quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

Amigo Secreto


Rolou o amigo secreto do Vila, dessa vez, aberto para os funcionários e equipe de gestão do teatro. Infelizmente, nem todos participaram. Não sei se esse sentimento é geral, mas particularmente, acredito que os que não quiseram ou não puderam participar fizeram falta. Do colegiado, só o novato (Luiz Gustavo Libório Vianna) entrou no troca-troca. Paralelo ao sorteio de amigos, aconteceu a votação de Personagens do Vila 2004, nas categorias: Amigo, Engraçado, Conversador, Crítico, Zangado, Paquerador, Figurino, Atencioso, Revelação e Enrolado.

A festa foi no dia 23 de Dezembro, num barzinho que de dia é estacionamento na frente do Minhocão, no Politeama. Chegamos fazendo bagunça, todos muito à vontade, um monte de mesa de colada uma na outra, para mais de vinte pessoas. Para a surpresa de todos, compareceram ainda: Gordo Neto acompanhado de Lauana Vilaronga, Cristina Castro, Chica Carelli e (pasmem!) Marcio Meirelles e um cara lá que eu não conheço sentado do lado de Jó.

A celebração começou com a revelação dos destaques da noite: prêmios para Gilmar (paquerador), Nalva (amiga), Luiz Gustavo Libório Vianna (figurino E revelação), Gilca (crítica), Alessandro (conversador e engraçado), Rivaldo (enrolado), Jó (atenciosa) e Maurício (zangado). Vale lembrar que Jeudy ficou com três segundos lugares.

Depois da entrega, esperamos o retardatário Márcio Pimentel chegar com pouco mais de uma hora, e são entregues os presentes com emoções, risadas e palhaçadas habituais. Foram momentos de descontração muito legais, com aquelas pequenas descobertas de ver pessoas extrovertidas sem a timidez do ambiente de trabalho. Depois dos presentes ainda vieram os brindes especiais e o grande momento da noite: A cesta de Natal. Cell Dantas levou o prêmio especial por sorteio e começamos a nos dispersar.

Foi uma boa festa. Esperamos que ano que vem tenha mais.

Camilo Fróes

OFICINAS VILA VERÃO

As inscrições já estão rolando. Desde que saiu no jornal e deu na televisão, tem sido um tsunami de ligações. Muita gente pedindo informações e vindo se matricular. Algumas pessoas estão interessadas mesmo no espírito divertido das oficinas, entrar em contato com os artistas, conhecer de perto (de dentro, aliás) o Vila. Outras levam o negócio mais "a sério". Alguns pais ligam para cá perguntando se depois das oficinas seus filhos vão fazer comerciais, atuar como modelos, aparecer na televisão... Nossa idéia não é essa e chega a ser meio complicado explicar que não é assim.

Mas o que nós oferecemos são mais de dez oficinas nas áreas de teatro, música e dança, voltadas para um público bastande diverso. As aulas acontecem de 10 a 28 de janeiro e serão dadas por artistas que já têm vasta experiência no cenário cultural de Salvador.

Se interessou? Então dê um gás, porque as inscrições vão somente até o dia 7 de janeiro!

Confira os cursos oferecidos clicando aqui.

terça-feira, 28 de dezembro de 2004

r . e . t . r . o . s . p . e . c . t . i . v . a
Passando 2004 a limpo

Com o aniversário de 40 anos do Vila, a programação do teatro em 2004 foi marcada por espetáculos comemorativos e outras atividades especiais. 2004 serviu para o Vila revisitar a história do Brasil, através da sua própria, e contar aos outros como o teatro vem se renovando até hoje.

Este foi um ano de altos e baixos para a equipe do Teatro Vila Velha, com períodos de dificuldades financeiras e homenagens prestadas por artistas e diversas entidades, assim como a concentração de muitos esforços em benefício da sociedade através das artes. No início do ano, o teatro foi penhorado por causa de uma suposta dívida de IPTU, mas na mesma época foi também homenageado pela Câmara de Vereadores e teve sua isenção tributária reconhecida pela Prefeitura. O Vila também sofreu com o estado de abandono do Passeio Público onde está situado, o que provocou a mobilização de seus artistas na 1ª Lavagem do Passeio Público e fez com que o Governo do Estado prometesse a reforma do espaço, que foi noticiada e ainda não aconteceu, mas continua sendo aguardada.

Como já faz parte da rotina proposta e mantida pelo Vila nos últimos anos, a cada semana foram apresentados em torno de nove apresentações, reunindo as mais diversas linguagens artísticas. O Vila também não perdeu de vista seu compromisso político e social, ampliando seus programas de formação de platéia e a aproximação com seu público já cativo.

Depois de todos os acontecimentos, o balanço que fazemos é que 2004 foi, entre outras coisas, um ano de reconhecimento público da importância das linhas de trabalho desenvolvidas no teatro.

Reveja conosco aquilo que marcou o ano que já está indo embora.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

E se você pudesse escolher...

... um destes espetáculos do Viladança para assistir numa mostra de Dança Contemporânea, qual você escolheria?

José ULISSES da Silva

Headhunters - Caçadores de Cabeças

CO2 - Cinco Sentidos e um pouco de Miragem
E R R A M O S !

Aqui no teatro temos um jogo. Chama-se 'o erro da agenda'. É um jogo muito interessante que agita a vida social aqui da gente, de forma que se por algum motivo, sofrermos de tédio, já sabemos que esse tédio não vai durar, porque 'o erro da agenda' vem aí para nos alegrar.

Funciona assim: Enquanto se faz a agenda, a equipe responsável pela agenda bi-mensal enlouquece atrás de datas, fotos, textos e um desenho que agrade a todos. Quando finalmente a agenda está pronta, imprime-se uma versão em preto e branco (pra economizar) da agenda para que ela possa ser revisada e vá para a gráfica livre de erros.

Cientes do jogo, durante a revisão, cada pessoa que revisa deixa passar pelo menos um erro. Assim, dias depois, quando a agenda chega pronta da gráfica, em dez mil cópias, todo o teatro se mobiliza feroz em busca do erro da agenda! É como uma gincana. Uma agitação sem igual. Saímos correndo pelo corredor gritando: "Cadê o erro da agenda? Cadê o erro da agenda?!"

Dessa vez quem descobriu foi Marcio Meirelles! Datas! Erramos datas de três espetáculos! Um errão! Todos se alegram. E agora se reunem eufóricos querendo saber como consertar? Como consertar as dez mil agendas. Já inventamos uma errata no bônus, mas não vai servir pra todo mundo. Vamos usar o velho método da etiqueta. Então compramos etiquetas e todos os funcionários, sem distinção de área de atuação se reunem apra conversar alegres no Cabaré e colar etiquetas nas agendas. O Vila é assim.

Os dias corretos de Cabaré da RRRRRaça são:

06, 07, 14, 20, 21, 27 E 28 de janeiro. Quintas e sextas, com exceção do dia 13 porque é Lavagem do Bonfim.

Os dias corretos de Essa é Nossa Praia são:

08, 15, 22 e 29 de janeiro.

Os dias corretos de Arlequim, Servidor de Dois Patrões são:

09, 16, 23 e 30 de janeiro.

As outras peças gráficas (cartaz, totem, banner interno...) e a página (www.teatrovilavelha.com.br) estão com as informações corrigidas.

"É proibido proibir"

Em 1976, o cineasta Glauber Rocha filmou os funerais do pintor Di Cavalcanti, criando um curta-metragem em sua homenagem. Di Cavalcanti di Glauber foi lançado em 1979, foi premiado no Festival de Cannes e teve sua exibição proibida no Brasil pela família do pintor.

Como Brasil é Brasil e a internet é o mundo todo... O curta agora pode ser assistido a partir deste endereço, sediado num servidor nos Estados Unidos.

O Teatro Vila Velha é contra qualquer tipo de censura, por isso, estamos divulgando o link que dá acesso ao material: http://www.dicavalcantidiglauber.us/di2.WMV

Para maiores informações sobre o filme, visite também: http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/curtas/di/di.asp


segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

Ricardo Castro faz concerto especial
no encerramento da programação 2004 do Vila

"Aquele do R$1,99?"
"Nossa, eu nem sabia que ele também tocava piano!"


Não. Não é "aquele do R$1,99", e o que esse cara mais sabe fazer na vida é tocar piano. Apesar da homonímia e da baianidade, são artistas bem diferentes. Ricardo Castro, o pianista, nasceu em Vitória da Conquista e há 20 anos mora na Europa, continente a partir do qual seu talento tornou-se conhecido internacionalmente.

Amanhã e quarta ele apresenta aqui no Vila um concerto bem pouco convencional. Juntamente com convidados como a pianista Maria João Pires, o saxofonista Rowney Scott, a cantora Jussara Silveira e a atriz Chica Carelli, Ricardo faz uma apresentação que reúne música e encenação, numa reflexão sobre sua vida e o caminho artístico que ele escolheu. O concerto Andarilho ou Músicos Andarilhos - nome ao qual se chegou depois de inúmeras mudanças - tem direção de Marcio Meirelles e textos compilados por Cacilda Povoas a partir de autores que refletem sobre a carreira musical e entrevistas do próprio Ricardo.

As apresentações encerram a programação do Vila em 2004. É um presente oferecido por Ricardo, que assim como este teatro, nasceu no marcante ano de 1964.

info:
21 e 22/12
r$ 30/15
20h

Leia a entrevista exclusiva de Ricardo Castro sobre o concerto

sexta-feira, 17 de dezembro de 2004

Um verdadeiro acontecimento! Ontem à noite, o palco do Vila abriu pro rock. Sim, isso mesmo! Guizzzmo e Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta fizeram jus ao espaço e apresentaram shows bem cuidados e com energia em rotação altíssima. Graças à estrutura do teatro, as bandas planejaram suas apresentações para realizar a gravação de áudio e vídeo com qualidade digital, que talvez venham tornar-se um DVD. A qualidade técnica das apresentações foi impecável, um presente para as bandas e para o público, ambos carentes de espaços para a realização de bons shows de rock em Salvador. O contentamento dos músicos com a oportunidade de tocar no Teatro Vila Velha era evidente, afinal, há um bom tempo o rock não passava por aqui...

Não é segredo para ninguém da cena roqueira local que o Vila tem lá suas restrições com os 'camisas pretas'. Ao contrário do que pode parecer, não se trata simplesmente de birra. Tem um monte de questões infra-estruturais que realmente complicam. O fato da platéia ser planejada para estar sentada, por exemplo. E alimentos e bebidas, então? Só quem trabalha com o Palcão pode saber o estrago que uma sujeirinha desse tipo é capaz de trazer... e a gente está acostumado a assistir aos shows agitando e tomando uma cervejinha. Sim, a preocupação de quem está nos bastidores aumenta bastante! O que importa é que todo mundo colaborou e foi compreensivo. Talvez o nosso simpático Jeudy tenha tido um pouquinho mais de trabalho, mas a tensão se dissipou e o que rolou foi uma festa bonita e eufórica.



Guizzzmo

A Guizzzmo abriu a noite com seu som irreverente: Vandex e seus contatos alienígenas. O show tem trechos narrativos, performáticos, começa em clima de "senta, que lá vem história" e segue com um rock de peso sonoro e misturado com outros ritmos. A banda é toda formada por veteranos batalhadores da cena - como não citar Apú e Mário Jorge, da lendária Úteros em Fúria? - e os caras carregam o peso da experiência roqueira com carinho. Continua sendo impagável a versão bossa-nova de "I wanna be sedated", do Ramones. Houve ainda a participação de Nancyta, outra grande figura do rock baiano. Para fechar o show, a divertidíssima Macaca, com direito à sensacional dança catártica de Vandex e a contribuição 'caribenha' de Rex.

Entre as duas apresentações, o "show do intervalo" ficou por conta do cantor e compositor Paquito. Mas quem roubou a cena mesmo foi Julinha, filha de Ed, um dos Ladrões de Bicicleta. Ela assumiu o microfone, ninguém entendeu direito, mas todo mundo achou uma fofura...


Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta

Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta entraram em cena num ritmo frenético. O show correu rápido, com uma música puxando a outra e deixando o público com pouco tempo para respirar. Platéia ligada, cantando junto e agitando como podia, balançando nas cadeiras ou dançando timidamente nas galerias. O que a banda mostrou foi muito vigor, com um vocalista possuído e todos os músicos perfeitamente sincronizados sem, no entanto, deixar que a inspiração fosse esfriada pela técnica. Fim de apresentação com muitos aplausos e um pedido quase desesperado de bis. A banda voltou ao palco para agradecer mais uma vez e pedir desculpas por não poder continuar por causa do horário, e tal, e coisa, mas... Não teve acordo: o público queria. E teve mais! Os caras fizeram mais uma música, uma mistura furiosa de samba cadenciado e rock. Sim, eles podem.

Juliana Protásio

quinta-feira, 16 de dezembro de 2004

c o r r e s p o n d ê n c i a


"Obrigado pela resposta, e nunca, mas nunca mesmo vou deixar de ir ao vila "


!!!

:: política & cultura ::
ARTISTAS REALIZAM FÓRUM DE IDÉIAS
PARA ORGANIZAR O SATED

Neste sábado (dia 18), o Fala Vila reúne a classe artística de Salvador para um debate sobre a organização do SATED, o sindicato da categoria. Com a presença de uma especialista em direito sindical, do presidente regional da CUT e do atual presidente do SATED, os artistas vão poder discutir a importância da atuação do sindicato e iniciativas para revitalizar o órgão na Bahia. O evento acontece a partir das 9:00 e vai até às 14:00, com exposições e debates, que culminam no Fórum de Idéias, um brainstorm organizado que tem por objetivo fortalecer a classe e trazer de volta o funcionamento do SATED de forma transparente e que sirva como uma representação legítima dos direitos dos artistas.

Quem quiser, pode chegar. A entrada é franca. O evento foi organizado pelos artistas Aicha Marques, Alda Valéria, André Tavares, Cristiane Barreto, Evelin Buchegger, Larissa Garcia, Marcelo Augusttu, Marcelo Sousa Brito, Mariana Freire, Marita Ventura e Rui Mantur.

Se ligue!
Fala Vila - Fórum de idéias da classe artística
Participações: Everaldo Augusto (Presidente da CUT-BA), Dra. Cláudia Bezerra (Advogada Sindical), Nilson Mendes (presidente do SATED)
Mediador: Marcio Meirelles
Data: 18/12/2004 (sábado)
Horário: Das 9:00 as 14:00
Local: Teatro Vila Velha
Entrada Franca

Para saber mais desse rebuliço:
Marita Ventura ? 9194-8290

quarta-feira, 15 de dezembro de 2004

FINAL DE SEMANA DO BANDO II
O último baba do ano

Investimento no baba: R$5,00
Passagens de ônibus: R$ 3,00
Ver Leno discursando sobre a confraternização com os amigos de chinelo não tem preço.

Estava marcado para sábado, às 9 da manhã. Por volta das 11, Leno já não aguentava mais dar a notícia às pessoas que chegavam e passava a tarefa ingrata para Didico, que pacientemente explicava que o baba só poderia acontecer depois de dois jogos de 40min cada e que Jorge Washington ainda não tinha dado sinal de vida com o churrasco, que seria feito numa churrasqueira dividida com um outro pessoal. E a água da piscina estava verde.

O tempo até que passou rápido com as incessantes piadas de Leno, a resmungar sobre a enrolação de Jorge, a falar que nada que é de graça presta e a perturbar os colegas que passavam protetor solar ou se preparavam com mil adereços para entrar em campo. Por volta de meio-dia começou o baba com performances sensacionais.

Gutemberg, a mil, era o único que jogava descalço na quadra de chão quente. Cell levou uma falta e confirmou a hipótese de mudar do Vilavox para o Viladança. Alessandro, do Bando, perdeu as contas dos tererês com uma cabeceada. E Gordo, há séculos sem jogar e com o fôlego de um asmático, não perdeu nenhuma partida...

Mas no final das contas todo mundo se divertiu e saboreou o churrasco de Jorge, feito com um tempero "todo especial", segredo do Bando. Uma festa que merece se repetir, mas agora, só ano que vem...

Juliana Protásio


segunda-feira, 13 de dezembro de 2004

FINAL DE SEMANA DO BANDO I
Ato em homenagem a Carlos Marighella

Final de tarde na sexta-feira. Um belo grupo formado por homens e mulheres vestidos de branco pela paz e por Oxalá chega ao cemitério Quinta dos Lázaros. O espírito é de celebração. Estávamos todos ali para uma homenagem a Carlos Marighella, um 'mulato baiano' que deixou seu nome marcado na história brasileira. Comunista, poeta, guerrilheiro, ativista político, pai, companheiro... Marighella deu sua própria vida pelos ideais de justiça em que acreditava.

No último dia 10, também dia Internacional dos Direitos Humanos, completaram-se 25 anos do traslado dos restos mortais do "inimigo número 1 da ditadura militar" para Salvador. O Bando de Teatro Olodum, afinado com tudo aquilo que Marighella propunha em sua luta, juntou-se seus familiares e amigos num ato em sua memória.



O Bando formou um coro com cerca de 20 vozes e percussão para cantar o poema Liberdade, escrito por Marighella em 1939, recentemente musicado por Jarbas Bittencourt. A música abriu uma sequência de discursos comemorativos, proferidos pelo deputado Emiliano José, pelo historiador Jorge Nóvoa, por Ana Guedes, do movimento Tortura Nunca Mais, pelo filho de Marighella, o advogado Carlos Augusto e Clara Charf, companheira de vida e luta do revolucionário, entre outros políticos e amigos conhecedores de sua trajetória.


O ato foi registrado por diversas equipes de TV, jornais e rádios, marcando a relevância histórica desta data para a Bahia e a nível nacional.

Juliana Protásio

quinta-feira, 9 de dezembro de 2004

É com Sagração da Vida Toda que Companhia Viladança encerra mais um ano de grande atividade, ao mesmo tempo em que lança a semente de seus rumos para o ano que vem. Com patrocínio dos Correios, a temporada que começa neste final de semana dá início à Turnê Nordeste do grupo, que percorrerá os estados de Sergipe e Alagoas em março de 2005. Além de Sagração..., o Viladança também leva na bagagem o projeto Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, que será apresentado para alunos de escolas públicas e grupos comunitários. Se você está em Salvador, precisa ver. É o Viladança antecipando as festas do fim de ano!

Sex/Sab (21h), Dom (20h)


segunda-feira, 6 de dezembro de 2004

Teatro de Cabo a Rabo

O Projeto Teatro de Cabo a Rabo 2004, realizado pelo Teatro Vila Velha com patrocínio da COELBA através do Fazcultura, concluiu mais uma etapa com um grande encontro entre artistas de diversas cidades do interior e os da capital. Foram ao todo 4 dias de muita agitação aqui nesse teatro, com a apresentação de 7 espetáculos trazidos por grupos que entraram em contato com o pessoal do Vila a partir das oficinas que foram ministradas em diversas cidades.

Era gente pra cima e pra baixo o tempo todo, bagagem, figurino, maquiagem... Um burburinho grande, muitas caras diferentes, um clima muito alegre que misturava excitação, espírito de confraternização e o desafio de encarar o palco em outra cidade, tendo uma platéia formada, em grande parte, por artistas.



E teve ainda o Nêgo Fugido, encenação que chamou atenção do povo que andava pelo Passeio Público. Uma correria, um bafafá, uma zoeira... Teatro, dança, luta e brincadeira no meio da praça. Os Novos Novos, ainda de rosto pintado e roupa de cena, saíram para ver. Cacilda Póvoas, Chica Carelli, o pianista Ricardo Castro, todo mundo lá para assistir. Marcio Meirelles apreciava e se divertia, era o mais empolgado com a beleza da manifestação.

E ainda ontem o pessoal comentava os espetáculos. O interior mostrou a cara e fez bonito! Agora, só ano que vem...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2004

c o r r e s p o n d ê n c i a


Olá Vila velhos!

Quero parabeniza-los pela luta em fazer desse teatro, um dos melhores de Salvador.Sei que é difícil, mas apesar de tudo, vc's conseguem fazer do Vila um teatro de qualidade, com atores e peças de qualidade.Quero deixar aqui registrado o meu orgulho de ser conteporâneo do Bando de Teatro OLODUM-Grandes atores.

Fernando Monteiro

quarta-feira, 1 de dezembro de 2004

FALA VILA DE ONTEM!

Ontem foi dia de mais um Fala Vila. Desta vez, a discussão foi em torno da posição do negro nas telas e nos palcos do Brasil.

Marcio Meirelles abre a noite Cobrinha, Brás e Leda Martins Cabaré repleto! A mesa Leda Martins Cobrinha, Brás e Leda Martins


Contando com a presença do diretor da Companhia dos Comuns, Hilton Cobra, o Cobrinha, a professora Leda Martins, e mais uma vez mediando, Érico Brás. No debate foram discutidos assuntos como a importância dos grupos de teatro formado por negros, a posição da televisão brasileira como formadora de opinião, e a própria posição do negro diante deste quadro, entre outros. Bom humor cercado de bastante conteúdo marcaram a noite, que arrancou aplausos e risos do público presente, e deixaram mais uma vez perguntas no ar. Aliás, o público presente era quase genuínamente formado por negros. Por acaso?
Buxixos de corredor
(um momento coluna social)

A circulação de artistas famosos tem rolado solta por esses dias aqui no Vila.

* No último final de semana quem passou por aqui foi a global Taís Araújo, que está namorando Lázaro Ramos e aproveitou para conhecer o pessoal do Bando de Teatro Olodum, com quem ele começou sua carreira. A atriz veio assistir ao espetáculo Oxente, Cordel de Novo? e depois deu uma esticada com o pessoal num programa no melhor estilo do Bando: Samba!

* Outro que anda circulando direto por aqui é Ricardo Castro (o pianista, não aquele de R$1,99!). Esse mês ele faz duas apresentações de um concerto de piano por aqui, oferecido como um presente de aniversário para o Teatro. É que esse ano, assim como o Vila, Ricardo comemora seus 40 anos e resolveu comemorar junto com os amigos!

* E hoje de manhã, eis que Cristina Castro recebe uma estranhíssima ligação de um "comendador"... Era apenas uma brincadeira de Milton Nascimento, que telefonou para bater um papo e dar uma reforçada na idéia dos dois fazerem um "trabalhinho" juntos...

terça-feira, 30 de novembro de 2004

FALA VILA DE ONTEM
em pauta A Marcha Zumbi + 10 e o Estatuto da Igualdade Racial


Rolou ontem o debate no Cabaré dos Novos, promovido pelo Bando de Teatro Olodum, produzido por Jorge Washington e mediado por Érico Brás. Compondo a mesa, Samuel Vida, Luiza Bairros e o deputado Luiz Alberto.

a mesa Luiz Alberto Luiza Bairros Samuel Vida Érico Brás, o mediador do bom humor Samuel Vida a mesa Samuel Vida Samuel Vida Marcio Meirelles quer saber... Luiz Alberto responde a mesa se diverte


Luiza abriu o debate com uma exposição, sobre o que considera cinco momentos de transformação substanciais nos últimos anos, da forma como o negro é visto pela sociedade. Em seguida o deputado Luiz Alberto falou mais especificamente sobre a marcha e sobre a necessidade de se organizar um plano político para o povo negro no Brasil. Samuel Vida comentou a fala dos dois, e ressaltou o risco de manipulação da marcha por instituições que nada têm a ver com os interesses da comunidade negra, e foi aí que a coisa começou a esquentar. Que plano político é esse? Como o movimento negro está organizado? O que falta? O que é mais efetivo? O que é mudança de fato e o que é 'cosmético'? Muita informação, muitas idéias, impressões e infelizmente, pouco tempo para desenvolvê-las.

Depois vieram as perguntas e a coisa esquentou mais. Tá tudo gravado e registrado. Ontem foi muito bom, e pelo visto hoje vai ser também muito produtivo. Discutiremos o tema Representações do negro no palco e na tela com a professora Leda Martins e o ator Hilton Cobra, o Cobrinha. Ás 19h!

sexta-feira, 26 de novembro de 2004

c.o.r.r.e.s.p.o.n.d.ê.n.c.i.a

Olá!

Acho uma boa iniciativa dos Teatros, Vila Velha e XVIII, em fomentar a reflexão sobre os dirigentes das casas de espetàculo da cidade. Não somente pensar as polìticas culturais direcionadas para esse pùblico, mas também resultar em uma ponte eficiente entre sociedade e cultura.

Apesar de não estar morando atualmente no Brasil, estou atenta ao movimento artístico de Salvador.

Nasci muito perto do teatro. O meu pai, Leonel Nunes, foi um grande ativista nos 60s e 70s. Com três ou quatro anos, ia sempre aos ensaios das peças, dirigidas por ele ou produzidas pela Companhia Baiana de Comédias, CBC. Produções grandes no Teatro Castro Alves, com uma turma de peso, Soniamara Garcia, Fernando Neves, Reinaldo Nunes, Jurema Penna, Lucinha Mascarenhas, Lia Robatto, Harildo Deda, Hebe Alves a turma do Teatro Gamboa, com Eduardo Cabùs e aquela graça de pessoa, alma pura, excelente maquiador, dançarino, cantor e ator e que infelizmente também não está mais com a gente, o pessoal do Teatro dos Novos... Eu sempre estava entre o cenário ou prestando atenção àquelas pessoas que estavam vivendo aquela realidade no palco.


Era como se me sentisse parte daquela família de apaixonados que fretavam ônibus e saiam apresentando o seu Teatro Mambembe, com caixas, adereços, figurinos e bonecos (que me serviam de cama durante as viagens). Enfim, polìticas de lado, eles se respeitavam mutuamente e faziam acontecer um movimento que perpassava em todas as manifestações artìsticas.

Sou filha de um casal que viveu a ditadura, na época dura. De uma mãe, Corinta, que era nutricionista e escrevia poemas. Que sentava-se sozinha em um bar, no Terreiro de Jesus, e tomava a sua cerveja, tranquila. De um pai que nunca se calou face aos seus ideais de conquista. Fui criada em meio a uma efervecência frenética conseqüente de um espìrito de rebeldia que brotava no mundo...

A produção cultural, meus caros, era ativa!

O meu primeiro emprego, aos 15 anos, 1983, foi como estagiària de administração, pela Fundação Cultural, no Teatro Vila Velha, tendo como diretora Sandra Berenger. Desde os 13, freqüentava o TVV e fazia parte do grupo de Echio Reyes. Daì, minha vida foi caminhando entre teatro, dança e comunicação.


Hey! Isso não é um currìculo, não! é um desabafo!

Aquela imagem do empenho de todos por uma mesma causa, dos debates, das discussões, das brigas, das paixões, dos "bitoques", do suor, dos aplausos e dos olhares em êxtase a cada final de espetàculo, estarão guardadas para sempre como exemplo e referência de vida para mim. A velha guarda do teatro baiano, estou certa, ainda tem muito a dizer.

Eu sei, não é saudosismo, tampouco! é a vontade em querer ver a união por um objetivo comum, sem interesses medidos ou pré-julgamentos para não caìrmos em situação de relações utilitàrias pela nossa cultura!

Esse final, quero aplaudir de pé!.... pedindo bis!

Andresa Nunes

quinta-feira, 25 de novembro de 2004

Uns sim e outros não?


Po véio! Cadê as notícias da noite do Hip-Hop no Teatro Vila Velha, do show Demo' rô de Lançamento dos CDs Demos dos grupos Simples Rap' ortagem e Os Agentes ? Aquela também foi a Afirmação do Brasil e (principalmentedo Nordeste) vcs nem thum! Pedidos do fã do Rap mais que nordestino e da luta do Vila Velha!

Didinho


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Didinho,

Dessa vez a cobertura não rolou. Foi mal.

Aqui no núcleo de comunicação somos cinco: Alexandre, Camilo, Gordo, Juliana e Marcio. Cuidamos de cartazes, página da internet, agenda, postais, releases, clipping, produção de imagens, e eventualmente manutenção de computadores entre outras atividades não-previstas que a gente acaba tendo que dar conta. No meio disso tudo, sempre acaba sobrando alguma coisa...

Praticamente todos os eventos do Vila acontecem depois do nosso horário de trabalho. A cobertura e acompanhamento destes depende muito da disponibilidade pessoal de cada um. E todos têm atividades paralelas. Aí as vezes, não dá.

Por outro lado, o evento foi amplamente divulgado nos jornais (ganhou chamada na capa do Correio!), no site, demos uma força na produção dos cartazes... A gente fez o que pôde. Mesmo. E sempre gostaríamos de fazer tudo, e nas melhores condições, no entanto, nem sempre é possível.

"nem thum" é sacanagem!, mas a cobrança é válida!

Até a próxima,

Camilo Fróes e Juliana Protásio
Núcleo de Comunicação do Teatro Vila Velha

quarta-feira, 24 de novembro de 2004

SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA
(o vila também é cidadania)


A data limite para declaração de isento é 30 de Novembro!

Se declarem!

http://www.receita.fazenda.gov.br

É só clicar.


Invasão electro-digital

Ontem à noite passaram por aqui os electroINvasores, com uma performance de vídeo, artes plásticas e música que envolve alguns dos nomes mais importantes na cena de arte-eletrônica de Salvador. Integram o coletivo: projeto tara_code, núcleo Mote, núcleo Pragatecno, a webdesigner Mari Fiorelli e o artista e videomaker Joãozito. O palco do Vila foi transformado num ambiente de "imersão audiovisual" composto por imagens e sons que cada vez mais se distanciam das criações orgânicas, dando vazão ao que é cibernético, eletrônico, digital. Arte feita com computador e que de humano tem o engenho.
Texto e fotos: Juliana Protásio



eles estão chegando...



Parafernália digital: equipamento básico para qualquer 'invasão'



DJs, produtores e músicos são o cérebro do organismo invasor



Ninguém precisa vê-los. Somente sentem seus efeitos.



Gilberto Monte e Andréa May: tara_code



Projeções e luzes criam a imersão


Público encasulado: a electroinvasão funcionou!

terça-feira, 23 de novembro de 2004

Um presidente para a Fundação Gregório de Mattos

Todos sabemos que as políticas culturais devem ser pensadas e executadasem função de artistas e de consumidores culturais - espectadores,leitores, ouvintes - daquilo que os artistas produzem.

A Fundação Gregório de Mattos vai receber um presidente nos próximos dias, que pode ser indicado por nós, artistas, se para isso nós nos mobilizarmos. Pensamos num administrador que não seja artista, que seja arrojado e comvisão, que seja um consumidor habitual das múltiplas manifestaçõesculturais da cidade, e portanto as conheça.

E vocês? Esse perfil tem nome?

Por favor, respondam.

Abraços,

Theatro XVIII e Teatro Vila Velha

segunda-feira, 22 de novembro de 2004

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

vila_lado_b

Espetáculos que você nunca viu, mas quer rever em cartaz*:

- Burucutu
- Homanaque da Lua
- Pedaço de um sonho de verão
- Relatos de uma guerra que nunca acaba
- Alice e os Camarões

- Alecrim

*respostas obtidas no Diga aí

Juliana Protásio

quinta-feira, 18 de novembro de 2004

CAIU...

Caiu um pouco a movimentação do Blog do Vila. Menos coisas escritas, menos brincadeiras, mensagens curtas... Não foi por acaso. O mês de novembro está repleto de acontecimentos. O Samba do Crioulo Doido chegou, depois disso ainda tem estréia Oxente, Cordel de Novo?, Fala Vila vem aí... e as novidades de Dezembro não páram de chegar!

Estamos trabalhando duro pra deixar arrumadinho o nosso começo de ano. As Oficinas de Verão, o Amostrão Vila Verão, idéias e táticas visionárias (ou mirabolantes) de conseguir dinheiro e tornar o teatro mais viável.

Nessas horas de aperto, o desejo é que os problemas com os quais estávamos acostumados dêem uma trégua, pra gente poder respirar melhor, mas a Lei de Murphy é real e é justamente nesses meses mais movimentados que computadores começam a funcionar mal, velhas goteiras ressuscitam e o público começa a reclamar que a fachada do teatro tá feia, que precisa de uma pintura... Mas sem alarde, pânico, nem desespero: não chega a ser uma crise, apenas um momento razoavelmente caótico.

Camilo Fróes

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

(( Samba do Crioulo Doido ))



O Vila comemora o dia da Consciência Negra (20 de novembro) recebendo em seu palco principal o espetáculo Samba do Crioulo Doido, um protesto contra a "objetivação" do negro e uma celebração da negritude. Dirigido pelo coreógrafo Luiz de Abreu, o espetáculo provocou o maior rebuliço no Ateliê de Coreógrafos deste ano!

Com um elenco formado por nove dançarinos e uma dançarina, todos negros, nus e usando apenas botas prateadas de salto altíssimo, Luiz de Abreu mostra coreografias que trazem como tema a subjetividade do corpo negro e questionam a sua ?carnavalização? no cenário da identidade nacional. A bandeira do Brasil é, literalmente, o pano-de-fundo e o samba dá ritmo ao corpo que transgride, resiste, afirma e aponta para dentro de suas questões e para o humano, independente de sua etnia ou gênero.

Adjetivos: Forte. Bonito. Corajoso. (com o perdão do clichê) Imperdível.

Sab (21h), Dom (20h)
r$ 12 / 6