terça-feira, 20 de novembro de 2007

O VILA É UM PONTO

Por Fábio Espírito Santo

Neste semestre, Teatro Vila Velha promoveu uma série de oficinas artísticas como parte das atividades do Ponto de Cultura, contando com a participação de mais de 130 jovens de grupos artísticos da Bahia. Divididos em quatro turmas, os alunos integraram as quatro diferentes oficinas de iniciação: “Assessoria de imprensa para grupos artísticos”, ministrada pela jornalista Juliana Protásio; “Figurino e Maguiagem”, com o figurinista Luiz Santana; “Preparação Corporal para a Cena”, com o bailarino Jairlson Bispo e a oficina de “Técnica Teatral (iluminação cênica/cenografia/sonorização)”, coordenada pelos iluminadores Fábio Espírito Santo e Rivaldo Rio, os iluminotécnicos Márcio Pimentel e Luciano Assis, a cenógrafa Lorena Peixoto e o técnico de som Maurício Roque.


Café da manhã de confraternização de uma das turmas das Oficinas do Ponto


Durante os três meses de atividades, os alunos adquiriram os conhecimentos básicos das respectivas áreas através de aulas teóricas e práticas. Além das aulas formais, os alunos tiveram a oportunidade de realizar visitas técnicas a teatros e museus, como também receberam convites para assistir espetáculos de teatro e dança em cartaz na cidade, servindo como material de análise durante as aulas. Dentre os espetáculos que os alunos puderam assistir, estão: “Da ponta da língua a ponta do pé”, “Rerembelde”, “Ciranda do medo”, “Áfricas”, “Canteiros de Rosa”, “Arlequim-servidor de dois patrões”, “A geladeira”, todas produções dos próprios grupos residentes do Teatro Vila Velha, além de “Shopping and Funcking” e “Filo pelo fino da finestra”.

Os alunos de “Assessoria de imprensa para grupos artísticos”, também tiveram a oportunidade de participar de um bate-papo sobre jornalismo cultural que contou com a participação do professor de jornalismo e produtor cultural Cláudio Manoel; de Ana Paula Vargas, assessora de imprensa da Fundação Cultural da Bahia e do repórter do caderno 10 (jornal A Tarde), Pedro Fernandes. Eles falaram da relação entre o assessor de imprensa e o repórter de jornal e sobre os mecanismos de divulgação da grande mídia. Para Michele Maia, uma das participantes e que, atualmente, faz o curso de produção cultural , “o curso acendeu uma ‘luzinha’ em mim, despertou a vontade de fazer comunicação”. Para Anativo Oliveira, outro aluno e integrante do Ponto de Cultura Beje Eró, “a oficina foi fantástica, termina com gosto de quero mais”.

Na oficina de “Figurino e maquiagem”, além de visita ao Centro Técnico do Teatro Castro Alves, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer o Museu do Traje Henriqueta Catarino, conhecendo um pouco mais sobre a história do vestuário.


Aula de cenografia dentro da oficina de “Técnica Teatral”


Além das atividades práticas de iluminação cênica, sonorização e cenografia presentes na montagem de um espetáculo, os integrantes da oficina de Iniciação à Técnica Teatral, participaram também da manutenção dos equipamentos do próprio Vila Velha e do Teatro Gamboa, conhecendo melhor a caixa cênica e os equipamentos presentes nestes espaços.


Os alunos da oficina de “Iniciação à Técnica Teatral”, numa atividade prática no Teatro Gamboa


Como trabalho final do curso, os alunos produziram uma primeira concepção de cenário e iluminação para um espetáculo fictício, colocando em prática o conteúdo oferecido durante os dias de aula, como também, realizaram um pequeno estágio, participando das montagens dos espetáculos que estiveram em cartaz no próprio Vila. “Adorei a oficina! Foi muito bacana e, como trabalho também com fotografia e audiovisual, as aulas de iluminação cênica foram muito bem aproveitadas”, disse o aluno Ângelo Rosário. “A oficina foi muito construtiva, bem trabalhada tanto na prática como na teoria e ficou mais fácil de entender as montagens, os agrupamentos, a identificação dos equipamentos, tipos de lâmpadas e ferramentas”, disse Jaqueline Santos, aluna do curso. “estou ansioso que uma próxima oficina como essa seja realizada e quem sabe até mesmo o curso profissionalizante que tanto esperamos”, disse Thiago Cerqueira, mais um integrante.


Projetos de cenografia e iluminação dos alunos


Agora no final de novembro, encerra a última oficina: “Preparação corporal para a cena”, que teve seu período prorrogado a pedido dos alunos. E se depender da vontade deles, no próximo ano tem mais! Porque o vila é um ponto de cultura!

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