segunda-feira, 30 de agosto de 2004

PERFIL

Nome: Gilmar da Silva Gomes
Codinome: Gilmarzinho
Função: Auxiliar de Serviços Gerais
Tempo de Vila: 6 anos
Quantas vezes assistiu ao Cabaré da RRRRRaça: Muitas, muitas vezes.
Gostamos dele porque: É um bom camarada, prestativo e trabalhador.
Queremos matá-lo quando: Fala desesperadamente embolado e ninguém entende.
O que dizem sobre ele:
"Gilmar gosta é de graça!" (Jó)
"O problema de Gilmar é a tentativa de armação" (Marcio Meirelles)
"O Arlequim do Vila, servidor de vários patrões. Encrenqueiro, mas gente boa" (Rivaldo Rio)

Citação: "Ô Camilo, quando é que minha foto vai aparecer na internet?"

quinta-feira, 26 de agosto de 2004

[ Coisas pré-estréia ]

Ontem era dia de distribuir convites de Arlequim. Na verdade, na minha opinião, tava até um tiquinho atrasado, mas nada grave. Eu sei que produção, elenco e direção se confundem e à medida em que o dia D se aproxima, as coisas ficam caóticas. Mesmo que estejam relaxadas, as pessoas não dormem, estão envolvidas com detalhes pequenos e chatos, porém importantes. Como os envelopes para os convites, por exemplo!

Pois bem... Camilo me trouxe os envelopes. Nos primeiros convites, sacamos que havia algo errado. Os tais envelopes eram no tamanho EXATO dos postais. Às vezes ligeiramente menores, inclusive. Aí, haja técnica pra envelopar esses convites. Cogitamos vaselina, KY, manteiga... Qualquer coisa valia para aqueles convites escorregarem pra dentro com maciez e velocidade. Afinal de contas, como não podia deixar de ser, tínhamos que fazer isso rápido, porque Mazinho - nosso super-officeboy - ia sair logo.

Não deu tempo, mas envelopamos tudo que precisávamos. Para celebrar um final feliz, Vinício foi fazer as entregas. Só esqueceu de levar o protocolo...

Juliana Protásio

segunda-feira, 23 de agosto de 2004

É DIREITO DO AUTOR!

Na próxima terça-feira, dia 31, acontece mais um Fala Vila para o debate de um tema atual e espinhoso: o direito autoral. A questão é relativamente recente no campo legal brasileiro, mas tem gerado muita polêmica, principalmente na área musical, na qual artistas, gravadoras e público trocam tapas por causa de valores materiais e simbólicos.

Mais perto a gende diz mais coisa. Por enquanto, vá se agendando: dia 31/08, às 19 horas. As inscrições são gratuitas e você faz pelos telefones 264-4262 ou 264-9002.

quinta-feira, 19 de agosto de 2004

Auto-retrato se despede do público



E vai chegando ao fim a temporada do espetáculo em comemoração aos 40 anos do Vila. Auto-retrato aos 40, montado para celebrar o espírito coletivo dos artistas que desde 1964 mantém de pé este teatro, tem sido um verdadeiro sucesso entre o público. Agradecemos a presença de todos e ficamos felizes pela calorosa acolhida por parte de toda a sociedade.

As pessoas têm comparecido espontaneamente ou atendendo ao convite feito através da mala-direta impressa. Sim, enviamos uma grande quantidade de convites ao público reincidente, aquele que vem com freqüência ao Vila e se cadastrou para receber nossas novidades em casa. O Teatro Vila Velha, em reconhecimento à importância do suor e do trabalho do artista evita a distribuição de cortesias e acredita na valorização do ingresso. Sabemos que o acesso à arte é difícil para todos, por isso criamos alternativas promocionais - como o passaporte, os bônus e o projeto Tomaladacá para os grupos comunitários. A comemoração dos 40 anos, porém, é um momento especial e por isso convidamos tanta gente para fazer parte desta festa.

Auto-retrato aos 40 fica em cartaz somente até dia 22. Sex/Sab (21h), Dom (20h). Aproveita que só tem mais essa semana!

Além disso... agende-se!

Noites Flamencas - Paixões, aromas, dança e sons da Espanha. Qui (20h)
Homem não entra... Só se fizer um agrado - Mulheres que pintam e bordam em cena. Sex/Sab (19h).
H2O ? Uma fórmula de amor - Amor e humor no fundo do mar para a criançada. Sab/Dom (17h).

terça-feira, 17 de agosto de 2004

PERFIL



Nome: Juliana Protásio
Codinome: Darla!
Função: Assessoria de imprensa
Tempo de Vila: Um ano e um trocinho
Quantas vezes assistiu ao Cabaré da RRRRRaça: Cremos que o suficiente...
Gostamos dela porque: Não nega trabalho (como não gostar?) e tem um grande coração.
Queremos matá-la quando: Passa hooooras indecisas com questões simples, ou detalhes dispensáveis.
O que dizem sobre ela:
"Darla! Darla! Darla!" (Marcio Meirelles)
"Ah, ela trabalha tão concentrada ali no cantinho dela, toda quietinha, que as vezes eu até esqueço que ela está ali" (Dona Val)
"Ela é tudo!" (Danilo Bracchi)

Citação: "Fantárdigo!"
O.VILA.NÃO.PÁRA.NÃO.SINHÔ

Uma coisa atrás d'A Outra

Esta semana encerramos a temporada de Auto-retrato aos 40. Quem ainda não viu ou pretende rever só tem até esse domingo, dia 22. Ninguém se engane que depois de Auto-retrato o palco do Vila não fica vazio! Tudo bem que quando 80 pessoas saem de cena a saudade é maior... Mas logo no final de semana seguinte estréia Arlequim servidor de dois patrões, d'A Outra Companhia de Teatro. Uma comédia divertidíssima, adaptação do texto do italiano Carlo Goldoni com referências regionais nordestinas. A direção é de Vinício Oliveira Oliveira, o mesmo de A Pena e a Lei.

Viladança
O pessoal do Viladança praticamente sai do palco e entra direto no ônibus para excursionar pelo interior baiano. Dias 26 e 27 o grupo passa por Jequié, e nos dias 28 e 29, por Vitória da Conquista. O que eles vão fazer lá? Apresentações de Sagração da Vida Toda e dar oficinas de dança. E como esses dançarinos parecem ter bicho carpinteiro dentro das malhas, eles já preparam uma estréia para outubro: Da ponta da língua à ponta do pé. É a primeira aventura infanto-juvenil do Viladança e, como se não fosse bastante, nessa montagem, o grupo aprofunda suas relações com a linguagem teatral. Esperem só!

Vilavox
Também em ritmo de novidades, retomando suas atividades depois da participação no Auto-retrato, o grupo prepara sua própria viagem no tempo. Primeiro de Abril é o nome da próxima montagem do Vilavox, com estréia prevista também para outubro. Neste espetáculo, o ano de 1964 - aquele que mexeu definitivamente com a história do Brasil - é passado em revista, relembrando os fatos e seu impacto na vida dos brasileiros. Quem assina o texto é Gordo Neto e o elenco deve contar com atores convidados da Companhia Teatro dos Novos.

Novos Novos
Como outubro é o mês dedicado às crianças, essa turminha é privilegiada na programação do Vila, com a estréia de mais um espetáculo direcionado a ela: Alices e Camaleões. Em cena, as crianças e adolescentes da Cia. Novos Novos vivem aventuras num reino encantado, onde seus habitantes são dominados por um terrível tirano. Nessa luta pela liberdade, a peça mostra as transformações e mistérios das crianças...


quarta-feira, 11 de agosto de 2004

Imagens e palavras...


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Auto-retrato aos 40
Burburinho de bastidor



Foto: Márcio Lima

Estive aqui na apresentação de Auto-retrato da última sexta. Assisti o espetáculo aos pedaços, porque na verdade estava aguardando uma equipe de reportagem que acabou não aparecendo. Acontece... Acabei vendo um aspecto bastante divertido dessa montagem: o que acontece quando aquele povo todo não está em cena, mas se locomovendo pelas dependências do teatro para aparecer nos pontos mais absurdos e improváveis do palco.

Quando a gente assiste à peça, não faz idéia do que acontece fora da cena. Nem é pra fazer mesmo, porque o espetáculo concentra as atenções... Mas a coisa é bem curiosa. Primeiro porque a estrutura do Vila - e de Auto-retrato - exige que o elenco fique transitando por uma imensa área para passar de um ponto a outro longe dos olhos do público. Aí o que se vê por detrás das "cortinas" é o povo na correria por áreas onde os funcionários trabalham no dia-a-dia. E se você pensa que fica todo mundo quietinho, atento aos sinais para entrar em cena na hora certa, engana-se! O povo fica fazendo piadinhas, batendo papo, é um pequeno recreio. Todo mundo ligado no que está acontecendo, mas nada de tensão ou dura disciplina. Bárbara(Viladança) brinca até que dava para fazer um lanchinho. Chica aproveita para ler uns documentos, outros artistas bebem uma água. E até rola algum namorinho nos bastidores...

É um troço muito engraçado esse de topar com gente de figurino fora do palco. Dá uma sensação de estar encontrando com seres imaginários na vida real. Somente o calor e o cheiro de suor põe no chão os pés dessas criaturas e deixam claro que são gente. As pessoas ficam imbuídas de uma energia diferente quando estão em cena. É uma vibração mais forte, uma onda que extrapola seus corpos.

Seria um documentário interessante esse "off" do Auto-retrato aos 40...




Juliana Protásio

terça-feira, 10 de agosto de 2004

Gentileza

"Teatro dá trabalho. Isso eu venho aprendendo no Vila Velha. Até agora é o que me parece. Requer esforço, boa vontade, perspicácia, uma dose de loucura e uma série de outros ingredientes indispensáveis como os que nos conta o Auto-Retrato. Manter o teatro em pé, funcionando bem e dignamente é uma batalha de ontem, de hoje e de sempre.

É um esforço que só pode ser compensado pela satisfação de estar fazendo algo em que acredito. Outras recompensas vêem a calhar, mas nada supera a consciência de se estar fazendo a coisa certa. Fazer o que você está afim de fazer.

Por esse e por outros motivos, um olhar para fora da nossa trincheira me emocionou bastante. Fui ao Teatro Dias Gomes assistir ao espetáculo "Ai, Meu Santo Antônio", dirigido por Rai Alves. Antes do espetáculo, o diretor anuncia à platéia: 'o Espetáculo de hoje é dedicado aos 40 anos do Teatro Vila Velha!'. Ao abrir o programa do espetáculo, vi que dentro estava sendo distribuído, a agenda bimensal do Vila. No texto apresentado, outras montagens em cartaz também foram citadas.

Essa solidariedade sem aviso, feita sem pedir nada em troca, me pegou de surpresa. Me fez sentir uma coisa tão diferente que eu quase nem lembrava mais que existia. Sei nem o nome disso. Voltei pra casa repetindo: Que legal, isso. Muito legal. Pensei: A gente podia usar o informativo para retribuir o favor. Eles não pediram. Mas não custa nada. Ou não tanto que não possa ser feito."

Fica aí:

"Ai, Meu Santo Antônio" - Resultado da Oficina de Teatro do Sindicato dos ComerciáriosAos Sábados e Domingos às 20h30 até o final de AgostoTeatro Dias Gomes (Nazaré - Ao lado do Colégio Central).

sexta-feira, 6 de agosto de 2004

+ C.O.R.R.E.S.P.O.N.D.Ê.N.C.I.A
(eu disse que esse tal Auto-retrato rendia!)

Salvador, 3/8/2004

Senhores responsáveis por Auto-retrato aos 40,

Tendo assistido ao espetácuko no sábado passado, dia 31/7/04 no Teatro Vila Velha, estou escrevendo para dar-lhes os parabéns por ser uma diversão tão importante quanto educativa e cultura. Marcou bem a minha estréia na platéia de Salvador.

De uma forma histórica e agradável, unindo três artes em uma só representação, o elenco de adultos e crianças s0ube emocionar a todos nós com o seu desempenho.

Parece que fui presenteada com o coquetelservido depois e lamento a falta de tempo para poder ter um contato maior com os atores dessa companhia.

A hora já adiantada nos levou embora porque não havia condução para um retorno tranquilo ao hotel no Rio Vermelho.

Esperando encontrar outra oportunidade de vê-los em sua cidade ou, quem sabe, assistir na cidade do Rio a um espetáculo desses outra vez, agradeço a atenção dada ao público.

Suely - Professora (RJ)

Ih, que mico! Erramos!

No post anterior - que também foi enviado por e-mail para quem recebe nosso informativo - o nome da atriz que interpreta Olga Maimone em Auto-retrato aos 40 foi errado. Pedimos desculpas a Rejane Maia (na foto por Márcio Lima), querida veterana do Bando de Teatro Olodum, cujo sobrenome foi acidentalmente trocado por "Alves".

Fica aqui a correção e uma homenagem.

Juliana Protásio

quarta-feira, 4 de agosto de 2004

À moda da casa

Depois de dois meses - que passaram voando - de dedicação de todo o teatro, o espetáculo Auto-retrato aos 40 estreou no último final de semana, num clima de festa e recordação. Esperávamos até alguma confusão, mas não houve, ainda bem. Reinou a serenidade e a emoção tomou conta de quem estava no palco e na platéia. Convidados ilustres, como Carlos Petrovich, Carmem Bittencourt, Mário Gadelha, Maria Manuela, Maria Adélia e Normalice Souza e o Ministro da Cultura, Gilberto Gil, sentiram-se em casa e puderam conferir um belo espetáculo.

Nos discursos que marcaram o aniversário, a homenagem ao Vila, o registro de sua importância para a nossa cultura. E prestação de contas também! Marcio Meirelles, em nome de toda a equipe do Vila, abriu os números da casa para quem quisesse ouvir. Era uma festa em família, por isso tamanha intimidade...

Os comentários sobre o espetáculo têm sido elogiosos, por parte do público e da imprensa também. As pessoas que viveram algumas das situações retratadas na peça se surpreenderam com algumas semelhanças, como a interpretação da atriz Rejane Maia(Bando), no papel de Olga Maimone. Alguns artistas comentam a força política da montagem...

E agora a festa continua. O espetáculo fica em cartaz até 22 de agosto e esperamos que todos venham participar desta celebração. O público é nosso convidado de honra, porque o Vila foi feito para vocês.

terça-feira, 3 de agosto de 2004

C.O.R.R.E.S.P.O.N.D.Ê.N.C.I.A
(esse tal Auto-retrato rende...)

E ai, meu povo do Vila??

Rapazzz...esse Auto Retrato quase me mata do coração! Só pra vcs terem noção, na primeira batucada da galera na primeira cena da peça, eu já tava me afogando em lágrimas!! Foi uma emoção muito forte... Ainda mais para quem participou e acompanhou uma boa parte dessa trajetória do Vila como eu.

Lembro com muito carinho da minha primeira peça que fiz no Vila "A casa fechada" com figuras lindíssimas como Petrô, Fulco, Zeca, Jorjão, dentre outros! Foi um grande prazer para mim.

E o "Meia Tarde se Improvisa", então? Hahahahaha! A minha grande parceria com Buiú agitando as matinês de domingo para as crianças (sem falar que éramos duas crianças tb, né? E hoje em dia Buiú já é pai, fale sério!!!)

Bom, essas são algumas das milhões de lembranças lindas que tenho desse teatro que, inclusive tive a oportunidade de viver ainda mais um pouco da sua realidade trabalhando lá dentro com muitas pessoas legais! Tenho muita saudade de estar ai perto, todas as tardes, trabalhando, me divertindo e crescendo como pessoa e profissional.

Saudadessss!! Beijão, meu povo!

Juliana Valente (sempre estagiária!)

segunda-feira, 2 de agosto de 2004

S U G E S T Ã O
Chegou um emelho no blog@teatrovilavelha.com.br, do Fernando Barcellos, com o seguinte texto:
O Brasil é foda cara, pô, parece sacanagem o que acontece, a cada coisa bacana ou a cada coisa ruim que acontece, basta passar uns 2 dias e pronto, todo mundo ja esqueceu, e por isso que escrevo pra vocês, e dar uma ideia de um movimento artistico que se levasse o nome de curta nossa memoria curta, que tal relembrar os maiores sussesos do Vila e os fracassos também, façam suas apostas e vamos ver quem lembra e consegue botar em prática,
beijo
A mensagem chegou dia 28 de Julho, mas só publicamos hoje, porque... Porque a gente esqueceu.


Foto: Márcio Lima


A estréia foi feroz. Muita gente na platéia, muita energia em cena. Luzes muito bonitas, cada grupo desempenhando uma função clara e orgânica no espetáculo: Vilavox para cantar, Viladança para dançar, o Bando representanto o povo, os Novos Novos pela pulsação da história e a Companhia Teatro dos Novos, o movimento da cena. Épocas e épocas passadas a limpo numa encenação. A voz política do Vila evidenciada, a ideologia da independência e da arte em primeiro lugar. Tempos passados, simpatia do público, da sociedade baiana, a luta diante das mil e uma dificuldades que enfrentam os artistas. No palco, uma goteira real tornava ainda mais vivo o retrato. Nada que roubasse a cena, apenas um detalhe para lembrar que o que se passa por aqui não é sonho.

É uma verdadeira glória ver tudo pronto e tão bonito e cheio de vida. Foi muito pouco tempo para fazer tudo e ainda sem recursos, porque os patrocínios - que não deixaram de ser importantes - só chegaram nas últimas horas. Em alguns momentos, parecia que não ia dar, que o desafio era grande demais, mas ninguém esmoreceu. Com os braços de todos, a gente cooperando de todos os lados, tudo caminhou até o fim. Um final feliz, diga-se de passagem. Não um happy end insosso roliudiano, mas um desses finais grandiosos, que mobilizam as pessoas.

O espetáculo está em cena. Uma multidão de branco esvoaçante. O som estrondoso da bateria. A música. A emoção. É a história do Vila, bem conhecida por quem está aqui dentro fazendo este cotidiano, e que merece ser contada para você que está do outro lado da tela, na platéia e que se importa. A temporada vai até o dia 22, mas as comemorações continuam, porque 40 anos não são 40 dias, ainda mais nesta época em que as coisas perecem tão fácil. 2004 é um ano de percalços, como tantos outros, mas também é um ano de festa. A gente não pára. E agosto é um mês que promete!


Juliana Protásio