sexta-feira, 29 de maio de 2015

Teatro Vila Velha promove encontro com escolas para discutir propostas pedagógicas



Na próxima terça-feira, 2 de junho, às 16h, o Teatro Vila Velha realiza encontro com representantes de escolas das redes pública e privada, e gestores públicos do município e do estado, para apresentar a sua programação anual e discutir propostas que envolvam cultura e educação. O evento acontece no Cabaré das Novos do teatro e o convite é aberto a professores, coordenadores, diretores e outros profissionais da educação que tenham interesse em dialogar sobre o tema.

Encontro #EscolasNoVila
Data: 2 de junho, terça-feira, 16h
Local: Cabaré dos Novos, Teatro Vila Velha

O Teatro Vila Velha é gerido pela Sol Movimento da Cena e conta com o patrocínio da Petrobras e com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através do Fundo de Cultura.

Universidade LIVRE incorpora audiodescrição à formação de atores e torna acessível a pessoas com deficiência visual o espetáculo Bença

Espetáculo Bença. Foto: João Milet Meirelles

A partir de 30 de maio, próximo sábado, o espetáculo Bença, do Bando de Teatro Olodum, passa a ser acessível a pessoas com deficiência visual através do recurso de audiodescrição. O lançamento marca uma ação inédita no Brasil: a incorporação da audiodescrição como atividade sistematizada de um programa de formação de atores - todo o processo foi realizado por integrantes da Universidade LIVRE de Teatro Vila Velha. A peça Bença permanece em cartaz de sexta a domingo, até 14 de junho, no Teatro Vila Velha, e a audiodescrição é oferecida ao público sempre aos sábados (20h) e domingos (19h).

"Fazer a audiodescrição de Bença foi um desafio. Sabíamos que seria um trabalho bastante complexo, por se tratar de um espetáculo/instalação, com linguagem não linear e com vinte atores contracenando entre si e com imagens em vídeo", conta Iracema Vilaronga, Mestre em Educação e Contemporaneidade e integrante da LIVRE que coordenou equipe com outros quatro atores do programa de formação. Durante cerca de um mês, o grupo trabalhou nas diferentes etapas necessárias para audiodescrever uma peça, entre elas o estudo do roteiro original, acompanhamento de ensaios, elaboração do roteiro audiodescritivo e, por fim, teste e execução.

Impactos na cena

Incorporar a audiodescrição como atividade sistematizada de um programa de formação de atores é uma ação inédita no país e tem mostrado impactos positivos no desempenho desses artistas. "Modificou a minha sensibilidade. Hoje, eu entro no palco e observo com muito mais cuidado o cenário, a movimentação, os gestos, noto detalhes mínimos, que passavam despercebidos", afirma a atriz Amanda Cervilho, uma das responsáveis por elaborar o roteiro audiodescritivo de Bença.

Os efeitos vão além do trabalho de ator, e passam a auxiliar também no processo de encenação. "A audiodescrição é um ótimo parâmetro para um encenador saber se o que ele está fazendo, montando, realmente chega no entendimento no espectador. Ouvir a audiodescrição do espetáculo tem me auxiliado na objetividade das imagens, das ações", conta o diretor Marcio Meirelles, que já se prepara para incorporar aos processos criativos a tradução para a Língua de sinais. "O meu desejo é que os atores, enquanto se movimentem, falem também em Libras, se comuniquem nas duas línguas. Vamos testar isso e ver como funciona", adianta.

Desafios

Desde 2014 o Teatro Vila Velha tem buscado oferecer o recurso de audiodescrição a suas produções. Esta ação começou através do Projeto Teatro para Sentir, realizado pelo Coletivo Diveersa, que permitiu a tradução em libras e audiodescrição de três montagens - A Mulher como Campo de Batalha, Relato de uma guerra que (não) acabou e Bonde dos Ratinhos. Mesmo após o fim do projeto, o Vila conseguiu manter a audiodescrição do infantil Bonde dos Ratinhos por outras três temporadas, graças a parceria com aACESSU - empresa de consultoria e treinamento em acessibilidade - até incorporar, a partir de maio de 2015, a atividade como parte de formação da Universidade LIVRE de Teatro Vila Velha.

Um dos maiores desafios tem sido a atração de pessoas com deficiência visual. Desacostumados a ter as salas de teatro preparadas para o seu acesso, o público exige um grande esforço de mobilização. "O hábito da frequência de pessoas com deficiências só será adquirido quando os espaços culturais disponibilizarem e divulgarem os recursos de acessibilidade, para que haja de fato a democratização da arte e dos produtos culturais e esse público tenha o teatro como opção de lazer e cultura", chama a atenção Iracema Vilaronga.

SOBRE BENÇA:
Espetáculo/instalação que celebrou os vinte anos do Bando de Teatro Olodum, trata do respeito aos mais velhos e homenageia o tempo, a memória cultural do povo negro e sua ancestralidade. Com linguagem contemporânea e não linear, o espetáculo trata a passagem do tempo como algo construtivo e enriquecedor. Não um tempo cronológico que simplesmente passa, mas o tempo das coisas, ou seja, ele é circular e traz benefícios. Em cena, os 18 atores e dois músicos contracenam entre si e com imagens em vídeo, projetadas em três telas. Aparecem Bule-Bule, Cacau do Pandeiro, D. Denir, Ebomi Cici, Makota Valdina e mãe Hilza - figuras emblemáticas, e guardiãs da cultura afro-brasileira, que dão depoimentos sobre os temas da peça. Os movimentos vêm de rituais afro brasileiros e a música trava um diálogo entre ritmos sagrados de tambores, vozes humanas e sons sampleados e manipulados digitalmente.

até 14 de junho //  sextas e sábados: 20h // domingos: 19h
*sessões com audiodescrição apenas aos sábados e domingos
teatro vila velha // R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
 
O Teatro Vila Velha é gerido pela Sol Movimento da Cena e conta com o patrocínio da Petrobras e com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através do Fundo de Cultura.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Últimos dias de inscrições para as Oficinas LIVRES do Teatro Vila Velha

Prazo para participar dos cursos de teatro para iniciantes é estendido até 29 de maio, com inscrições de segunda a sexta no Teatro Vila Velha    

Foto: Brisa Andrade/Labfoto


O Teatro Vila Velha inscreve até o dia 29 de maio, próxima sexta-feira, para oficinas de teatro para iniciantes. O projeto Oficinas LIVRES do Teatro Vila Velha oferece três cursos de iniciação teatral para diferentes idades: jovens de 10 a 14 anos; de 14 a 18 anos; e adultos. As inscrições podem ser feitas presencialmente, de segunda a sexta, das 14h às 18h, no Teatro Vila Velha.

Entre os cursos oferecidos, tem destaque a Oficina K-Cena, que integra o projeto lusófono de teatro que vai trazer ao Brasil o diretor cabo-verdiano João Branco para a montagem de um espetáculo inspirado no tema "medo", com jovens de 14 a 18 anos. Jovens de 10 a 14 anos podem inscrever-se na Oficina de Teatro para Iniciantes com a atriz e professora Iana Nascimento. Já o público adulto que deseja experimentar o universo do teatro tem a oportunidade de participar de oficina com a experiente atriz e diretora Zeca de Abreu. Confira, abaixo, a lista dos cursos.

OFICINAS LIVRES DO TEATRO VILA VELHA
Inscrições: de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, no Teatro Vila Velha
Dúvidas e informações: (71) 3083-4600 ou www.teatrovilavelha.com.br

Oficina K-Cena
com Bertho Filho e João Branco (Cabo Verde)*

para jovens de 14 a 18 anos
Início: 01 de junho

Aulas: Segundas e quartas, 16h30 às 18h30
Duração: 3 meses
Investimento: R$ 200/mês 
* A oficina resultará na montagem de um espetáculo teatral

Teatro para Iniciantes
com Iana Nascimento

para jovens de 10 a 14 anos
Início: 29 de maio 
Aulas: Sextas-feiras, das 14h às 17h
Duração: 2 meses
Investimento: R$ 150/mês

Teatro pra Iniciantes
com Zeca de Abreu

para adultos
Início: 29 de maio 
Aulas: Sábados, das 16h às 19h
Duração: 2 meses
Investimento: R$ 250/mês
   

Homenagem a Humberto Porto acontece no palco do Teatro Vila Velha

O campositor Humberto Porto é homenageado. Arte: Laís Guedes.

Um dos compositores mais requisitados da chamada “Era de Ouro do Rádio”, quando foi gravado pelas principais vozes do país, como Carmen Miranda, Orlando Silva, Francisco Alves e Dalva de Oliveira, o baiano Humberto Porto será homenageado neste ano com o lançamento de um disco, com suas principais canções remasterizadas, além de um espetáculo apresentado na sala principal do Teatro Vila Velha.

O projeto idealizado pela família do compositor conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através do Setorial de Música do Fundo de Cultura de 2014. A realização é em parceria com a Multi Planejamento Cultural

Resgatar a obra e prestar uma homenagem ao compositor, que faleceu precocemente em 1943 (aos 35 anos), são os principais objetivos do projeto, segundo Annibal, pai de Rafael, Lucas e Thiago, integrantes do time que comporão o projeto e músicos responsáveis por revisitar canções de sucesso do século passado no espetáculo apresentado no final de maio, dia 28.

No rol de parceiros de Humberto Porto, destacam-se, ainda, Herivelto Martins e Benedito Lacerda, com quem compôs o seu maior sucesso “A Jardineira”, marcha gravada no final dos anos 30, mas que permanece sendo uma das mais executadas, principalmente, no período do Carnaval. Outras canções conhecidas são “Lamento Negro”, “Batuque do Morro”, “Yayá Baianinha” e “Na Bahia”.

O diretor artístico do projeto, batizado “O Jardim de Humberto Porto”, Thiago Pondé, destaca o trabalho cuidadoso de pesquisa e catálogo da obra musical e outros aspectos relativos ao compositor. “Além de recuperar os fonogramas, que envolve o contato com pesquisadores, estamos levantando todas as informações possíveis sobre a personalidade e curiosidades de Humberto junto aos nossos familiares e historiadores, que enriquecerão o processo criativo do espetáculo de lançamento do CD”, finaliza.

Ficha Técnica - Espetáculo “O Jardim de Humberto Porto”
Realização e Produção: O Jardim de Humberto Porto e Multi Planejamento Cultural
Direção Artística: Thiago Pondé
Supervisão Cênica: Conceição Castro
Direção Musical: Rafael Pondé
Elenco: Evelin Buchegger
Thiago Pondé
Lucas Pondé

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Bando de Teatro Olodum reestreia Bença e Áfricas e inicia celebração dos seus 25 anos nos palcos

Bença. Foto: Davi Arteac/Labfoto

A partir de 8 de maio, o público soteropolitano vai poder assistir a dois grandes sucessos do Bando de Teatro Olodum, grupo de atores negros que celebra 25 anos de história em 2015, marcados por mais de 20 montagens, 3 mil apresentações, atuação no cinema, televisão e turnês por diversos continentes. Serão reapresentados no palco do Teatro Vila Velha os espetáculos Bença, que permanece em cartaz às sextas e sábados, às 20h, e domingos, 19h; e o infanto-juvenil Áfricas, aos sábados e domingos, sempre às 16h. As duas peças seguem em temporada até 14 de junho.

"Escolhemos começar as comemorações com Bença pois foi com ela que celebramos nossos 20 anos. É uma peça que fala de ancestralidade, do tempo, e é um espetáculo que a gente apresentou muito pouco", conta o ator Jorge Washington, que lembra que, além de Salvador, a peça já esteve em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ao lado de Bença, o Bando escolheu apresentar o primeiro espetáculo infanto-juvenil do grupo: "Áfricas é um espetáculo necessário, pois educa adultos e crianças. A Lei 10.639 está aí", comenta o ator, em referência à lei de 2003 que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas de Ensino Fundamental e Médio.

Áfricas. Foto: Caíque Bouzas/Labfoto

Este é apenas o início das comemorações do Bando, que já confirmou que vai ocupar o Teatro Vila Velha com programação especial durante todo o ano. "Todo mês teremos uma novidade para o público no palco do Vila, que é nossa casa há 20 anos", conta a atriz Valdineia Soriano. Entre as atividades previstas para o ano de celebrações, está a remontagem de Ó Paí, Ó - peça que ganhou versões no cinema e televisão -, exposição comemorativa, oficinas de formação e nova montagem, que estreia em novembro com texto da escritora Ana Maria Gonçalves (Um Defeito de Cor) e direção de Lázaro Ramos, uma das crias do Bando de Teatro Olodum. Para o projeto de celebrações, já aprovado em Lei Rouanet (mecanismo de incentivo fiscal), o grupo busca patrocinadores, mas afirma que realizará com ousem patrocínio.

Sobre Bença

Bença, que estreou em 2010 comemorando os 20 anos do grupo, trata do respeito aos mais velhos e homenageia o tempo, a memória cultural do povo negro e a sua ancestralidade.. Tudo isso com um sofisticado sistema tecnológico, que permite a manipulação de câmeras, mixers e computadores, em cena, pelos 20 atores. Com linguagem contemporânea e não linear, o espetáculo trata a passagem do tempo como algo construtivo e enriquecedor. Não um tempo cronológico que simplesmente passa, mas o tempo das coisas, ou seja, ele é circular e traz benefícios.

Os intérpretes contracenam entre si e com imagens em vídeo, projetadas em três telas: aparecem Bule-Bule, Cacau do Pandeiro, D. Denir, Ebomi Cici, Makota Valdina e mãe Hilza - figuras emblemáticas, e guardiãs da cultura afro-brasileira, que dão depoimentos sobre os temas da peça. Os movimentos vêm de rituais afro brasileiros e a música trava um diálogo entre ritmos sagrados de tambores, vozes humanas e sons sampleados e manipulados digitalmente. A direção do espetáculo é de Marcio Meirelles, coreografia de Zebrinha, direção musical de Jarbas Bittencourt e figurinos de Zuarte Júnior.

Sobre Áfricas

Primeiro espetáculo infanto-juvenil do grupo, com direção de Chica Carelli, Áfricastraz à cena o continente africano através do seus contos, seu povo, seus mitos e religiosidade. Assim, os atores, como griôs, contam histórias em narrativas permeadas de dança e música e resgatam de forma lúdica e poética o orgulho da ascendência africana no imaginário infanto-juvenil. Do Senegal, trazem Abdu, caçador de crocodilos, do Mali, duas irmãs e um feiticeiro, e da mitologia afro-brasileira a criação do mundo e histórias de Oxumarê e Omolu. A peça permanece em cartaz no Teatro Vila Velha de 9 de maio 14 de junho, sempre aos sábados e domingos, às 16h.

SERVIÇO

BENÇA

08/05 a 14/06 / sextas e sábados: 20h / domingos: 19h
Sala Principal / Teatro Vila Velha
Ingressos: R$ 30 e R$ 15

ÁFRICAS
09/05 a 14/06 / sábados e domingos / 16h
Sala Principal / Teatro Vila Velha
Ingressos: R$ 30 e R$ 15

Espetáculo baiano busca financiamento para se apresentar em festival nos Estados Unidos


O espetáculo "A Mulher como Campo de Batalha", produzido pela universidade LIVRE de teatro vila velha, foi convidado a se apresentar no NBTF (National Black Theatre Festival), que acontece em Winston-Salem, Carolina do Norte, Estados Unidos. Para realizar a viagem, a equipe da montagem precisa arcar com 75% do valor das passagens, e busca investimento através de financiamento coletivo. O público pode contribuir com a quantia que desejar e, assim, investir na difusão do teatro feito na Bahia. Clique aqui para conhecer o projeto na plataforma de financiamento Vakinha.

O espetáculo "A Mulher como Campo de Batalha" narra o encontro de duas mulheres arrasadas pela guerra: Dorra, violentada por um grupo étnico inimigo durante o conflito na Bósnia; e Kate, uma psicóloga que deixou a família nos Estados Unidos para trabalhar na escavação de valas comuns. Escrita pelo dramaturgo romeno Matéi Visniec e dirigida pelo encenador Marcio Meirelles, a peça estreou em outubro de 2014 no Teatro Vila Velha, em Salvador, e foi reapresentada em novembro do mesmo ano, com a presença do autor.

Montado pela primeira vez no Brasil, o espetáculo aproxima da realidade do país as discussões sobre as violências sexual, étnica e de gênero, a guerra, o poder, o imperialismo, entre outros temas levantados pelo texto. Recursos tecnológicos como projeções audiovisuais e transmissão de vídeos em tempo real, com projeto de Rafael Grilo, auxiliam na construção da dramaturgia. A trilha sonora é assinada por Caio Terra. O elenco é formado pelas atrizes Giza Vasconcelos e Iana Nascimento.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Coreógrafos da Costa Rica apresentam espetáculo inédito no Teatro Vila Velha




No próximo dia 14, quinta-feira, às 20h, o palco do Teatro Vila Velha recebe montagem inédita no Brasil: o espetáculo NO/nato, dos dançarinos costa-riquenhos Marko Fonseca e Raúl Martínez, da Cia Los INnato. A obra surgiu de um processo de residência artística em Barcelona, no último ano, e explora temas como a masculinidade e o exercício da paternidade. Desde o início deste mês, a dupla de coreógrafos realiza em Salvador uma residência artística com dançarinos baianos, promovida pelo Núcleo Viladança.

A peça coreográfica NO/nato surgiu de um extenso processo de experimentações a partir das relações interpessoais masculinas, como o diálogo pai-filho, a relação entre irmãos ou entre amigos. Os criadores-intérpretes usam como ponto de partida as suas próprias experiências e bagagens de relações, o que dá à obra um enfoque muito pessoal. No palco, a dupla apresenta uma performance que transita entre a dança e o teatro, chegando ao conceito de "teatro físico". Último trabalho da Cia Los INnato, o espetáculo foi vencedor do Prêmio Residência Artística L ́Estruch (Espanha).

NO/nato - Cia Los INnato (Costa Rica)
14/ 05 | quinta | 20h
R$ 30 e 15 | Teatro Vila Velha

Experimento 2.3 reúne no palco trabahos da Universidade LIVRE e do projeto K-Cena


Nesta terça, dia 12, às 20h, o palco do Vila abriga mais um Experimento, espaço onde a universidade LIVRE de teatro vila velha abre o seu processo de criação e promove diálogo direto com o público sobre os processos artísticos que vive, a complexa inserção do teatro no século XXI e sobre o tempo presente. 

No Experimento 3.2, o elenco da Turma 2 (iniciada em março deste ano) compartilha experiências do último mês de trabalho, que abrigou o intercâmbio com uma série de artistas no âmbito do VIVADANÇA Festival Internacional, como o mestre do Butoh japonês Tadashi Endo; o bailarino estadunidense Colby Damon; os dançarinos costa-riquenhos da companhia INnatos; além dos exercícios em música orientados por Pedro Amorim e por Ridson Reis. O grupo apresenta ainda fragmentos de “Através do Espelho e o que Alice lá encontrou”, livro de Lewis Carroll.

O público conhece ainda o resultado do primeiro módulo da Oficina K-Cena, que integra o projeto lusófono de teatro jovem que vai receber o diretor cabo-verdiano João Branco para a montagem de um espetáculo com jovens baianos de 14 a 18 anos, com estreia em agosto. A primeira etapa do trabalho, orientada pela diretora Chica Carelli, se debruçou sobre o "medo", tema que orienta os três espetáculos realizados pelo K-Cena - dois já foram montados em Cabo Verde e em Portugal pelo mesmo projeto. Já a segunda fase, que acontece a partir do dia 18 de maio e se estende até a chegada do diretor João Branco, conta com a orientação de Bertho Filho, e tem vagas abertas para os jovens que queiram participar. As inscrições já podem ser feitas de segunda a sexta, de 14h às 18h, no Teatro Vila Velha.

Experimento 2.3
12 de maio | terça | 20h
teatro vila velha | pague quanto quiser

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Teatro Vila Velha abre inscrições para oficinas de teatro para iniciantes


Mostra da Oficina de Teatro para Iniciantes, janeiro de 2015

O Teatro Vila Velha abre inscrições para oficinas de teatro para iniciantes, com três turmas voltadas para públicos de diferentes idades: jovens de 10 a 14 anos; de 14 a 18 anos; e adultos. O projeto Oficinas LIVRES do Teatro Vila Velha tem o objetivo de proporcionar experiências pontuais de formação em artes ao longo do ano - e surgiu a partir de demanda do público das tradicionais Oficinas Vila Verão. As inscrições podem ser feitas presencialmente, de segunda a sexta, das 14h às 18h, no Teatro Vila Velha.

Entre os cursos oferecidos, tem destaque a Oficina K-Cena, que integra o projeto lusófono de teatro jovem que vai trazer ao Brasil o diretor cabo-verdiano João Brancopara a montagem de um espetáculo inspirado no tema "medo", com jovens de 14 a 18 anos. A Oficina K-Cena começou a trabalhar no mês de março, sob orientação da diretora Chica Carelli, e abre vagas para a nova etapa de trabalhos com o diretor Bertho Filho, até a chegada de João Branco para a montagem.

As Oficinas LIVRES de Teatro Vila Velha proporcionam ainda o contato com as artes cênicas a jovens de 10 a 14 anos, em curso com duração de dois meses orientado pela professora e atriz Iana Nascimento, que tem início no dia 29 de maio e acontece às sextas-feiras. Já o público adulto que deseja fazer teatro tem a oportunidade de participar de oficina com a experiente atriz e diretora Zeca de Abreu - as aulas acontecem aos sábados, durante dois meses, e têm início no dia 23 de maio.

INFORMAÇÕES:

OFICINAS LIVRES DO TEATRO VILA VELHA
Inscrições: de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, no Teatro Vila Velha
Dúvidas e informações: (71) 3083-4600 ou www.teatrovilavelha.com.br

Oficina K-Cena
com Bertho Filho e João Branco (Cabo Verde)*
para jovens de 14 a 18 anos
Início: 27 de maio
Aulas: Segundas e quartas, 16h30 às 18h30
Duração: 3 meses
Investimento: R$ 200/mês 
* A oficina resultará na montagem de um espetáculo teatral


Teatro para Iniciantes
com Iana Nascimento
para jovens de 10 a 14 anos


Início: 29 de maio 
Aulas: Sextas-feiras, das 14h às 17h
Duração: 2 meses
Investimento: R$ 150/mês

Teatro pra Iniciantes
com Zeca de Abreu
para adultos


Início: 23 de maio 
Aulas: Sábados, das 16h às 19h
Duração: 2 meses
Investimento: R$ 250/mês


SINOPSES DAS OFICINAS:
OFICINA K-CENA (14 a 18 anos)
com Bertho Filho e João Branco


Esta oficina, voltada para jovens de 14 a 18 anos, tem como objetivo principal preparar os alunos para receber o diretor cabo-verdiano João Branco e o Projeto de Intercâmbio de Teatro Lusófono K-Cena, que resultará em uma montagem teatral, com estreia no final de agosto, no Teatro Vila Velha. Neste ano, o tema escolhido para o projeto é o "medo", que será trabalhado pelo diretor Bertho  Filho, não somente com jogos e improvisações, que resultarão na criação de cenas pertinentes ao universo e à inquietação dos alunos, mas também a partir de textos da dramaturgia nacional e internacional. Os encontros terão ainda aulas de música e dança e ensaios do espetáculo.

BERTHO FILHO: Ator, diretor teatral (Bacharel em Artes Cênicas - Universidade Federal da Bahia/UFBA.) e dramaturgo, produtor e preparador de atores para teatro e para o cinema. Como ator, trabalhou em filmes como Central do Brasil, de Walter Salles; Tieta, dirigido por Cacá Diegue; Eu me Lembro e O Homem Que Não Dormia, de Edgar Navarro. Na televisão, atuou em séries como Cama De Gato, direção geral de Ricardo Waddington (2010); Força Tarefa, de Jose Alvarenga Jr. (2010); Gabriela, direção de Núcleo de Roberto Talma (2012) - todas na Rede Globo. Como diretor, realizou as peças Noite, de Harold Pinter; O Balcão, de Jean Jenet; Navalha Na Carne, de Plínio Marcos; Os Rapazes Estão Chegando, de Vieira Neto; Balela; O Mala Nada na Lama; Câncer - as três últimas com texto de sua autoria. Como professor de teatro, acumula experiências na Escola de Teatro da UFBA, Escola de Teatro do Centro Universitário Cultura e Arte/UEFS, Espaço Cultural Yumara Rodrigues, Projeto Agente Jovem/UCSAL, Projeto de intercâmbio lusófono K-CENA, universidade LIVRE de teatro vila velha, entre outros.

JOÃO BRANCO:
 Encenador, atorprofessorprogramador e investigador de teatro. Com uma carreira de mais de 30 anos, já encenou mais de 50 espetáculos, a maioria em Cabo Verde, na cidade do Mindelo. É mentor e fundador do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português, que inaugurou uma nova era no teatro da Ilha de S. Vicente, e também do Festival Internacional de Teatro Mindelact, hoje o maior evento de teatro de África lusófona. É mestre em Teatro, especialidade Encenação, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e doutor em Comunicação, Cultura e Artes, pela Universidade do Algarve. 

TEATRO PARA INICIANTES (10 a 14 anos)
com Iana Nascimento

A oficina de Teatro tem como objetivo desenvolver a sensibilidade artística da criança, desenvolvendo habilidades para improvisar, experimentar os elementos do teatro e usar o corpo de forma expressiva. Realizaremos jogos teatrais, jogos dramáticos e exercícios que desenvolvam a ludicidade das crianças possibilitando assim a criação e o exercício da cena. Para isso utilizaremos textos conhecidos e criados pelas próprias crianças, imagens e adereços. Ao final da oficina teremos um resultado pratico.

IANA NASCIMENTO: Professora e atriz (DRT: 03810), formada em Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal da Bahia – UFBA. Iniciou sua carreira artística em 2005 atuando em espetáculos voltados para o público infantil. Como arte- educadora ministra oficinas e aulas de teatro desde o ano de 2010. Atualmente é atriz da Universidade LIVRE do Teatro Vila Velha.

TEATRO PARA INICIANTES (adultos)
com Zeca de Abreu

A oficina tem por objetivo proporcionar aos participantes o primeiro contato com o fazer teatral, através de experiência que contenha os fundamentos desta linguagem. Faixa etária: a partir de 14 anos.Tornar o aluno um indivíduo com uma percepção mais ampla de si e do mundo em que vive, aguçando sua visão crítica e sua sensibilidade perante o mundo através de uma atitude mais harmoniosa e equilibrada em que os sentimentos, a imaginação e a razão se integram; em que os sentidos e os valores dados a vida são assumidos no agir cotidiano. Para tanto, serão aplicadas varias modalidades e estilos do jogo teatral. A proposta é descobrir as potencialidades de cada participante e utilizá-las teatralmente. Quando se perceber “atuando”, o aluno perceberá que sua capacidade criativa é inesgotável, necessitando apenas se adequadamente exercitada.

ZECA DE ABREU:
 Em seus 22 anos de carreira, tem em seu currículo como atriz várias peças de teatro, como O Homem Nu e suas Viagens, direção de Hebe Alves, Um Prato de Mingau para Helga Brown direção de Celso Jr., Volpone, de Fernando Guerreiro, e Espelho para Cegos, de Marcio Meirelles. No cinema marcou sua presença nos filmes Eu Me Lembro e O Homem que não dormia de Edgard Navarro, Cidade Baixa, de Sergio Machado, Depois da Chuva, de Claudio Marques e Marilia Hughes, e Irmã Dulce, de Vicente Amorim. Como diretora,  ganhou o prêmio Braskem de Teatro de melhor espetáculo infanto-juvenil, em 2003, com a peça H2O Uma Fórmula deamor. Dirigiu ainda Homem não entra: só se fizer um agrado, em 2004, e O que é, o que é? Começa com Carol e termina com Ina?, em 2007. Em 2013, dirigiu o espetáculo Destinatário Desconhecido, vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2013 na categoria melhor ator e indicado como melhor espetáculo e melhor direção. Em 2014, dirigiu Bonde dos Ratinhos, indicado ao Prêmio Braskem nas categorias especial (trilha sonora) e melhor espetáculo infanto-juvenil.

 
 O Teatro Vila Velha é gerido pela Sol Movimento da Cena e conta com o patrocínio da Petrobras e com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através do Fundo de Cultura.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Parabéns, Laurentino!

Sérgio Laurentino no espetáculo Bença. Foto: João Milet Meirelles

Hoje, 7 de maio, o ator Sérgio Laurentino celebra mais um ano de vida! Integrante do Bando de Teatro Olodum há 15 anos, o artista já participou de uma série de espetáculos como Cabaré da RRRRRaça, Material Fatzer, Oxente, Cordel de Novo? e Jango: Uma Tragedya, peça que marcou os 50 anos do Teatro Vila Velha. A partir desta sexta-feira, até 14 de junho, Sergio estará em cartaz com os espetáculos Bença e Áfricas, celebrando os 25 anos do Bando. O Vila agradece pela parceria ao longo destes 15 anos e deseja sucesso! Evoé!