segunda-feira, 30 de abril de 2007

Cia Viladança comemora resultado do mês da dança no Vila

Mais de 2.000 espectadores conferiram 7 espetáculos de dança, 4 vindos pela Caravana Funarte-Petrobras, além de 4 oficinas gratuitas, 1 evento especial de improvisação (o IMPROVILAÇÃO, para quem não veio, olha as fotos de Márcio Lima) com diferentes linguagens artísticas e uma série de palestras com temas ligados às várias tendências da dança.

Para a Cia Viladança o resultado traz uma certeza: a dança está mais do que nunca ganhando espaço na cidade e conquistando um público muito especial, apreciador da linguagem do corpo. Mas quem deu esse recado direitinho foi o público infantil, que lotou o teatro no espetáculo Da Ponta da Língua à Ponta do Pé (Cia Viladança), mostrando que gosta de dança e que esse espaço para programação infantil, ainda tão carente de produções, deve ser rapidamente preenchido.


O público que compareceu a uma das apresentações de Da Ponta da Língua à Ponta do Pé

Na terça, dia 24, aconteceu a ultima palestra do mês, tendo como tema Danças Populares, com Amélia Conrado, e na platéia a presença de pessoas bem especiais como Maria de Lourdes Siqueira, diretora do Ilê Ayê e professora da Faculdade de Administração da Ufba, Deti Lima, estilista de moda afro e coordenadora do grupo de dança do Ilê Ayê, assim como dançarinos do grupo, além de Elísio Pita, Gil Vicente e profissionais da capoeira e dança contemporânea da cidade.


Da esquerda para a direita:
Cristina Castro, Maria de Loudes Siqueira, Deti Lima e Amélia Conrado


A professora e coreógrafa Lêda Ornelas, presença constante em todas as palestras, trouxe mais uma vez seu grupo Folclórico do SESC, que compõe o espetáculo OMI OLORUM, e deixou um comentário entusiasmado sobre esse encontro:

"Após ter ficado em estado de graça durante três horas com a valiosa referência da Profª Dra. Amélia Conrado ao falar das nossas tradições, dizer algo é dificil, mas desafiador, então vamos lá: Como diz Paulinho da Viola, 'As coisas estão no mundo minha nêga, só que eu preciso aprender', e a nós foi mostrado, por nossos mais velhos, a sabedoria do conhecimento do povo com seus conceitos morais, intelectuais fazendo parte na evolução da história nossa de cada dia. Tradições passadas e reconstruídas nessa era globalizada, e com corpos dançantes comtemporaneamente. As manifestações chamadas Folclóricas e/ou Populares, tradicionais, regionais - o que importa a nomeclatura? - o que podemos observar é uma busca constante de ampliar e compartilhar o conhecimento, uma organização de idéias e pessoas, que vêm de Antonio Nobrega ao Mestre Curió e Mestre Ambrósio, que não estão nas universidades, porém deixaram ramificações e uma gama de informações, que são, em nossos dias atuais, referendadas no Brasil e no mundo. Na dança, a língua é o corpo e o verbo se torna o gesto, a dramaticidade, a diversidade das bailarinas dos blocos afros e sexualidade das danças popularmente mostradas nas ruas durante o carnalval é sem dúvida a cultura inerente de um povo, o apredizado corporal com seu jeito e trejeito como um instrumento para esta chamada Dança Popular Comtemporânea Tradicional. Parabéns a nós bailarinos, pesquisadores e incentivadores que durante anos e anos se fizeram presentes".

No sábado, dia 28, foi a vez da última oficina, IMPROVISAÇÃO - UMA FERRAMENTA DO ARTISTA ministrada por Izabel Stewart da Benvinda Cia. de Dança (MG), e logo após a performance POÉTICA DE UM ANDARILHO com Dudude Herrmann em pleno Passeio Público.

Vida longa para a programação de dança no Vila!!!!

2 comentários:

  1. Parabéns, Viladança!!!

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  2. ESSE É PRA GALERA DO VILA...
    NESSE BLOG TEM UM PINTAR FANTÁSTICO..

    http://artesmais.blogspot.com/

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