segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Terceira edição do FIAC Bahia movimenta o Vila!


O Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia - FIAC Bahia traz nesta terceira edição cerca 20 espetáculos, entre internacionais, nacionais e locais, num total de seis países. O evento, consolidado na agenda cultural da cidade e com destaque no programa de festivais internacionais do gênero no país, tem proporcionado o acesso ao panorama contemporâneo das artes cênicas, colocando a Bahia no circuito mundial das produções de excelência no segmento, para um público amplo e diversificado. O Teatro Vila Velha abriga alguns espetáculos do FIAC. Confira os espetáculos que estão em cartaz!


.:: Corte Seco ::.
Cia Vértice de Teatro / Rio de Janeiro (RJ)

Várias estruturas de dramaturgia aparentes são questionadas em Corte Seco, espetáculo em que as interrupções da vida se relacionam com os cortes da narrativa tradicional. No palco, os atores constroem um mosaico de situações onde os limites entre o real a o ficcional nem sempre são claros. A diretora está no palco com os operadores de som e luz e todos revelam a construção da cena enquanto elas acontecem. O espetáculo faz parte de uma trilogia – iniciada com o monólogo Conjugado e que prossegue com A Falta que Nos Move – e recria a cada apresentação um novo espetáculo.

Palco Principal
Dias: 23, 24 e 25 de outubro | sábado, domingo e segunda-feira | 21h
Ingressos: R$ 10 e 5


.:: Mi vida después ::.
Teatro / Argentina


Em Mi vida después, seis atores nascidos no início das décadas de 1970 e 1980 reconstroem a juventude de seus pais a partir de fotos, cartas, fitas, roupas usadas, relatos e memórias apagadas. Um deles reconstitui versões da morte de seu pai, um revolucionário guerrilheiro do Exército Popular, enquanto outro tenta entender o que seu pai fez como oficial de inteligência. Um terceiro veste a batina de seu pai para representar a vida no seminário e outro volta a ouvir as fitas que seu pai, jornalista automotivo e ativista na Juventude Peronista, deixou. Um dos atores revive a vida de seu pai como funcionário de um banco que sofreu intervenção pelos militares e outro, por fim reúne as circunstâncias em que seus pais foram exilados da Argentina. O espetáculo se passa no limite entre realidade e ficção, promovendo o encontro entre duas gerações, o remake como uma forma de reviver o passado e mudar o futuro, a história recente da Argentina e a trajetória particular de cada ator.

Palco Principal
Dias: 28, 29 e 30 de outubro | quinta, sexta e sábado | 21h (quinta) e 19h (sexta e sábado)
Ingressos: R$ 10 e 5


.:: É só uma formalidade ::.
Teatro / Belo Horizonte (MG)


Ao receber a notícia da morte do pai, um homem é obrigado a retornar ao seu passado e enfrentar suas próprias frustrações ao mesmo tempo em que decide se viaja ou não. Enquanto isso, um casal acaba de se mudar e entre caixas, cheiros e um pedido de divórcio velado, a mulher espera que o marido se lembre de mais um aniversário de casamento. As duas situações revelam o vazio e as fragilidades que há por trás dos rituais do mundo civilizado. É Só uma Formalidade foi livremente inspirado em Sólo los Giles Mueren de Amor, do argentino Cesar Brie, e criado coletivamente pela companhia Quatroloscinco – Teatro do Comum.

Cabaré dos Novos
Dias 27 e 28 de outubro | quarta e quinta | 20h (quarta) e 18h (quinta)
Ingressos: R$ 10 e 5

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