sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A História dos Ursos Pandas faz última apresentação no Vila e embarca para festival de teatro em Santos


Cena da peça A História dos Ursos Pandas - foto: Marcio Meirelles


O espetáculo A História dos Ursos Pandas realiza última apresentação pelo Projeto Matéi neste sábado, 20h, no Teatro Vila Velha, mas já tem data marcada para voltar aos palcos, desta vez em Santos, São Paulo, dentro do mais antigo festival de artes cênicas em atividade no Brasil. A apresentação no FESTA 57 – Festival Santista de Teatro acontece no dia 5 de setembro, sábado, às 21h, no pátio da Casa da Frontaria Azulejada, edifício histórico tombado pelo IPHAN. O festival, que tem programação completa disponível aqui, acontece entre 1 e 9 de setembro, e reúne atrações de todo o país.

Mas para quem está em Salvador, a chance é AGORA de assistir aos três últimos espetáculos do Projeto Matéi. Hoje, 20h, a peça Deserto despede-se do público. No sábado, às 20h, é a vez de A História dos Ursos Pandas e, no domingo, acontece a última apresentação do monólogo As Palavras de Jó, que coloca em cena o diretor teatral Marcio Meirelles depois de 36 anos distante da função de ator. Todos os espetáculos tem texto do romeno Matéi Visniec, um dos dramaturgos contemporâneos mais aclamados pela crítica internacional, e encenação de Marcio Meirelles, diretor artístico do Teatro Vila Velha. Todas as peças são acessíveis para pessoas com deficiência visual através de audiodescrição.

Abaixo, saiba mais sobre as três peças:

DESERTO
última apresentação: 28 de agosto, sexta-feira, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles | direção musical: pedro amorim

Neste espetáculo, que reúne seis cenas independentes, o deserto pode ser o cenário ou estar presente como uma metáfora. Aqui, as situações
servem de pretexto para reflexões sobre o sentido da vida e da morte, o valor das coisas e das pessoas, e sobre o tempo. "Carona", "Sanduíche de Frango", "Não Sou Mais Sua Coelhinha", "Um Café Longo, um Pouco de Leite Separado e um Copo D`Água" e "A Grande Ressaca" abusam das imagens e da ironia, típicas do dramaturgo Matéi Visniec.

A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS
temporada: 29 de agosto, sábado, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles

Numa manhã, dois jovens acordam na mesma cama e não se lembram como foram parar lá. Os dois decidem iniciar uma relação e fazem o acordo de passar apenas nove noites juntos e separar-se logo em seguida. As nove noites passam lentamente e parecem uma vida inteira, que abriga alegrias, descobertas, desilusões, novos e velhos rituais de amor. A peça, que põe em cena os atores Fernanda Veiga e Neto Cajado, é a segunda montagem deste texto de Matéi Visniec feita por Marcio Meirelles - a primeira estreou em março de 2015, em Portugal, no Teatro Viriato, como parte do Projeto K-Cena.

AS PALAVRAS DE JÓ
temporada: 30 de agosto, domingo, 19h, no teatro vila velha | R$ 40 e 20
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles | direção musical: joão milet meirelles

A partir de uma provocação do próprio autor da peça, o dramaturgo romeno Matéi Visniec, o encenador Marcio Meirelles aceita o desafio de subir ao palco, após 36 anos distante do trabalho de ator. No espetáculo, Jó - referência ao personagem bíblico que é testado a abandonar a fé em Deus - reafirma a sua crença no ser humano, apesar de todos os males. A peça tem direção de Meirelles; direção musical e trilha sonora executada ao vivo por João Milet Meirelles; arte gráfica de Lia Cunha; e projeções de Rafael Grilo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Projeto Matéi realiza última semana de apresentações

Cena do espetáculo Deserto. Foto: Marcio Meirelles

O Projeto Matéi, que apresenta cinco peças de um dos dramaturgos c
ontemporâneos mais aclamados pela crítica internacional, chega a última semana de apresentações. Entre hoje e o dia 30 de agosto, o público terá a última chance para assistir aos espetáculos Fronteiras (quarta, 20h), Agorafobias (quinta, 20h), Deserto (sexta, 20h), A História dos Ursos Pandas (sábado, 20h) e o monólogo As Palavras de Jó (domingo, 19h), todos sob direção de Marcio Meirelles. Todas as peças são acessíveis para cegos através de recurso de audiodescrição.

As montagens passeiam pelas mais diversas temáticas das relações humanas, como o amor, a amizade, a vida e a morte, as tensões entre o indivíduo e sociedade, entre outros assuntos, sempre com uma boa dose de humor e de ironia, características marcantes de Matéi Visniec. Nascido na Romênia e radicado na França, o autor tem sido montado no Brasil por diretores como André Abujamra, Rodrigo Spina e Regina Duarte. Na Bahia, desde 2013, os seus textos têm sido trabalhados pelo encenador Marcio Meirelles, com quem o autor desenvolveu a partir de então uma relação de parceria e amizade. "Encontrei em Marcio um irmão cultural. Nós temos a mesma cultura teatral, gostamos dos mesmos autores, ambos achamos que o teatro tem uma dimensão social. Nós acreditamos que o artista tem uma missão na sociedade", afirma Visniec.

Marcio Meirelles em As Palavras de Jó. Foto: Eduardo Coutinho 

As peças Fronteiras, Agorafobias e Deserto, apresentadas entre quarta e sexta, juntas formam a trilogia Cuidado com as Velhinhas Carentes e Solitárias. Nelas, situações absurdas - como um workshop sobre como mendigar de maneira eficiente e um desfile de mortos em combate de volta à sua pátria - servem para provocar reflexões sobre as relações e a sociedade. O espetáculo A História dos Ursos Pandas fala sobre amor a partir da história de dois jovens que acordam na mesma cama e não se lembram como foram parar lá. Já o monólogo As Palavras de Jó - que marca o retorno de Marcio Meirelles aos palcos, como ator, depois de 36 anos - parte de uma referência ao personagem bíblico para contar a história de um outro Jó, que não perde a fé no ser humano.

SINOPSES DOS ESPETÁCULOS

FRONTEIRAS
última apresentação: 26 de agosto, quarta-feira, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles | direção musical: pedro amorim

O espetáculo parte de quatro situações curiosas para provocar reflexões sobre as guerras que assolam o mundo. Em "Blasfêmias", um cidadão espera um trem que nunca chega à estação. Em "Pense que Você é Deus", dois garotos munidos de um fuzil buscam sua próxima vítima em meio às ruas e edifícios da cidade. Em seguida, uma mulher com uma criança aos braços tenta cruzar a fronteira até o território dos direitos do homem, no conto intitulado "Espere o Calorão Passar". Por fim, em "A Volta para Casa", um general acorda os mortos em um campo de batalha e tenta organizá-los em um grande desfile de volta a sua pátria.

AGORAFOBIAS
última apresentação:  27 de agosto, quinta-feira, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles | direção musical: pedro amorim

Em Agorafobias, situações absurdas levam o público a reflexões sobre as relações humanas e a tensão entre indivíduo e sociedade. O espetáculo é composto de diferentes contos, que vão desde um curioso workshop sobre como mendigar de maneira eficiente; uma garçonete histérica que se revolta com os clientes do restaurante; até o encontro de um menino com um homem cuja ferida é um espelho. A disposição da plateia provoca uma relação de proximidade e coloca o público praticamente dentro da cena.

DESERTO
última apresentação: 28 de agosto, sexta-feira, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles | direção musical: pedro amorim

Neste espetáculo, que reúne seis cenas independentes, o deserto pode ser o cenário ou estar presente como uma metáfora. Aqui, as situações
servem de pretexto para reflexões sobre o sentido da vida e da morte, o valor das coisas e das pessoas, e sobre o tempo. "Carona", "Sanduíche de Frango", "Não Sou Mais Sua Coelhinha", "Um Café Longo, um Pouco de Leite Separado e um Copo D`Água" e "A Grande Ressaca" abusam das imagens e da ironia, típicas do dramaturgo Matéi Visniec.

A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS
temporada: 29 de agosto, sábado, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles

Numa manhã, dois jovens acordam na mesma cama e não se lembram como foram parar lá. Os dois decidem iniciar uma relação e fazem o acordo de passar apenas nove noites juntos e separar-se logo em seguida. As nove noites passam lentamente e parecem uma vida inteira, que abriga alegrias, descobertas, desilusões, novos e velhos rituais de amor. A peça, que põe em cena os atores Fernanda Veiga e Neto Cajado, é a segunda montagem deste texto de Matéi Visniec feita por Marcio Meirelles - a primeira estreou em março de 2015, em Portugal, no Teatro Viriato, como parte do Projeto K-Cena.

AS PALAVRAS DE JÓ
temporada: 30
de agosto, domingo, 19h, no teatro vila velha | R$ 40 e 20
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles | direção musical: joão milet meirelles

A partir de uma provocação do próprio autor da peça, o dramaturgo romeno Matéi Visniec, o encenador Marcio Meirelles aceita o desafio de subir ao palco, após 36 anos distante do trabalho de ator. No espetáculo, Jó - referência ao personagem bíblico que é testado a abandonar a fé em Deus - reafirma a sua crença no ser humano, apesar de todos os males. A peça tem direção de Meirelles; direção musical e trilha sonora executada ao vivo por João Milet Meirelles; arte gráfica de Lia Cunha; e projeções de Rafael Grilo.

Espetáculo de dança “Tirania das Cores” apresenta resultado de residência artística


Núcleo Viladança promove ação que visa estimular intercâmbios e a profissionalização da dança na Bahia. Asier Zabaleta (Espanha) conduziu a segunda fase das atividades. 

Tirania das Cores. Foto: Milena de Abreu
 
Entre os dias 3 e 5 de setembro, o Teatro Vila Velha sedia as apresentações do espetáculo de dança “Tirania das Cores”, fruto da segunda residência artística promovida pelo Núcleo Viladança neste ano em Salvador. O projeto selecionou cinco artistas baianos para participar de um processo de criação sob a orientação de Asier Zabaleta, coreógrafo da Cia Ertza, Espanha. A mostra terá na abertura o espetáculo convidado “Demolições - La petite mort”, com Thiago Cohen.

“Tirania das Cores” é uma viagem cromática dançada, na qual se põe em evidência a influência que as cores têm e sempre tiveram em nossas vidas. Cores que muitas vezes serviram para unir, mas que em muitas outras foram usadas para dividir e semar o ódio. Cores com as quais se pintam as bandeiras que nos diferenciam dos nossos vizinhos. Cores que são deificadas ou satanizadas como o branco e o preto. Cores como o vermelho do sangue, que nos lembram que por dentro somos todos iguais. Cores que, afinal de contas, nos sirvam de pretexto para falar de “pessoas”.

Os intérpretes-criadores são os cinco profissionais selecionados para realizar a residência artística: Ariel Oliveira, Carolina Miranda, Flávia Rodrigues, Guilherme Silva, Rafael Alexandre. Asier Zabaleta trabalhou como intérprete em várias companhias espanholas de dança-teatro e de 1999 a 2005 integrou a companhia suíça Alias, com a qual participou da criação de sete espetáculos de dança-teatro e realizou várias turnês mundiais. Em 2004, fundou a Companhia ERTZA, com a qual criou 10 espetáculos para palco e oito para espaços ao ar livre; e colocou em marcha diferente projetos paralelos, como oficinas, residências artísticas e projetos de sensibilização. Maiores informações: www.ertza.com

Demolições - La Petite Mort

O primeiro desdobramento da estadia de Asier Zabaleta em Salvador por conta do programa de residências do Núcleo Viladança foi a montagem “Demolições (La Petite Mort)”, dirigida pelo mesmo com interpretação de Thiago Cohen. A partir do encontro no processo de seleção para a Residência #02, Asier conviou Thiago para trabalhar em paralelo ao programa promovido pelo Viladança. Resultado deste projeto, “Demolições” fala dos momentos da vida em que é preciso romper para construir, acabar algo para começar de novo. Desta forma, é também uma reflexão sobre o tempo: destruir em um segundo o que levou anos para ser construído, mas que já não serve. Passar por cima da nostalgia do velho e enfrentar de cara o medo do novo. O espetáculo será apresentado como abertura da mostra “Tirania das Cores”. 

 
 Thiago Cohen em "Demolições" - Foto: Milena de Abreu

 
Viladança em residência
As residências - ações propositivas que se consolidaram a partir dos anos 1980 em cidades da Europa, Estados Unidos e Japão -, têm como foco a convivência e ganham espaço cada vez maior nas artes contemporâneas. Com esta ação, o Núcleo Viladança busca consolidar um espaço de residências artísticas em dança na Bahia, abrindo novas possibilidades de criação e remuneração para a classe de dança no estado e aquecendo o mercado local. Nessa ação, os dançarinos selecionados são contratados e remunerados com uma bolsa para acompanhar toda a residência e realizar as apresentações.

O programa de residências artísticas teve sua primeira fase em abril e maio de 2015, com os coreógrafos da Cia Los INnato, da Costa Rica. O projeto tem o patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura, O Boticário na Dança, através da Lei Rouanet e é realizado pela Manga Rosa Produções, pelo Ministério da Cultura e Governo Federal - Pátria Educadora. Para a manutenção das suas atividades, o Núcleo Viladança conta com o patrocínio da Petrobras e apoio institucional do Teatro Vila Velha.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Música e Tragédia Grega são tema do FALA VILA

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Nesta quarta-feira, 26 de agosto, às 17h, o projeto FALA VILA se debruça sobre a Música nas Tragédias Gregas a partir de palestra com o dramaturgo, compositor e professor da Universidade de Brasília Marcus Mota. No evento, Mota apresenta diferentes experiências de reconstrução do som nas peças antigas, feitas por pesquisadores de países como França e Estados Unidos, e por ele mesmo junto ao Grupo Mousiké, da UnB, onde desenvolve pesquisas sobre a textualidade audiovisual em autores da Antiguidade Clássica, como Homero, Heráclito, Ésquilo e Platão - com o grupo, já foram montadas as peças David (2012) e Sete Contra Tebas (2013).
No FALA VILA, Marcus realiza também o lançamento de duas obras de sua autoria: Um Homem Só: História de Esforços e Estranhezas, livro de contos lançado pela Chiado Editora, e Imaginação e Morte: Ensaios sobre a representação da finitude, lançada pela Editora Unb.
Marcus Mota veio a Salvador a convite do Teatro Vila Velha e, além de participar do FALA VILA, trabalha com a Universidade LIVRE sobre o texto Sete Contra Tebas, de cuja tradução para o português é autor. A tragédia grega é um dos próximos espetáculos que vêm sendo trabalhados junto ao encenador Marcio Meirelles.
Sobre os livros:
Um Homem Só: História de Esforços e Estranhezas (Chiado Editora, 2014)
Um menino acorda de madrugada, o menino não consegue dormir. Ele vê o rosto de um homem no escuro. O menino está só e assim ficará para sempre. Outras madrugadas virão, novas noites em claro. Um mar de rostos passará em sua frente. A escuridão será espessa. Mas ao fim nada mudou: é o menino e o rosto na negra noite. Entre a mão e a madrugada restam as lembranças, as visões, o espanto de um homem só, ele mesmo e mais ninguém. Quem pode lutar com sua sombra e atingir o amanhã? O menino pode. Ele vai lutar. E cada história é uma batalha. E nós que lemos cada uma das 13 histórias deste ...livro somos a sombra de um rosto na madrugada que nos alcança e ao menino vingador. 
Imaginação e Morte: Ensaios sobre a representação da finitude (Editora UnB, 2014)
A imaginação sobre a morte é paradoxal: projeta vivências sobre algo impossível de ser experimentado em sua totalidade. Por isso, não seriam imagens da morte poética da finitude, experimentos sobre o inexprimível? Imaginar a morte como possibilidade não seria tentar compreender os limites do conhecimento? O diálogo entre literatura e hermenêutica , a partir de Adonias Filho e Gaston Bachelard, e análise de obras e autores como Epopéia de Gilgamesh, Livro egípcio dos mortos, tragédias de Sófocles e Eurípides, Antonio Vieira, Machado de Assis, Juan Rulfo, e Fernando Pessoa, procuram dimensionar este intercampo entre palavra, imaginação e finitude.
Sobre Marcus Mota:
Marcus Mota possui mestrado em Teoria da Literatura pela Universidade de Brasília (1992) e doutorado em História pela mesma universidade (2002). É professor da Universidade de Brasília, onde dirige desde 1996 o LADI (Laboratório de Dramaturgia e Imaginação Dramática). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Dramaturgia, atuando principalmente nos seguintes temas: dramaturgia, dramaturgia musical, ópera, Estudos Clássicos e Teatros Grego e Moderno. Desenvolve intensa atividade de direção de espetáculos musicais e não musicais, de elaboração de textos teatrais, canções e libretos para obras dramático-musicais, textos narrativos e poemas. É líder do Grupo de Pesquisa Mousiké, com o qual pesquisa sobre a textualidade audiovisual presente em autores da Antiguidade Clássica, como Homero, Heráclito, Ésquilo e Platão, que se desdobra na proposição de audiocenas, ou espetáculos dramático-musicais como David (2012) e Sete Contra Tebas (2013). Foi o secretário empossado da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos para o biênio 2011-2013. Publicou, entre outros títulos: A dramaturgia musical de Ésquilo (Editora UnB, 2008); e Nos Passos de Homero (Annablume, 2013).
Serviço:
FALA VILA com Marcus Mota
Tema: Musica na Tragédia - Experiências de reconstrução do som na tragédia antiga
26/08 | quarta-feira | 17h | teatro vila velha | pague quanto quiser

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Teatro da Amazônia na Bahia: Solo de Marajó apresenta-se no Teatro Vila Velha

Começa por Salvador e Itabuna turnê nacional de espetáculo inspirado na obra do maior romancista do norte do país
Em cena o ator Claudio Barros, que celebrará, em 2016, 40 anos de teatro

Levar a obra do escritor paraense Dalcídio Jurandir encenada às terras de outros cinco grandes romancistas regionalistas brasileiros: essa é a ideia da turnê nacional Solo de Marajó nos solos de outros brasis, do grupo paraense Usina Contemporânea de Teatro, contemplado com o Prêmio Myriam Muniz da Fundação Nacional das Artes 2014, na categoria Circulação. Depois de apresentação em Itabuna, o grupo chega a Salvador para duas únicas apresentações no Teatro Vila Velha, nesta sexta, 21, e sábado, 22, às 18h, com ingressos no formato "pague quanto quiser".

Além da Bahia de Jorge Amado – itabunense de cujas mãos Dalcídio recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, em 1972 –, o espetáculo visitará ainda o Ceará de Rachel de Queiroz, as Alagoas de Graciliano Ramos, a Paraíba de José Lins do Rego e o Rio Grande do Sul de Érico Veríssimo. Serão sempre duas apresentações nas capitais e uma na cidade natal de cada escritor.

Dentro e fora do Pará


Solo de Marajó estreou em 2009, em Belém, integrando a programação especial da Feira Panamazônica do Livro, o maior evento literário da região Norte. Em 2010, o espetáculo foi apresentado em São Paulo durante a I Mostra da Cena Paraense Contemporânea, e voltou à capital paulista no ano passado, integrando a programação da Virada Cultural. Em fevereiro deste ano, Solo de Marajó integrou a programação do Midrash Centro Cultural, no Rio de Janeiro. A receptividade de público e crítica foi tão boa, que resultou em outras cinco apresentações na capital fluminense e mais uma no município de Niterói, num período de apenas três meses.

O que tem surpreendido o público em todos os solos por onde passa é a ousadia da encenação. Sozinho sobre o palco nu, o ator Claudio Barros, que em 2016 celebra 40 anos de intensa atuação na cena paraense, conta oito histórias tiradas do romance Marajó, o segundo de Dalcídio. Utilizando o corpo e a voz para construir as narrativas, a atuação estimula a imaginação do espectador, convidado-o a povoar o espaço vazio com a memória de pessoas e lugares.

Os temas das narrativas vão desde questões de cunho social, como racismo, exploração do trabalho, tráfico de crianças e prostituição, até o universo íntimo das relações amorosas, recheadas de paixão, dor, solidão, ciúme e vingança. Esta visão multifacetada do autor levou os criadores a uma dramatugia que não se preocupa em dar conta da fábula romanesca, mas acaba por construir um mosaico capaz de representar as relações humanas na Amazônia. A montagem de Solo de Marajó dá continuidade à pesquisa do grupo Usina sobre o ator como narrador. As fontes para esta criação foram a observação do comportamento cotidiano dos habitantes de Ponta de Pedras, onde se passa o romance, e histórias de vida do próprio atuante.

O autor 


Nascido na vila de Ponta de Pedras, na Ilha de Marajó, em 10 de janeiro de 1909, Dalcídio Jurandir Ramos Pereira foi jornalista e escritor. Passou a infância no município vizinho de Cachoeira do Arari e logo depois mudou-se para Belém. Foi para o Rio de Janeiro pela primeira vez em 1928, com apenas 19 anos, onde chegou a lavar pratos para sobreviver. Ainda voltou ao Pará algumas vezes mas viveu no Rio até morrer, no dia 16 de junho de 1979.

Segundo o crítico Benedito Nunes, para quem a obra do escritor marajoara funda a paisagem urbana na literatura amazônica, os dez romances da saga Extremo Norte (além destes, ele ainda escreveu Linha do Parque, de temática proletária e publicado no RS e na Rússia) integram um único ciclo romanesco, quer pelos personagens e as relações que os entrelaçam, quer pela linguagem que os constitui, num percurso que vai desde Cachoeira do Arari até Belém, criando uma radiografia tanto do ambiente rural na Amazônia quanto da periferia da capital paraense no Século XX.

Em 1972, Dalcídio recebeu das mãos de Jorge Amado o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. Na oportunidade, o escritor baiano declarou que o romancista paraense “trabalha o barro do princípio do mundo do grande rio, a floresta e o povo das barrancas, dos povoados, das ilhas, e o faz com a dignidade de um verdadeiro escritor, pleno de sutileza e de ternura na análise e no levantamento da humanidade paraense, amazônica, da criança e dos adultos, da vida por vezes quase tímida ante o mundo extraordinário onde ela se afirma”.

Serviço

Solo de Marajó
21 e 22/08 | sexta e sábado | 18h
cabaré dos novos do teatro vila velha | pague quanto quiser

Peça dirigida por cabo-verdiano leva ao palco discussões sobre o medo


O espetáculo DO-EU é resultado de residência artística do encenador João Branco com a universidade LIVRE através do projeto K-Cena 

 Foto: Claudio Varela

 
Nos dias 24 e 25 de agosto, às 20h, o Teatro Vila Velha apresenta o espetáculo DO-EU, dirigido pelo encenador cabo-verdiano João Branco a partir de residência artística realizada com a universidade LIVRE de teatro vila velha pelo projeto de intercâmbio lusófono K Cena. A montagem leva à cena diferentes abordagens do tema "medo", a partir de experiências pessoais dos intérpretes e acontecimentos sociais, costurados por fragmentos da obra "A Instalação do Medo", do escritor português Rui Zink.

"Um dos atores utilizou a metáfora do medo como umas caixas que temos guardadas dentro de nós, e que não queremos abrir, até como forma de proteção. Durante o processo, estas caixas foram abertas com uma grande intensidade emocional, e é muito a partir deste material que a gente trabalha", conta João Branco, que dirige o seu segundo espetáculo com atores baianos - o primeiro foi "Quarto do Nunca", inspirado no romance Peter Pan, que estreou em 2013 no Vila Velha. "Mas esse é o universo micro, pessoal. Existe também um universo macro, ou seja, o que o sistema contemporâneo está tentando implementar não só aqui no Brasil, mas em todo lado, que é a instalação do medo dentro das nossas cabeças". Para essa discussão, o encenador buscou o texto de Rui Zink, que retrata uma situação concreta de dois indivíduos que vão até a casa de uma mulher para instalar o medo, como se fossem instalar um telefone ou TV a cabo, mas sob a chancela do estado através de um decreto de lei.

Foto: Claudio Varela
 
A montagem DO-EU leva à cena 21 intérpretes-criadores, como prefere denominar o diretor, já que todos contribuíram também para a construção da dramaturgia. Entre eles, 12 são integrantes da universidade LIVRE, que vêm atuando em espetáculos como Fronteiras, Agorafobias, Deserto e A História dos Ursos Pandas, em cartaz hoje pelo Projeto Matéi, além dos clássicos Hamlet, Macbeth e Frankenstein, apresentados nos últimos dois anos sob direção de Marcio Meirelles. Os demais foram selecionados a partir de oficina de teatro e preparados ao longo de cinco meses pelos diretores Bertho Filho e Chica Carelli.

A residência artística é realizada através do projeto de intercâmbio lusófono K Cena, desenvolvido através de parceria entre o Teatro Vila Velha, o Teatro Viriato (Portugal) e a Centro Cultural Português - Pólo do Mindelo (Cabo Verde). A montagem DO-EU é a terceira realizada em 2015 pelo K Cena - todas inspiradas no mesmo tema. Em março, estreou em Mindelo, Cabo Verde, a peça "A Anatomia do Medo", dirigida pelo encenador português Graeme Pulleyn. No mesmo mês, em Portugal, estreou em Viseu a peça "Você tem medo de escuro?", montada pelo baiano Marcio Meirelles, diretor artístico do Teatro Vila Velha, com jovens atores portugueses.

Sobre João Branco

João Branco nasceu em Paris em 1968 e vive em Cabo Verde desde 1991, na cidade do Mindelo. É doutorando em Artes, Comunicação e Cultura, pela Universidade do Algarve, e mestre em Artes Cénicas, especialidade Encenação. Funda em 1993, o Grupo de Teatro do CCP do Mindelo (GTCCPM), onde é encenador e diretor artístico, e com o qual já encenou e produziu 50 espetáculos teatrais. Desde 2013 é membro da Academia de Letras de Cabo Verde. É autor da mais importante obra editada sobre o teatro cabo-verdiano, o livro "Nação Teatro - História do Teatro em Cabo Verde"; diretor artístico do Instituto Camões - Centro Cultural Português de Mindelo; e fundador e diretor do Festival Internacional de Teatro de Mindelo, maior evento de teatro da África.

Serviço

Espetáculo "DO-EU"
24 e 25 de agosto | segunda e terça-feira | 20h
R$ 30 e 15 | teatro vila velha

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Cinco peças de Matéi Visniec estão em cartaz no Teatro Vila Velha

Projeto Matéi reúne textos de um dos mais importantes dramaturgos contemporâneos, todos sob direção de Marcio Meirelles

Cena da peça Fronteiras. Foto: Marcio Meirelles
 

Durante todo o mês de agosto, no Teatro Vila Velha, cinco peças do autor Matéi Visniec são apresentadas de quarta a domingo pelo Projeto Matéi. Dirigidos por Marcio Meirelles, os espetáculos Fronteiras (quartas, 20h), Agorafobias (quintas, 20h), Deserto (sextas, 20h), A História dos Ursos Pandas (sábados, 20h) e o monólogo As Palavras de Jó (domingos, 19h) passeiam pelas mais diversas temáticas das relações humanas, com uma série de metáforas, doses de humor e muita ironia. Todas as peças são acessíveis para cegos através de recurso de audiodescrição.

Nascido na Romênia e radicado na França, Matéi Visneic é um dos dramaturgos contemporâneos mais aclamados pela crítica internacional, e tem sido montado no Brasil por diretores como André Abujamra, Rodrigo Spina e Regina Duarte. Na Bahia, desde 2013, os textos de Visniec têm sido trabalhados pelo encenador Marcio Meirelles, com quem o autor desenvolveu a partir de então uma relação de parceria e amizade. "Encontrei em Marcio um irmão cultural. Nós temos a mesma cultura teatral, gostamos dos mesmos autores, ambos achamos que o teatro tem uma dimensão social. Nós acreditamos que o artista tem uma missão na sociedade", afirma Visniec. Antes do Projeto Matéi, o Teatro Vila Velha produziu outras quatro peças do autor: Espelho para Cegos, Por que Hécuba, O Último Godot e A Mulher como Campo de Batalha.




Cena da peça Deserto. Foto Marcio Meirelles


As peças Fronteiras, Agorafobias e Deserto, apresentadas entre quarta e sexta, juntas formam a trilogia Cuidado com as Velhinhas Carentes e Solitárias. Nelas, situações absurdas - como um workshop sobre como mendigar de maneira eficiente e um desfile de mortos em combate de volta à sua pátria - servem para provocar reflexões sobre as relações e a sociedade. O espetáculo A História dos Ursos Pandas fala sobre amor a partir da história de dois jovens que acordam na mesma cama e não se lembram como foram parar lá. Já o monólogo As Palavras de Jó - que marca o retorno de Marcio Meirelles aos palcos, como ator, depois de 36 anos - parte de uma referência ao personagem bíblico para contar a história de um outro Jó, que não perde a fé no ser humano.

O Projeto Matéi, além do encenador Marcio Meirelles, conta com a colaboração de um coletivo de artistas: João Milet Meirelles, Pedro Amorim, Ridson Reis, Caio Terra e Marcelo Jardim em música; Rejane Maia, Anita Bueno, Janahina Cavalcanti, Marcelo Galvão, Leno Sacramento e Jonatas Raine em movimento; Bertho Filho em preparação do ator; Rafael Grilo em projeções audiovisuais e Lia Cunha em arte visual. Em cena, estão os atores da universidade LIVRE de teatro vila velha, programa de formação de atores a partir do qual o Vila montou, em dois anos e meio, 15 espetáculos teatrais.

SINOPSES DOS ESPETÁCULOS

FRONTEIRAS
temporada: quartas-feiras agosto, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles | direção musical: pedro amorim

O espetáculo parte de quatro situações curiosas para provocar reflexões sobre as guerras que assolam o mundo. Em "Blasfêmias", um cidadão espera um trem que nunca chega à estação. Em "Pense que Você é Deus", dois garotos munidos de um fuzil buscam sua próxima vítima em meio às ruas e edifícios da cidade. Em seguida, uma mulher com uma criança aos braços tenta cruzar a fronteira até o território dos direitos do homem, no conto intitulado "Espere o Calorão Passar". Por fim, em "A Volta para Casa", um general acorda os mortos em um campo de batalha e tenta organizá-los em um grande desfile de volta a sua pátria.

AGORAFOBIAS
temporada: quintas-feiras de agosto, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles | direção musical: pedro amorim

Em Agorafobias, situações absurdas levam o público a reflexões sobre as relações humanas e a tensão entre indivíduo e sociedade. O espetáculo é composto de diferentes contos, que vão desde um curioso workshop sobre como mendigar de maneira eficiente; uma garçonete histérica que se revolta com os clientes do restaurante; até o encontro de um menino com um homem cuja ferida é um espelho. A disposição da plateia provoca uma relação de proximidade e coloca o público praticamente dentro da cena.

DESERTO
sextas-feiras de agosto, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles | direção musical: pedro amorim

Neste espetáculo, que reúne seis cenas independentes, o deserto pode ser o cenário ou estar presente como uma metáfora. Aqui, as situações
servem de pretexto para reflexões sobre o sentido da vida e da morte, o valor das coisas e das pessoas, e sobre o tempo. "Carona", "Sanduíche de Frango", "Não Sou Mais Sua Coelhinha", "Um Café Longo, um Pouco de Leite Separado e um Copo D`Água" e "A Grande Ressaca" abusam das imagens e da ironia, típicas do dramaturgo Matéi Visniec.

A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS
temporada: sábados de agosto, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles

Numa manhã, dois jovens acordam na mesma cama e não se lembram como foram parar lá. Os dois decidem iniciar uma relação e fazem o acordo de passar apenas nove noites juntos e separar-se logo em seguida. As nove noites passam lentamente e parecem uma vida inteira, que abriga alegrias, descobertas, desilusões, novos e velhos rituais de amor. A peça, que põe em cena os atores Fernanda Veiga e Neto Cajado, é a segunda montagem deste texto de Matéi Visniec feita por Marcio Meirelles - a primeira estreou em março de 2015, em Portugal, no Teatro Viriato, como parte do Projeto K-Cena.

AS PALAVRAS DE JÓ
temporada: domingos de agosto, 19h, no teatro vila velha | R$ 40 e 20
texto: matéi visniec | direção: marcio meirelles | direção musical: joão milet meirelles

A partir de uma provocação do próprio autor da peça, o dramaturgo romeno Matéi Visniec, o encenador Marcio Meirelles aceita o desafio de subir ao palco, após 36 anos distante do trabalho de ator. No espetáculo, Jó - referência ao personagem bíblico que é testado a abandonar a fé em Deus - reafirma a sua crença no ser humano, apesar de todos os males. A peça tem direção de Meirelles; direção musical e trilha sonora executada ao vivo por João Milet Meirelles; arte gráfica de Lia Cunha; e projeções de Rafael Grilo.

Teatro em Cabo Verde é tema do FALA VILA com o encenador João Branco



Na próxima segunda-feira, 17 de agosto, às 19h, o projeto FALA VILA recebe o encenador João Branco para uma palestra sobre o teatro em Cabo Verde. Além de diretor teatral, o artista é membro da Academia de Letras de Cabo Verde e autor da mais importante obra editada sobre o teatro cabo-verdiano, o livro "Nação Teatro - História do Teatro em Cabo Verde".

João Branco está em residência artística no Teatro Vila Velha, durante o mês de agosto, trabalhando com atores da Universidade LIVRE na montagem de um novo espetáculo. A residência é realizada através do projeto de intercâmbio K-Cena - uma parceria do Vila Velha com o Teatro Viriato (Portugal) e com o Mindelact – Associação Artística e Cultural de Cabo Verde. Nascido em Paris e radicado em Mindelo, segunda maior cidade cabo-verdiana, Branco é diretor artístico do Instituto Camões - Centro Cultural Português de Mindelo e fundador do Festival Internacional de Teatro de Mindelo, maior evento de teatro da África.

Serviço

FALA VILA
'Teatro em Cabo Verde", por João Branco
17 de agosto | segunda-feira | 19h
teatro vila velha | pague quanto quiser

sábado, 8 de agosto de 2015

Pai e filho festejam Dia dos Pais no palco




Neste domingo, 9 de agosto, o diretor teatral Marcio Meirelles e o diretor musical João Milet Meirelles celebram o Dias dos Pais juntos, no palco do Teatro Vila Velha, em apresentação da peça As Palavras de Jó. O monólogo, que leva Marcio aos palcos depois de 36 anos longe da função de ator, tem trilha sonora criada e executada ao vivo por João.

Se o teatro é, por si só, uma arte coletiva - e nem os monólogos são feitos por apenas um -, em As Palavras de Jó a contracena entre o pai e o filho é ainda mais evidente. Durante todo o tempo, os textos ditos pelo personagem interpretado por Marcio dialogam com os ruídos e texturas sonoras criados por João. O som, na peça, é o interlocutor e, muitas vezes, a própria extensão do personagem. "É muito bom contracenar com João e um orgulho: ele é um grande artista", diz Marcio.
 

João lembra que não é a primeira vez que os dois trabalham juntos, mas o fato de acompanhar o pai em cena, no palco, torna a experiência mais especial. "É um momento de cumplicidade. Aliás, todo o processo de criação deste espetáculo foi muito íntimo", comenta.

No espetáculo, Jó - referência ao personagem bíblico que é testado a abandonar a fé em Deus - reafirma a sua crença no ser humano, apesar de todos os males a ele provocados pelos próprios homens. Além do trabalho da dupla, a peça As Palavras de Jó conta ainda com projeções em vídeo criadas por Rafael Grilo e arte gráfica assinada por Lia Cunha. O espetáculo fica em cartaz durante todos os domingos de agosto, às 19h, e integra o Projeto Matéi, que apresenta cinco peças do dramaturgo romeno Matéi Visniec encenadas por Marcio Meirelles.

Assista aqui à reportagem feita pelo programa Soterópolis sobre a peça As Palavras de Jó.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Teatro Vila Velha abre inscrições para Oficinas Livres

Teatro, canto e intepretação para cinema estão entre as opções, com inscrições abertas de segunda a sexta, das 14h às 18h, no próprio teatro - aulas têm início em setembro


Estão abertas as inscrições para as Oficinas Livres do Teatro Vila Velha, que oferecem diferentes experiências em teatro, além de aulas de canto e de interpretação para cinema. Os interessados podem realizar inscrições presencialmente no teatro, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h. As aulas têm início na primeira semana de setembro.

As oficinas, com durações que variam de dois a três meses, são voltadas a um público diverso, que pode ou não ter experiência prévia com as artes. A Oficina da LIVRE, uma das opções ofertadas, proporciona aos participantes o contato com as técnicas construídas pela universidade LIVRE, programa de formação de atores do Teatro Vila Velha que, ao longo de dois anos e meio de existência, montou 15 espetáculos. Há ainda as oficinas O Corpo e A Cena e Teatro para Iniciantes, ministradas pelos experientes atores e diretores Bertho Filho e Zeca Abreu; a Oficina de Interpretação para Cinema, ministrada por Franklin Albuquerque, ator, diretor e preparador de elenco formado pelo Stúdio Fátima Toledo (SP); e a Oficina de Canto, conduzida por Marcelo Jardim, professor de voz de importantes grupos artísticos, como o Bando de Teatro Olodum e Vilavox.

Serviço:

OFICINA DA LIVRE
Facilitadores: Atores da universidade LIVRE de teatro vila velha (supervisão: Marcio Meirelles)
Período: segundas, quartas e sextas, das 19h às 21h30h
Início: 2 de Setembro
Duração: 3 meses
Valor da Oficina: 3 x R$ 300,00 (ou R$ 810,00 à vista)
Faixa etária : a partir de 16 anos

CANTO
Facilitador : Marcelo jardim
Período: sábados, das 14h às 16h
Início: 5 de setembro
Duração: 3 meses
Valor mensal: R$ 150
Faixa etária: a partir 14 anos

TEATRO PRA INICIANTES
Facilitadora: Zeca de Abreu
Período: sábados, das 16h às 19h
Período: sábados, das 16h às 19h
Início: 5 de setembro 2015
Duração: 2 meses
Valor da Oficina: 2 x R$ 250,00 (à vista R$ 450,00)
Faixa etária: a partir de 16 anos

O CORPO E A CENA
Facilitador: Bertho Filho
Período: domingos, das 14h às 18h
Início: 6 de setembro 2015
Duração: 3 meses
Valor da Oficina: 3 x R$ 200,00 (ou R$ 540 à vista)
Faixa etária: a partir de 18 anos

INTERPRETAÇÃO PARA CINEMA
Facilitador: Franklin Albuquerque
Período: domingos, das 14h às 18h
Início: 6 de setembro
Duração: 3 meses
Valor da Oficina: 3 x R$ 250,00 (ou R$ 675,00 à vista)
Faixa etária: a partir de 18 anos

Sobre as Oficinas:

OFICINA DA LIVRE

A oficina da LIVRE compartilha técnicas desenvolvidas pela universidade LIVRE de teatro vila velha, programa de formação de atores do Vila que, desde 2013, montou 15 espetáculos teatrais. Assim como na LIVRE, onde os atores aprendem através da prática no palco, a oficina será desenvolvida a partir da encenações de textos do dramaturgo romeno Matéi Visniec, que serão apresentadas em experimento cênico no palco do Teatro Vila Velha. Os participantes realizarão exercícios de cena para o entendimento de ator/coro/personagens, improvisações, música para teatro, expressão corporal e verbal. Na oficina, os participantes terão ainda uma experiência além-palco, a partir do contato com setores diversos como técnica, gestão, produção e comunicação.

Facilitador: Atores da universidade LIVRE de teatro vila velha com a supervisão de Marcio Meirelles.

CANTO

Voltada para o autoconhecimento do potencial vocal e artístico, a oficina visa desenvolver a técnica do canto, reduzir vícios e tensões corporais, atingir um conhecimento básico de teoria e percepção musical, facilitar a relação intérprete/platéia.

Facilitador: MARCELO JARDIM. Formado em Canto pela UFBA, professor de voz dos grupos Bando de Teatro Olodum e Vilavox, integra o coro do Teatro Castro Alves.

TEATRO PARA INICIANTES

A oficina tem por objetivo proporcionar aos participantes o primeiro contato com o fazer teatral, através de experiência que contenha os fundamentos desta linguagem. Faixa etária: a partir de 14 anos.Tornar o aluno um indivíduo com uma percepção mais ampla de si e do mundo em que vive, aguçando sua visão crítica e sua sensibilidade perante o mundo através de uma atitude mais harmoniosa e equilibrada em que os sentimentos, a imaginação e a razão se integram; em que os sentidos e os valores dados a vida são assumidos no agir cotidiano. Para tanto, serão aplicadas varias modalidades e estilos do jogo teatral. A proposta é descobrir as potencialidades de cada participante e utilizá-las teatralmente. Quando se perceber “atuando”, o aluno perceberá que sua capacidade criativa é inesgotável, necessitando apenas se adequadamente exercitada.

Facilitadora: ZECA DE ABREU. Em mais de 20 anos de carreira, tem em seu currículo como atriz várias peças de teatro, como O Homem Nu e suas Viagens, direção de Hebe Alves, Um Prato de Mingau para Helga Brown direção de Celso Jr., Volpone, de Fernando Guerreiro, e Espelho para Cegos, de Marcio Meirelles. No cinema marcou sua presença nos filmes Eu Me Lembro e O Homem que não dormia de Edgard Navarro, Cidade Baixa, de Sergio Machado, Depois da Chuva, de Claudio Marques e Marilia Hughes, e Irmã Dulce, de Vicente Amorim. Como diretora, ganhou o prêmio Braskem de Teatro de melhor espetáculo infanto-juvenil, em 2003, com a peça H2O Uma Fórmula de Amor. Dirigiu ainda Homem não entra: só se fizer um agrado, em 2004, e O que é, o que é? Começa com Carol e termina com Ina?, em 2007. Em 2013, dirigiu o espetáculo Destinatário Desconhecido, vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2013 na categoria melhor ator e indicado como melhor espetáculo e melhor direção. Em 2014, dirigiu a peça Bonde dos Ratinhos, indicado ao Prêmio Braskem de Teatro nas categorias especial e melhor espetáculo infanto-juvenil.

O CORPO E A CENA

Proporcionar ao ator o desenvolvimento de suas potencialidades, buscando uma autonomia e presença cênica, ampliando e encontrando ferramentas para tornar seu trabalho mais consistente, consciente e diversificado. Não é necessário ter experiência com teatro.

Facilitador: BERTHO FILHO. Ator, diretor teatral (Bacharel em Artes Cênicas - Universidade Federal da Bahia/UFBA.) e dramaturgo, produtor e preparador de atores para teatro e para o cinema. Como ator, trabalhou em filmes como Central do Brasil, de Walter Salles; Tieta, dirigido por Cacá Diegue; Eu me Lembro e O Homem Que Não Dormia, de Edgar Navarro. Na televisão, atuou em séries como Cama De Gato, direção geral de Ricardo Waddington (2010); Força Tarefa, de Jose Alvarenga Jr. (2010); Gabriela, direção de Núcleo de Roberto Talma (2012) - todas na Rede Globo. Como diretor, realizou as peças Noite, de Harold Pinter; O Balcão, de Jean Genet; Navalha Na Carne, de Plínio Marcos; Os Rapazes Estão Chegando, de Vieira Neto; Balela; O Mala Nada na Lama; Câncer - as três últimas com texto de sua autoria. Como professor de teatro, acumula experiências na Escola de Teatro da UFBA, Escola de Teatro do Centro Universitário Cultura e Arte/UEFS, Espaço Cultural Yumara Rodrigues, Projeto Agente Jovem/UCSAL, Projeto de intercâmbio lusófono K-CENA, universidade LIVRE de teatro vila velha, entre outros.

INTERPRETAÇÃO PARA CINEMA

O curso terá como foco o desenvolvimento do ator na linguagem moderna de interpretação para cinema, onde se busca uma naturalidade e profundidade cada vez maior. Visa também despertar o aluno para o autoconhecimento através das técnicas utilizadas, pois mesmo que o aluno não queira seguir carreira artística ele poderá utilizar esses conhecimentos em suas ações na vida cotidiana e nas suas relações pessoais do dia a dia. Objetivos específicos: Desenvolvimento da percepção sensorial, criação de universos, simplicidade e verdade cênicas, prontidão física e vocal, entendimento das relações, comportamento no set, foco e objetivo de cena, relação com a câmera. O curso terá como resultado a realização de mini-curtas. Metodologia: exercícios de concentração de energia, condicionamento físico, meditação, respiração, noção de tempo e espaço, diminuição de gestos e improvisação.

Facilitador:FRANKLIN ALBUQUERQUE. Formado pelo Stúdio Fátima Toledo (1995).Trabalhou durante cinco anos no Stúdio Fátima Toledo desenvolvendo trabalhos como Professor de interpretação, preparador (curta-metragem “Parabéns”/2011) diretor e roteirista (Projeto Primeiro Corte/2012). Dirigiu e roteirizou o curta “Vestígios da Srta. B” exibido no Festival 5 minutos em Salvador/Ba (2008), e o documentário “Tremedal” sobre a cidade do mesmo nome na Bahia/2010. Entre 2007 e 2011 produziu, preparou, dirigiu, roteirizou e editou 10 Cursos de Interpretação para Cinema em Salvador na Bahia, realizando também duas mostras do mesmo curso na Sala Alexandre Robatto. Em 2011 a convite do Projeto “Cena Livre” passou dois meses na África, em Luanda, Angola dirigindo a área de interpretação para cinema do “Curso Internacional de Cinema, Teatro e TV” para mais de 150 alunos, onde depois foi realizado o longa-metragem “A Crença”, eleito melhor filme de ficção nacional no Festival Internacional de Cinema de Luanda/2012 com atores selecionados do curso.

O mistério em cena - por Raulino Júnior

Fernanda Veiga e Neto Cajado na peça A História dos Ursos Pandas - Foto: Marcio Meirelles


Estar na plateia do espetáculo A História dos Ursos Pandas, em cartaz no quinquagenário Teatro Vila Velha, é participar de uma experiência em que a curiosidade é aguçada o tempo todo e o mistério que envolve os personagens também sequestra os espectadores. Tudo é estranho. Tudo tem lógica. Tudo não tem. É bem verdade que, em teatro, as coisas não precisam ser bem explicadas, didáticas. A história apresentada é aquela que tem sentido para você, a que você leva na cabeça quando volta para casa. O texto de Matéi Visniec é repleto de possibilidades. O diretor Marcio Meirelles seguiu, apenas, uma delas.

Um homem e uma mulher acordam (ou continuam a sonhar?), um do lado do outro, nus. Ele não lembra como ela foi parar na sua casa nem na sua cama. Ela lembra e age com naturalidade diante da situação. Naturalidade, inclusive, que acompanha a boa atuação da atriz Fernanda Veiga. O dinâmico jogo teatral se desenrola a partir daí. Durante nove noites, eles convivem com dramas, momentos engraçados e incertezas. Às vezes, são almas gêmeas. Às vezes, não. Contudo, a oposição predomina. A começar pela cor dos cobertores que envolvem cada um, logo no começo da peça: o dele, preto; o dela, branco. Ela é tranquila, serena. Ele tem uma personalidade um pouco mais explosiva.

No palco, cinco atores estão em cena, mas o protagonismo fica por conta de Fernanda e Neto Cajado, que estão com o texto na ponta da língua. Na cena em que o personagem de Neto conta um pouco sobre a história da própria família, o ator dá as pausas e nuances necessárias para o longo trecho escrito por Matéi. A ação teatral dos dois atores é bem orquestrada, mesmo com os poucos aspectos negativos aqui e ali.

A História dos Ursos Pandas acerta no cenário, na luz e na música. A única ressalva está na omissão da parte do texto que vem após à nona noite, e que consta na tradução da obra feita por Alexandre David. Quem lê o texto e vê a peça se pergunta por que a cena não foi representada. Com simples recursos de dramaturgia e algumas adaptações, ela poderia ter sido feita. A encenação abdicou de uma das imagens mais poéticas do texto.
 
* Raulino Júnior é professor da rede estadual de ensino, jornalista e compositor. Mantém o blog "Desde que eu me entendo por gente". 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Espetáculo "Ó paí, ó" volta ao palco do Teatro Vila Velha

Rejane Maya em cena na peça Ó Paí, Ó - Foto João Milet Meirelles


Começa hoje, 04/08, no Teatro Vila Velha, mais uma temporada de um dos maiores sucessos do teatro baiano: a peça Ó paí, ó. Criada pelo Bando de Teatro Olodum, em 1992, o espetáculo que ganhou projeção nacional, gerando filme e série de tevê, será apresentado pela nova geração de atores do Bando, oriundos da Oficina de Performance Negra, ministrada pelos experientes atores da companhia que completa 25 anos, em 2015.

A direção ficou a cargo da atriz Valdineia Soriano, a partir da encenação original de Marcio Meirelles. Do elenco do Bando, a nova montagem também contará com a participação especial de Leno Sacramento, que além de ser o diretor assistente, vive o artista de rua, Maicogel, e Rejane Maya, interpretando a divertida baiana de acarajé, que funciona com elo entre as diferentes histórias de personagens que habitam o Centro Histórico de Salvador. São músicos, artistas plásticos, prostitutas, travestis, baianas de acarajé, proprietários de pequenos bares, associações comunitárias e blocos afro. Personagens reais que, pouco a pouco, foram expulsos do local para dar espaço a um fictício shopping turístico a céu aberto.

Ó paí, ó será apresentada às terças-feiras, 04, 11 e 18 de agosto, sempre às 20h. A montagem faz parte do Projeto “Terças Pretas – Tersarau do Bando”, dentro das celebrações dos 25 anos do Grupo. As apresentações da peça serão precedidas por uma Feira Étnica, com música, poesia, gastronomia e moda, no Cabaré dos Novos.

SERVIÇO

Ó Paí, Ó
Datas: terças-feiras, 4, 11 e 18 de agosto
Horário: a partir da 17h30 – Feira Étnica
Espetáculo: 20h
Ingressos: R$ 30,00 e R$15,00 (meia)

Ficha Técnica
Ó paí, ó (2015)
Montagem da nova geração de atores oriundos da Oficina de Performance Negra ministrada pelo Bando de Teatro Olodum
Texto: Márcio Meirelles e elenco do Bando de Teatro Olodum
Participação especial: Leno Sacramento e Rejane Maya
Direção: Valdineia Soriano (a partir da encenação original de Marcio Meirelles)
Diretor assistente: Leno Sacramento
Coreografia: Zebrinha
Assistentes de coreografia: Jamile Alves
Direção musical: Ridson Reis (a partir da concepção original de Jarbas Bittencourt)

Instalação multimídia marca a celebração de 51 anos do Teatro Vila Velha



Depoimentos coletados pelo projeto Eu, Por Exemplo foram projetados na fachada do Vila. Foto: Sora Maia


Na última sexta-feira, 31 de julho, o Teatro Vila Velha celebrou 51 anos de história com o encerramento do projeto Eu, Por Exemplo. Uma instalação multimídia projetou, na fachada do teatro, alguns dos 780 depoimentos coletados durante o mês de janeiro, nas ruas da cidade, através de cinco orelhões multimídia. O teatro ganhou vida com centenas de rostos e com uma diversidade de relatos que iam desde pessoas que vivenciaram o teatro em épocas como a ditadura; assistiram a espetáculos marcantes; passaram por alguma situação curiosa; ou até daqueles que visitavam o espaço pela primeira vez. 

O evento contou com a presença de artistas, funcionários, parceiros e, claro, do público do Teatro Vila Velha. Estiveram presentes o secretário da Cultura do estado, Jorge Portugal, o superintendente de promoção cultural da Secult, Alexandre Simões, o diretor de relações institucionais da Oi, José Ailton Lira, além de Aurecy Costa Leite, gerente de Atendimento e Articulação da Petrobras.

O idealizador do projeto Eu, Por Exemplo, Kau Rocha, deu as boas vindas ao público e convidou à frente o secretário da Cultura. Portugal declarou que a sua ligação com o Vila é antiga e relembrou projetos em que esteve presente como o espetáculo Oxente Gente, Cordel, nos anos 70. "Naquela época eu entrava sempre no Vila olhando para as cadeiras e pensando que este lugar era uma extensão da minha casa", brincou, referindo-se às primeiras cadeiras do teatro, que foram doadas por um cinema de Santo Amaro, sua terra natal.

Em seguida foi a vez de José Ailton Lira, diretor de relações institucionais da Oi, saudar o Vila pelos 51 anos. "Para o Oi Futuro é um orgulho muito grande estar aqui, nesta casa gloriosa para a vida cultural da Bahia, contribuindo para a cultura deste estado".

A coordenadora geral do teatro, Junia Leite, registrou a ausência do diretor artístico Marcio Meirelles, que não pôde participar do evento pois estava em viagem, e lembrou que este é um momento delicado e muito importante para o teatro, que busca apoio para a realização de reforma e manutenção.

Depois de lembrar do período de fundação do Vila pela Companhia Teatro dos Novos, em 1964, quando toda a cidade abraçou a causa e ajudou de diversas formas, a atriz fundadora Sonia Robatto agradeceu a presença de todos."Este teatro vai continuar vivo enquanto tivermos força, coragem e vontade", afirmou.

Em seguida, o público foi até o Cabaré dos Novos para assistir a um documentário que contou um pouco da história do Vila, através de depoimentos como o da diretora do Núcleo Viladança, Cristina Castro, da coordenadora do Bando de Teatro Olodum, Chica Carelli, além do ministro da Cultura Juca Ferreira e do prefeito de Salvador, ACM Neto. O filme mostrou ainda os bastidores de todo o processo de produção do projeto "Eu, Por Exemplo" - realizado pelo Teatro Vila Velha com o patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro através do Fazcultura, mecanismo de patrocínio cultural das Secretarias de Cultura do Estado da Bahia e da Fazenda.

O Teatro Vila Velha é gerido pela Sol Movimento da Cena e, para sua manutenção, conta com o patrocínio da Petrobras e com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através do Fundo de Cultura.

Veja, abaixo, alguns registros do evento feitos pela fotógrafa Sora Maia. O álbum completo está disponível aqui.

O depoimento da atriz e professora Meran Vargens, um dos 780 coletados nas ruas da cidade.


Sonia Robatto, atriz fundadora do Teatro Vila Velha


Jorge Portugal, secretário de Cultura da Bahia

 
José Ailton de Lira, diretor de relações institucionais da Oi, fala ao público do evento


 Kau Rocha, idealizador do projeto Eu, por Exemplo

 Junia Leite, coordenadora geral do Teatro Vila Velha

O video mapping foi assinado pelo VJ Caetano Britto 

A atriz e diretora Zeca de Abreu também deixou seu recado


O público teve mais uma chance de deixar a sua mensagem para o Vila no orelhão multimídia


Público assiste ao documentário que registrou o de criação do projeto

Público assiste ao documentário que registrou o de criação do projeto