quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Encerrando ciclos em dezembro

Fim de ano chegando, 2010 se despede e finalizamos esse ciclo com a sensação de dever cumprido. 2010 foi um ano de grandes ações para o Vila. Recebemos grupos do interior, de outros países, algumas estreias aconteceram neste espaço, o nosso Ponto de Cultura deu um salto importante com a realização da I Mostra Audiovisual dos Pontos de Cultura da Bahia. Sem falar dos nossos grupos residentes e sua intensa produção!

O Núcleo Viladança realizou a 4ª edição do Festival Vivadança. O Bando de Teatro Olodum comemorou 20 anos com a estreia de Bença e ainda retomou o Festival A Cena Tá Preta. Já a Outra Cia de Teatro apresentou o espetáculo Moringa para crianças e adolescentes das redes públicas de ensino, estreou o espetáculo Mar Me Quer e fecha o ano preparando um novo espetáculo. A Cia Novos Novos já está com as mãos na massa para 2011, após mais uma edição do Vilerê, o mês da criança no Vila. A Cia Teatro dos Novos levou Divorciadas, Evangélicas e Vegetarianas para outro teatro da cidade, ampliando as fronteiras do Vila.

Desejamos a todos um novo ano de muitas realizações e que possamos ver e receber novas estreias, montagens, mostras, festivais, musicas, encontros... O Vila está aberto e esperando por todos em 2011!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Nova Ministra da Cultura

BRASÍLIA - Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira, 20, a ex-diretora de Música da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Ana Buarque de Hollanda, para assumir a pasta da Cultura em seu governo. A presidente eleita está fechando os últimos nomes para a conclusão de sua equipe ministerial.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ana-buarque-de-hollanda-assume-cultura-no-governo-dilma,656140,0.htm

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Visita no Teatro Vila Velha

Um clique rápido no cineasta e jornalista Orlando Senna. Ele veio dar uma entrevista para a TV UFBA. A escolha do lugar foi dele. Pediu pra que fosse aqui pela importância que o Vila tem na sua vida.

Ficamos felizes. Sinta-se em casa e volte sempre!

Higienização do Acervo


Luvas, jalecos, toucas, máscaras, óculos, pincel, algodão, borracha, bisturi e muitos papéis. Estes são os itens necessários para que a equipe do Centro de Documentação e Memória higienize os documentos do Acervo.
O Trabalho é manual e cada documento tem uma especificidade. Quando tem grampo é necessário fazer a remoção dele e da ferrugem que fica ao redor. Para remover a poeira e fazer a higienização completa passa-se o pó da borracha branca no papel, depois o algodão e por fim retira com o pincel.

Em breve, o público terá acesso a um rico acervo que envolve fotos, catálogos, cartas, notícias, textos teatrais e cartazes.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Peripécias do Bando de Teatro Olodum no Rio de Janeiro


Na recente estadia no Rio de Janeiro para apresentar o espetáculo Bença, o Bando de Teatro Olodum aproveitou para explorar a cidade, rever amigos e curtir também. Pelo menos é o que dá para perceber com as fotos de Jorge Washington que estão postadas no Facebook. A Cidade Maravilhosa abriu os braços para o Bando e seu espetáculo, mas não dá para não aproveitar as belezas do Rio, vocês concordam?

Na temporada de Bença no espaço Tom Jobim, a atriz Ruth de Souza emocionou todo o Bando com seu depoimento sobre o espetáculo. "Assistir vocês do Bando me remete aos meus dezessete anos quando comecei no teatro Experimental do Negro, ... lembro que o negro não podia entrar no Copacabana Palace, que fomos impedidos de apresentar no Teatro Glória. Hoje eu vejo vocês no palco com toda essa energia, me vem a certeza de que nossa luta não foi em vão", afirma a atriz.

O grupo proseando e se divertindo em algum boteco. Olha o sorriso de Auristela!


Um clique com Regina Casé!



Ê Bahia que não sai do pensamento! Rolou até uma moqueca! Hummmm...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Udi Grudi e o Circo-Teatro em O Cano


O espetáculo ainda ía começar e as crianças já disputavam os lugares da frente. O teatro estava cheio e colorido, do jeito que só fica quando está com muitas crianças.

- Será que vai ter palhaço? Pergunta uma das meninas que sentaram na frente. Afoitas, tentavam descobrir para que tantos canos estavam espalhados pelo palco e qual seria a história que aquele espetáculo iria contar desta vez.

- A tia (era eu!) disse que parece que vai ter palhaço. Disse a outra menina, com os cabelos cacheados.
- Você está anotando o quê?_ Pergunta a primeira menina.
- Vou escrever sobre a peça. _respondi (e ri, claro).

As mães das meninas sentadas na frente conversavam sobre outros espetáculos infantis que assistiram no Vila, inclusive quando eram crianças. O teatro lota e as luzes se apagam, é hora de virar pra frente e prestar atenção.

O espetáculo começa e logo noto que existem, no palco, muitos instrumentos feitos de materiais recicláveis. Azulejos que dão ritmo à La Cucaracha, canos, tonéis, garrafas, latas...tudo vira música. Em um determinado momento, a menina que conversava comigo sobre palhaços faz outro comentário:

- Legal né? Tá bonito. Um bocado de cano. Dava para fazer uma ótima cabana, não é?

E eu me lembrei das minhas brincadeiras de criança, quando eu usava materiais abandonados das construções perto de minha casa para fazer cazinhas e brincar com minhas amigas. "O Cano" não tinha muitas falas, mas sons, barulhos engraçados e brincadeiras chamavam atenção das crianças na plateia, que participava animada, gritando para os atores que "a bomba ia explodir" ou que "a flor ía morrer, de tanta água".

Os instrumentos são todos feitos por Márcio Vieira, integrante da Udi Grudi, companhia que faz o espetáculo. Segundo o próprio Márcio, foram necessários seis meses para montar a peça, em 1998. O dia de ontem era especial pra Udi Grudi: era o aniversário de "O Cano". Teve até bolo de chocolate. Além disso, as crianças puderam brincar com todos os instrumentos que estavam no palco. O que fizeram por quase meia hora, é claro.

"O Cano" é um espetáculo para crianças e adultos. Ontem foi o último dia do espetáculo aqui no Vila. Quem sabe eles voltem e tragam mais instrumentos diferentes para incitar a criançada à criar brinquedos diferentes e se divertir, como um dos atores disse: "deixando a linda televisão de casa pra lá".

Oficinas de Verão - Escolha a sua!


Em janeiro, o Teatro Vila Velha realiza as já tradicionais Oficinas de verão. Para adultos e crianças: teatro, canto, percussão, dança, fotografia e muito mais. Ao final dos cursos, os alunos apresentam o resultado do trabalho em uma grande mostra que reúne todas as turmas.

Inscrições no Teatro Vila Velha, de segunda à sexta das 14h às 18h até dia 23/12 (10% de desconto). Dúvidas (mesmo horário de inscrição): 3083-4616 ou oficinasvilaverao@gmail.com
www.teatrovilavelha.com.br

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Outra em Recife

Já sabemos que o grupo A Outra Cia de Teatro participou do XIII Festival Recife de Teatro Nacional, noticiamos aqui dias antes da viagem. Eles já estão de volta e a animação estava tão grande no Facebook dos atores que não podíamos deixar de postar aqui.
Como conta Júnior, foi tudo muito proveitoso. Contatos foram feitos, o Teatro Hermílo Borba Filho estava lotado, o público saiu satisfeito e pra fechar com chave de ouro, teve até uma critica sobre o espetáculo. Confere aí!
Beliscar a ternura (Valmir Santos)
A escrita de Mia Couto prima pela organicidade com que cria espaços simbólicos e neles assenta o leitor. Em Moçambique, ele é um interlocutor recorrente do teatro. Seus contos e romances têm boa acolhida nos palcos de outros países de língua portuguesa, sejam africanos ou ibero-americanos. O Festival Recife recebe A Outra Companhia de Teatro, um dos grupos residentes do Teatro Vila Velha, de Salvador, que transpõe para a cena a narrativa breve de mesmo nome: Mar me Quer. A adaptação e direção de Luiz Antônio Jr. consagram a musicalidade das palavras do autor ao duplicar as vozes dos personagens, Zeca Perpétuo e Luarmina, abrir transversais para cantigas populares e brincar com os gêneros, tempos e relatos da fábula.
Brincar é um verbo que não barateia. Ancora o jogo que demanda dos quatro atores atenção global na semiarena de espectadores que os envolve. Eddy Veríssimo, Luiz Buranga, Manuel Santiago e Roquildes Júnior demonstram sintonia nas mutações de papéis, no olho a olho da proximidade com o público, nas mutações do canto a capela, na miudeza da percussão sonora simultânea à ação e à narrativa. Dão a ver e ouvir que se apropriaram da pesquisa que enunciam.
Um desnível conjuntural na interpretação do texto e na incorporação de suas imagens, porém, arrefece a histórica de amor de estrutura e ritmo épicos – cantada e falada. A polifonia textual, espacial, temporal e interpretativa atinge tal grau de elaboração em Couto que parece imprescindível uma densidade existencial do elenco. Zeca Perpétuo, Luarmina e os redivivos Celestino e Agualberto transitam territórios presentes e antepassados, sabedorias de vida do velho à criança, de marcas do corpo e da alma que as atuações nem sempre correspondem tecnicamente.
Para além da mimese à qual recorrem com sutilezas, talvez coubesse aos atores/narradores aprofundar a figura do griô, a aura espiritual do mestre numa roda em que a memória é acessada por meio da oralidade. É mais complexo fazer isso dentro da corajosa proposta d’A Outra Companhia, em que outros níveis de escrituras estão em relevo. Aos signos verbal e corporal, preponderantes, somam-se os objetos não-convencionais transformados em instrumentos musicais ou materializados numa passagem ou outra; os dois aparelhos de rádio portátil que desenham espaçamento genial das palavras entre emissor e receptor; ou ainda a cena em que o espectador toma uma folha de papel em mãos para ler um trecho, momento em que a encenação promove um retorno coletivo ao livro como fonte seminal do projeto. Pois é também aqui que a ideia não se completa plenamente porque o ator transparece insegurança no ato da leitura de fora para dentro, não de dentro para fora justo na interação objetiva com o público.
De qualquer modo, o espetáculo desses artistas “belisca a ternura”, como escreve Mia Couto, com uma faixa de vibração poética digna do universo do autor. Não é pouco.

Mostra de Ballet do Núcleo Viladança

Durante o segundo semestre de 2010 a bailarina e professora Janahina Santos ministrou a oficina de Ballet do Núcleo Viladança. Ao longo desse período, 21 garotas com idade entre 07 e 10 anos iniciaram-se no balé. Desde o dia 16 de agosto, as garotas vêm ocupando a Sala João Augusto, garantindo a continuidade na proposta de iniciação e ensino do ballet para essas crianças. Algumas delas estão desde a primeira turma e o Núcleo já se prepara para em 2011 abrir duas turmas: uma para iniciantes e outra mais avançada.


A mostra vai apresentar o resultado final das oficinas, em uma (re)criação do universo infantil na relação entre a menina-bailarina e a menina-boneca.


Palco Principal

Dia 11/12 | Sáb | 10h

Grátis

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Homenagem a Makota Valdina, educadora e referência soteropolitana


No próximo dia 15 tem, aqui no Vila, a exposição fotográfica "A Cultura Negra e suas cidades: uma homenagem a Makota Valdina". As fotos estarão à venda para contribuir para os trabalhos sociais, culturais e espirituais realizados no Engenho Velho da Federação, onde Makota Valdina nasceu e vive. Homenagem mais que merecida, vocês não acham?

Clique aqui para saber mais sobre Makota Valdina.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Festival “Guarda-Chuva de Memórias – Histórias Escritas pelo Corpo” reúne coreografias da Escola de Dança da FUNCEB aqui no Vila


As realizações coreográficas mais significativas da Escola de Dança FUNCEB dos últimos quatro anos vão estar na grade do festival Guarda-Chuva de Memórias – Histórias Escritas pelo Corpo. A grande mostra acontece aqui do Vila nos dias 6, 7 e 8 de dezembro (de hoje a quarta). No total são 54 criações, além de sessões de vídeos e performances.

A diretora da Escola de Dança da FUNCEB, Beth Rangel, que também dirige e é curadora do festival, diz que a diversidade estética é a marca do evento, que contabiliza 516 dançarinos, entre alunos e professores, na interpretação das coreografias. “A diversidade do estudo do corpo que orienta as práticas pedagógicas da Escola é o que vai ficar evidente no festival, através das mostras que traduzem o diálogo do contemporâneo com matrizes culturais afrobrasileiras e presentes nas danças populares regionais”, assegura Beth.

Espécie de inventário dos processos, cruzamentos e diálogos criativos, o Guarda-Chuva de Memórias abriga cenas produzidas por integrantes dos cursos oferecidos gratuitamente pela Escola. O público vai contar com um cardápio variado de obras, que inclui Dora, trabalho produzido pela Cia. de Dança Infanto-Juvenil da FUNCEB, inspirada no folguedo do maracatu; Gregoriano, coreografada por Mestre King e dançada por seus alunos; Almejo, espetáculo premiado criado por Robson Correia, diretor, coreógrafo e dançarino formado em 2008 pela Escola de Dança; bem como criações inéditas de seis jovens formandos do Curso de Educação Profissional Técnico de Nível Médio.

Saiba mais: http://verd.in/4r7

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Fim de semana no Vila

O fim de semana é a parte da semana que normalmente tem início na noite de sexta-feira e fim na madrugada da segunda-feira. Nos fins de semana a maioria dos assalariados não trabalha e a maior parte das empresas não está em atividade. Ou seja, não tem nem desculpas para não vir conferir a programação do Teatro em algum momento. Confira o que vai rolar!


.:: BACAD – Estreia!
A Companhia Teatro da Queda apresenta no mês de dezembro Bacad, sua mais nova montagem, inspirada no rico panorama cultural da América Latina e que comemora cinco anos de atividades do grupo. O trabalho é baseado em ampla pesquisa de textos do escritor uruguaio Eduardo Galeano (As veias abertas da América Latina).

A peça é narrada em blocos, com a dramaturgia fortemente apoiada no trabalho de corpo dos atores, que nos trazem de volta sensações perdidas a respeito de nossa latinidade. A montagem parte da idéia de reconhecimento cultural para buscar nossas raízes históricas e compreender melhor a maneira como nos formamos enquanto povo. Entendimento que permite vivenciar melhor as relações com o mundo para continuar a escrever a História. O Vila aposta em novos talentos por meio do projeto O Que Cabe Neste Palco.

Mais informações: www.teatrodaqueda.blogspot.com

Palco Principal

De 03 a 19/12| sex, sáb e dom | 20h

R$ 10 e 5



.:: O Cano - Circo Teatro Udi Grudi

O Cano é um espetáculo cômico inspirado no número tradicional circense Excêntricos Musicais. Um espetáculo familiar, que encanta tanto o público adulto como o infantil. O espetáculo brinca com a relação entre a música, feita de maneira não convencional com instrumentos musicais alternativos, e o clown, aquele ser cômico poético que diverte e surpreende. São três palhaços que vivem situações absurdas e inusitadas. O espetáculo se desenvolve em uma metamorfose mágica, utilizando um repertório musical que vai do jazz a MPB, e técnicas circenses como malabares, fogo, acrobacias e palhaçadas.

Recebeu o prêmio The Herald Angel Award no Festival Fringe de Edimburgo em agosto de 2000, considerado o maior festival de teatro do mundo. Participa de inúmeros festivais e eventos em 11 estados brasileiros e em nove países em três continentes. Estreou em 1998 com recursos do Prêmio Aluísio Batata.

O elenco é formado por Luciano Porto, Marcelo Beré e Márcio Vieira. Marcelo e Luciano são fundadores do Circo Teatro Udi Grudi, que há dezessete anos faz o público rir sob lonas, em teatros, escolas e ruas de Brasília. Na direção está Leo Sykes, diretora inglesa de teatro e cinema que realiza seu primeiro trabalho no Brasil. Leo trabalhou cinco anos como assistente de Eugenio Barba do Odin Teatret, tendo participado de montagens como Kaosmos, apresentado em Brasília, e Teatro Mundi. Em cinema dirigiu o curta “Conto de Duas Cabeças” exibido hors-concours na Mostra 16mm do XXXI Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Palco Principal

De 4 a 12/12/2010 | sábado e domingo | 16h

R$ 20 e 10



.:: Cantando pelo Mundo

O espetáculo Cantando pelo Mundo trata-se de uma mostra do Projeto de Extensão Universitária Musicalização Infantil da UFBA, que atende 140 crianças de 0 a 6 anos. Músicas do Mundo é o tema deste espetáculo que trará canções de diversas partes do mundo. A apresentação será dividida em três partes, sendo às 9h, 10h e 11h. Cada parte contará com a participação de um grupo diferente de alunos. Mais informações: https://sites.google.com/site/criancasnaufba


Palco Principal

Dia 05/12 | Domingo | 9h / 10h / 11h

R$ 10/5