terça-feira, 25 de maio de 2010

Você lembra?


Edvana Carvalho (Edvana, deixe seu e-mail nos comentários para podermos fazer contato com você!) faturou o primeiro prêmio, e uma nova edição da promoção já está no ar. Agora é a vez de compartilhar lembranças sobre Áfricas, primeiro espetáculo infanto-juvenil do Bando de Teatro Olodum.

Áfricas leva para a cena a diversidade de histórias, povos, mitos e religiosidades do continente africano, em uma bela tentativa de suprir a escassez de referênciais africanos no imaginário infantil, povoado de fábulas e personagens europeus.

(Pra quem não lembra, a brincadeira é a seguinte: vamos publicar no blog do Vila a foto de um espetáculo do Bando de Teatro Olodum. Você olha a foto e posta, nos comentários do blog, uma história relacionada à peça. Pode ser um "causo", uma história de bastidor ou uma lembrança de como o espetáculo mexeu com você e sua forma de ver o mundo. A melhor história da quinzena fatura uma camiseta. Tá bom, ou não tá?)

E aí, do que você lembra?

5 comentários:

  1. Caroline Fantinel26/5/10 13:09

    Do "Áfricas" eu tenho uma lembrança engraçada e forte ao mesmo tempo.
    Fui a um dos estudos sobre a África, aqueles que eram aberto ao público. Foram muito interessantes, debates ótimos.
    Bem, no primeiro encontro que fui, após Marcio Meirelles falar sobre uma série de questões que remetiam à África, um homem negro levantou-se e começou a falar muito alto que era um absurdo um homem branco estar falando da África para os negros. Falou que aquilo era inadmissível. Meirelles no alto da sua experiência deu um baile e foi muito bonito tudo o que ele falou. Não humilhou ninguém, mas deixou claro que o que deve existir é uma junção de forças entre todos e não uma segregação, como o reclamante achava certo. Nunca esqueço disso. Esquentou os ânimos de todos os presentes.

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  2. Celso Aguiar28/5/10 08:58

    Celso Aguiar


    O "Áfricas " foi para mim um divisor de águas . Consegui viajar na música , nas cores , nas fábulas africanas mas sobretudo angariar valores e despertar para uma visão até então obstruída pelas histórias do Brasil contadas nas escolas , cujo passado do Negro iniciava na escravidão e se repetia e ainda se repete , associando a raça à escravatura . Quanta beleza , quanta cultura , quanta magia, ficam em páiginas que ninguem ler mas que o Éfricas ousou , abriu o livro , para contar e mostrar o ângulo magestoso do nosso povo negro , as raizes poderosas dessa raça . Ao sair do teatro , aconteceu que fiquei muito emocionado , saí telefonando pra todo mundo que eu conhecia para que fossem ao teatro assistir o espetáculo, parecia um menino !!

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  3. Bem, Áfricas foi engraçado. Assim que começou a peça eu pensei: "nossa, é para criança, peça educativa, onde fui me meter?". E realmente, foi educativa, porque a gente tem que aprender ainda muito, e infantil, mas só porque me emocionou com o vestuário, a música, a dança, do jeito que a gente se emociona com o desconhecido quando é criança.

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  4. Bom Dia esta foto do espetaculo Africas me lembra o tempo em que fazia parte da entidade Fundação Cidade Mãe onde participei de várias oficinas como capoeira dança afro maculele canto coral e outros sendo que todos mostravan a identidade do negro e seu devido valor a ser reconhecido na sociedade.
    obrigado Jean!!!

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  5. minha história com áfricas começou na temporada de estréia do espetáculo, em 2007. Me emocionei muito com a proposta de levar mitos africanos às crianças de todas as idades. Parece piegas, mas reforço aquele discurso de que num estado e numa cidade de maioria negra tenhamos tanto acesso a alladins, alices, brancas de neve, e tanta dificuldade de conhecer histórias que se relacionam muito mais ao nosso cotidiano.

    Agora em janeiro soube que meus sobrinhos do interior viriam passar uma parte de suas férias na minha casa em SSA. Arquitetei tudo. Era uma oportunidade única: levá-los pela primeira vez ao Teatro e, uma maravilha ainda maior, usar o espetáculo para instigar neles a curiosidade sobre um mundo tão próximo e tão invisibilizado.
    Não precisei fazer discurso sobre isso, até pq para eles, crianças de 10 anos, não funcionaria. Foi o teatro, a arte, a dramaturgia do bando que mostrou a eles e que fez com que eles se perguntassem sobre todo aquele encantamento.

    O resultado deu tão certo que aos sábados, meu sobrinho que mora comigo, sempre me pergunta: tio? hoje tem teatro?

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