quarta-feira, 29 de junho de 2016

Peça infantil "Eu, Você e Todo Mundo" faz apresentações em julho e agosto

Cena da peça "Eu, Você e Todo Mundo". Foto: Aline Portela. 

Em julho, após a parada para o São João, a peça infantil "Eu, Você e Todo Mundo" retorna a cartaz para apresentações no Teatro Vila Velha. A montagem, que estreou no último mês, narra a história de três crianças que partem numa aventura fantasiosa até a "Bueirolândia", a terra dos bueiros. No caminho, elas confrontam-se com os seus próprios medos e, juntas, descobrem formas de superá-los. A temporada acontece durante os meses de julho e agosto, aos sábados e domingos, sempre às 16h.

O espetáculo, que percorre diferentes espaços do Teatro Vila Velha, é dirigido por Zeca de Abreu, artista premiada pelo infanto-juvenil "H2O Uma Fórmula de Amor" e indicada pelo infantil "Bonde dos Ratinhos", ambos dirigidos por ela. Zeca, que já discutiu em suas peças para crianças temas como violência, bullying e racismo, escolheu abordar a questão do medo. "As novas gerações já nascem em uma sociedade baseada no medo. É importante refletirmos sobre os nossos medos, sobre aquilo que os provocam e descobrir como superá-los, sobretudo no caso das crianças", conta a diretora. Outros temas como o valor da amizade e as diferentes formas de família também são abordados pelo espetáculo, cujo texto foi criado coletivamente.

A direção musical é assinada por Morotó Slim, músico conhecido pelo trabalho à frente das guitarras de duas bandas lendárias do rock baiano, The Dead Billies e Retrofoguetes, que emprestam suas personalidades à trilha do espetáculo. "Apesar de instrumental, o Retrofoguetes sempre contou histórias, nossa intenção foi sempre fazer trilha sonora para filmes que nunca existiram", comenta Morotó, revelando a familiaridade com o processo de criação. "Todas as músicas usadas na peça são muito visuais, por isso se chamam lounge, porque levam você a um lugar, que pode ser uma selva, uma praia ou até mesmo um esgoto", explica o artista, que buscou referências no rock da década de 1960, na Jovem Guarda e trabalhou também em arranjos para letras originais criadas por Felipe Calicott.

No elenco, estão os veteranos Caíca Alves, Katia Leal, Felipe Calicott, Edu Coutinho e Carol Alves. A equipe conta ainda com Tutto Gomes, responsável pela preparação corporal e coreografia; Maurício Pedrosa, que assina a cenografia; João Perene, resonsável pelos figurinos; Marcos Dede, pelo desenho de luz; Guilherme Hunder, pela assistência de direção.

Serviço

Eu, Você e Todo Mundo
Datas:  sábados e domingos de julho e agosto, sempre às 16h.
Local: Cabaré dos Novos, Teatro Vila Velha
Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia)   

terça-feira, 21 de junho de 2016

Projeto Pé de Feijão reúne profissionais para debater mediação cultural

blico no projeto Pé de Feijão. Foto: Leonardo Pastor


No dia 28 de junho, terça-feira, às 16h30, diversos mediadores culturais reúnem-se no Teatro Vila Velha em encontro realizado pelo projeto Pé de Feijão - Arte e Educação. O objetivo do evento é promover a troca de experiências sobre o tema e dar início à criação de uma rede local de mediação cultural. O espaço tem formato de bate-papo e é aberto a todos que se interessem pelas discussões sobre arte, cultura e educação.

Cada vez mais no centro das discussões sobre educação, a mediação cultural atua como potencializadora da experiência estética do público, a partir de um trabalho atento ao seu repertório e especificidades. "A mediação cultural é uma ponte entre o que é produzido artisticamente e o público. Ela entra como uma forma de acessibilidade, mas proporciona não apenas o momento da fruição. Há um trabalho prévio, onde são trabalhadas as referências, e também um momento posterior, de absorção, assimilação, continuidade", explica Ana Paula Carneiro, mediadora cultural do Projeto Pé de Feijão.

A primeira edição do "Pé de Feijão - Arte e Educação" trabalhou com 30 instituições de Salvador e região metropolitana, impactando mais de 2 mil crianças e adolescentes entre os meses de março e junho de 2016. Foram realizadas 16 apresentações dos espetáculos "Da Ponta da Língua à Ponta do Pé", do Núcleo Viladança, e "Remendo Remendó", de A Outra Companhia de Teatro, no Teatro Vila Velha. Antes da experiência dentro do teatro, que para muitos acontecia pela primeira vez, foram trabalhados nas instituições temas abordados pelos espetáculos, como a dança e a cultura popular, e construídos objetos de arte em conjunto com os professores e mediadores do projeto. Ao final, os educadores tiveram acesso a um material com possibilidades de desdobramentos dos conteúdos em sala de aula, formulado a partir da experiência ao longo das diferentes etapas do projeto.

A coreógrafa e gestora cultural Cristina Castro, idealizadora do "Pé de Feijão - Arte e Educação", investe na mediação cultural desde que criou no Teatro Vila Velha o Núcleo Viladança, em 1998. Pensando especialmente no trabalho de mediação a artista criou em 2004 o espetáculo "Da Ponta da Língua à Ponta do Pé", que alcançou um público de 90 mil pessoas e recebeu chancela da UNESCO pelo trabalho de promoção cultural. "Eu criei essa montagem para semear nas crianças o interesse pela dança e para que, no futuro, tivéssemos adultos que fossem público, artistas críticos de dança", comenta. Cristina lembra ainda momentos emblemáticos, como a estreia do espetáculo Aroeira, em 2008, que contou com plateia composta de presidiários e presidiárias. "A mediação dá uma oportunidade para que a pessoa conheça o novo e se reconheça em uma obra artística. Tem uma grande função de sensibilizar, de transformar, de tocar um ponto que vai reverberar em quem assiste por um tempo, ou para a vida inteira", comenta.

O projeto Pé de Feijão - Arte e Educação no Teatro Vila Velha tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

SERVIÇO

Bate-papo Mediação Cultural na Bahia
Data: 28 de junho, terça-feira, 16h30
Local: Cabaré dos Novos, Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro, s/n - Passeio Público, Salvador
Público-alvo: Mediadores, estudantes e pessoas interessadas em arte e educação
Entrada gratuita

Cia Probástica de Teatro (RJ) abre vagas para oficina de processo colaborativo

São oferecidas 20 vagas para estudantes e profissionais do teatro. Oficina acontece no Teatro Vila Velha Ministrada pelos integrantes da Probástica Cia de Teatro (Igor Angelkorte, Chandelly Braz, Samuel Toledo e Livia Paiva), a Oficina de Processo Colaborativo está com inscrições abertas até o dia 27 de junho. Com carga-horária de 12h/aula, divididas em 03 módulos, a oficina é estruturada a partir da experiência própria da Cia no desenvolvimento de projetos fundamentados na co-criação.

O objetivo é lançar luzes sobre o processo de elaboração e montagem de espetáculos de forma colaborativa entre diretor, dramaturgo e atores, incentivando os alunos a buscarem seus métodos no desenvolvimento de uma linguagem própria, personalizada, e que seja capaz de transmitir os anseios artísticos de toda a equipe. Os módulos são compostos por uma base teórica, propostas de atividades práticas em grupo (orientadas pelos integrantes da Probástica), e espaço para a discussão, o que proporciona aos alunos a possibilidade de integração, ao mesmo tempo em que se configura como uma rica experiência de troca de conhecimentos entre os participantes.

Elefante Foto: Phillip Lavra

A Oficina de Processo Colaborativo faz parte das ações do espetáculo “Elefante”, da Probástica, que estará em cartaz em Salvador entre os dias 1 e 3 de julho, no Teatro Vila Velha, com o patrocínio do Programa Petrobrás de Cultura através da Lei Rouanet.

SERVIÇO

Oficina de Processo Colaborativo
Ministrada pela Probástica Cia de Teatro (Rio de Janeiro)
Dias 30 de junho (quinta-feira), 2 e 3 de julho (sábado e domingo)
Das 13h às 17h
Local: Teatro Vila Velha (Passeio Público)
Vagas: 20
Inscrições gratuitas: enviar currículo e carta de intenção para o email: probastica@gmail.com

Espetáculo "Elefante" em julho no Vila

A carioca Probástica Cia. de Teatro traz pela primeira vez a Salvador o espetáculo “Elefante”, de 1º a 3 de julho, no Teatro Vila Velha. As apresentações nos dias 1º e 2 serão às 20h, e no domingo (3), às 19h. 

Com texto do dramaturgo Walter Daguerre – indicado ao Prêmio Shell (2006) – e direção de Igor Angelkorte, Elefante já teve três temporadas no Rio de Janeiro (RJ), além de ter participado de festivais na capital carioca, em São José do Rio Preto e em Brasília. No Nordeste, estreia por Fortaleza e depois Salvador, circulação essa viabilizada pela seleção no Programa Petrobras Distribuidora de Cultura.

Foto de Velma Zehd


O espetáculo conta a história de uma família que vive numa época em que ninguém mais envelhece e, portanto, não se morre de causas naturais. A partir dos 25 anos, todos passam a tomar um medicamento conhecido apenas como Pílula e permanecem jovens e com saúde plena por séculos. Com direção de Igor Angelkorte, a Probástica Cia. de Teatro questiona a morte e o envelhecimento para o homem atual.

“Elefante” resulta, assim, em um drama familiar com ares de ficção científica, na qual o progresso da medicina permitirá vencer os sintomas da velhice, rebaixando-a na escala humana de imperativo biológico a mero inconveniente. Tal hipótese serve à Probástica como instrumento lúdico para o questionamento do valor da morte e do envelhecimento para o homem atual. Portanto, trata-se de um grande panorama de vivências refletindo a dificuldade da humanidade em se relacionar com a própria finitude.

Tendo em vista a acessibilidade, o espetáculo conta com serviços de audiodescrição para deficientes visuais, além de intérprete de libras e legendagem para surdos e ensurdecidos.



SERVIÇO

ELEFANTE

Data: 01/07 sexta-feira, 02/07 sábado às 20h e 03/07 às 19h
Local: Teatro Vila Velha
Valores: R$10 (inteira) e R$5 (meia)
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 70min

Resenha de "Somos Todas Clandestinas", por Clara Romariz


"Somos todas clandestinas". Foto: Mila Bahia

"Meu útero é um campo de batalha", assim começa o texto da peça "Somos todas clandestinas" que esteve em cartaz no Teatro Vila Velha nos dias 18 e 19 de junho, as 20h. O monólogo é dirigido por Iajima Silena e Maíra Guedes, tendo como atriz Maíra Guedes, que emociona o público com a força da sua interpretação. Ele foi concretizado graças à #RedeClandestina através de financiamento coletivo. O texto foi criado a partir do relato de 30 mulheres, dentre as quais algumas abortaram clandestinamente, e de textos de poetisas latino-americanas. A peça trata do aborto, do abandono das mulheres pelos companheiros, do racismo, da força do patriarcado, do descaso do Estado. Inspirada no teatro Brechtiano e no teatro de agitação e propaganda, a peça é extremamente politizada e, trazendo muita angústia para a plateia, nos mostra uma realidade cotidiana no Brasil: o aborto é a quinta maior causa de morte materna, sendo feito em aproximadamente 850 mil mulheres por ano.

A equipe da peça é formada unicamente por mulheres feministas, o que politiza ainda mais a obra; são mulheres falando sobre seus abortos, os das suas companheiras que sofrem em silêncio, que são silenciadas pelo Estado, pela Igreja e pela sociedade civil. A luz do espetáculo é linda, os longos períodos de escuridão trazem ainda mais angústia a plateia. O único cenário são cordas presas ao teto do teatro, com que a personagem interage várias vezes ao longo da obra. As cenas são fortes, com texto cru e muito poético, o que surpreende o espectador: como tratar de um tema tão duro com poesia? Se banhando com tinta que representa sangue a personagem diz um texto duro. Uma cena, em especial, choca pelo seu caráter áspero. Uma mulher manipulando carne e falando sobre os abortos clandestinos de outras mulheres, do preço físico mental que pagaram por ele, da dor que sentiram, do sangue escorrendo no chão, do medo, do descaso de outros, da morte.

A apresentação, que utilizou o recurso audiovisual junto com a presença marcante de Maíra, acabou com um debate. Ela pediu: vamos deixar que as mulheres falem. E mulheres falaram, questionaram e agradeceram, contaram histórias e disseram: depois daqui não vamos sair as mesmas.

*Clara Romariz é integrante da universidade LIVRE do teatro vila velha desde março de 2016.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Experimento 4.2: Leituras



A Universidade LIVRE do Teatro Vila Velha apresenta o Experimento 4.2: Leituras, produto dos atores em formação que trará ao público múltiplas leituras textuais, corporais, vocais e rítmicas de “Romeu e Julieta” (William Shakespeare). O experimento convergirá, ao final, em uma montagem da peça a ser apresentada em dezembro deste ano. A ideia da apresentação que acontecerá 16 de junho às 20h é tornar o processo de criação um produto, uma mostra pública onde haverá troca entre os atores em formação, os colaboradores e a plateia.

O experimento é coordenado por Márcio Meirelles e com a participação de colaboradores que fazem parte da formação da Universidade LIVRE: Anita Bueno (yoga), Marcelo Galvão (dança), Marcelo Jardim (voz), Pedro Amorim (direção musical), Ridson Reis (percussão) e Leno Sacramento (capoeira). Além das colaboradoras pontuais, Elizabeth Ramos (professora do Instituto de Letras Germânicas da UFBA e pós-doutora pela USP que estudou a obscenidade na obra de Shakespeare) e Joice Aglae Brondani (atriz, diretora e pesquisadora que se debruça sobre a interseção entre a Commedia Dell’arte italiana e a cultura popular brasileira).


terça-feira, 14 de junho de 2016

Rainha Loulou reúne 30 artistas em desfile performático para campanha do Teatro Vila Velha


Loulou Fashion Show é um desfile performático que acontece no dia 21 de junho de 2016, terça-feira, às 20h, no Teatro Vila Velha, como parte de uma série de atividades realizadas para levantar recursos para que o teatro siga de portas abertas. O evento comemora também os quinze anos de vida da Drag e apresentadora Rainha Loulou: trans-entidade incorporada pelo multiartista baiano Luiz Santana. Os valores arrecadados com os ingressos serão doados à campanha de financiamento coletivo "Cole com o Vila, velho!", no ar pelo endereço www.kickante.com.br/teatrovilavelha.
Com direção de Jorge Alencar (BA) e co-direção de Neto Machado (PR/BA) e Klênio Magalhães (MG), o Loulou Fashion Show reúne mais de trinta performers da cena baiana abarcando drag queens, atores, atrizes, dançarinxs, cantorxs, entre outros. Ao longo da noite, serão apresentadas diferentes roupas, montações, looks produzidos por Loulou durante esses quinze anos, feitas para ela própria usar ou para outros artistas em obras teatrais, coreográficas e cinematográficas.
O elenco composto por intérpretes como a cantora Claudia Cunha e as atrizes Evelin Bucheguer e Márcia Andrade desfilará as diferentes criações da Rainha Loulou em situações delirantes, sensuais e dançantes. O caráter performático do desfile bebe de fontes diversas que vão da Victoria Secrets a Claude Montana, de "A Costura do Invisível" de Jum Nakao ao "Cabaré da RRRRRaça” do Bando de Teatro Olodum.


Junto ao desfile, acontecerá na galeria do Teatro Vila Velha uma exposição fotográfica inédita realizada a partir da parceria entre Loulou e os fotógrafos Andréa Magnoni e Ricardo Santhiag.
Ao longo de 2016, outras ações artísticas vem desdobrando as comemorações de quinze anos da Rainha na cidade de Salvador (BA) em contextos como o Beco dos Artistas, O IC - Encontro de Artes, Âncora do marujo, entre outros.


SERVIÇO
Loulou Fashion Show
Data: 21 de junho, terça-feira, 20h
Local: Teatro Vila Velha
Valores: R$20 (inteira) e R$10 (meia)
*Os valores serão doados à campanha "Cole com o Vila, velho"

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Campanha da Cadeira



O Teatro Vila Velha está em campanha para arrecadar recursos para manter as portas abertas e continuar produzindo e fomentando o Teatro em Salvador. A contribuição pode ser feita através do kikante, ferramenta de financiamento coletivo.
O que o público mais jovem não sabe é que o Vila foi construído através de uma campanha de financiamento coletivo há mais de 50 anos. Em 1963, a Sociedade Teatro dos Novos lançou a “Campanha da Cadeira” para arrecadar fundos para a construção do Teatro Vila Velha. A campanha oferecia uma cadeira cativa por 20.000,00 cruzeiros, ou a entrada para a estreia de “Eles não usam Black-Tie” (3.000,00 cruzeiros) e mais duas peças montadas pelo Teatro dos Novos (5.000,00 cruzeiros). Além disso existia um “Livro de Ouro” onde os doadores ficavam registrados. Entre os colaboradores estiveram Jorge Amado, Walter da Silveira, Alexandre Robatto e Miguel Calmon.






Assim como na Campanha da Cadeira, os colaboradores através da Kickante escrevem seus nomes na história do Vila e recebem contrapartidas de acordo com o valor doado, que vai de bottons e postais até ingressos, bolsas em oficinas e camisas. Não perca tempo e #COLECOMOVILAVELHO, venha fazer parte dessa história de luta e resistência.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Com BaianaSystem como anfitrião, "Revilavolta" reúne músicos em apoio ao Teatro Vila Velha




O BaianaSystem colou com o Vila! No dia 15 de junho, quarta-feira, 20h, o grupo reúne artistas da música e realiza com eles o show "Revilavolta", com o objetivo de arrecadar fundos para a campanha de financiamento coletivo em apoio ao Teatro Vila Velha. No palco, o Baiana atua como anfitrião de uma espécie de ensaio aberto, onde toca junto aos músicos Ronei Jorge, Nancy Viegas, Livia Nery, Vandal, Junix e Ivan Sacerdote e também apresenta faixas de "Duas Cidades", seu novo disco.

O nome do show é uma referência ao projeto que aconteceu em 1996, momento em que o Teatro Vila Velha era reconstruído, sem que fosse interrompida a sua programação. O "Revilavolta" acontecia entre os escombros, reunindo numa mesma noite cerca de dez bandas, além de videomakers, bailarinos, performers e artistas plásticos. Entre os grupos, nomes expressivos da cena alternativa dos anos 90, como Mundamundistas, Jardim de Infância, Jonga e os Alegres, Márcio Mello e Banda Crac!, da qual faziam parte Nancy Viegas e Roberto Barreto, guitarrista do BaianaSystem.

"Revilavolta" traz também o simbolismo de dar uma volta na situação financeira do Teatro Vila Velha, tendo o público como aliado. Através do show, o BaianaSystem mobiliza a população para que reconheça a importância do Teatro Vila Velha e defenda a existência desse espaço, que já abrigou momentos emblemáticos da cultura e, especialmente, da música brasileira, como os shows "Nós, por Exemplo", em 1964, que reuniu pela primeira vez Caetano, Gal, Gil, Bethânia e Tom Zé; "Desembarque dos Bichos depois do Dilúvio Universal", em 1969, que deu origem aos Novos Baianos, além do projeto "Meia Noite se Improvisa" e do próprio "Revilavolta", nos anos 90. Foi também no Vila que aconteceu a primeira temporada de shows do BaianaSystem, no final de 2009.

Ao comprar o ingresso para o "Revilavolta", o público contribui automaticamente para a campanha "Cole com o Vila, velho", de apoio à manutenção do Teatro Vila Velha. Outras colaborações também podem ser feitas através do site www.kickante.com.br/teatrovilavelha, com recompensas diversas que variam entre ingressos, cartazes, participação em oficinas, entre outras.

REVILAVOLTA
BaianaSystem + Nancy Viegas, Ronei Jorge, Livia Nery, Vandal, Junix e Ivan Sacerdote
15/06, quarta-feira, 20h
Teatro Vila Velha
Ingressos: R$60 (inteira) e R$30 (meia)
*O valor arrecadado será revertido para a campanha "Cole com o Vila, velho"
*Vendas pelo site Ingresso Rápido ou na bilheteria do Teatro Vila Velha, que estará aberta nos dias: 9 e 10/6, das 15h às 18h; 11/6, das 18h às 20h; 12/6, das 17h às 19h; 14/6, das 15h às 18h; e 16/6, dia do evento, a partir das 15h. No dia 13/6 (segunda-feira) a bilheteria não funciona.

"Somos Todas Clandestinas" chega ao Teatro Vila Velha

A montagem feminista discute o aborto no Brasil. Foto: Milena Palladino

Realizada por uma equipe de jovens artistas feministas, com colaboração criativa de mais de 30 mulheres, a peça 'Somos todas Clandestinas' será encenada no Teatro Vila Velha, em Salvador, nos dias 17 e 18 de junho, às 20h. O espetáculo é a tentativa de representação de um discurso múltiplo, com base em relatos verídicos de mulheres que abortaram clandestinamente.

Montada em 2015 e viabilizada a partir de campanha de financiamento coletivo, a peça tem texto de criação colaborativa e trilha sonora original gravada ao vivo. Com influência brechtiana e do teatro de agitação e propaganda, propõe um diálogo sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, racismo, descriminalização do aborto, assim como o papel do homem, da Igreja e do Estado.
Na terceira edição do "Palco Aberto", que aconteceu na segunda-feira, dia 06 de junho, com o tema "A Mulher e a Democracia", uma cena do espetáculo foi apresentada e aplaudida de pé pelo público que assistia ao debate.


Somos Todas Clandestinas
17 e 18/06, sexta e sábado, 20h
Ingressos: R$ 20 e 10
Classificação: 16 anos
Sala Principal
Teatro Vila Velha

terça-feira, 7 de junho de 2016

Cobertura do Palco Aberto "A Mulher e a Democracia"

Texto e fotos: Laís Andrade

Na segunda-feira dia 6 de junho, aconteceu a terceira edição do “Palco Aberto” sobre o tema “A Mulher e a Democracia” no Teatro Vila Velha. Com o palco principal lotado, os integrantes da universidade LIVRE do vila velha abriram a noite cantando “Divino Maravilhoso” e alertando que “é preciso estar atento e forte”.

Durante o evento, outras intervenções artísticas foram apresentadas entre as falas. Rebeca Matta, Carla Suzart (baixo), Drica Lago (bateria) e Camile Deveck (guitarra) agitaram o palco interpretando músicas como “Garotas boas vão pro céu.. garotas más vão pra qualquer lugar”. A atriz Maíra Guedes apresentou um trecho de “Somos Todas Clandestinas”, peça que discute o aborto, e que estará em cartaz nos dias 17 e 18 de junho no Vila. As atrizes Joice Aglae e Laís Machado também participaram com intervenções cênicas.


 Joice Aglae no "Palco Aberto" do Vila 
 
A deputada federal Alice Portugal comentou que “o golpe político, midiático, jurídico que está em curso no Brasil atacou de maneira cruel porque era uma mulher”. Ela ainda fez em sua fala um panorama da história do machismo e da riqueza dos homens e discutiu a democracia tardia para mulher: “ainda hoje de 513 deputados federais apenas 55 são mulheres”.


A diretora e roterista Anna Muylaert, reconhecida pelo premiado filme “Que horas ela volta?”, destacou as violências diárias sofridas pelas mulheres e contou que está produzindo um novo filme que deve abordar a naturalização do machismo nos detalhes do dia-a-dia.

Makota Valdina, educadora e ativista política, falou como mulher e porta-voz de religiões de matriz africana convocou as mulheres e mães de axé para fazer um “ebó coletivo” e completou: “está na hora da gente ver o que vai fazer pra consertar o que aconteceu, porque do jeito que está não pode ficar”.


 Makota Valdina no Palco Aberto

O microfone aberto contou com a participação do público que, inclusive compartilhou opiniões e textos autorais. A estudante de teatro Yanna Vaz recitou o poema "Bolsa Feminina" de sua autoria e parabenizou: "é um espaço maravilhoso de troca, de discussão, mas sem perder a essência que nos faz artistas".

A próxima edição do "Palco Aberto" acontece no dia 20 de junho, às 19h, no Teatro Vila Velha. Grupos, coletivos artísticos e pessoas interessadas em também fazer suas narrativas devem entrar em contato com o Teatro Vila Velha através do e-mail comunicacao@teatrovilavelha.com.br para que sejam organizados os próximos debates.

Elizabeth Ramos visita Universidade LIVRE

No dia 07 de junho Elizabeth Ramos, professora da UFBA no instituto de Letras Germânicas e pós-doutora pela USP, encontrou com a Universidade LIVRE de Teatro Vila Velha para discutir sobre a obscenidade na obra "Romeu e Julieta" de William Shakespeare. 
Ela falou sobre a dificuldade de tradução da obra shakespeariana já que, no século XIX, apropriada pela aristocracia, entrou para o cânone e foi "limpa" de obscenidade. Sobre o texto da peça, Elizabeth afirmou: "É uma linguagem de representações, uma linguagem simbólica". O encontro com a professora foi fundamental para que a LIVRE compreendesse e contextualizasse o texto. 

 A Universidade LIVRE apresenta o experimento 4.2: leituras no dia 16/06 e entra em cartaz com Romeu e Julieta em dezembro.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Cobertura do Palco Aberto "Comunicação e Democracia"

Texto e foto: Laís Andrade

O Teatro Vila Velha realizou, no dia 1º de junho mais uma edição do “Palco Aberto”. Com o tema Comunicação e Democracia, o evento discutiu a situação atual da mídia no Brasil, o conceito de imparcialidade jornalística, o papel da mídia brasileira no golpe, rede sociais e a importância de uma rede pública de comunicação.


A noite foi aberta pelo grupo de teatro Vilavox que realizou mais duas intervenções artísticas ao longo da evento com músicas do espetáculo 1º de abril. Antes do início da apresentação a integrante Márcia Lima cumprimentou “Boa Noite e primeiramente fora Temer!”. Além do Vilavox, o coletivo “Arte e Resistência” participou com uma intervenção musical.


A professora da Faculdade de Comunicação da UFBA, Malu Fontes comentou o papel da mídia no impeachment e a cobertura de notícias recentes como o estupro coletivo ocorrido em maio no Rio de Janeiro. A jornalista Maíra Azevedo, conhecida nas redes sociais como Tia Má falou sobre a importância das novas mídias “se não tivessem as redes sociais muitas coisas estariam passando batidas”. Além disso pontuou o trabalho de empoderamento e representatividade que feito em suas páginas e perfis.

Flávio Gonçalves, jornalista e diretor do IRDEB, e Tereza Cruvinel, ex-presidente da EBC e comentarista da Rede Tv! comentaram o impacto da desmontagem da rede pública de TV, destacando a importância de uma comunicação pública, principalmente em um país com uma tradição de rede privada de televisões. O ator Rafael Medrado da companhia de teatro “Ateliê Voador” também contribuiu com sua fala sobre o tema.
A próxima edição do "Palco Aberto" acontece na segunda-feira, 6 de junho às 19h, com o tema “Mulher e Democracia”. Em cada edição o debate intercala falas com intervenções artísticas, incorporando uma diversidade de discursos e abrindo o microfone, ao final, para quem quiser se expressar.
Grupos, coletivos artísticos e pessoas interessadas em também fazer suas narrativas devem entrar em contato com o Teatro Vila Velha através do e-mail comunicacao@teatrovilavelha.com.br para que sejam organizados os próximos debates.

"A Mulher e a Democracia" é tema da terceira edição do Palco Aberto

Participam do debate Anna Muylaert, diretora do filme "Que horas ela volta?", a educadora Makota Valdina e a deputada Alice Portugal, além de artistas 

Roteirista e diretora Anna Muylaert é uma das participantes do debate

Na próxima segunda-feira, 6 de junho, às 19h, acontece a terceira edição do "Palco Aberto", evento criado pelo Teatro Vila Velha para debater o Brasil agora. Com o tema "A Mulher e a Democracia", o debate recebe a roteirista e diretora Anna Muylaert, reconhecida pelo premiado filme "Que horas ela volta?"; Makota Valdina, educadora e ativista política; e Alice Portugal, deputada federal. No evento, as falas são intercaladas com discursos feitos em forma de teatro e música. Será apresentado fragmento da peça "Somos Todas Clandestinas", que discute o aborto; performance de Laís Machado, atriz do grupo Teatro Base; além de interpretadas músicas por atrizes da universidade LIVRE do teatro vila velha.

Assim como nas edições anteriores, o microfone também permanece aberto, ao final do debate, para pessoas do público que queiram se expressar. As próximas edições do Palco Aberto acontecem nos dias 13 e 20 de junho, segundas-feiras, sempre às 19h, no Teatro Vila Velha. O evento é gratuito e aberto ao público, e também será transmitido ao vivo pelo portal da TVE, através do link www.tve.ba.gov.br/palcoaberto.

Primeira edição do Palco Aberto

 Assim como faz agora através do "Palco Aberto", o Teatro Vila Velha já abriu as suas portas para inúmeros debates. O Vila sempre foi um espaço de defesa da liberdade, desde a sua inauguração, em 31 de julho de 1964. Nos anos 1970 e 80, o teatro acolheu artistas e estudantes perseguidos pelo regime militar, abrigou encontros do movimento estudantil e foi sede da Anistia Internacional. No palco do Vila foram julgadas e aprovadas as anistias políticas do cineasta Glauber Rocha e do guerrilheiro Carlos Marighella. Em 2012 e 2013, abrigou o Movimento Desocupa, contrário aos abusos feitos pela administração municipal e, junto a ele, realizou o projeto “A Cidade que Queremos”, que discutia o futuro de Salvador. Mais tarde, também em 2013, apoiou o Movimento Passe Livre, que tinha o Passeio Público como quartel general.

Serviço

PALCO ABERTO
Tema: A Mulher e a Democracia
Participantes: Anna Muylaert, Makota Valdina, Alice Portugal, Somos Todas Clandestinas, Laís Machado (Teatro Base), universidade LIVRE do teatro vila velha
06/06, segunda-feira, 19h
Gratuito
Teatro Vila Velha