quinta-feira, 28 de abril de 2016

Teatro Vila Velha lança campanha de financiamento coletivo




O Teatro Vila Velha lança campanha de financiamento coletivo em apoio à manutenção de suas atividades. Com duração de dois meses, a campanha tem como primeiro objetivo arrecadar R$150 mil para dar fôlego à administração do espaço e manter as portas abertas. As doações podem ser feitas dentro e fora do país através do endereço www.kickante.com.br/teatrovilavelha.

Primeiro teatro independente da Bahia, e reconhecido como importante centro de formação e criação artística, o Teatro Vila Velha hoje conta apenas com o apoio financeiro do Governo do Estado através do Fundo de Cultura, após vencer o edital de apoio a ações continuadas de entidades culturais. Sem qualquer outra fonte de patrocínio, o valor arrecadado cobre apenas metade dos custos fixos mensais do espaço. Com esta ação, o Vila convoca o público para atuar também como financiador do teatro.

"O Vila foi construído com o apoio da cidade, do público, através de grandes campanhas", lembra Marcio Meirelles, diretor artístico do Teatro Vila Velha, em referência à fundação do teatro pela Companhia Teatro dos Novos, em 1964. Nos anos 1990, quando foi reconstruído e revitalizado, o Vila Velha também contou com grande esforço coletivo do público e da classe artística, além de investimento do poder público. "Precisamos de políticas públicas que privilegiem o fortalecimento das redes criativas e produtivas das artes e, consequentemente do mercado. Mas o público tem um papel fundamental, pois o teatro é feito para ele", complementa.

"O Teatro Vila Velha é um lugar de formação, de fruição, e todo o trabalho que desenvolve é para seus públicos. Então nada mais pertinente que ter no público a nossa principal fonte de receita e relacionamento", comenta Bianca Araújo, coordenadora geral do Teatro Vila Velha.

As faixas de valor para contribuição vão de R$30 a R$10.000,00, com recompensas que variam entre ingressos, camisas, cartazes, programas de espetáculos, participação em oficinas, veiculação da marca nas redes do teatro, entre outros. "Esse recurso vai ser usado para custear despesas administrativas do teatro que ficaram comprometidas pela redução da nossa receita, diante da crise que nós e muitas organizações, não apenas culturais, estamos passando", explica Bianca.

Antes mesmo de seu lançamento, a campanha já ganhou o apoio de artistas como Lázaro Ramos, Wagner Moura, Vladimir Britchta e João Miguel, que gravaram vídeos falando sobre a relação com o Teatro Vila Velha e convidando o público a contribuir. Explorando o slogan "Cole com o Vila, velho!", os depoimentos serão publicados nas redes sociais do teatro com o objetivo impulsionar a campanha, ao longo dos dois meses de duração.

Campanha de financiamento coletivo em apoio ao Teatro Vila Velha
Para conhecer e colaborar, acesse: 


sexta-feira, 22 de abril de 2016

Diretor teatral Marcio Meirelles participa do Fórum Shakespeare em São Paulo


Neste sábado, 23 de abril, data de aniversário dos 400 anos de morte de William Shakespeare, o diretor artístico do Teatro Vila Velha, Marcio Meirelles, participa em São Paulo do Fórum Shakespeare: Rupturas & Suturas. O evento reúne artistas e acadêmicos do Brasil e do Reino Unido para um dia de debates e palestras sobre a obra do dramaturgo inglês.

Além de Meirelles, participam do seminário nomes como Martin Dowle, diretor do British Council Brazil; Paul Heritage, professor da Mary University of London e diretor do People’s Palace Projects; Marcos Barbosa, dramaturgo e professor no Centro de Artes e Educação Célia Helena, São Paulo; Catherine Silverstone, da Queen Mary University of London; Verônica Fabrini, professora da Unicamp e diretora da Boa Companhia; o dramaturgo Marcos Barbosa, entre outros.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Universidade LIVRE compartilha processo criativo no Experimento 4.1: Soneto


-->O trabalho é o primeiro passo para a montagem de "Romeu e Julieta" e se debruça sobre os sonetos de Shakespeare 


A universidade LIVRE do teatro vila apresenta nesta segunda-feira, 18 de abril, às 20h, o Experimento 4.1: Sonetos. No palco, dirigidos por Marcio Meirelles, os atores abrem a público o processo de pesquisa e criação a partir dos sonetos de William Shakespeare. O Experimento acontece no Teatro Vila Velha e o público decide quanto paga pelo ingresso.

A partir dos sonetos, segundo Meirelles, é possível trabalhar musicalidade, ritmo, dicção, projeção da voz, além de levantar discussões acerca do cenário político nacional usando a linguagem poética. Ao longo de um mês, os atores realizaram trabalhos de percussão, com Ridson Reis; yoga, com Anita Bueno; dança, com Marcelo Galvão; voz, com Marcelo Jardim; e interpretação, com Bertho Filho.

"Um experimento é uma mostra de um processo, é o processo tornado produto, o encontro com o público", diz Marcio Meirelles. Este trabalho é o primeiro passo para a montagem de "Romeu e Julieta", que tem estreia prevista para dezembro deste ano.

#OLHARLIVRE
Foto retangular vertical. Em primeiro plano, as costas de um homem de camisa branca, onde se lê em letras pretas garrafais "Teatro Vila Velha" junto ao desenho de um Sol, formando a marca do teatro. Mais abaixo, na camisa, lê-se em letras maiores: "LIVRE". Ao fundo, em plano desfocado, em vermelho, silhuetas de pessoas usando saias.

SERVIÇO

Experimento 4.1: Sonetos

Local: Teatro Vila Velha
Data: 18/04/2016, segunda-feira, 20h
Valor: pague quanto quiser
Mais informações: (71) 30834600 / www.teatrovilavelha.com.br

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Universidade LIVRE seleciona integrantes para novo Experimento


Programa de formação do Teatro Vila Velha abre seleção para dois meses de trabalho focados na leitura da obra "Romeu e Julieta", sob direção de Marcio Meirelles. Experiência envolve ainda intercâmbio com artistas locais e internacionais. 

 
Nos próximos dias, a universidade LIVRE do teatro vila velha realiza seleção de participantes para o Experimento 4.2: Leituras, que vai se debruçar durante dois meses sobre diferentes camadas de leitura da obra "Romeu e Julieta", de William Shakespeare, peça que estreará em dezembro deste ano com encenação de Marcio Meirelles. A oficina de seleção acontece nos dias 12, 13 e 14 de abril, das 9h às 13h, e as inscrições podem ser feitas no próprio Teatro Vila Velha nos dias 8 e 11 de abril, das 15h às 18h.

O novo formato da universidade LIVRE, inaugurado em 2016, permite que o processo de formação seja permeável, ou seja, novos integrantes podem participar do trabalho de montagem a partir de cada Experimento. No Experimento 4.1: Sonetos - cujo resultado será aberto ao público no Teatro Vila Velha, em 18 de abril, 20h - o grupo trabalhou os poemas de Shakespeare, como forma de ter um primeiro contato com a linguagem do bardo inglês.

Já o Experimento 4.2, que acontece de 20 de abril a 14 de junho, busca investigar os diferentes níveis de leitura de "Romeu e Julieta", passando pelas narrativas política, econômica, erótica, poética, simbólica, física, musical. "É um convite para quem estiver interessado em investigar as possibilidades do teatro no século XXI. A leitura de Romeu e Julieta parte de um lugar de um teatro político, que insere essa fábula na situação atual do Brasil", comenta o diretor Marcio Meirelles.

Além de Meirelles, conduzirão os trabalhos durante o Experimento 4.2 os artistas Marcelo Jardim (canto), Marcelo Galvão (corpo e dança), Ridson Reis (percussão) e Anita Bueno (Yoga). Os participantes terão ainda momentos de intercâmbio com artistas locais e internacionais das áreas do teatro, dança, música e artes visuais. Entre os artistas confirmados estão o grupo de percussão The Loop Lab (Australia), a artista visual Amanda Rocha (Bahia), além da figurinista Carolina Diniz (Bahia) e do coreógrafo Ahilan Ratnamohan (Australia), que vem a Salvador para participar do VIVADANÇA Festival Internacional.

Serviço


Seleção de participantes para Experimento 4.2: Leituras

Datas: 12, 13 e 14 de abril, das 9h às 13h
Inscrições: 8 e 11 de abril, das 15h às 18h
Local: Teatro Vila Velha
Valor de inscrição: R$50

Experimento 4.2: Leituras

Período: 20 de abril a 14 de junho, de segunda a sábado, 9 às 13h
Valor mensal: R$400

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Teatro Vila Velha abre inscrições para Oficina de Iluminação Cênica com Valmyr Ferreira

Iluminador com mais de 20 anos de experiência, Valmyr tem como mais recente trabalho o elogiado espetáculo "Topo da Montanha", de Lázaro Ramos e Taís Araújo, sobre Martin Luther King, que estreou em São Paulo
 
Valmyr em oficina ministrada no FestLip

O iluminador Valmyr Ferreira vem a Salvador para ministrar a oficina "Iluminação Cênica x Caixa Cênica" no Teatro Vila Velha, entre os dias 11 e 18 de abril, das 14h às 18h. As inscrições são abertas ao público e podem ser feitas de segunda a sexta, das 15h às 18h, no próprio teatro, pelo valor de R$60.

Entre a teoria e a prática, a oficina vai abordar a evolução da iluminação cênica e as transformações da caixa cênica e seus instrumentos operacionais ao longo do tempo. Serão desenvolvidas atividades práticas de montagem de uma Iluminação cênica, a partir do estudo e levantamento das condições técnicas do Teatro Vila Velha. Serão introduzidos conhecimentos técnicos de estrutura, equipamentos de Iluminação, bem como a compreensão de projetos de luz a partir de planta baixa, entre outros temas.

A oficina culminará com o desenho de luz do Experimento 4.1: Sonetos, da Universidade LIVRE do Teatro Vila Velha, baseado na obra de William Shakespeare, que será apresentado no dia 18 de abril, às 20h, no Teatro Vila Velha, sob direção de Marcio Meirelles.

A oficina "Iluminação Cênica x Caixa Cênica" é uma das ações do Teatro Vila Velha como Ponto de Cultura, ação do programa Mais Cultura do Ministério da Cultura/Secretaria da Cultura do Estado da Bahia.

Sobre Valmyr Ferreira

Iluminador Cênico há 21 anos, Valmyr Ferreira assinou sua primeira criação profissional no espetáculo: “História de Cronópios e Famas” de Júlio Cortázar, dirigido por Cristina Pereira em 1995. Desde então, assina vários projetos de Iluminação entre espetáculos teatrais, de dança, shows, exposições, entre outros. Em 1998, realiza a Iluminação da exposição “Fotografias Brasileiras e estrangeiras do Séc.XIX - A Coleção do Imperador”, no Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires. No mesmo ano troca o Rio de Janeiro por Salvador para integrar a equipe do Teatro Vila Velha, como diretor técnico. Neste período criou luzes para vários grupos e diretores de teatro soteropolitanos. De volta ao Rio, em julho 2004, coordena a equipe de Iluminação do teatro Odilo Costa Filho-UERJ, viaja de 2005 a 2007 pelas quatro regiões do país Iluminando shows do Projeto Pixinguinha/FUNARTE, realiza a Iluminação da exposição “Abdias Nascimentos 90 anos-Memória Viva” no Arquivo nacional-RJ. Em 2008 realiza o projeto de luz do espetáculo “Geraldas e Avencas”, da Cia. de dança 1º Ato-MG, com direção de Sueli Machado, com o qual foi indicado ao prêmio de melhor Iluminação no Usiminas/Sinparc. Em 2009 viaja pelos sete países lusófonos (Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Principe, Guiné Bissau e Timor Leste) ministrando oficinas de Iluminação cênica pelo projeto: “Oficinas de Teatro da Língua Portuguesa” da Talu produções. Atualmente realiza a Iluminação dos shows do cantor Geraldo Azevedo e é sócio proprietário do AIA-Ateleir de Iluminação e Associados. Em 2015, foi responsável pelo desenho de luz de "Topo da Montanha", peça dirigida por Lázaro Ramos sobre Martin Luther King, com Lázaro e Taís Araújo.

Serviço

Oficina "Iluminação Cênica x Caixa Cênica"
Datas: 11 a 18 de abril, das 14h às 18h
Local: Teatro Vila Velha
Valor de inscrição: R$60,00
Inscrições: de segunda a sexta, das 15h às 18h, no próprio teatro
Mais informações: comunicacao@teatrovilavelha.com.br ou 30834600

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Um teatro do mundo

O Teatro Vila Velha é lugar de encontros. Daqui, a todo o tempo, a cultura da Bahia se conecta ao mundo, e a produção de outros territórios encontram solo fértil para que floresçam e criem vínculos com novas ideias, estéticas e outras realidades. Apenas nestes meses de março e abril, uma série de conexões vem sendo estabelecidas, colocando o Vila no mundo e o mundo no Vila!

Santiago Roldós
, diretor e fundador da companhia Muégano Teatro, acaba de voltar ao Equador após trabalhar com a Universidade LIVRE do Teatro Vila Velha sobre dramaturgia. Com a orientação de Roldós, os atores experimentaram a escrita e colocaram em cena fragmentos dramatúrgicos construídos individualmente. "Aqui encontrei uma grande abertura e muita disposição", conta Santiago, que leva os textos para trabalhar em uma dramaturgia única. "Levo esse material ao Equador, dou a ele uma forma e devolvo para que os atores conheçam e criem propostas. Então, provavelmente em agosto, volto a Salvador para que a discussão seja feita na prática, com eles. Para a encenação", explica.



Roldós e integrantes da LIVRE assistem a uma das cenas criadas no Teatro Vila Velha

Enquanto isso, a diretora teatral Chica Carelli representa o Teatro Vila Velha em Portugal, no projeto de teatro lusófono K Cena. Carelli trabalha com jovens atores portugueses, na cidade de Viseu, acompanhada dos diretores João Branco, de Cabo Verde, e Graeme Pulleyn, de Portugal.
"Quando chegamos aqui em Portugal, a gente não sabia o que iria fazer, nem como iria fazer, já que éramos três encenadores, mas as coisas foram se encaixando de uma maneira muito legal", conta Chica. Juntos, eles escolheram dirigir o espetáculo "A Grande Ressaca", a partir de texto do dramaturgo romeno Matéi Visniec, que permanece em cartaz no Teatro Viriato entre os dias 1 e 4 de abril. A escolha foi motivada pelo fato de o texto tratar da migração e da situação dos povos refugiados, tema urgente e muito atual. "Foi muito legal ver que o K Cena, aqui em Portugal, é um projeto referência para jovens. Eles ficam esperando o projeto acontecer e muitos que não puderam se inscrever por estar em outras cidades, envolvidos em outros compromissos, vieram acompanhar o processo de montagem". O K Cena, que já esteve no Teatro Vila Velha em outras três edições, é uma realização feita a partir de parceria entre o Vila, o Teatro Viriato e o Centro Cultural Português - Pólo do Mindelo (Cabo Verde).



Chica Carelli junto aos encenadores João Branco e Graeme Pulleyn no Teatro Viriato, Portugal

Quem retornou da Alemanha foi a coreógrafa Cristina Castro, diretora do Núcleo Viladança e do VIVADANÇA Festival Internacional. Em março, em Stuttgart, Cristina foi jurada do Solo Tanz, um dos mais importantes festivais de dança do mundo, que, nesta edição, reuniu solistas de países como Bélgica, Israel, Brasil, Egito, Canadá, Espanha e Holanda. "Nesse júri eu tive a honra de representar o Brasil e de estar ao lado de grandes nomes da dança mundial, entre eles o israelense Itzik Galili, considerado um dos coreógrafos mais geniais da atualidade, além de Marco Goecke, Samuel Wuersten e de Helena Waldmann, que foi a minha parceira em 2004, quando ganhamos o prêmio da UNESCO e fizemos juntas o espetáculo Headhunters", conta Cristina, que destacou alguns assuntos abordados pelos finalistas. "Estavam ali temas bem interessantes, como a preocupação com o terrorismo, a discussão sobre gênero, a inquietação que trazem as doenças da memória, do envelhecimento. Foram temas que me chamaram a atenção, além dos mais recorrentes, como a solidão, o estresse do mundo contemporâneo", diz.



Samuel Wuersten, Helena Waldmann, Sonia Santiago-Brückner, Marcelo Santos de Oliveira, Cristina Castro, Itzik Galili,Gudrun Haehnel e Marco Goecke no festival Solo Tanz, Alemanha

Aqui em Salvador, um outro intercâmbio envolve o Vila. O coreógrafo Rodrigo Garcia Alves, brasileiro radicado na Alemanha, desde a última semana desenvolve residência artística com atores da Universidade LIVRE do Teatro Vila Velha que vai resultar em uma montagem que estreia no VIVADANÇA Festival Internacional, em abril. "Esse foi um primeiro momento de entrosamento e treinamento físico. Na última sexta, encerramos a semana com uma caminhada coreográfica pelas ruas, para sentir a textura dos movimentos pela cidade", conta Rodrigo. A residência é realizada através de parceria entre o festival e o Goethe-Institut Salvador.



Integrantes da LIVRE em ensaio conduzido por Rodrigo Garcia Alves no Teatro Vila Velha