quinta-feira, 30 de setembro de 2004

c o r r e s p o n d ê n c i a

"Pessoal,
será que alguém pode fazer o meu e-mail chegar em mãos de Danilo Bracchi?

Obrigado

Bjs

Mensagem: "Dá notícia seu F.D.P!!!"

Paulo Almeida"

Tá dado o recado. Ficamos aqui nos perguntando o que quer dizer essa sigla, "F.D.P.", entre os muitos palpites, acreditamos que seja Filho Dionisíaco do Pará, mas vai saber...

quarta-feira, 29 de setembro de 2004

São Cosme mandou fazer uma camisinha azul...

Dia 27 de setembro foi o dia dos Santos Meninos e aqui no Vila a gente aproveitou para comemorar. Depois do super ensaio do Vilavox, rolou um grande caruru para os amigos e artistas da casa. E com direito a todos os rituais do preceito: 7 crianças comendo na mesa, cantigas de candomblé e da cultura popular, palmas para dar o ritmo, balas para adoçar a vida de todos, velas para iluminar os caminhos. Uma bela folia de Cosme e Damião!

Agora os santos católicos que representam os Erês se esbaldam com suas oferendas num altarzinho colorido e bastante farto ali num cantinho do Cabaré dos Novos. Por aqui, nós nos esbaldamos com uma comida de primeira, com direito a tudo que um bom caruru de Cosme e Damião deve ter.

Todo mundo que esteve por aqui concentrou energias para fazer pedidos e celebrar o momento de prosperidade - principalmente artística - que o Vila está passando.

E que nossos desejos sejam atendidos!

Juliana Protásio

Primeiro de Abril é chumbo grosso

Segunda-feira rolou um ensaio geral "parando-o-mínimo-possível" do Vilavox. Para quem ainda não sabe, semana que vem o grupo estréia o espetáculo Primeiro de Abril, que aborda aquilo que aconteceu lá em 1964, fez muita gente sofrer e reverbera no Brasil de hoje: ditadura, tortura, abuso de poder, luta, sonho, esperança.

Ao todo, dezoito atores e atrizes do Vilavox e da Companhia Teatro dos Novos entram em cena cantando, dançando e dramatizando eventos políticos que marcaram a história recente do Brasil. Um período conturbado, em que a força do pensamento criativo e do desejo de mudança bateu de frente com a dura repressão do regime militar.

A montagem dirigida por Gordo Neto e com música de Jarbas Bittencourt é ao mesmo tempo simples e grandiosa. Muita movimentação em cena, com protestos, alegorias e dança. Um tanque transparente de mil litros recebe o mergulho do homem que sonha e é despertado com ataques à esperança. Música, muita música - contundente - para contar uma história que provoca tanta dor.

O texto dá muitos nomes e fatos. Expõe e critica as maquinações entre o capital nacional e o estrangeiro, com apoio dos políticos brasileiros, que conduziram o país abruptamente até os anos de chumbo. É um tempo para não ter saudades, mas o Vilavox relembra essa banda podre da nossa história para relembrar também que o povo tem poder de indignar-se e fazer um movimento.

A peça estréia no dia 8 de outubro, às 21h. Venham e tragam os "companheiros"!

Juliana Protásio

segunda-feira, 27 de setembro de 2004

Esta misteriosa ciência da Comunicação

Todo mundo está careca de saber que a maior queixa do público com relação ao Vila se refere à divulgação. É o que as pessoas comentam pelos corredores, é o que escrevem no "Diga Aí", do que reclamam por e-mail e através de qualquer outro canal por onde podemos dar ouvidos ao público.

Pois bem...

Em agosto, quando o 'fantárdigo' Auto-retrato aos 40 esteve em cartaz, por se tratar de um momento especial e comemorativo, conseguimos diversas colaborações e patrocínios, que possibilitaram uma divulgação mais segura e abrangente, um passo largo além dos nossos já costumeiros cartazes, informativos na internet e agendas impressas. Além do interesse do ponto de vista jornalístico, que gerou inúmeras matérias em televisão, jornais e entrevista em rádios, rolou também uma boa publicidade, com anúncios em todos esses meios, além de outdoors e busdoors. Resumo da ópera: foi uma estratégia de comuniacação feita como manda o figurino.

Obviamente, tamanho esforço e investimento deu um retorno considerável. Em apenas nove apresentações, o espetáculo foi assistido por umas 2.500 pessoas. É muita gente. Mesmo. Principalmente se compararmos a outros espetáculos que passam por aqui - exceto Cabaré da RRRRRaça, que continua sendo fenômeno de bilheteria.

Bem, se até aqui parece que não existe nada de extraordinário nestes fatos, eis que surge um dado curioso: neste período, a grande maioria das pessoas que respondeu ao nosso "Diga Aí" afirmou que ficou sabendo do espetáculo através da nossa agenda impressa. Isso mesmo, aquela mala-direta que enviamos para a casa das pessoas há séculos!

Vá entender...

E se você ainda não recebe nossa programação no conforto de seu lar, pode mandar um e-mail para comunicacao@teatrovilavelha.com.br com seu endereço completo (isso inclui o CEP), para que a gente possa lhe cadastrar.

Juliana Protásio

sexta-feira, 24 de setembro de 2004

:: anote num lugar fácil de lembrar ::

ARTE E TRANSFORMAÇÃO
SOCIAL NA AMÉRICA LATINA

... é esta a temática do debate que acontece na próxima quarta-feira, dia 29, envolvendo artistas, gestores culturais, educadores e pesquisadores, que estarão reunidos no Teatro do ISBA, a partir das 19:00 horas. Além do debate, acontecerá também uma exposição fotográfica e a apresentação de um espetáculo teatral. O evento é uma realização da CIPÓ, do CRIA e do Projeto Axé.

quinta-feira, 23 de setembro de 2004

Para quem é da área...

FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO AMADOR
de 5 a 12 de novembro em Ponta Grossa - PR

A Universidade Estadual de Ponta Grossa realiza o 32º Festival Nacional de Teatro, com objetivo de estimular e difundir o teatro brasileiro, além de promover intercâmbio entre os artistas e o público de diversos estados. Serão sete dias de apresentações de espetáculos adultos e infantis, debates, espetáculos de rua e premiações. As inscrições já estão abertas para o país inteiro.

Aos interessados, o prazo de inscrições termina no próximo dia 30. Para maiores informações, o Festival disponibiliza o site www.uepg.br/fenata, o e-mail fenata@uepg.br e o telefone (42) 225-2397.

Para adiantar conversa, as inscrições precisam ser acompanhadas do seguinte catatau:

- Cópia do texto em disquete ou xerox;
- Sinopse do espetáculo;
- Fotos de cenas do espetáculo (mínimo de 3);
- Fita em vídeo VHS com gravação do espetáculo inteiro, sem edição;
- Material de divulgação (folders, jornais, revistas, etc.);
- Comprovante de participação em festival(is), se houver;
- Currículo do diretor;
- Currículo do Grupo;
- Projeto de montagem do espetáculo (Ficha Técnica completa);
- Autorização de apresentação expedida pelo autor e pela SBAT;
- Duas cartas de recomendação do espetáculo, fornecidas por entidades e/ou pessoas ligadas ao setor.

"Por hoje é só, pessoal!"

terça-feira, 21 de setembro de 2004

PIADA INTERNA

Vem aí, para gerenciar estoque, movimentações financeiras, mala-direta, idas ao banheiro e muito mais, um super sistema automático computadorizado ligado a um super-banco de dados para controlar todos os acontecimentos do teatro.

O nosso novato Gustavo Vianna, o Hetero, fez contato com a PeopleTech, que vai levar o Vila ao século 21!

Esse sistema de mil-braços e olhos que ordenará a existência deste teatro daqui pra frente ainda não tem nome. E vejam isso, colegas e amigos: podemos escolher o nome que quisermos!

A brincadeira agora é justamente essa: Que nome daremos ao sistema?

Sugestões nos comentários.
Assista e opine!

"Por fim quero registrar a minha decepção com a direção do VILA que autorizou a exibição, em horário nobre da peça PAGA, e ainda por cima a fez divulgar entre os 'amigos' do teatro."
Leia a Crítica completa

Este é um trecho de uma crítica bastante dura que recebemos sobre o espetáculo Arlequim Servidor de Dois Patrões, adaptação de um (bom) texto da commedia dell'arte (italiana) para um universo de referenciais da nossa cultura (brasileira). Umarealização d'A Outra Companhia de Teatro.

O Teatro Vila Velha apóia o espetáculo por conhecer e acreditar no comprometimento do grupo com um fazer artístico original, tendo, como base, a valorização da nossa cultura. Nós apoiamos artistas que trabalham na cara e na coragem e que acreditamos ter uma identidade com a pesquisa e com a história do Vila. Apostamos n'A Outra Companhia de Teatro, como apostamos em nossos grupos residentes e em muitos outros grupos e artistas consolidados, periféricos ou emergentes.

Gostamos do resultado e reconhecemos o talento da equipe - diretor, atores, músicos e colaboradores - num espetáculo que, ao contrário do que afirma o signatário da "crítica", nos diverte, encanta e emociona.

E nos surpreende que nossos "amigos", diferentemente de nós, sejam tão intransigentes e autoritários em suas opiniões.

Vale um toque. Que seria do vermelho se todos gostassem do amarelo? - o fato de não gostarmos de um espetáculo não nos dá o direito de questionar o apoio que ele recebe. A censura acabou. E quanto a essa censura de qualidade (extremamente relativa) e de mercado (o fato de ser pago o ingresso): não reconhecemos nem exercemos.

Este fim de semana é a sua última chance de conferir as qualidades de Arlequim, Servidor de Dois Patrões, e tirar suas próprias conclusões.

Sex/Sab (21h) Dom (20h)

Capivara no palco do Vila

Terça e quarta-feira, a coreógrafa Lina do Carmo, brasileira radicada na Alemanha, apresenta em Salvador o espetáculo Capivara, trazido através do projeto Caravana da FUNARTE. Nesta coreografia solo, Lina faz uma ponte entre as pinturas rupestres encontradas na Serra da Capivara e o Brasil contemporâneo, ao som da música criada pelo artista baiano Paulo C. Chagas. Lina é uma das artistas estrangeiras mais reconhecidas na Alemanha e atualmente se encontra no Brasil desenvolvendo trabalhos de educação artística para jovens sem recursos do interior do Piauí. Capivara será apresentado em curtíssima temporada, somente nos dias 21 e 22. (20h). R$10/ R$5

Agende-se!

Roberto Mendes - O cantor apresenta o show Saudade do Futuro no Cabaré dos Novos. Qui (20h)
Marília - Vai chegando ao fim a saga dessa moça que revive seu passado em momentos de delírio. Sex/Sab (19h)

segunda-feira, 20 de setembro de 2004

PERFIL



Nome: Jeudy Aragão
Codinome: Jeudes
Função: Administrador noturno
Tempo de Vila: 7 anos
Quantas vezes assistiu ao Cabaré da RRRRRaça: Dezenas e dezenas de vezes
Gostamos dele porque: Ele é o sujeito mais boa-praça de todo o universo. E ainda é filósofo!
Queremos matá-lo quando: Engraçado... Ninguém quer matar Jeudy. Nunca.
O que dizem sobre ele:
"Um rapaz simpático que me atendeu..." (Público)
"É um cara sempre pronto pra resolver as coisas" (Cell Dantas)
"Uma pessoa muuuuito educada" (Danilo Bracchi)

Citação: "Velho, conte aí no seu relógio um minuto e três, e pode dar o terceiro sinal"

sexta-feira, 17 de setembro de 2004

No novo espetáculo, o Viladança canta, dança, atua, chupa cana e assobia!

O Viladança está ensaiando fortemente o seu próximo espetáculo, o infanto-juvenil Da Ponta da Língua à Ponta do Pé. Nesse processo, ao mesmo tempo se repassa e se constrói. Personagens, principalmente. É justamente aí que reside o maior desafio para o pessoal: o Teatro. Pois é, esse povo do Viladança ousa mesmo e cada hora inventa uma história nova. Agora mesmo, como se não bastasse mexer no público-alvo, eles enveredam por uma outra linguagem. Da Ponta da Língua... tem dança sim (muita), mas é teatro para crianças e adolescentes!

Eles fizeram um ensaio para o pessoal aqui do Vila dar uma olhada, trocar umas idéias. Processo de criação rola assim mesmo... É bom ter umas interferências, testar como está funcionando para um outro olhar. Depois da pequena apresentação, ainda com trechos de texto não preparados, pequenas indefinições, conversamos todos. O que está pronto e o que ainda vai ficar, por enquanto é surpresa...

O fato é que a montagem está linda e muito alegre. O espírito dos dançarinos é muito pra cima, dá pra ver - mesmo num ensaio, com todos suados depois de extenuantes horas de aula - que está todo mundo satisfeito com o que está fazendo. Sorriso estampado de ponta a ponta nos rostos, sabe como é? O texto traz bastante informação (a idéia é contar a história da Dança), mas está numa linguagem bem acessível, que é fácil de compreender, pois tem um vocabulário próximo ao público jovem sem subestimá-lo. Além disso, a dança dá uma dinâmica muito boa às cenas. E tem música também! De Jarbas. O detalhe é que o pessoal vai cantar em cena também...

É um espetáculo múltiplo, com muita coisa pra ver, ouvir e guardar. Só tem nome de peso no projeto, pois além da prata da casa, quem chega junto também é Zuarte Junior para fazer a cenografia.

A peça estréia em outubro, no dia 9. Fiquem atentos!
Juliana Protásio

segunda-feira, 13 de setembro de 2004

Correspondência
"Prezados amigos do Vila:

No último sábado, conforme recomendação dos amigos, estive no VILA para assistir ARLEQUIM E SEUS DOIS PATRÕES, sobre o qual gostaria de opinar e o faço:

1. A adaptação: tinha tudo para ser muito adequada à nossa cultura, especialmente ao que de fato acontece politicamente aqui na nossa cidade, mas, infelizmente deixou de cumprir a promessa;

2. Cenário: mais pobre impossível. Tudo bem, não havia patrocínio, mas onde está a tão decantada CRIATIVIDADE dos nossos artistas?

3. Os atores: nem o amadorismo justificaria a ausência de talento. Nem o principal personagem (o ARLEQUIM) me fez rir. Já fui a teatro amador e saí emocionado, só pra vocês entenderem como funciona meu "emocional".

4. Por fim quero registrar a minha decepção com a direção do VILA que autorizou a exibição, em horário nobre da peça PAGA, e ainda por cima a fez divulgar entre os "amigos" do teatro.

ZERO COM LOUVOR,

João A. Moreira
Público Alvo P. da Vida"
Abre-te Sésamo

O portão do Passeio Público está fechado. Só se pode entrar no Passeio, e consequentemente vir ao Teatro Vila Velha, pelo portão lateral do Quartel dos Aflitos.

Isso acontece porque o cadeado emperrou. Desistiu de abrir. Agora estamos com (mais) esse problema.

Ligamos para o Palácio da Aclamação para entender a situação. Descobrimos que trocar um cadeado não é apenas trocar um cadeado. É uma complicadíssima operação que requer ofícios em muitas vias, muitas aprovações, esperas e outras barreiras burocráticas. Descobrimos também, que se quisermos, podemos nós mesmos, resolver o problema. Encarregamos alguém de arrombar o cadeado emperrado, compramos um outro e o portão voltará a se abrir.

Natural que algumas questões sobre a relação Passeio x Vila Velha passem por nossas cabeças. O portão é responsabilidade de quem? Se nós resolvemos o problema, o que isso significa? Quando faltar água aqui, podemos levar nossos baldes pra lá?

Camilo Fróes

sexta-feira, 10 de setembro de 2004

Deu no jornal!

Olha só este trecho de uma matéria de Hagamenon Brito sobre Milton Nascimento, publicada no último sábado:


"Dança e Milton, aliás, se dão bem. Ele planeja lançar discos com as trilhas de Nascimento, feito para a companhia do americano David Parson, e Cores e vozes, composto para uma coreografia da baiana Cristina Castro, do Viladança. "Acho que o balé Cores e vozes deve estrear no próximo semestre", afirma.

'Eu conheci Cristina no Teatro Vila Velha. Fui com um grupo de amigos e tomei um choque. É uma pessoa que aparenta doçura e fragilidade, mas cujo trabalho tem uma vigor impressionante. Quando terminou o espetáculo, nós não tínhamos o que falar. Eu só conseguir dizer: `Mulher, você é muito louca!'."

É... O Viladança está mesmo com tudo! Para ler na íntegra, clique aqui.


O Vila traça história e conta

É com orgulho e alegria que o Teatro Vila Velha traz, ao público, o terceiro livro da série Cadernos do Vila: Teatro de Cabo a Rabo, do Vila para o interior. Escrito por diversos autores e organizado pelo diretor teatral Marcio Meirelles, o livro documenta os caminhos percorridos pelos artistas residentes do Vila no interior baiano, desde o Teatro dos Novos até o Teatro de Cabo a Rabo. São diversos dados, depoimentos e outros textos, entre eles, a transcrição do Seminário Apropriações da Cultura Popular promovido em parceria com a FACOM-UFBA. O livro apresenta a proposta de intercâmbio cultural entre a capital e outros municípios, que sempre fez parte da história do Teatro Vila Velha. Durante o lançamento, acontece também a leitura do texto de Paparutas, com participação das paparutas de São Francisco do Conde e presença do autor, Lázaro Ramos. A festa está marcada para o dia 14 (próxima terça-feira), às 19:00 horas e você é nosso convidado.

O Caderno do Vila # 03 é uma edição do Teatro Vila Velha e P555, com patrocínio da COELBA e do Governo do Estado da Bahia através Fazcultura, com apoio de: EDUFBA, FACOM, Núcleo de Estudos Multidisciplinares de Cultura da UFBA e NAC - Núcleo de Apoio a Arte e Cultura da Prefeitura de São francisco do Conde .

quarta-feira, 8 de setembro de 2004

Mandaram um e-mail...

"Mariana, você é... linda!"

Resta saber qual Mariana, mas já temos suspeitas.

segunda-feira, 6 de setembro de 2004

ecos

Hoje fui ali. Nossos velhos computadores, estão começando a ficar velhos demais. Alguns podem ser recauchutados, outros estão com os dias contados. Até que algum dinheiro pelo nosso trabalho surja, não temos dinheiro pare repor nossas máquinas.

Fui ali justamente ver se comprava um pente de memória novo pra um dos nossos brinquedos, e consertar o leitor de disquete que está em greve por período indeterminado. Convoquei Alexandre, o estagiário, para me acompanhar.

Na volta, entrando no Passeio Público pelo Largo dos Aflitos, dois policiais conversavam:

- ...aquele cara ali, é do Teatro Vila Velha...
- Teatro Vila Velha, Teatro Vila Velha... Ele é do Viladança, né?
- (risos) Ele gosta é de balé! (risos)

Então tá...

Camilo Fróes

sexta-feira, 3 de setembro de 2004

Faxina é igual em toda casa: tira as coisas do lugar, é poeira pra todo lado, desarruma tudo para arrumar de novo. No meio do caminho a gente se encontra com coisas do passado, objetos que serviram e não servem mais, ou que são re-descobertos e ganham nova utilidade. Aqui no Vila, um casarão desse tamanho, com tanta coisa que acontece, tanta gente que passa, imagine!

Pois bem, no início dessa semana organizou-se um mutirão para organizar a oficina/galpão/depósito (o povo não chega a um acordo sobre como chamar aquele lugar, talvez porque o espaço seja mesmo as três coisas numa só). É um vão atrás do palco principal, como uma garagem, onde ficam guardadas um monte de coisas que são usadas na cenografia dos espetáculos que passam por aqui. Como por aqui, artista é quem mete a mão na massa, foi isso que se viu.

Aproveitaram uma manhã de pouco movimento (como se isso existisse nesse Vila!) e o palco foi tomado por um monte de coisas. Num olhar rápido, um bando de tranqueira - cordas, caixas, mesa, carrinho, lata, sacos, um monte de miudeza. Com mais atenção, eram fragmentos de diversos espetáculos, alguns bastante envelhecidos e desgastados, entrando em cena novamente. Eram objetos cênicos que já tiveram vida e significado como parte de alguma montagem, ou que estiveram nos bastidores para que tudo desse certo. Fato é que, juntos, espalhados pelo palco principal, relembravam pedacinhos de histórias. Dom Quixote, Trilhas do Vila, Auto-retrato aos 40, Mundo Novo Mundo, Fausto#0, entre tantas outras que eu talvez não recorde ou conheça. Tudo ali, reunido, cada peça um pequeno portal para a dimensão de outro tempo histórico.

Agora algumas coisas devem ter sido jogadas fora, outras estão mais fáceis de achar e serão utilizadas novamente ainda inúmeras vezes. O povo suou pegando no pesado de lá para cá, resolvendo o que fica e o que não presta mais. No fim das contas, maioria das coisas ficou. Só que agora está tudo mais limpinho e organizado, mas vai se acumular novamente. E aí, só na próxima faxina...

Juliana Protásio

quinta-feira, 2 de setembro de 2004

Uma atração à parte... A Música!

Os jovens músicos João Meirelles e Moreno Laborda já começam a demonstrar o poder de seu talento criativo. Além de terem criado a banda Os Manga, que fez algumas temporadas de shows aqui no Vila, agora eles assinam a direção musical do espetáculo Arlequim Servidor de Dois Patrões, d?A Outra Companhia de Teatro, em cartaz por aqui nas noites do final de semana. Dedicados à pesquisa na música regional, João e Moreno ficaram à frente da criação de uma trilha cheia de referências à cultura nordestina, com uso de diversos instrumentos e que casa em cheio com o clima do espetáculo. Para captar isto, eles participaram ativamente do processo de criação de personagens e preparação corporal d'A Outra. Neste período, o contato muito próximo com os atores e a direção foram norteando e fornecendo subsídios para a criação das músicas. Nas composições, eles contaram ainda com a participação de Camilo Fróes, que interpreta um dos personagens e é responsável pela produção da peça. As músicas são executadas ao vivo por João e Moreno, juntamente com os músicos Gui Alcântara, Ualeson Santos e Mariana Marin. Juntos, eles formam uma banda cujas interferências são fundamentais para a dinâmica em cena.

Juliana Protásio