quinta-feira, 23 de abril de 2009

Como tratar um artista - por Núcleo B

O pessoal do Núcelo B - Dança Contemporânea participou do projeto Casa Aberta e deixou comentários sobre a experiência em seu próprio blog. Colei o texto abaixo. Se preferir, veja o original.

O post se intitula "Como tratar um artista" e faz algumas considerações bem interessantes do ponto de vista de quem vive e "rala" muito para produzir arte. A despeito da pouca cobertura da imprensa local ao projeto, o Casa Aberta foi um sucesso nas três noites em que esteve em cena, sem falar no alto astral dos grupos durante as etapas de produção e ensaios.

Eu acredito que os veículos de comunicação na Bahia perderam a chance de dar vez ao que, pela proposta, havia de melhor na programação do Mês da Dança. Peço licença às grandes atrações que por aqui passaram e passarão neste período. Longe de mim querer diminuí-las em qualquer aspecto - seus lugares já estão muito bem guardados. Mas foi o Casa Aberta que garantiu o espaço daqueles que formam a base do movimento de dança e são seu público e militância fiel: os pequenos e novos grupos, os dançarinos iniciantes, os amadores e os vanguardistas marginais, que experimentam sem alarde e, infelizmente, na maioria das vezes, também sem plateia.

Aqui foi Casa Aberta e cheia. Todos os estilos presentes. Todo mundo veio ver. PARABÉNS, RICARDO!!! Bravo, Viladança!

E parabéns também ao Banco do Nordeste pelo acerto de ter acreditado neste belíssimo projeto.

Vida longa ao Casa Aberta. Já esperamos pela quarta edição!

Bruno Machado
Nucom

--COMO TRATAR UM ARTISTA
por Núcleo B

Terça foi a estréia de Mercado Livre, no Projeto Casa Aberta (Teatro Vila Velha).

Ficamos muito felizes com o resultado, apesar de identificarmos alguns ajustes que ainda precisam ser feitos.

Queremos parabenizar a equipe do projeto, coordenado por Ricardo Fagundes, pela iniciativa e organização.

É muito bom participar de um evento assim, onde artistas produzem artistas. A gente não quer só comida, a gente quer comida e condições de trabalho. E isso o Casa Aberta nos ofereceu como poucos. Todas as nossas necessidades foram atendidas, contamos com um profissionalismo enorme de toda equipe, sempre atenta e bem-humorada apesar do
stress característico deste tipo de evento. Isso nos levou a refletir sobre as condições de trabalho do artista aqui no Brasil. O que deveria ser uma regra ou seja, ter suas necessidades atendidas, contar com uma equipe de apoio, ser tratado com profissionalismo e dignidade acabou virando uma excessão. Por isso nossos parabéns e agradecimentos ao Casa aberta e à equipe do Vivadança, que compreendem que ser dançarino é sim ter uma profissão, e uma profissão séria. Um grande beijo a Cristina Castro, Will Brandão (Wiiiiiiilson 50!), Ricardo Fagundes, Fernanda Paquelet e à toda equipe (gente desculpem, como não dava para botar os nomes de todos, botamos só os dos coordenadores, mas o agradecimento é para todo mundo). Que o Vivadança e o Casa aberta tenham muitos anos de sucesso!

2 comentários:

  1. Realmente, o Casa Aberta foi uma das melhores partes da programação do III Mês da Dança no Vila. Acho que realmente a equipe de curadoria fez o máximo possível para dar espaço ao maior número de artistas possível - em uma só noite, era possível ver performances, balé clássico, dança de salão, circo, dança contemporânea...! Fiquei muito orgulhosa da produção independente de dança baiana, ao mesmo tempo que vi na nesta mostra coreógrafica algo que ultrapassa a apresentação/ divulgação dos trabalhos em cena. Considero o Casa Aberta um grande ponto de encontro, um evento que permite que os artistas vejam o que seus companheiros estão fazendo e troquem, aprimorem seu próprio trabalho, se reinventem. Parabéns!

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  2. Ricardo Fagundes24/4/09 15:08

    Ele existe e com dois anos já tem raizes fincadas no chão!

    Com amor, acredito que as ações são saudáveis e a luz se faz presente. Obrigado a cada um que contribuiu para a concretização de um sonho. Um sonho muito povoado por seres humanos e suas histórias de vida. Um sonho concretizado que nos encheu a barriga. Obrigado pelas palavras, pela força braçal, pelos olhares que sempre me sopraram para materialização dessa vontade de celebrar a arte através do CASA ABERTA.

    De coração, Ricardo Fagundes

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