sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O VILA FALA

Em respeito aos funcionários, artistas residentes, público, classe artística, apoiadores e patrocinadores da cultura, o Teatro Vila Velha vem a público se manifestar. Desde a mudança do governo do estado para as mãos de um partido de esquerda, instalou-se uma agitação natural na sociedade baiana, fruto de expectativas, anseios e incertezas diante da perspectiva de, após duas décadas inteiras, termos novas configurações no cenário político pelos próximos quatro anos. Não podia ser diferente na área da Cultura, já tão cotidianamente tensionada entre poder público, artistas e população. Desta forma, é perfeitamente compreensível o foco crítico acerca da nomeação do diretor teatral Marcio Meirelles para a Secretaria Estadual da Cultura, levando em consideração que há mais de dez anos integrava o corpo de gestores do Teatro Vila Velha.

Assim que assumiu o cargo público, conforme mandam as leis e a ética, Marcio Meirelles abdicou de suas atividades referentes à administração do Vila. Sua nomeação foi justamente o reconhecimento do valor de sua atuação enquanto gestor neste espaço cultural. Neste momento, a equipe do Teatro Vila Velha enxergou um acerto da equipe do Governo Estadual, ao mesmo tempo em que sentiu o impacto da saída de uma peça importante em sua engrenagem. O Vila seguiu sendo gerido coletivamente por um grupo de artistas, como vinha sendo nos últimos anos, fato que muitas pessoas ignoram ou preferem não tomar conhecimento, tendo atribuído recorrentemente à figura de Marcio a direção geral do espaço. O desligamento provocado por sua nova situação, contudo, não significa que o Secretário deva fechar os olhos para as realizações do Teatro que, assim como todo espaço de produção cultural, merece respeito e atenção de qualquer indivíduo que esteja ocupando o cargo, da mesma forma como ocorria na gestão anterior, com o senhor Paulo Gaudenzi. Por outro lado, permanecemos atentos com relação à atuação da Secretaria, adotando a postura vigilante e propositiva que cabe a todo cidadão.

No atual momento, entre as críticas, divergências políticas e ideológicas, que vêm sendo colocadas publica e legitimamente contra a Secretaria, aparecem também ataques pessoais que envolvem idéias equivocadas a respeito do Teatro Vila Velha e sua relação política com a Secretaria de Cultura. Queremos deixar claro aqui alguns pontos polêmicos que vêm sendo levantados em diversos veículos por pessoas que, por motivos diversos, vêm emitindo opiniões com base em informações truncadas e que não condizem com a realidade. Em nosso entendimento, um problema grave, uma vez que levanta suspeitas sobre a conduta ética das pessoas que trabalham ou trabalharam pela revitalização e manutenção deste espaço cultural, que há mais de 40 anos vem servindo ao público e aos artistas baianos.

O Teatro Vila Velha, com mais de uma centena de artistas trabalhando em seis grupos residentes e cerca de 30 funcionários, produz e recebe espetáculos de teatro, dança, música e multi-linguagem, sedia e fomenta discussões sobre políticas culturais e temas de relevância social, promove atividades educativas para artistas e público, desenvolve uma política diferenciada de formação de platéia e realiza intercâmbio cultural com outros estados, o exterior e dentro da própria Bahia. São essas ações que dão respaldo aos projetos apresentados nas diversas instâncias governamentais que, felizmente, têm reconhecido o valor deste trabalho. A relevância artística e social do papel que o Vila vem desempenhando desde a sua fundação, em 1964, é o estandarte que eleva o nome desta casa perante a esfera do poder público, conseguindo o apoio e a simpatia de diferentes governantes, independente de ideologia ou partido político, ao longo de sua história. Isso, contudo, não elimina os percalços e ansiedades dos processos seletivos, nem as muitas negativas que se acumulam no caminho e podem inviabilizar alguns projetos.

O Teatro Vila Velha sempre se relacionou com o Estado. Isso é natural. Qualquer instituição séria, privada ou pública, tem obrigação de fazê-lo. O Estado deve ser um dos agentes - talvez o maior deles - no fomento à cultura. No final dos anos 50, o terreno onde está o Vila hoje foi doado aos artistas da Sociedade Teatro dos Novos pelo Governo Estadual, o que mostra uma relação que é antiga e imprescindível. O que a Sol Movimento da Cena fez nos anos 90 com o projeto Novo Vila, promovendo a ocupação artística e a reforma que devolveram o Vila Velha à sociedade baiana, contando com patrocínio do Governo Estadual e Federal, apoio de outros artistas e do público, tem a mesma relevância. Sempre com reverência e respeito à Sociedade dos Novos, que fundou esta casa, ao longo dos últimos 13 anos, os artistas que compõe a Sol construíram uma nova fase da história do Teatro Vila Velha. E vêm, por meio de uma gestão coletiva baseada no comprometimento com a cultura enquanto fator de transformação social, realizando um esforço contínuo para mantê-lo de pé e na ativa, gestando inovações, absorvendo e emanando influências no cenário cultural brasileiro.

Portanto, o Teatro Vila Velha, um espaço privado que é reconhecido como de utilidade pública em virtude de suas atividades, sempre recebeu o apoio de recursos públicos através de leis de incentivo, fundos e convênios, como tantas outras iniciativas particulares que desenvolvem projetos no setor cultural. Como tal, presta contas aos órgãos municipais, estaduais e federais, nunca tendo ficado em situação de inadimplência perante estes. Da mesma maneira, seguindo o princípio de que deve satisfações à sociedade, cujos impostos bancam de fato o investimento em Cultura, o Teatro Vila Velha adota uma política de transparência, elaborando relatórios anuais, entregues aos patrocinadores, imprensa e que estão disponíveis para o público, de modo que suas contas podem ser verificadas em qualquer ocasião que se fizer necessário. Estes fatos, porém, lamentavelmente, jamais alcançaram os holofotes da mídia como vem ocorrendo com a recente onda de informações discrepantes.


COLEGIADO DO TEATRO VILA VELHA
Chica Carelli, Cristina Castro, Débora Landim, Fábio Espírito Santo, Gordo Neto, Gustavo Libório, Jarbas Bittencourt, Jeudy Aragão, Márcia Menezes, Marísia Motta, Vinício de Oliveira Oliveira

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Passagem para a África: R$ 20.

BANDO FAZ CURTA TEMPORADA CONDENSADA DE ÁFRICAS


As fotos de Márcio Lima sempre trazem uma visão privilegiada do espetáculo

O sucesso de ÁFRICAS, o primeiro espetáculo infanto-juvenil do Bando de Teatro Olodum, é tamanho, que depois de terminada a primeira temporada, o grupo retorna a cartaz em diversos horários, facilitando o acesso de crianças e também de adultos à platéia. Em curta temporada no palco principal do Vila, o grupo agora se apresenta de sexta a domingo, até o dia 9 de setembro, nas seguintes sessões: SEXTAS - 20H; SÁBADOS - 16h e 20h; DOMINGOS - 16h e 19h. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Vale lembrar que na temporada de estréia, a peça chamou atenção do público e da crítica local ao mostrar aspectos pouco conhecidos da cultura africana, numa narrativa lúdica, passando por lendas, os mitos dos orixás e outras imagens, tudo isso apoiado na estética de musical, com coreografias inspiradas nas danças ancestrais e contemporâneas da África. No palco, os artistas do Bando se desdobram em muitos, interpretando, cantando e dançando com a mesma desenvoltura, num conjunto que valoriza o texto e as situações construído coletivamente, com base nos estudos sobre o continente, sob a direção de Chica Carelli. A seu lado, os inseparáveis parceiros Jarbas Bittencourt, cuidando das composições e direção musical, e Zebrinha, criador das coreografias.


Dança, música e cor - África bela e atual

ÁFRICAS retorna ao palco do Vila atendendo a inúmeros pedidos de pessoas que não encontraram mais ingressos nas primeiras apresentações e acabaram retornando da porta do Teatro. A peça foi apresentada para escolas, associações comunitárias, terreiros de Candomblé, grupos de professoras e educadores entre outros públicos específicos em sessões especiais e muito concorridas. O Bando realizou ainda uma apresentação especial no Centro Cultural de Plataforma para a comunidade do Subúrbio Ferroviário. As sessões especiais contaram com a participação de debatedores com profundo conhecimento sobre África e a luta negra na diáspora, como a Professora Doutora Wanda Machado, o historiador Ubiratan Castro de Araújo, o secretário Luiz Alberto e o ator e diretor Lázaro Ramos, cria do Bando de Teatro Olodum, grupo do qual ele orgulhosamente diz ainda fazer parte.


Márcio Lima capta momentos ímpares do movimento

ÁFRICAS é um achado do ponto de vista educacional, exatamente no momento em que entra em vigor a lei n.º 10.639/03, que pela primeira vez insere a obrigatoriedade do ensino da história da África e da cultura afro-brasileira no currículo das escolas brasileiras. Com uma trajetória que já acumula 17 anos, o Bando de Teatro Olodum envereda por mais um novo caminho no fazer teatral como mecanismo para a reafirmação da negritude e das heranças africanas.

Bando de Teatro Olodum em: ÁFRICAS

Dias: 01, 02, 07, 08 e 09 de setembro
Onde: Palco principal do Teatro Vila Velha
Horários: sexta – 20h / sábado - 16h e 20h / domingo – 16h e 19h.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

terça-feira, 28 de agosto de 2007

CARTA DE ESCLARECIMENTO

Salvador, 28 de agosto de 2007


Prezados amigos,


Desde julho, a nossa vontade de fomentar o teatro GamBOA NOVA é tão grande, é tão prolixa e tão sanguínea, que estamos com as portas abertas para todas as possibilidades!

Como também somos da área artística, temos recebido vários artistas (e muitos deles, amigos) que contribuíram da forma mais solidária e carinhosa com nossa causa, num desprendimento absoluto, em nome da arte e sua expansão na Bahia.

Ora, é sabido que o Teatro Gamboa é um teatro reconhecido e que deu muito da sua participação no cenário cultural de Salvador. Atualmente, ele está fora de contexto: muitas pessoas nem sabem onde ele se localiza!

A idéia de reavivá-lo despertou na maioria das pessoas um interesse comum em que todo esse movimento desse certo. Baseado nisso, principalmente artistas e pensadores que aqui circularam, querem de uma forma ou de outra, expressar esse entusiasmo no qual estamos à frente: opinando, somando, ajudando, investigando, criticando... que o seja! Talvez por saberem que o GamBOA NOVA nessa gestão, completamente independente, ainda está sem recursos para continuação dos seus anseios artísticos.

Porém, nos foge ao alcance opiniões, ressalvas, contribuições, críticas pessoais que envolvam o nome do Teatro GamBOA NOVA. Manifestações estas, baseadas numa democracia de livre expressão.

Na matéria do Jornal Tribuna da Bahia (25 e 26/08/2007), intitulada "Toda força ao Gamboanova" (leia aqui), o jornalista Ildásio Tavares tece opiniões pessoais, sem o nosso conhecimento, nem consentimento, envolvendo o nome do Teatro Gamboanova e seus atuais administradores. Queremos deixar bem claro que tais criticas não fazem jus à nossa postura e pensamento, muito menos o Teatro GamBOA NOVA precisa atacar ninguém para se promover ou chamar atenção na mídia, além de não servir de objeto de auto-promoção de quem quer que seja. Em suma, o Teatro Gamboa Nova não servirá de escudo, nem de bode expiatório de ninguém!

Não é através de críticas ofensivas que mostraremos as necessidades financeiras do teatro, e sim através de muito trabalho e formação de parcerias. Além disso, só aos dirigentes do Teatro, Maurício Assunção, Rino Carvalho e Juliana d´Matos, é dado o direito de opinar pelo Teatro Gamboa Nova, por isso qualquer outra pessoa que faça alguma colocação incluindo o nome desse espaço cultural, estará agindo sem autorização do mesmo, sendo portanto uma expressão estritamente pessoal.

Fazemos questão de estar unidos a alguns nomes de elevada importância para a continuidade do teatro (inclusive o teatro Vila Velha), nomes esses, que têm nos socorrido em momentos tão difíceis.

Assim sendo, não lavamos nossas mãos, muito pelo contrário, queremos mais e mais mãos para a empreitada da nossa (re)construção.

Sejam todas elas: dos artistas, da Secretaria da Cultura, dos jornalistas, da comunidade, dos espaços artísticos e, claro, do nosso vizinho e maduro Vila Velha!

Afinal, estamos todos num mesmo barco, singrando num mesmo rumo teatral.

Evoé, Axé, Baco!


Maurício Assunção.
Rino Carvalho.
Juliana Matos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

AULAS GRATUITAS



De 2ª a 6ª a Cia Viladança disponibiliza 5 vagas para que profissionais da área de dança tenham a oportunidade de participar do programa de condicionamento físico e aprimoramento técnico dos dançarinos da companhia.

Durante o mês de agosto os professores Leandro de Oliveira, Jairson Bispo, Maitê Soares, Janahina Santos, Ana Carolina Macêdo e a diretora da companhia Cristina Castro se revezaram em mais de vinte e duas horas de aulas. Quatorze profissionais participaram da grade composta por aulas de dança contemporânea, gyrotonics expansion e ballet clássico.

Em setembro as aulas continuam com novas vagas. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pela tarde no próprio teatro.

Informações: (71) 3083-4600 / 8201 0258 (Leo) ou viladanca@teatrovilavelha.com.br



O Instituto Cultural Steve Biko promove nos dias 1 e 2 de setembro o VI Festival de Artes, Ciências e Cultura, com shows de Lazzo Matumbi, Banda Ilê Aiyê, Banda RBF e outros, apresentações e intervenções artísticas, programação infantil, feira de cultura, palestras e oficinas. O evento ocorrerá na Senzala do Barro Preto, no bairro do Curuzú - Liberdade. Os ingressos custam R$6,00 dando direito a participar dos dois dias do festival.

Para mais informações
fone: (71) 3241-8708
e-mail: biko@stevebiko.org.br
site: www.stevebiko.org.br

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

O que é? O que é?

O que é ? O que é? Começa com carol e termina com ina? é o musical infantil da diretora Zeca de Abreu, vencedora do prêmio Braskem de Teatro em 2003 com o espetáculo infantil H20 – Uma fórmula de amor.

A peça conta a história de Carol, uma menina que perdeu a mãe e que sofre com as implicâncias das três filhas de sua madrasta, o musical apresenta noções de valores para os pequeninos. Querendo sair do mundo real de onde vive, Carol começa a entrar em um mundo imaginário, no qual conhece novos amigos e descobre que não poderá fugir das ameaças e sim, enfrentá-las.

Para Sheila Costa, que interpreta uma das personagens da peça, a oficina dirigida por Zeca foi uma experiência única em sua vida, “Eu trabalhava no Vila já tinha um tempo e nunca tinha feito nada em teatro, sendo que desde os tempos de colégio queria atuar, na oficina de Zeca comecei trabalhando como assistente e depois passei para o palco”. Sheila, ex-estagiária do Núcleo de Comunicação do Vila, conta que a maioria dos participantes da oficina eram iniciantes, o que facilitou a integração do pessoal, principalmente quando Zeca ficou doente e o grupo sozinho teve que se unir para fazer o musical. Afinal, como já dizia Chico Buarque, “o espetáculo não pode parar”.

“Zeca foi guerreira do inicio até o fim da oficina, primeiro porque ela ficou doente, teve alta e voltou a nos dirigir, depois ela teve que voltar para o hospital e segundo porque ela pegou uma oficina apenas com iniciantes”, elogia Sheila.

Outra figura do Vila que passou dos bastidores para a cena foi Maiana Santana, que agora se aventura também no mundo das acrobacias em tecido!

A montagem do grupo Trupe da Zequinha, integra o projeto 'O que cabe neste palco', a peça é voltada para o público infanto-juvenil, o que não impede das outras faixas-etárias poderem conferir esse espetáculo estrelado por diversos novos atores.

O que é, o que é? Começa com Carol e termina com ina?
Sábado e domingo - 16 horas
Dias: 25 e 26 de agosto
R$ 10,00 a inteira e R$ 5,00 para estudantes

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Carta Pública de Agradecimento

Ao: 18° Batalhão da Polícia Militar
Att.: Ilmo Sr. Ten. Cel. Hélio Alves Gondim


Prezado amigo Ten. Cel. Gondim:

Venho, por meio desta, declarar os nossos agradecimentos ao 18° Batalhão da Polícia Militar, comandado por V.Sa., pelos serviços prestados a todos os 108 artistas, funcionários, público visitante e amigos do Teatro Vila Velha, Passeio Público e região.

Tínhamos aqui neste espaço um problema de segurança que já fora denunciado por nós há muitos anos. Com o trabalho e dedicação deste agrupamento de polícia essa situação foi minimizada a níveis satisfatórios.

Infelizmente reconhecemos que a origem destes problemas vem das inúmeras questões sociais que afligem nossa cidade, estado e país. No entanto nós entendemos que a luta pela segurança no espaço público é questão primordial até mesmo para avançarmos por mais cidadania e respeito mútuo.

Deixo aqui registrado o nosso agradecimento renovando nossos mais sinceros votos de estima e consideração.

Respeitosamente,

Gustavo Libório
Coordenador Administrativo Financeiro
Teatro Vila Velha
Tel: 71-3083-4600
gustavoliborio@teatrovilavelha.com.br

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

O Vila oferece oficinas técnicas


De 27 a 31 de agosto
,
abrimos a seleção para as Oficinas do Vila-Ponto de Cultura, que acontecerão gratuitamente a partir do mês de setembro. Serão realizadas as oficinas de Iniciação à Técnica Teatral (iluminação cênica, sonorização e cenografia), Iniciação à Figurino e Maquiagem, Preparação corporal para cena e Assessoria de imprensa para grupos artísticos. As vagas são destinadas a integrantes de grupos artísticos de Salvador e Região Metropolitana, com idade entre os 17 e 25 anos. Para se inscrever, basta comparecer ao teatro trazendo uma foto 3x4 e preencher a ficha disponível no Vila ou aqui. O resultado será divulgado no dia 4 de setembro e as aulas terão início no dia 10. + info: comunicação@teatrovilavelha.com.br

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Fala Vila com Reinaldo Maia

Hoje à noite o Vila abre espaço para a classe artística soteropolitana receber o dramaturgo e diretor teatral Reinaldo Maia (foto), membro do Conselho Nacional Redemoinho, diretor do grupo Folias d’Arte (SP) e articulador do Movimento Arte Contra a Barbárie, em São Paulo. Reinaldo, que foi um dos principais redatores da Lei de Fomento do Município de São Paulo, chega a Salvador através da articulação entre a FUNCEB, o Vila, o SATED e o Movimento Redemoinho. O bate-papo com o público irá partir de temas como o teatro de grupo, políticas culturais, a lei de fomento de São Paulo e a experiência com o Arte Contra a Barbárie.

Formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo –USP, Reinaldo Maia é um homem que, como poucos, concilia ativismo político e cultural. Sua trajetória é marcada por um pensamento de esquerda radical e intelectualizado, de posicionamento franco e aguçadamente crítico, como pode ser visto no blog Matraca Cultural, mantido por ele com comentários acerca de diversos fatos políticos e culturais brasileiros.

Seu olhar político, aliado à experiência em diferentes funções no ofício teatral levaram Reinaldo Maia a ser um dos principais redatores da Lei de Fomento da Cidade de São Paulo, outorgada em 2002 pela prefeita Marta Suplicy. Considerado como um modelo de política pública cultural no Brasil, o Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo apóia a manutenção e criação de projetos de trabalho continuado de pesquisa e produção teatral visando o desenvolvimento do teatro e o melhor acesso da população ao mesmo.

Fala Vila com Reinaldo Maia
Onde: Palco principal do Teatro Vila Velha
Horário: 19h
Data: 20/08/2007 (segunda)
Gratuito


Para saber mais sobre nosso convidado: Reinaldo Maia é autor, diretor e ator teatral, fundador da Companhia Folias d´Arte, grupo que atua há dez anos e se destaca no cenário artístico de São Paulo. Fundador também do Movimento Arte Contra a Barbárie, em São Paulo. Membro do Júri do Premio Casa Das Américas de Cuba no ano de 2005.

Com um vasto currículo de obras teatrais, destacam-se peças de modernistas brasileiros, tragédias clássicas gregas e de Shakespeare, diversas obras autorais à frente do Folias D’Arte, como Pavilhão 5 (2001). Seu trabalho mais recente, é com a dramaturgia de Orestéia, trilogia de Esquilo, atualmente em cartaz na cidade de São Paulo.

Livros Publicados: “Uai, Why Not!” (ficção), “O Ator Criador” (Ensaio sobre representação teatral), “Brecht Visto da Rua” (Ensaio sobre o Pensamento de Bertolt Brecht sobre Teatro).

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Finalmente: A Geladeira!


Ruy Manthur, Hector Briones e Thiago Enoque entrando numa fria
Foto: Nicolas Soares

Na próxima semana, entra em cartaz a nova montagem da Companhia Teatro dos Novos, grupo residente do Vila. A Geladeira conta a história de L., personagem que descobre no meio de sua sala uma geladeira, presente de aniversário de sua mãe. A presença provocativa do aparelho faz a personagem entrar em um verdadeiro turbilhão existencial, levando o público a se deparar com uma série de situações surpresas, com telefonemas, visitas e encontros extraordinários, através de personagens que desfilam em cena num divertido exercício de meta-teatro. A peça marca a estréia nacional de um texto do dramaturgo argentino Copi no Brasil, através do intercâmbio que trouxe o jovem diretor francês Thomas Quillardet a trabalhar com companhias de teatro nacionais. Neste espetáculo, ele dirige algumas grandes figuras do teatro baiano: Anita Bueno, Hector Briones, Mônica Mello, Rui Manthur, Sonia Robatto, Thiago Enoque e Vivianne Laert.

A Geladeira fica em cartaz de 21 de agosto a 26 de setembro
no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha
sempre às terças e quartas-feiras, 20h.
Ingresso: R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia).

Confira o VT promocional da peça:


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Troca – Troca gastronômico

Para o projeto Troca – Troca no Nordeste, que vem acontecendo desde maio com o patrocínio do Programa BNB de Cultura, a equipe de produção d’A Outra Companhia se desdobrou em mil e preparou um menu de deixar senhor Briguela de queixo caído e Arlequim Bardalo de água na boca.

Com um cardápio super variado, os convidados vindos de toda a região não passam aperto para comer em Salvador e ainda aproveitam para conhecer as belezas do Pelourinho quando almoçam a melhor feijoada da cidade no restaurante Alaíde do Feijão ou enquanto se deliciam com a tradicional comida baiana d’O Coliseu. Eles também podem se afogar no dendê e no Sorriso da Dadá, apreciar a variedade na famosa Cantina da Lua e a comida caseira do Terra Brasilis. Passeando ainda pela culinária baiana, agora no Centro da cidade, os convidados conhecem as delícias do Point do Acarajé, que não serve só o bolinho de feijão, mas também tem um cardápio variado.

Quando o paladar for mais exótico, o Maria Mata Mouro resolve o problema com seu cardápio cheio de especiarias. E se a preferência for pizza, A Outra leva seu convidados a uma "Itália baiana", com uma seleção das melhores pizzarias da cidade: Cantina Panzone ou na Pizzeria Rômulo e Remo.

Quando bater a saudade de casa o tempero caseiro do Casarrara acalma o coração e mata a fome. Mas se alguém exagerar com tantas delícias e quiser uma alimentação mais leve e natural, as pedidas são o Nirá ou o Ramma.

Graças ao apoio de todos estes restaurantes, o Troca-Troca no Nordeste se tornou mais do que um intercâmbio de conhecimento e cultura. Virou um verdadeiro turismo gastronômico em Salvador. Com um cardápio desses, todo mundo quer participar desse Troca – Troca de cultura, conhecimento e delícias.

Procura-se elenco para Curta



Está rolando a escalação de elenco para o filme de curta-metragem "Doido Lelé", texto e direção de Ceci Alves, ganhador do concurso de Obras Cinematográficas Inéditas de curta Metragem, da Secretaria do Audiovisual, do ministério da Cultura. Quem tiver interesse, pode comparecer aos testes conforme os seguintes perfis, datas, local e horários:

Homem - 30 a 55 anos
dia 20/08 - segunda-feira
Teatro Gregório de Mattos
Das 9 às 11h

Mulher - 25 a 40 anos
dia 21/08 - terça-feira
Teatro Gregório de Mattos
Das 9 às 11h

Mulher - 16 a 25 anos
dia 23/08 - quinta-feira
Teatro Gregório de Mattos
Das 9 às 11h

Para mais informações: adrianobig@hotmail.com / 71 8836-2170

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Uma nova marcha vem por aí?

Estamos às vésperas do retorno da Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade. Agora passa a se chamar Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros. Trata-se de uma fórmula mais elaborada, mais complexa, mas os objetivos são os mesmos. O movimento foi lançado pela OAB de São Paulo, e conta com o respaldo de figuras importantes da Fiesp e da Associação Comercial paulista, e com a divulgação de televisões e rádios, por ora não melhor especificadas. A idéia inicial faísca no escritório de João Dória Jr., o Iconoclasta Mor, aquele que destruiu a pauladas o monumento dedicado a Cláudio Abramo, o grande jornalista, em uma pracinha do Jardim Europa. Ali desceu o Espírito Santo, e iluminou os primeiros carbonários da grana, unidos em torno do slogan: Cansei. Uma campanha publicitária, oferecida de graça por Nizan Guanaes, gênio da propaganda nativa de inolvidável extração tucana, mais badalado entre nós do que George Clooney no resto do mundo, insistirá em peças destinadas a expor o pensamento dos graúdos envolvidos: "cansei do caos aéreo", "cansei de bala perdida", "cansei de pagar tantos impostos". É do conhecimento até do mundo mineral a quem esses valentes senhores atribuem a culpa por os males que denunciam: nem é ao governo como um todo, e sim ao Lula, invasor bárbaro de uma área reservada aos doutores. Mas o presidente da OAB paulista, certo D'Urso, diz que o movimento não tem conotação política. Enquanto isso, às sorrelfas, o pessoal pede instruções aos mestres. Alguns ligam para Fernando Henrique Cardoso, outros para José Serra. São os derradeiros retoques da tucanização da elite brasileira, a mesma que sentou-se em cima de um tesouro chamado Brasil e só cuidou de predá-lo, com os resultados conhecidos. Incompetência generalizada, recorde mundial em má distribuição de renda, baixo crescimento, educação e saúde descuradas até o limite do crime, miséria da maioria etc. etc. Acorda Lula, chama o teu povo.

Publicado em 27/07/2007 18:47, por Mino Carta.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Deu no jornal....



Paixões e desventuras na floresta mágica
Publicado na última sexta, no Jornal A Tarde - Caderno2

EDUARDA UZÊDA

Depois de uma série de encontros e desencontros, dois jovens casais apaixonados, mas com os pares trocados, vão parar numa floresta onde seres encantados, que possuem uma estranha poção do amor, auxiliam os pares certos a ficarem juntos. Este é o enredo da comédia Sonho de Uma Noite de Verão, clássico d William Shakespeare, que volta a cartaz no Teatro Vila Velha,
neste domingo, às 19 horas.

A montagem, que tem direção de Marcio Meirelles, traz ao palco o Bando de Teatro Olodum, grupo residente no Teatro Vila Velha, com elenco formado por 22 atores e atrizes negros. Prêmio Braskem de Teatro 2006, na categoria Melhor Espetáculo, a montagem baiana teve boa acolhida por parte do público e elogios da crítica especializada.

Chica Carelli, que é uma das fundadoras do Bando do Teatro Olodum, frisa que “Sonho de Uma Noite de Verão é um espetáculo que trouxe uma versão muito baiana ao clássico de Shakespeare “Para ela, o sucesso da peça, além do texto, direção e elenco, está na estética. ” A gente devolveu a Shakespeare características populares da dramaturgia dele. O Bando conseguiu imprimir o
popular no espetáculo e isso agrada ao público, que se identifica“, acrescenta.

SERES LÚDICOS – A trama, cheia de elementos fantásticos, traz um tema que agrada e faz sucesso: as dificuldades dos amantes em concretizar seus amores. Os amantes, para ficar juntos, têm que driblar empecilhos que são colocados, não somente pelo pai da jovem (comum em diversos dramas), mas pela própria natureza à volta dos amantes, com suas fadas e seres lúdicos, luxuriosos e brincalhões, que não se cansam de aprontar mil estripulias, que deixam os
amantes em maus lençóis.

Um dos destaques da montagem do Bando de Teatro Olodum é a bela movimentação do elenco – coreografias de Zebrinha –, que fez um trabalho primoroso com os atores, principalmente em relação aos três intérpretes que representam os Pucks: Roquildes Júnior, Dailton José e Ridson Reis. Os três também apresentam excelente desempenho e são, sem dúvidas, três dos grandes acertos da peça.

O figurino colorido de Marcio Meirelles, que explora tecidos e texturas africanas e a música de Jarbas Bittencourt, que remete aos sons produzidos pela Bahia, são também destaques na montagem, que estreou em 13 de outubro do ano passado em Salvador, seguindo, no mesmo mês, para apresentações na Alemanha. Chica Carelli lembra que o espetáculo também foi
para Brasília, com boa receptividade de público.

ARROCHA – O diretor musical Jarbas Bittencourt foi buscar nos ritmos populares a identidade festiva do verão da Bahia. Ritmos da cultura de massa, como o arrocha e axé são mostrados no espetáculo, mas nunca como uma forma apelativa ou depreciativa. A intenção do Bando é mostrar que diversos ritmos são incorporados, digeridos e transformados pelo grupo. Em Sonho de Uma Noite de Verão, o próprio elenco compõe a banda, com o auxílio de dois músicos convidados.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

O meio do caminho...

Terceira etapa do Projeto Troca – Troca no Nordeste



Aconteceu na última semana a terceira etapa do projeto Troca – Troca no Nordeste com A Outra Companhia de Teatro BNB 2007. A etapa começou no dia 30 de julho com a mesa redonda Faz, desfaz, refaz: pesquisando a linguagem em grupo. Com a participação de César Crispim do Grupo ESCALET (PI), Antônio Deol do Grupo Contratempo (PB), de Jorge Alencar do DIMENTI (BA) e Vinício de Oliveira Oliveira d’A Outra Companhia (BA) a mesa discutiu a linguagem de grupo aliado a uma busca estética e formação de uma identidade.

Dando prosseguimento à programação o diretor teatral e professor da Escola de Teatro da UFBA, Luiz Marfuz ministrou uma oficina para os atores d’A Outra Companhia e seus convidados. A oficina trabalhou a desconstrução da lógica e das referências do ator como mecanismo de revelação de novos elementos para a cena.


E finalizando a etapa, Antônio Deol ministrou a oficina Do impulso a palavra: possibilidades para o ator na cena contemporânea, que trabalhou a parte física do atores, e César Crispim mediou a oficina Além do encantamento, que focou o trabalho de grupo.


A próxima fase começa no dia 13 de agosto, às 19 horas, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha com a mesa redonda Equilibrando os pratos: criar, produzir e difundir em grupo que terá a participação da Cia. Clowns de Shakespeare (RN), da Cia. Penedense de Teatro (AL), da Cooperativa Baiana de Teatro e da realizadora do projeto A Outra Companhia de Teatro.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

O retorno do Sonho


FOTOS DE MÁRCIO LIMA

Neste fim-de-semana, o Bando de Teatro Olodum estréia nova temporada de Sonho de Uma Noite de Verão, texto de William Shakespeare, com direção de Márcio Meirelles, que venceu o Prêmio Braskem de Teatro 2006 na categoria Melhor Espetáculo Adulto. A montagem negra e baiana do Bando encantou platéias de Salvador à Alemanha, pela beleza plástica e pelo talento dos atores e atrizes ao aproximarem o maior dramaturgo da história do Teatro para a cultura baiana, com suas cores e seu ritmo. A peça fica em cartaz de sexta a domingo até o dia 26 de agosto.

Depois de uma bela estréia no teatro infantil – Áfricas, que encerrou temporada com ingressos esgotados no último final e semana – o Bando segue em cartaz, agora com um espetáculo adulto. Sonho de Uma Noite de Verão, que estreou ano passado com sucesso de crítica e público, retorna a cartaz com o prestígio do Prêmio Braskem de Melhor Espetáculo Adulto, o primeiro prêmio do grupo em 17 anos de carreira.

A PEÇA

O elenco formado por 22 atrizes e atores negros (sendo seis convidados) enfrentou o desafio de reafirmar a identidade do grupo em meio aos versos decassílabos utilizados pelo dramaturgo para narrar uma história que se passa em uma noite na floresta, com fadas, duendes, magia, seres encantados e, como não poderia deixar de ser, o popular, através da vida de artesãos e humanos apaixonados.

Nada mais popular que a Paixão e suas desventuras. Shakespeare constrói uma narrativa cheia de elementos fantásticos, para retornar a um tema no qual se tornou mestre: as dificuldades dos amantes em concretizar seus amores. Porém neste caso, os empecilhos são colocados, não somente pelo pai da jovem (comum em diversos dramas), mas pela própria natureza à volta dos amantes, com suas fadas e seres lúdicos, luxuriosos e brincalhões que deixam seus conflitos mágicos interferirem no amor, supostamente real do casal apaixonado.

A dinâmica desta noite de verão, passada em uma floresta, é representada na montagem do Bando de Teatro Olodum pela movimentação do elenco nas coreografias de Zebrinha, pelas cores e formas do figurino de Márcio Meirelles, que explora tecidos e texturas africanas, na música de Jarbas Bittencourt, sempre atento aos sons produzidos pela Bahia e, é claro, nas interpretações impactantes do Bando, um grupo que aprendeu a utilizar o palco para a expressão de suas inquietações com o mundo.

A música, que foi em grande parte composta durante os ensaios, traz elementos do universo sonoro da Bahia. Assim, a trilha apóia a narrativa, compondo a caracterização dos personagens e aproximando contextos aparentemente díspares entre o mundo do ‘Sonho’ e a suposta ‘realidade’.

A utilização de ritmos de grande sucesso da cultura de massa, como o Arrocha, não é feita como forma apelativa ou depreciativa, mas sim na intenção de buscar ressaltar detalhes pouco valorizados nestes gêneros musicais. Desta forma, não há uma incorporação aleatória de diversos ritmos, mas a busca da sonoridade certa, incorporada e digerida pelo Bando. Em Sonho de Uma noite de Verão, o próprio elenco compõe a banda, com o auxílio de dois músicos convidados. O resultado então é uma criação híbrida, baseada na reestruturação dos códigos da música popular para a dramaturgia musical.

*PONHA EM SUA AGENDA*

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
Horários: sexta e sábado - 20h, domingo – 19h
Onde: Palco Principal do Teatro Vila Velha
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

terça-feira, 7 de agosto de 2007

VilaLê: LORETTA STRONG



Thomas, Xanda, Andréa, Fernanda e Mariana fazem pose de ensaio
Foto: João Meirelles


A Companhia Teatro dos Novos segue 'intercambiando' com o diretor francês Thomas Quillardet. Entre bate-papos, ensaios e experiências cênicas, o público pode conferir hoje à noite o que está saindo dessa troca, com a leitura dramática de Loretta Strong. Peça do dramaturgo franco-argentino Copi, mostra um pouco do trabalho desenvolvido pelo jovem Quillardet, que está no Brasil para conhecer o nosso teatro contemporâneo e divulgar a obra deste artista.

a PEÇA

A personagem-título foi dividida entre as atrizes Mariana Freire, Andréa Elia, Fernanda Paquelet e Xanda Fontes. O monólogo conta a delirante história da astronauta Loretta Strong, numa nave espacial perdida no vazio inter-sideral. Seu parceiro de viagem está morto, dos outros não se sabe e a nave está prestes a ser invadida. Loretta mantém contato com os últimos sobreviventes da Terra, que está sendo destruída, enquanto barras de ouro voam e ratos cósmicos invadem a nave, em seguida entrando no corpo da protagonista. Além dos ratos, homens-macaco querem dominar a nave. Usando referências dos quadrinhos e filmes tipo B de ficção científica, numa vertigem de acontecimentos incríveis, Copi vai tecendo uma alucinante e hilariante história de destruição, solidão e absurdo.

HOJE!
07 de agosto
terça-feira
20h
Cabaré dos Novos
Entrada franca

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Viladança abre vagas para aulas gratuitas





A Cia Viladança abre cinco vagas gratuitas para profissionais nas suas aulas diárias de preparação corporal, que acontecem de segunda a sexta, das 14h às 15h30, na Sala João Augusto no Teatro Vila Velha.

Com nove anos de experiência na área de produção, pesquisa e criação de espetáculos, a Cia Viladança promove mais uma ação no campo da profissionalização da dança na Bahia.

As técnicas oferecidas ao longo do mês de agosto são:

Gyrotonic Expansion System, com Ana Carolina Macedo - 2ª feira
Ballet clássico, com Janahina Santos - 3ª e 5ª feira
Contemporâeno II, com Jairson Bispo- 4ª feira
Contemporâeno I, com Cristina Castro- 6ª feira

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas à tarde, no próprio teatro.

Mas informações pelo e-mail: viladanca@teatrovilavelha.com.br
ou pelos telefones 3083-4600 / 3083-4608 / 8201- 0258.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Vilavox faz balanço da Caravana Funarte-Petrobras


Vilavox num momento de folga em Mossoró

Neste último fim de semana de julho, o Vilavox encerrou sua caravana de apresentações de Canteiros de Rosa por seis cidades do Nordeste. Foi o fim da Caravana Funarte Petrobras, que nos levou à nossa vizinha Aracaju (SE), Alagoinhas tão-logo-ali, à distante e surpreendente Mossoró (RN), Natal, de clima tão parecido, Maceió e as belíssimas praias de Alagoas e, por último, Recife, que todos ansiavam por ver ou rever.



Oficinas lotadas - essa aí foi em Aracaju

Nas seis cidades, algumas constantes: cumplicidade e gentileza por parte dos que insistem em fazer teatro em suas terras, sempre com a dificuldade que conhecemos, por vezes com mais dificuldades ainda; artistas, técnicos, administradores de espaço fazendo milagres para manter de pé a programação cultural de suas regiões. Interesse e avidez dos estudantes e dos grupos locais em nos conhecer, conhecer o Vila Velha, e também, como não, em se fazer conhecer. Oficinas sempre emocionantes, debates sempre emocionados. As surpresas em cada cidade foram os teatros belíssimos e bem cuidados em umas, teatros belíssimos e sem recursos em outras, e o último, Teatro Hermilo Borba Filho, tão aconchegante e adequado para nós que parecia ter sempre estado à espera de Canteiros. Parecia mesmo que Canteiros foi feito pra lá.


Todo mundo suando a camisa na montagem do cenário em maceió

Mas houve também sempre os mesmos problemas, que se resumem a um: pouco público. Reconhecemos empenho dos produtores locais, mas como divulgar um espetáculo que, por natureza, não é “de massa”? Como competir com o evento principal da noite, aquela peça com atores famosos, um mega forró, ou simplesmente o pouco interesse da mídia em nos conhecer, nós que nem éramos “locais”? Ainda que com uma equipe que nunca perdeu o bom humor, demos de cara com o fato de que nós, decididamente, estamos longe de ser o evento principal das noites desse nordeste brasileiro. Sempre soubemos disso, mas às vezes, é forçoso confessar, dói.


Mais gente reunida em torno da oficina - Natal

Agora o Vilavox se volta pra suas entranhas, entra “em processo” interno, tenta mais uma vez se refazer e sobreviver, já que a caravana foi feita com amigos que partem pra outros projetos. Ficam na memória, pra todo o sempre, horas agradabilíssimas de cerveja e trabalho, muita cerveja e muito trabalho, graças a Deus.

E, bem, se não atingimos as massas, sei que atingimos profundamente pelo menos meia dúzia de pessoas em cada praça. Ao contrário do que dizem todos os administradores de empresa, essa relação custo-benefício está mais que ótima pra mim. Por mim, missão cumprida.


O elenco se despede do Teatro Alberto Maranhão (Natal)

Jacyan Castilho é atriz e diretora.

Dança +



Neste domingo, o grupo CoMteMpu's encerra as apresentações do espetáculo de dança (semi)novissíssimos, ainda sem nome, em cartaz pelo projeto O QUE CABE NESTE PALCO, do Teatro Vila Velha. Como parte da proposta do grupo, artistas convidados realizam performances no foyer do teatro antes do início da apresentação. No último dia da temporada, a atração é Autólise, trabalho do ator e dançarino Thiago Enoque (foto), integrante da Cia. Teatro dos Novos, um grupo residente do Vila. A performance acontece às 19h30 e o espetáculo do palco principal terá início às 20h. Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Lázaro Ramos, Negritude e os Gatos do Pan

Esse e-mail do multi-talentoso Lázaro Ramos já teve reverberação nos jornais do sudeste (coluna de Ancelmo Gois, em O Globo online e impresso) e agora reproduzimos neste espaço como uma provocação. Confira aqui uma das listas dos "mais gatos do Pan".


Sobre a importância das representações e das referências

"Amigos.

Recebi hoje um e-mail do amigo Jorge Portugal, e resolvi compartilhar o nosso sentimento com vocês.

Num Pan como o que acabou de acontecer, onde vários talentos brilharam, enchendo de emoção os espectadores, permitam-me falar de uma emoção que não tenho como esconder do meu coração e dos meus olhos.

Sei, inclusive, que este meu comentário vai gerar uma série de interpretações, mas acredito que vale a pena pensarmos sobre isso.

Num Pan, onde a variedade foi a tônica dominante, cores diversas, homens e mulheres de varias regiões do país, vários estilos, vários olhares e sorrisos, enfim... DIVERSIDADE! Que é, a meu ver, a grande característica, e um dos grandes patrimônios do nosso país. Num Pan que ocorre numa época em que se discute tanto sobre a não-existência de raças - uma das frases que mais ouvimos ultimamente é "somos todos uma mistura" (inclusive, para mim, uma coisa mais que óbvia há muito tempo, e que não é uma pesquisa científica que me dirá "sim, somos todos iguais". Já sei disso há muito tempo. Apesar de, em várias ocasiões, esse direito à igualdade não ser aceito, mesmo que uma "não-aceitação" inconsciente). Uma época onde já se fala, ou onde se retorna ao discurso do "somos todos mestiços!" com batidas no peito de orgulho e exigências ou corte de direitos, usando esta mesma frase como argumento.

Uma simples e rápida observação num site me fez refletir.

Por que, ainda hoje, apesar de (bato no peito) "sermos todos mestiços!"...

Por que não valorizamos (valorização real e prática) a diversidade e a mistura como um valor fundamental da nossa nação? Na nossa casa, nos meios de comunicação, no nosso inconsciente e, às vezes, até mesmo nas nossas relações.

O que falarei a seguir talvez não lhes tenha chamado atenção, mas a mim toca profundamente.

Esse é um exemplo (banal, talvez), mas um exemplo de como, dia após dia, nós negamos quem somos.

Vejo hoje num site a escolha dos 10 atletas mais gatos do Pan.

Todos (e falo isso sem preconceito, mas como um estímulo à reflexão)... todos têm traços europeus.

O que isso quer dizer?

Quer dizer que continuamos "arianistas" no nosso inconsciente e no nosso subconsciente. E até gritantemente no nosso consciente.

Podem dizer "Lázaro tem uma idéia fixa, as coisas estão mudando", claro que sim, e aceito o comentário se ele vier junto com uma reflexão profunda sobre o que queremos para o futuro do nosso país, da nossa cultura e da nossa auto-estima. E o que podemos fazer para que as nossas consciências se tornem mais acolhedoras às diferenças.

Vamos lá, gente, vamos potencializar os nossos talentos e as nossas belezas diversas.

Reflitam!

Aproveito para, neste e-mail carinhoso, reforçar o que por várias e várias vezes nos é negado.
Esse, para mim, é o mais gato do Pan.


Diogo Silva - Ouro no taekwondo.

Minha esposa manda dizer que acha o mesmo.

Se quiserem, adicionem os seus gatos e gatas e repassem o e-mail.

Carinhosamente,

Lázaro Ramos

P.S. Acabei de ver a minha caixa de e-mail e, além de vários gatos enviados, achei também mais três outros concursos que refletem o mesmo pensamento.
Abraços

Coma carne pela arte

Na semana que vem, dia 11 de agosto, estréia no Vila um novo espetáculo infanto-juvenil: O que é? O que é? Começa com Carol e termina com Ina?, da Trupe da Zequinha. Para comemorar o esforço de cada um nessa empreitada e aproveitar para arrecadar fundos para pagar o nababesco figurino da peça, a trupe promove um churrasco, no melhor estilo coma o que puder. Será neste domingo (05/08), das 12h às 16h, pelo valor de R$12,00, na Churrascaria QUEM DIRIA, localizada na Avenida Ulisses Guimarães, nº 495, em Sussuarana, ao lado do IPRAJ e em frente à Justiça Federal. A bebida não está inclusa. Quem puder, apareça! Para os interessados em comprar logo, pois a venda é limitada, estaremos no Vila à noite para ensaiar. Aos demais interessados, basta enviar um e-mail para trupedazequinha@gmail.com



O grupo é novo e precisa do apoio de vocês!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

PROCURA-SE ESTAGIÁRIO



O Núcleo de Comunicação do Vila (NUCOMA) precisa de um estagiário de jornalismo. Se você está acessando este blog, já é um bom começo. Procuramos por gente curiosa e interessada nas coisas que aprontamos por aqui. Passando na seleção, em breve poderá haver textos seus por aqui. Ou fotos. Quem sabe algum vídeo... Não, não vamos expor você ao ridículo. Estamos falando de material produzido por você, criatura!

O Vila trata bem seus estagiários. Abolimos o uso de chicotes desde a última visita da DRT e já não obrigamos ninguém a lavar figurinos suados. Ah! Aqui você só pega cafezinho se for para você mesmo - ou caso queira ser gentil com outras pessoas.

Gostou da idéia? Então se ligue:

Pré-requisitos técnicos:

- Estar cursando a partir do 3º semestre do curso de Jornalismo
- Ter disponibilidade no turno matutino

Pré-requisitos que realmente importam:

- Ter bom texto (fluidez, bom senso, conhecimento da língua portuguesa)
- Interesse por assessoria de comunicação
- Identificação com jornalismo cultural
- Noções e interesse por ferramentas de internet (blog, listas de discussão, interatividade)
- Bom humor

"Hum... Eu me encaixo nesse perfil aí. E agora, o que é que eu faço?"

Envie para nós seu currículo e uns três ou quatro textos (matérias e até crônicas) produzidos por você. Se, por acaso, tiver comentários sobre algum espetáculo, projeto ou ação do Vila, melhor!

O e-mail é: exu@teatrovilavelha.com.br