quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cine Vila exibe os filmes "Ser Tão Cinzento" e "Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now"



 

Na próxima segunda-feira, 14 de julho, às 19h, acontece a segunda edição do Cine Vila. Desta vez, o cineclube do Teatro Vila Velha, lançado em junho, em parceria com a 3a Bienal da Bahia, recebe o diretor Henrique Dantas para um bate-papo após a exibição do filme Ser Tão Cinzento (2011), de sua autoria. O documentário, premiado no festival de internacional de documentários É Tudo Verdade e no Festival de Brasília, recria a memória do filme Manhã Cinzenta, do cineasta Olney São Paulo, sobre o período da ditadura militar. O curta une imagens originais de Manhã Cinzenta com diferentes memórias nas vozes dos entrevistados que assistem ao filme 40 anos depois de sua realização.

Será exibido ainda Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now (2012), de Ninho Moraes e Francisco Cesar Filho, que apresenta um novo olhar sobre um dos movimentos mais importantes da história da cultura brasileira, o Tropicalismo. A entrada é gratuita. 


Sobre Ser Tão Cinzento

Ser Tão Cinzento, curta premiado no É Tudo Verdade e no Festival de Brasília em 2011, conta a história da perseguição política, por parte da Ditadura Militar no Brasil, contra Olney São Paulo, a quem Glauber Rocha chamava de “mártir do cinema brasileiro. A partir da projeção de Manhã Cinzenta (1969), uma das mais marcantes obras de Olney, nas paredes de uma construção em ruínas com elementos do cenário que remetem à tortura, o filme traz depoimentos de Orlando Senna, Silvio Tendler, José Carlos Avellar e Luis Paulino dos Santos, entre vários outros entrevistados, que falam sobre as filmagens de Manhã Cinzenta e sobre as circustâncias em que Olney foi perseguido, preso e torturado, vindo a falecer em 1978, vítima de um longo processo de abusos perpetrados pelo regime ditatorial civil/militar que vigorou por mais de 20 anos no Brasil.

Sobre Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now


Documentário lítero-musical, que mixa entrevistas, shows, intervenções artísticas e atores em pequenos esquetes. No emblemático Teatro Oficina, o músico André Abujamra promove uma releitura das músicas do Tropicalismo intercaladas com depoimentos de Gilberto Gil, José Miguel Wisnik, Laymert Garcia dos Santos, Claudio Prado, Celso Favaretto e Marcelo Ridenti. Uma visão a partir da era digital para as ousadas propostas dos artistas que revolucionaram a arte e a cultura brasileira no final dos anos 1960 e que influenciou gerações no Brasil e no mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário