terça-feira, 30 de novembro de 2004

FALA VILA DE ONTEM
em pauta A Marcha Zumbi + 10 e o Estatuto da Igualdade Racial


Rolou ontem o debate no Cabaré dos Novos, promovido pelo Bando de Teatro Olodum, produzido por Jorge Washington e mediado por Érico Brás. Compondo a mesa, Samuel Vida, Luiza Bairros e o deputado Luiz Alberto.

a mesa Luiz Alberto Luiza Bairros Samuel Vida Érico Brás, o mediador do bom humor Samuel Vida a mesa Samuel Vida Samuel Vida Marcio Meirelles quer saber... Luiz Alberto responde a mesa se diverte


Luiza abriu o debate com uma exposição, sobre o que considera cinco momentos de transformação substanciais nos últimos anos, da forma como o negro é visto pela sociedade. Em seguida o deputado Luiz Alberto falou mais especificamente sobre a marcha e sobre a necessidade de se organizar um plano político para o povo negro no Brasil. Samuel Vida comentou a fala dos dois, e ressaltou o risco de manipulação da marcha por instituições que nada têm a ver com os interesses da comunidade negra, e foi aí que a coisa começou a esquentar. Que plano político é esse? Como o movimento negro está organizado? O que falta? O que é mais efetivo? O que é mudança de fato e o que é 'cosmético'? Muita informação, muitas idéias, impressões e infelizmente, pouco tempo para desenvolvê-las.

Depois vieram as perguntas e a coisa esquentou mais. Tá tudo gravado e registrado. Ontem foi muito bom, e pelo visto hoje vai ser também muito produtivo. Discutiremos o tema Representações do negro no palco e na tela com a professora Leda Martins e o ator Hilton Cobra, o Cobrinha. Ás 19h!

sexta-feira, 26 de novembro de 2004

c.o.r.r.e.s.p.o.n.d.ê.n.c.i.a

Olá!

Acho uma boa iniciativa dos Teatros, Vila Velha e XVIII, em fomentar a reflexão sobre os dirigentes das casas de espetàculo da cidade. Não somente pensar as polìticas culturais direcionadas para esse pùblico, mas também resultar em uma ponte eficiente entre sociedade e cultura.

Apesar de não estar morando atualmente no Brasil, estou atenta ao movimento artístico de Salvador.

Nasci muito perto do teatro. O meu pai, Leonel Nunes, foi um grande ativista nos 60s e 70s. Com três ou quatro anos, ia sempre aos ensaios das peças, dirigidas por ele ou produzidas pela Companhia Baiana de Comédias, CBC. Produções grandes no Teatro Castro Alves, com uma turma de peso, Soniamara Garcia, Fernando Neves, Reinaldo Nunes, Jurema Penna, Lucinha Mascarenhas, Lia Robatto, Harildo Deda, Hebe Alves a turma do Teatro Gamboa, com Eduardo Cabùs e aquela graça de pessoa, alma pura, excelente maquiador, dançarino, cantor e ator e que infelizmente também não está mais com a gente, o pessoal do Teatro dos Novos... Eu sempre estava entre o cenário ou prestando atenção àquelas pessoas que estavam vivendo aquela realidade no palco.


Era como se me sentisse parte daquela família de apaixonados que fretavam ônibus e saiam apresentando o seu Teatro Mambembe, com caixas, adereços, figurinos e bonecos (que me serviam de cama durante as viagens). Enfim, polìticas de lado, eles se respeitavam mutuamente e faziam acontecer um movimento que perpassava em todas as manifestações artìsticas.

Sou filha de um casal que viveu a ditadura, na época dura. De uma mãe, Corinta, que era nutricionista e escrevia poemas. Que sentava-se sozinha em um bar, no Terreiro de Jesus, e tomava a sua cerveja, tranquila. De um pai que nunca se calou face aos seus ideais de conquista. Fui criada em meio a uma efervecência frenética conseqüente de um espìrito de rebeldia que brotava no mundo...

A produção cultural, meus caros, era ativa!

O meu primeiro emprego, aos 15 anos, 1983, foi como estagiària de administração, pela Fundação Cultural, no Teatro Vila Velha, tendo como diretora Sandra Berenger. Desde os 13, freqüentava o TVV e fazia parte do grupo de Echio Reyes. Daì, minha vida foi caminhando entre teatro, dança e comunicação.


Hey! Isso não é um currìculo, não! é um desabafo!

Aquela imagem do empenho de todos por uma mesma causa, dos debates, das discussões, das brigas, das paixões, dos "bitoques", do suor, dos aplausos e dos olhares em êxtase a cada final de espetàculo, estarão guardadas para sempre como exemplo e referência de vida para mim. A velha guarda do teatro baiano, estou certa, ainda tem muito a dizer.

Eu sei, não é saudosismo, tampouco! é a vontade em querer ver a união por um objetivo comum, sem interesses medidos ou pré-julgamentos para não caìrmos em situação de relações utilitàrias pela nossa cultura!

Esse final, quero aplaudir de pé!.... pedindo bis!

Andresa Nunes

quinta-feira, 25 de novembro de 2004

Uns sim e outros não?


Po véio! Cadê as notícias da noite do Hip-Hop no Teatro Vila Velha, do show Demo' rô de Lançamento dos CDs Demos dos grupos Simples Rap' ortagem e Os Agentes ? Aquela também foi a Afirmação do Brasil e (principalmentedo Nordeste) vcs nem thum! Pedidos do fã do Rap mais que nordestino e da luta do Vila Velha!

Didinho


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Didinho,

Dessa vez a cobertura não rolou. Foi mal.

Aqui no núcleo de comunicação somos cinco: Alexandre, Camilo, Gordo, Juliana e Marcio. Cuidamos de cartazes, página da internet, agenda, postais, releases, clipping, produção de imagens, e eventualmente manutenção de computadores entre outras atividades não-previstas que a gente acaba tendo que dar conta. No meio disso tudo, sempre acaba sobrando alguma coisa...

Praticamente todos os eventos do Vila acontecem depois do nosso horário de trabalho. A cobertura e acompanhamento destes depende muito da disponibilidade pessoal de cada um. E todos têm atividades paralelas. Aí as vezes, não dá.

Por outro lado, o evento foi amplamente divulgado nos jornais (ganhou chamada na capa do Correio!), no site, demos uma força na produção dos cartazes... A gente fez o que pôde. Mesmo. E sempre gostaríamos de fazer tudo, e nas melhores condições, no entanto, nem sempre é possível.

"nem thum" é sacanagem!, mas a cobrança é válida!

Até a próxima,

Camilo Fróes e Juliana Protásio
Núcleo de Comunicação do Teatro Vila Velha

quarta-feira, 24 de novembro de 2004

SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA
(o vila também é cidadania)


A data limite para declaração de isento é 30 de Novembro!

Se declarem!

http://www.receita.fazenda.gov.br

É só clicar.


Invasão electro-digital

Ontem à noite passaram por aqui os electroINvasores, com uma performance de vídeo, artes plásticas e música que envolve alguns dos nomes mais importantes na cena de arte-eletrônica de Salvador. Integram o coletivo: projeto tara_code, núcleo Mote, núcleo Pragatecno, a webdesigner Mari Fiorelli e o artista e videomaker Joãozito. O palco do Vila foi transformado num ambiente de "imersão audiovisual" composto por imagens e sons que cada vez mais se distanciam das criações orgânicas, dando vazão ao que é cibernético, eletrônico, digital. Arte feita com computador e que de humano tem o engenho.
Texto e fotos: Juliana Protásio



eles estão chegando...



Parafernália digital: equipamento básico para qualquer 'invasão'



DJs, produtores e músicos são o cérebro do organismo invasor



Ninguém precisa vê-los. Somente sentem seus efeitos.



Gilberto Monte e Andréa May: tara_code



Projeções e luzes criam a imersão


Público encasulado: a electroinvasão funcionou!

terça-feira, 23 de novembro de 2004

Um presidente para a Fundação Gregório de Mattos

Todos sabemos que as políticas culturais devem ser pensadas e executadasem função de artistas e de consumidores culturais - espectadores,leitores, ouvintes - daquilo que os artistas produzem.

A Fundação Gregório de Mattos vai receber um presidente nos próximos dias, que pode ser indicado por nós, artistas, se para isso nós nos mobilizarmos. Pensamos num administrador que não seja artista, que seja arrojado e comvisão, que seja um consumidor habitual das múltiplas manifestaçõesculturais da cidade, e portanto as conheça.

E vocês? Esse perfil tem nome?

Por favor, respondam.

Abraços,

Theatro XVIII e Teatro Vila Velha

segunda-feira, 22 de novembro de 2004

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

vila_lado_b

Espetáculos que você nunca viu, mas quer rever em cartaz*:

- Burucutu
- Homanaque da Lua
- Pedaço de um sonho de verão
- Relatos de uma guerra que nunca acaba
- Alice e os Camarões

- Alecrim

*respostas obtidas no Diga aí

Juliana Protásio

quinta-feira, 18 de novembro de 2004

CAIU...

Caiu um pouco a movimentação do Blog do Vila. Menos coisas escritas, menos brincadeiras, mensagens curtas... Não foi por acaso. O mês de novembro está repleto de acontecimentos. O Samba do Crioulo Doido chegou, depois disso ainda tem estréia Oxente, Cordel de Novo?, Fala Vila vem aí... e as novidades de Dezembro não páram de chegar!

Estamos trabalhando duro pra deixar arrumadinho o nosso começo de ano. As Oficinas de Verão, o Amostrão Vila Verão, idéias e táticas visionárias (ou mirabolantes) de conseguir dinheiro e tornar o teatro mais viável.

Nessas horas de aperto, o desejo é que os problemas com os quais estávamos acostumados dêem uma trégua, pra gente poder respirar melhor, mas a Lei de Murphy é real e é justamente nesses meses mais movimentados que computadores começam a funcionar mal, velhas goteiras ressuscitam e o público começa a reclamar que a fachada do teatro tá feia, que precisa de uma pintura... Mas sem alarde, pânico, nem desespero: não chega a ser uma crise, apenas um momento razoavelmente caótico.

Camilo Fróes

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

(( Samba do Crioulo Doido ))



O Vila comemora o dia da Consciência Negra (20 de novembro) recebendo em seu palco principal o espetáculo Samba do Crioulo Doido, um protesto contra a "objetivação" do negro e uma celebração da negritude. Dirigido pelo coreógrafo Luiz de Abreu, o espetáculo provocou o maior rebuliço no Ateliê de Coreógrafos deste ano!

Com um elenco formado por nove dançarinos e uma dançarina, todos negros, nus e usando apenas botas prateadas de salto altíssimo, Luiz de Abreu mostra coreografias que trazem como tema a subjetividade do corpo negro e questionam a sua ?carnavalização? no cenário da identidade nacional. A bandeira do Brasil é, literalmente, o pano-de-fundo e o samba dá ritmo ao corpo que transgride, resiste, afirma e aponta para dentro de suas questões e para o humano, independente de sua etnia ou gênero.

Adjetivos: Forte. Bonito. Corajoso. (com o perdão do clichê) Imperdível.

Sab (21h), Dom (20h)
r$ 12 / 6

sexta-feira, 12 de novembro de 2004

Olha só o que vem em dezembro...



Sagração da Vida Toda - Viladança
Foto: Márcio Lima


quinta-feira, 11 de novembro de 2004

Petrobras e Vila Velha fazem festa com choro e samba

Ontem à noite, a Roda de Choro em comemoração ao convênio firmado entre a Petrobras e o Vila contou com participações muito especiais. A primeira delas, definida por Marcio Meirelles como "um presente de Deus", foi a cantora Virgínia Rodrigues, que apresentou algumas músicas da tradição popular brasileira e um samba que faz parte do seu novo disco. Em seguida, entrando no clima festivo, porém informal que caracteriza a Roda, o coordenador de Comunicação Institucional da Petrobras para a Regional do Nordeste, Rosemberg Evangelista Pinto, subiu ao palco e demonstrou sua intimidade com a música brasileira, cantando ao lado de Virgínia e acompanhado pelos ?chorões? Elisa Goritzki (flauta), Juvino Alves (clarineta), Dudu Reis (cavaquinho), Avelino Silva (violão 6 cordas), Gilson Verde (violão 7 cordas), Aloísio (Surdo) e Cacau (pandeiro). Os artistas e executivos têm mesmo motivos para comemorar: através deste patrocínio, a empresa petrolífera passa a contribuir com cerca de 35% da manutenção dos custos mínimos de um teatro que este ano completou 40 anos de história e continua sendo um dos principais agitadores da cultura baiana.

Confira alguns flashs da noite:


Rosemberg (ao lado de Marcio Meirelles)
falou sobre a importância de apoiar o Vila

Virgínia marcou a festa com sua belíssima voz e presença
encantadora, entrando no clima de improviso da Roda de Choro




Virgínia e Rosemberg fizeram uma bela parceria na Roda

quarta-feira, 10 de novembro de 2004

Vila nos Cadernos de Literatura

No último dia 4, foi lançada mais uma edição dos Cadernos de Literatura, uma publicação do Grupo de Ação Cultural da Bahia (GAC-Ba). Com textos em prosa, verso e matérias, os escritores José Siquara da Rocha, Enio Guanabra, Krishnamurti Góes dos Anjos, Silvana Brandão, Milton Costa e Edna Portela, dentre outros, falam de teatro, artes plásticas e, é claro, Literatura.

E o Vila está lá, numa matéria especial sobre seus 40 anos, escrita por Krishnamurti Góes dos Anjos.

Os Cadernos de Literatura podem ser encontrados nos seguintes lugares:

Na Fundação João Fernandes da Cunha - Campo Grande (procurar Sr. Dante)
Livrarias Espaço do Autor Baiano
Livraria Grandes Autores.

terça-feira, 9 de novembro de 2004

TOMALADACÁ QUE É BOM!


Temos recebido Tomaladacá's cada vez mais bonitos e interessantes.

Vamos pouco a pouco publicando alguns que de alguma forma foram especiais para a gente:


segunda-feira, 8 de novembro de 2004

Pense num sujeito que não pára...

Pois é Marcio Meirelles. Diretor do Bando, diretor de um monte de gente. Figurinista. Cenógrafo. Agitador. Aqui e acolá tem alguma coisa acontecendo no universo das artes cênicas e seu nome está pelo meio. Num período de menos de um mês, um monte de espetáculos sob sua direção entram ou voltam a cartaz. No último final de semana, foi Essa é nossa praia, do Bando. E tem mais, confira o calendário:

12/11 - Cabaré da RRRRRaça, no Vila
18/11 - Candaces, da Cia dos Comuns, no Teatro Municipal (RJ)
19/11 - Esse Glauber, no Theatro XVIII
26/11 - Oxente, Cordel de Novo?, também no Vila
02/12 - Uma Puta de Respeito, no Teatro Moliére - Aliança Francesa

quinta-feira, 4 de novembro de 2004

:: C.O.R.R.E.S.P.O.N.D.Ê.N.C.I.A ::

Amigos do interior e da capital,

Estou naquele corre-corre para terminar o espetáculo: "Como nasce um artista sertanejo", que se apresentará na Programação do Teatro de Cabo a Rabo em dezembro. Mais uma vez, o Vila Velha sai na frente garantindo voz e lugar aos artistasdo interior!

É sempre difícil conceber e fazer um novo trabalho, colocando em cena, sobretudo, as narrativas,amores e dificuldades do artista e teatro interioranos, cada vez mais esquecidos pelas políticas públicas municipais e estaduais. O nosso fazer teatral perpassa por muitas questões, e não é simplesmente ensaiar um texto e fazê-lo sem compromisso algum. Ainda estou engasgado com muitos sapos e comparações entre Artista do interior x Artista da capital e toda essa falta de RESPEITO conosco.

Quer saber mais?
É só ver os seis espetáculos do interior que estarão juntos no Vila, na primeira semana de dezembro para perceber que nós do interior também produzimos e trabalhamos com o mesma qualidade e compromisso que qualquer artista, de qualquer lugar.Estamos aqui, resistindo com as nossas forças, derramando muito suor e sangue para fazermos a nossa arte, com dignidade, sem as anomalias e os trâmites afins, típicos de alguns artistas do nosso tempo.

Quem sabe, dessa vez, os nossos representantes culturais, aqueles que dominam as verbas estaduais, e não nos vê, apareçam por lá para nos olhar, olho no olho, e tenham a coragem de nos comparar e dizer que nós não existimos, que somos inferiores, limitados e inexpressivos, e que só servimos mesmo para absolver a cultura da capital em nossas cabeças e cidades tão caipiras e carentes de toda cultura tão rica e chique da capital, com os seus artistas e representantes mais famosos, mascarados e ilustres.

Evoeh!
A cobra vai fumar!

Marcelo Benigno
Vitória da Conquista- Grupo Caçuá de Teatro

segunda-feira, 1 de novembro de 2004

Tá com sede?

Temos observado que o público tem chegado bastante sedento ao teatro. Pelo menos é isso que nossa pesquisa tem mostrado, pois uma das sugestões mais recorrentes nas últimas semanas é a colocação de um bebedouro no foyer para matar a sede de quem chega. Pedido justo, afinal Salvador é uma cidade quente dos diabos. Agradecemos a sugestão, mas... não vai rolar.

Vejam só: já temos um bar para atender aos nossos espectadores e também precisamos manter ele funcionando. Entendemos que a temperatura sobe à medida em que o Verão se aproxima e deixa todo mundo morrendo de sede, mas na maioria dos lugares onde as pessoas vão para se divertir, a água, refrigerante e outros refrescos também são vendidos, né? E nossos preços aqui no Cabaré até que são camaradas.

Aí, pessoal, é lembrar daquele velho sucesso da Timbalada...