sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

A Sensação das Oficinas

Neste final de semana acontece o ponto alto das Oficinas Vila Verão 2007, com a mostra geral dos cursos. Cada turma terá cerca de 20 minutos para exibir o que aprendeu ao longo de um mês de aulas práticas nas salas de ensaios e palcos do Vila. E o público vai poder assistir de graça as apresentações de teatro, música e dança preparadas por nossos alunos e professores. A Mostra das Oficinas Vila Verão traz a alegria das pessoas que estarão pisando pela primeira vez no palco, com a satisfação de ter aprendido coisas novas e de ter descoberto novas habilidades até então escondidas. Para quem ainda não participou de uma das Oficinas do Vila, é uma chance de saber o que a gente apronta por aqui e onde é possível chegar!


Oficina de Dança do Ventre

As apresentações irão acontecer no sábado e no domingo, a partir das 10h da manhã. No primeiro dia, programamos as mostras de Dança silvestre, Teatro para crianças, Teatro/Comédia e Dança Afro-brasileira. Para o domingo, 'mostraremos' ainda mais: Percussão, Tranças e penteados afro, Canto, Teatro, Teatro para iniciantes (2 turmas), Teatro para crianças e Dança do ventre.


Dança do Ventre invade a ADM

Por falar em Dança do Ventre, a oficina causou um verdadeiro frisson aqui no Vila. Nem mesmo a explosão das oficinas de Teatro (lotadas, com uma turma extra igualmente cheia e duas turmas infantis que também ultrapassaram o número de vagas oferecido inicialmente) provocou tantas transformações. É que boa parte da mulherada que participou das aulas integra a equipe do Vila. E todas foram empenhadíssimas, com ensaios extras (foto) e, como não podia deixar de ser, altos investimentos no figurino. Saias sensuais esvoaçantes de todas as cores, bustiês bordados com muito brilho e xales adornados com medalhas ciganas para chacoalhar com o balanço dos quadris vêm ocupando as moças ao longo da semana, numa produção arrasadora. Essa mostra promete!

O sucesso da Dança do Ventre no Vila foi tão grande, que a oficina continuará sendo oferecida ao longo do ano. A partir de março, as aulas continuam acontecendo de 12h30 às 14h. Ficou interessada? Fale com a gente - 3336-1384 / comunicacao@teatrovilavelha.com.br

2 comentários:

  1. Vc conhece o método Teatro-feijão-com-arroz? Conheça no blog
    http://metodoteatrofeijaocomarroz.blogspot.com/

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  2. Anônimo2/6/11 10:52

    QUAL A EPISTEMOLOGIA DO MÉTODO TEATRO-FEIJÃO-COM-ARROZ?

    Tem por base juntar evidências observáveis, empíricas e mensuráveis baseadas na dramaticidade típica do teatro contemporâneo. Possui um conjunto de regras básicas o método Teatro-Feijão-Com-Arroz, desenvolvido pelo alagoano Marcello Ricardo Almeida, em 1975, em Santana do Ipanema, a desenvolver experiências cênicas a fim de produzir resultados dramáticos cujo mote é a ironia e a política social; bem como corrigir e/ou integrar conhecimentos teatrais pré-existentes no palco. Este palco poderá ser nas ruas, na caixa italiana, em um teatro de bolso, arena, no teatro de bonecos, no estrado da igreja, da escola, do presídio etc. Determinam certos elementos que diferenciam o método Teatro-feijão-Com-Arroz de outros métodos. O método Teatro-Feijão-Com-Arroz é processo objetivo, para que o texto, o ator (ou atores) seja imparcial na interpretação dos resultados. Este método Teatro-Feijão-Com-Arroz, experimentado na América do Sul (Chile e Argentina, 1990) e na América do Norte (Nova York, EUA) que tem a admiração de teatrólogos de trabalhos reconhecidos e experiência comprovada, como os paulistanos Fauzi Arap e José Eduardo Vendramini; o método de Marcello Ricardo Almeida é o modo ordenado de proceder com ironia cênica.

    Método Teatro-Feijão-Com-Arroz rompe com a trama e mantém atores e plateia em atitude de vigília crítica e irônica. As peças no método Teatro-Feijão-Com-Arroz, disponíveis num banco de dados na SBAT, mantêm espectadores conscientes e não em estado de torpeza, hipnose diante dos fatos apresentados na encenação teatral. Evitando, assim, a imersão no universo cenicamente construído. Apresenta-se em constante estado de tensão, em permanente contradição entre si.

    O texto irônico é um dos processos típicos do método Teatro-Feijão-Com-Arroz, a exemplo das peças “Debaixo da Ponte” (encenada em vários Estados brasileiros), “A Fila do INPS”, “Maria Bala: Quem Má Cama Faz Nela Jaz”, “Bullying: Não Bulam Comigo” (publicada no livro “Teatro na Escola”, editora Multifoco, RJ, além de outras peças do mesmo autor), “Casa de Fantasmas”, “A Escola da Diretora B. O.”, “Quem Tem Medo do Lobo Mau”, “Atirei o Pau no Gato”, “As Últimas Horas” e “Ética da Professora Maricota” para citar algumas das 150 peças no método Teatro-Feijão-com-Arroz. Neste método do dramaturgo alagoano Marcello Ricardo Almeida, atores não podem se esquecer que são atores, atores não podem se imaginar personagens, atores devem ser sempre atores que desempenham papéis, como um amigo que conta uma piada a outro ou uma vizinha que faz uma fofoca e a outra vizinha sabe que aquilo não passa de uma fofoca, como o amigo do amigo sabe de antemão que o que vai ouvir é uma piada e não uma notícia séria. Onde os atores mantêm plena consciência de que atuam não sobre peculiaridades individuais, mas como demonstradores dos efeitos das desigualdades sociais e individuais.

    Tem por função desmitificar e desmistificar as diversas instâncias de poder. Objetiva mudança segundo as concepções da cultura nascida do povo. Atitude crítica e irônica de um teatro que rir do próprio teatro, que se ironiza e se satiriza enquanto teatro – no sentido de rir de si próprio, de rir para mudar, de rever o que fez ou faz em seu grupo. Representa o conjunto de traços próprios impregnados nas diversas culturas urbanas e rurais sem dicotomia. O método Teatro-Feijão-Com-Arroz é um método paradoxal pois, embora aparentemente simplificado pelo nome do prato de cada dia do brasileiro: teatro-feijão-com-arroz, paralelo a esta premissa, a identidade do método Teatro-Feijão-Com-Arroz é a identidade, é a valorização, transcende a movimentação gestual, mostra a personagem engajada, expõe caráter. Atores como espelhos das sociedades. Para o método Teatro-Feijão-Com-Arroz, esses efeitos deixam marcas.

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