Bando de Teatro Olodum realiza seu segundo encontro nesta quarta-feira (dia 16 de novembro). Desta feita, o tema em pauta é: Culturas africanas que contribuíram para a formação da identidade brasileira. As exposições começam às 19h, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha (Passeio Público), com entrada franca.

Farão parte da mesa Luiz Nicolau Pares (Departamento de Antropologia da Ufba) e Vilson Caetano (Departamento de Antropologia das Faculdades Integradas da Bahia). Após suas exposições, os participantes poderão fazer perguntas à mesa, abrindo o debate.

Mais do que apenas um grupo de artes cênicas, o Bando de Teatro Olodum vem, nesses 15 anos de atividades, mostrando-se como um importante organizador de debates a respeito da arte contemporânea e também de questões relacionadas à afro-descendência. Recentemente, organizou na Bahia o I Fórum Nacional de Performance Negra, que trouxe a Salvador coordenadores de grupos de dança e teatro de todo o Brasil, além de personalidades como Abdias Nascimento (ex-senador, ator, diretor, dramaturgo e ativista das causas afro-descendentes). Isso dentre várias outras atividades.

O Seminário África tem encerramento dia 28 de novembro com exposição e debate sobre o polêmico tema Escravidão. Farão parte da mesa Goli Guerreiro (Coordenadora do Programa Humanidades das Faculdades Jorge Amado) e Ubiratan Castro de Araújo (Presidente da Fundação Cultural Palmares).

ÁFRICA
BANDO DE TEATRO OLODUM
TEMA : Culturas africanas que contribuíram para a formação da identidade brasileira
LOCAL : Teatro Vila Velha (Cabaré dos Novos)
QUANDO : Quarta-feira (16 de novembro), às 19h
FORMAÇÃO DA MESA:
Luiz Nicolau Parés
- Departamento de Antropologia / UFBA Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos/CEAO
Vilson Caetano - Departamento de Antropologia das Faculdades Integradas da Bahia - FIB

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

ÓIA! ÓIA! ATENÇÃO, ATENÇÃO!
Conferência Municipal de Cultura de Salvador

A Fundação Gregório de Mattos irá promover entre os dias 22 e 26 de novembro, a I Conferência Municipal de Cultura de Salvador, que irá discutir aspectos da vida cultural soteropolitana, propostas de políticas públicas e eleger delegados para a Conferência Estadual que será realizada no dia 28 sob a responsabilidade do Governo do Estado. Nesta conferência, por sua vez, recebendo delegados e propostas tiradas em conferências realizadas em outras cidades baianas, levará propostas e delegados para a Conferência Nacional de Cultura, dias 13 a 16 em Brasília.

A Conferência Municipal de Cultura de Salvador vai acontecer no Teatro Gregório de Mattos dias 22 e 24 (encontro preparatório), na Câmara Municipal dia 23 (abertura da Conferência), no PAF, em Ondina, dia 25 (discussão temática) e encerrando na Reitoria da Ufba dia 26 com a sistematização das propostas e a tirada de delegados. As inscrições serão feitas por fax (3322-1495), e-mail (gapre@salvador.ba.gov.br) ou na sede da FGM ? rua Chile 31.

PROGRAMAÇÃO:
22 (terça-feira), manhã - Teatro Gregório de Mattos - grupos de discussões: equipamentos culturais; leis de incentivo fiscal.

23 (quarta-feira), 18h - Câmara Municipal de Salvador - Abertura da Conferência.

24 (quinta-feira), manhã - Teatro Gregório de Mattos - discussão: conselho municipal de cultura.

25 (sexta-feira), manhã e tarde - PAF (Ondina) - Conferência Municipal de Cultura: Gestão pública da cultura; direitos e cidadania; economia da cultura; patrimônio cultural.

26 (sábado), 17h - Reitoria da Ufba - definição das propostas e eleição de delegados à Conferência Estadual de Cultura.

Kuka Matos que passou o e-mail pra gente. Tá dado o recado.

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

c.o.r.r.e.s.p.o.n.d.ê.n.c.i.a.

O Vila está de parabéns! Pois a cada dia consegue trazer mais gente pra vossa casa. A preço bastante em conta atrai todas as classes sociais, dando oportunidade a estas de adquirir um hábito que é tão caro.
Bárbara Anjos

terça-feira, 8 de novembro de 2005

BANDO PROMOVE PALESTRAS SOBRE A ÁFRICA

O Bando de Teatro Olodum comemora os 15 anos de luta para existir no cenário teatral baiano somando à temporada de seu espetáculo Cabaré da RRRRaça uma série de debates que dão a largada para a montagem de mais um espetáculo: o infanto-juvenil África. Cabaré da RRRRaça fica em cartaz até 04 de dezembro, com apresentações no Teatro Vila Velha de quinta a sábado, às 21h, e domingos, às 20h. Ingressos a R$14 (inteira) e R$7 (meia-entrada). Já o Seminário começa nessa quarta-feira, dia 09 de novembro, e é uma promoção conjunta do Teatro Vila Velha, da Faculdade de Comunicação da Ufba e da Cult (Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura).

O Seminário África tem entrada franca aos interessados e sua abertura terá debates sobre o tema História e geopolítica (Panorama geral), na quarta-feira, a partir das 19h. Farão exposições o Coordenador do Curso de Língua e Civilização Yorubá do CEAO, Félix Ayoh´Omidire, e o professor Valdemir Donizete Zamparone, do Departamento de História da Ufba.
Nos dias 16 e 28 de novembro o seminário continua, abordando, respectivamente, os temas: Culturas Africanas (Que contribuíram para a formação da identidade brasileira) e Escravidão (E a formação da Diáspora) ? vide programação.

Mais do que apenas um grupo de teatro, o Bando de Teatro Olodum vem, nesses 15 anos de atividades, mostrando-se como um importante organizador de debates a respeito da arte contemporânea e também de questões relacionadas à afro-descendência. Recentemente, organizou na Bahia o I Fórum Nacional de Performance Negra, que trouxe a Salvador organizadores de grupos de dança e teatro de todo o Brasil, além de personalidades como Abdias Nascimento (ex-senador, ator, diretor, dramaturgo e ativista das causas afro-descendentes).

Mesmo diante de tantas realizações, o Bando de Teatro Olodum tem seus 15 anos destacados de forma menor pela imprensa local, que até agora não se dignou a fazer uma matéria sequer que promova um balanço das atividades desse grupo. Talvez o Seminário África seja um gancho jornalístico que possa dar à essa imprensa a chance de rever o modo que vem tratando a passagem de data tão significativa para o teatro e para as causas afro-descendentes da Bahia e do Brasil.

PROGRAMAÇÃO

Á F R I C A

LOCAL - Teatro Vila Velha HORÁRIO - 19 horas

09/Novembro - HISTÓRIA E GEOPOLÍTICA (quarta-feira) (PANORAMA GERAL)
Félix Ayoh?Omidire Universidade de Ilê-Ifer/Nigéria, Coord. Curso Língua e Civilização Yorubá do CEAO
Valdemir Zamparone Departamento de História/ UFBA Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos/CEAO

16/Novembro - CULTURAS AFRICANAS (quarta-feira) (QUE CONTRIBUÍRAM PARA A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE BRASILEIRA)
Luiz Nicolau Parés Departamento de Antropologia / UFBA Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos/CEAO
Vilson Caetano Departamento de Antropologia das Faculdades Integradas da Bahia - FIB

28/Novembro - ESCRAVIDÃO (segunda-feira) (E A FORMAÇÃO DA DIÁSPORA)
Goli Guerreiro Coordenadora do Programa Humanidades das Faculdades Jorge Amado
Ubiratan Castro de Araújo Presidente da Fundação Cultural Palmares Departamento de História/ UFBA

COORDENAÇÃO
Vanda Machado (CULT)
Ângela M. De Andrade (Teatro Vila Velha)

PERFIL



Nome: Jorge Washington
Codinome: Pinóquio, Rastotário, Tio...
Função: Ator, produtor e garoto-propaganda do Bando de Teatro Olodum
Tempo de Vila: 11 anos, mais ou menos.
Quantas vezes assistiu a Cabaré da RRRRRaça: Nunca foi substituído, logo, nunca pôde assistir.
Gostamos dele porque: É o churrasqueiro oficial do Bando
Dá raiva dele quando: Quando ele começa a contar um monte de mentira, e quer bater nos outro quando é desmentido.
O que dizem sobre ele:
"É difícil, né? Jorge é um fenômeno. É um fenômeno da natureza..." (Jarbas Bittencourt)
"Quando crescer, eu quero ser igual a ele." (Fábio "do Bando")
"Um grande amigo!" (Chica)

Citação
"Porra, bicho, tá tudo errado! Não é assim, não é assim!"

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

c.o.r.r.e.s.p.o.n.d.ê.n.c.i.a.

Olá Vila
Vocês estão arrasando e de parabéns com a programação deste ano. O aniversário do Vila, A Bruxa e agora o Cabaré da RRRRaça.Fui assistir o bando no último sábado e achei maravilhoso o novo visual. As roupas, a maquiagem, os penteados e como já era de se esperar a interpretação do grupo, enfim, a performance não está 10, está 15.E, complementando a resposta à pergunta de Jorge Washington:- o negro é bom em tudo, porque o negro.......É LINDOOOO!!!!!
Beijos para o bando e parabéns pelos 15 anos.
Graça
Valeu Gal!

terça-feira, 1 de novembro de 2005

15 anos de Bando com festa em grande estilo!

Com 15 anos de atitude, o Bando bota e não tem quem tire. 15 anos de uma carreira sólida, demolindo as barreiras do preconceito racial, correndo Brasil e correndo mundo para dar voz à população negra e à arte popular. E tira onda, com a bem sucedida polêmica dirigida por Marcio Meirelles em Cabaré da RRRRRAÇA, que entra em cena com uma nova cara, no Mês da Consciência Negra, cheio de convidados especiais e novos trajes brancos do figurino, com as assinaturas de Soudam & Kaveski, Wládia Góes (220 Voltz), Márcia Ganem, Luciano Cruz, Rodney, Eddie Savat (Senzala), da dupla Iuri Sarmento e Eduardo Rosa (Artemisa), entre outros estilistas que gentilmente cederam peças para a montagem.

Ainda em novembro, o Bando coordena também o debate sobre o continente africano, numa série do Fala Vila que irá enriquecer a pesquisa para a montagem do infanto-juvenil África no ano que vem. Já em dezembro, o grupo organiza outro Fala Vila para tratar do Processo Marighella, espetáculo adulto que ficou adiado para o final de 2006.

Além de figurino, cenário e trilha sonora também trazem novidades, Jarbas andou aprotando algumas novidades para o sempre renovado Cabaré da RRRRRaça. Os convidados que farão participações especiais neste fim de semana serão: Lazzo, no domingo, Aloísio Menezes, no sábado e a grande estréia desta sexta, dia 04 conta com a explosiva participação do Ilê Ayiê.
15 anos! Viva o Bando! Viva Cabaré!

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Mistérios contemporâneos

Há questões que Vêm para ficar. O que seria da vida sem os grandes mistérios? Porque matéria atrai matéria, por exemplo? Ninguém sabe, mas sabemmos que matéria atrái matéria, é um fato. Organizamos esta dúvida chamando-a de lei da gravidade. Ela está aí. Convivemos com ela. Existe vida em outros planetas? Existe uma verdade universal? Pra que serve o apêndice? O que significa gonostomatídeos? Porque tanta gente votou em Collor? Lidamos com essas dúvidas, e sentimos que a resposta nunca vem. Aqui no Vila, temos a nossa própria dúvida permanente:

O que é, exatamente, a Companhia Teatro dos Novos?

Responder como surgiu, muita gente sabe. Uns com mais riqueza de detalhes que outros. O que era, em 1998, já é um pouco mais difícil, mas há quem responda sem gaguejar. Responder hoje, está ficando cada vez mais complicado. Aquele que se atreve a dar uma breve definição de o que é a CTN geralmente muda de postura, mexe as mãos, levanta as sobrancelhas, usa muitas reticências e faz uma série de ressalvas...

Hoje a Companhia está com duas montagens no forno: Uma é Rerembelde, espetáculo infanto-juvenil dirigido por Gordo Neto, que estréia dia 29 de Outubro, sábado que vem. A outra é Os Dois Ladrões, dirigida por Vinício de Oliveira Oliveira, que estréia dia 07 de Novembro, pelo projeto 3&Pronto. Os Dois Ladrões tem no elenco uma série de figuras que todo mundo sabe, são "da CTN": Fernando Fulco, Chica Carelli, Cida Oliveira, Marísia Motta... Mas conta ainda com a participação de umas figuras de uma outra companhia do teatro, sem que isso configure uma parceria entre companhias: Eddy, Marcelo Sousa Brito e Roquildes Júnior. No Rerembelde, se você for parar pra pensar, o cenário é de Lorena Torres Peixoto, uma assistência de figurino de Indaiá Oliveira e um Camilo Fróes no elenco, que não são exatamente, veja bem, CTN. Isso sem falar que Daniel Farias, que faz o personagem principal do Rerembelde, não era do Vilavox?

Claro que todo mundo no Vila trabalha com parcerias, que é permitido que as coisas se misturem, que O Despertar da Primavera tinha um monte de Novos Novos infiltrados e é bom que isso aconteça, mas como a CTN atualmente não tem "dono", na hora de ver quem é que vai balançar Mateus, é natural que haja alguma confusão.

Etérea, confusa, maleável ou não, a Companhia continuará produzindo e já discute planos para 2006. Vamos ver o que acontece.

SE LIGUE, QUE AS OFICINAS VÊM AÍ!

O verão ainda está chegando, mas já está no ar e a gente se prepara para mais uma temporada das Oficinas Vila Verão, que anualmente atrai baianos e turistas para as salas de ensaios do teatro. De 9 de janeiro a 5 de fevereiro, artistas e técnicos oferecem cursos introdutórios ou de aprofundamento nas áreas de teatro, dança, música, abarcando o público formado tanto por profissionais quanto por amadores. As aulas acontecem nas dependências do Vila, com os recursos oferecidos pela infra-estrutura do teatro, dando aos alunos a oportunidade de entrar em contato com os bastidores de um espaço artístico dinâmico e na ativa. As inscrições começam no dia 7 de novembro e os valores variam de R$ 70,00 a R$ 150,00.

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Só se vê na Bahia


Quinta-feira passada, Gordo (diretor de Rerembelde, espetáculo infanto-juvenil da CTN [Companhia Teatro dos Novos] que estréia agora, dia 29 às 17h) foi a uma reunião do SATED, e na volta, correndo para pegar o ensaio do Rerembelde, encontrou com um cambista na porta do Passeio Público:

"Ingresssso, ingresssso! Ingresssso pro show da Confraria. Show da Confraria, ingresssso!..."

Aqui no Vila detestamos cambistas. Declaradamente. Lutamos contra eles. Latimos para eles. Também por isso, entre outros fatores, é raro encontrar cambistas negociando ingressos para espetáculos ou eventos do Vila.

Ao ver o cambista, Gordo não resistiu, se fez de besta e perguntou: "Ingresso pra Confra, é? Quanto tá?" 5 conto! "E esse ingresso é verdadeiro mesmo?" É, rapá! É niuma, pegaí, leva logo dois! "Vamo lá então, vamo na porta, aí se o cara disser que é real mermo, aí eu compro." Bora.

Vão Gordo e o cambista para a bilheteria. Gordo de ingresso na mão, olha para Cláudio (funcionário que estava fazendo a portaria no dia) como se não conhecesse ele, mostra o ingresso, "ô meu velho, esse ingresso aí é verdadeiro?". Cláudio fica, obviamente alguns segundos sem entender a situação, não diz nada e vai checar a validade do ingresso.

Checando a numeração e o carimbo com Jeudy, o gerente-noturno, chega-se à procedência do ingresso: foi distribuído como cortesia. Jeudy vai até a porta averiguar. Compreende a história toda, explica ao cambista que o ingresso é cortesia, que ele não pode vender, que se outra pessoa que não ele, vier com aquele ingresso, ele não vai deixar entrar. Acuado, o contraventor não vê outra saída: "É... Então... Então eu vou entrar, né? Tenho nada melhor pra fazer, mermo. Ô vei? Cê não queria ver o show? Se quiser, então fica com o outro ingresso pra você, pa cê entrar também". Só então, com a intervenção de Jeudy, a farsa é revelada: "Esse aqui pode entrar na hora que quiser!".

O cambista ficou sem entender. Depois entendeu. Entrou, viu o show e ninguém nunca mais ouviu falar.

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Uma das linhas de ação que mais consome as preocupações dos artistas aqui do Vila é a formação de platéia. Mas, afinal, o que é formação de platéia?

A grosso modo, pode ser entendido como trazer gente para o teatro. Algumas pessoas entendem que isso significa distribuir ingressos de graça ou apresentações especiais a "preços populares". A forma como o Vila atua é um tanto diferente. Queremos, sim, atrair pessoas para o teatro. Mas, acima disso, queremos que este público seja capaz de apreciar e valorizar o trabalho do artista, que seja tocado por um espetáculo e deseje repetir essa experiência.


Da Ponta da Língua à Ponta do Pé

E como fazemos isso? Realizando trocas entre artistas e público, através de oficinas, palestras, bate-papos e, em alguns casos, promovendo acesso através da redução do preço do ingresso. As "trocas" são mesmo o principal foco da nossa ação. Acreditamos que, através do contato mais direto entre artistas e público, a difusão do conhecimento sobre as linguagens artísticas as torna mais próximas das pessoas, flui mais fácil, despertando tanto a compreensão quanto a sensibilidade. Sem formalismos ou pretensão, metemos a mão na massa e realizamos educação artística!

Há algum tempo já trabalhamos neste sentido, mas 2005 certamente vem sendo um ano especial de semeadura. Este ano, projetos como Vila Novos Novos, Da Ponta da Língua à Ponta do Pé e Vilerê foram bulir no começo de tudo: as crianças. Resolvemos fazer um investimento a longo prazo para a cultura baiana - estimular o crescimento do público das artes cênicas para daqui a uns 10 ou 15 anos.

Com o Vila Novos Novos, a Cia. Novos Novos ofereceu diversas oficinas a crianças de bairros populares, alunos de escolas públicas, que culminaram na inclusão de alguns deles no elenco de suas montagens. As atividades, que tiveram patrocínio da COELBA, trouxeram para o meio artístico crianças que normalmente não têm acesso a ele. Em novembro, a Novos Novos planeja uma temporada de apresentações para escolas públicas, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação e Cultura, a exemplo do que já aconteceu com seus outros espetáculos e que este ano também foi feito pelo Viladança - que conta com o patrocínio da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Nesta parceria com a SMEC, o Viladança se apresentou para 8.800 alunos da rede pública municipal e agora, com o patrocínio do BNB, leva Da Ponta da Língua à Ponta do Pé às cidades de Brumado, Livramento, Rio de Contas e Jequié, onde faz apresentações do espetáculo e oficinas. Foi fácil perceber a empolgação dos pequenos ao longo do projeto, com muitos depoimentos de fascinação com o teatro e a vontade de alguns de se tornarem artistas...

Já o Vilerê - o Mês da Criança no Vila, com uma bela combinação de eventos lúdicos, artísticos e educativos, procura trazer ao público o divertimento com uma proposta de sensibilizar as crianças para a arte e a relação com o outro. Neste primeiro ano do projeto, estamos fincando as bases e, no ano que vem, vai ser melhor ainda!

É nisso que acreditamos. E quem compartilha desta mesma idéia são organizações como Petrobras, Chesf, Vivo e Fundação Cultural do Estado da Bahia, que vêm patrocinando o Vila, palco dessas iniciativas de educação pela arte.

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Mais Vilerê - 3ª semana

Alices e Camaleões no mês da Criança no Vila

No próximo final de semana, o espetáculo Alices e Camaleões, da Cia. Novos Novos, é a atração teatral do Vilerê - O Mês da Criança no Vila. Com crianças no palco e na platéia, a montagem é uma fábula moderna, que tem como núcleo a discussão sobre a prepotência e o convívio social. As apresentações acontecem sábado e domingo (dias 22 e 23), às 17:00. Antes do espetáculo, acontecem jogos recreativos no Passeio Público, a partir das 15:00, e a exibição de filmes curta-metragem infantis.

Alices e Camaleões estreou em novembro de 2004. O tema veio da idéia de se juntar, em um mesmo projeto, dois desejos: homenagear os 40 anos do Vila e também falar do nosso momento atual, com o planeta inseguro em meio a ditadores, terroristas, extremistas e presidentes imperialistas. Como material de apoio para a dramaturgia, foram pesquisados textos e documentos sobre o Golpe de 64 e suas conseqüências. A tirania observada em vários contos para crianças também foi estudada, e nesse quesito foram lidos trabalhos como as obras-primas do escritor inglês Lewis Carrol (1832-1898), Alice no País das Maravilhas e Através do espelho e o que Alice encontrou lá.

Outra inspiração que encorpou todo esse processo e também seu texto foi Yellow Submarine, filme psicodélico dos Beatles, produzido nos anos 60. As referências ao Quarteto de Liverpool emprestaram à peça, sobretudo, inspirações estéticas para a encenação e para a sua trilha sonora, além do clima alto astral do texto, que pretende tratar de coisa séria sem ser enfadonho ou carrancudo. A história de Alices e Camaleões começa com uma comprovação: criança é muito, e sempre, curiosa.

Venha ver!

Dias: 22 e 23 (sábado e domingo)
Horário: 17:00
Onde: Palco principal do Teatro Vila Velha
Ingressos: R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia)

Exposição de Brinquedos Populares

As crianças de hoje poderão entrar em contato com peças em madeira, metal, papel e outros materiais, que há muito tempo divertem e encantam os pequenos por todo canto. Bonecos, parque de diversão em miniatura, brinquedos criados para o Sírio de Nazaré, entre outras peças, poderão ser vistas e adquiridas durante a exposição.
Horário: De segunda a sexta, das 14:00 às 17:00. Sábado e domingo, a partir das 15:00.
Onde: Foyer do Vila
Temporada: Até dia 30 de outubro
Entrada franca


Mostra de Curtas

Antes de cada espetáculo, serão exibidos filmes e animações em curta-metragem de ficção direcionada a crianças e adolescentes. A maioria dos filmes são realizações feitas em parceria com a TVE Rede-Brasil, que foram premiadas pelo edital Curta-criança, do Ministério da Cultura em 2003, além de algumas animações baianas. A mostra será realizada através da parceria firmada entre o Vila e a ABCV - Associação Baiana de Cinema e Vídeo (ABD - BA).
Horário: 17:00 (antes dos espetáculos)
Dias: Sábados e Domingos
Ingressos: incluso no ingresso para os espetáculos


Jogos e Brincadeiras no Passeio Público

Todo sábado e domingo, antes dos espetáculos, a turma do Acampamento Arraial comanda uma série de jogos e brincadeiras inéditos, tendo como mote as peças em cartaz. A cada dia uma atividade diferente, promovendo a interação entre as crianças através da valorização de suas mais diversas habilidades intelectuais e motoras.
Horário: Das 15:30 às 16:45.
Dias: Sábados e Domingos
Onde: Passeio Público
Entrada franca


Oficinas Artísticas para Crianças

Continuam abertas as inscrições para as oficinas. Ministradas por arte-educadores, as oficinas artísticas oferecem às crianças a oportunidade de ter um primeiro contato com trabalhos manuais, desenvolvendo a criatividade e a concentração, criando peças lúdicas artesanais. Ofereceremos, nos próximos sábados, aulas de Criação de Bonecas de Pano, Origami e Brinquedos de Sucata.
Horário: Das 9:00 às 12:00.
Dias: Sábados
Valor: R$ 15,00 (cada oficina)
Inscrições: de segunda a sexta-feira, das 14:00 às 17:00
Informações: 3336-1384

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

enquanto isso, nos bastidores...

Jorge, você tem 108 cm de quadril?
Ganhou até de Carla Perez!

Valdinéia Soriano, dando conta do novo figurino de Cabaré da RRRRRaça

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

*FLOCOS*DA*PRIMAVERA*

Estamos num período de "nevasca" aqui no Passeio Público. Vejam as imagens da manhã de hoje.




fotos: juliana protásio
Vocês viram a foto de Rivaldo no iBahia?



terça-feira, 11 de outubro de 2005

Vestígios de uma temporada

O Viladança está terminando a mega-temporada de apresentações de Da Ponta da Língua à Ponta do Pé para crianças da rede pública municipal. Foram quantas sessões mesmo? Umas 80! Como vocês podem imaginar, os dançarinos estão acabados. Mas não são somente eles...


pilhas utilizadas nos microfones sem-fio

sapatos que fazem parte do figurino

BAKULO NA TV

O pessoal do Rio manda avisar:

O espetáculo Bakulo - os bem lembrados , da Cia dos Comuns, que esteve em cartaz no Conjunto Cultural da Caixa no Rio de Janeiro, ganha destaque no programa Arte com Sérgio Brito, da TVE/Rede Brasil, nesta terça-feira, 11 outubro às 21h00.

Horário alternativo: Quinta, às 1h30 e sábado às 19h.

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

FALA VILA ESPECIAL DIA DA CRIANÇA
Tema: ECA ? Estatuto da Criança e do Adolescente

O Estatuto da Criança e do Adolescente completou 15 anos, mas será que tem o que comemorar? No dia 12 de outubro, Dia da Criança, a Cia. Novos Novos promove o primeiro Fala Vila organizado por adolescentes para tratar a falta de conhecimento sobre o Estatuto, debater questão da diminuição da maioridade penal e outros temas ligados aos direitos do jovem. Há cerca de um mês, o grupo vem reunindo alunos de escolas públicas e particulares, e adolescentes atendidos pela APAE para discutir os temas, que nesta quarta-feira serão debatidos com psicólogo e psicoterapeuta Romero Magalhães e com a assistente social Gilca Carreira. A mesa redonda acontece às 10:00 e será aberta ao público, com entrada franca.


SE LIGUE!
Fala Vila: Especial Dia da Criança (mesa-redonda)
Dia: 12/10/2005 (quarta-feira)
Horário: 10:00
Onde: Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha Entrada franca

Coordenação: Cia. Novos Novos

Palestrantes:
Gilca Carreira - assistente social com trabalho voltado para infância e juventude
Romero Magalhães - psicólogo e psicoterapeuta, abordagem sobre adolescência

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

PERFIL
Já que estamos na Semana da Criança...


Nome: Felipe Gonzales
Codinome: Bobina (porque quer dirigir todos os outros atores)
Função: Ator e monitor da Cia Novos Novos
Tempo de Vila: 5 anos
Quantas vezes assistiu a Cabaré da RRRRRaça: várias vezes, mas não deixe o juizado saber disso!Gostamos dele porque: ele é empolgado
Dá raiva dele quando: ele enche o saco para colocarmos seu perfil no ar

O que dizem sobre ele:
"Felipe é uma gracinha, apesar de ser muito mandão" (Débora Landim)
"Ele é como um irmão pra mim. Um cara companheiro, divertido, palhaço..." (Thierry Gomes)
"Não aguento mais ele pedir para colocar o perfil dele no blog!" (Chambinho, estagiário)

Citação:
"E aí, véi? Quando é que vai entrar meu perfil?"
"Além da sustentabilidade econômica da Empresa, interessa à Chesf a sustentabilidade social e ambiental para o país e para o planeta."

Com esta frase, João Bosco de Almeida, diretor administrativo da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) abre a apresentação do catálogo que foi publicado este ano pela empresa, que vem registrando espécies do ecossistema ao redor de seu escritório em Pituaçu. Além da publicação, a Chesf desenvolve também ações de preservação da área - remanescene da Mata Atlântica.

A publicação tem como objetivo informar aos visitantes e moradores da região sobre as espécies encontradas ali, a fim de que as pessoas possam respeitar e desfrutar essa natureza.

A Chesf é um dos patrocinadores do Teatro Vila Velha.
Saiba mais: http://www.chesf.gov.br/

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Paralelos

Marcelo Sousa Brito (A Outra Companhia de Teatro) ganhou uma canga do estilista Jean Paul Gaultier. João Meirelles (Orquestra Furi-Furi/ Unidade de) fez uma foto dele com a tal canga. A foto foi publicada nesta revista francesa, junto com fotos de outros ganhadores do "mimo". Ficou bonito, não?


quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Tem espetáculo? Tem sim, senhor!
Tem oficina? Tem sim, senhor!
E tem mais um monte de coisa? TEM SIM, SENHOR!
Em outubro, o Vila dedica sua programação aos espectadores mais participativos, de gosto mais delicado, e... críticos: as crianças e os adolescentes! Preparamos o primeiro VILERÊ - O Mês da Criança no Vila. A cada final de semana, oficinas de trabalhos manuais, recreação de graça no Passeio Público, apresentação de curtas-metragens, exposição de brinquedos e, como não poderia deixar de ser: Teatro!!! São quatro espetáculos diferentes ao longo do mês e outras estripulias que os artistas do Vila inventaram para ocupar o Vila com os ?erês?.

O projeto é uma iniciativa do Teatro Vila Velha, que vem se dedicando cada vez mais à sensibilização artística do público jovem, através de alternativas que fazem uma ponte entre educação e diversão para a galera na faixa entre 4 e 14 anos.

Fique por dentro da nossa programação através dos informativos e da nossa página. Se tiver alguma dúvida, pode entrar em contato conosco através do comunicacao@teatrovilavelha.com.br ou pelo telefone (71) 3336-1384.

1 ano Da Ponta da Língua à Ponta do Pé

Neste domingo, dia 9 de outubro, a Cia. Viladança comemora 1 ano da estréia de seu primeiro espetáculo infanto-juvenil, Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, a peça principal do seu projeto de formação de platéia entre crianças e adolescentes. De sua primeira apresentação para cá, foram realizadas 100 sessões da peça, que passou também por cidades como Maceió, Aracaju e 5 cidades do interior baiano, tendo sido assistida por mais de 20.000 pessoas, entre as quais, estudantes de escolas públicas municipais, através de uma parceria realizada com a Secretaria Municipal de Educação, que até o final do mês terá contemplado 8.800 alunos de e 80 instituições. Cristina Castro e os dançarinos da companhia estão orgulhosos dos resultados alcançados e devem continuar investindo no projeto de formação de platéia em 2006. Venha comemorar com a gente! (sab/dom - 17h - r$14/7)

Oficinas para crianças

Oferecidas por artistas plásticos, artesãos e arte-educadores, as oficinas irão trazer às crianças a oportunidade de ter um primeiro contato com as artes plásticas e trabalhos manuais. Oficinas oferecidas: Máscaras, Origami, Brinquedos de Sucata e Criação de Bonecas de Pano. Inscrições: De segunda à sexta-feira, das 14:00 às 17:00. Informações: 71 3336-1384

Jogo e brincadeiras no Passeio Público

Todo final de semana, antes dos espetáculos do Vilerê, a turma da colônia de férias Acampamento Arraial comanda uma série de jogos e brincadeiras inéditos, estimulando as crianças a desenvolverem noções de solidariedade, respeito e confiança pessoal. (sab/dom - das 16:30 às 16:45 - gratuito)

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Diretamente das entranhas do Vila...

Anda muito interessante a movimentação dos ensaios dos grupos residentes aqui no Vila. Como vocês já devem saber, a quantidade de produções esse ano cresceu bastante com alguns dos nossos projetos de montagens e formação de platéia. A quantidade de trabalho e pessoas trabalhando cresceu, as salas de ensaio, não. O povo tem encontrado alguns espaços "alternativos" para se reunir e dar vazão a seus textos e personagens. Camarins, estúdio, sala das costureiras (com elas dentro!), depósito, atrás do balcão do Cabaré... tudo vira lugar para ensaiar. Reza a lenda que um certo diretor de espetáculo infantil - que estréia no final de outubro - queria ensaiar até uma coreografia dentro do estúdio!!! Ensaios no estúdio passaram a ser freqüentes. Um determinado elenco certo dia ensaiou no Cabaré, até que este teve de ser liberado para o público, foram para a sala João Augusto, perderam na negociação, no mesmo dia ainda pleitearam um camarim e não conseguiram: Os que não estavam em uso por apresentações do dia, estavam tendo ensaio. Os camarins estão disputadíssimos!!! O burburinho pode ser ouvido a qualquer hora, enquanto as atenções estão voltadas para quem está em cena. É esse movimento "invisível" que dá cara ao Vila, que promove trocas e faz tudo isso aqui funcionar como um organismo - ou formigueiro - por todos esses anos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

CRÍTICA TEATRAL

A dramaturgia étnica da Companhia dos Comuns
Peça sobre origens africanas fica no limite do panfletário

Macksen Luiz - Folha de S.Paulo
[01/OUT/2005]

Com Bakulo - Os bem lembrados, a Companhia dos Comuns retoma o ciclo de espetáculos sobre as origens africanas do negro brasileiro, já exploradas em A roda do mundo e Candaces. Nesta trilogia encenada pelo grupo de atores negros investigam-se os fundamentos de uma cultura e as relações decorrentes de contradições sociais e históricas. Há coerência estilística e segmentação cultural na companhia, que a cada montagem se solidifica no depuramento de meios e no ajuste da dramaturgia.

Se em Roda do mundo se enfatizava a condição social do negro, num quadro expositivo, quase naturalista, e com caráter de denúncia, em Candaces remete-se ao divinal para estabelecer a construção mítica do mundo. Já Bakulo procura integrar os dois planos, com ênfase maior nas próprias dificuldades da comunidade negra em conviver com o preconceito e a exclusão. A perspectiva agora se desvia para as suas entranhas e vivências, o conflito na convivência da ascensão social com as origens.

Tal como em Roda do mundo, Bakulo pode ser considerado um agit-prop (agitação e propaganda), forma de encenação que se propõe, diretamente, a instigar e divulgar determinada idéia. Para tanto, o grupo selecionou alguns textos do geógrafo Milton Santos para estabelecer contexto para aquilo que está sendo apresentado, textos que são lidos diante de microfones, como informes de um quadro social. Por outro lado, a narrativa assume a função de apontar ''causas'' dos problemas, sem qualquer intermediação de metáforas ou de artifícios para encobrir nomes e instituições.

As histórias paralelas, já que se pretende painel mais amplo e didático ligado ao contexto geral, procuram discutir as questões propostas através de cenas realistas. O líder comunitário e o irmão, o casal de classe média, ele postulante a cineasta, ela professora universitária, são os veículos para a auto-reflexão social e política.

Mas as informações mais diretas, explícitas, ressurgem a todo instante, induzindo à ação. Muitas vezes isso funciona, outras torna-se acentuadamente panfletário. Quando se buscam as referências ancestrais, apontadas como possibilidade de resistência cultural e mudanças sociais, esse tom impositivo arrefece e se desenham nuanças numa narrativa que se configura mais monolítica do que flexível.

Márcio Meirelles fragmenta o roteiro, com cortes bruscos, cenas contrastadas, uso constante do microfone e muita música. Essa pulverização contribui para flexibilizar o texto, num relativo desmonte da rigidez das ''mensagens''. O diretor cria, com a simplicidade da cenografia, os sugestivos figurinos de Biza Vianna e a coreografia de Zebrinha, imagens de efeito, para as quais contribui a luz de Jorginho de Carvalho.

A direção musical de Jarbas Bittencourt valoriza as vozes dos atores, bem preparadas por Agnes Moço e Carolina Futuro e o grupo de músicos: Alanzinho Rocha, Filipe Juliano, Frida Maurine, Gláucia Brum e Rocino. A cena inicial, com os atores sobre pedestais, como deuses humanos de uma celebração entre a ancestralidade e o contemporâneo, pode ser vista como a síntese das tentativas de encontrar expressão original para uma dramaturgia étnica. A montagem é envolvente, mas parece se quebrar quando o caráter de agit-prop ameaça deixar a cena menos filigranada.

O elenco - Cridemar Aquino, Débora Almeida, Fábio Negret, Gustavo Melo, Hilton Cobra, Rodrigo dos Santos, Tatiana Tibúrcio, Valéria Mona e Vânia Massari - demonstra aprimoramento em relação às montagens anteriores do grupo, com atuações harmoniosas que se enquadram nas múltiplas exigências da direção.

Bakulo - Os bem lembrados. Texto de Marcio Meirelles e Cia dos Comuns. Com a Cia dos Comuns. Teatro Nelson Rodrigues. Av. Chile, 230, Centro.

E se, quando sair de férias, seu filho quiser dar um pulo no Rerembelde?

Já faz mais ou menos um mês que parte da Cia. Teatro dos Novos vem dando vazão ao seu lado mais criança. No final de outubro, eles estréiam Rerembelde, espetáculo escrito e dirigido por Gordo Neto para os pequenos, com idéias tiradas de sua própria infância. Vamos conhecer a história de Lucas, um garoto cheio de idéias, que meteu na cabeça que quer visitar sua amiga Aninha no Rerembelde, um lugar diferente, onde moram os seres das histórias maravilhosas e as casas são feitas de doces.


Ilustração: Luiz Santana

Ao longo dos ensaios, cada artista se desdobrou em personagens inusitados, tornando a história ainda mais divertida, com tipos que devem provocar risadas em gente grande também. Nessa história, quem acabou ganhando mais trabalho foi o figurinista Luiz Santana, responsável por criar o visual de cada criatura do universo do Rerembelde. Outra pessoa que vai trabalhar duro é a cenógrafa Lorena Torres Peixoto, que criará objetos coloridos e funcionais para mostrar os lugares onde acontecem as aventuras de Lucas.

Conheça agora uma prévia do que vai ser a cara do espetáculo:



Ilustrações: Luiz Santana




Ilustrações: Lorena Torres Peixoto


quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Sem Censura desta sexta (30) recebe o diretor de teatro Marcio Meirelles

O diretor Marcio Meirelles, responsável pela encenação do espetáculo teatral Bakulo - os bem lembrados (em cartaz no Rio de Janeiro, com a Cia dos Comuns), é um dos convidados da jornalista Leda Nagle para o programa Sem Censura desta sexta, 30 de setembro.

Marcio, que também é diretor do Bando de Teatro Olodum (onde Lázaro Ramos, que também participa do Sem Censura, começou sua carreira de ator) estará falando sobre o espetáculo, cujo enredo faz um retrato do negro e o mundo globalizado, abordando temas como preconceito, exclusão social e política social.

Márcia Vilella
Roubaram a sanfona de nosso amigo!

Foi roubada no dia 21/09/2005 uma sanfona preta com fole vermelho, 120 baixos, marca: Settimio Soprani com case marrom. Instrumento de trabalho do nosso colega, Saulo Gama, que está às vésperas da chegada do seu segundo filho. Por favor, ajudem a divulgar que haverá uma gratificação para qualquer informação que leve à recuperação do instrumento. O telefone para contato é: 9117 2272 (falar com Saulo)

terça-feira, 27 de setembro de 2005

PERFIL
de volta, em grande estilo



Nome: Cristina Castro
Codinome: Cris
Função: Diretora, produtora e coreógrafa do Viladança e embaixadora do Vila para assuntos financeiros
Tempo de Vila: Coisa de 9 anos
Quantas vezes assistiu a Da Ponta da Língua à Ponta do Pé: Umas três vezes... por dia.
Gostamos dela porque: Porque ela é gente grande com jeito de gente pequena!
Dá raiva dela quando: Ela vem com aquele jeito doce, mas com trocentas coisas pra você fazer e é impossível negar.

O que dizem sobre ela:
"Já fizemos algumas viagens juntos pelo mundo da criação.Ela tem aquele jeito de fazer acontecer o que ela quer sem deixar de levar em conta a nossa vontade.É pura sedução artística." (Jarbas Bittencourt)

"Todo dia ela me surpreende, mas quando ela me liga dia de domingo, à tarde, para falar de trabalho..." (Danilo Bracchi)

"Ela é uma artista muito instigante. É muito estimulante trabalhar com ela." (Espirito Santo)

Citação: "Ô, meu lindo... Faça uma coisinha pra mim..."
3 & Pronto na Venezuela

A estréia brasileira do espetáculo Divorciadas, Evangélicas e Vegetarianas, dirigido por "Fabrio Spiritu Santo" foi parar no site da Radio Nacional de Venezuela. Ah! Campo Alegre é, na verdade, Campo Grande, onde fica o Teatro Vila Velha.
INFORME IMPORTANTE

Nesta quarta-feira (28/09), as atividades do Vila - inclusive a tradicional RODA DE CHORO - estarão suspensas por causa da manutenção do quadro de energia. Na quinta-feira, tudo voltará ao normal.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

DIVORCIADAS, EVANGÉLICAS E VEGETARIANAS


Foto: Fábio Espírito Santo

Três mulheres diferentes em seus estilos de vida, personalidades e opiniões, mas com um ponto em comum: a necessidade de marcar um re-encontro com elas mesmas. Com muito bom humor, a peça do venezuelano Gustavo Ott entrou em cartaz em Salvador nesta que é a sétima montagem do Projeto 3 & Pronto. A direção de Fábio Espírito Santo (que também "brinca" com a luz) deixa as atrizes Iara Colina, Mariana Freire e Vivianne Laert correrem soltas na pele dessas mulheres cheias de vícios, deleites, angústias, compaixão, medos e anseios. Como o próprio título já sugere, a peça tem divertido mulheres - e homens também - com as peculiaridades de cada uma das personagens.

Venha rir e comover-se com elas: hoje e amanhã - 20h.
movimento negro
Centro Cultural Quilombo Cecília
Aberto de Segunda a Sexta, das 13, às 18 Hs
Rua do Passo, 37, Pelourinho - Salvador - BA

Capoeira Angola // Biblioteca Comunitária // Alfabetização de Jovens e Adultos // Eventos Culturais

Programação de Outubro de 2005

Domingo, dia 09 de Outubro, a partir das 15 Hs:
Dia das Crianças Quilombolas
Mostra do Desenho "Kiriku e a Feiticeira"
Pipoca, Palhaços, Teatro de Bonecos, Contação de Histórias
Leve os seus Erês!


Sábado, dia 22 de Outubro, a partir das 16 Hs:
"09 Anos Sem Alexandro e Dinho ? A Ferida Não Cicatrizou!"
Exposição de Fotos, Palestra com Membros da Organização
Reaja ou Seja Mort@, sobre Violência Policial Contra a
Juventude Negra e as Atividades do Reaja! em Salvador


Maiores informações pelo Fone 8101-7320
Ou via e-mail: quilombocecilia@ig.com.br

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

SALVADOR E VANGUARDA HOJE
o que é? o que foi? o que pode ser?

"A idéia de vanguarda tinha um frisson todo especial em meados do século XX. A própria noção de qualiade se atrelava ao fazer vanguardista. E agora? Para onde vai a idéia de vanguarda? Deixou de ser ascensão estética do espírito para virar estratégia de marketing - a próxima onda? O que Salvador tem a dizer sobre isso?"

É o que o público poderá conferir na Noite Cultural que o ICBA promove nesta segunda-feira (26/09), às 19:00. E quem vai falar um pouco sobre o assunto é o diretor teatral, cenógrafo e figurinista Marcio Meirelles. Com uns 30 anos de carreira na área das Artes Cênicas e uma referência na Bahia, certamente terá muito o que acrescentar no debate. A conferência é uma realização da Fundação Gregório de Mattos e da Escola de Música da UFBA, sob coordenação do professor Paulo Costa Lima.

terça-feira, 20 de setembro de 2005


Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga
movimenta o Maciço de Baturité


Continua até o próximo sábado (24) a 12a edição do Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (FNT), que desde a sexta-feira, 16, atrai artistas, pesquisadores e visitantes às cidades de Guaramiranga e Pacoti, onde acontece o evento. Diariamente nos teatros, praças e outros espaços abertos e fechados das duas cidades são realizados espetáculos teatrais, esquetes, atividades recreativas para o público infantil, oficinas, debates e mini-cursos para os estudiosos das artes cênicas, além de cortejos, shows musicais e exposições.

A Mostra Competitiva do FNT reúne nove grupos de cinco estados nordestinos - Ceará, Alagoas, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte - que concorrem ao troféu beija-flor e prêmio em dinheiro em 12 categorias - melhor espetáculo (júri oficial), melhor espetáculo (júri popular), melhor direção, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, cenário, caracterização (figurino e maquiagem), iluminação, sonoplastia e texto original.

E quem está participando do júri-debatedor é o diretor Marcio Meirelles, que leva a contribuição da Bahia para a escolha dos melhores do Festival.

+ info: degage@fortalnet.com.br