sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Mostra Sesc de Artes

O projeto do Sesc abre espaço para teatro, dança, músicas, oficinas e palestras, entre os dias 2 e 7 de outubro. Ficamos surpresos (uma surpresa boa) em ver que Cordel do Pavão Misterioso está entre os espetáculos selecionados para se apresentar. Para quem não lembra, o grupo Caçuá de Teatro, de Vitória da Conquista, estreou esta montagem em Salvador aqui no Vila Velha, pelo projeto Teatro de Cabo a Rabo e pelo Amostrão Vila Verão (2004).

O grupo fará uma única apresentação do Cordel do Pavão Misterioso, dia 04 de outubro, às 19 horas, na Praça do Cruzeiro de São Francisco, no Pelourinho.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

COMO FOI?

de como gordo rodopiou, foi, voltou e porfim ficou.

Este é o relato de Eurico de Freitas Neto, de como veio parar aqui no Vila

A história de Gordo com o Vila não é muito linear. Na conversa as coisas subiram e desceram, foram, voltaram. Como foi que Gordo soube do Vila? "Quando Hebe [Alves] marcou um ensaio do oitavo curso livre da escola de teatro, no Vila Velha", ou "Eu tinha ouvido falar do Vila Velha antes. Deve ter sido antes, né? Nas peças de sacanagem. Tava louco pra vir, mas não vim não". Mas já fazia teatro? "Estreei no Rio de Janeiro! (...) passei num vestibular lá. Publicidade." No Rio, Gordo fez curso de teatro com "Sérgio... Não lembro o sobrenome". Sérgio Machado. Apresentou Bailei na Curva (futuramente citado em Primeiro de Abril). Não durou muito no Rio. "Ficou caro, tinha uma namorada aqui...". De volta à Bahia, continuou o curso de publicitário e o bate-bola com o teatro, mas nada de Vila ainda. "Fui pra Filinto (já tinha Filinto!), e depois Curso Livre da Escola de Teatro". Aí foi o primeiro contato cá com a gente. A mostra do oitavo curso livre foi no palco do Vila, em 92 ou 93. Depois com o pessoal do Curso Livre montou Noites Vadias por aí. Na época existia um Núcleo Permanente de Exercícios para o Ator que era uma espécie de sequência do Curso Livre, e montaram ainda Ponto de Fuga. Um ensaio de relação com o Vila veio com uma assistência de direção de Maria Eugênia Milet, com o grupo Nossa Cara que montou Hamlet - O rei do trono de barro. "Isso com o Vila chovendo dentro, meio caindo aos pedaços, aquela situação. (...) Teve essa temporada no Vila na época, estavam aqui o Nossa Cara, o Cereus. Fiquei um tempo atrelado ao Nossa Cara, mas depois o grupo se dispersou e eu voltei pro mundo". Gordo esteve por perto, mas não por dentro do Vila. Até que... Barba Azul. Marcio Meirelles chamou o Sr. Eurico para ver Barba Azul, porque viria uma nova temporada e ele precisava de alguém pra substituir. Reza a lenda que o diálogo se seguiu desta forma: e aí Gordo, vai fazer? Ô Marcio, com um elenco desse, não tem como não fazer! Aí fez. E virou mobília do teatro. Fez Dom Quixote, Compact Hamlet, Sonho de Uma Noite de Verão, Fausto, Supernova, Fatzer, O Belo Indiferente... Até aí, Gordo era um legítimo Companhia Teatro dos Novos enquanto ator, e de Dom Quixote em diante foi assumindo funções diversas: fez preparação de perna de pau, foi diretor de palco, foi virando aos poucos o rapaz do computador, as coisas foram se misturando e Gordo, Gordo Neto, já estava convertido à nossa causa. Aconteceu em 2002, ao mesmo tempo que a CTN deu uma desacelerada, surgiu o Vilavox, como grupo. Depois de Fatzer, a experiência continuou. Trilhas do Vila, Almanaque da Lua, Primeiro de Abril e agora Canteiros de Rosa. Pedi pra Gordo contar uma história esdrúxula, dessas de teatro... "Não sei... tem várias, mas acho que era bacana falar de uma coisa que a gente tem pouco registro, que eram os projetinhos". Gordo tá falando de vários pequenos projetos que agitaram o Cabaré e o palco, como Ménàge a trois, 5 óperas de bolso, Cabaré dos Novos diretores/atores/coreógrafos/autores, oficina do Royal Court, oficina com Catarina Santana (onde surgiram as primeiras versões de Canteiros...), com Cleise Mendes, cena no Cabaré, "era meio louco, e era pontual, de vez em quando, Gustavo [Melo] escrevia, Espírito (Fábio Espírito Santo) dirigia, Lázaro [Ramos] de ator, ou misturava tudo, tinha... Tinha Gil Vicente, Karina de Faria, Clênio Magalhães, Elísio Lopes Jr., era uma coisa vamos fazer, vamos fazer, experimentar, experimentar, que foi muito legal". Hoje faz parte do núcleo duro do Vilavox, é coordenador do NUCOMA (Núcleo de Comunicação e Marketing do Teatro Vila Velha) e vez ou outra vira ator, programador visual, diretor, autor, ou o que ocorrer. Esse Gordo Neto, esse aí, é que está agora, junto com Jacyan Castilho e Cláudio Machado (que vocês já conheceram nesta mesma coluna) oferecendo a Oficina de Teatro "Engenharia do Riso". Inscrições abertas! Uma oficina para libertar a comicidade que há em você. E ao mesmo tempo e concomitantemente, é o diretor de Rerembelde, que volta agora nos dias 14 e 15 de outubro, no Vilerê - O Mês da Criança no Vila.

Este é Gordo Neto, sempre trabalhando, personagem do Vila.

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Tem gente nova em "Da Ponta da Língua à Ponta do Pé"!!!

Rafa estreou em grande estilo no papel de Beto, no musical da Companhia Viladança Da Ponta da Língua à Ponta do Pé. A estréia foi em Macapá e em breve todos poderão assisti-lo no Vilerê, nos dias 21 e 22 de outubro, aqui no Teatro Vila Velha.


Viladança leva o Tomaladacá a Macapá

O Viladança atravessou a deslumbrante Foresta Amazônica de avião e chegou à capital do Amapá, Macapá. Já no aeroporto, o grupo conheceu Zeniulde Pereira, coordenadora de cultura do SESC Araxás e uma pessoa super iluminada, atenciosa, que constrói a cada segundo novas possibilidades e faz a roda girar sempre com muita conversa e muito bom humor.



Com uma temperatura ambiente de 40°C, o Viladança visitou o Rio Amazonas. "Para quem vê pela 1ª vez, é como se deparar com um gigante. Aliás, a natureza em Macapá impressiona, tudo é grande, abundante, magnífico e forte", diz Cristina Castro.

O Viladança é o primeiro grupo de dança contemporânea da Bahia que vai a Macapá - uma grande responsabilidade e um enorme presente para a história da companhia.

O espetáculo José Ulisses da Silva foi apresentado na Fortaleza São José, construída há 200 anos para demarcar a fronteira com a Guiana Francesa; hoje patrimônio histórico. Para a apresentação, o SESC construiu um palco a céu aberto. A platéia, com mais de 450 pessoas, recorde de público nos espetáculos promovidos pelo SESC Macapá, foi colocada ao redor. Depois da apresentação, houve um debate interessante com os espectadores, que permaneceram para fazer perguntas para a companhia.

No dia seguinte, Da Ponta da Língua à Ponta do Pé foi apresentado no Teatro Bacabeiras. Graças à ajuda e carinho de Zeniulde, a idéia do Tomaladacá (troca de desenho ou poesia por um ingresso), que acontece no Vila, foi abraçada e o Viladança recebeu mais de 500 crianças na platéia.



Então... olha LÁ o TOMALADACÁ em MACAPÁ! Atitude inteligente de valorização do produto artístico e formação de platéia.



Além dos espetáculos, foi realizado também um intercâmbio com a Cia Graham, com a qual trocamos contatos, idéias e aulas práticas com os professores Jairson Bispo (Viladança) e Cleide Façanha (Grahan).

Outra atividade desenvolvida foi o Pensamentos Giratórios, palestra que teve como convidados Cristina Castro (Cia Viladança), Herbert Emanuel Oliveira (prof° de Filosofia e escritor), e Cleide Façanha (Cia Graham), além de uma platéia de artistas locais de dança e teatro (grupo do SESC) e professores.



A Cia Viladança também foi conhecer a reserva do quilombo Curiau, onde 150 famílias descendentes de escravos vivem até hoje.

Macapá deixou saudades, amigos queridos e a certeza que temos o país mais lindo do mundo.

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

OFICINA DE TEATRO PARA CRIANÇAS




A Cia. Novos Novos, grupo infanto-juvenil de teatro, residente do Teatro Vila Velha, promove uma oficina para crianças, que integra noções de teatro, dança e música, partindo de temas atuais que fazem parte do universo infantil. Ao final da oficina será realizada uma mostra e os participantes receberão certificado.

Anote!

O que é: Oficina de Teatro para Crianças
Orientação:
Débora Landim
Dias:
Sábados e Domingos
Horário de Inscrição:
14:00 às 18:00
Público Alvo:
crianças dos 7 aos 12 anos
Data de Inscrição:
18/09 a 03/10/2006
Duração da Oficina:
07/10 a 29/10/2006
Horário de aulas:
09:00 às 12:00
Valor:
R$ 80,00
Mais informações:
novosnovos@teatrovilavelha.com.br

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Tem estréia no Cabaré!



O pessoal do Teatro Jovem Cidadão veio de Candeias com uma história de muitas histórias. Dois Corações e Quatro Segredos estréia no Cabaré dos Novos com apenas duas apresentações nos dias 27 e 28 de setembro, quarta e quinta-feira, às 20h. Em cartaz através do projeto O Que Cabe Neste Palco - de montagens inéditas - a peça tem o objetivo de acabar com o mau humor, partindo da idéia de que rir é o melhor remédio.

Diversas narrativas influenciadas pela presença dos colonizadores e preservadas nas memórias do povo do sertão, se misturam a temas contemporâneos. Em cena, a dança e os persongens do folclore brasileiro irão resgatar as histórias que nossos avós contavam, já perdidas em meio ao caos das grandes cidades. Utilizando versos de cordel e sentimentalismo europeu , a montagem quer provar que o teatro é uma arte imortal e o palco um espaço de tempos, lugares e personagens.

Além de propiciar a arte, o projeto auxilia 150 jovens com cursos profissionalizantes, atividades esportivas, lúdicas e com a discussão sobre direitos e deveres do cidadão. Não deixe de conferir o trabalho desses jovens.

Anote!
O que: Dois corações e quatro segredos
Texto: Liliana Lacoca e Beto Andretta
Adaptação e direção: Francisco Félix
Elenco: Teatro Jovem Cidadão
Dia: Quarta e quinta
Temporada: Dias 27 e 28/09/2006
Horário: 20h
Onde: Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha
Ingressos: R$ 7,00 (preço único promocional)

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

O Chorinho perdeu mais uma estrela



Em virtude do falecimento de Gerson de Souza Almeida, o "Gerson do cavaquinho", a Roda de Choro de terça-feira (dia 19/09) foi cancelada. O enterro aconteceu às 17h, no Cemitério Jardim da Saudade. Natural de Santa Inês-Bahia, Gerson foi membro do grupo de choro "Os Ingênuos" e participou da gravação de dois discos, executando inclusive música de sua autoria. Ganhou o primeiro lugar de melhor instrumentista no programa de Ary Barroso em 1950 e foi finalista, junto com "Os Ingênuos", do I Festival de Choro em 1977. Nos últimos anos, Gerson integrava o Projeto Roda de Choro no Teatro Vila Velha, como bandolinista e cavaquinhista. A equipe do Vila envia seus sentimentos à família e amigos.
O Sonho em ritmo de estréia













Depois de o figurino ser apresentado em primeira mão aqui no Blog, é a vez de um outro esboço. A Miniusina de Criação já está montando o cenário de Sonho de uma noite de verão (A midsummer night's dream) de Shakespeare, para o Bando de Teatro Olodum. O cenário é montado segunda e desmontado na quinta, para o ensaio do Bando. Será assim durante todas as semanas até a estréia, que será no dia 13 de outubro. O espetáculo fica em cartaz em curta temporada, de apenas 3 fins de semana, ou seja, até o dia 29 de outubro.

Confira as mudanças para a montagem!

O horário de início do espetáculo é novo: 19h.
O preço também será diferenciado:
sextas - 16,00 inteira e 8,00 meia;
sábados e domingos - 20,00 inteira e 10,00 meia.
O Bando está fazendo pacotes para escolas e grupos fechados, que desejem assistir e discutir a peça.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Viladança manda notícias de Belém

Após percorrer as regiões Centro-Oeste e Nordeste do Brasil em nove cidades, a Companhia Viladança partiu para o Norte e chegou em Belém. Um dia depois da chegada, visitaram a Feirinha da Praça da República, um lugar onde se acha de tudo - artesanato, pedras, roupas, utensílios domésticos, sabonetes, muitos cachorros, picolé de parafuso e até um retrato de Lázaro Ramos!



Na capital do Pará, a companhia se apresentou em dois lugares: no Teatro Maria Sylvia Nunes (Sagração da Vida Toda) e no Espaço São José Liberto (José Ulisses da Silva).

Este último tem 256 anos de história já abrigou convento, quartel, olaria, hospital, cadeia pública e presídio. Hoje em dia abriga um pólo joalheiro, a Casa do Artesão, sendo também utilizado como espaço para espetáculos artísticos. O interessante também foi que, na apresentação no Espaço São José Liberto, algumas pessoas que visitavam o museu durante a tarde e que ficaram para conferir o espetáculo, contribuindo para a platéia lotada.

Além das apresentações das coreografias, em Belém foram ministradas oficinas de dança pela diretora do grupo, Cristina Castro. No final do curso, os alunos mostraram a dança do carimbo, do lundu e a lenda do boto cor de rosa, danças típicas do Pará, em um verdadeiro intercâmbio cultural.

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

OFICINA NO VILA!



O grupo cênico-musical VILAVOX, da montagem Primeiro de Abril e Canteiros de Rosa, vai cair no riso. A Oficina "Engenharia do Riso", direcionada ao aperfeiçoamento de atores e introdução para iniciantes, irá trabalhar a comicidade a partir de conceitos encontrados, principalmente, no livro "O Riso" de Henri Bergson. Nesta oficina, improvisação, interpretação, corpo, escrita e criação de personagem estarão a serviço da comédia. Os artistas Cláudio Machado, Jacyan Castilho e Gordo Neto, componentes do grupo, se revezam nas aulas. A oficina realizará também uma mostra de cenas ao final.

Anote!
Orientação: Grupo Vilavox
Dias: sábados e domingos
Inscrições: de 04/09 a 02/10/2006
Duração: de 07 a 29/10/2006
Horário das aulas: das 9h às 13h
Contato: 3336-1384
Última chance para ver os cliques!

Esta é a última semana para quem ainda não conferiu, dar uma olhada na exposição Eu Que Fiz!, da fotógrafa Giovanna Dantas, que integra o Festival Nacional de Fotografia - ano 2, produzido pela Casa da Photografia. Tiradas durante a parada gay de 2005, em um estúdio improvisado a céu aberto, no Campo Grande, as imagens refletem a moda, riqueza e criatividade dos homossexuais que assumem a autoria de suas próprias roupas. A exposição fica montada no Foyer das 9h às 18h, até o dia 24/09 (domingo).

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Viladança em Maceió: Ulisses é encenado num ginásio de esportes

Dentro do projeto Palco Giratório, do SESC, a Companhia Viladança foi a Maceió ? nona cidade visitada pelo grupo através do projeto de circulação.

Vindos de Recife, os dançarinos chegaram de ônibus à capital de Alagoas, por uma estrada entre coqueiros e um mar deslumbrante.




A apresentação de José Ulisses da Silva, no dia seguinte, aconteceu no ginásio de esportes do SESC Poço. Para transformar um ginásio num teatro, praticamente todo o aparelho de luz, som e cenário teve que ser construído. "Marcos e Anderson deram um show de técnica", afirma a diretora do grupo, Cristina Castro.



No dia seguinte à apresentação de Ulisses, a atividade foi um Trocando em Miúdos, um intercâmbio realizado entre a Companhia Viladança e a alagoana Cia LTDA. Durante todo o dia, foram levantadas questões sobre dança, processo criativo, formação técnica, formação de platéia e, o melhor, planejamento de novos encontros e ações de aproximação dos grupos do Nordeste.
Últimos dias para ver Diferentes Iguais


Em cena: Victor Porfírio e Thierry Gomes

Este fim de semana é a última chance para quem quer rever o espetáculo e para quem ainda não veio conferir. Diferentes Iguais é o quarto espetáculo da Companhia Novos Novos, montado com o elenco adolescente, que trata das questões raciais, conflitos ideológicos, religiosos e políticos. Utilizando-se do espaço circense e seus característicos personagens, a montagem trata da intolerância em relação às crenças e opiniões do outro e do atropelamento da ética e da moral pela sociedade capitalista atual. Além disso, conta com canções especialmente criadas para a peça e tocadas por uma banda em cena.

A montagem, que estreou em Manchester, Inglaterra, através do projeto Contacting The World, fica em cartaz no Cabaré dos Novos até este domingo (17/09).

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Os alunos das oficinas de cenotecnia, iluminação cênica, identidade cultural e teatro sobem ao palco do Cabaré dos Novos com a mostra: "Tá Tudo à Mostra"



Vale ressaltar que os participantes desse grupo, durante três meses, fizeram as oficinas e também foram responsáveis pela montagem e operação de luz e pela cenotecnia de Diferentes Iguais. Agora é a vez deles estarem no palco.

O Projeto Vila Novos Novos II aconteceu com o patrocínio da Coelba através do Fazcultura.


Serviço:
O QUÊ - Tá tudo à mostra
QUANDO - 17/09, domingo às 11h
ONDE - Cabaré dos Novos no Teatro Vila Velha
QUANTO - Entrada franca
CORRESPONDÊNCIA - O CONTÊINER



Alguns comentários que chegaram pra gente por e-mail.

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"Ei gostaria de fazer uma reclamação.Na verdade exigir um direito de cidadão.Fui assistir a peça "O Contêiner " no Sábado e me foi falado q todo cidadão brasileiro receberia pelos correios um contêiner.

A minha vizinhança toda já recebeu e aqui em casa não chegou ainda, por favor acelerem o meu .

Galera !!!!!!!!
Gostei da peça e foi uma boa ter ido assistir vcs no sábado.Gostei do figurino, luz e trilha sonora.Mas,tem uma coisa no que se diz respeito a dados informativos muita coisa se perde.Como por exemplo o texto dito por João Meireles ou a fala inicial a respeito dos países e suas restrinções a entrada ou saída de imigrantes.

Valeu!!!!!!!!!!!!!"

Glauber Santos

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"Olá pessoal.
Assisti a estréia do espetaculo Conteiner, e a Compahia esta de parabéns, uma montagem bacana, interessante, os atores, enfim todos fizeram um bom trabalho. Parabéns mesmo e muito sucesso a todos.
beijcassssssssss"

Ivete Leitao

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"E aí? Vão fazer a promoção? Imigrante ilegal não paga?"

V. L.

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O CONTÊINER está em cartaz, sextas, sábados e domingos às 20h, no palco principal do teatro vila velha até 08 de outubro.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

A SENSIBILIDADE DE UMA RAÇA
EXPOSTA NO II FÓRUM NACIONAL DE PERFORMANCE NEGRA

Fernando Coelho

A raça negra, tão essencial para a formação das gerações brasileiras, desde o dia 11 passado que, mais uma vez, vê-se diante de todas as possibilidades para continuar engrandecida e, no caminho das artes, poder reinar na plenitude de sua extrema criatividade. É nos debates, na troca de experiências, na elucidação de informações entre grupos de todo o Brasil que está o vigor de nova e contundente planilha de realizações, um mais vigoroso planejamento nacional de trabalho e reivindicações junto ao poder público.

Tudo esse painel de marcante transparência para a dança e o teatro dos negros brasileiros deve-se aos 4 dias - termina no dia 14 .09 -, de intenso relacionamento profissional entre dezenas de grupos que participam, com intensidade realizadora, do II Fórum Nacional de Performance Negra, acolhido nas dependências do histórico e resistente Teatro Vila Velha, em Salvador. Se a capital baiana é o cenário ideal para um fórum com esta pauta, o Teatro Vila Velha empresta um palco ainda mais repleto de lendária postura político-cultural para melhor seduzir os interessados em manter o ritmo e ampliá-lo, em escala mais abrangente, das produções artísticas que lideram.


Peter Badejo e Inaicyra Falcão no segundo dia do Fórum

Na palestra do bailarino e coreógrafo nigeriano Peter Badejo, convidado especial dos organizadores do fórum, o Bando de teatro Olodum, de Salvador e a Cia. Dos Comuns do Rio de Janeiro, fica uma sutil marca da força demográfica que o negro tem em nosso país de tão fraca memória: "Somos ricos em poder transformar tudo com o movimento e a música, disse ele no segundo dia do evento, porque somos produto de nossa história. Temos que olhar o passado para fazer o futuro melhor. A dança africana promove coesão social, prosperidade e trabalho digno".

Peter entende que a dança é um dever espiritual, uma prática espiritual: "A arte é multidisciplinar, queremos críticas, queremos voar sem asa, sermos pássaros livres". O que motiva Peter Badejo é unir a raça negra em todos os continentes e países para uma maior grande de cultura, religião, dança, arte e espiritualidade.

Na outra ponta da mesa, na imensa profusão de idéias e depuração de conceitos, a fala da professora do departamento de Artes Corporais da UNICAMP, Inaicyra Falcão, espelha, com clareza o esforço do fórum: "O fórum é uma proposta enriquecedora no aspecto das discussões, na busca de como os artistas negros lidam com essa temática. É um fórum inteligente na busca de soluções mais concretas, e ainda traz artistas importantes como Peter Badejo, que também tem uma preocupação com a performance tradicional africana na sociedade contemporânea", afirma.

A fina observação de Inaicyra, cantora das líricas maiores da linguagem yorubana, afinada intérprete de cantados versos sobre os encantados orixás, "Peter pesquisa a dança africana inovadora, inspirada na linguagem corporal do Batá, (um tambor que possui duas extremidades a serem tocadas com tiras de couro). O som é marcado e forte, vibrante. É o universo cultural - canto, movimento e música", afirma.

Joel Zito Araújo, cineasta, diretor e roteirista do Rio de Janeiro, avança com uma provocação que não é difícil de ser constatada: "A população negra no Brasil, maioria absoluta de nosso povo, é sub-representada no cinema, nas novelas, nas mini-séries. A televisão, por exemplo, não promove o negro, promove um padrão de beleza. Já o teatro é um celeiro de reflexão para corrigir o colonialismo no Brasil", sentencia.

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Links para mais matérias sobre o fórum:
BALÉ FOLCLÓRICO DA BAHIA NO FÓRUM DE PERFORMANCE NEGRA EDUARDA UZÊDA
Notícias do Viladança de Petrolina, Garanhuns, Caruaru e Recife


Pernambuco foi o terceiro estado pelo qual a Cia. Viladança passou na turnê que faz através do projeto Palco Giratório do SESC. Entre 14 e 28 de agosto, o grupo realizou oito apresentações e duas oficinas.

Petrolina


No dia seguinte à chegada em Petrolina, o Viladança participou da atividade Pensamentos Giratórios, uma espécie de mesa-redonda promovida pelo SESC para incrementar o intercâmbio de experiências e idéias entre artistas. O tema discutido foi "A Formação do Dançarino Contemporâneo" e a mesa foi composta pela diretora do Viladança, Cristina Castro, Maria Paula Rego (diretora do grupo Grial), Jailson Lima (diretor do teatro do SESC Petrolina) e Valdete Cezar (professora e diretora da Escola de Ballet Valdete Cezar).

Ainda na cidade, a diretora Cristina Castro ministrou oficinas de dança contemporânea, oferecidas gratuitamente ao público pelo SESC. Ao todo, 20 alunos participaram das aulas.

O espetáculo José Ulisses da Silva foi apresentado pelo Viladança no ginásio de esportes Marco Maciel. Dentre o público, que lotou o espaço, destacaram-se trabalhadores da zona rural, agricultores e pescadores alunos do EJA (Educação para Jovens e Adultos) levados pela profª Cátia Cardoso. A professora trabalha há 14 anos com alunos da zona rural de Pernambuco e da Bahia. "Sempre que possível ofereço a eles teatro, música, poesia, dança. Para os olhos vermelhos do sertanejo a arte é sombra. Foi com certo estranhamento que eles viram Ulisses, e isso amplia os universos internos, os coloca em contato com o meios, com o melhor da existência", declara.


Para fechar a programação de Petrolina, o Viladança apresentou Da Ponta da Língua à Ponta do Pé no Teatro SESC.

Durante a estadia na cidade, a companhia teve ainda a oportunidade de assistir a espetáculos de outros grupos. Foram eles: Ao Amor e à Dor e Bailantes, Brincantes e Dançantes do grupo de dança do SESC Petrolina, com coreografia e direção de Jailson Lima.

Além da receptividade do SESC, em Petrolina a Cia. Viladança recebeu também o carinho de Daniela e Valdete Cezar, que abriram a Escola de Ballet para que a companhia fizesse aulas para a sua manutenção técnica. A Escola Valdete Cezar oferece, há quatro anos, aulas de balé gratuitas para filhas de empregados da prefeitura da cidade. São 50 alunas com faixa etária entre 4 e 7 anos que têm a oportunidade de desenvolver seu talento.

Garanhuns

Na cidade de Garanhuns, a Companhia Viladança visitou o Centro Cultural onde fica o Teatro Luis Souto. Construído em uma antiga estação de trem, o Centro Cultural conserva até hoje peças interessantes como os bancos de metal dos trens (que são agora os assentos do teatro), as vigas de madeira (antigo teto da estação), a cabine de luz toda gradeada como uma cabine de bilhete, dentre outras curiosidades.

Sagração da Vida Toda foi apresentada no Teatro Luis Souto, com palco bem tradicional, italiano com cortinas de veludo e fosso para orquestra. O técnico responsável foi Roberto.



Caruaru

Na cidade conhecida pelo seu pólo industrial na área têxtil, a Companhia Viladança apresentou José Ulisses da Silva no Teatro Rui Rosal, dentro do SESC Caruaru. O debate foi bastante provocativo e rico, contando com a participação de jornalistas e estudantes de dança. Na platéia estava também o diretor de cultura do SESC Caruaru, Severino Florêncio, também ator e diretor teatral.

Recife

Guiada por Sr. Francisco, um motorista capaz de se perder em linha reta, a companhia quase não conseguiu chegar ao SESC Casa Amarela. Um dos dançarinos, Rafael, teve que ir perguntando aos pedestres que direção seguir. ?Ele ficou conhecido em Recife e pretende até se candidatar a vereador local?, brinca a diretora Cristina Castro.

Já no SESC, o grupo apresentou José Ulisses da Silva. Na platéia, pessoas ilustres como Zé Manoel, diretor regional do SESC Pernambuco; Breno Fittipaldi, coordenador de Cultura do SESC Casa Amarela; Jailson Lima, coordenador de cultura do SESC Petrolina; Branco, diretor do grupo pernambucano Kompassos; Lira, escritor local; Luciana, jornalista do Diário de Pernambuco, além da comunidade local.

No dia seguinte, Da Ponta da Língua à Ponta do Pé foi encenado no aconchegante Teatro Capiba, com capacidade para 130 pessoas, no SESC Casa Amarela.

Ainda na capital pernambucana, o Viladança realizou um intercâmbio com o Grupo Kompassos, dirigido por Branco e existente há 15 anos. As duas companhias discutiram as políticas culturais e o incentivo a festivais de artes cênicas em Salvador e Recife, a forma de organização de cada grupo, necessidades em comum etc. Numa parte prática do intercâmbio, trocaram experiências sobre a preparação técnica dos dançarinos e processo criativo para montagens. Jai e Patrícia ministraram, respectivamente, aulas típicas do Viladança e do Kompassos e os diretores das companhias exemplificaram com jogos como são desenvolvidas as improvisações. Ao todo, foram mais de 8h trocando experiências!

terça-feira, 12 de setembro de 2006

+ sonho!



Zuarte acabou de entregar o esboço do figurino da peça A mui lamentável comédia e crudelíssima morte de Píramo e Tisbe, que é a peça representada pelos artesãos dentro de Sonho de Uma Noite de Verão (A midsummer night's dream), próxima montagem do Bando de Teatro Olodum.
Entrou na rede

Já está no ar o site do filme Eu me lembro, longa-metragem do soteropolitano Edgard Navarro. Nele, você confere o trailer, fotos e entrevistas. E como se não bastasse, lá estão também alguns artistas do Vila como Fernando Fulco (CTN), Iara Colina (CTN), Chica Carelli (Bando), Merry Batista (Bando) e Victor Porfírio (Novos Novos).

Eu Me Lembro é um filme-memória da geração que foi criança nos anos 50 e encontrou a maturidade na década de 70. O filme acompanha, pelo olhar do seu protagonista e narrador em off, o descortinar de um mundo de mitos católicos, tabus da adolescência, a negação do pai; enfim, todas as demandas enfrentadas até se chegar à idade adulta.

Novembro de 2005 foi a primeira apresentação pública do longa, no 38º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme ganhou sete prêmios: Melhor Filme, Direção, Roteiro, Atriz (Arly Arnaud), Ator Coadjuvante (Fernando Neves), Atriz Coadjuvante (Valderez Freitas Teixeira) e Prêmio da Crítica. Confira!

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

No Fórum: Garantia de projetos cidadãos


O público compareceu e pôde conferir gratuitamente a mesa de abertura e apresentações


A abertura, hoje, segunda-feira, do fórum, no veterano Teatro Vila Velha, em Salvador, não foi marcado por discursos ou as costumeiras ironias culturais brasileiras. Os 5 personagens que compuseram a mesa de abertura do evento ? Juca Ferreira, secretário Executivo do ministério da Cultura; o ator Antonio Grassi, presidente da FUNARTE; o professor Ubiratan Castro, presidente da Fundação Palmares (patrocinadores do evento); Márcio Meirelles, diretor do teatro e do Bando de Teatro Olodum e o ator Hilton Cobra, fundador da Cia.dos Comuns do Rio de Janeiro, criaram uma forte parceria de unanimidade de intenções.

A platéia, composta por dezenas de representantes de grupos de dança e de teatro negro de quase 20 estados brasileiros, os maiores interessados em que a conjuntura entre projetos, produção e execução tenham o tão esperado equilíbrio dentro do poder público, preparou-se para uma série de oficinas e discussão: em pauta, o destino da prática cultural negra num país onde a cultura negra é a base e, felizmente, uma contundente força imemorial.

?Nos assustamos ao chegar ao Governo, disse Juca Ferreira, porque descobrimos que 80% das verbas oficiais iam para o eixo Rio-São Paulo. Hoje, felizmente, a partir das orientações do ministro Gil, na firme opção de fazermos um trabalho para o cidadão, a situação é outra, e bem melhor. Nossa orientação, desde o começo, foi abrir todas as possibilidades de parceria no provimento à produção artística de todos os estados brasileiros?.

Para Antonio Grassi o papel da Funarte, com toda a sutileza no momento em que o ministério da Cultura teve que ser arrumado, absorver planejamentos e preparar-se para uma ação objetiva, com começo, meio e fim, já começa a aparecer, principalmente por conta das atitudes que se toma a partir das câmaras setoriais das artes. ?A FUNARTE, hoje, é uma ponte na interlocução entre o produtor e o nosso maior foco: o cidadão brasileiro?, afirmou.

Historiador, o presidente da Fundação Palmares, Ubiratan Castro, abordou os aspectos políticos que envolvem a cultura brasileira, rejeitando a idéia compacta de uma globalização consensual, que termina por excluir, exterminar e azedar tudo aquilo que é mais caro a um país e, no caso, ao Brasil, que são nossas raízes, nossas tradições, a cultura autentica popular. ?Não é possível aceitar a imposição neo-liberal em nome do consumismo geral. Nos importa a identidade e a diversidade de nossa cultura?, enfatizou Ubiratan Castro.

O maior esforço nas propostas dos organizadores Hilton Cobra e Márcio Meirelles, concentra-se no chamamento para uma melhor distribuição dos interesses das políticas públicas para as artes negras, independentemente da localidade de onde ela venha. ?Quero conclamar as autoridades do fomento cultural para que, ainda neste Governo, formatem em definitivo e publiquem o edital com as normas e todas as possibilidades para a dança e o teatro negro em nosso país?, sugeriu Cobra. Juca Ferreira demonstrou excepcional afirmativa no sentido de empenhar-se, juntamente com o colegiado do ministério, para realizar o sonho dos artistas negros.

No final da manhã, depois dos debates, das perguntas e respostas, a primeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Dona Mercedes Batista, foi homenageada pelo conjunto do seu trabalho em prol da dança, da coreografia e da cultura negra brasileira.

Fernando Coelho
II FÓRUM DE PERFORMANCE NEGRA


Palestra de abertura que contou com a presença de Marcio Meirelles (diretor do Bando de Teatro Olodum), Antonio Grassi (presidente da FUNARTE), Juca Ferreira (secretário executivo do MINC), Ubiratan Castro (presidente da Fundação Cultural Palmares) e Hilton Cobra (diretor da Cia dos Comuns)


O II Fórum Nacional de Performance Negra acontece de 11/09 até 14/09 aqui no Teatro Vila Velha e reúne diversos grupos e companhias de artistas negros de todo o Brasil para dar continuidade às reflexões de 2005, ampliando debates na busca de estratégias que potencializem as expressões das artes cênicas de todo o Brasil. Foram convidados grupos de Alagoas, Bahia, Brasília, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe que representem a cultura afro-descendente. O II Fórum é uma realização do Bando de Teatro Olodum (BA) e da Cia dos Comuns (RJ).

O público também está convidado para este evento gratuito que conta com palestras, debates e apresentações e promete enriquecer o olhar sobre a cultura negra nos palcos de todo o país.

Programe-se!

11/09 - Segunda-feira

09:00 - 10:30
ABERTURA

Cia dos Comuns e Bando de Teatro Olodum
Antonio Grassi - Funarte, Presidente
Ubiratan Castro - Fundação Cultural Palmares, Presidente.
Juca Ferreira - MINC, Secretário Executivo

10:30 - 11:10
DEBATE

11:10 - 11:30
HOMENAGEM (DANÇA)
D. Mercedes Batista - Coreógrafa e bailarina - RJ

11:30 - 12:30
Conhecendo uns aos outros

12:30 - 14:00
Almoço

14:00 - 15:00
MESA REDONDA - COMPROMISSOS

Palestrantes:
Matias da Mata - Capitão Mor (Irmandade N.S.do Rosário do Jatobá) - MG
Joelzito Araújo - Cineasta, Diretor e Roteirista - RJ
Nelson Triunfo - Coreógrafo e dançarino (Hip Hop) - SP

Coordenadores:
Erico Bras - Ator - BA
Débora Almeida - Atriz - RJ

15:00 - 16:00
DEBATE

16:00 - 16:30
INTERVALO

16:30 - 19:00
Oficinas fechadas para os grupos de teatro convidados

19:00 - 21:00
APRESENTAÇÃO GRATUITA

Irmandade N. S. do Rosário do Jatobá - MG



12/09 - Terça-feira

09:30 - 10:30
PALESTRA - DANÇA

Peter Badejo - Coreógrafo e bailarino - Nigéria
Inaicyra Falcão - Professora, Deptº de Artes Corporais ? UNICAMP - SP

10:30 - 12:00
DEBATE

12:00 - 14:00
Almoço

14:00 - 15:00
MESA REDONDA ? SOBREVIVÊNCIA

Palestrantes:
Beverley Randal - Produtora Cultural - Inglaterra
Carmem Luz - Dramaturga, Coreógrafa e Atriz - RJ
João Artigos - Ator - RJ

Coordenadores:
Cridemar Aquino - Ator - RJ
Valdinéia Soriano - Atriz - BA

15:00 - 16:00
DEBATE

16:00 - 16:30
INTERVALO

16:30 - 19:00
Oficinas fechadas para os grupos de teatro convidados

19:00 - 21:00
LANÇAMENTOS

Livros, CDs, DVDs, etc


13/09 - Quarta-feira

09:30 - 10:30
PALESTRA - TEATRO

Amir Haddad - Diretor teatral - RJ
Lêda Martins - Poetisa e Ensaista - MG

10:30 - 12:00
DEBATE

12:00 - 14:00
Almoço

14:00 - 15:00
MESA REDONDA - POLÍTICAS

Palestrantes:
Luiza Bairros - Socióloga - BA
Paulo Miguez - Professor e pesquisador - BA
Luiz Alberto - Dep. Federal - BA

Coordenadores:
Gustavo Mello - Ator - RJ
Auristela Sá - Atriz - BA

15:00 - 16:00
DEBATE

16:00 - 16:30
INTERVALO

16:30 - 19:00
Oficinas fechadas para os grupos de teatro convidados

19:00 - 21:00
SESSÃO CINEMA

Mário Gusmão - O Anjo Negro
Direção: Elson Rosário


14/11 - Quinta-feira

09:30 - 10:30
APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS DOS GRUPOS DE TRABALHO
Coordenadora:
Luiza Bairros - Socióloga - BA

10:30 - 12:00
DEBATE

12:00 - 12:30
ENCERRAMENTO

20:00
APRESENTAÇÃO - ESPETÁCULO DE DANÇA
Balé Folclórico da Bahia
Espetáculo: BAHIA DE TODAS AS CORES

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Cadastro de projetos para o Festival de Teatro de Curitiba 2007


O cadastro de projetos para Festival de Teatro de Curitiba - edição 2007 já começou e poderá ser feito até o dia 15 de dezembro. Os grupos interessados em participar da Mostra Oficial, Fringe, Atrações Infantis, Oficinas e Eventos Especiais devem acessar o link "Cadastro de Projetos" e ler atentamente as Condições de Participação antes de realizarem os cadastros.

No Fringe os projetos são avaliados pelos responsáveis por cada espaço, então, quanto antes você cadastrar o seu projeto, melhor!

A cada ano que passa, a procura por inscrições no Festival de Teatro de Curitiba aumenta. E com o maior número de inscrições, a diversidade de temas apresentados nos espetáculos também cresce. A Mostra Oficial é a grande vitrine do que está se produzindo no país. As Atrações Infantis, por sua vez, encantam crianças e adultos. Já o Fringe oferece oportunidade para companhias de todo o país apresentarem seus trabalhos e ganharem maior visibilidade no meio teatral.

Essa visibilidade não é dada somente durante o Festival. Durante o ano todo, o site do FTC traz notícias sobre as peças que participaram da última edição, mantendo o público informado sobre grande parte dos espetáculos que foram apresentados.

Além disso, o FTC não oferece apenas entretenimento: as Oficinas abrem espaço para o aprimoramento de profissionais e não profissionais, e os Eventos Especiais floreiam a cidade com exposições, lançamentos de livros, noite de autógrafos e shows.

O Festival de Teatro de Curitiba 2007 já está começando! Não deixe de participar!

+ info: www.festivaldeteatro.com.br
II Fórum Internacional de Cultura

O diretor teatral e integrante do colegiado que administra o Vila, Marcio Meirelles, marcou presença durante o II Fórum Internacional de Cultura. O evento ocorreu em Salvador entre os dias 31 de agosto e 02 de setembro, na Casa do Comércio, reunindo produtores culturais e gestores institucionais do Brasil e do Exterior para discutir estratégias de desenvolvimento da produção cultural.

Marcio Meirelles falou da sua experiência como diretor teatral, tendo sempre que gerir grupos, mas também egos, vaidades, sucessos, inseguranças e limites. Contou a história de criação do Teatro Vila Velha, através da iniciativa dos artistas da Companhia Teatro dos Novos e de como o Vila está sendo gerido atualmente, com uma diretoria colegiada e seis grupos residentes, responsáveis por uma movimentação sempre intensa nesta Casa de Espetáculos plural e democrática, como sempre sonharam os Novos.

Sobre a formação do gestor - tema principal do Fórum - Márcio destacou a necessidade das diversas esferas de formação: nível técnico, graduação, pós-graduações e especializações, pois "há necessidades diversas na produção cultural e todos precisam ter a consciência do processo. Porém, a formação deve ser para quem tem uma experiência mínima no campo cultural. Assim como quem entra para a Escola de Teatro deve saber representar, quem entra na Escola de Música, deve saber tocar algum instrumento e quem entra na Faculdade de Letras precisa ler".

Márcio dividiu a mesa com o produtor cultural Paulo Kambuí, que apresentou o Projeto Curuzu - Corredor Cultural da Liberdade, que tem como objetivo estimular o turismo étnico e a geração de renda para a comunidade daquele bairro negro. O Fórum foi encerrado com essas duas experiências bem sucedidas de gestão da cultura.

Texto e foto: André Santana

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Sonho do Bando!

O Bando de Teatro Olodum acaba de realizar a primeira sessão de fotos de divulgação de Sonho de uma noite de verão (A midsummer night's dream) com o primeiro esboço de luz, maquiagem e figurino. Fadas multicoloridas, casais apaixonados e duendes endiabrados fazem parte dessa deliciosa comédia shakespeareana, que nas mãos de Marcio Meirelles ganha toques da irreverência baiana cheia de picardia. Clique na imagem abaixo para conferir uma prévia do que está por vir.


Telma, Rejane e Merry são Fadas
Foto: Márcio Lima (claro!)

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

COMO FOI?

de como o surfista "lôro" virou o gerente-zen da gente

Este é o relato de Jeudy Machado de Aragão, de como veio parar no Vila.

"A minha chefe em otura empresa era diretora administrativa do Teatro Vila Velha". Jeudy é um pouco direto, as vezes. Que chefe, Jeudy? "Guida. Margarida Almeida (...) perguntou se eu queria trabalhar a noite. Eu disse que sim e vim ficar no lugar de Adelina, nossa amiga em julho de 1997". Quando Jeudy veio ao Vila, a reforma estava terminando, poeira para todo lado e em cartaz, Barba Azul,da CTN, na sala João Augusto. "O chão do palco era barro, só funcionava o Cabaré, e sem ar-condicionado", são algumas coisas que ficam mais firmes na lembrança de quem lida diretamente com o público. Naquele tempo, o Vila era uma aventura, "o Vila só tinha um computador, então eu vinha pra cá, e não tinha muito o que fazer até começar o espetáculo, e tínhamos poucos espetáculos, e pra ocupar meu tempo, Marcio resolveu levantar a estatística de público do Vila. (...) duas ou três vezes na semana, eu ia na casa dele, digitar a estatística de público". Em maio de 1998 o Vila foi reinaugurado, as atividades ficaram mais intensas e a experiência foi ficando cada vez mais interessante. "Em 2001 o Vila resolve virar estúdio de TV, vem o Arerê Geral, da TV Bahia, e a gente entra num processo meio kamikaze". Jeudy contou que o ingresso era um quilo de alimento e "como não cabiam todas as pessoas, o público que não conseguiu assistir, fez bombas de farinha e arroz com água e jogavam na gente quando a gente passava pela rampa!", e teve mais, "estavam ameaçando quebrar o vidro, alguém me segurou pela camisa, me segurou pelo bolso da calça, e arrancaram o bolso da minha calça que ficou na mão não sei nem de quem". Mas chega de confusão! Foi bom, assumir esse papel? "O fato de ser uma empresa gerida por artistas, tem um caráter muito diferente de tudo o que eu imaginava relacionado a trabalho. Eu sempre me imaginei de trás de uma mesa de escritório e vim parar num lugar completamente diferente, com situações exóticas, eu pensava sobre mim mesmo, e pensava: bom, será que eu já me imaginei na minha vida como um surfista que estudava filosofia e era da área administrativa de umt teatro? é uma coisa impensável!". Uma das coisas boas de trabalhar à noite no Vila é que dá pra estudar sem ter que fazer tanto malabarismo. "Jeudes" se formou em Filosofia e faz pós-gradução também em Filosofia na UFBA. Nesses anos todos, já são nove, não pensou em ser artista? "Eu descobri que talvez por excesso de timidez eu não tenha ainda pensado nisso, mas eu decidi ser uma ator frustrado, o professor é um ator frustrado". Jeudy dá aula de estética. Nesses passeios pela universidade acabou sendo professor de Jarbas Bittencourt e Felice Souzatto. "Fico muito feliz por poder fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Profissionalmente eu me sinto realizado". Ah, Jeudy, conta algum causo desses de bilheteria, pra gente. Todo mundo sabe que as coisas mais esdrúxulas acontecem do lado de lá da bilheteria e que você é cheio de história pra contar! "Bem, deixa eu ver... No fim de novembro de 99, veio uma pessoa para assistir Fausto#Zero, seguindo anúncio do jornal A TARDE, porém o espetáculo já tinha saído de cartaz há um mês, mais ou menos. Daí eu convenci ela a vir outras vezes, ver outros espetáculos, ela veio, conheceu, e estamos casados a 5 anos." Na conversa diversas outras pequenas lembranças surgiram, "Lembrei da minha paranóia pelos minutos. Quem não lembra de Jeudy dizendo: faltam quatro minutos e MEIO para o primeiro sinal". Assim, Jeudy está amalgamado com o Teatro. Ao longo dos anos, se tornou cada vez mais, um dos nossos.

Esse é Jeudy Jedi, Personagem do Vila.

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Fragmento do Diário do Viladança

22/08/2006


Ficamos em um hotel dentro do posto BR, hotel Porto Cruzeiro.

DIA corrido mas cheio de curiosidades. Miro Cravalho é o responsável do SESC que nos recebeu, artista de teatro e super antenado com a questão formação de platéia.

Nosso espetáculo foi montado em um espaço bem inusitado. O SESC tem na sua entrada principal, ao ar livre, uma escadaria que da em um pátio aberto, em forma de quadrado, ou seja o espaço parece que foi feito para caber o cenário de Ulisses.


Na sede do SESC, Rafa e Maitê põe o tapete de ULISSES ao sol antes da apresentação

Então fizemos Ulisses pela 1ª vez ao ar livre, com uma platéia de jovens estudantes, pois o SESC tem um curso pré universitário, um cursinho que funciona ao lado do nosso espaço.

Apesar do frio, e do medo do projetor cair (Marcos o nosso técnico de som pendurou ele em cima de um andaime que estava em cima de um telhado de eternite, uma coisa louca quase um disco voador).

O debate foi muito interessante, após o espetáculo, com perguntas sobre escolha do tema, processo criativo e claro sobre a companhia Viladança.

A noite fomos retribuir a visita do pessoal do Samba de coco que foi nos ver no SESC.

Subimos a ladeira que vai dar no cruzeiro e fomos conhecer o Espaço Cultural Coco Raízes de Arcoverde, nada menos do que a sede do pessoal que toca e dança o coco, e que foi a inspiração e escola do grupo Cordel do Fogo Encantado.

Lá Seu Francisco, Seu Damião, Ilma e a família Assis, dançaram e tocaram o coco em cima dos tamancos , todos , desde os mais velhos até os meninos sabem como ninguém tocar e dançar .A tradição é passada de pai para filho, assim foi com Lula Assis na década de 50 e que até hoje é lembrado como mestre maior desse ritmo.



Trocamos endereços e telefones e ficamos de voltar, ano que vem, para o Festival Lula Assis que eles organizam em agosto, onde mais de 20 grupos de musica e dança de tradição popular de Pernambuco se reúnem para celebrar nas ladeiras que vão dar no cruzeiro o aniversario do coco.
Cristina Castro