quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O Campo de Batalha estreia em Salvador


O novo espetáculo do premiado dramaturgo baiano Aldri Anunciação, dirigido por Marcio Meirelles, estreia este mês em Salvador, no Teatro Vila Velha, depois de passar por São Paulo, BH, Brasília e Rio de Janeiro e colecionar elogios do público e crítica do país.



foto Marcio Meirelles

A falta de água potável no planeta deflagra o início da Terceira Guerra Mundial e durante o combate acontece o inesperado: uma crise na indústria de munição paralisa a guerra. Enquanto aguardam ordem para retomar o confronto, dois soldados inimigos se aproximam no front e passam a analisar as razões que levaram seus países ao conflito. Este é o mote de O campo de batalha que estreia temporada em Salvador no próximo dia 25 de setembro, às 20 horas, no Teatro Vila Velha.

Muito aplaudida pelo público e crítica do país, a peça estreou em janeiro de 2015, em São Paulo, e logo depois circulou por BH, Brasília e Rio de Janeiro. “Estreamos Namíbia,Não! na Bahia e depois percorremos o Brasil. Desta vez quis inverter a experiência e trazer um espetáculo mais amadurecido para o público de Salvador”, comenta Aldri Anunciação, autor dos textos Namíbia,Não! e O Campo de Batalha.

No elenco, além de Aldri, o ator Rodrigo dos Santos. A direção geral é de Márcio Meirelles, com codireção de Lázaro Ramos e Fernando Philbert. Na equipe técnica, o iluminador Jorginho de Carvalho, cenário e figurino de Nello Marrese, sonorização de Tato Taborda e projeções visuais de Rafael Gallo.

Desde que teve acesso ao texto de O Campo de Batalha, Márcio Meirelles reservou um espaço em sua agenda atribulada para atender ao convite de Aldri, que o queria na equipe deste projeto. Criador do Bando de Teatro do Olodum e diretor do Teatro Vila Velha, Meirelles assumiu a direção geral do espetáculo. Para ele, trata-se de uma guerra que a gente vive. “A peça apresenta a situação de uma forma didática, Brechtiana. O texto está ali com todas as chaves. É só abrir”, completa.

O Campo de Batalha acontece a partir de uma realidade hipotética, chamada “hiato de guerra”, ocasionada pela falta de munição. Quando os dois soldados inimigos se encontram, mas não podem se atacar, a Voz do Autofalante, gravada pela atriz Fernanda Torres, monitora-os ao longo dos 70 minutos, dando à história rumos surpreendentes. A disputa bélica é apenas metáfora, provoca reflexões sobre as questões contemporâneas da sociedade, da espetacularização do viver às reais causas de manipulação mundial. As projeções de fundo de palco marcam a passagem do dia, noite e madrugada. “A peça se desdobra na inação. É uma brincadeira, uma crítica aos inimigos institucionalizados, uma proposta para entender se realmente são inimigos ou se isso é fruto de uma manipulação”, explica o autor.

 
SERVIÇO
Estreia 25 de setembro, às 20 horas
25/09 a 18/10 // sexta e sábado 20h // domingo 19h
R$ 20 e 10
Teatro Vila Velha
Classificação indicativa 14 anos

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