sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Nota de Pesar - Fernando Fulco


O Teatro Vila Velha lamenta a morte do ator Fernando Fulco, aos 62 anos, na manhã desta sexta-feira, 12 de agosto, em Jequié. O Vila transmite o seu pesar aos familiares, amigos e admiradores de Fulco, artista de importância única na história deste teatro e na história do teatro e cinema baianos. O seu corpo será velado na PAX Nacional, em Jequié, e sepultado às 16h30.

Nascido em Ilhéus, mas criado em Jequié, Fulco começou a fazer teatro com o grupo Amador Amadeu, já em Salvador, na década de 1970, a convite de Rogério Menezes. Atuou no elenco de "Os Saltimbancos", dirigido por Deolindo Checcucci, no Teatro Castro Alves, quando ganhou o seu primeiro prêmio, o Prêmio Martim Gonçalves de ator revelação. Ainda na década de 1970, passou a integrar o grupo Avelãz y Avestruz, criado por Márcio Meirelles e Maria Eugênia Milet, do qual também faziam parte Hebe Alves e Chica Carelli. Com o Avalãz y Avestruz, que representou para o artista uma espécie de "universidade", Fulco trabalhou em diversos espetáculos, como "Alice" (1979), "O Pai" (1981), "Rapunzel" (1981), Macbeth (1982) e "Lulu" (1989), dirigidos por Marcio Meirelles, e ganhou diversos prêmios. No teatro, Fulco trabalhou ainda com diretores como Fernando Guerreiro, Luiz Marfuz, Chica Carelli, Sergio Almeida, Fernando Moura Novas e Vinicio Oliveira. O artista teve atuação marcante no cinema, em filmes como o curta-metragem "Elia e Katazan" e os longas "Superoutro" (1989), "Eu me lembro" (2003) e "O Homem que não Dormia" (2011), todos dirigidos por Edgard Navarro. Em 1997, participou do filme "Central do Brasil", de Walter Salles, e "Cidade Baixa", de Sergio Machado, lançado em 2005, e mais recentemente o curta "O filme de Carlinhos", em 2015, de Henrique Filho. Reconhecido como um dos mais talentosos intérpretes de sua geração, Fulco esteve presente no espetáculo que comemorou os 40 anos do Teatro Vila Velha, "Auto Retrato aos 40" (2004), dirigido por Marcio Meirelles, e foi também no Vila que realizou os seus últimos trabalhos no teatro: "Olho de Deus", de Sonia Robatto, e "Drácula", ambos em 2012, sob direção de Meirelles.

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