sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Encontro de Investigação Coreográfica (EIC) no Teatro Vila Velha

Começa hoje, às 20h, a 2ª edição do EIC - Encontro de Investigação Coreográfica composta por criações inéditas de cinco integrantes do Núcleo Viladança: Jorge Oliveira, Sérgio Diaz, Bárbara Barbará, Leandro de Oliveira e Janahina Cavalcante. As coreografias serão apresentadas todos os dias até o domingo (04/12) na Sala Principal do Teatro Vila Velha.

O EIC, idealizado pela diretora Cristina Castro e lançado em 2007, tem como objetivo central incentivar e produzir novas pesquisas coreográficas, aquecendo o mercado da dança contemporânea com uma nova safra de criações baianas. Na sua primeira edição, reuniu seis coreografias: “Xposições” (Sérgio Diaz), “O Mas no Entendido” (Leandro de Oliveira), “Esperar ou... Aguarde sua Vez” (Janahina Cavalcante), “Partida” e “Um Minuto para Não Pensar” (Bárbara Barbará) e “Despedidas.” (Ricardo Fagundes), e consolidou o projeto como referência de atividade dentro do próprio Núcleo Viladança.

O resultado final das pesquisas é apresentado em conjunto, em três noites de espetáculo, com obras de até 15 minutos de duração, entre elas solos, duos ou trabalho em grupo.

“Alice tem a ver com isso...” (Jorge Oliveira)
...um pedaço de grama com um iluminado específico.
Uma floresta de ruídos, cinco corpos produzindo imagens soltas e em uníssono. Um recorte na realidade... O 1° momento de acordar do sono! Momentâneo, passageiro, recortado. De quem assiste. A dança... 12 minutos e 08 segundos, a procura de algo?! O movimento! Alice tem a ver com isso...

“Vamos criar lagartas” (Janahina Cavalcante)

“O corpo é o lugar fantástico onde mora, adormecido, um universo inteiro.” Rubem Alves

A metamorfose de uma lagarta em borboleta é de exemplar riqueza poética e estética. A lagarta se arrasta sobre seu próprio abdômen, a borboleta voa livre, a lagarta se oculta, a borboleta domina o cenário com sua presença. A lagarta e a borboleta não têm opção. Uma não pode deixar de evoluir e a outra não pode regredir. No entanto, podemos eleger para si mesmo a fortuna da lagarta de tecer transformações e, desta maneira, compreender o sentido das mudanças da vida para conseguir exaltar a possível borboleta que existe em nós.

"De onde pra onde..." (Bárbara Barbará)

Inspirado na música de Arnaldo Antunes “No fundo” trata-se da posição na qual nos encontramos no espaço-tempo e a relação com os outros a partir desta. Os encontros e desencontros que se estabelecem; os caminhos que se traçam; as direções para a qual nos leva.

“O Tic Tac” (Sérgio Diaz)

A coreografia foi inspirada no poeminha “tic tac” de Millôr Fernandes, onde brincamos com os tempos das pessoas e seus movimentos universais. A figura feminina realça essa simbologia “Tempo". O tempo de acordar, de se conectar, de se duvidar, de se amar, de se gastar... Esse "TEMPO" muitas vezes atemporal, surreal está ai. Então vivamos os tempos, pois como já disse alguém: "O TEMPO É DE NINGUÉM".

“Web Cam 01 – sexo, som e imagem” (Leandro de Oliveira)
A relação se estabelece num espaço virtual, não mensurável, não tangível, que rompe com as denominações antigas de “dentro” e “fora”. Um estado paradoxal no qual estando dentro, seguro, em casa, se está também fora, receoso, num mundo frágil e desconhecido. Uma relação sem toque, sem cheiro, onde a imagem, o ângulo, o recorte definem a relação e o grau de intimidade. O desejo de mostrar-se em partes, com ou sem rosto, oculto ou camuflado num outro modo de interagir com o mundo. O corpo em pedaços, desfragmentado, recortado em lances de si mesmo. A cada fragmento uma expectativa, uma vontade que alarga o desejo e abre espaço para projetar e fantasiar. O encontro com alguém que não é ninguém, que pode ser sentido sendo mal visto mesmo que bem visto, sem ser tocado ou cheirado. Em “Web Cam 01 – sexo, som e imagem” mergulhamos nesse universo impregnado por um desejo oculto, que não cabe no mundo real, social, entendido, permitido e discutido.

02 a 04/12 | sex a dom | 20h
R$ 10 e 5
Sala Principal

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