quarta-feira, 29 de julho de 2015

Teatro Vila Velha recebe visita da Petrobras


Nesta terça-feira, o Vila recebeu uma visita especial. A equipe da Petrobras, empresa que há onze anos patrocina o Teatro Vila Velha, veio gravar um depoimento sobre a sua relação com o Vila - que será veiculado nesta sexta-feira, 31, data de aniversário do teatro, no encerramento do projeto multimídia Eu, Por Exemplo. A equipe, composta de Ana Claudia Gonçalves do Nascimento, gerente da Comunicação Institucional Reginal Nordeste; Aurecy Costa Leite, gerente de Atendimento e Articulação; e Cristina Apulto, assessora de imprensa, aproveitou para um bate-papo sobre as novidades da programação, a universidade LIVRE, novos projetos, entre outros assuntos. Na foto, o encontro entre a equipe da Petrobras e do Teatro Vila Velha, representado pela coordenadora geral Junia Leite, o diretor artístico Marcio Meirelles e o presidente da Sol Movimento da Cena, Alcides Valente Júnior.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Um homem de palavra - por Raulino Júnior


Marcio Meirelles em As Palavras de Jó. Foto: Eduardo Coutinho


“Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e este era homem sincero, reto e temente a Deus, e desviava-se do mal”. Essa epígrafe do Livro de Jó, que consta na Bíblia, é o argumento que conduz o monólogo As Palavras de Jó, que está em cartaz no Teatro Vila Velha (TVV), integrando o Projeto Matéi. A montagem coloca em cena, no palco e na direção, Marcio Meirelles, que deu a sua palavra ao acatar a sugestão do próprio autor do texto, o romeno Matéi Visniec, de encenar e viver Jó.

Ao entrar na Sala Principal do Teatro Vila Velha, o espectador se depara com um Jó soturno e ensimesmado. A sonoplastia, fundamental durante todo o espetáculo, aparece como extensão dos sentimentos do personagem, que está num “poço envenenado”. Esse “poço”, que será revelado mais tarde numa das passagens do texto, é o cérebro de Jó.

A partir desse preâmbulo, a plateia acompanha a história do homem que passa por provações, mas não abdica de sua fé. No texto bíblico, é capaz de dizer: “... receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal?”. Na peça, Jó também aceita e entende o seu sofrimento, resiste a qualquer desvio e afirma: “Eu acredito no homem. Não poderia dizer, mas não posso não dizer”.

Reações


Quem assistiu ao espetáculo, saiu pensando em para onde caminha a humanidade, principalmente depois de ouvir Jó falar, no final da peça, que palavras como Promessa, Futuro e Beleza se comprometeram a cuidar do homem. “A gente tem esquecido muito de que somos nós mesmos os homens e entramos em um sistema que só nos degrada e faz com que, cada dia, a gente acredite menos em nós. Eu acredito muito na arte informativa, essa arte que traz etretenimento junto com informação, que possa te levar a algum lugar”, refletiu o ator e “aspirante a engenheiro”, como ele próprio se definiu, Maurício Pedreira, de 29 anos.

A educadora e coordenadora do
CRIA (Centro de Referência Integral de Adolescentes), Eleonora Lemos Rabêllo, 61 anos, destacou o fato de ter visto Marcio Meirelles no palco: “ Foi bom ter visto Marcio interpretando, nunca tinha visto. Vejo tudo que ele encena, o adoro como diretor e adoro o trabalho do Vila. Já conhecia alguns outros textos de Matéi e fiquei muito impressionada com esse. Eu achei o espetáculo perfeito”, elogiou. #TodosSomosJó?

Num mundo em que a credibilidade está em crise e desconfiar, infelizmente, é quase uma premissa em qualquer relação, não tem como não indagar: #TodosSomosJó? Apesar de tudo, ainda acreditamos no homem? É possível sofrer e, ainda assim, ser crédulo? É de se pensar...  


* Raulino Júnior é professor da rede estadual de ensino, jornalista e compositor. Mantém o blog "Desde que eu me entendo por gente".

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Sergio Rivero escreve sobre a peça As Palavras de Jó

Marcio Meirelles em cena no monólogo As Palavras de Jó. Foto: Eduardo Coutinho

por Sérgio Rivero em 12/07/15

Estamos em um beco, uma quina, entre paredes que ainda suportam muitos dizeres.

Um homem, vestido como um monge, está lá atrás, sentado nos degraus de uma escada. Ele, assim como nós, ouve uma música grave.

A música, a luz dos refletores, o homem, o nosso estar ali, tudo indica que algo se inicia.

Então, o homem se levanta e vem em nossa direção.

Ele fala. Suas palavras falam de palavras ditas. As que ele possui, aquelas que são dele, aquelas que agora também são nossas.

Ele se diz morto. Morto depois de tantas torturas e uma insistência. Ele insiste em acreditar no Homem.

Seu nome é Jó, como aquele outro que acreditou em Deus, mesmo sem nada, mesmo depois de haver perdido tudo.

Este aqui acredita no Homem, o seu semelhante. E sua crença exasperada, irredutível, já é motivo suficiente para que o Homem seja crível.

Acreditar já é louvável, em tempos difíceis, neste beco, neste vinco entre paredes, nesta quina que nos sobra para ouvir o homem, que se crê, e ver suas palavras desdobrando-se e repetindo-lhe mil gratidões sem fim.

Assim é o teatro: um milhão de dizeres e o sangue e as cinzas que saem dos potes para a cabeça, a perfazer a necessária cena, assim como um espasmo que irrompe constrito num longo “ai” de mãos crispadas, com a música grave que nos levará direto para onde o homem parece sucumbir. Acreditar.

Evento multimídia encerra comemorações dos 50 anos do Vila

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Orelhão Multimídia no Pelourinho. Foto: Sora Maia

O Teatro Vila Velha rompeu os muros do Passeio Público ao completar 50 anos: foi às ruas de Salvador em forma de orelhões-multimídia. Em apenas uma semana em janeiro deste ano, o projeto colheu 780 depoimentos de todo tipo de gente. Dos registros foram produzidos um documentário e uma instalação multimídia, que serão apresentados no Passeio Público, na sexta-feira, 31 de julho, a partir das 17h30min.

O projeto “Eu, Por Exemplo” surgiu para provocar. E conseguiu. Os orelhões multimídia, equipados com tablets, chamaram a atenção do público. Com um design personalizado, criado pelo artista plástico Ray Vianna, os orelhões do Vila marcaram a cena urbana de Salvador durante os dias 23 e 29 de janeiro, chamando a atenção para o significado do Vila e sua história de resistência cultural e política.

O Projeto tem patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro, através do Programa Fazcultura, das secretarias da Cultura e da Fazenda do Governo do Estado da Bahia. Para finalizar em grande estilo, a fachada do Teatro Vila Velha estará tomado por uma instalação videográfica que será realizada pelo videomaker Caetano Britto. Em seguida, a apresentação do documentário vai coroar o encerramento das comemorações pelos 50 anos do Vila.

Para o idealizador e coordenador do projeto, o jornalista Kau Rocha, o “Eu, Por Exemplo” cumpriu seu papel. O projeto atuou em duas frentes: levou para a rua a história do Vila e enriqueceu o acervo do centro de documentação do Teatro. ”Acredito que estas gravações já se constituem como um marco histórico da preservação da memória viva das artes cênicas do Brasil e, principalmente, da Bahia”, disse Kau Rocha.

Dos depoimentos, destacam-se os de Clarindo Silva (proprietário da Cantina da Lua), Ana Dumas (criadora do carrinho multimídia), Tuzé de Abreu (músico e compositor), Zito Moura (músico) e Jacques de Beauvoir (jornalista). Entre os depoentes, um fato em comum: todos têm algo a dizer sobre o Vila.

Registros - Em uma semana de produção, o “Eu, Por Exemplo” colheu e publicou no site www.faledovila.com, cerca de 780 depoimentos, todos espontâneos e que foram assistidos não só no Brasil, mas em dezenas de países ao redor do mundo. Até a última atualização, o número de vídeos baixados ultrapassava a casa dos 17 mil.

Memórias relembradas, histórias até então secretas, muitas saudações e mensagens de carinho revelaram a significativa presença do Vila na vida dos soteropolitanos. Gilberto Gil afirmou, certa vez, que o Vila é a pia batismal dos artistas baianos. Os depoimentos captados através dos orelhões são a demonstração cabal da importância cultural do lugar. Talvez, se fosse possível entrevistar o Vila, certamente, ele diria: a vida começa aos cinqüenta.

Obra de Shakespare é discutida em Fala Vila com José Roberto O'Shea


No dia 27 de julho, segunda-feira, às 19h, o projeto Fala Vila recebe José Roberto OShea, um dos mais importantes pesquisadores e tradutores da obra de William Shakespeare, para uma palestra sobre o texto Rei Lear. A obra vem sendo trabalhada pela universidade LIVRE para a nova montagem do Teatro Vila Velha, com lançamento marcado para dezembro deste ano.  

OShea, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e PhD em Literatura Inglesa e Norte Americana pela University of North Carolina, irá discutir as duas edições da obra Rei Lear: a versão in quarto, publicada em 1606, com o poeta ainda em vida; e a ediçãono fólio, publicada em 1623, sete anos após a sua morte. O autor discute as diferenças e similaridades dos textos nas duas versões e em que as opções podem impactar na encenação.

Muitas obras de Shakespeare foram publicadas nos formatos in quarto -  que têm textos impressos em folhas dobradas em quatro partes - e no fólio - edições com as folhas dobradas em oito. Para algumas destas obras, as publicações conservam grandes diferenças de forma e conteúdo. É o caso de Hamlet, cuja publicação in quarto por muito tempo foi avaliada como uma versão espúria do texto, mas nos últimos anos tem sido considerada por estudiosos como a versão de palco da peça na época, portanto, legítima. Em janeiro deste ano, o Teatro Vila Velha estreou, sob direção de Marcio Meirelles,  a versão in quarto de Hamlet, que no Brasil tem uma única tradução assinada por José Roberto O'Shea, lançada em 2010. A versão in quarto da obra Rei Lear ainda não tem tradução para o português.

Mais sobre José Roberto O'Shea
Formou-se bacharel pela University of Texas (1977), mestre em Literatura pela American University (1981) e PhD em Literatura Inglesa e Norte Americana pela University of North Carolina (1989). Na condição de "research fellow", realizou estágios de pós-doutoramento no Shakespeare Institute-University of Birmingham (1997) na University of Exeter (2004) e, novamente, no Shakespeare Institute (2013). Foi bolsista da Folger Shakespeare Library (2010). Ingressou no quadro de docentes da Universidade Federal de Santa Catarina em 1990, onde é Professor Titular desde 1993. Atua em pesquisa, orientação e ensino na área de Literatura de Língua Inglesa, sobretudo nos seguintes temas: Shakespeare, Performance, Escrita Acadêmica e Tradução Literária. É pesquisador do CNPq desde meados dos anos 90, com projeto que contempla traduções em verso e anotadas da dramaturgia shakespeariana, tendo publicado as seguintes peças: Antônio e Cleópatra; Cimbeline, Rei da Britânia; O Conto do Inverno; Péricles, Príncipe de Tiro; Hamlet, o Primeiro In-Quarto; Os Dois Primos Nobres (esta última no prelo).

Serviço

Fala Vila com José Roberto O'Shea
27/07 | segunda-feira | 19h
cabaré dos novos | teatro vila velha | pague quanto quiser


Diretor artístico do Teatro Vila Velha participa do XI ENECULT


Entre os dias 11 e 14 de agosto acontece na Universidade Federal da Bahia o XI Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (ENECULT), maior evento de estudos em cultura realizado no país. O encontro, que reúne profissionais e pesquisadores do setor cultural de todo o mundo, busca integrar academia e prática. Entre os convidados está o diretor artístico do Teatro Vila Velha, Marcio Meirelles, que participa de simpósio sobre políticas públicas para as artes, compartilhando a experiência de gestão à frente do Teatro Vila Velha.

A cerimônia de abertura do ENECULT será realizada pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, no dia 11 de agosto, às 18h, no auditório da Faculdade de Arquitetura da UFBA. A programação completa você pode acessar através do site www.cult.ufba.br/enecult

terça-feira, 21 de julho de 2015

Crítica: Boa direção de As Palavras de Jó não salva atuação irregular de Márcio Meirelles

O diretor Márcio Meirelles em cena da peça. Foto: Eduardo Coutinho / Divulgação

por Eduarda Uzêda / Jornal A Tarde
euzedaluna@gmail 


O artista Márcio Meirelles tem mostrado o seu talento de encenador mesmo quando dirige espetáculos em que os atores não conseguem brilhar no palco, quando não logram transformar palavras em imagens ou não se impõem pela força dramática.

Com As Palavras de Jó, solo em cartaz no Teatro Vila Velha, domingo, às 19 horas*, não é diferente. O Márcio Meirelles diretor apresenta uma eficiente proposta de encenação para o texto do romeno Mátei Visniec, mas não salva a atuação irregular (muitasvezes sem peso) do Márcio Meirelles enquanto ator.

Sim, o intérprete volta ao palco depois de 36 anos da última atuação (o seu último trabalho como ator foi no espetáculo Alice – Fantasia Dramática, do grupo Avelãs y Avestruz,em1979). E, vale lembrar, também o solo As Palavras de Jó integra o Projeto Matéi, do Vila Velha, em que Meirelles dirige cinco peças, inclusive a que ele mesmo atua.

Desperdício


São muitas atividades, poucos conseguiriam dar conta, mas o papel aqui é de analisar. E minha percepção pessoal é que Márcio Meirelles, na construção do personagem, falha em lições primárias do “exercício de casa” de um ator, a exemplo de dar peso diferente às palavras para valorização da dramaturgia.

Neste contexto, a maior parte das vezes, as palavras ditas pelo personagem, a exemplo de “sentido”, “esperança”, ”celebração”, “partilha”, “confiança”, etc, são entoadas sem colorido cênico, quase linear. São desperdiçadas do seu poder evocatório de imagens.

Quando Márcio consegue, entretanto, é belo. Um destes momentos é quando o personagem Jó fala de sua casa.

“Eu gostei de receber, em minha casa, visitas, viajantes, estrangeiros, curiosos... Minha casa sempre teve os braços abertos. Era uma casa de mil braços. Venham, venham, eu dizia a todo mundo, vocês são como as estrelas, vocês brilham pela sua diversidade...”

A casa de mil braços


Talvez pela associação com a casa “de mil braços” do Teatro Vila Velha, o texto, neste trecho dito com muita verdade interior, emociona. Outro belo momento é quando o personagem Jó, que não perde a fé no homem, grita.

Na encenação de Matéi, Jó, uma alusão ao Jó bíblico que não perde a fé em Deus, continua acreditando no homem, apesar de lhe cortarem os dedos, furarem seus os olhos, arrancarem sua língua, perfurarem seus tímpanos, decapitarem seus filhos e violentarem sua mulher, ente outras mazelas.

Pausas demasiadas


As demasiadas pausas são outro problema do espetáculo, mas como diretor Meirelles acerta na economia de artefatos cênicos para priorizar o discurso de resistência de Jó, que tem a ver com a trajetória do próprio encenador. No último domingo, a plateia reagiu de maneira morna, ao contrário da estreia, que foi mais efusiva. Até agosto, entretanto, o espetáculo deverá amadurecer.


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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Núcleo Viladança divulga selecionados para oficina de Dança Contemporânea



O Núcleo Viladança divulga lista de selecionados para a Oficina de Dança Contemporânea com Matias Santiago, renomado profissional da Dança na Bahia. Após quatro dias com inscrições online, e mais de 50 solicitações de artistas baianos interessados em participar.

O Viladança explica que seriam 15 vagas para profissionais da Dança, distribuídas conforme a ordem de inscrição (as 15  primeiras pessoas a se inscrever, que satisfizessem as regras de participação, teriam a vaga garantida). No entanto, como a quantidade de interessados era muito grande, o núcleo conseguiu aumentar este número para 20 pessoas, de modo a beneficiar mais artistas.

Além de aumentar a quantidade de participantes, o Núcleo Viladança buscou outras alternativas para tentar beneficiar os demais interessados. Assim, trabalhando em rede com o professor Matias Santiago e o Teatro Vila Velha, e mobilizando a própria capacidade de produção do Núcleo, decidiu oferecer uma nova alternativa, abrindo uma segunda turma, para os outros profissionais da Dança que não foram contemplados. Como, mesmo trabalhando em rede, não foi possível dar conta de todos os custos, seria cobrado um valor simbólico de cada pessoa interessada em participar (a quantia de R$20 – equivalente a R$4 por aula). Se pelo menos 20 alunos estiverem dispostos a desembolsar esse valor, será possível viabilizar uma segunda turma, de 27 a 31 de julho, das 13h30 às 14h30, na Sala João Augusto do Teatro Vila Velha. Será dada prioridade aos profissionais que se inscreveram para a turma de 20 a 24 de julho e não foram contemplados. Porém, caso sobrem vagas, poderão participar também aqueles que já fizeram as aulas na semana de 20-24 ou demais interessados (contanto que tenham experiência profisisonal, devido ao nível de conhecimento exigido em sala).  

O Núcleo Viladança fará contato por email para viabilizar esta opção.

Confira abaixo a lista das 20 pessoas selecionadas para participar da Oficina de Dança Contemporânea com Matias Santiago, gratuita, de 20 a 24 de julho de 2015:

Allexandre Coutto
Anderson Santana
Bárbara Barbará
Bel Souza
Carolina Dias
Deko Alves
Guego Anunciação
Iara Cerqueira
Igor Vogada
Joely Silva
Luana França
Lukas de Jesus
Marcos Ferreira
Mariana Gottschalk
Marthinha Böker
Palloma de Maia
Pri Barreto
Ruan Wills
Sergio Diaz
Tiago Costa

José Robero O'Shea realiza palestra sobre a obra Rei Lear de Shakespeare


No dia 27 de julho, às 19h, o Fala Vila recebe José Roberto O’Shea, um dos mais importantes tradutores da obra de William Shakespeare, para uma palestra sobre o texto Rei Lear, que vem sendo trabalhado para a nova montagem do Teatro Vila Velha, com estreia marcada para o próximo verão. O’Shea, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e PhD em Literatura Inglesa e Norte Americana pela University of North Carolina, irá discutir as duas edições da obra Rei Lear contemporâneas de Shakespeare: a versão in quarto (1606) e a edição no fólio (1623). O autor discute as diferenças e similaridades dos textos nas duas versões e em que as opções impactam na encenação. A palestra é aberta do público, que pode contribuir pagando quanto quiser.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Entrevista com o dramaturgo romeno Matéi Visniec



Há cerca de dois anos, um romeno tornou-se de repente um dos dramaturgos mais populares no Brasil. Tudo começou com a publicação, de uma só vez, de vinte de suas obras, pela editora É Realizações. Desde então, Matéi Visniec já foi montado em diversos estados, por diretores como Miguel Hernandez, André Abujamra, Rodrigo Spina e até pela atriz Regina Duarte. Sua primeira visita ao Brasil aconteceu à convite do Teatro Vila Velha, em outubro de 2013, ocasião em que assistiu à primeira montagem de texto seu pelo encenador Marcio Meirelles: Espelho para Cegos. De lá pra cá, a relação entre os dois artistas ficou cada vez mais próxima e o Teatro Vila Velha montou ainda Por que Hécuba, O Último Godot e A Mulher como Campo de Batalha - todos assistidos por Visniec em sua segunda visita a Salvador - e apresenta em julho e agosto de 2015, de quarta a domingo, cinco novas peças do autor romeno, dentro do PROJETO MATÉI. São elas: Fronteiras, Agorafobias, Deserto, A História dos Ursos Pandas e As Palavras de Jó - monólogo que marca o retorno de Meirelles aos palcos, como ator, depois de 36 anos.

Abaixo, leia a entrevista do dramaturgo Matéi Visniec concedida à jornalista Eduarda Uzêda no último dia 6 de julho, por e-mail, para uma reportagem no Caderno 2 do jornal A Tarde.

As peças do senhor têm sido montadas com certa frequência no Brasil. O senhor tem gostado do resultado? Acha que os diretores captam bem suas ideias?
Antes de mais nada, eu gosto da fraternidade cultural. Eu sou um autor que concede os direitos para todos os diretores, a todas as companhias. Eu conheci, nos dias de minha juventude na Romênia, a ditadura e a falta de liberdade, e eu quero que minhas peças sejam mensagens de liberdade. Eu não vi todas as produções de minhas peças no Brasil, mas estou extremamente satisfeito que meus textos despertem esse interesse. Para mim, isso prova que o teatro é uma linguagem universal. Algumas vezes eu vi imagens de encenações de minhas peças. No Rio, São Paulo e Salvador também pude assistir a alguns espetáculos. Cada uma dessas vezes eu fui movido pela energia dos atores e o espírito engajado dos encenadores. Eu acho que o teatro tem uma espécie de vitalidade no Brasil. Em relação aos diretores, eu lhes dou toda a liberdade para montar as minhas peças. Meu teatro é aberto a interpretações infinitas… Este é o poder da arte. Este é o conceito de obra aberta. Encorajo outros artistas (diretores e atores) a encontrar-se livremente nas minhas peças para encontrar os seus problemas e anseios, seus ideais e suas dúvidas…

Como começou a sua parceria com o diretor baiano Márcio Meirelles?


Minhas peças são encenadas no Brasil graças ao meu editor, Edson Filho, que descobriu o meu teatro na França e começou a publicar os meus trabalhos em Português. Vinte das minhas peças estão agora disponíveis e circulando no Brasil, e foi assim que eu conheci Marcio Meirelles. Especificamente, Marcio descobriu minhas peças em uma livraria e decidiu começar a monta-las. Esta é talvez a melhor maneira de um encontro com um diretor, com a publicação de um texto… Marcio é como meu irmão gêmeo. Nós temos a mesma cultura teatral, nós gostamos dos mesmos autores, ambos achamos que o teatro tem uma dimensão social, que é uma luta para a beleza, mas também para a verdade. Nós acreditamos que o artista tem uma missão na sociedade. E é por isso que eu encontrei em Marcio um “irmão” cultural… Foi ele quem me convidou pela primeira vez ao Brasil e que me fez descobrir esse país incrível… Já fui duas vezes ao Brasil e vi muitas das minhas peças montadas por Marcio. Foi um verdadeiro prazer. Se você nunca viu um autor feliz, você deve pensar em mim. Eu tive a oportunidade de conhecer nesta vida pessoas apaixonadas como Edson Filho e Marcio Meirelles, que estão muito longe de onde eu moro, mas tão perto de mim culturalmente.

Por que o senhor convidou Márcio Meirelles encenar As Palavras de Jó?

Um dia, conversando com Marcio, eu tive essa revelação de que ele poderia desempenhar o papel de Jó como eu concebi em meu monólogo. Eu penso que este texto se encaixa como uma luva para ele, na forma e conteúdo. Eu escrevi originalmente para um marionetista francês, Eric Deniaud, que já trabalhou bastante com meus textos. Mas logo percebi que este texto poderia agradar também a Marcio. Ele tem a natureza deste personagem e, sobretudo, a experiência de luta social e artística… Espero com emoção ver Marcio desempenhando este papel.

Que traços distinguem suas obras de outros dramaturgos?


Difícil dizer. Eu sempre tentei ser… eu. E eu escrevi um monte de peças que não se parecem entre si. Eu não gosto de me repetir, eu gosto de surpreender e surpreender-me. Mas eu sempre mantive minhas peças em uma mesma dimensão poética. Talvez esta mistura de fábula filosófica, poesia e teatro político tenha feito a marca “Visniec”.

O que você acha da dramaturgia brasileira?


Agora eu descobri o teatro brasileiro. Eu há muito tempo descobri o cinema (“Central do Brasil”, “Cidade de Deus”), e também a literatura brasileira (Jorge Amado, Paulo Coelho). E eu gostaria de ver mais autores brasileiros encenados na Europa.

Que impressão o senhor tem do Teatro Vila Velha?


O Teatro Vila Velha é um grande laboratório artístico, mas também humano. É um lugar que amamos imediatamente, que tem uma alma. Eu me sinto muito em casa neste teatro e eu também admiro a ação pedagógica de Marcio. O espaço é muito especial e incentiva a liberdade artística e a criatividade. Tenho visto poucos lugares como o Teatro Vila Velha no mundo.

Para conhecer a programação do Projeto Matéi, que apresenta cinco peças do autor romeno encenadas por Marcio Meirelles, acesse www.teatrovilavelha.com.br

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Universidade LIVRE é tema de reportagem do SBT Nordeste


Nesta quarta-feira, uma equipe do SBT Nordeste acompanhou de perto os ensaios do Projeto Matéi para uma reportagem sobre a universidade LIVRE de teatro vila velha. O programa Nordeste Mais, da emissora, está viajando durante dois meses pelos diferentes estados da região e, em Salvador, escolheu falar, entre outros temas, do programa de formação de atores do Teatro Vila Velha, que em pouco mais de dois anos resultou na montagem de 15 espetáculos, proporcionando aos integrantes experiências dentro e fora do palco. A gravação aconteceu durante os últimos preparativos para a estreia que acontece hoje, às 20h, no palco principal do Vila. 


Núcleo Viladança inicia residência com coreógrafo espanhol Asier Zabaleta

Cena do espetáculo Good / Looking, resultado da primeira residência

Depois de encerrar com sucesso a primeira residência artística internacional - que resultou na montagem Good / Looking, realizada ao longo de dois meses pela Cia Los INnato, da Costa Rica - o Núcleo Viladança dá início à segunda etapa do projeto de intercâmbio, desta vez com o coreógrafo espanhol Asier Zabaleta. Com o objetivo de promover o intercâmbio entre bailarinos baianos e estrangeiros, a ação visa estimular a prática em processos de criação em dança contemporâneas.

Na última segunda-feira, 17 bailarinos baianos foram pré-selecionados e participam de audição até amanhã, quinta-feira. Do total, cinco serão escolhidos pelo coreógrafo para trabalhar durante dois meses (julho e agosto). O resultado do intercâmbio será apresentado no Palco Principal do Teatro Vila Velha, em setembro.

As residências visam também abrir novas possibilidades de remuneração para a classe de dança da Bahia, aquecendo o mercado local. Nessa ação os dançarinos selecionados serão contratados e remunerados com uma bolsa para acompanhar toda a residência e realizar as apresentações.

O projeto tem o patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura e de O Boticário na Dança, através da Lei Rouanet, e é realizado pela Manga Rosa Produções, pelo Ministério da Cultura e Governo Federal - Pátria Educadora. O Núcleo Viladança é dirigido pela coreógrafa Cristina Castro e conta com o patrocínio da Petrobras para a manutenção das suas atividades, além do apoio institucional do Teatro Vila Velha.

Projeto Matéi estreia hoje e é destaque no Jornal A Tarde

Hoje, 8 de julho, às 20h, estreia com a peça "Fronteiras" o PROJETO MATÉI, que apresenta cinco espetáculos do dramaturgo romeno Matéi Visniec dirigidos por Marcio Meirelles, ocupando o Teatro Vila Velha de quarta a domingo. O projeto marca ainda o retorno de Meirelles aos palcos, depois de 36 anos sem trabalhar como ator, com o monólogo "As Palavras de Jó", que permanece em cartaz aos domingos, às 19h. São apresentadas ainda as peças "Agorafobias" às quintas, "Deserto" às sextas e "A História dos Ursos Pandas" aos sábados, todos às 20h.
O assunto foi capa do Caderno 2 do Jornal A Tarde desta quarta-feira, em matéria assinada por Eduarda Uzêda. Leia a versão online clicando aqui.



quarta-feira, 1 de julho de 2015

Bando de Teatro Olodum apresenta projeto Terças Pretas

Projeto é aberto com leitura e lançamento do livro “Bando de Teatro Olodum: uma política social in cena”, de Régia Mabel Freitas, e segue com leituras dramáticas das peças Essa é a Nossa Praia, Bai Bai Pelô e Ó Paí, Ó
 




Em julho, o Bando de Teatro Olodum apresenta o projeto Terças Pretas - Tersarau do Bando, que reúne música, literatura, moda, artesanato e, claro, muito teatro. O projeto, que ocupa o Teatro Vila Velha durante todas as terças-feiras do mês de julho, tem início no dia 7, às 19h, com leitura dramática e lançamento do livro “Bando de Teatro Olodum: uma política social in cena”, da pesquisadora de relações étnico-raciais e doutoranda em Difusão do Conhecimento na UFBA Régia Mabel da Silva Freitas. A obra aborda as contribuições do Bando no processo de construção da cidadania de atores e ex-atores. O formato do texto, que alia o rigor científico à linguagem teatral - transformando Introdução e Considerações Finais em Abertura e Fechamento de Cortinas, Capítulos em Atos e Cenas, e por aí vai - permite a sua apresentação em forma de leitura dramática, com atores do Bando no elenco.

Em seguida, o projeto apresenta as leituras dramáticas da Trilogia do Pelô: Essa é a Nossa Praia(14/7); Ó Paí, Ó (21/7) e Bai Bai Pelô (28/7). As leituras irão proporcionam o reencontro do elenco do Bando com atores que passaram pelo grupo e participaram da criação dos personagens, nas montagens originais. Além disso, é uma oportunidade para o público reencontrar alguns atores que fizeram história no Bando e hoje estão mais distantes dos palcos baianos, como Luciana Souza e Tania Toko, além de Lázaro Machado, Cristóvão Silva, Nauro Neve, Floriano Barbosa e Anativo Oliveira. As leituras contam ainda com música ao vivo executada pela Banda Mirim do Olodum.

Antes das leituras dramáticas, o projeto Terças Pretas - Tersarau do Bando, que começa às 17h, conta ainda com a Feira Étnica, que além de venda de roupas, acessórios e artesanatos conta com apresentações de DJs. As leituras dramáticas começam às 19h e, depois das apresentações, o público confere ainda algumas apresentações musicais. Confira a programação abaixo:

Programação

14/06

17h - Feira Étnica no Cabaré dos Novos acompanhada do Dj Bandido
18h - Dj Bandido e Denise Correia no Cabaré dos Novos
19h30 Leitura dramática de "Essa é a Nossa Praia" (direção de Luciana Souza, assistência de Fábio de Santana) no palco principal
21h - Apresentação da Banda Mirim com Narcisinho

21/06

17h - Feira Étnica no Cabaré acompanhada do Dj Gug
18h - Apresentação da banda Candombleckesia (Nelson Maca/Jorjão Bafafé/ Gug/ João Teoria) no Cabaré
19h - Leitura de Ó Paí, Ó (direção de Marcio Meirelles) no palco principal
21h - Banda Mirim do Olodum com Narcisinho

28/06

17h - Feira Étnica no Cabaré acompanhada do DJ Branco
18h - Batalha de Djs no Cabaré (Branco, Bandido e Joe)
19h30 - Leitura de Bai bai, Pelô (direção de Luis Bandeira) no palco principal
21h Banda Mirim e Olodum

Projeto apresenta cinco peças do romeno Matéi Visniec dirigidas por Marcio Meirelles

Com o Projeto Matéi, o Teatro Vila Velha chega a sua 15ª realização em dois anos, a partir da criação da universidade LIVRE

Marcio Meirelles retorna aos palcos como ator após 36 anos em "As Palavras de Jó". Foto: Eduardo Coutinho

Nos meses de julho e agosto, o público baiano terá a chance de assistir, de uma única vez, a cinco peças escritas pelo romeno Matéi Visniec, um dos dramaturgos contemporâneos mais aclamados pela crítica internacional. Com todos os espetáculos dirigidos pelo encenador Marcio Meirelles, o Projeto Matéi traz as obras Fronteiras, Agorafobias, Deserto, A História dos Ursos Pandas, além do monólogo As Palavras de Jó, que marca o retorno de Meirelles ao palco após 36 anos distante do trabalho de ator. O projeto ocupa o Teatro Vila Velha de quarta a domingo e tem estreia marcada para 8 de julho, às 20h. Todas as peças são acessíveis para cegos através de recurso de audiodescrição.

Com o Projeto Matéi, o Teatro Vila Velha chega ao número de 15 produções teatrais próprias, realizadas em pouco mais de dois anos. As últimas dez peças alcançaram um público de 12 mil pessoas e mobilizaram 152 profissionais - deste número 84 atores e 68 trabalhadores em áreas de gestão, técnica, divulgação, preparação, entre outras. Os trabalhos, 14 deles realizados com recursos próprios, tem sido a forma que o Vila tem encontrado para responder às crises econômica e de público. "Invertemos esta lógica que tem tornado os artistas dependentes dos editais e patrocinadores. Nosso trabalho é o investimento e o produto gerado é que vai  nos dar o retorno financeiro. Estamos buscando meios de tornar isso tudo sustentável", comenta Marcio Meirelles, diretor artístico do Vila. As produções têm tido como motor a universidade LIVRE de teatro vila velha, programa de formação de atores criado em 2013 que vem proporcionando aos participantes experiências dentro e fora do palco.

"A História dos Ursos Pandas" narra uma história de amor entre dois desconhecidos. Foto: Marcio Meirelles


Espetáculos

Três das peças apresentadas pelo Projeto Matéi proporcionam uma relação mais próxima entre o público e o palco, através de um contato quase físico com os atores, olho a olho. São os espetáculos Fronteiras, Agorafobias e Deserto, que juntos formam a trilogia Cuidado com as velhinhas carentes e solitárias, e apresentam-se às quartas, quintas e sextas-feiras, respectivamente, sempre às 20h.  

A peça A história dos ursos pandas, que fica em cartaz aos sábados, às 20h, é a segunda montagem do texto feita por Meirelles. A primeira estreou em Portugal, em março deste ano, no Teatro Viriato, Viseu, como parte do projeto K-Cena. Agora com atores do Teatro Vila Velha, a peça, que narra uma inesperada relação de amor, ganha uma nova dimensão.

Fazer As Palavras de Jó como ator foi uma provocação feita ao diretor Marcio Meirelles pelo próprio autor da peça. No texto, Jó encontra-se com as suas palavras após sofrer violentas consequências por não desistir de acreditar no ser humano. "Quando li pela primeira vez, entendi o que Matéi quis dizer quando me entregou o texto e disse 'você tem que fazer esta peça'", comenta Meirelles, que se arrisca no trabalho de ator ao mesmo tempo em que se alterna nos ensaios dos outros quatro espetáculos. Assim como o monólogo, que fica em cartaz aos domingos, às 19h, as demais peças abusam de imagens e metáforas, marcas de Matéi Visniec, para provocar no espectador uma série de reflexões sobre a condição humana, como o sentido da vida e da morte, o valor das coisas e das pessoas e a tensão entre indivíduo e sociedade.

Matéi Visniec e Marcio Meirelles no Teatro Vila Velha, em 2013. Foto: Kau Rocha


Encontro

O encontro entre os dois artistas aconteceu em 2013, quando Marcio Meirelles decidiu montar a peça Espelho para Cegos, a partir do livro "Teatro Decomposto ou O Homem-Lixo", de Matéi Visniec. Em dois anos, a parceria rendeu outros três espetáculos produzidos pelo Teatro Vila Velha - Por que Hécuba, O Último Godot e A Mulher como Campo de Batalha, todos assistidos e elogiados pelo autor. "Marcio Meirelles é um grande artista e professor. Concordo plenamente com a sua abordagem e acredito, como ele, que o teatro pode ser um meio de educação popular, uma terapia social, uma forma de entender o mundo, a complexidade da alma humana, as contradições da sociedade e também a nossa personalidade", comentou Visniec em entrevista.

Há cerca de dois anos, desde que a editora É Realizações editou no país, de uma única vez, mais de 20 textos teatrais de Visniec, o autor tem chamado a atenção do público e, especialmente, dos encenadores brasileiros. Em 2014, no Festival de Curitiba (uma das maiores vitrines do teatro nacional), além de Espelho para Cegos, de Marcio Meirelles, era apresentada 2x Matéi, peça dirigida por Gilberto Gawronski. Em São Paulo, no mesmo ano, estreava História do Comunismo Contada aos Doentes Mentais, com direção de Miguel Hernandez e André Abujamra, e, mais tarde, foi a vez da atriz Regina Duarte apostar na sua segunda direção com A Volta para Casa, outro texto de Visniec. Em 2015, o grupo paulista Barulhentos estreou ainda, sob direção de Rodrigo Spina, Aqui Estamos Com Milhares de Cães Vindos do Mar, peça que reúne fragmentos de peças do autor.
"Agorafobias" é uma das peças da trilogia Cuidado com as Velhinhas Carentes e Solitárias. Foto: Marcio Meirelles


O Projeto Matéi, além do encenador Marcio Meirelles, conta com a colaboração de um coletivo de artistas: João Meirelles, Pedro Amorim, Ridson Reis, Caio Terra e Marcelo Jardim em música; Rejane Maia, Anita Bueno, Janahina Cavalcanti, Marcelo Galvão, Leno Sacramento e Jonatas Raine em movimento; Bertho Filho em preparação do ator e Lia Cunha em arte visual.

FRONTEIRAS
estreia: 8 de julho
temporada: quartas-feiras de julho e agosto, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15



AGORAFOBIAS
estreia: 9 de julho
temporada: quintas-feiras de julho e agosto, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15


DESERTO
estreia: 10 de julho
sextas-feiras de julho e agosto, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15


A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS
estreia: 11 de julho
temporada: sábados de julho e agosto, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15


AS PALAVRAS DE JÓ
estreia 12 de julho
temporada: domingos de julho e agosto, 19h, no teatro vila velha | R$ 40 e 20


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