quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Projeto "Eu, Por Exemplo" vai às ruas e promove interação do Vila com o público


Memórias relembradas, histórias até então secretas, muitas saudações e mensagens de carinho. As declarações captadas através dos orelhões multimídia do projeto Eu, Por Exemplo - espalhados pelas ruas de Salvador entre 22 e 29 de janeiro - tem ajudado a reviver um momento importante da história das artes cênicas na Bahia: a inauguração do Teatro Vila Velha, em 1964.

Em sete dias de ação, foram registrados 713 depoimentos e o site do projeto obteve 5.656 downloads e 1.419 vídeos assistidos. Os vídeos foram disponibilizados no Vimeo, que registrou acessos de diversos países a exemplo do Cazaquistão, Arábia Saúdita, Angola, Polônia, Aústria, França, Portugal, Espanha, Inglaterra, Argentina, Estados Unidos e Canadá. Entre os que falaram sobre o Vila, muitos desconhecidos e pessas referência das artes, como Ana Dumas (criadora do carrinho multimídia), Tuzé de Abreu (compositor), Zito Moura (músico), Meran Vargens (atriz e professora) e Jacques de Beauvoir (jornalista). Entre os depoentes, um fato em comum: todos têm algo a dizer sobre o Teatro Vila Velha, local que, entre tantos fatos marcantes, abrigou o show que deu origem ao movimento tropicalista – de Gil, Caetano, Tom Zé, Bethânia e Gal.


 Localizados em pontos diferentes da cidade (Teatro Vila Velha, Saladecinema da Ufba, Terreiro de Jesus, Shopping da Bahia e Rio Vermelho), os orelhões contaram com a presença de dois monitores em cada local de instalação e causaram reações variadas em quem os vê. No Pelourinho, muita gente se surpreende com a parafernalha em forma de orelhão, equipado com tablet e com design de Ray Vianna. “É o orelhão do futuro?”, perguntou um garoto, vendedor de água mineral.

O jornalista Kau Rocha explica que o projeto teve como objetivo registrar a memória imagética do Teatro Vila Velha na vida das pessoas. “É impressionante como o Vila faz parte de muitas vidas. Já registramos depoimentos emocionantes, de gente desconhecida, os chamados anônimos, que tiveram no Vila Velha sua primeira experiência marcante com as artes, gente que foi à inauguração do Teatro, outros que assistiram shows emblemáticos e gente que nunca foi a um teatro como espectador, mas foi concertar o fogão de lá”, conta Rocha.

Desde o primeiro dia de ação, as declarações captadas através dos orelhões multimídia estão disponíveis no hotsite www. faledovila.com, criado especialmente para o projeto “Eu, Por Exemplo”. Após o sucesso do projeto, o Teatro Vila Velha estuda a sua continuidade. A ideia é manter um orelhão fixo no teatro e receber novos depoimentos também pela internet.

 

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