quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Projeto “Sons e Sentidos: Circulação do espetáculo Quincas” chega a Bahia

foto Rafael Passos


Nos dias 7 e 8 de outubro, o grupo de Teatro paraibano Osfodidário traz ao palco do Teatro Vila Velha, através do projeto “Sons e Sentidos: Circulação do espetáculo Quincas”, o seu espetáculo Quincas, projeto de livre adaptação do livro A morte e a morte de Quincas Berro D’agua, do escritor baiano Jorge Amado. Além das apresentações, o projeto prevê a realização de vivências voltadas ao público deficiente visual, estimulando uma troca de experiências sensoriais através das distintas possibilidades de sensibilização que o teatro proporciona, objetivando ampliar os níveis de compreensão desse público específico.
O grupo faz uso da comédia para recontar a história dessa figura icônica de Salvador, onde a narração fica por conta dos seus quatro inseparáveis amigos: Curió, Negro Pastinha, Cabo Martim e Pé-de-Vento. A essência da história original é preservada, fazendo uso do ambiente marginal em oposição ao mundo mesquinho e preconceituoso da burguesia amante das aparências, o espetáculo tem como ponto forte o uso da água como representação da embriaguês, as lágrimas da perda, o mar. Embebidos neste universo, os personagens-narradores seduzem o público a este mergulho poético nas águas sem fim do “campeão do falecimento”, Quincas Berro D’água.

SERVIÇO
Quincas
07 e 08/10 // quarta e quinta // 20h
R$ 10 e 5
Sensibilização com deficientes visuais
08/10 // quinta // 18h
gratuito
Teatro Vila Velha
Classificação indicativa 12 anos

Exposição relembra trajetória coreográfica de Cristina Castro para o Viladança

 
Andrea May e Pedro Gaudenz assinam projeto expográfico que reúne imagens de seis fotógrafos, músicas, recortes de jornais e peças de figurino.

foto Márcio Lima

De 30 de setembro a 22 de outubro, a exposição O Vila dança: retrospectiva das criações coreográficas de Cristina Castro poderá ser visitada, gratuitamente, de segunda a sexta das 14h às 19h e sábados e domingos das 18h às 21h, no Foyer do Teatro Vila Velha. Reunindo um amplo acervo que inclui fotografias de seis artistas, exemplares de figurinos e adereços, trechos de trilhas sonoras e clipagens, a exposição projetada por Andrea May e Pedro Gaudenz faz um apanhado de 12 espetáculos de Cristina Castro para o Núcleo Viladança, desde 1998 até 2012.

Pelas lentes de Márcio Lima, Vera Milliotti, João Meirelles, Rejane Carneiro, Lígia Rizério e da própria Cristina Castro, O Vila dança desvenda cenas de 200 e poucos megabytes de memória; Exposição Sumária; Hot; Sagração da Vida Toda; CO2 – cinco sentidos e um pouco de miragem; Hai Kai Baião; José Ulisses da Silva; Caçadores de Cabeças; Da Ponta da Língua à Ponta do Pé; Aroeira – com quantos nós se faz uma árvore; Habitat – Lat 13ºS Long 38º31’12”O e Muvuca.

Milton Nascimento, Jarbas Bittencourt, Ivan Bastos e João Meirelles são alguns dos músicos cujas composições originais formaram parte das trilhas sonoras de montagens de Cristina Castro para o Viladança. Trechos das músicas estarão disponíveis na exposição para quem quiser relembrar. Recortes de jornais desde o lançamento do grupo, em 1998, até sua última criação, Muvuca, em 2012, dão o toque final da retrospectiva. Além disso, adereços e figurinos assinados por Adriana Hitomi, Marcio Meirelles e Luiz Santana completam o projeto expográfico de Andrea May e Pedro Gaudenz.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Oficina da LIVRE começa a todo vapor


foto Claudio Varela
 
Com pouco mais de uma semana de trabalho os oficineiros tiveram seu primeiro contato com o público no EXPERIMENTO 3.4 da universidade LIVRE de teatro vila velha. Nele foram apresentadas diferentes versões da Peça Coração de Heiner Müller, além de cenas, resultadas de jogos de improviso, baseadas nos títulos dos textos que compõem a obra dramatúrgica do português Abel Neves Além as estrelas são nossa casa. A oficina, ministrada por componentes da LIVRE – Caio Terra, Claudio Varela e Iana Nascimento – e supervisionada por Marcio Meirelles, apresenta novo formato e pela primeira vez se propõe a produzir uma mostra final. Fiquem ligados!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O Campo de Batalha estreia em Salvador


O novo espetáculo do premiado dramaturgo baiano Aldri Anunciação, dirigido por Marcio Meirelles, estreia este mês em Salvador, no Teatro Vila Velha, depois de passar por São Paulo, BH, Brasília e Rio de Janeiro e colecionar elogios do público e crítica do país.



foto Marcio Meirelles

A falta de água potável no planeta deflagra o início da Terceira Guerra Mundial e durante o combate acontece o inesperado: uma crise na indústria de munição paralisa a guerra. Enquanto aguardam ordem para retomar o confronto, dois soldados inimigos se aproximam no front e passam a analisar as razões que levaram seus países ao conflito. Este é o mote de O campo de batalha que estreia temporada em Salvador no próximo dia 25 de setembro, às 20 horas, no Teatro Vila Velha.

Muito aplaudida pelo público e crítica do país, a peça estreou em janeiro de 2015, em São Paulo, e logo depois circulou por BH, Brasília e Rio de Janeiro. “Estreamos Namíbia,Não! na Bahia e depois percorremos o Brasil. Desta vez quis inverter a experiência e trazer um espetáculo mais amadurecido para o público de Salvador”, comenta Aldri Anunciação, autor dos textos Namíbia,Não! e O Campo de Batalha.

No elenco, além de Aldri, o ator Rodrigo dos Santos. A direção geral é de Márcio Meirelles, com codireção de Lázaro Ramos e Fernando Philbert. Na equipe técnica, o iluminador Jorginho de Carvalho, cenário e figurino de Nello Marrese, sonorização de Tato Taborda e projeções visuais de Rafael Gallo.

Desde que teve acesso ao texto de O Campo de Batalha, Márcio Meirelles reservou um espaço em sua agenda atribulada para atender ao convite de Aldri, que o queria na equipe deste projeto. Criador do Bando de Teatro do Olodum e diretor do Teatro Vila Velha, Meirelles assumiu a direção geral do espetáculo. Para ele, trata-se de uma guerra que a gente vive. “A peça apresenta a situação de uma forma didática, Brechtiana. O texto está ali com todas as chaves. É só abrir”, completa.

O Campo de Batalha acontece a partir de uma realidade hipotética, chamada “hiato de guerra”, ocasionada pela falta de munição. Quando os dois soldados inimigos se encontram, mas não podem se atacar, a Voz do Autofalante, gravada pela atriz Fernanda Torres, monitora-os ao longo dos 70 minutos, dando à história rumos surpreendentes. A disputa bélica é apenas metáfora, provoca reflexões sobre as questões contemporâneas da sociedade, da espetacularização do viver às reais causas de manipulação mundial. As projeções de fundo de palco marcam a passagem do dia, noite e madrugada. “A peça se desdobra na inação. É uma brincadeira, uma crítica aos inimigos institucionalizados, uma proposta para entender se realmente são inimigos ou se isso é fruto de uma manipulação”, explica o autor.

 
SERVIÇO
Estreia 25 de setembro, às 20 horas
25/09 a 18/10 // sexta e sábado 20h // domingo 19h
R$ 20 e 10
Teatro Vila Velha
Classificação indicativa 14 anos

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Béatrice Picon-Vallin em Salvador


 

O Teatro Vila Velha, em mais uma parceria com o PPGAC e a Escola de Teatro da UFBA, recebe a pesquisadora, especialista em teatro do século XX, Béatrice Picon-Vallin. A francesa, que vem ao Brasil para participar do Seminário Internacional Eisenstein organizado pelo PPGAC da UNIRIO, aceitou o convite da professora Deolinda Vilhena e na próxima semana estará em Salvador, onde ministrará duas palestras, no Teatro Martim Gonçalves, na segunda à tarde, e no Cabaré dos Novos na terça pela manhã.

Béatrice Picon-Vallin é Diretora Emérita de Pesquisas no Centro Nacional de Pesquisa Científica (França), ex-professora de história do teatro no Conservatório Nacional Superior de Arte Dramática de Paris, diretora das coleções Arts du spectacle (CNRS) e Mettre en scène (Actes Sud-Papiers, Arles). Suas pesquisas incluem a história do teatro russo, as questões relativas ao teatro europeu do século XX, à encenação, ao trabalho do ator, compreendendo ainda as relações entre a cena e as imagens (cinema, vídeo, novas tecnologias), a pedagogia do trabalho da cena e a relação com as neurociências. Seu livro Meyerhold, editado pelo CNRS em 1999 e reeditado em 2003, recebeu o prêmio de melhor livro de teatro, atribuído pelo Sindicato da crítica dramática e musical. Tem colaborado com as principais publicações especializadas em teatro, na França, na Rússia e em diversos outros países. Em novembro de 2014, como parte das comemorações dos 50 anos do Théâtre du Soleil, Béatrice Picon-Vallin lançou o livro “Le Théâtre du Soleil. Les Cinquante Premières Années”, que recebeu recentemente o Prêmio de Melhor Livro sobre Teatro do Sindicato da crítica dramática e musical na França.

SERVIÇO
Do palco a tela a experiência do Théâtre du Soleil
28 de setembro/ 15h – Teatro Martim Gonçalves – Escola de Teatro da UFBA
Exibição do filme do Théâtre du Soleil Os Náufragos do Louca Esperança
A tragédia contemporânea de Shakespeare
29 de setembro – 10h – Cabaré dos Novos – Teatro Vila Velha

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Bonde dos Ratinhos retoma os ensaios

foto Darlan Sanches


O elenco do Bonde dos Ratinhos retoma os ensaios do espetáculo para se apresentar em Feira de Santana, nos dias 18 e 25 de outubro, dentro da programação do projeto Domingo tem Teatro da Cia CUCA de Teatro. A peça, que narra as aventuras de três ratinhos barrados no shopping por "ratos seguranças" depois de fazer um rolezinho, volta a cartaz em janeiro no Amostrão Vila Verão.