sábado, 28 de novembro de 2015

Cancelada apresentação de ERÊ neste domingo (29/11)

O Teatro Vila Velha informa que a apresentação do espetáculo ERÊ neste DOMINGO, 29 de novembro, às 19h, será cancelada devido às celebrações do Dia do Samba, que irão interditar parte da região do Campo Grande, dificultando o acesso ao teatro. A apresentação de HOJE, sábado, 28 de novembro, às 20h, acontece normalmente. Saiba mais: www.teatrovilavelha.com.br
 
 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Erê e o grito da arte negra há 25 anos


Cena de Erê, pela fotógrafa Andrea Magnoni


por Gilberto Reys*


Neste ano estão sendo comemorados 25 anos de luta e resistência negra teatral do Bando de Teatro Olodum. Duas décadas e meia de trajetória teatral, com mais de 20 espetáculos que empreteceram milhares de pessoas pelo mundo inteiro com sua própria maneira negra de fazer teatro. Durante o ano inteiro a companhia vem comemorando o seu aniversário com festas no Pelourinho e Campo Grande e reencenações de seus antigos espetáculos de grande sucesso de público. A novidade agora é o grito de intimação do espetáculo Erê durante a sexta edição do Festival A Cena tá Preta. Os diretores e atores falaram conosco sobre o espetáculo e o futuro da companhia. 


O Bando de Teatro Olodum surgiu em 1995 no dia 14 de Outubro nas proximidades da Escola de Medicina no Pelourinho, no encontro entre Chica Carelli, Marcio Meirelles, João Jorge, Maria Eugênia e Leda Ornelas, que deram início à companhia negra. Um dos primeiros grupos negro de teatro do Brasil foi uma novidade encantadora, surpreendendo a Bahia e com o tempo o Brasil e o mundo com sua maneira negra de fazer teatro. Desde o início Marcio Meirelles, hoje diretor artístico do Teatro Vila Velha, a partir da pesquisa de Teatro e Música, uniu toda uma geração negra no palco e na plateia para pensar sobre a posição de cada um no mundo e se expressar pela autoafirmação negra e crítica à opressão do sistema dominante.


Em 1996 estreava Erê Pra Toda Vida, com direção e texto de Meirelles a partir de improvisos do grupo sobre o assassinato de jovens em favelas, motivados pelo trágico acontecimento da Chacina da Calendária, no Rio de Janeiro. Depois de 19 anos, surge uma reencenação do espetáculo com novo texto de Daniel Arcades, concepção geral de Lázaro Ramos e direção compartilhada de Fernanda Júlia e Zebrinha.  Erê renasceu apontando um futuro e presenteando a plateia com um belo espetáculo. Desta vez concebido em menos de dois meses, a música, a fala e o corpo em movimento poeticamente entraram numa sintonia perfeita.
A diretora Fernanda Júlia (também diretora do Núcleo Afro-brasileiro de Teatro de Alagoinha, o NATA) comentou: "O convite do Bando que eu viesse dirigir o espetáculo de 25 anos foi mais que um lisonjeio, foi uma honra. Está sendo e será sempre uma honra. O Bando é uma forte referência, é um norte que a gente [o NATA] perseguiu, que a gente se inspirou, uma fonte do teatro negro. Claro que cada um com sua peculiaridades. As encenações, o trabalho dos atores, a força cênica do Bando, é a força que nos inspirou. Mas é um desafio enorme dirigir o Bando, porque são também 25 anos de direção de Marcio Meirelles, que é um diretor brilhante e uma confluência de projetos com renome internacional de atores e atrizes maravilhosos".

Jarbas Bittencourt, diretor musical do espetáculo e da própria companhia, também verbalizou: "A gente usa do trunfo de ter uma equipe com intimidade, que trabalha muito tempo junto. Trabalhei com eles, deixei 80% da música levantada e viajei. Temos muito entendimento um do outro... Eu e zebrinha nos entendemos no olhar, e essa relação é muito próxima... Além disso, já existe uma parceria antiga entre mim, zebrinha e Fernanda Julia em outros espetáculos... O Bando já nasceu com a proposta musical e isso foi amadurecendo ao longo dos 25 anos. A musicalidade, assim como a dança, é algo bem importante e ao longo dos anos a gente criou um jeito de fazer, acho".


"Erê é necessário porque está falando de uma coisa muito importante e dolorida que  é o extermínio da juventude negra e eu acho que o teatro tem que abraçar essas causas, tem que botar essa dramaturgia no palco onde o público venha e saia refletindo a partir do que viu no palco", acrescentou Jorge Washington, um dos atores que está no Bando desde a sua fundação, sobre a necessidade deste espetáculo pro mundo.


Erê permanece em cartaz até o dia 06 de dezembro junto com outros projetos de celebração da consciência negra, que integram o VI Festival A Cena Tá Preta. Ninguém pode perder a oportunidade de ir ao Teatro Vila Velha e ser tocado pela intimação poética e moderna de Erê. Venham festejar os 25 anos do Bando de Teatro Olodum com muita arte, cultura e conscientização.


*Gilberto Reys é integrante da universidade LIVRE de teatro vila velha e também estudante de história da UFBA

Núcleo Viladança apresenta Mostra da Oficina de Dança para Crianças


Neste domingo, 29 de novembro, às 11h, o palco do Vila recebe mais uma mostra de encerramento da Oficina de Dança para Crianças. Três turmas da Oficina, ministrada pelas professoras Edlane Santos e Naiane Oliveira, sob supervisão de Janahina Cavalcante, se juntam para criar esta Mostra. Serão quase 100 crianças no palco, apresentando coreografias com muitos movimentos inventados pelos próprios alunos, a partir do tema "Brincadeiras".

A Oficina de Dança para Crianças é realizada há sete anos consecutivos pelo Núcleo Viladança, dirigido por Cristina Castro, e tem como objetivo proporcionar a meninos e meninas de 7 a 12 anos o primeiro contato com a dança, através de aulas gratuitas que acontecem semanalmente no Teatro Vila Velha. A atividade de iniciação artística é realizada através da promoção da consciência corporal e do desenvolvimento de um trabalho lúdico, que estimula a criatividade e participação ativa dos alunos. Esta é mais uma ação do Teatro Vila Velha que propõe diálogo entre cultura e educação, binômio que historicamente é uma das bases de suas ações e tem ganhado força a partir da criação, em 2015, do projeto #EscolasNoVilaVelha.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Pesquisas sobre teatro negro são tema de palestra no Teatro Vila Velha

Além da palestra de Evani Tavares, ainda tem na programação do Festival, filmes e as peças de teatro Erê, do Bando de Teatro Olodum e o monólogo Se Deus fosse Preto, com o ator Sergio Laurentino.


O Festival A Cena Tá Preta, realizado pelo Bando de Teatro Olodum no Teatro Vila Velha, continua destacando produções artísticas vinculadas à temática racial, além de colocar em evidencia, por meio de filmes, peças e debates, a reflexão sobre a performance negra. No dia 24, 19h, o projeto Terças Pretas-Tersarau do Bando recebe a palestra da atriz, professora e doutora em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Evani Tavares. A pesquisadora abordará o tema “O estado atual das pesquisas em torno da temática da cultura negra no âmbito do teatro no Brasil”. Durante as edições do Terças Pretas-Tersarau do Bando, uma Feira Étnica reúne empreendedores negros expondo produções artesanais, moda e gastronomia, que começa 17h, no Cabaré do Vila, com acesso gratuito.

 
Teatro do Bando - 
Como não poderia faltar, durante o Festival A Cena Tá Preta, o talento dos atores do Bando poderá ser conferido em duas oportunidades. A peça Erê, que cumpre temporada  até 06 de dezembro, às sextas e sábados, 20h e domingos, às 19h. A peça, que aborda o drama dos assassinatos de jovens negros no Brasil, tem concepção geral de Lázaro Ramos, direção de Fernanda Júlia (Siré Obá e Kanzuá, Nossa Casa), dramaturgia de Daniel Arcades (Exú, a Boca do Universo e Revelo), direção musical de Jarbas Bittencourt e coreografia de Zebrinha. Serão 25 artistas reunidos para exigir o fim do assassinato de jovens e crianças negras e garantir o futuro de dignidade e oportunidades aos Erês (nome dado às entidades infantis na religiosidade de matriz africana). Ingressos R$30,00 e R$15,00 (meia).

E Outro fruto dos 25 anos de atuação do Bando de Teatro Olodum é o espetáculo Se Deus Fosse Pretocom texto e atuação de Sergio Laurentino e direção do ator Jean Pedro, que faz sua estreia como diretor. O personagem central da peça é Loid, um homem negro que foi preso injustamente pela morte da filha e esposa. Na prisão, ele escreve textos que, após sua morte, se revelam como base de criação de uma nova religião universal. Sergio Laurentino, que encara o primeiro espetáculo solo, já atuou em mais de 15 montagens, entre eles, Cabaré da RRRRRaça,ÁfricasBença e  (todas quatro do Bando de Teatro Olodum), além de atuações no cinema (Besouro e Jardim das Folhas Sagradase na televisão (as série da Rede Globo Ó paí, ó e O Caçador).Se Deus Fosse Preto tem última apresentação no dia 26 (quinta-feira), 19h. Ingressos R$30,00 e R$15,00 (meia).

E finalizando o Mês da Consciência Negra, no dia 30/11, às 19h, terá exibição do documentário “A Cor do Trabalho”, de Antonio Olavo.
Após a sessão, haverá debate com o diretor.



SERVIÇO
VI FESTIVAL A CENA TÁ PRETA

TERÇAS PRETAS – TERSARAU DO BANDO
Dia 24/11, 19h, Palestra da atriz e pesquisadora Evani Tavares: “O estado atual das pesquisas em torno da temática da cultura negra no âmbito do teatro no Brasil”.
Feira Étnica a partir das 17h, no Cabaré do Vila, com acesso gratuito.

TEATRO
Se Deus Fosse Preto, texto e atuação: Sergio Laurentino / direção: Jean Pedro.
Dia 26/11 (quinta-feira), 19h.
Ingresso: R$30,00 / R$15,00 (meia).

Erê, do Bando de Teatro Olodum. Concepção geral: Lázaro Ramos / Direção: Fernanda Júlia / Dramaturgia: Daniel Arcades.
Em cartaz, sexta e sábado, 20h e domingo, 19h, até 06/12.
Ingresso: R$30,00 / R$15,00 (meia)

CineVila
Documentário “A Cor do Trabalho”, de Antônio Olavo. Logo após a exibição tem bate-papo com o diretor do filme 
Dia 30/11, 19h.
Gratuito

Primeiro encontro LARGO acontece nesta quarta, no Vila


Largo é uma plataforma de encontros em música expandida e outras maneiras de produzir discursos e sensações. Programação com 12 encontros organizados por João Milet Meirelles, Lia Cunha e Pedro Filho Amorim. Cada edição trará diferentes artistas, processos e projetos para investigar as fronteiras da criação musical e explodir o discurso sonoro.

Em seu primeiro encontro que acontece dia 25 de novembro às 20 horas, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha, Largo convida o grupo Tiragem - Laboratório de Livros (EBA-UFBA) para uma leitura da sua primeira publicação o Experimento Zero. João Milet Meirelles, Pedro Filho Amorim e Uru Pereira interpretarão partituras gráficas produzidas pelo Tiragem para a publicação.

SOBRE O TIRAGEM:

Tiragem é um grupo de artistas visuais, designers, professores, estudantes e egressos da Escola de Belas Artes/UFBA, que compartilham o interesse em investigar o objeto Livro. Uma editora experimental voltada para a produção de livros expandidos, compreendidos como interfaces para conexões entre informações analógicas e digitais; almálgamas entre técnicas de reprodução serial mecânicas, trabalhos artesanais, interatividade digital, realidade aumentada e interfaces tangíveis.

Este coletivo visa produzir e fazer circular projetos artísticos-editoriais, autorais, desenvolvidos com recursos disponíveis nos laboratórios e oficinas da Escola de Belas Artes da UFBA, com o intuito de construir uma rede ativa entre a academia e a produção editorial contemporânea local. Neste sentido, O Tiragem se propõe a investigar e promover os saberes que envolvem este tipo de produção, por meio de vivências e trocas com especialistas em novas tecnologias, acadêmicos, mestres e artistas gráficos locais.

Pretende, ainda, realizar ações articuladas de ensino, pesquisa e extensão que tangenciem diversas áreas do conhecimento, tais como: Tipologia e engenharia de papel, semiótica, cybercultura, ilustração, encadernação, artes gráficas, tipografia, entre outros.


SOBRE EXPERIMENTO ZERO

"Esta é a experiência piloto da editora Tiragem, uma coleção de gravuras na qual cada obra gráfica pode ser interpretada como uma peça musical. Foi concebida e materializada de modo colaborativo, entre 2014 e 2015, por um grupo multidisciplinar composto por artistas visuais, ilustradores, músicos e músicos-ilustradores.Como todo projeto coletivo, possui um pouco de cada um dos envolvidos e enfrentou o desafio de reunir diferentes linguagens e visões de mundo, sob o mesmo projeto gráfico, sem prejudicar a unidade conceitual da publicação. A partir de conhecimentos básicos, a Tiragem investigou os métodos tradicionais de produção serigráfica, se aventurando pelos caminhos da ação empírica. Deste modo, foi possível ampliar os conhecimentos do grupo sobre a técnica e, através da observação dos erros e acertos resultantes, viabilizar a materialização deste livro. Cada exemplar é o resultado único de um processo de experimentação e aprendizado. Impresso e finalizado de maneira inteiramente artesanal pelos integrantes da Tiragem, na Escola de Belas Artes da UFBA, foi concebido em reuniões do coletivo reforçadas por três oficinas-chave: Encadernação, com Bianca Portugal; Notação musical, com prof. dr. Pedro Amorim; e Serigrafia, com o mestre Zé de Rocha. Os dois últimos colaboraram com textos para essa edição, e nos ajudaram a entender mais um pouco sobre notação gráfica musical e a técnica da serigrafia, objetos centrais desse livro. Tais oportunidades de trocas educativas atuaram como verdadeiros estímulos para a geração de soluções criativas encontradas em cada uma das gravuras produzidas para esta experiência piloto. Vale resaltar que, para a maioria dos colaboradores desta edição “desenhar música” foi um grande passo para fora da zona de conforto, tanto para os músicos quanto para os ilustradores, designers e artistas que produziram as notações gráficas deste projeto. Este livro está divido em duas partes, acomodadas em uma caixa: uma brocura contendo textos informativos; e um conjunto de páginas soltas com gravuras em serigrafia que podem ser emolduradas, enviadas pelo correio, oferecidas como presente, ou o que mais seu proprietário possa imaginar. Com o intuito de extrapolar o suporte físico do livro, cada obra composta para esta edição, possui um símbolo gráfico (QR code) que permite que o leitor visualize a imagem de cada uma das gravuras e escute, na internet, várias interpretações das notações gráficas referenciada pelo código. Este é um livro para fruir." - Taygoara Aguiar

no facebook : facebook.com/plataformalargo

25/11/15
TERRA - LARGO: Experimento Zero
local: Cabaré dos Novos do TVV
ingresso R$ 5,00 e R$ 10,00
horário 20h

AÇÕES:
- venda/disposição de gravuras do Experimento Zero

FICHA TÉCNICA
Coordenação, direção, curadoria e produção: João Milet Meirelles, Lia Cunha e Pedro Filho Amorim.
Músicos: João Milet Meirelles, Pedro Filho Amorim, Uru Pereira

Documentário sobre Mario Gusmão é exibido no Cine Vila


Mario Gusmão ao lado do Bando de Teatro Olodum na peça "Zumbi está Vivo e Continua Lutando" (1995)

Nesta segunda, 23 de novembro, às 19h, acontece mais uma edição do Cine Vila Bando, dentro da programação do VI Festival A Cena Tá Preta. Desta vez, o filme exibido será o documentário realizado por Elson Rosário sobre a vida e a obra do emblemático ator Mario Gusmão. Primeiro negro formado na Faculdade de Teatro da UFBA, foi atuante nos movimentos negros baianos e, em 68 anos de vida (1928-1996), participou de dezenas de peças de teatro, novelas e seriados da televisão brasileira, além de dezesseis filmes, entre eles "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro" e "Idade da Terra", de Glauber Rocha. Ator, dançarino e coreógrafo, Mario Gusmão é um nome importante na história do Teatro Vila Velha: ele atuou em "Eles Não Usam Bleque-Tai", espetáculo de inauguração do Vila, dirigido por João Augusto em 1964, além de “O Noviço” e “Stopem-Stopem”, e mais tarde ao lado do Bando de Teatro Olodum, em 1995, na peça "Zumbi está Vivo e Continua Lutando" (foto), dirigida por Marcio Meirelles.

Abaixo, leia artigo sobre o documentário "Mario Gusmão: O Anjo Negro da Bahia", que será exibido no Cine Vila:

O documentário MÁRIO GUSMÃO: O ANJO NEGRO DA BAHIA, realizado por Elson Rosário (2005), caracteriza-se como uma ferramenta de valoração da memória cultural baiana por apresentar, através de diferentes linhas identitárias, as transformações e o impacto que o personagem título causou no meio político-cultural de toda a Bahia.

O documentário apresenta a vida e obra de Mário Gusmão através de uma série de entrevistas com pessoas e personalidades que conviveram com ele e, mais que isso, compartilharam momentos de glória e tragédia ao longo de sua trajetória. A elucidação do tema direciona o olhar do público para três enfoques temáticos da personalidade – e por que não dizer identidade – do ator: a veia artística, a militância no movimento negro e a espiritualidade através do candomblé.

A narrativa segue uma ordem cronológica, iniciada por seu nascimento, na cidade de Cachoeira, passando por sua iniciação como ator, em Salvador, e o respectivo sucesso que alcança não só no teatro, mas também no cinema e televisão. Através de fotos, cartazes e cenas de filmes, o vídeo nos apresenta a fase gloriosa do ator. Entretanto, sua ascensão é interrompida quando é preso por porte de drogas, durante o regime militar. A partir de então, os depoentes nos contam o declínio da carreira de Mário, a dificuldade de voltar aos palcos, e como isso o levou para o sul da Bahia, onde revolucionou movimentos culturais e sociais da região. O filme, contudo, não se encerra na morte de Gusmão, ele apresenta o seu legado como ator, como negro que assumiu sua etnia e lutou em movimentos de conscientização, e também como um homem de religiosidade aflorada, que tem no candomblé uma forte ligação com suas raízes e, principalmente, um caminho na empreitada de entender a si próprio.

"Nós vivemos em um país onde a maioria não tem direito a história, não tem direito a memória, portanto não tem noção de pertencimento. E não ter a noção de pertencimento é o caminho mais fácil para o outro te dominar.", afirma a socióloga Vilma Reis nos primeiros minutos do filme. Assim sendo, partimos do princípio de que a desconstrução desta obra audiovisual levará à reflexão e compreensão dos mecanismos sociais que atuam em todos os cantos da Bahia, afim de que seja possível interferir nos mesmos e, desta forma, fortalecer os elementos que compõem nossa identidade cultural.

Trecho do artigo “História, Memória e Representação: uma análise do documentário Mário Gusmão, o Anjo Negro da Bahia” de Luana Lago Almeida,* Malú Silva Carvalho e Sheylla Tomás Silva (Comunicação Social –UESC-2010)
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O Teatro na Escola e a Escola no Teatro


 Cartaz da peça "O Casamento Suspeitoso"
por Breno Fernandes*

Nesta semana, o palco do Vila recebe a mostra de conclusão das turmas de teatro da escola Lua Nova - O Festival Ariano Suassuna. Ministrado pelas professoras Naia Pratta e Laili Florez, o evento apresenta as peças “O Casamento Suspeitoso”, “A Farsa da Boa Preguiça”, “O Auto da Compadecida” e o “Santo e a Porca”, tendo como elenco os alunos da escola.
O festival coincide como mais uma experiência de aproximação entre o Teatro Vila Velha e as escolas, num momento em que o Vila volta os seus olhares para a relação entre cultura e educação - que, aliás, sempre esteve presente em diversos projetos desenvolvidos pelos antigos e atuais coletivos residentes e núcleos de produção, como o Viladança, o Bando de Teatro Olodum e a universidade LIVRE. Em janeiro desse ano foi lançado o projeto #EscolasNoVilaVelha, com o objetivo de estabelecer relações, parcerias e fomentar cultura às novas gerações através de parcerias com instituições de formação.
 Cartaz da peça "Auto da Compadecida"

Sobra a relação entre o teatro e a escola, a professora Naia Pratta opina: “Pra mim é essencial, primeiro porque além de professora eu sou atriz, então existir a possibilidade de levar meus alunos a um teatro é legal porque é mais um aprendizado. Em relação ao teatro na escola, eu percebo na fala das mães que as crianças acabam desenvolvendo melhor a capacidade de argumentação e de desenvolvimento do corpo. O meu intuito não é formar artistas, mas trazer a experiência teatral com intuito de fazê-las criar laços e uma relação com o teatro.”
A mostra ocorrerá nos dias 11, às 16h, e 28, 15h, com acesso reservado à comunidade da Escola Lua Nova.Para mais informações sobre o Projeto #EscolasNoVila, acesse: teatrovilavelha.com
*Breno Fernandes é integrante da universidade LIVRE de teatro vila velha

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Bando apresenta Ó Paí, Ó no projeto Domingo no TCA

Rejane Maia e Jorge Washington em cena na peça Ó Paí, Ó. Foto: João Milet Meirelles

Um dos grandes sucessos do Bando de Teatro Olodum, o espetáculo “Ó Paí, Ó”, com direção de Marcio Meirelles, é a atração deste mês do Projeto Domingo noTCA, com apresentação no próximo dia 29 de novembro, domingo, às 11h, na Sala Principal do Teatro Castro Alves. Reconhecido em todo o Brasil, inclusive com versões para o cinema e para a televisão, “Ó Paí, Ó”, foi montado pela primeira vez em 1992, mas a peça permanece sempre atual, pela síntese que faz do modo de ser e sobreviver dos moradores e frequentadores do Maciel Pelourinho, no Centro Histórico da capital baiana. O elenco da peça é formado pelos atores Rejane Maia, Jorge Washington,Luciana Souza, Ednaldo Muniz, Cassia Valle, Valdineia Soriano, entre outros. O texto foi construído por Meirelles através de improvisações com o elenco do Bando. As músicas originais e a direção musical são de Jarbas Bittencourt, a coreografia é de Zebrinha, a Iluminação de Rivaldo Rio, o espaço cênico e o figurino de Marcio Meirelles e Zuarte Junior. Os ingressos para o Domingo no TCA, como sempre, custam R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia) e serão vendidos a partir das 9h, somente no dia do evento, com acesso imediato do público ao teatro.

 Cena de Erê, novo espetáculo do Bando, em cartaz no Teatro Vila Velha. Foto: Andrea Magnoni

Além de assistir ao clássico Ó Paí, Ó, no projeto Domingo no TCA, o público baiano pode também conhecer o mais novo espetáculo do Bando de Teatro Olodum, que estreou no último dia 13 celebrando os 25 anos da companhia, e segue em cartaz às sextas e sábados, 20h, e domingos, 19h, no Teatro Vila Velha. A peça "Erê" tem direção de Fernanda Julia, concepção geral de Lázaro Ramos, dramaturgia de Daniel Arcades, coreografia de Zebrinha e direção musical de Jarbas Bittencourt. No palco, 25 artistas colocam em cena o drama dos assassinatos de jovens negros, exigindo o fim do genocídio da população negra e a garantia de um futuro de dignidade e oportunidades aos Erês (nome dado às entidades infantis na religiosidade de matriz africana).
 

Ó Paí, Ó no Projeto Domingo no TCA
Teatro Castro Alves
29/11 // domingo // 11h
Ingressos por R$ 1 e  R$ 0,50 distribuídos a partir das 9h com acesso imediato ao teatro


ERÊ
Teatro Vila Velha
13/11 a 06/12 // sextas e sábados: 20h // domingos: 19h

Ingressos por R$ 30 e R$ 15, vendas pelo site www.teatrovilavelha.com.br ou na bilheteria

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Erê estreia nesta sexta e marca os 25 anos do Bando de Teatro Olodum


Nesta sexta-feira, 13 de novembro, às 20h, o Bando de Teatro Olodum estreia Erê, montagem que celebra os 25 anos do grupo. O espetáculo surge da vontade, e da necessidade, de gritar contra o genocídio dos jovens negros, assim como aconteceu em 1996, com a montagem de Erê Pra Toda Vida criada a partir da Chacina da Candelária, no Rio de Janeiro. Sob direção de Marcio Meirelles, Erê Pra Toda Vida nunca apresentou-se em Salvador: foi comissionado pelo LIFT (London International Festival of Theatre) e pelo Carlton Dance, participando deste festival, em Londres, e estreando no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e depois no Teatro Sérgio Cardoso (SP). O novo Erê estreia sob direção de Fernanda Julia e dramaturgia de Daniel Arcades, marcando uma importante parceria entre o Bando e o NATA (Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas). A concepção cênica é assinada por Lázaro Ramos, a coreografia de Zebrinha e a direção musical de Jarbas Bittencourt. No palco, 25 artistas usam a arte, com traços próprios do Bando, para exigir o fim do assassinato de jovens e crianças negras e garantir o futuro de dignidade e oportunidades aos Erês (nome dado às entidadesinfantis na religiosidade de matriz africana).

VIVADANÇA divulga selecionados para Oficina-Laboratorio do Projeto Yanka Rudzka


A Oficina-laboratório do projeto Yanka Rudzka teve um grande número de interessados em quase vinte dias de inscrições online. Por conta disso, os monitores optaram por um processo de seleção diferenciado, que contará com dois dias de audição (16 e 17/11), no Teatro Vila Velha. Os selecionados para esta etapa serão divididos em duas turmas, especificadas a seguir:

Das 14h às 15:30h
• Adila Sa Barreto dos Santos (Adylla Sa Barreto)
• Agatha Simas Souza (Agatha Simas)
• Alex Ferreira dos Santos (Leo Step)
• Alexandro Oliveira Nascimento (Alex Nascimento)
• Ana Beatriz Henriques Brandão (Ana Brandão)
• Ananda Savitri de Lima Cerqueira (Ananda Savitri)
• Anderson Conceição Santos (Anderson Gavião)
• Anderson dos Santos Santana (Anderson Santana)
• Anderson Santana Dantas (Anderson Danttas)
• Antonio José da Silva Santos (Antonio José)
• Carolina Dias Novais (Carolina Dias)
• Cicera dos Santos Marcondes (Cicera)
• Claudiana Santos de Jesus (Claudiana Honório)
• Claudionor Cavalcante Machado Junior (Claudio Machado)
• Daniel Moura (Daniel Moura)
• Danillo Taylan Queiroz de Souza (Danillo Queiroz)
• Denise Alves Menezes Silva (Denise Menezes)
• Ednei Soares da Costa (Edy Firenzza)
• Elaine Silva Barbosa (Lane Moreno)
• Eliana Reis Rios (Eliana Rios)
• Filipe dos Santos Monte Verde (Filipe Monte Verde)
• Gleidison Oliveira da Anunciação (Guego Anunciação)
• Herbert Santos Góis Borges (Herbert Ismailov)
• Iago Gomes Souza (Iago Gomes)
• Igor Vogada de Amorim (Igor Vogada)
• Jônatas Rainê de Oliveira Andrade (Jônatas Raine)
• Jonilson Jesus dos Santos (Johnny Santos)
• Lais Oliveira Ferreira (Lais Oliveira)

Das 16:30h às 18h
• Maiane Mendes Silva (Maiane Mendes)
• Marcela Botelho Brasi (Marcela Brasil)
• Marcelo Galvão Guimarães Marcelo Galvão)
• Maria Teresa Fabião da Silva Pinto (Teresa Fabião)
• Mariana Miranda de Oliveira Silva (Mariana Sol Miranda)
• Mariana Roblêdo Pinto Freitas (Mariana Roblêdo)
• Marilena Manuel Alberto (Marilena Magdalena)
• Matheus Barbosa Ambrozi de Jesus (Matheus Ambrozi)
• Monilson dos Santo Pinto (Monilson Nego Fugido | Mony Rasteli )
• Nayara Borges Reis (Nayara Borges)
• Neemias Crisóstomo de Santana (Neemias Santana)
• Puresa Ribeiro (Silvia)
• Rafael Batista Alexandre (Rafael Alexandre)
• Ruan Wills Assis de Oliveira (Ruan Wills)
• Rute Mascarenhas Santos de Oliveira (Rute Mascarenhas)
• Sebastião Inocêncio Abreu da Silva (Sebastião Inocêncio)
• Sinha Guimarães (Sinha Guimarães)
• Sol Andrea Gonzalez Tapia (Sol Tapia)
• Sthefferson Lima (Sthefferson Lima)
• Talita Gomes Silva (Talita Gomes)
• Tatiane Cassiano Santos de Souza (Anne Cass)
• Thammy Ingryd Figueiredo e Souza (Thammy Ingryd)
• Thiago Pereira Santos (Thiago Cohen)
• Tiago Bonfim dos Santos (Tiago Bonfim)
• Uandson Glauber Santos Lima (Manchinha)
• Wendel Lima de Alcantara (Wendel Liima)
• William Gomes da Silva (William Gomes)
• Yves Lorrhan Silva Santos (Yves Lorrhan)

Após essa etapa, serão escolhidos os dançarinos que seguirão na oficina-laboratório, entre os dias 18 e 20/11, no horário das 14h às 18h, no Teatro Vila Velha. É importante que cada bailarino leve roupas leves e confortáveis, facilitando a movimentação corporal na prática.

A Oficina-laboratório do Projeto Yanka Rudzka propõe o intercâmbio entre dançarinos baianos e poloneses através de métodos de trabalho com o corpo e sua aplicação para a dança (especialmente em improvisação) e será conduzida pelos poloneses Janusz Orlik (bailarino e coreógrafo que participou da edição de 2014 do VIVADANÇA, com o espetáulo “Insight”), Joanna Leśnierowska (diretora e dramaturga) e Agnieszka Kryst (dançarina experiente no trabalho com danças folclóricas polonesas e técnicas de improvisação).

Ao longo do laboratório, serão escolhidos três dançarinos baianos que terão a possibilidade de participar da criação de um espetáculo a ser apresentado durante a 10ª edição do VIVADANÇA como atividade da segunda etapa do projeto Yanka Rudzka. O espetáculo criado tem também como objetivo sua apresentação durante uma turnê pela Polônia. 

O PROJETO YANKA RUDZKA
No final dos anos 50, a dançarina polonesa Yanka Rudzka chega a Bahia. Apaixonada por Salvador, foi peça fundamental para a criação da Escola de Dança da UFBA, primeira do Brasil onde, ao longo dos primeiros dois anos da sua fundação, dirige a instituição. Encantada pela cultura local e com experiência no expressionismo alemão, teve como inspiração para suas coreografias elementos da religião afrobrasileira. Mais de meio século depois, um grupo de dançarinos e pesquisadores poloneses chegam a Salvador para procurar vestígios dessa artista pouco conhecida em seu país de origem, buscando entender sua história e trabalho, e de alguma forma repetir o gesto fascinante de reunião das duas tradições e ambientes de dança: a do Brasil e a da Polônia. O projeto faz parte das atividades do Ano da Cultura da Polônia no Brasil, que acontece em 2016 e é resultado de uma parceria entre o VIVADANÇA Festival Internacional e o Art Stations Foundation, da Polônia.

Inscrições abertas para a oficina-laboratório do Projeto Yanka Rudzka

 O projeto faz parte das atividades do Ano da Cultura da Polônia no Brasil, que acontece em 2016

O VIVADANÇA Festival Internacional em parceria com o Art Stations Foundation, da Polônia, está com inscrições abertas para a Oficina-laboratório do projeto Yanka Rudzka. A atividade propõe o intercâmbio entre dançarinos baianos e poloneses através de métodos de trabalho com o corpo e sua aplicação para a dança (especialmente em improvisação) e acontecerá de 16 a 20 de novembro (segunda a sexta), no horário das 14h às 17:30h, no Teatro Vila Velha.

Direcionada a dançarinos contemporâneos com experiência em danças tradicionais locais, interessados em improvisação e desenvolvimento de estudos coreográficos do movimento, a oficina-laboratório será conduzida pelos poloneses Janusz Orlik (bailarino e coreógrafo que participou da edição de 2014 do VIVADANÇA, com o espetáulo “Insight”), Joanna Leśnierowska (diretora e dramaturga) e Agnieszka Kryst (dançarina experiente no trabalho com danças folclóricas polonesas e técnicas de improvisação).

Ao longo do laboratório, serão escolhidos três dançarinos baianos que terão a possibilidade de participar da criação de um espetáculo a ser apresentado durante a 10ª edição do VIVADANÇA como atividade da segunda etapa do projeto Yanka Rudzka.  O espetáculo criado tem também como objetivo sua apresentação durante uma turnê pela Polônia.