terça-feira, 27 de outubro de 2015

Festival A Cena Tá Preta celebra arte negra no Teatro Vila Velha

Comemoração 25 anos, o Bando de Teatro Olodum realiza o VI edição do festival que reunirá música, teatro, debate e exibição de filmes. A programação ainda marcará a estreia de Erê, peça com concepção de Lázaro Ramos e direção de Fernanda Júlia. 


Erê, novo espetáculo do Bando de Teatro Olodum, estreia no festival. Foto: Andrea Magnoni 

No mês de novembro, o Bando de Teatro Olodum se associa a artistas, grupos e movimentos de valorização da cultura afro-brasileira, trazendo ao palco do Teatro Vila Velha a diversidade de linguagens que compõem a performance negra. É a VI edição do Festival A Cena Tá Preta, que em 2015 contará com shows musicais, exibição de filmes, debate sobre o teatro negro e a estreia de Erê, espetáculo que marca os 25 anos de criação da mais importante companhia de teatro negro do Brasil.

O VI Festival A Cena Tá Preta começa com música. Em um mesmo final de semana, o Teatro Vila Velha receberá shows de importantes nomes da musicalidade negra contemporânea, a começar pelo cantor e compositor Lazzo Matumbi e sua voz inconfundível, que imortalizou clássicos da música da Bahia como Alegria da Cidade (dos versos ‘A minha pele de ébano é a minha alma nua’), que se apresenta dia 06 de novembro, sexta-feira, 20h. No sábado, dia 07, 20h, é a vez do cantor Dão trazer todo balanço da black music em um show contagiante. E no domingo, 08, 19h, os ritmos negros do jazz, soul e blues se misturam na poderosa voz da cantora norteamericana
Michaela Harrison, direto de New Orleans (EUA). Serão três noites marcantes na cena cultural de Salvador. Ingressos R$30,00 e R$15,00 (meia).


Cinema e Terças Pretas -
A linguagem audiovisual também terá espaço reservado no Festival. Nas noites de segunda-feira (dias 16, 23 e 30 de novembro), sempre 19h, acontece o Cine Vila, com exibição de filmes produzidos por cineastas e coletivos de cinema negro, com debates ao final de cada sessão.


Já as terças-feiras, o Bando de Teatro Olodum dá continuidade ao projeto de sucesso Terças Pretas
 – Tersarau do Bando, reunindo Feira Étnica e mostras artísticas. No dia 17, 19h, tem apresentação do espetáculo Meu Nome é Brasil, do grupo Dudu Odara, primeira companhia de teatro negro do Subúrbio Ferroviário de Salvador. O grupo, que se tornou residente do Centro Cultural de Plataforma, apresentará o espetáculo que aborda temas como a intolerância religiosa, desigualdade racial, genocídio da juventude e a homofobia. O valor do ingresso será definido pelo público, por meio do ‘Pague quanto quiser’, programa de formação de plateia do Teatro Vila Velha.


No dia 24, 19h, o projeto Terças Pretas recebe a palestra d
a atriz, professora e doutora em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Evani Tavares, que falará sobre “O estado atual das pesquisas em torno da temática da cultura negra no âmbito do teatro no Brasil”. Durante as duas edições do Terças Pretas-Tersarau do Bando, Feira Étnica, que reúne empreendedores negros expondo produções artesanais, moda e gastronomia começa 17h, no Cabaré do Vila, com acesso gratuito.

 
Teatro do Bando -
Como não poderia faltar, o talento dos atores do Bando poderá ser conferido em duas oportunidades. Primeiro na peça Erê, que cumpre temporada a partir do dia 13 de novembro até 06 de dezembro, às sextas e sábados, 20h e domingos, às 19h. A peça, que aborda o drama dos assassinatos de jovens negros no Brasil, tem concepção geral de Lázaro Ramos, direção de Fernanda Júlia (Siré Obá e Kanzuá, Nossa Casa), dramaturgia de Daniel Arcades (Exú, a Boca do Universo e Revelo), direção musical de Jarbas Bittencourt e coreografia de Zebrinha. Serão 25 artistas reunidos para exigir o fim do assassinato de jovens e crianças negras e garantir o futuro de dignidade e oportunidades aos Erês (nome dado às entidades infantis na religiosidade de matriz africana). Ingressos R$30,00 e R$15,00 (meia).


Outro fruto dos 25 anos de atuação do Bando de Teatro Olodum é o espetáculo Se Deus Fosse Preto,
com texto e atuação de Sergio Laurentino e direção do ator Jean Pedro, que faz sua estreia como diretor. O personagem central da peça é Loid, um homem negro que foi preso injustamente pela morte da filha e esposa. Na prisão, ele escreve textos que, após sua morte, se revelam como base de criação de uma nova religião universal.
Sergio Laurentino, que encara o primeiro espetáculo solo, já atuou em mais de 15 montagens, entre eles, Cabaré da RRRRRaça, Áfricas, Bença e (todas quatro do Bando de Teatro Olodum), além de atuações no cinema (Besouro e Jardim das Folhas Sagradas) e na televisão (as série da Rede Globo Ó paí, ó e O Caçador). As apresentações de Se Deus Fosse Preto acontecem dias 19 e 26 (quintas-feiras), 20h. Ingressos R$30,00 e R$15,00 (meia).


SERVIÇO

VI FESTIVAL A CENA TÁ PRETA

MÚSICA
Dia 06/11, 20h - Lazzo Matumbi
Dia 07/11, 20h - Dão
Dia 08/11, 19h - Michaela Harrison
Ingressos: R$ 30,00 / 15,00 (meia)

TEATRO
Erê, do Bando de Teatro Olodum. Concepção geral: Lázaro Ramos / Direção: Fernanda Júlia / Dramaturgia: Daniel Arcades.
Estreia: 13/11. Em cartaz, sexta e sábado, 20h e domingo, 19h, até 06/12.
Ingresso: R$30,00 / R$15,00 (meia)

Se Deus Fosse Preto, texto e atuação: Sergio Laurentino / direção: Jean Pedro.
Dias 19 e 26/11 (quintas-feiras),20h.
Ingresso: R$30,00 / R$15,00 (meia).

TERÇAS PRETAS – TERSARAU DO BANDO
Dia 17/11, 19h, Espetáculo Meu Nome é Brasil, do grupo Dudu Odara. Pague quanto quiser.
Dia 24/11, 19h, Palestra da atriz e pesquisadora Evani Tavares: “O estado atual das pesquisas em torno da temática da cultura negra no âmbito do teatro no Brasil”.
Feira Étnica a partir das 17h, no Cabaré do Vila, com acesso gratuito.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Marcio Meirelles participa do Festival Estudantil de Teatro em Minas



O diretor artístico do Teatro Vila Velha, Marcio Meirelles, está em Belo Horizonte, Minas Gerais, para participar da 15a edição do FETO – Festival Estudantil de Teatro. Desde 1999, o festival promove encontros e debates sobre diferentes propostas, dramaturgias, visões de mundo e linguagens cênicas, sempre a partir do diálogo entre teatro e formação. Esta edição do evento traz como tema “saberes e vivências” e tem o objetivo de "celebrar as experiências que nos formam e as pessoas que nos ensinam, e do desejo de celebrar os conhecimentos populares e formais, @s mestres que ousaram romper paradigmas, @s professor@s que estão nas escolas, @s jovens com seus olhares cheios de frescor e as trocas de experiências e os intercâmbios culturais que estabelecemos juntos", como diz o texto de abertura do festival.

Meirelles integra a Comissão Artística do evento, que vai assistir a toda a programação e debater com os artistas em 30 de outubro, último dia do evento. Ao mesmo tempo, o diretor compartilha as experiências do Teatro Vila Velha no âmbito da formação artística, realizada através da universidade LIVRE de teatro vila velha, que chega ao seu terceiro ano de atividades, além do projeto #EscolasNoVila, que tem proporcionado o diálogo com estudantes e professores de escolas de Salvador e região metropolitana.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Ronei Jorge e Andrea Martins apresentam show inédito no Teatro Vila Velha


Palco do cultuado teatro baiano recebe show que promove, pela primeira vez, o encontro da dupla de irmãos artistas, com apresentação única em 23 de outubro, sexta-feira, às 20h 


Muitos admiradores dos cantores e compositores Ronei Jorge e Andrea Martins não sabem que eles são irmãos. Reconhecidos especialmente por seus trabalhos à frente das bandas Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta e Canto dos Malditos na Terra do Nunca, a dupla seguiu rumos paralelos e distintos nas suas carreiras, mas sempre esteve muito conectada. “Estar em casa juntos, mesmo com a diferença de idade, de gerações diferentes, nos fez ser cúmplices de experiências sonoras. Primeiro, com a Andrea indo ao meu quarto pedir emprestados discos e anos mais tarde eu descobrindo que ela tinha uma banda e já começava a me mostrar as novidades do futuro que chegava atropelando…”, relata Ronei.

O encontro dos irmãos artistas num mesmo palco já havia acontecido com participações de um no show do outro e Ronei chegou a cantar em uma das faixas do disco do Canto dos Malditos, mas a dobradinha que vai acontecer no próximo dia 23 de outubro, às 20h, será inédita. Os dois irão apresentar canções de seus projetos individuais dentro de um mesmo espetáculo. Andrea, com o show Solaris, que traz seu som imagético e eletrônico, ligado ao pop atual, mas sempre de mãos dadas aos seus trabalhos de rock e aos ecos da MPB dos anos 70. Década essa que sempre foi cara ao som de Ronei, desde o trabalho com os Ladrões de Bicicleta. Sua música chega mais perto do música brasileira e o que antes era insinuado, agora se torna mais evidente, sem perder as sutilezas, desvendando o som do país de maneira misteriosa e, por vezes, tortuosa.

Assim, com esse aprendizado e vivência que a potência desse show aparece. Nas diferenças dos trabalhos desses dois artistas baianos, mas também nas suas similitudes. Um encontro harmônico de aparência antagônica. Andrea colocando o futuro pra lembrar o passado e Ronei relembrando o passado situando-o no presente.

RONEI JORGE

Compositor de música pop brasileira, Ronei Jorge começou sua trajetória no início da década de 90. Em seu trabalho solo, as músicas priorizam a narrativa em detrimento de um virtuosismo instrumental, buscando levar o ouvinte pra dentro da canção. A banda é formada pelo parceiro da Ladrões de Bicicleta, o baterista Maurício Pedrão, a baixista e vocalista Carla Suzart, que trabalhou com Ronei no Tropical Selvagem, Lívia Nery, cantora e compositora que possui trabalho solo e, no projeto, toca teclados e canta, e Ian Cardoso, guitarrista e compositor da banda Pirombeira.

ANDREA MARTINS

Cantora e compositora baiana, Andrea Martins se revelou ao cenário do rock nacional com a banda Canto Dos Malditos na Terra do Nunca, e hoje se divide entre a gravaçãodo novo disco da banda, sua carreira solo, além de projetos coletivos paralelos, com intuito de reunir novas referências à sua sensibilidade e técnica artística. Em sua carreira solo ela trabalha atualmente o show Solaris, e propõe uma experiência audiovisual com a interpretação de canções autorais, dotadas de elementos eletrônicos e programações com referências sonoras baianas.

Serviço:

Ronei Jorge e Andrea Martins
Local: Sala Principal do Teatro Vila Velha
Data: 23 de outubro de 2015, sexta-feira
Horário: 20h
Ingressos: Na bilheteria do local ou através do site: www.compreingressos.com
Preços: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Monólogo de Sergio Laurentino, "Se Deus Fosse Preto" estreia no Teatro Vila Velha

Primeiro solo do ator do Bando de Teatro Olodum faz apenas duas apresentações nos dias 24 e 25 de outubro, às 20h, no Cabaré dos Novos 
 

Como seria se o deus cristão, ocidental, cultuado pela maior parte das religiões, desaparecesse? No lugar dele, um deus negro, com outros valores, outra doutrina e outro templo. O espetáculo "Se Deus Fosse Preto" percorre inúmeras reflexões sobre a vida, a fé, a humanidade e culmina nessa situação hipotética. Com texto e atuação de Sergio Laurentino, conhecido por seu trabalho no Bando de Teatro Olodum, a peça marca também a estreia do ator Jean Pedro (Câncer, Por que Hécuba, Hamlet) como diretor. As apresentações acontecem apenas nos dias 24 e 25 de outubro, 20h, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha.

O espetáculo tem como personagem central LOID, homem negro preso injustamente pelo assassinato de sua filha e de sua esposa. Durante o tempo no cárcere, ele escreve textos que, após a sua morte, se revelarão como base para a criação de um novo paradigma mundial. Em pouco tempo, as ideias de LOID ganham repercussão absurda e tornam-se a nova religião universal. Com elementos de ficção científica, o texto faz um percurso até os anos 3.000, revelando surpresas de um mundo que viu a queda das religiões vigentes e o surgimento de um novo messias.

O espetáculo é o primeiro solo de Sergio Laurentino, que trabalhou em mais de 15 espetáculos - entre eles Cabaré da RRRRRaça, Bença e Dô - e teve atuações no cinema e na televisão. Em 2014, Sergio deu vida ao personagem Paulo Sultão, antagonista de Cauã Reymond na série O Caçador, seu segundo trabalho na Rede Globo, depois da série Ó Paí, Ó. Já no cinema, atuou no longa Besouro, de João Daniel Tikhomiroff, e em Jardim das Folhas Sagradas, filme de Pola Ribeiro.

Serviço:

Se Deus Fosse Preto
24 e 25 de outubro | sábado e domingo | 20h
R$ 20 (inteira) e 10 (meia)
Cabaré dos Novos | Teatro Vila Velha

Ficha Técnica:


Texto e atuação: Sergio Laurentino
Assistente de direção: Mariana Borges
Direção, iluminação e sonoplastia: Jean Pedro
Figurino e cenário: Sergio Laurentino

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Núcleo Viladança promove oficina com o diretor e coreógrafo Carlos Laerte



No próximo dia 17 de outubro, o Núcleo Viladança promove a oficina “Dança Contemporânea e Consciência do Movimento”, com o diretor e coreógrafo carioca Carlos Laerte, no Teatro Vila Velha. O curso, com carga horária de três horas, acontecerá das 13h às 16h e é direcionado a profissionais das áreas de dança, teatro e música.

Carlos trabalhará durante o workshop a construção de uma linguagem contemporânea a partir de atividades de força, equilíbrio, alongamento, atenção e memória. As aulas serão ministradas com música percussiva tocada pelo próprio artista.

Carlos Laerte tem formação em cinema e balé clássico. Estudou técnicas como Jose Limon, Laban e Modern Dance. Atuou como bailarino convidado da Broadway Dance Center, Harley Dance School e foi bolsista da escola Steps, em Nova York (EUA). Ministrou workshops em diversas partes do Brasil e do mundo, além de ter fundado a Cia Laso de Dança, que tem um repertório de oito espetáculos criados. Já trabalhou com artistas como Déborah Colker, Renato Vieira, Gisele Tápias e Carlota Portela. No teatro, atuou com diretores como Sérgio Brito, Jorge Fernando, Wolf Maia e Jayme Monjardim. Sua carreira também inclui a produção de documentários que tem entre seus temas a videodança e a videoarte.

As inscrições para a Oficina de Dança Contemporânea com Carlos Laerte poderão ser realizadas através do site do Núcleo Viladança até o dia 14/10. Certificados serão emitidos para os participantes do curso.

Serviço:
Oficina “Dança Contemporânea e Consciência do Movimento” com Carlos Laerte
Quando: 17/10 (sábado), das 13h às 16h
Onde: Teatro Vila Velha – Salvador/BA
Valor: R$30
Inscrições: até 14/10 através da página: http://nucleoviladanca.com.br/nucleo-viladanca-promove-oficina-com-o-diretor-e-coreografo-carlos-laerte/

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Passeio Público de cara nova.

foto Vinicius Bustani

O Passeio Público foi reinaugurado neste domingo, 27 de setembro, com apresentações da Orquestra Neojibá, do Cortejo Coreográfico da Funceb e do grupo percussivo Quabales. A cerimônia, que contou com a presença do governador da Bahia Rui Costa, marcou a entrega da primeira etapa de conservação do Passeio Público, depois quatro meses de serviços de restauração e jardinagem.


O Vila agradece ao Governo do Estado, IPAC/Secult, por esta ação e reafirma seu comprometimento com o bem estar da cidade, através de nossa produção e de nossa ação, ao tempo em que nos colocamos como parceiros para dinamizar e dar vida cultural a este jardim, onde o Vila florece há tanto tempo.