segunda-feira, 4 de março de 2013

"Eu vejo muitas coisas no Teatro Vila Velha", revela Taís Araújo; leia entrevista


Em cartaz na cidade com a peça 'Caixa de Areia, os atores Luiz Henrique Nogueira e Taís Araújo bateram um papo com o iBahia

Atila Barros*
(atila.santos@redebahia.com)publicidade

Taís Araújo e Luiz Henrique Nogueira apresentam em Salvador a peça 'Caixa de Areia'

Entrando no clima das comemorações do Mês do Teatro, que será comemorado no dia 27 de março, damos o pontapé inicial à série de matérias especiais do iBahia, em um bate papo com os atores globais Taís Araújo e Luiz Henrique Nogueira, que visitaram a Rede Bahia, na manhã desta sexta-feira. Os artistas falaram sobre o espetáculo 'Caixa de Areia', que está em cartaz em Salvador, a produção teatral moderna, a relação com o teatro baiano e os planos para as carreiras.

Na última quinta-feira (28), Taís estreou na capital baiana o seu novo trabalho nos palcos, com direção de Jô Bilac e do baiano de Cruz das Almas, Sandro Pomponet. A peça 'Caixa de Areia' pode ser conferida até sábado (02), às 22h, no Teatro Jorge Amado. 

De volta ao teatro
Em seu último trabalho a morena viveu a empreguete 'Penha', da novela Cheias de Charmes. Com novo visual, ela explicou os motivos que a levaram a montar peça. “Eu estava com planos de fazer teatro antes de começar a novela, queria uma peça que fosse de processo, que pudesse trabalhar muito com os ensaios, pesquisas... E aí o Jô Bilac veio com a proposta de fazer a construção da montagem de acordo com o que acontecesse nos ensaios”, contou Taís Araújo.

"Tenho vontade de fazer dois textos de Shakespeare: Megera Domada e Antony e Cleópatra", conta Taís Araújo


"(Em Caixa de Areia) nós fazemos os pais da Ana, que é a protagonista, e a peça reavalia tudo que aconteceu na vida dela. No meio dessa análise ela traz da memória dela os pais de quando ela era pequena, a partir daí ela passa a olhar a relação dela com eles", explicou Taís, sobre a abordagem do espetáculo.

Taís Araújo no espetáculo 'Caixa de Areia'

Teatro x Cultura Digital

Durante a entrevista ao iBahia, os artistas avaliaram a produção teatral do Brasil - que para muitos atores e diretores vem reduzindo cada vez mais no país o número de montagens. "Já foi muito melhor", concordou Taís, que deixou o amigo Luiz Henrique, que saiu do teatro para TV, falar mais sobre o assunto.

"O teatro é impossível de ser virtual, de alguma maneira o teatro da vida moderna vai precisar se reinventar", diz Luiz Henrique

"Na realidade já tivemos mais espetáculos em cartaz. Eu estou trazendo a experiência como ator carioca, a gente perdeu muitas salas de espetáculos, diminuímos muito os números de dias de uma temporada. O teatro está cada vez mais restrito a um número de pessoas interessadas, ao mesmo tempo estamos vivendo uma época onde tudo está virtual. O livro é virtual, CD virtual. O teatro é impossível ser virtual, de alguma maneira o teatro da vida moderna vai precisar se reinventar. Não acho que a produção brasileira aumentou, nós temos um aumento no número de textos escritos por dramaturgos brasileiro", destacou o ator.

Luiz Henrique analisou a nova realidade do teatro
em tempos de cultura digital

Shakespeare na mira 

Taís, que viveu a primeira protagonista negra da história da teledramaturgia brasileira com a personagem 'Preta' (Da Cor do Pecado), também falou sobre os desafios que ainda pretende alcançar na premiada carreira profissional. 

"Ainda têm dois textos de Shakespeare que eu tenho vontade de fazer, que é 'Megera Domada' e 'Antony e Cleópatra', ainda não fiz talvez por falta de coragem, por ser um texto de Shakespeare, ainda tenho que trabalhar muito no teatro para poder fazer, mas eu ainda vou realizar estes objetivos", revelou a mãe do pequeno João Vicente.

Teledramaturgia
Já o seu parceiro de teatro ponderou sobre a liberdade de escolha do ator de novelas. "Em televisão não tem muito como a gente almejar personagens. Existem milhões de personagens que a gente tem vontade de fazer, até porque como vamos mudando de idade, sempre queremos fazer personagens diferentes", disse Luiz.

No papo eles mostraram que estão atentos ao que anda rolando na produção teatral baiana. “Em Salvador, eu só fui uma vez ao teatro onde assisti no Jorge Amado a peça ‘Vixe Maria! Deus e o Diabo na Bahia’, mas eu sempre vejo as produções da Bahia. Existem muitos grupos importantes daqui que vão para o Rio e eu sempre vou prestigiar”, disse Nogueira.

"Eu vejo muitas coisas que estão em cartaz no Teatro Vila Velha", revelou Taís, que acompanha o Bando de Teatro Olodum

"Eu vejo muitas coisas que estão em cartaz no Teatro Vila Velha. Como é o local onde o Bando (de Teatro Olodum) reside, então é um lugar que eu frequento muito aqui", disse Taís. Já que no mês de março temos a comemoração do mundial do teatro, os atores não deixaram de fazer os seus pedidos. "Que as pessoas frequentem mais o teatro", disse Taís. 

Já Luiz fez um pedido especial aos deuses das artes cênicas. "Eu peço que os deuses do teatro sempre me deem papéis para interpretar e que as pessoas sempre frequentem o teatro".

Turnê pelo Brasil
Após a curta temporada em Salvador, o espetáculo 'Caixa de Areia' segue em turnê para o Rio de Janeiro, onde ficam entre os meses de março e abril. No segundo semestre, será a vez de São Paulo receber a dupla.

*Colaborou o repórter Eliomar Santos.


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