terça-feira, 6 de maio de 2014

Turma da II Oficina de Performance Negra dá show de atuação e conscientização

Texto: Meire



O resultado do  primeiro módulo da II Oficina de Performance Negra, projeto do Bando de Teatro Olodum, empolgou a plateia. Os 36 participantes mostraram, no último domingo, dia 4, no Teatro Vila Velha, o que aprenderam na primeira parte do curso, que segue até setembro. Em quadros dirigidos pelos atores do grupo - Merry Batista e Cássia Valle; Valdinéia Soriano e Leno Sacramento, e Jorge Washington e Jamile Alves-, eles abordaram temas como estética, o espaço da mulher negra no Brasil e debates sobre o preconceito racial.  

Jamile Ferreira, 20 anos, elogiou o espetáculo. "Foi superinteressante. Eles mostram de uma forma bem realista a realidade do negro na sociedade. O espetáculo surpreendeu as minhas expectativas”. Presidente da Fundação Palmares, Hilton Cobra, destacou três principais características na apresentação. “Quantos artistas nós temos ali naqueles 36 atores e atrizes. Outra coisa boa é o que se fala no palco: política, estética. É muito interessante. Outra coisa que não podemos deixar de perceber é a plateia majoritariamente negra, coisa que é rara nos grandes centros culturais do país. Isso é o que nos traz o Vila Velha e o Bando de Teatro Olodum”.




A diretora teatral Petinha Barreto também aprovou o espetáculo."Foi fantástico, deve ser mais divulgado e ir a outras lugares”. Para Jorge Washington, um dos diretores do espetáculo,a primeira fase do projeto já demonstra o cumprimento dos objetivos do projeto, que contribui, principalmente, para a formação de novos atores em uma estética muito própria do Bando. "Teatro é isso. É ver que seu trabalho está dando fruto. É ver o público entender, participar e refletir junto com a gente”, acrescentou.

Thiago Almazi, 25 anos, membro do grupo dirigido pela dupla Valdinéia Soriano e Leno Sacramento, conta que esse foi o seu primeiro trabalho com o Bando. “Está sendo ótimo porque a gente não trabalha só com atuação, mas também com música, dança, discurso político e o audiovisual. Hoje foi lindo e eu espero que os próximos sejam ainda mais bonitos”.



A oficina, que tem o  apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) por meio do Edital Setorial de Teatro,é dividida em três módulos e segue até setembro. A supervisão geral é feita pelos diretores Márcio Meirelles e Chica Carelli– que responde pela coordenação geral do projeto–, pelo diretor musical Jarbas Bittencourt e pelo coreógrafo Zebrinha.

Os participantes do projeto têm aulas de dança, canto, instrumentos, interpretação, produção e gestão sempre voltadas para a temática negra desenvolvida pelo Bando que conta hoje com 15 atores e atrizes. O último módulo será a encenação da versão de uma das montagens do repertório do Bando de Teatro Olodum. 

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