quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Márcio Meireles participa de encontro internacional em Cabo Verde


O diretor teatral Márcio Meirelles participa, entre os dias 5 e 12 de setembro, do I Encontro Internacional de Programadores de Artes Cênicas, na cidade de Mindelo, em Cabo Verde. O convite decorre dos inúmeros festivais de artes cênicas desenvolvidos pelo Teatro Vila Velha, ou acolhidos pela casa, ao longo de sua história. Além disso, Meirelles irá acompanhar a montagem de A Tempestade, de Shakespeare, adaptação em idioma crioulo (uma das línguas de Cabo Verde). A montagem é dirigida pelo encenador português João Branco e faz parte de sua tese de doutoramento, da qual Meirelles é um dos orientadores.

O diálogo com as artes cênicas, em âmbito mundial, faz parte do cotidiano do Vila. Diversas atividades de intercâmbio são desenvolvidas em articulação com países como Argentina, Cabo Verde, Chile, Escócia, França, Inglaterra, Japão, Polônia, Portugal, São Tomé e Príncipe, só para citar os mais recentes. Entre os artistas e entidades internacionais que atuam em conexão direta com o Vila Velha, destaca-se o mestre de butoh Tadashi Endo, o maestro francês Jean-Jacques Lemêtre, do Théatre Du Soleil, a Cena Lusófona, Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, e a Royal Shakespeare Company, de Londres. 

A intenção dos organizadores do evento é permitir aos programadores contato direto com a realidade teatral de Cabo Verde, já que em paralelo ao Encontro Internacional acontece o Festival Internacional de Teatro Mindelo – Mindelact 2013. De acordo com os organizadores, a iniciativa faz parte da política cultural do Ministério da Cultura de Cabo Verde na busca pela internacionalização de sua vida cultural. O encontro também tem um caráter de rodada de negócios entre representantes de diversos países em busca de intercâmbio artísticos e culturais.

Márcio Meirelles não esconde a expectativa de assistir à montagem de A Tempestade, realização que contou com sua colaboração e orientação. “Vamos mais uma vez ao encontro da cultura africana reafirmando a identidade cênica que nos une”, conclui.

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