terça-feira, 31 de julho de 2007

Recordar é viver

ESPECIAL: VILA 43 ANOS


Terreno no Passeio Público - marco zero

Há 43 anos atrás, num período de grande rebuliço no Brasil, com movimentos culturais em meio ao deus-nos-acuda da ditadura militar, acontecia a inauguração do Teatro Vila Velha, em Salvador. Erguido pela Sociedade Teatro dos Novos, com apoio do Governo do Estado e ajuda dos baianos amantes das artes, brotou do suor dos jovens artistas que se empenharam em campanhas e apresentações para mobilizar a opinião pública a favor da construção de uma casa de espetáculos de estrutura profissional para abrigar produções politizadas e inovadoras.

Algumas montagens que marcaram época:


Othon Bastos integrando a Companhia Teatro dos Novos na montagem de
Huis Clos, texto absurdo e existencial de Jean-Paul Sartre


Teatro Livre da Bahia retorna da turnê pela América Latina e monta Gracias a la vida


Wilson Melo, na pele do defunto boêmio Quincas Berro D'Água


Elenco da peça O Noviço - vestido de padre, o Mário Gusmão,
ícone da luta pela negritude na Bahia

Junto com as mais de quatro décadas, acumularam-se feitos e histórias incríveis. Baianos ilustres têm na carreira a marca do Sol do Vila, como o cinematográfico e global Othon Bastos, os tropicalistas Gil, Caetano, Gal, Bethânia e Tom Zé, o versátil Lázaro Ramos, entre outros de semelhante talento, que não foram pescados pela "indústria" mas brilham intensamente aqui dentro.

O Vila está no centro do movimento, com mais de cem artistas e reunindo 'operários da cultura' de diversas ferramentas. Mecanismo articulador, referência para pesquisa e prática artística, para gestão cultural, aglutinador da pluralidade, organismo vivo de arte e informação.


Marcio Meirelles, João Silva (Maria Publicidade) e Daniela Mercury:
Revitalização na década de 90 - Festa da Cumieira, Projeto Novo Vila



O Vila que hoje encanta artistas e público:
o enorme e versátil palco construído na reforma.


43 anos de invenção e tenacidade, movido por braços, pernas, ventres e cabeças férteis de doce insanidade criativa. Emoção, trabalho e força na lida contra os dragões que ameaçam a fé que resiste em cada coração.


Os 40 anos do Vila são celebrados com dezenas de artistas em cena,
no espetáculo Auto-retrato aos 40 (2004)

43 anos de Vila, velho!

E hoje, quem segura a onda para tudo isso funcionar:
Colegiado gestor do Vila






Márcia Menezes, Chica Carelli, Gordo Neto, Jarbas Bittencourt, Gustavo Libório,
Cristina Castro, Débora Landim, Fábio Espírito Santo, Jeudy Aragão,
Marísia Motta e Vinício Oliveira Oliveira

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Brasil e França juntos em intercâmbio teatral

A Companhia Teatro dos Novos, grupo residente do Vila, realiza nesta quarta-feira (dia 1º de agosto) o Fala Vila: Teatro França-Brasil, uma palestra seguida de bate-papo com o jovem diretor francês da foto ao lado, Thomas Quillardet (a saber: a pronúncia é 'tomá quilardê'), que irá falar sobre sua trajetória artística e seu trabalho com a obra do dramaturgo argentino Copi, autor inédito no país, oferecendo também um panorama sobre o teatro francês contemporâneo. A palestra é a primeira ação prevista em Salvador neste programa de intercâmbio teatral entre Brasil e França, que prevê ainda a realização de um workshop com atores locais, montagem da peça A Geladeira e a leitura dramática do texto Loretta Strong (ambos de Copi). O Fala Vila tem entrada franca e será realizado às 19h, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha.

A vinda de Thomas Quillardet ao Brasil é fruto da bolsa de pesquisa Villa Médicis – Hors les Murs, de seis meses, oferecida pela instituição francesa Cultures France e, além de Salvador, prevê o trabalho do diretor com artistas de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital baiana há pouco mais de uma semana – onde conta com o apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia e do Consulado Geral da França no Recife – , ele já está no processo de ensaio com os atores da Companhia Teatro dos Novos, com quem estréia no dia 21 de agosto a peça A Geladeira (Le Frigo). "Minha missão aqui é semear a dramaturgia de Copi, esperando que depois dessa experiência os atores brasileiros se sintam instigados a pesquisar mais os seus textos", comenta Quillardet, que ao voltar a Paris no início de novembro produzirá um compte-rendu (um balanço a ser publicado na internet) sobre a experiência com os artistas brasileiros.

O diretor Thomas Quillardet já vem demonstrando interesse pelo Teatro nacional há algum tempo. Em 2005, por exemplo, participou da organização do Festival de Teatro Brasileiro no ano do Brasil na França, dirigindo a Companhia Mugiscué na produção da peça O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues. Além disso, promoveu no mesmo ano uma mostra da dramaturgia brasileira apresentando a montagem de 12 textos de autores nacionais. Para ele, a energia de criação é muito mais forte no Brasil que na França atualmente. "Os dois países têm tradições diferentes no Teatro, mas podem se complementar", acredita.

Divulgação – Mas além de conhecer um pouco mais os autores e atores do país, Quillardet pretende que sua passagem no Brasil sirva para divulgar a obra do argentino Raul Damonte, conhecido como Copi (foto). Romancista, dramaturgo e caricaturista, Copi nasceu na Argentina em 1940 e tornou-se uma figura controversa na França, nunca escondendo sua condição de exilado, homossexual e portador do vírus HIV. Ele escreveu sua primeira peça em Buenos Aires, em 1962 (Un angel para la señora Lisca), mas foi em Paris que produziu o essencial de sua obra. Com um "humor surrealista", tem nas relações familiares conflitantes e na noção ambígua de identidade sexual a base de seu trabalho.

Apesar de sua profícua carreira como autor teatral, Copi ainda é pouco conhecido no Brasil – fato que Thomas Quillardet pretende mudar com a publicação no país dos textos A Geladeira (traduzido por Maria Clara Ferrer) e Loretta Strong (traduzido por Angela Leite Lopes). Com a montagem de A Geladeira pela Companhia Teatro dos Novos, Salvador será a primeira cidade brasileira a produzir uma peça do autor argentino, que completará 20 anos de falecimento no próximo mês de dezembro. Só depois da estréia na capital baiana, em agosto, é que o diretor produzirá suas versões da peça em Curitiba e no Rio de Janeiro.

sábado, 28 de julho de 2007

Lembrete!

Acontece nesta segunda-feira, dia 30 de julho, às 19:00 horas, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha, a terceira mesa redonda do projeto Troca - Troca no Nordeste com A Outra Companhia de Teatro.
A mesa que tem como tema: Faz, desfaz, refaz: pesquisando a linguagem em grupo, terá como convidados Antônio Deol, do grupo Contratempo (PB) e César Crispim, do grupo ESCALET (PI), além do DIMENTI e da realizadora do projeto A Outra.
A entrada é franca. Não percam!!!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Nova dança no Vila



Brincando com a idéia do "corpo-plástico-objeto-coisa", o grupo CoMteMpu's estréia nesta sexta-feira seu novo trabalho: (semi)novissíssimos, ainda sem nome, integrando o nosso projeto O QUE CABE NESTE PALCO. O espetáculo apresenta imagens que se referem à estética do grotesco e ao homem-máquina, criando uma dança crítica e irônica, usando e abusando de ícones da cultura de massa.

A proposta do Grupo CoMteMpu’s em (semi)novissíssimos, ainda sem nome é discutir as relações movediças de poder, trazendo a cena um corpo que se exibe, manipula e se permite a manipulação, que perde a forma e aparenta um orgulho decadente, apresentando o que os intérpretes-criadores chamam de "dança frouxa". Os artistas têm como ponto de partida a força dos meios de comunicação, em especial a televisão, adquiriram nos últimos anos enquanto difusores de imagens e modos de vida. O fenômeno da cultura de massa se encheu de plasticidade e adereços, para atrair e disseminar ícones. Corpos fantásticos, agora cheios de brilho e poder, veiculados pelas mídias de massa, inscrevem novos conceitos para os corpos compartilhadores dessa cultura de consumo instantâneo, comenta o diretor geral da montagem, o dançarino Sérgio Andrade.

A coreografia se desenvolve num ambiente em que se permite a desordem e onde o jogo de manipulações se faz presente nas relações entre os corpos inseridos na dança. De acordo com Andrade, os corpos-plásticos são carregados como objetos e apresentam uma partitura coreográfica esgarçada. Em cena, "Os Zezas" -como o grupo se refere aos dançarinos em sua interpretação de aparência "abobalhada" - ditam palavras de ordem ou comando sugerindo sentidos [ir]reais paras formas retorcidas do corpo, e ou simplesmente ação para cena. Esta é uma das estratégias do grupo para evidenciar a discussão sobre as relações de poder em cena.

O espetáculo foi concebido coletivamente, a partir da experiência de cada integrante do grupo com relação às distorções do valor dos corpos e dos objetos através das imagens midiáticas. Os processos autobiográficos vivenciados trouxeram para obra citações de objetos-imagem que recorrem ao cenário da década de oitenta, época em que os co-criadores viveram parte sua infância. Outras épocas também vêm à cena em referências que misturam temporalidades e fazem analogias e/ou transgressões com relação aos ícones que constituíram a formação desses corpos. O plástico, a propaganda, a moda e todo esse ambiente regido por aparências/imagens foram mote para a criação de metáforas, arremata o diretor.

As apresentações acontecem de sexta a domingo, 20h.
Ingressos: R$ 10 / 5

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Troca – Troca discute amadorismo e profissionalização



Na última segunda-feira, dia 16/07, começou a segunda etapa do Troca – Troca no Nordeste com A Outra Companhia de Teatro. O projeto que propõe um intercâmbio cultural entre A Outra e artistas da nossa região escolheu o tema Amador ou profissional? Eis a questão para a mesa redonda que abriu esta etapa do projeto. Composta por Marcos Mota, da Cia. Icós de Teatro – CE, Cilene Guedes, do TAC – Teatro Amador de Camaçari – BA, de Roberto de Abreu e Polis Nunes, da Cia. Finos Trapos – BA e Camilo Fróes, d’A Outra Companhia, a mesa discutiu os conceitos, os preconceitos e diferenças entre o teatro amador e profissional bem como a qualidade técnica e da recepção do público.

O debate que teve na platéia, além do público, também artistas, foi muito intenso e proveitoso. Dentre as várias opiniões todos concordavam em um ponto: o amor ao fazer teatro tem papel principal.

Dando prosseguimento ao projeto, a atriz, diretora e professora Meran Vargens ministrou a oficina de aperfeiçoamento artístico para os atores d’A
Outra Companhia e seus convidados.
A oficina trabalhou a técnica de contar histórias . Foi massa!!! A galera se divertiu e aprendeu muito.
E pra fechar com chave de ouro, apesar de toda a comoção da população soteropolitana, a galera compareceu as oficinas de iniciação artísticas ministradas por Marcos Mota, no sábado e no domingo, e por Cilene Guedes, no domingo.


Fiquem atentos! A próxima mesa redonda do projeto acontece no dia 30 de julho, às 19 horas, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha. O tema dessa vez é: Faz, desfaz, refaz:pesquisando a linguagem em grupo. E as inscrições para as oficinas da próxima etapa estão abertas a partir do dia 23 de julho, das 14 às 17 horas pelo telefone 3083 4600 ou pelo e-mail: aoutra@gmail.com

fotos:João Meirelles

terça-feira, 24 de julho de 2007

Todos os santos

Por Mino Carta, postado às 18h26 do 18/07/2007 em seu blog

Acabo de voltar de Salvador, lá convocado para uma palestra sobre Mídia e Educação. Platéia de quatrocentas pessoas em um teatro encantador, o Vila Velha, me lembrou o Globe de William Shakespeare. Mais de uma centena em outro local do teatro, para assistir via telão. Mestre de cerimônias, deus-ex-machina do evento, o deputado Zilton Rocha, figura notável de educador e político. Fiquei comovido com a generosidade, a fidalguia, diria mesmo carinho, da recepção. E com o êxito de CartaCapital em Salvador. E com a presença de tantos jovens, mais ou menos dois terços do público. Espero não tê-los decepcionado, mas disse que, na minha opinião, jornalista não se confunde com professor, ao menos na acepção tradicional. Nem por isso deixa de contribuir decisivamente para a informação e a formação da sociedade civil quando exerce a profissão com a consciência da tarefa e o necessário senso de responsabilidade para levá-la a cabo. E com a honestidade de quem sabe ser fiel sempre e sempre à verdade factual, e exerce desabridamente o espírito crítico, e não treme do poder e o fiscaliza onde quer que se manifeste. Isso tudo apoiado pelo talento, habilitado a conferir ao jornalismo a dimensão de uma arte. Não é difícil aprender os fundamentos, difícil, muito difícil, no Brasil, é praticar a profissão com honradez, à sombra de patrões medievais. Zilton Rocha contou com a perfeita assessoria de um jovem que atende pelo nome de Charles Darwin, filho de um ferroviário que admirava personagens da história. E Charles desfiou meu currículo para a platéia na hora da apresentação, sem omitir, entre as publicações que dirigi, Quatro Rodas, que, aliás, foi a primeira, nascida nos meus anos verdolengos. Charles Darwin teve a bondade de não acrescentar que não sei dirigir carro e que tenho dificuldade em distinguir um Volks de uma Mercedes.

Acesse: http://blogdomino.blig.ig.com.br
Foto: Rita Tavares

Recordar é viver




Inauguramos hoje a série Recordar é Viver, para trazer de volta algumas imagens sensacionais guardadas no baú de memórias do Vila. Começamos com esta foto de 1999, da peça Já Fui, do Bando de Teatro Olodum. Em cena, o espetacular Lázaro Ramos e as feras Cássia Vale (centro) e Auristela Sá (direita).

Na época, o espetáculo foi criado sob encomenda da EDUTRAN (Departamento de Educação para o Trânsito do DETRAN-BA) para apresentações didáticas, sem deixar de lado o talento e o bom humor do Bando, é claro.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Informações do Vila circulam no Chile

resposta ao último Informativo do Vila, enviada nesta segunda.

Soy Lala Salamanca, Productora y Conductora del Programa Radial "Encuentro con Brasil" que se emite cada jueves de 20.00 a 21.00 horas por Radio Universidad de Chile frecuencia 102.5 FM. Agradezco mucho la información que me envían y que mi vez entrego a mis auditores. Ojalá continuen haciendolo.

Perfil y concepto del programa estan especificados en: www.radio.uchile.cl También pueden escuchar por internet.

Quince años de trayectoria radial-cultural me avalan para ser considerada como especialista en cultura brasileña. Dicho reconocimiento, también lo recibo de la Embajada de Brasil quienes han sido mis patrocinadores durante todos estos años.

Agradezco nuevamente vuestras informaciones y ojalá estrechemos lazos


Lala Salamanca
Productora y Conductora Radial

Diário de Cristina Castro na Paraíba

Iniciei minha partcipação no XXXII Festival de Inverno de Campina Grande no dia 17/07, abrindo a palestra que teve como tema a dança contemporânea. Muita idéias e questões sobre pesquisa, formação de platéia e dança no Nordeste foram levantadas por um público ávido por conhecimento sobre arte. Junto comigo na mesa estavam presentes Myrna Agra Maracajá e a representante da Cia Marcia Duarte, do DF.

Pela tarde, a convite de Eneida Maracajá, fundadora e diretora do Festival , fui assistir a uma das atividades de extensão, no Colégio Dr. Chateaubriand. Lá assistimos, junto com uma platéia repleta de crianças da rede pública, o trabalho de dança popular de grupos de Campina Grande e de cidades vizinha como Juazeirinho e Lagoa Nova, em um verdadeiro trabalho de formação de platéia para a dança.


Apresentação do Cavalo-Marinho, manifestação popular

Assisti, entre outros, ao trabalho do professor e coreógrafo Mauro Araújo com crianças e adolescentes do PETI - Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Mauro é coordenador de Arte Popular do Festival, diretor da Cia Livre, profundo conhecedor da Cultura Popular da Paraíba.

À noite, mais bate papo e vídeos sobre trabalhos inovadores na dança, quando tomei conhecimento de um projeto lindíssimo chamado CULTURA NO PRESÍDIO, fundado e coordenado a 8 anos por Eneida Maracajá, na Penitênciaria do Alto Serrotão de Campina Grande. Nele são desenvolvidos trabalhos de música, teatro e dança contemporânea por presidiários, apresentados no principal teatro da cidade, "deixando por algumas horas, os fios de alta tensão e as muralhas que os separam da sociedade".É um trabalho de qualidade, um exemplo para o Brasil e um orgulho para o Nordeste.


Da esquerda para direita: Eneida Maracajá, Mauro Araújo, Cristina Castro e Lourdes

Myrna Maracajá, formada em psicologia, bailarina e coreógrafa, é a responsavel pela parte de criação das coreografias e desenvolve um trabalho arrojado e extremamente desafiador, pois revela de forma bem particular o movimento nos corpos limitados ao "não-movimento", condicionados à inércia e à violência.

"Precisei criar um método próprio para poder trabalhar com um grupo de homens marginalizados e extremamente desacreditados da vida. Assim, criei a 'DANÇA EXISTENCIAL', que é baseada nas técnicas da Dançaterapia. Os movimentos são 'extraídos' do cotidiano dos apenados. Tudo que eles vivem atrás das grades serve de fonte para a criação coreográfica: a saudade, a solidão, o desespero, a esperança, enfim, o sonho da libertação". (Myrna Maracajá)

Tudo é produzido pelos presidiários, letras das músicas, som, texto e movimento. O trabalho de direção, passa pela dedicação e sensibilidade, garimpando e lapidando raras jóias em oficinas de arte. O trabalho de auto estima, resgate da sensibilidade e integração a sociedade é fantástico. Vida longa a esse trabalho e parabéns a Eneida, Myrna e a Campina Grande!!!

Ministrei o workshop Dança e Movimento para atores e dançarinos da cidade, pela manhã e pela tarde, no Centro Cultural Lourdes Ramalho. No intervalo conheci um pouco de Campina Grande, uma cidade que promove muitos eventos e dispõe de uma boa estrutura turística para receber seus visitantes.


Sítio São João

Conheci o Sítio São João- memorial do homem nordestino, uma reprodução em pleno centro da cidade do cotidiano de uma fazenda, com igreja, casa de fazer algodão, engenho, etc. Visitei o lugar onde se realiza o maior São João do Mundo, com acervos em homenagem a Marinês e Sivuca, ícones do forró e mestres da cultura popular. Lá, o cordel esta em toda parte, nas banquinhas e nos parques, é muito bom de ver e ouvir.


Cristina vai à feira


A entrada para o Maior São João do Mundo

Conheci também o teatro onde são realizadas as apresentações à noite, o Teatro Municipal Severino Cabral.O teatro dispõe de 2 salas e recebe grandes artistas de todo o Brasil. É muito interessante e acolhedora a realização de um festival em uma cidade do interior, digo mesmo que até muito melhor do que numa capital. A gente conhece as pessoas e cruza diariamnete com artistas e moradores locais que sabem o que esta acontecendo, trocam idéias com quem está visitando. O tempo e o espaço são determinantes para um verdadeiro encontro de intercâmbios culturais.

Cristina Castro é coreógrafa baiana e artista residente do Vila

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Consumo consciente é uma questão cultural

Agir 'verde' sai mais barato do que você imagina!

Um dos temas em maior destaque na mídia nos últimos tempos é a necessidade de mudar a relação com o meio ambiente para frear a chegada do fim do mundo. Essa afirmação pode parecer um tanto fatalista, mas é real. Parece que - finalmente! - está caindo a ficha de que alguma coisa precisa mudar no rumo do modelo econômico-produtivo vigente. Também, pudera: a humanidade está sentindo muito claramente os efeitos alarmantes da resposta do planeta às agressões acumuladas nos últimos séculos industriais. Ou você já tinha passado por um verão tão quente e tão duradouro como este de 2007 em Salvador? Se isso não é resultado do aquecimento global...

Cada pessoa tem um papel importante na transformação desta história, basta tomar uma atitude. Ainda há o mito de que procurar alternativas "ecologicamente corretas" dói no bolso, quando, na verdade, muitas vezes é somente uma questão de pensar antes de agir, de comprar, de descartar o lixo, de escolher uma embalagem, de mandar aquele documento para a fila de impressão... Pode dar até um pouquinho mais de trabalho, mas o resultado, ao contrário do que se imagina, é a economia (de dinheiro mesmo!) e um alento à Natureza. Racionalizar a utilização dos recursos materiais e energéticos não significa necessariamente passar por racionamentos radicais ou privações.

Este é o princípio que norteia o chamado CONSUMO CONSCIENTE. Algumas empresas já estão colocando em prática esta idéia, mas para que a coisa funcione, é preciso que as ações façam parte da rotina de todas as pessoas, também em suas casas e nos ambientes de lazer. Dando um exemplo de que isto está ao alcance de todo mundo, a UNIFACS - Universidade Salvador lançou o programa Engajamento Cidadão, envolvendo alunos, professores e demais funcionários em práticas solidárias, econômicas e de diminuição do impacto ambiental das atividades da instituição.

No site do programa, a universidade disponibiliza a Cartilha do Consumo Consciente, apresentando idéias simples para o dia-a-dia de qualquer cidadão, assim como práticas específicas da entidade, mas que podem ser adaptadas para diversos tipos de escritórios e outras empresas.

E o que o Vila tem a ver com isso? Estamos todos no mesmo barco, companheiro(a)! A continuidade da vida em nosso planeta depende tanto de nós, quanto de vocês, quanto do pessoal lá da UNIFACS. Então, está mais do que na hora pôr a mão na massa!

Baixe aqui a cartilha (250KB - PDF) e antecipe suas promessas de ano novo.
Amanhã já pode ser um lindo dia.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Cristina Castro participa do Festival de Inverno de Campina Grande

A diretora e coreógrafa da Cia. Viladança, Cristina Castro, passa a semana na cidade de Campina Grande (PB), onde ministra uma palestra e um workshop de dança dentro da programação do XXXII Festival de Inverno da cidade. Com uma longa bagagem de realizações, o festival é o mais antigo realizado no Nordeste e o terceiro do Brasil. A cada ano, promove o encontro de intelectuais e artistas locais, assim como nacionais, em torno de apresentações de teatro, música e dança, além de outras atividades culturais.

O Festival de Inverno de Campina grande começou na última sexta-feira e tem duração de dez dias, com encerramento na próxima segunda, dia 23/07. As mostras, workshops e palestras ocupam alguns dos principais espaços da cidade, como a Praça da Bandeira e o Teatro Municipal.

Nesta edição, Cristina leva sua experiência com a dança na Bahia, enquanto dançarina, criadora e produtora. Suas atividades terão como base a trajetória recente à frente da Cia Viladança, uma companhia contemporânea que já atua há 9 anos com independência, inovação, pesquisa da linguagem e ações de formação.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Novo figurante para a peça Guilda



Eclyse - um corpo híbrido
(foto: Folha Online)

Levando ao extremo a idéia de trabalhar com o conceito dos corpos híbridos, o coletivo Cruéis Tentadores acaba de contratar a zebra-égua Eclyse, importada de um zoológico da Alemanha, para participar das últimas apresentações do espetáculo Guilda, em cartaz às quartas e quintas até a próxima semana. *

Até lá o público pode conferir a performance irreverente e provocadora que rendeu ao performer Marcelo Sousa Brito, diretor do espetáculo, o Prêmio Braskem de Teatro na Categoria Revelação. Enquanto isso, o coletivo segue realizando atividades paralelas voltadas para reflexão e debate a respeito do corpo e da sexualidade entre o público GLBT. Uma delas é a finalização do videoclipe Maison Guilda, com direção de Gabriela Leite, que deve ainda este ano circular em mostras de vídeo independente. A outra é a apresentação da performance/show Guilda Maison, neste domingo (22/07), integrando o projeto Gamboa Nova, do Teatro Gamboa.

* Obviamente isso se trata de uma brincadeira. Os únicos híbridos em cena são os personagens concebidos por Marcelo e seus atores a partir do texto de Bertho Filho. Mas se você quer saber mais sobre este híbrido animal, leia a matéria publicada na Folha Online.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Temos aqui uma estréia...

Inauguração!!!

Nesta sexta-feira, 20 de julho, Salvador ganha uma novidade para as noites boêmias. É o Mocambinho Bar, no 2 de Julho. À frente da empreitada, a dupla dinâmica formada por Ilza e Auristela Sá (foto), atriz do Bando de Teatro Olodum.

A festa inaugural começa às 20h e estão todos convidados a comparecer!

Anote o endereço:

Mocambinho Bar
Rua da Faísca, 12
(ao lado da Laudromat)
A CTN vai entrar numa fria...

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Marcio Meirelles responde à classe artística em entrevista exclusiva

Publicado no Jornal A Tarde - Caderno2, em 14/07/2007

NÃO CHEGUEI PARA DETONAR. MINHA VIDA É DE CONSTRUÇÃO

Era mais um dia normal de Marcio Meirelles à frente da Secretaria da Cultura. O dramaturgo e diretor de teatro já estava no batente desde as 7h30, e, às 8h30, quando recebeu a repórter Ceci Alves para conceder a entrevista exclusiva de balanço dos seus seis meses de pasta, não havia nem tomado café. Mal sabia ele o que o esperava: num dia chuvoso de início de inverno, o dramaturgo, que agora está "no papel de secretário da Cultura", teve de responder a uma longa sabatina, com perguntas feitas por vários membros da classe artística sobre a sua gestão e os caminhos que ela tomaria nesses próximos três anos e meio. Bem-humorado, apesar da empreitada enorme que se apresentou a ele, Marcio deu, logo de saída, uma das respostas que ele adora, quando é indagado sobre a responsabilidade de 'estar secretário da Cultura da Bahia': "O que estou fazendo, como secretário, é exatamente a mesma coisa que faço como artista. E, às vezes, eu fico usando metáforas de personagem, figurino, arrumar elenco, mas é exatamente igual, é o problema da montagem de um espetáculo. Tem uma série de atores, situações, circunstâncias, limitações concretas, práticas, financeiras, de talentos,série de coisas que é exatamente como a montagem de um espetáculo", metaforiza ele. E, sobre o espetáculo que pretende fazer na cultura baiana, ele falou em duas páginas inteiras, num fôlego incansável, tentando responder às inquietações de seus pares, os operários da cultura no Estado.

Baixe aqui o arquivo para ler a entrevista na íntegra.

Procura-se figurantes para um curta

O pessoal da produção de um curta nos enviou um e-mail à procura de artistas para fazer figuração. Eles mandam avisar: "Por ser um projeto independente, não temos como arcar c/ cachê, pois a verba é super restrita, contudo, o trabalho tem chances de ter boa visibilidade e projeção em sua posterior participação em festivais de cinema".

Eis a sinopse:
A história fala de um velho projecionista de um cinema, que desencantado com a decadência do local que se transformou num cine pornô muda o rumo de sua própria vida ao conhecer uma jovem prostituta.

Lista de pedidos:

1 atriz loira (ou q tenha disponibilidade p/ pintar o cabelo). de beleza clássica, marcante

P/ uma cena a ser rodada no cinema:
1 casal masculino gay (se possível um mais jovem e outro um pouco mais maduro)
1 prostituta (descuidada e decadente, claro isso é trabalho de caracterização e maquiagem, rsrsrsrs)
1 velho (a partir de 60 anos)
1 travesti
2 homens maduros (faixa de 30 a 40 anos - se possivel um deles careca)
1 michê jovem

Essas pessoas podem se transformar (c/ figurino e maquiagem) p/ uma outra cena num bar decadente do centro, onde também precisam de pessoas nessa linha (umas 5 pessoas)

As filmagens acontecem entre os dias 20 e 23, em locações no centro da cidade c/ cenas noturnas. A equipe contará com apoio da SET e da Policia Militar p/ segurança do local.

Os interessados deverão encaminhar seus contatos (telefone e email) e fotos de rosto e corpo para o seguinte endereço: pornographico@gmail.com

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Sob a luz dos erês

Bando de Teatro Olodum estréia 'Áfricas', primeira peça infanto-juvenil da companhia
Jornal Correio da Bahia, 13/07/2007


Foto: João Meirelles

Por Marcos Uzel

Omolu queria se esconder do mundo. No dia em que os orixás se reuniram para uma grande festa na aldeia, ele preferiu se isolar para que ninguém visse sua pele repleta de cicatrizes. Solidário, Ogum tentou uma solução: colheu palhas no mato, cobriu Omolu da cabeça aos pés e o convenceu a participar do ritual. Mas somente Iansã não teve nojo de chegar perto dele. Para desespero de Omolu, enquanto a rainha dos raios rodava ao seu redor convidando-o para dançar, uma ventania arrancou a palha e acabou com seu escudo de proteção. Foi quando aconteceu a grande surpresa que deixou todos espantados. As cicatrizes se transformaram em flores. E as flores viraram pipocas.

Ao narrar esse conto para o Bando de Teatro Olodum em um seminário, o historiador Ubiratan Castro fez uma ponte entre as feridas ancestrais de Omolu, rejeitado em sua aparência, e o racismo renitente dos nossos dias. A dança de Iansã seria um contraponto à dor, representando a arte, a capacidade de transformação, a beleza da vida. Essa foi uma das chaves para Áfricas, o primeiro espetáculo infanto-juvenil do Bando, que estréia amanhã, às 16h, no Teatro Vila Velha. Com essa peça, a companhia mostra um pensamento sobre a afrodescendência para um novo público-alvo e valoriza a diversidade de um continente praticamente desconhecido das platéias mirins na cidade mais negra do Brasil.

Patrocinada pelo Ministério da Cultura, através da Fundação Cultural Palmares, a montagem baiana tirou de cena as habituais fábulas e personagens eurocêntricos dos textos infanto-juvenis. Ao valorizar a África e a cultura afro-brasileira, a encenação se nutriu de contos da herança negra que atravessaram séculos e continentes através das narrativas dos griôs, os sábios ancestrais que preservam a força da linguagem oral. São histórias como a de Omolu que o elenco quer apresentar ao público em um palco vibrante, impregnado de cores, música, dança, humor e encantamento.

"Nós mantivemos a mágica do teatro partindo do princípio de não infantilizar a África, de não tornar piegas nem tratar a criança como um ser que não entende nada", enfatiza a diretora Chica Carelli, uma das fundadoras do Bando, em 1990. Nesses 17 anos de trabalho, é a primeira vez que ela assume sozinha a direção de um espetáculo da companhia, que sempre contou com o comando geral de Marcio Meirelles, atual secretário de Cultura do governo baiano. Chica também assina o texto (em parceria com o elenco) composto por contos, lendas e por fragmentos do ciclo de palestras promovido pela equipe do projeto com estudiosos.

Criação do mundo - O material adaptado para a cena retrata o povo, os mitos, a relação com a natureza e a religiosidade de um continente formado por mais de 50 países. Dentre os contos, está o da criação do mundo. Diz a tradição oral africana que Oxalá, ao ser enviado por Olorum para criar o ser humano e os recursos da Terra, teve dificuldades na missão. Até que Nanã Buruku, o mais velho dos orixás, revelou para Oxalá o poder da lama, que moldou e deu vida ao homem. "Não existem peças com esse conteúdo para as crianças. Nossa intenção maior é fazer brotar na cabeça dos jovens o desejo de conhecer esse universo", destaca o ator Jorge Washington, um dos pioneiros do Bando.

Também na companhia desde a primeira formação de elenco, a atriz Valdinéia Soriano abraçou com entusiasmo esse desafio, mas não esconde o nervosismo de peitar a falta de intimidade com o público-alvo. "Ainda não sei direito como chegar, olhar, interagir. Por outro lado, estamos levando para eles as nossas questões, nossa ideologia, e isso é ótimo", assume com espontaneidade. O primeiro teste foi feito em um ensaio aberto para 20 crianças. Outra veterana, a atriz Cássia Valle diz ter se sentido aliviada com a receptividade: "Nós estamos descobrindo a nossa maneira de falar para esse público sem abandonar o que sempre caracterizou nosso trabalho. A reação no ensaio foi uma ótima resposta".

O cenário, assinado por Hélio Eichbauer, é o mesmo do espetáculo Erê pra toda vida/Xirê, de 1996, baseado na tragédia das oito crianças assassinadas na chacina da Candelária, no Rio de Janeiro, em 1993. Essa montagem do Bando nem estreou em Salvador, devido a um problema de saúde enfrentado na época pelo diretor Marcio Meirelles. Um dos cenógrafos mais respeitados do país, Eichbauer colocou no palco um telão branco emoldurado por figuras de guardiões. Ao meio, fincou uma mandala africana. Tudo a ver, portanto, com a ambientação de Áfricas.

A plasticidade da peça é composta, ainda, pelos adereços e figurinos em tons multicoloridos de Zuarte Júnior e pela iluminação de Fábio Espírito Santo e Rivaldo Rio. Já a direção musical de Jarbas Bittencourt evidencia novas possibilidades no repertório da equipe, que adquiriu instrumentos africanos executados ao vivo pelos atores, que também cantam e dançam coreografados por Zebrinha.

Áfricas entra em cartaz num ano de conquistas importantes para o Bando. Seu elenco ganhou visibilidade nacional no cinema com o êxito comercial de Ó paí, ó, obteve bom retorno de público ao reestrear a peça homônima ao filme e ganhou, recentemente, o Prêmio Braskem de Teatro com Sonho de uma noite de Verão, eleito o melhor espetáculo adulto da cena baiana em 2006. Peça mais popular da companhia, o Cabaré da Rrrrrraça, que no dia 8 de agosto completa dez anos em cartaz, ganhará temporada festiva no palco do Vila Velha até o final deste semestre. E mais: o Bando acaba de ser contemplado pelo Programa Petrobras Cultural e deve lançar um novo espetáculo, em 2008, sem o fantasma da falta de patrocínio.

***
FICHA

Espetáculo: Áfricas
Direção: Chica Carelli
Texto: Chica Carelli e Bando de Teatro Olodum
Elenco: Bando de Teatro Olodum (Arlete Dias, Auristela Sá, Cássia Valle, Cell Dantas, Ednaldo Muniz, Elane Nascimento, Érico Brás, Fábio Santana, Gerimias Mendes, Jamile Alves, Jorge Washington, Leno Sacramento, Ridson Reis, Robson Mauro, S.L. Laurentino, Telma Souza e Valdinéia Soriano)
Estréia: amanhã, às 16h
Temporada: até 5 de agosto, sábados e domingos, às 16h
Onde: Teatro Vila Velha (Passeio Público/Campo Grande)
Ingresso: R$14 (inteira)

quinta-feira, 12 de julho de 2007

A Geladeira daqui é quente!



A Cia Teatro dos Novos arregaçou as mangas e entrou no programa de intercâmbio do Villa Médicis Hors les Murs . Através dele, o diretor francês Thomas Quillardet virá a Salvador para montar a peça A Geladeira, do dramaturgo franco-argentino Copi. São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba já estavam no roteiro do projeto e pra não deixar Salvador de fora, a CTN foi à luta para trazer o diretor.


Héctor Briones seduzindo a geladeira Foto: João Meirelles


Além do espetáculo inédito, a CTN promoverá uma palestra com Quillardet sobre Copi, um workshop, a leitura dramática do texto Loretta Strong - também de Copi- e a publicação inédita desses dois textos do autor.

Doze apresentações entre os dias 21 de agosto e 26 de setembro estão programadas para a primeira temporada de A Geladeira. No elenco estão Anita Bueno, Fernando Fulco, Héctor Briones, Iara Colina, Mariana Freire, Mônica Mello, Neyde Moura Rui Manthur, Sonia Robatto, Thiago Enoque e Vivianne Laert. O cenário ficará por conta do próprio Quilladert e a é luz de Fernanda Paquellet.


Mino Carta participa de debate no Vila

SEMINÁRIO MíDIA E EDUCAÇÃO

O jornalista Mino Carta (foto), diretor de redação da Carta Capital e Carta na Escola, chega a Salvador para um debate sobre o papel dos meios de comunicação no processo de formação social cidadã, enquanto fundamento estratégico na construção da democracia e discutir a responsabilidade político-institucional da imprensa brasileira na construção de princípios éticos.

Direcionado a profissionais de comunicação, professores e estudantes da rede pública e privada e representantes de organizações da sociedade civil e do terceiro setor, o Seminário Mídia e Educação acontece na próxima terça, às 18h30, aqui no Vila.


Debatedores:

Tânia Cordeiro - Professora de Comunicação da UNEB e integrante do Grupo Gestor do Fórum Comunitário de Combate à Violência.
Pola Ribeiro - Diretor Geral do IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia.
Bruna Hercog - Jornalista mobilizadora da Cipó - Comunicação Interativa.
Luiz Nova - Professor da Universidade Federal do Recôncavo, Mestre em Comunicação e Política e Doutorando em Cultura e Política.
Ernesto Marques - Diretor da ABI - Associação Bahiana de Imprensa.

Mediador:
Zilton Rocha- professor, deputado estadual e presidente da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público.

Quer mais? Acesse o Blog do Mino.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

PARABÉNS, BANDO!!!


O Bando- sorriso largo e manutenção garantida

Saiu hoje a lista dos projetos contemplados pelo Programa Petrobras Cultural e o nosso Bando de Teatro Olodum é um dos escolhidos na categoria de manutenção de grupos de Teatro. Com este 'gás', o grupo tem reconhecido um trabalho de valorização da participação de atores afro-descendentes nos palcos baianos e brasileiros, que já dura 17 anos.

O projeto prevê a realização de pesquisa visando à criação de um espetáculo teatral a partir da narração de histórias e memórias de pessoas idosas de comunidades marcadas pela cultura negra, além de viabilizar a manutenção do repertório do grupo.

Para saber quem são os 231 aprovados que também comemoram essa vitória, acesse o site.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Vinício interpreta Castro Alves em momento literário

No fim de tarde da última sexta-feira, o ator Vinício de Oliveira Oliveira (foto), membro-fundador d'A Outra Companhia de Teatro, foi escalado para uma missão literária. O artista foi designado para entrar na pele do poeta Castro Alves, na performance que inaugurou o projeto Momentos Literários na Biblioteca da Justiça Federal. Devidamente caracterizado como o poeta abolicionista, Vinício chamou atenção para o acontecimento e encerrou a programação declamando Vozes d'África.

Vinício impressionou a todos pela qualidade de sua performance e, sobretudo, pela semelhança física com o jovem poeta condoreiro. "Ele realmente se parece com Castro Alves e fez muito sucesso por aqui", comentou Luzineide, a responsável pela Seção de Biblioteca da Justiça Federal, uma das organizadoras do evento.

A inauguração dos Momentos Literários, que contou com grande participação dos servidores, assistindo ou declamando poesias, foi destaque no informativo da instituição publicado nesta terça-feira, que pode ser lido na íntegra - em formato PDF.

FÓRUM PERMANENTE DE TEATRO - próximo encontro

Caros colegas da classe teatral,

Tendo em vista a constante necessidade dos artistas manterem um diálogo entre si e também com o Poder Público, convocamos a todos para participarem das próximas reuniões do Fórum Permanente de Teatro, retomado no final do mês de junho, aqui em Salvador.

Através de discussões sobre questões macro e micro das políticas culturais, já foram realizados 03 encontros, com uma adesão que infelizmente vem diminuindo a cada dia. Uma pena, considerando que esse Fórum será a instância de base para a construção da Câmara Setorial de Teatro do Estado da Bahia e que uma classe artística fortalecida beneficia a todos nós.

Portanto, venha integrar as reuniões do Fórum, fortalecendo nosso debate, trazendo suas contribuições e fazendo com que opiniões diversas sejam ouvidas e discutidas. Uma oportunidade de nos encontrarmos e avaliarmos de maneira contínua o fazer teatral.

Aguardamos você!


PRÓXIMO ENCONTRO:

11 DE JULHO, 4ª FEIRA, de 15h às 18h
Sala do Conselho de Cultura (pela entrada lateral do Palácio da Aclamação, no Campo Grande)
Pauta: Leitura e avaliação do Edital de Fomento ao Teatro da FUNCEB: PRÊMIO JUREMA PENA, de circulação de espetáculos.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

O NÚMERO DO VILA MUDOU!


71 3083-4600

Para falar com a gente, é só ligar. Este é o número da nossa nova central telefônica, que agora traz mil e uma facilidades para a gente e para o público. Agora é possível falar diretamente com o ramal desejado. Por exemplo: para informações sobre a Programação, ligue 71- 3083-4610.

Ao povo do Vila: Fiquem espertos, que todos os ramais e senhas mudaram. A nova lista já se encontra afixada nos aparelhos telefônicos e os novos ramais agora são números diretos. Por exemplo: se o seu ramal é 4610, você já pode sair por aí dizendo que o seu número é 3083-4610.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Intolerância e Abuso de poder

Publicado hoje, no Jornal A Tarde - Caderno2
Por Eduarda Uzêda
Foto: Marco Salgado - divulgação


Encenada pela primeira vez em 25 de setembro de 1966, no Rio de Janeiro, a peça O Santo Inquérito, de Dias Gomes (1922 -1999) ganha versão baiana. Trata-se do espetáculo Branca , que entra em cartaz de sexta a domingo, às 20 horas, no Teatro Vila Velha.

Clássico da dramaturgia nacional, conta a história de uma corajosa jovem paraibana, descendente de cristãos novos (os judeus recém-batizados), que enfrenta e sofre juntamente com seu intrépido noivo as acusações e as torturas do Tribunal do Santo Ofício ou Inquisição.
A montagem, que estreou no final de março, em Quito, no Equador , durante o III Encontro de Mestres em Teatro da América L atina, com boa receptividade por parte do público, tem concepção e direção do cubano Luis Alberto Alonso, radicado há quatro anos na Bahia, que também assina a trilha sonora.

SUCESSO– “Branca representou o Brasil, sendo considerado o melhor espetáculo do encontro, levando mais de 700 espectadores ao teatro em uma única apresentação”, frisa o diretor, que informa que participaram do evento aproximadamente 250 artistas de vários países da América Latina, a exemplo do Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e da Argentina.

Ainda segundo Alonso, embora algumas modificações tenham sido feitas na montagem, a essência do texto foi preservado, assim como a intenção de Dias Gomes de denunciar a intolerância e a opressão e de mostrar que a dificuldade comunicação dos homens pode se transformar em uma terrível fonte de mal-entendidos e problemas.

Em cena, atores que integram o Oco Teatro Laboratório, que desenvolve uma estética baseada no conceito do espaço oco, o espaço vazio, onde os intérpretes fazem uma representação explorando um conceito minimalista da encenação. Formado inicialmente pelo ator baiano Rafael Magalhães e o diretor cubano Luis Alberto Alonso, o Oco Teatro Laboratório levou cursos e palestras a diversas cidades brasileiras e vários países.

IMPOSIÇÃO DA FORÇA – Luis Alberto Alonso diz que escolheu revisitar a Inquisição no Brasil em virtude da força que a intolerância vem adquirindo no momento contemporâneo, acrescentando que os atores Rafael Magalhães (também responsável pela preparação corporal), Viviane Souto Maior, Mario César, Andréa Mota e Virgilio Souza ocupam um palco onde há somente um praticável, que na segunda parte do espetáculo serve como cárcere e tribunal.
Ainda segundo o diretor, a mudança do nome da peça para Branca tem a intenção de reforçar o papel do feminino na trama, que mostra a ação da Santa Inquisição, também conhecida como Santo Ofício, um tribunal eclesiástico criado com a finalidade de investigar e punir os crimes contra a fé católica.

Na prática, a Inquisição era um recurso para impor à força a supremacia católica, exterminando todos os que não aceitavam o cristianismo nos padrões impostos pela Igreja.
O desenho de figurino é de Zuarte Junior. O cenário, de Luis Alberto Alonso e Julio Cesar e os adereços de Luiz Claudio. A pesquisa histórico-musical e de Débora Judith Arber.

O AUTOR – O escritor e dramaturgo Alfredo de Freitas Dias Gomes nasceu em Salvador, em 19 de outubro de 1922. Tornou-se nacionalmente conhecido em 1960, quando foi encenado O Pagador de Promessas pelo Teatro Brasileiro de Comédia, sob a direção de Flávio Rangel.
A versão cinematográfica da obra, dirigida por Anselmo Duarte, conquistou a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1962, além de outros prêmios nacionais e internacionais.

Na década de 1960, Dias Gomes escreveu peças como A Invasão, A Revolução dos Beatos, O Santo inquérito e O Berço do Herói, algumas proibidas pela censura. Na TV, escreveu, entre outras, as novelas Verão Vermelho, O Bem-Amado, Saramandaia e Roque Santeiro. Foi casado com Janete Clair, famosa autora de novelas.

Theatro XVIII comemora 10 anos com circulação do repertório


Rita Assemany no belo monólogo A Casa da Minha Alma

Nosso amigo-irmão, o Dezoitão, está fazendo aniversário e celebra com uma temporada de circulação de três das suas produções autorais - os espetáculos A Casa da Minha Alma , Esse Glauber (ambos dirigidos por Marcio Meirelles, nosso atual Secretário de Cultura da Bahia) e Três Mulheres e Aparecida (de Aninha Franco). Na primeira rodada, os artistas passam pelo Rio de Janeiro, onde as apresentações acontecem de 6 a 15 de julho, no Oi Futuro – Centro Cultural Telemar. Em agosto, o pessoal segue para Brasília. A produção da turnê é de Sérgio Bacelar, a doce fera à frente da Alecrim Produções.

Para mais informações sobre este feliz aniversário, acesse: http://www.theatroxviii.com.br

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Achados arqueológicos nos arquivos do Vila

O corajoso Vinício desbravou os arquivos pré-históricos do Vila e encontrou três raridades dignas de exposição em museus. As peças seculares de anos remotos, foram cuidadosamente removidas e, em perfeito estado, estão a disposição dos seus antigos donos. Se por acaso algum deles lhe pertence, procure-nos aqui no NUCOMA e leve de volta pra casa estas peças que têm tanta história pra contar quanto a primeira roda inventada ou a primeira faísca de fogo produzida pelo homem.
Foto:Vinício de Oliveira

Espaço online para falar de Teatro


Celso Jr. (foto) é gente de Teatro. Ator, diretor, professor da Escola de Teatro da UFBA, o cara já jogou em todas as posições no time dos palcos. Com vasta experiência e uma dose de bom humor, ele assina a coluna Na beira do palco, no site www.bemresolvida.com.br, dedicada a revelar seu olhar sobre o mundo do teatro e compartilhar com o público geral a magia dos bastidores das artes cênicas.