terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

A Mostra bombou geral


Sábado e domingo pela manhã, o palco principal do Vila recebeu a platéia mais numerosa de todo o Amostrão Vila Verão para assistir aos resultados das Oficinas Vila Verão 2007. Com quatro apresentações no sábado e o no domingo, o evento recebeu cerca de 800 pessoas, que riram, se emocionaram, interagiram e aplaudiram com muita animação aqueles que se aventuravam pela primeira vez em um palco. Alguns, inclusive, mais de uma vez, já que muitas pessoas aproveitam a folga de janeiro para dedicar as horas livres aos cursos artísticos oferecidos no Vila. Tem gente que se matricula em 2, 3 oficinas...

Nos dois dias, as mostras de teatro infantil justificaram todos os atrasos no término das aulas, demonstrando o empenho das crianças na realização de apresentações fofíssimas e bem cuidadas, com temas atuais como a poluição, aquecimento global e preservação do meio-ambiente. Débora Landim, que coordenou as crianças, apareceu emocionada, mostrando que lidar com os pequenos exige carinho e dedicação para trazer bons resultados.


Teatro infantil - em cena, Sr. Chuvisco e os Pingos de Chuva


Teatro/ Comédia - turma de Zeca

As turmas de teatro adulto tiveram um maior foco na comédia, fazendo graça e levantando o olhar irônico sobre personagens e temas que fazem parte do nosso cotidiano, como os traços da cultura afro-baiana, questões da sexualidade, tensões sociais entre pobres e ricos, festas populares, e até mesmo a violência. Com grande quantidade de alunos (cerca de 30 por turma), os professores Zeca Abreu, Vinício de Oliveira Oliveira e Iara Colina conseguiram reunir as situações criadas por eles em apresentações que encontraram cumplicidade com o público, que riu sem pudores.


Mostra de Técnica Silvestre

Em outra área, os alunos de Nildinha (Dança Afro) e Rosângela Silvestre (Técnica Silvestre), fizeram apresentações rápidas e eletrizantes, nas quais demonstraram o vigor dos movimentos criados a partir das raízes na cultura afro-brasileira. Dançarinos e amadores, locais e estrangeiros, enfim, todos marcados pela percussão, mostraram em cena que ter molejo não é mole não!


Percussão

Por falar em percussão, a programação do domingo foi aberta com o ritmo marcante da turma comandada por André Luiz, Nine Vieira e Márcio Luiz. Os alunos se revezaram nos instrumentos, mostrando a variedade das aulas, ao mesmo tempo em que faziam a trilha sonora para o desfile de tranças e penteados afro da oficina orientada por Jamile Alves. A turma de canto, por sua vez, 'sob a batuta' de Marcelo Jardim, apresentou ao público uma série de esquetes musicais, evidenciando a variedade de timbres dos alunos e a preferência pelos sucessos clássicos e atuais da MPB.


Quem canta seus males espanta

As apresentações do domingo foram encerradas com a Dança do Ventre, que provocou grande admiração na platéia que, seduzida pelo suave chocalho das medalhas ciganas, respondia às coreografias com aplausos, gritos de "mais um!" e elogios às dançarinas belíssimas em seus trajes coloridos, confeccionados pelas próprias. Um final grandioso para um evento que promete entrar para o calendário como o grande acontecimento do verão no Vila.

Mesmo já tendo encerrado os cursos de verão, o público continua entrando em contato conosco para saber quando abriremos as vagas para as próximas oficinas. Ufa! Mal dá tempo de descansar... Por enquanto, ainda não temos previsões exatas, mas adiantamos que as aulas de Dança do Ventre terão prosseguimento e é possível que haja ainda turmas de teatro e percussão.

Mas calma! Ainda estamos acertando todos os detalhes para oferecer o melhor aos alunos e professores que passarem por aqui. Se você tem interesse, aguarde novidades. Ou então, ligue para cá (71 3336-1384) e deixe seus contatos para que possamos informar logo que estejam abertas as inscrições.

3 comentários:

  1. Anônimo6/2/07 17:41

    kd a foto da sensação das oficinas????????

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  2. Moisés Correia7/2/07 16:03

    Quando vi Gabriella, minha filha , subir ao palco e iniciar a narração da apresentação das crianças, no sábado, cheguei à conclusão de que acertei na mosca ao inscrevê-la na Oficina. A competência de Débora, com o apoio de Hamílton, Elane... merece aplausos. Os meninos estavam ótimos. Emocionante.

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  3. Dá para acreditar que acabou a bateria da máquina digital na hora da Dança do Ventre? Tenho algumas fotos em casa e logo logo coloco aqui. Não dá para passar as oficinas sem essa foto, não é?

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