sábado, 2 de agosto de 2014

Teatro Vila Velha completa 50 anos com a estreia de Jango

Há exatamente 50 anos, a Companhia Teatro dos Novos, grupo de estudantes dissidentes da Escola de Teatro, inaugurava, depois de muito trabalho, leilões e livros de ouro, o Teatro Vila Velha. Em 31 de julho de 1964, exatos quatro meses após o Golpe Militar, Salvador ganhava um espaço de liberdade e subversão. Cinco décadas depois, o Vila mantem-se como um lugar de debate político, de defesa da libertade e luta a favor dos direitos da população. 


Toda essa história está sendo celebrada com o espetáculo Jango: Uma Tragedya, texto de Glauber Rocha, encenado por Marcio Meirelles, com atores do Vila. Em cartaz durante todo o mês de agosto, a peça teve dois dias de estreia especiais, com a presença de amigos do Teatro Vila Velha.




"A criação do Teatro Vila Velha foi um ato de coragem", ressaltou o secretário de cultura, Albino Rubim, durante o discurso em que parabenizou o Vila pelo cinquentenário, no dia 31 de julho. Em seguida, a atriz Sonia Robatto, uma das fundadoras do teatro, saudou os presentes e lembrou o momento em que subia pela primeira vez naquele palco, ao lado do ator Mario Gadelha, também presente na plateia.


O diretor artístico do Teatro Vila Velha, Marcio Meirelles, agradeceu aos amigos do Vila, empresas parceiras do teatro, e aos patrocinadores - a Petrobras e a secretaria de cultura, através Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais - que ajudam a manter o teatro, mas lembrou a importância do público para a existência do Teatro Vila Velha. "O Vila só têm 65% das depesas cobertas pelos patrocinadores. Esse outro valor depende da troca simbólica com o público. Por isso insistimos na campanha de 'De graça não tem graça', pedimos que não aceitem ingressos gratuitos, cortesias. O teatro precisa do investimento do público", enfatizou.

Depois de assistir ao espetáculo Jango: Uma Tragedya, o público foi convidado ao Cabaré dos Novos, para celebrar os 50 anos do Teatro Vila Velha. Que venham mais e mais 50. Evoé!



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