sexta-feira, 29 de julho de 2016

Terças Pretas movimentam Teatro Vila Velha com espetáculo inédito, reapresentações e leitura dramática

Terceira edição do projeto realizado pelo Bando de Teatro Olodum celebra o teatro feito por coletivos de artistas negros

 Peça inédita "O Contentor (O Container)" estreia nas Terças Pretas. Foto de divulgação: João Rafael Neto


Em agosto, o Bando de Teatro Olodum dá continuidade ao projeto Terças Pretas, que chega a sua terceira edição, reunindo obras de diversos coletivos de artistas negros, com destaque para o teatro. Com início no dia 2 de agosto, e programação acontece em todas as terças-feiras do mês, sempre a partir das 18h, com a Feira Étnica, que reúne diversos artistas e afro-empreendedores expondo produções artesanais, moda e gastronomia. A cada semana, a partir das 19h, o projeto abriga programação diversa, que reúne os espetáculos "Lótus", "Importuno "Poético", "Antônia", "Maloquêro", além da estreia da peça inédita "O Contentor (O Container)", e a leitura dramática de “A Contenda do Fiscal e as Fateiras”, com elenco do Bando.

No dia 2 de agosto, 19h, em homenagem ao Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, comemorado em Julho, a programação será aberta com quatro mulheres em um evento que vai mesclar a poesia e o teatro tendo como tema o universo feminino. Na estreia teremos o espetáculo solo de Danielle Anatólio“Lótus”, construído com base no contexto afetivo de diversas mulheres negras, além de pesquisa feita no livro “Mulher Negra: Afetividade e Solidão”, de Ana Cláudia Lemos Pacheco e em poesias de diferentes escritoras negras. E o Importuno Poético, triângulo de poetrizes (poetisas/atrizes), que busca exprimir a defesa da alma fêmea, atuar politicamente com o discurso poético compartilhando a força e a beleza do universo feminino.

 "Antônia" é um dos espetáculos apresentados

O espetáculo teatral “ANTÔNIA”, que acontece no dia 9 de agosto, aborda a violência contra a juventude negra brasileira se utilizando de uma livremente inspirada na obra Antígona, de Sófocles e tem caráter itinerante. O espetáculo, que traz o protagonismo feminino negro tem a concepção artística e direção geral de Sanara Rocha e a dramaturgia original assinada por Daniel Arcades.
Na terça, dia 16, acontece o espetáculo “Maloquêro”, com direção da atriz e arte-educadora Merry Batista, do Bando de Teatro Olodum. A peça narra os desafios e os preconceitos enfrentados por homens e mulheres que sobrevivem nas ruas de Salvador. Escrito e interpretado pelo ator Jhoilson de Oliveira, o monólogo tem um texto dinâmico que quebra com a quarta parede e dialoga diretamente com os espectadores.

No dia 23, a peça “O Contentor”, escrita em 1994 pelo dramaturgo angolano José Mena Abrantes, ganha nova montagem pelas mãos de Ridson Reis, marcando sua estréia como diretor, após dez anos de trabalho no Bando de Teatro Olodum, como ator e diretor musical. No espetáculo “O Contentor (O container)”, três africanos de nacionalidades diferentes embarcam como clandestinos num navio cargueiro rumo à Europa. Chegando lá são descobertos e aprisionados num container, enfrentando temperaturas de 60° C, durante o dia, e quase 0º C, à noite, esse é o mote principal do espetáculo O Contentor. A peça traz à tona questões como imigração, direitos humanos e a busca por um sonho.  

Para finalizar o projeto no mês de agosto, no dia 30, a leitura dramática “A Contenda do Fiscal e as Fateiras”, cordel livremente inspirado do ato de João Augusto do folheto de Manoel A. Campina, com o Bando de Teatro Olodum no elenco. Na peça, um grupo de mulheres camelôs sequestra o fiscal de impostos que aparece para fazer o rapa. “Um é dois e três é cinco”, “Leva dois pelo preço de um”, “Na loja é 100 reais, aqui é dez”; diversos personagens que trabalham com o mundo da pirataria apresentam este universo para o espectador, provocando, através da comédia, a sua força como sujeitos desobedientes. "A Contenda de um Fiscal e as Fateiras" é uma ode à pirataria (enquanto ato subversivo da impotência do produto “original”), à quebra do pensamento ordinário, aos profissionais ambulantes e clandestinos, à população negra que se vira para trabalhar e ao riso, muito riso. Diversas situações que permeiam o universo da venda de produtos piratas na rua são exibidas e utilizadas para camuflar o sequestro do fiscal, mas esta apreensão vai dar o que falar no centro da cidade e render as situações mais hilárias para o público.

As Terças Pretas vão acontecer de 02 a 30 de agosto, sempre às terças-feiras a partir das 18h, com a Feira Étnica, e diversos artistas e afro-empreendedores expondo produções artesanais, moda e gastronomia.
PROGRAMAÇÃO - Terças Pretas - agosto 2016
Dia 02/08, 19h – performance “Lótus”  solo de Danielle Anatólio e “Importuno Poético” por Cléa Barbosa, Jocelia Fonseca e Lutigarde Oliveira. (Ingressos: R$20 e R$10)
Dia 09/08, 19h – espetáculo ”ANTÔNIA”, concepção artística e direção geral de Sanara Rocha e a dramaturgia original assinada por Daniel Arcades. (Ingressos: R $20 e R$10)
Dia 16/08, 19h – monólogo “Maloquêro” com direção da atriz e arte-educadora Merry Batista do Bando de Teatro Olodum e atuação de Jhoilson de Oliveira. (Ingressos: R$20 e R$10)
            Dia 23/08, 19h - espetáculo O Contentor (O Contêiner) com direção de Ridson Reis. (Ingressos: R$20 e R$10)
            Dia 30/08 –  leitura dramática “A Contenda do Fiscal e as Fateiras” ato de João Augusto baseado no folheto de Manuel A. Campina “Discussão dum Fiscal com a Fateira”, texto adaptado por Daniel Arcades, com direção de Antônio Marcelo (Ingressos: R$20 e R$10)
  
Local: Teatro Vila Velha, Passeio Público, Campo Grande, Salvador-BA

Acesse o site do Vila para ter acesso a programação completa e comprar ingressos antecipados: www.teatrovilavelha.com.br

Tributo a Luiza Bairros concilia arte e homenagens no Vila Velha em Salvador


Atividade organizada por amigas e amigos da ex-ministra da Igualdade Racial começa às 18h, de segunda-feira (1º/08) 

 

Luiza Bairros será homenageada em Tributo realizado por amigas e amigos, militantes do Movimento Social Negro, artistas e personalidades baianas e brasileiras. O evento acontece na segunda-feira (1º/08), às 18h, no Teatro Vila Velha, Salvador. Música, teatro, dança e poesia estão entre as performances artísticas programadas para a atividade, num reconhecimento à homenageada, que dedicou toda sua vida à política e à luta em defesa da população negra.

Bando de Teatro Olodum, Ilê Aiyê, Cortejo Afro, Bankoma, os cantores Lazzo Matumbi e Dão, além dos poetas Vera Lopes e Landê Onawale estão entre os amigos da ex-ministra da Igualdade Racial que já confirmaram participação no Tributo. A programação conta ainda com exposição fotográfica, exibição de vídeos e falas sobre a homenageada, cuja vida e militância no Movimento Negro tem íntima ligação com pessoas, lugares, manifestações culturais e a própria cidade de Salvador.

Militante histórica das causas das mulheres negras e do combate ao racismo, Luiza Helena de Bairros faleceu no dia 12 de julho último. Referência para centenas de pessoas em todo o país, Bairros deixa muitas saudades, mas, sobretudo, um legado a ser honrado e reconhecido por toda a sociedade brasileira.

Nascida no Rio Grande do Sul, Luiza Bairros morreu baiana de fato e de direito. Escolheu viver na Bahia desde 1979. Em 2015, teve a condição de cidadã baiana oficializada pela Assembleia Legislativa do Estado.

No Brasil e em nível internacional, Luiza viveu intensamente em função da defesa dos direitos da população negra, especialmente das mulheres negras. Foi titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia e Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil.

Em nota, a ONU destacou a importante participação de Bairros na Conferência de Durban, evento que reuniu em 2001 representantes de 173 países na África do Sul para discutir medidas contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e intolerâncias correlatas – e seus desdobramentos; a ajuda ativa na construção de projetos de vários organismos da ONU para o combate ao racismo; e que ela teve um papel fundamental na fundação do Grupo Temático da ONU sobre Gênero, Raça e Etnia, um dos grupos mais atuantes da ONU Brasil.

SERVIÇO

Tributo a Luiza Bairros
Teatro Vila Velha – Av. Sete de Setembro, S/N, Passeio Público
1º de agosto de 2016, às 18h

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Companhia do Latão realiza bate-papo com o público nesta sexta-feira

Cena do espetáculo "O Pão e a Pedra". Foto: Lenise Pinheiro.


Nesta sexta-feira, 15h, os integrantes da Companhia do Latão, de São Paulo, realizam bate-papo com o público no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha. No encontro, eles falam da trajetória do grupo, um dos mais tradicionais do país, e compartilham a experiência de montagem da peça "O Pão e a Pedra", em cartaz no Teatro Vila Velha nesta quinta, sexta, sábado e domingo, dias 28, 29, 30 e 31 de julho, às 19h. O encontro é aberto ao público.

Mais recente trabalho do Latão, "O Pão e a Pedra" acompanha as histórias de várias personagens do mundo do trabalho durante a greve dos metalúrgicos de 1979 no ABC Paulista, misturando elementos realistas, fantásticos e documentais. O trabalho se debruça ainda sobre os aspectos do pensamento religioso no Brasil, sua força de coesão social e sua adesão à tendência geral de mercantilização das formas culturais. A montagem estreou em São Paulo, em maio deste ano, quanto realizou mais de 32 apresentações lotadas, antes de seguir para temporada em Belo Horizonte. A Bahia é o terceiro estado a receber o espetáculo.

Saiba mais sobre a Companhia do Latão clicando aqui. Para detalhes e ingressos para a temporada em Salvador, clique aqui.

Bate-papo com a Companhia do Latão
29 de julho, sexta-feira, 15h
Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha
entrada gratuita

Espetáculo "O Pão e a Pedra"
27, 28, 29, 30 e 31 de julho, quarta a domingo, 19h
Sala Principal do Teatro Vila Velha
R$30 (inteira) e R$15 (meia)
 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Último Palco Aberto do mês de Julho discutiu "Novas Formas de Atuação Política "

Texto e fotos: Laís Andrade

Na segunda-Feira, dia 25 de julho, aconteceu mais uma edição do “Palco Aberto”, que teve como tema  "Novas Formas de Atuação Política". Antes mesmo da abertura do palco para o debate, enquanto o público aguardava no Cabaré dos Novos, surge de surpresa a "Palhaçaria de Choque", fazendo humor com a opressão policial. Os soldados a(r)mados de espadas de bexigas e guarda-chuvas começam a "revistar" os presentes, utilizando revistas como cassetete e procurando por suspeitos. Para garantir a desordem e o caos, a trupe atirou "balas perdidas" e usou gás de efeito "moral".

Palhaçaria de Choque no Palco Aberto do Vila
Seguindo com as intervenções artísticas a Banda Levante!, o projeto musical nascido em 2013, participou tocando em três ocasiões durante o debate, cantando um trecho do poema "Navio Negreiro" de Castros Alves, "Comportamento Geral" de Gonzaguinha e músicas autorais da banda.

Banda Levante! em apresentação musical
Sérgio de Carvalho, diretor da Companhia do Latão, contou sobre a atuação política em São Paulo e definiu a companhia como "um grupo de trabalho na contra mão, tentando encontrar lugares além do lugar da cultura tradicionalmente", construindo um espaço igualitário de criação e divisão de lucros e, trocando a criação de produtos pela construção de processos. A companhia também optou pela encenação de espetáculos com temáticas sociais e populares, que costumam atrair público de movimentos sociais e comentou que o grupo "começou a fazer peças para também conversar com essas pessoas". O artista comentou ainda a participação do Latão no movimento "A arte contra a barbárie" e a conquista da "lei de fomento ao teatro" em São Paulo.

Pablo Florentino, do Coletivo Mobicidade, que trabalha com pesquisa, coleta de dados e mapeamento de ciclovias em Salvador. Pablo discutiu a mobilidade urbana e a cultura "carrocrata" e questionou a forma como construímos, vivemos e existimos no espaço urbano. Sueide Kintê, que estava prevista para compor o debate, não conseguiu chegar à tempo por conta de uma outra mesa de discussão.

A próxima edição do Palco Aberto acontece no dia 22 de agosto, às 19h, no Teatro Vila Velha. O evento é aberto ao público. 

terça-feira, 26 de julho de 2016

Campanha de financiamento coletivo em apoio ao Teatro Vila Velha encerra em 31 de julho, data de aniversário do espaço

Chega aos últimos dias a campanha de financiamento coletivo em apoio à manutenção do Teatro Vila Velha, primeiro teatro independente da Bahia. As contribuições podem ser feitas através do endereço www.kickante.com.br/teatrovilavelha até 31 de julho, data em que o Vila completa 52 anos de existência. Lançada com o objetivo de dar um fôlego à administração do espaço, depois de grande redução de receitas oriundas de patrocínios, a campanha arrecadou até o momento cerca de R$40 mil da meta de R$150 mil.
Com o slogan "Cole com o Vila, velho!", o movimento tem recebido o apoio de artistas como Lázaro Ramos, Daniela Mercury, Caetano Veloso, Wagner Moura, Anna Muylaert, João Miguel, Fernanda Júlia, Vladimir Brichta, Marcio Mello e Frank Menezes, que gravaram depoimentos sobre a importância histórica do Teatro Vila Velha para o estado e para o país.


Público, produtores, empresários e artistas tem encontrado maneiras criativas de colar com o Vila e contribuir financeiramente com a manutenção do teatro. O grupo Baiana System e a drag queen Rainha Loulou realizaram dois grandes eventos com bilheteria revertida para o espaço. O "Revilavolta", comandado pelo Baiana, contou com a participação dos músicos Ronei Jorge, Nancy Viegas, Livia Nery, Vandal, Junix e Ivan Sacerdote. Já o desfile performático “Loulou Fashion Show”, dirigido por Jorge Alencar, Neto Machado e Klênio Magalhães, reuniu mais de cinquenta artistas, que contracenaram com a diva Loulou. O Bar Quintal, vizinho do teatro, doou ao Vila o lucro arrecadado com a venda da cerveja Skol às quintas-feiras, durante a campanha. Já a atriz e diretora Joice Aglae apresentou dois espetáculos de repertório com renda revertida para a campanha.

Loulou Fashion Show foto: Michelle Chicharo
E as iniciativas não pararam por aí. No dia 15 de agosto, 20h, será apresentada a leitura dramática do texto inédito GAZA2018, do dramaturgo e diretor Martin Domecq, com bilheteria revertida para o Vila. Em setembro, acontece ainda a oficina "Um olhar fotográfico", ministrada pela fotógrafa Andrea Magnoni, que também terá renda revertida totalmente para a manutenção do Teatro Vila Velha, com inscrições abertas em agosto. 

Para contribuir através do site www.kickante.com.br/teatrovilavelha o procedimento é muito simples e dura cerca de 2 minutos. As faixas de valor para contribuição vão de R$30 a R$10.000,00, com recompensas que variam entre ingressos, camisas, cartazes, programas de espetáculos, participação em oficinas, veiculação da marca nas redes do teatro, entre outros.  Os valores podem ser pagos por cartão de crédito, Paypal (alternativa para doações feitas do exterior), além de boletos bancários.
"Cole com o Vila, velho!"Campanha de financiamento coletivo em apoio à manutenção do Teatro Vila Velha
Doações até 31 de julho, data de aniversário de 52 anos do Teatro Vila Velha:
www.kickante.com.br/teatrovilavelha

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Inscreva-se até 29 de julho no workshop com o coreógrafo mexicano Francisco Córdova Azuela

  
Registros do workshop  Corpo-Ação <> Movimento-Relação

Estão abertas até 29 de julho, próxima sexta-feira, as inscrições para o workshop Corpo-Ação <> Movimento-Relação, com o dançarino e coreógrafo mexicano Francisco Córdova Azuela, diretor da companhia Physical Momentum Project Company, que vai estar no Rio de Janeiro para o Festival Dança em Trânsito 2016. A proposta é que o workshop para dançarinos e estudantes aconteça do dia 9 a 13 de agosto, das 17h às 19h, no Teatro Vila Velha. O investimento é de R$200 e as inscrições são feitas no Teatro Vila Velha de segunda a sexta, das 15h às 18h. A vinda do artista será confirmada apenas caso haja número suficiente de inscrições para custear as despesas. Pedimos que divulguem e inscrevam-se! Detalhe sobre o workshop e o artista abaixo e mais informações pelo telefone 30834619.

Sobre o workshop "Corpo-Ação <>Movimento-Relação"


É um programa de treinamento baseado na construção do movimento através de ações físicas. Incentiva o participante a uma linguagem comum e não apenas alguns códigos de dança. Rompe-se e decodifica acordos e linguagens predeterminadas da dança. O workshop é uma representação de controle e intuição física, o objetivo é dotar "estados": físico, mental e até mesmo emocional, tudo através de fisicalidade; levando o corpo a suas capacidades máximas e riscos coporais controlados. Orienta o aluno a encontrar a verdade em seu corpo e entrar em contato com o seu próprio caminho e personalidade de movimento, assumindo informações pela vontade de intuição. O workshop é sobre o conhecimento experimental.


Sobre Francisco Córdova Azuela (México)
Mestrado em Estudos Teatrais e Direção Cênica no Institut del Teatre, Mestrado em Iluminação cênica em Barcelona, ​​Espanha. Estuda com Le Jaune Ballet du Québec, em Montreal, no Canadá e com o Ballet Latino-americano de NY. Graduado pela Faculdade Nacional de Clássico e Dança Contemporânea (ENDCC) na cidade do México.

Diretor da
Physical Momentum Project Company e diretor das técnicas do programa de formação do Movimento no México e Barcelona. Desde 2006 tem desenvolvido a sua proposta metodológica Corpo-Ação <> Movimento-Relação, que tem sido ensinada em vários workshops em empresas, festas e centros internacionais artísticas na Europa e América Latina.

Foi indicado a vários prêmios, residências artísticas e subvenções. Considerado (2012) pela imprensa como um dos 7 novos artistas emergentes e talentos mais jovens como diretor artístico. Em 2014 e 2015 ele foi classificado como um dos dançarinos mais representativos da nova dança mexicana. Em sua carreira internacional, é considerado como um dos mais jovens pioneiros das novas tendências e fugas em treinamentos para a realização de estágio. Tem sido um membro de várias empresas e projetos em estágio por mais de 12 anos. Durante sua carreira desenvolveu-se como um intérprete, coreógrafo e indivíduo pedagógico. Tem participado em festivais no México, Estados Unidos, Canadá, Brasil, Colômbia, Equador, Costa Rica, Espanha, Itália, França, República Checa, Irlanda, Bélgica, Croácia e Alemanha.


Links para saber mais sobre o trabalho do artista:

http://www.physicalmomentumproject.com/
https://www.youtube.com/user/ghostpanch

http://www.tecnicasdemovimiento.com/

Inscreva-se até 29 de julho no workshop com o coreógrafo mexicano Francisco Córdova Azuela

  
Registros do workshop  Corpo-Ação <> Movimento-Relação

Estão abertas até 29 de julho, próxima sexta-feira, as inscrições para o workshop Corpo-Ação <> Movimento-Relação, com o dançarino e coreógrafo mexicano Francisco Córdoba Azuela, diretor da companhia Physical Momentum Project Company, que vai estar no Rio de Janeiro para o Festival Dança em Trânsito 2016. A proposta é que o workshop para dançarinos e estudantes aconteça do dia 9 a 13 de agosto, das 17h às 19h, no Teatro Vila Velha. O investimento é de R$200 e as inscrições são feitas no Teatro Vila Velha de segunda a sexta, das 15h às 18h. A vinda do artista será confirmada apenas caso haja número suficiente de inscrições para custear as despesas. Pedimos que divulguem e inscrevam-se! Detalhe sobre o workshop e o artista abaixo e mais informações pelo telefone 30834619.

Sobre o workshop "Corpo-Ação <>Movimento-Relação"


É um programa de treinamento baseado na construção do movimento através de ações físicas. Incentiva o participante a uma linguagem comum e não apenas alguns códigos de dança. Rompe-se e decodifica acordos e linguagens predeterminadas da dança. O workshop é uma representação de controle e intuição física, o objetivo é dotar "estados": físico, mental e até mesmo emocional, tudo através de fisicalidade; levando o corpo a suas capacidades máximas e riscos coporais controlados. Orienta o aluno a encontrar a verdade em seu corpo e entrar em contato com o seu próprio caminho e personalidade de movimento, assumindo informações pela vontade de intuição. O workshop é sobre o conhecimento experimental.


Sobre Francisco Córdova Azuela (México)
Mestrado em Estudos Teatrais e Direção Cênica no Institut del Teatre, Mestrado em Iluminação cênica em Barcelona, ​​Espanha. Estuda com Le Jaune Ballet du Québec, em Montreal, no Canadá e com o Ballet Latino-americano de NY. Graduado pela Faculdade Nacional de Clássico e Dança Contemporânea (ENDCC) na cidade do México.

Diretor da
Physical Momentum Project Company e diretor das técnicas do programa de formação do Movimento no México e Barcelona. Desde 2006 tem desenvolvido a sua proposta metodológica Corpo-Ação <> Movimento-Relação, que tem sido ensinada em vários workshops em empresas, festas e centros internacionais artísticas na Europa e América Latina.

Foi indicado a vários prêmios, residências artísticas e subvenções. Considerado (2012) pela imprensa como um dos 7 novos artistas emergentes e talentos mais jovens como diretor artístico. Em 2014 e 2015 ele foi classificado como um dos dançarinos mais representativos da nova dança mexicana. Em sua carreira internacional, é considerado como um dos mais jovens pioneiros das novas tendências e fugas em treinamentos para a realização de estágio. Tem sido um membro de várias empresas e projetos em estágio por mais de 12 anos. Durante sua carreira desenvolveu-se como um intérprete, coreógrafo e indivíduo pedagógico. Tem participado em festivais no México, Estados Unidos, Canadá, Brasil, Colômbia, Equador, Costa Rica, Espanha, Itália, França, República Checa, Irlanda, Bélgica, Croácia e Alemanha.


Links para saber mais sobre o trabalho do artista:

http://www.physicalmomentumproject.com/
https://www.youtube.com/user/ghostpanch

http://www.tecnicasdemovimiento.com/

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Companhia do Latão (SP) apresenta novo espetáculo "O Pão e a Pedra" em Salvador

Encenação combina realismo, fantasia e imaginário religioso no retrato de personagens fictícias ligadas à greve de 1979 no ABC. 



No dia 27 de julho estreia em Salvador "O Pão e a Pedra", o mais novo espetáculo da Companhia do Latão, após grande temporada em São Paulo e sessões em Belo Horizonte. O grupo realiza cinco apresentações no palco do Teatro Vila Velha, de 27 a 31 de julho, sempre as 19h. Na sexta-feira, 29 de julho, às 15h, o grupo realiza bate-papo aberto ao público sobre a trajetória da Companhia do Latão e sobre o trabalho "O Pão e a Pedra". A montagem acompanha as dificuldades de várias personagens do mundo trabalho durante a greve dos metalúrgicos de 1979 no ABC. Histórias de aprendizados políticos e de luta pela sobrevivência se desenvolvem em torno do caso central de uma mulher operária que se disfarça de homem para melhorar de vida, questionando a situação feminina num ambiente fabril.
 

Misturando elementos realistas, fantásticos e documentais, a encenação contrasta a prática política de uma greve histórica, cujas assembleias no Estádio da Vila Euclides contavam com mais de 70 mil trabalhadores, com expectativas ideológicas alimentadas pelo imaginário de três grupos: o novo sindicalismo, a Igreja progressista e o movimento estudantil de esquerda. Em meio à campanha salarial e ao enfrentamento da polícia, os operários de O Pão e a Pedra travam um embate com a própria vida coisificada.
 

Com direção de Sérgio de Carvalho, também responsável pela concepção do projeto e pelo roteiro final, a montagem é uma criação coletiva que contou com a colaboração de uma equipe de pesquisadores, entre os quais Julian Boal. A direção musical e a execução ao vivo estão a cargo de Lincoln Antonio, do grupo musical A Barca, que volta a colaborar com a Companhia do Latão depois de 15 anos. No elenco, 10 atores, entre os quais Helena Albergaria, Ney Piacentini, Rogério Bandeira.

Serviço

Temporada: 27 a 31 de julho, quarta a domingo, 19h
Bate-papo com o público sobre o Latão: 29 de julho, quinta-feira, 15h
Local: Teatro Vila Velha -
Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público, Campo Grande, Salvador
Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia)
Duração: 2h50.
Intervalo: 15 min.
Ato I: 1h35.
Ato II: 1h.
Classificação indicativa: 16 anos


O PÃO E A PEDRA OBTEVE GRANDE REPERCUSSÃO CRÍTICA EM SUA PRIMEIRA TEMPORADA

O PÃO E A PEDRA, novo espetáculo da Companhia do Latão, estreou em São Paulo no dia 12 de maio, no Teatro da Universidade de São Paulo. Realizou uma primeira temporada de 32 apresentações, de quinta a domingo, com todas as sessões lotadas. A enorme repercussão crítica do espetáculo pode ser medida pelo fato de ter sido discutida também na seção de política de publicações como Folha de S. Paulo (onde recebeu chamada de primeira página) e Carta Capital.

Alguns textos – republicados no site www.companhiadolatao.com.br - dão uma ideia do teor dos debates:

“A estética não se verga à política, nem as certezas da sociologia suplantam a perplexidade da trupe. A vivacidade de O Pão e a Pedra vem da arte. (....) Como é assim só́ na arte, o espectador apoia o rosto no parapeito e, afundando como num sonho pesado, chora sem o saber.”

(Mário Sérgio Conti, Caderno Poder, Folha de S. Paulo, 31.05.2016)

“É ricamente contraditório e dramático (...), alternam-se harmoniosamente drama e comédia, trechos musicais e contendas políticas.”

(Nélson de Sá, Ilustrada, Folha de S. Paulo, avaliação: ótimo)

“O elenco da Companhia do Latão, como de costume, se lança numa atuação bastante apurada, cuja grande qualidade – em plena consonância com a proposta estética do espetáculo – é fazer uso das emoções vividas no palco. Deixam-se atravessar por afetos que, excedendo as marcas de suas próprias singularidades, destinam-se ao outro ao redor, isto é, à comunidade dos homens.”

(Wellington Andrade, Revista Cult, junho de 2016)

O PÃO E A PEDRA EXAMINA INFLUÊNCIA DA RELIGIOSIDADE NA POLÍTICA    
 

O Pão e a Pedra foi ensaiado nos primeiros meses de 2016. O ponto de partida da pesquisa, formulado dois anos antes, em continuidade com outros trabalhos autorais da Companhia do Latão, era o das relações contraditórias entre imaginário ideológico e situação produtiva - na experiência recente da vida no Brasil. Os primeiros contatos com a temática da religião cristã levou o grupo a recuos históricos: a influência da Teologia da Libertação e seu papel nos anos da ditadura militar na crítica da desigualdade social fez com que a pesquisa se aproximasse de outras questões, como a do "novo sindicalismo", que se desenvolve e ganha projeção nacional com as grandes greves do ABC que ocorreram nos anos de 1978, 1979 e 1980. Essa junção entre igreja e movimento de trabalhadores, tensionada pela pressão de setores intelectualizados de esquerda, se tornaria emblemática na luta pela democratização e mudaria as coordenadas da política de esquerda no país.

PROJETO RESULTA DO PATROCÍNIO DA PETROBRAS

O PÃO E A PEDRA é uma das principais realizações do projeto Companhia do Latão 2013-2016, contemplado no edital do Petrobras Cultural na linha de Manutenção de Grupos de Teatro. O patrocínio de três anos ao grupo permitiu inúmeras realizações: temporada de repertório, lançamento do livro, do CD e do filme ÓPERA DOS VIVOS, lançamento do CD Canções de Cena II e do DVD Experimentos Videográficos, além da manutenção de uma pesquisa teatral que agora se materializa em mais um novo espetáculo. O PÃO E A PEDRA vai realizar temporada de 32 apresentações em São Paulo, e circula por Salvador, Natal, Recife e Belo Horizonte, realizando ainda outra temporada no Rio de Janeiro.


SINOPSE: O PÃO E A PEDRA

DIREÇÃO E DRAMATURGIA: Sérgio de Carvalho. DIREÇÃO MUSICAL: Lincoln Antonio. ELENCO: Helena Albergaria, Ney Piacentini, Rogério Bandeira, Érika Rocha e outros. SINOPSE : Novo espetáculo da Companhia do Latão, acompanha várias personagens do mundo trabalho - em especial uma mulher operária que se disfarça de homem para melhorar de vida -  em meio à greve dos metalúrgicos de 1979 no ABC.


FICHA TÉCNICA COMPLETA

Elenco:  Beatriz Bittencourt / Beto Matos/ Érika Rocha/ Helena  Albergaria/
João Filho/ Ney Piacentini / Rogério Bandeira / Sol       Faganello / Thiago França
Direção Musical, composição e execução: Lincoln Antonio
Cenário e figurinos: Cassio Brasil
Iluminação: Melissa Guimarães e Silviane Ticher
Operação: Silviane Ticher
Cenotécnico: Valdeniro Pais
Dramaturgo assistente: Julian Boal
Colaboração na dramaturgia: Helena Albergaria
Registro videográfico: Natália Belasalma
Assistência de direção: Maria Lívia Nobre
Equipe de pesquisa: Julian Boal, Marcelo Berg, Maria Lívia Nobre, Natália Belasalma, Olívia Tamie, Sérgio de Carvalho.
Fotografias do cartaz: Cristiano Mascaro
Arte do programa e cartaz: Marcelo Berg
Assistência de produção: Olívia Tamie
Produção: João Pissarra
Dramaturgia e direção: Sérgio de Carvalho

O Teatro Vila Velha realiza no mês de agosto o Workshop K Cena com Graeme Pulleyn

De 01 a 06 de agosto acontece, das 14 às 17h, no Teatro Vila Velha, um Workshop para jovens atores (17 a 25 anos) com o ator Graeme Pulleyn. O investimento é de R$ 150,00 e as inscrições podem ser feitas de 22/07 a 01/08, de segunda a sexta-feira, das 15-18h no Teatro Vila Velha, as vagas são limitadas.


O K CENA – Projeto Lusófono de Teatro Jovem é uma iniciativa do Teatro Viriato (Viseu, Portugal), em parceria com o Teatro Vila Velha (Salvador-Bahia, Brasil) e Instituto Camões/Centro Cultural Português – Pólo do Mindelo.


Sobre Graeme Pulleyn
Graeme Pulleyn nasceu no norte de Inglaterra em 1967. Estudou Teatro na Uni- versidade de Warwick e foi para Portugal em 1990, como voluntário num projecto de desenvolvimento comunitário na Serra do Montemuro (Castro Daire, Viseu). Acabou por viver durante 15 anos na serra, e cofundou o Teatro Regional da Serra do Montemuro (TRSM). Foi diretor artístico e trabalhou como ator e encenador em espetáculos como Lobo-Wolf, Alminhas, A Eira dos Cães e Hotel Tomilho, que correram o país e a Europa de lés-a-lés, fazendo do TRSM uma das mais viajadas companhias portuguesas das últimas duas décadas.  Vive em Viseu, com os seus três filhos, desde 2005, onde trabalha como encenador e ator independente. Projetos recentes incluem: Romeu e Julieta - projeto comunitário com participantes ciganos e não ciganos no âmbito do Festival Viseu A 24 MAI a 01 JUN’14, DQ 2014, a partir de Dom Quixote de Miguel Cervantes, no Teatro Vila Velha em Salvador da Bahia, Brasil, no âmbito do KCena - projeto lusófono de teatro jovem, promovido pelo Teatro Viriato, Sangue na Guelra de Fernando Giestas, com encenação de Rogério de Carvalho, Vissaium com encenação de Maria Gil, MicroFénix com o Teatro Mais Pequeno do Mundo, Que Raio de Mundo com o Teatro do Montemuro e PanDemónio com o grupo Para Mosse em Mindelo (Cabo Verde) também no âmbito do KCena.