sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

AO IAGO DA PROVÍNCIA

ESCLARECIMENTOS AO IAGO DA PROVÍNCIA

Em esclarecimento à nota do jornalista Samuel Celestino em seu blog, intitulada "De volta à campanha: Meireles Macbeth e seu pimpolho", faço aqui alguns apontamentos:

O referido jornalista, assim como o personagem Iago, de Shakespeare, se encontra numa árdua e feroz campanha, sem eco algum, em prol da desqualificação do Secretário de Cultura do Estado e, logo, da atual política cultural proposta pelo governo. Até aí, nada contra, já que é livre a manifestação do pensamento e saudável o confronto de idéias. Mas o jornalista não me parece qualificado o bastante para promover tal debate, já que lhe falta a compreensão mais abrangente sobre o movimento cultural por que passa a cidade, pois se mostra verdadeiramente mal informado sobre tais questões.

Falta-lhe, por exemplo, conhecimento de que o Teatro GamboaNova, dirigido por Maurício Assunção, está em completo funcionamento e longe de ser um teatro "fantasmão", como escreveu em nota anterior, publicada no jornal ATarde. Pelo contrário, há dois anos o teatro vem se reerguendo após um grande período de ostracismo. O trabalho feito lá merece, no mínimo, respeito.

Sobre a nota em seu blog, é salutar esclarecer que quem é absolutamente ignorante – para usar de seus próprios termos – é o tal jornalista, que confunde alhos com bugalhos e imprime inverdades infantis, conduta imprópria à condição de sua profissão.

Esclareço: 1) o Teatro Vila Velha é dirigido por mim, Fábio Espírito Santo, que comando esta casa coletiva em conjunto com os seis grupos residentes que aqui trabalham - não por quem o jornalista afirma em sua nota. 2) O Teatro Vila Velha não recebe duas vezes mais dinheiro público do que o Teatro XVIII, como coloca, erroneamente. Muito ao contrário, ganha menos. O Teatro Vila Velha, desde 1995, não recebe do Estado mais do que 30% do que consome de despesas mensais. Os outros 70% são providos pelo trabalho de 100 artistas que aqui convivem. Assim, nestes 40 dias de programação de Verão, oferecemos à cidade mais de 20 oficinas de capacitação e 14 espetáculos em mais de 60 apresentações – tudo isso sempre acompanhado de ações que facilitam o acesso ao público. Nossa atividade é publica e a cidade pode julgar nosso trabalho, o que é perfeitamente condizente com o que acreditamos.

Como diretor de uma instituição cultural que este ano completa 45 anos e que tem sua história repleta de respeitáveis contribuições à cultura da Bahia, torço para que a imprensa local continue cumprindo com qualidade seu papel de fomentador de debates sobre assuntos que interessem a toda sociedade. Que possamos saltar do plano do provincianismo em que nos encontramos e passemos verdadeiramente para a mudança na estrutura da política cultural que a Bahia merece ter, mas sempre lhe foi negada.

Fábio Espírito Santo

Dramaturgo, diretor e iluminador. Formado em cinema e vídeo.

Atualmente é diretor do Teatro Vila Velha

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Segue, na íntegra, a nota do jornalista Samuel Celestino.

DE VOLTA À CAMPANHA: MEIRELES MACBETH E SEU PIMPOLHO

Tinha encerrado a campanha, mas só temporariamente, sobre o desastre que acontece na cultura da Bahia, que tem à frente, como secretário, o desastrado, arrogante e incompetente Márcio Meirelles. Mas volto, a pedido dele, na medida em que escalou um pelego que integra o seu grupo, absolutamente ignorante - um certo e desconhecido Maurício Assunção - para, nesta quarta feira, estabelecer críticas à minha campanha e ao meu jornalismo em defesa da cultura baiana. Com o Macbeth de Província (como é chamado Meirelles) presente numa reunião com instituiçoes que penam para se sustentar financeiramente, o puxa-saco falou para agradar o chefete. Recebeu o troco de Consuelo Pondé de Senna, presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, que anunciou que não irá a nenhuma outra reunião desse tipo. Este Assunção, discípulo do secretário, "dirige" o Teatro Vila Velha que recebe mais dinheiro do Estado, dinheiro dos contribuintes (quase duas vezes mais) do que o correto e respeitado Teatro XVIII. O Gamboa nem de longe chega perto. Meirelles tem participação no teatro? Há dúvidas, daí a pergunta. É proprietário? Se não é, por que é ele quem faz as pautas dos grupos e dos artistas, que se apresentam no Vila, e não o seu menino de estimação, Maurício Assunção, que, como mimo do secretário, dirige o teatro? Não pretendia voltar à polêmica, mas a ela retorno para denunciar outras questões que envolvem Márcio Meirelles, o Macbeth de Província. Pena que a cultura da Bahia esteja entregue a um bando de incompetentes dirigido por um secretário que é um zero à esquerda.

(Samuel Celestino)

6 comentários:

  1. PEGA ESSE CARA DÁ UMA SURRA DE URTIGA E CANSANÇÃO E DEPOIS JOGA NUM TONEL COM AGUA E SAL PRA ELE DEIXAR DE SER MENTIROSO !!!!!

    DÁ-LHE ESPIRITO SANTO !!!!!

    FRANKLIN

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  2. Camilo Fróes13/2/09 20:23

    Aposto que depois de escrever tanta bobagem, ele não vai se desculpar pelas besteiras que disse, expondo levianidade e irresponsabilidade.

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  3. Só faltaram os números. Quanto o Vila recebe de dinheiro da Secretaria de Cultura agora e quanto recebia antes da gestão de Márcio? Dinheiro público, informação pública.

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  4. É uma pena que uma criatura dessas tenha espaço num veículo de comunicação formador de opinião. E mais do que isso, que ele tenha a oportunidade de construir muito mais uma obra de ficção a respeito da atual situação da cultura baiana, do que informação e opinião responsável, tarefas de sua profissão.

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  5. Enfim, figuras como essa envergonham a classe. Com tanto tempo de atuação e prestígio, é triste ver que o sujeito não se dá nem ao trabalho de apurar as coisas que pressupõe como verdade. Solta um monte de mentiras, sem fundamento e infelizmente, me dói saber que o direito de resposta, a quem foi insultado por esse sujeito não é igual, nem na mesma proporção.

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  6. Meus caros,

    De passagem por Salvador descobri uma cidade que ferve culturalmente e um estado no qual encontra-se em desenvolvimento uma politica cultural publica, enquanto no Rio o governo anuncia que vai terceirizar a cultura - O Globo de 13/02/2009, aqui o Marcio Meirelles e a turma da SECULT batem um bolão investindo em descentralização, formação, democratização...não sou leiga no assunto sou PhD pela Sorbonne em Estudos teatrais, co, especialização em produção teatral, logo sei do que falo...escrevi por acaso semana passada um artigo no Terra Magazine
    parabenizando o Marcio Meirelles pela sua administração deixo aqui o link para aueles que se interessarem: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3513882-EI11348,00-Estreia+em+Sampa+despedida+em+Salvador.html

    Parabéns a Bahia, parabéns ao Marcio, parabéns a Chica, parabéns ao Vila, parabéns ao Bando por tudo de bom que vivi nesses meus 3 meses de Salvador graças ao trabalho de vocês...

    Deolinda

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