sexta-feira, 30 de janeiro de 2004

Bela Merda

O título é esse mesmo.

Aconteceu uma coisa hoje. E não foi a primeira vez. E quando começa assim, já dá pra saber o que é. Uma bela merda. Jeudy, o gerente do Teatro ligou pra minha casa agora à pouco, às 22h20, mais ou menos, pra me falar que não havia encontrado em um dos nossos computadores, o mouse.

Isso acontece em faculdades, isso acontece em LAN Houses, já aconteceu no teatro e é a coisa mais triste do mundo quando esse tipo de coisa acontece. Ao que tudo indica, roubaram o mouse do teatro. Era um mouse ótico, que pode ser comprado por R$ 30,00 (se você procurar muito), mas que nas lojas, encontra-se por algo em torno de R$ 70,00.

O outro caso foi o da tinta da impressora. No dia seguinte de termos reposto o cartucho da impressora, a tinta falha. Ao verificar, vemos que tem um cartucho vazio no lugar daquele que compramos. Levaram nosso cartucho. E agora o nosso mouse.

Esse tipo de roubo, como o do cartucho, não é ocasional. A pessoa saiu de casa com um cartucho vazio e fez a troca. Agora isso. Isso é uma bela merda. Uma bela merda. Porque obriga a mim, que trabalho ali, e que tomo conta desses computadores, e que levanto o orçamento da reposição de peças e do conserto quando essas máquinas pifam, a desconfiar das pessoas que estão por perto. Porque é quase certo que é alguém próximo. Muito próximo.

Não é no Teatro Vila Velha que furtos assim acontecem. Há histórias e histórias. E é alguém próximo. Isso faz com que eu desconfie de um número muito grande de pessoas que estão próximas. E boa parte delas, eu considero com grande apreço. Odeio ter que desconfiar das pessoas que estão no Vila Velha. Não isso que nós fazemos lá dentro.

Merda.

Isso me deixa muito triste. Mas infelizmente eu já sei o que tem que ser feito. E odeio saber isso, e odeio não ver outra saída.

E você, você aí perto: Sinto muito, mas mesmo sem querer, eu estou um pouco desconfiado de você. É. Até de você.

Camilo Fróes
FIDELIDADE

Sabe o Smiles, da Varig e outras promoções de fidelidade de empresas?
Pois é, um espectador do Vila, deixou registrada a vontade de que oferecessemos algo desse tipo: uma carteirinha de sócio, qualquer coisa que, de preferência, trouxesse alguma vantagem ao seu portador.
Desde então a nossa equipe não para de pensar nisso. temos muitas idéias, mas ainda não tivemos A IDÉIA. Aceitamos sugestões de como poderia funcionar e que vantagens poderíamos oferecer. Se é que algum ser vivente lê esta merda de blog e se interessa o mínimo para que esta merda de teatro não afunde!!!
Pra quem não me conhece ainda, sou Juliana Valente, nova estagiária de Comunicação aqui do Teatro (haja Juliana nessa Produção..!) Pois é... então podem ir se acostumando! Na hora dos telefonemas, etc, para não haver maiores confusões procurem por Protásio ou Valente, beleza?! É isso ai, gente... esse é o meu primeiro estágio (sorte minha?! hehehe) e estou quase completando um mês aqui. Tô curtindo e procurando aproveitar cada momento dessa minha primeira experiência que será bastante válida para as próximas que virão! Para trabalhar aqui dentro não basta ser um simples estagiário ou funcionário... tem que participar das maluquices também!!!
Bom, isso é basicamente o que eu queria passar pra galera daqui do teatro, porque até então eu não tinha me manifestado aqui no Blog... À pedidos de Meirelles, relatei um pouco da minha experiência aqui pra vcs!!

Juliana Valente

quinta-feira, 29 de janeiro de 2004

Ah! Outra coisa que a gente anda querendo fazer é ampliar nossa divulgação em meios alternativos. Sabe aqueles jornaizinhos de bairro, de instituições, de empresas? Pois então... Se você conhece algum, sabe de algum veículo de pequeno porte onde seria legal divulgar as coisas do Vila, fala pra nós!
É Balaio! É Balaio!

A gente sabe que não está fácil pra ninguém. Uma das coisas que mais desmotiva o pessoal a vir ao teatro - segundo as próprias pessoas afirmam na nossa pesquisa - é o preço do ingresso. Pensando nisso, durante o Amostrão a gente dá um jeitinho pra você pagar menos: PROMOÇÃO DO CANHOTO.

Funciona assim: a pessoa vem, assiste a um dos espetáculos e guarda o canhoto do ingresso (isso! aquele papelzinho que o cara destaca e devolve quando você entra no Teatro). Vindo assistir a outro espetáculo - ou ao mesmo, se gostar demais - a pessoa mostra esse papelzinho na bilheteria e paga apenas R$ 5,00 pelo ingresso. Agora, o canhoto só é válido até dez dias, o que é mais do que suficiente para assistir a diversos espetáculos durante o Amostrão.

Para o resto do ano, estamos querendo fazer alguma promoção de fidelidade, mas ainda não achamos a forma ideal. Você tem alguma idéia? Comenta aqui no blog mesmo, que a gente pensa com carinho na sua sugestão. Solte o verbo!

Juliana Protásio

quarta-feira, 28 de janeiro de 2004

Lázaro Ramos vem ao Vila

Quem está em Salvador aproveitando para curtir o verão e matar saudades é Lázaro Ramos. Depois de um ano em que ganhou destaque no cinema e atraiu as atenções da mídia, Lazinho passa um tempo na cidade, onde tem a oportunidade de reencontrar os amigos. Nos últimos dias, ele até esteve por aqui assistindo A Pena e a Lei. Mesmo morando fora, Lázaro mantém uma forte relação de carinho e amizade com o Vila, afinal, foi onde ele aprendeu muita coisa e começou sua carreira, ao lado dos atores do Bando, que além de colegas, tornaram-se também seus amigos.

Juliana Protásio

terça-feira, 27 de janeiro de 2004

"O Teatro está bonito... Oficinas acontecendo em todo canto!"

Valmyr Ferreira chegando ao Vila

segunda-feira, 26 de janeiro de 2004

O F I C I N A S


Dança Contemporânea


As aulas de dança contemporânea - ministradas por Cristina Castro - estão especialmente divertidas. Dizem. Antes de começar, a aula foi pensada pra bailarinos de outros estilos, que queriam ter algum contato com a dança contemporânea. Não se sabe se essa informação não ficou bastante clara, ou se as pessoas simplesmente ignoraram a recomendação.

Fato é que entre dançarinos, acrobatas, atores e aventureiros, a aula enlouqueceu de vez, pois a linguagem que seria direcionada a dançarinos (que ficam de coluna reta sem mandar, que sabem contar até 8, entre outras coisas...) teve de ser adaptada. Longe de perder com isso, a oficina ganhou um caráter novo, mais lúdico e definitivamente contemporâneo.

A ilustração mostra um momento de atividade intensa e muito movimento.

diga aí

As mais diferentes opiniões se manifestam na nossa pesquisa pós-espetáculo - o "DIGA AÍ" que é entregue aos espectadores - e esta, creio que merece destaque pela sua diferenciação mais acentuada:

sugestão para um vila velha melhor: Transformar as apresentações em peças que transmitam o amor de Deus, a sua grandeza e a necessidade que temos de segui-lo e obedecê-lo e amá-lo acima de todas as coisas.

o que gostaria de ver em cartaz? A brevidade da vida e a volta de Jesus com grande esplendor e glória; assim as pessoas refletiriam e teriam maior esperança de uma vida eterna. Aqui é tudo passageiro, amigo ou amiga, prepara-te! Jesus te ama e quer te salvar. Iremos prestar conta do nosso tempo a Deus. Espero vê-lo(a) no céu!!!
A cor do sucesso

Ligaram pra cá interessados em contratar atores negros para integrar o elenco de um curta. Não é a primeira, nem será a última vez que isso acontece... Aliás, é algo que acontece com frequência. O Vila, por causa do Bando de Teatro Olodum, é o centro de referência para diretores que procuram atrizes e atores negros para seus trabalhos.

Danilo Bracchi, dançarino do Viladança, descendente de italianos, com os cabelos pintados de louros, se revolta:

- Eu não aguento mais! Todo mundo só quer saber dos negros, negros, negros... Para a loura aqui, não sobra nada!
Os 4 M's famosos da Bahia juntos numa produção

Não é novidade pra ninguém que Marcio Meirelles parece que tem o bicho carpinteiro em sua cola. A criatura toda hora está metida num movimento. Neste verão, a coisa não podia ser diferente. Além de ter três espetáculos em cartaz no Amostrão Vila Verão, Meirelles assume a direção do show de gravação do DVD de Margareth Menezes. Nessa semana mesmo, ele já embarcou para o Rio, onde acontece uma prévia desse acontecimento: uma apresentação de Maga no Canecão, juntamente com a Mangueira.

Margareth convidou Meirelles para fazer este trabalho, pois ficou entusiasmada com o resultado do show em comemoração aos 50 anos da PETROBRAS, do qual ela também participou. A gravação do DVD acontece em Salvador, ainda no final deste mês e conta com a participação de Alcione, da Mangueira e, talvez, do Ilê Aiyê.

Juliana Protásio

sexta-feira, 23 de janeiro de 2004

+ Caçuá!


Cidadãos VILENSES,

Acompanho (quando posso) o blog de vocês e pude perceber que as mesmas indagações sobre a arte, que muitas pessoas aí da capital opinam no blog, são as mesmas que nós, artistas do interior, também temos a respeito desse nosso ofício "brabo" de ainda acreditar nessa nossa arte e em toda a dimensão dela, seja nos aspectos artísticos, políticos, sociais e empresariais.
Pra se ter uma idéia, ainda estamos correndo por aqui para conseguir todos os apoios necessários para a nossa ida aí pro Vila.
Até agora, numa cidade que é a terceira da Bahia, só conseguimos o transporte. Os orgãos públicos e os empresários conquistenses, cada vez mais, não investem na sua cultura, sobretudo, quando o artista é da terra.
Vocês da capital pelo menos tem a Fundação Cultural com seus editais, cada vez mais, destinados à capital, e nós do interior, quem intercederá por nós? Chapolin Colorado?!

É dose, como se diz por aqui, mas iremos conseguir cumprir com o nosso compromisso, nem que nós pagamos, como sempre tem acontecido, a nossa produção e as nossas despezas.
O Caçuá de Teatro em 5 anos de trabalhos destinados a comunidade conquisteses, tem contribuido muito para a valorização e divulgação do teatro na ciade, elevando sua qualidade, participando de projetos sociais e principalmente, descobrindo e desenvolvendo novos talentos que hoje ganham a capital divulgando e reconhecendo os valores da nossa cultura interiorana. Foram muitas dificuldades e conquistas, até chegarmos aqui, mas não vamos ficar discutindo o óbvio...

São as dores e sonhos dos artistas interioranos e catingueiros que para perpertuar sua arte só contam com eles mesmos, e claro, com a ajuda do divino, e de alguns poucos amigos, que nunca nos desampara ou abandona.

Dia 30 estaremos aí, as 19:00 horas, no Cabaré dos Novos!
ESPERAMOS TODOS VCS para religar conosco!
Forte abraço e bola pra frente!
Marcelo Benigno
Conquista, 22 de janeiro.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2004

de repente...


De vez em quando acontece uma coisa dessas assim, sem aviso. Hermeto Pascoal está na cidade, e esse fenômeno cultural fantástico que é a Roda de Choro do Teatro Vila Velha atraiu a atenção do mestre albino. E não é que ele veio? Veio, aplaudiu e gostou. Elogiou bastante e ao que parece, se divertiu muito.

Apesar da insistência, Hermeto não subiu ao palco para tocar. Supõe-se que por falta de chaleiras ao alcance da mão. Os que estavam mais próximos, contam que ele disse que estava cansado, e faz show amanhã, não queria estragar a surpresa.

Fora o fato de termos um gênio na platéia, outro fato destacável é que a Roda de Choro estava superlotada novamente, com gente sentada na escada, no chão, gente em pé, por completa falta de espaço.

Ao fim da roda, depois da já tradicional execução de "Carinhoso", subiram todos os músicos e convidados do dia ao palco, e Hermeto Pascoal, carismático como sempre, elogiou os músicos, o evento, a Bahia e foi se sentar.

Camilo Fróes
Novidade do Cabaré



Você quer encontrar a gente bonita de Salvador? Venha assistir ao Cabaré da RRRRRaça!, que está em cartaz no Teatro Vila Velha às sextas-feiras às 21h horas no palco principal do Teatro Vila Velha.

A partir dessa sexta-feira teremos uma novidade, depois do espetáculo, você poderá experimentar o SARAPATEL DA RRRRRAÇA! pelo preço módico de apenas r$5,00. O ambiente estará repleto de negras lindas e negros lindos, com seus cabelos black power, seus cabelos trançados, suas roupas fashion coloridas...

O elenco se juntará ao público para fazer uma boquinha, tomar uma cerveja e conversar à vontade até...

Compareça!

terça-feira, 20 de janeiro de 2004

Afinal,

Vocês que são público e tiveram a sorte de conseguir ouvir a Rádio Vila, opinem aí sinceramente (se é que alguém lê esse blog), a rádio é bacana? Que é que vocês acham? É interessante? Engraçada? Babaca? Discursem, público, discursem. Gostaríamos realmente de saber, o que é que vocês acham dessa idéia nada-ortodoxa.

Locutor Eustáquio José

segunda-feira, 19 de janeiro de 2004

Um muro escondendo O Muro

Hoje o bando começa a ensaiar O MURO - texto de Cacilda Póvoas, gerado na oficina de dramaturgia que o Vila fez, junto com a Escola de Teatro e o Royal Court Theatre, de Londres. O texto foi traduzido para o inglês e teve leitura naquele teatro britânico, com muito sucesso.

Cacilda pediu autorização para apresentar o projeto de montagem com o Bando e direção de Marcio Meirelles nos editais da Fundação Cultural e da Gregório de Mattos... Deixamois a contragosto, mas, como está difícil mesmo arranjar patrocínio para esse tipo de espetáculo...

Não ganhamos em nenhum dos dois editais. Quem ganhou mesmo?... alguém lembra? Devem ser bons projetos mas, avaliados sob que critérios, são melhores do que um texto escolhido entre muitos para ser traduzido e lido no teatro que apresentou Becket e Brecht a Londres; montado por um grupo com treze anos de estrada e muitos sucessos; encenado por um diretor com 32 anos de carreira e muitos prêmios e indicações, inclusive ao Prêmio Schell de melhor diretor do Rio, em 2003, por Candaces?...

Não sei, não, acho que nós, do Vila, talvez devessemos repensar nossos valores... OU NÂO!

Acho que deveríamos era pedir que os editais, feitos com dinheiro público, fossem mais claros quanto aos requisitos para avaliação artística. Não só documental. Deviam dizer talvez - só podem ser apresentados projetos de montagem de peças leves, que entretenham mais do que questionem, sei lá, coisas assim... Seria mais honesto.

QUE FIQUE CLARO QUE NÃO ESTAMOS AQUI MENOSPREZANDO OS PROJETOS QUE GANHARAM, mesmo porque, não sabemos os critérios da avaliação, nem vimos os espetáculos...
Diretamente de Vitória da Conquista:




E AÍ, GALERA DO VILA!!!

Estamos aqui em Conquista, nos preparando para a nossa temporada ai com vcs.
Ontem fizemos a apresentação do Cordel do Pavão Misteriosso aqui no Centro de Cultura, num projeto promovido pela Tv Sudoeste. Foi muito bom!
No dia 10, estavamos no Povoado do Roseira, zona rural de Conquista, apresentando para a comunidade no Projeto Vivencias Regionais, do proprio Caçúa, que levará o teatro à zona rural do município conquistense.

No mais é só o corre -corre e a expectativa de estar novamente com vcs que nos receberam tão bem no ProjetoTeatro de Cabo a Rabo.

Um forte abraço a todos!
Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo
Marcelo Benigno
PS: Aqui não pára de chover, graças a Deus!
Guarda-chuva Vila

Ficamos muito felizes por abrigarmos da chuva, ontem, o Festival de Música Instrumental.

A produtora Sibele Américo nos ligou, de tarde, dizendo que tinha cancelado o show da noite por causa do tempo e propondo que apresentássemos o Brazilian Tronbone Ensemble no Cabaré dos Novos, para que eles não voltassem para a Paraíba sem se apresentar.

Nos viramos. A equipe que trabalha mais diretamente dando suporte às apresentações - Jeudy, Gilmar, Vânia e Valmyr, no caso - se dispuseram a ficar até mais tarde. O cenário de Almanaque da Lua foi desmontado em poucos minutos, com a ajuda dos Vilavox. E, em menos de 20 minutos, o Cabaré dos Novos tinha outra configuração. Maurício Roque, nosso técnico de som, disse: esse é o Vila - tudo muda toda hora...

Pois é. Teatro é pra isso - fazer o mundo mudar. Quanto mais seu próprio espaço.

foi linda a apresentação. Ficamos felizes.

Valeu!!!
Por trás do pano...

Estar por dentro dos bastidores dos espetáculos, ao contrário do que a maioria das pessoas deve pensar, dá menos tranquilidade do que quando não se sabe de nada. A gente pensa que vai ficar conhecendo as técnicas, sabendo que tudo é calculado, que os riscos são medidos e que tudo é preparado... Porraniuma! É claro que existe técnica, treinamento, dedicação, responsabilidade, um trabalho duro... mas também tem muita loucura, um vigor artístico que põe as pessoas meio em transe e a mão de alguma entidade superior protetora dos artistas é que segura esse povo. Tem muito improviso em cena, nada é assim tão germanicamente pré-organizado. As possibilidades de erro - e acidentes - são maiores do que parecem ao público. No entanto, é uma confiança interna, uma entrega sem recusas por parte dos artistas que acaba, por assim dizer, cercando tudo de tranquilidade. Como um sexto ou sétimo sentido, que amplia a percepção e torna a imprecisão algo amarrado, definido. E assim o espetáculo continua...

Juliana Protásio

sábado, 17 de janeiro de 2004

Stresses.
Semana passada a diretora Marcia Meirellas ficou brabinha com a produtora Danila Braka. Vejam só a Marcia queria mandar nas bailarinas de Danila, as duas ficaram estressadas, a adrenalina subiu e o espetáculo foi ótimo.

beijos

Danila Braka

Assumimos uma nova postura em relação às sugestões para melhorar o VIla e aos comentários sobre os espetáculos, deixados pelo público nas pesquisas preenchidas. Estamos respondendo um por um, a todos os que têm e-mail. Brevemente estaremos respondendo, por carta, a quem não tem endereço eletrônico. É bacana porque logo tivemos respostas positivas. E é bom conhecer mais de perto e poder interagir com quem vem ao Vila ouvir nossos discursos, se divertir com os espetáculos, refletir sobre o mundo .

algumas respostas q recebemos:
-
Podem contar com a minha presença !!!
Tenho absoluta certeza que ficarei mais feliz, satisfeito e com mais
cultura em prestigiá-los, ao invés de pagar R$ 180,00 para assistir
Maria Rita no TCA... Gosto muito de vocês !!!!
-
Que bom falar com O Bando.

Sempre achei vcs maravilhosos e capazes de muitas ousadias.
Mas falar virtualmente, assim, com o espectador é mesmo o
máximo. Acompanho vcs desde o início, o primeiro espetáculo
foi “Bai bai Pelô”, e fiquei curioso para ver as peças
anteriores. Aí vcs reapresentaram “Essa é a nossa praia” e “O
pai ó”. Então assisti a Cronologia do Pelô e fiquei fã do
Bando, comprei até o livro, que não canso de reler. Tem
passagens maravilhosas, muito verdadeiras e fieis e realidade
de nós, pobres e negros, destas cidade.
Aí vieram Zumbi está vivo e continua lutando (primeira vez
que minha mãe foi ao teatro... ela ficou emocionada com o
canto final de Virgínia Rodrigues), Zumbizão (ocupando o
espaço do Passeio público e invadindo o Campo grande, e eu
atrás), Medeamaterial, Ópera dos três mirréis, Erê pra toda
vida, o filme Jenipapo, o Cabaré, Relato, Cordel e a certeza
de que o teatro continuará sendo a arte mais viva, mais
verdadeira (apesar de toda fantasia e dos artistas insistirem
que são mentirosos) e revolucionária.
Vida longa para o Bando de Teatro Olodum e eterna para a
Arte Negra.
Parabéns.
-
Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar toda a equipe deste teatro pelo
exímio tratamento conosco (espectadores-parceiros). Em segundo lugar, obrigada
pela atenção e por esclarecer algumas possíveis e remanescentes dúvidas.
Como viciada em teatro, sinto-me honrada ao ser ouvida, questionada e, às
vezes, até atendida. E, em terceiro lugar (para ñ perder a mania!), gostaria
de sugerir a reapresentação de "Relato de uma guerra q ñ acabou". Aliás,
como educadora, acho essa peça um material riquíssimo p/ ser mantido fora
dos prédios escolares. Pensem nisso!
-
não publicamos o nome de quem as enviou porque não pedimos autorização

mm

sexta-feira, 16 de janeiro de 2004

Choveu.

Choveu e a cidade não aguentou. Este teatro ficou de pé, mas nem tanto. Ontem às 20h02, a energia elétrica nos abandonou, e as luzes de emergência deram as caras. Estava para começar o espetáculo Oxente, Cordel de Novo? e o público que ia entrando, ficou ali pelo Cabaré dos Novos, ou pelo foyer sendo informado do que estava acontecendo.

Daqui do teatro temos uma visão ampla da Baía de Todos os Santos e pudemos ver todo o "lado de lá" da cidade apagar as luzes enquanto caia muita, muita, muita água e ventava bastante.

Alguns computadores, as luzes do palco, salas e corredores, geladeira e freezer do bar estavam ligados ou na tomada. Um corre-corre no escuro para tirar as coisas da tomada, desligar os botões das coisas, enquanto um outro tropel se mobilizava em ligar para a Coelba para fazer a reclamação. Sem eletricidade a central telefônica não funciona, achar um telefone foi o primeiro desafio. Lidar com a gravação da Coelba foi a segunda parte complicada. Por fim, conseguimos registrar uma reclamação (2 milhões 290 7685) e parece que nada foi danificado realmente.

Creio que no dia do Bonfim de 2005 eu vou ficar em casa.

Camilo Fróes


"Somos Balaio!
Nós, que sem definição, somos nós: Baianos, Nordestinos, Brasileiros, Latino-Americanos, Ocidentais, Terráqueos: Balaio! Somos Balaio!
Portanto nossa música, que é o que somos, na integra, é Balaio!
Pegamos nós - o que somos - botamos no balaio e levamos pra feira, não a feira de capital, mas a feira de povo, que somos, pechincha, berros estridentes de nós. Balaio!

Chou d'Os Manga dia 19, agora, segunda-feira às 20h no teatro Vila Velha. Ingressos R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia). Temos promoção de cinco reais, é só falar comigo ou com qualquer integrante da banda.
Tocaremos também toda terça-feira, a partir do dia 27 de janeiro, e todo fevereiro, no mesmo local e horário do dia 19! Vão!!



João Meirelles, integrante d'Os Manga também tem blog: www.damaejoana.blogger.com.br. E fotolog: http://www.fotolog.net/joaoacustico/
A banda se apresenta aqui no Vila nesta segunda-feira, às 20 horas.
Ontem, alguém surtou aqui no VilaNet...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2004

Passado Secreto

Encontrado, nos arquivos empoeirados do Vila Velha, registro fotográfico antigo de Débora Landim antes de assumir a direção da Companhia Novos Novos de teatro para crianças. Companhia esta que está em cartaz com o espetáculo Mundo Novo Mundo, às 17h todos os Sábados e Domingos aqui no Vila.


Débora Landim quando cantava forró e assinava com o pseudônimo de Francis Dalva cujo maior sucesso foi a deliciosa página musical Ovelha Desgarrada
Infância

"Doce pássaro da juventude" ou "oh que saudade eu tenho da aurora da minha vida"


Retrato de Juliana Protásio quando jovem.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2004

O Vila nas comunidades

Olha só o e-mail que o André, locutor da Rádio Pernambués, mandou para nós:

"O debate sobre discriminação racial foi super produtivo na rádio. Muitos ouvintes, inclusive, destacaram o trabalho do
Bando na valorização da cultura negra. Os ingressos (do espetáculo Oxente, Cordel de Novo? foram concorridos. Sempre que for possível, reserve alguns para a Pernambués FM sortear.

Atenciosamente

André
No Vila, a gente entende seu direito de usar sandálias


“A gente não acredita que dedo do pé de homem seja obsceno,
nem que o fato de preferir o conforto das sandálias desabona ninguém”


Marcio Meirelles, diretor teatral



Ao contrário dos órgãos públicos e casas de espetáculos oficiais, o Teatro Vila Velha não proíbe a entrada de pessoas usando sandálias, chinelos, camiseta ou bermuda. No Vila se compreende que vivemos num país tropical e que estamos em pleno verão, por isso não se pode exigir de ninguém que troque o conforto das roupas leves e sapatos abertos por calças, camisas sociais, tênis e outros sapatos fechados.

Marcio Meirelles, diretor do Bando de Teatro Olodum, por exemplo, é usuário de sandálias havaianas há anos e por isso já foi barrado na entrada de diversos estabelecimentos. Ele, assim como os outros artistas do Vila, não querem que a mesma situação se repita com o público que freqüenta a casa.

Por isso, a direção do Teatro pretende difundir a informação entre o público: no Teatro Vila Velha, é permitido o acesso às pessoas, independente daquilo que elas vestem ou calçam. Para aproveitar da nossa programação, não é preciso se preocupar de passar em casa para trocar de roupa, porque nós não fazemos restrições.

terça-feira, 13 de janeiro de 2004

Mais opinião
Neste final de semana, recolhemos mais pesquisas e, junto com elas, falas do público sobre os espetáculos em cartaz.

Sobre Almanaque da Lua, disseram o seguinte:

"Toda mulher deve ver este espetáculo"
"Apesar de gostar muito de musicais, o espetáculo faz uma relação interessante das músicas com o texto, além de ser gostoso de se ver"


Também se manifestaram sobre A Pena e a Lei:

"Parabéns pelo trabalho com tão poucos recursos".
"Maravilhoso! Alguns personagens/atores foram trocados. Ficou totalmente inefável!"
Lavagem do Bonfim e Cordel de Novo

Nesta quinta-feira, a segunda do ano, acontece a tradicional e festejada lavagem das escadarias da igreja do Senhor do Bonfim. É algo que mobiliza a cidade toda e imobiliza muita coisa. É um evento sagrado e profano que há anos e anos congrega turistas e nativos, todos crentes ou fascinados com os poderes das águas de cheiro e alvas saias das baianas. É uma festa onde se bebe, se canta, se dança e "quem tem fé vai a pé". É um marco no calendário do verão de Salvador, o ponto de partida para as festas de largo que acontecem até fevereiro...

Mas o Vila também é Verão, por isso o Amostrão também está dentro da programação. À noite, às 20:00 horas, o Bando de Teatro Olodum entra em cena com Oxente, Cordel de Novo?. As peças da noite são Felismina Engole Brasa, Antônio Meu Santo e A Função do Casamento.

Como a Lavagem acontece pela manhã, ainda dá tempo de descansar do banho de cheiro e dar um pulo aqui no Vila. Pelo que ouvi dizer, Jorge Washington mesmo, ator do Bando, deve fazer assim. Não é porque ele está em cartaz que vai deixar de curtir a festa. E é assim que se vive por aqui: alternando prazer e obrigação, sem atrapalhar nada. Com a graça do sincretismo dessa terra!

Juliana Protásio


segunda-feira, 12 de janeiro de 2004

Duas estréias bem sucedidas

Eu particularmente me sinto muito contente: estrear na sexta A Pena e a Lei foi muito cansativo, mas o resultado foi muito bacana, no sábado tivemos casa cheia. No domingo, na estréia do Almanaque da Lua, tivemos de olhar o espaço do Cabaré minutos antes de começar o espetáculo devido ao excesso da lotação. E olhe que voltaram muitas pessoas! Valeram a pena todos aqueles ensaios. Sentir que o público está “satisfeito” é satisfatório para o elenco e a equipe.

Cell Dantas


sexta-feira, 9 de janeiro de 2004

A maratona do fim-de-semana


Cena do infantil Mundo Novo Mundo

Nesse final de semana as coisas esquentam de verdade no Amostrão. De sexta a domingo, 6 espetáculos diferentes se alternam nos dois palcos do Vila. É claro que tudo acontece dentro daquilo que é humanamente possível, mas convenhamos que mudar a iluminação, o cenário e a organização para cada uma das apresentações é pau puro! Sábado é o dia mais louco, porque às 17h tem Mundo Novo Mundo no palcão, às 19h tem A Pena e a Lei no Cabaré e às 21 tem Sagração da Vida Toda (foto), de novo no palcão. Os técnicos da casa suam bastante para fazer a coisa funcionar. E funciona, não há dúvida. Assim que toca o terceiro sinal, tudo parece perfeito para o público, que na hora do espetáculo não precisa saber da ralação que é para pôr tudo aquilo em cena.


Almanaque da Lua - em cartaz aos domingos

Juliana Protásio

Chaves

Aqui no Teatro temos muitas salas, muitas portas e, consequentemente, muitas chaves. Nem todos têm cópias de todas essas chaves, porque a coisa ficaria um verdadeiro caos, um entra-e-sai totalmente sem controle. Por isso, a turma do baixo escalão só tem acesso às chaves na Administração, onde fica o quadro das chaves-reserva (filhas-únicas). Eu, por exemplo, só tenho acesso a uma dessas chaves, a do Puxadinho. E se não estiver lá, tenho de esperar alguém como Cristina Castro ou Jarbas Bittencourt chegar para abrir a sala.

Pois bem, hoje de manhã eu bati a porta do Puxadinho com a chave dentro...

Juliana Protásio



quarta-feira, 7 de janeiro de 2004

Oxente, Cordel de Novo?



Hoje está voltando a cartaz o Cordel do Bando. Em dezembro eles estiveram lá em Portugal, impressionaram os africanos (e portugueses também) com a linguagem, com a alegria e o vigor da montagem. Agora eles estão no Amostrão com os programas 2 e 3, que são mais divertidos, têm as comédias de costumes, escolha de Marcio para uma programação com cara de férias.

Hoje é dia do Programa 2, com as peças:
A Beata que Mordeu a Outra por Ciúme do Vigário;
O Encontro de Chico Tampa com Maria Tampada;
O Malandro e a Graxeira no Chumbrego da Orgia e As Artes do Criolo Doido


Amanhã, quinta-feira, o Programa 3 entra com:
Felismina Engole Brasa;
Antônio Meu Santo;
A Função do Casamento


A apresentação começa às 20:00 horas e sempre tem uma surpresinha para o público antes de começar. Venha e confira!

Juliana Protásio

terça-feira, 6 de janeiro de 2004

Opinião do público
a que importa, afinal de contas



Ainda aproveitando informações que tiramos das respostas da pesquisa do Vila, percebemos que o Cabaré da RRRRRaça continua polêmico. Eis alguns comentários deixados pelo pessoal que veio ver a peça neste final de semana:

"Eu gostei tanto desta peça, que já assisti 5 vezes e venho mais"

"É um soco na boca do estômago. É um orgasmo. Algo que mexeu com meus conteúdose me dá vontade de rever sempre".

"Temo que algumas falas e posturas do espetáculo reforcem o racismo. Amo gente de qualquer cor".

"O espetáculo leva o público a debater e até mesmo ter mais consciência do que ocorre no cotidiano".

"Eles têm uma visão real e ao mesmo tempo poética das coisas da vida!"

"Faz a pessoa pensar melhor".

"Será que os atores nus não podem confundir a cabeça de alguns e divulgar uma mensagem distorcida sobre o show?"

"Gostei da forma que eles criticam e expõem o preconceito, de tal forma que as pessoas que os assistem mudam imediatamente sua maneira de pensar e agir".

"A cada espetáculo, inova de acordo com o momento atual, o que nos dá melhor realidade de se ver".

"Não gostei do cabelo estilo black, achei que fugiu um pouco do tema e a roupa deveria ganhar mais cor".

"Bem formado, caracterizado, enfim, um espetáculo de muito prestígio e bastante educativo em relação ao racismo".


Quando vier ao Vila, responda à nossa pesquisa. Quem sabe sua opinião não aparece por aqui também?

Juliana Protásio


segunda-feira, 5 de janeiro de 2004

DADOS

No último final de semana, começou o famoso Amostrão Vila Verão com o não menos famoso Cabaré da RRRRRaça, que atraiu mais de 500 pessoas em apenas duas apresentações. Sim, é muita gente!

Pois bem, começamos a distribuir a pesquisa de opinião sobre Vila num novo formato. Mais bonitinho, prático, e tal... A coisa foi feita de forma meio emergencial, mas já deu algum resultado. Tivemos 36 respostas. Senta que lá vem %:

- 80% dos que responderam acharam o espetáculo ótimo;
- 11% acharam bom;
- 2,7 % acharam regular (uma pessoa);
- 5,5% não se manifestaram a respeito.

Pela pesquisa, vimos também que as pessoas recebem muita indicação de amigos e funcionários do próprio Teatro, ou seja, a galera que veste a camisa. Nos meios de comunicação mais tradicionais, quem traz mais público é o Jornal A Tarde e a TV Bahia. Mas a gente sabe que o boca-a-boca é bem melhor. Tem mais calor humano.

Se você gosta dos espetáculos do Vila, espalhe, venha ver de novo e acompanhado de amigos. E quando vierem, não deixem de responder à nossa pesquisa. A gente gosta (e precisa) saber o que o povo tá achando!

Juliana Protásio

sexta-feira, 2 de janeiro de 2004

Os Manga no buraco de Aldo Brizzi

Dia 19 ia rolar uma apresentação do grupo Aço do Açúcar, encerrando a participação deles no Amostrão. Acontece que o Aldo, cara bacana e todo importante, o diretor musical e compositor do grupo, foi convidado para ir à Índia. Um programinha assim light: show de abertura do Fórum Social Mundial, lá com o Gilberto Gil, presidente Lula, esse pessoal. Pois é... não dava para desmarcar. Resultado: sobrou um buraco na agenda do Amostrão. A idéia para tapar este dito buraco deixado pelo Aldo é chamar os rapazes d'Os Manga para fazer o show.

Calma! Ainda não está nada confirmado. Sabe como é... Os Manga ainda estão amadurecendo a idéia.

Juliana Protásio