quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Ó paí, ó! Que coisa linda!


Travestidos nos bastidores de Ó Paí, ó!



O Bando curtiu o Carnaval na pipoca e nos blocos, inclusive atrás do trio Ó PAÍ, Ó! que teve Caetano Veloso e Jauperi - com participação de Lázaro Ramos - pelas ruas da cidade a entoar as músicas que vão na trilha sonora do filme de Monique Gardenberg que estréia daqui a pouquinho. Sucesso antecipado no verão, mais do que comentado na imprensa e nos burburinhos da classe artística, o lançamento leva o Bando mais uma vez para as telonas do Brasil, interpretando seus próprios personagens - vale a pena lembrar que essa história que milhares de pessoas vão ver no cinema saiu do teatro, daqui da Bahia.

Para ver como tudo começou, assista ao Bando em cena: Ó paí, ó! está em cartaz aqui no Vila, às sextas e sábados, 20h. Adiante seu lado, que a temporada só vai até dia 24 de março!

Gostou de ver as "meninas do Garcia"? Então confira o canal do Vila no Youtube (www.youtube.com/vilavelha), onde você encontra um monte de trechos e cenas de bastidores do filme, com o pessoal do Bando e atores como Wagner Moura e Dira Paes.

Um comentário:

  1. Falar do teatro Vila Velha é falar da história e da vanguarda da arte viva de Salvador...

    Quando cheguei a Salvador, em 1993, logo depois fui atraído para aquele espaço onde a cultura pega fogo. Um BUXIXO dava conta de uma peça de teatro que discriminava os brancos... (???????);;;
    Isso mesmo. "Cabará da Rrrrraça" (vim saber o nome muito tempo depois), falava de outra coisa: da discriminação dos negros numa cidade de maioria negra/mestiça. Assisti à montagem, e não parei mais de ir ao teatro Vila. Fui ver "Cabaré" mais de vinte vezes, já perdi as contas... Conheci o Lázaro Ramos ali... Hoje, Lázaro se encontra longe dos palcos baianos, brindando a milhões de brasileiros com sua aparição majestosa nas novelas e nas telas grandes do Brasil e do mundo.
    Agora, nova peça, com o mesmo "bando", está estourando na cidade. Assisti e "babei", literalmente, com o talento, a perspicácia, a ousadia e a realidade que muitos soteropolitanos não conhecem: o Pelourinho de dez, quinze anos atrás... Eu frequentava às terças da bênção daquela época e sei que "Ó Paí, Ó", é exatamente a cara, a alma do Pelourinho e de sua população que foi expulsa. Tanto a população residente, À época, quanto a população visitante.
    Não dá para dizer que se conhece Salvador, sem conhecer a história do povo que nela vive e sofre... E não dá para dizer que se conhece a cultura da cidade e da Bahia, sem assistir às pérolas apresentadas no Vila.
    Parabéns a Márcio Meireles, a toda a equipe de produção e de bastidores, aos atores e atrizes, principalmente, e enfim, a mim, que tenho o privilégio de poder ter acesso a trabalhos de primeira grandeza como este.

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