sexta-feira, 24 de abril de 2015

Bando de Teatro Olodum inicia celebraçõesdos seus 25 anos

Festa na Praça Tereza Batista, Pelourinho, no próximo dia 3, marca o início das comemorações, que seguem com temporada dos espetáculos Bença e Áfricas no Teatro Vila Velha, durante todo o mês de maio



O Bando de Teatro Olodum. Foto: Thiago Carvalho


O Bando de Teatro Olodum é referência nas artes cênicas e nas ações afirmativas em todo o país. Nascido no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, e residente há duas décadas no Teatro Vila Velha, o grupo celebra 25 anos de história, marcadas por mais de 20 montagens, 3 mil apresentações, atuação no cinema, televisão e turnês por diversos continentes. Não à toa, a comemoração começa no berço, o Pelourinho, com festa no Largo Tereza Batista, que reúne em 3 de maio, domingo, às 13h, shows do Ilê Aiyê e da banda Negros de Fé, com participações especiais do Olodum e de Juliana Ribeiro, além de desfile de moda com diversos estilistas e personalidades. A partir do dia 8, os festejos seguem no Teatro Vila Velha, a casa do grupo, com temporada dos espetáculos Bença eÁfricas, que mobilizam o espaço de sexta a domingo, durante todo o mês de maio.

Bodas de Prata

Nascido em uma cidade na qual a raça negra ocupa cerca de 80% de sua população, o elenco baiano do Bando de Teatro Olodum tem como proposta uma linguagem cênica contemporânea, comprometida com um teatro engajado. Em suas Bodas de Prata, o grupo celebra o reconhecimento, atestado pelo público e por instituições como o Ministério da Cultura e o Itamaraty, mas luta por patrocínio para seus novos projetos - que incluem apresentação de repertório, nova montagem teatral, circulação de espetáculos, exposição comemorativa e oficinas de formação. Para as temporadas de Bença e Áfricas, que já acontecem em maio, no Teatro Vila Velha, o investimento virá dos fundos obtidos com o evento que acontece no Pelourinho.

A Festa

A abertura dos festejos, que acontece no Largo Tereza Batista, em 13/05, 13h, será um grande encontro de artistas, parceiros e público do Bando de Teatro Olodum, com espaço aberto, é claro, para aqueles que desejem conhecer o grupo. A animação da festa fica por conta dos shows do Ilê Aiyê e do samba partido-alto da banda Negros de Fé, com participações especiais do Olodum e de Juliana Ribeiro.

Além de música, na festa tem espaço ainda para a moda. O Bando convidou estilistas baianos para criar roupas exclusivas para personalidades da cena cultural soteropolitana, que vão desfilar no evento. Os looks são assinados por Mônica Anjos, Ismael Soudam, Madá Negrif, Goya Lopes, Cássio Caiazzo, Saraí (Ifá Veste), Najara Black, Levite Bahia e Claudia Di Moura. Entre os modelos da noite, estão os cantores Lazzo Matumbi, Dão e Tonho Matéria; a promoter Marta Góes; a jornalista Rita Batista; a atriz Sonia Robatto; a escritora Makota Valdina; as apresentadoras Wanda Chase e Lise Oliveira; Alaíde do Feijão; a escritora Vanda Machado; a gestora Arany Santana; a Miss Bahia Priscilla Santiago; o vereador Moisés Rocha; os militantes Hamilton Borges e Andréia Beatriz (Campanha Reaja); a cantora Inaicyra Falcão; a cabeleireira Negra Jhô e o presidente do Olodum João Jorge.

As crianças também têm seu espaço na festa, que contará com área especial para os pequenos, com pula-pula, piscina de bolinhas e muita brincadeira.

Bença: Peça-Ícone de volta aos palcos

Bença é, sem dúvidas, uma das peças mais marcantes do Bando de Teatro Olodum. A montagem, que estreou em 2010 comemorando os 20 anos do grupo, trata do respeito aos mais velhos e homenageia o tempo, a memória cultural do povo negro e a sua ancestralidade. Tudo isso com um sofisticado sistema tecnológico, que permite a manipulação de câmeras, mixers e computadores, em cena, pelos 20 atores.
Os intérpretes contracenam entre si e com imagens em vídeo, projetadas em três telas: aparecem Bule-Bule, Cacau do Pandeiro, D. Denir, Ebomi Cici, Makota Valdina e mãe Hilza - figuras emblemáticas, e guardiãs da cultura afro-brasileira, que dão depoimentos sobre os temas da peça. Os movimentos vêm de rituais afro brasileiros e a música trava um diálogo entre ritmos sagrados de tambores, vozes humanas e sons sampleados e manipulados digitalmente. Dirigido por Marcio Meirelles, o espetáculo volta à cena e permanece em cartaz apenas de 8 a 31 de maio, às sextas e sábados, 20h, e aos domingos, às 19h, no Teatro Vila Velha.

Áfricas: o Bando para crianças

Primeiro espetáculo infanto-juvenil do grupo, com direção de Chica Carelli, Áfricas traz à cena o continente africano através do seus contos, seu povo, seus mitos e religiosidade. Assim, os atores, como griôs, contam histórias em narrativas permeadas de dança e música e resgatam de forma lúdica e poética o orgulho da ascendência africana no imaginário infanto-juvenil. Do Senegal, trazem Abdu, caçador de crocodilos, do Mali, duas irmãs e um feiticeiro, e da mitologia afro-brasileira a criação do mundo e histórias de Oxumarê e Omolu. A peça permanece em cartaz no Teatro Vila Velha de 9 a 31 de maio, sempre aos sábados e domingos, às 16h.

SERVIÇO

BODAS DO BANDO
Shows do Ilê Aiyê e de Negros de Fé
Participação do Olodum e de Juliana Ribeiro
3 de maio / domingo / 13h
Largo Tereza Batista / Pelourinho
Ingressos: R$ 20


BENÇA
estreia: 8 de maio
sextas e sábados: 20h / domingos: 19h
Sala Principal / Teatro Vila Velha
Ingressos: R$ 30 e R$ 15

ÁFRICAS 
estreia: 9 de maio
sábados e domingos / 16h
Sala Principal / Teatro Vila Velha
Ingressos: R$ 30 e R$ 15

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