sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Atrizes do Vila nas telonas

Valdineia Soriano, em Tim Maia, e Zeca de Abreu, em Irmã Dulce


Em novembro, duas atrizes do Teatro Vila Velha estarão nos cinemas, em duas das estreias mais esperadas de 2014. O filme Tim Maia, que pode ser assistido a partir desta quinta-feira, traz a atriz Valdineia Soriano, do Bando de Teatro Olodum, no papel da mãe do protagonista. Já a atriz Zeca de Abreu dá vida à irmã Emília, fiel amiga de Irmã Dulce, no longa homônimo que tem estreia nacional no dia 27 de novembro.



 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Junia Leite assume a coordenação geral do Teatro Vila Velha


O Teatro Vila Velha está sob nova coordenação geral. A partir de outubro, a gestora Junia Leite passa a liderar, ao lado do diretor artístico Marcio Meirelles, um dos espaços culturais mais tradicionais do país.

Formada em Relações Públicas pela Universidade do Estado da Bahia e especialista em Gestão Cultural pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, Junia coordenava desde 2010 a Central de Atendimento Integrado da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Além disso, é professora do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), na área de Produção Cultural, e já acumulou experiências em instituições como a Via Press e a Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Junia Leite chega ao Vila num importante momento de renovação, iniciado no último ano por Ângela Andrade. Junia tem como um dos principais objetivos a consolidação da proposta de gestão colaborativa e economia solidária, através da moeda social "tempo", implantada pelo Teatro Vila Velha em 2013. Além disso, busca implementar planejamento estratégico e contribuir para a ampliação do público do Vila.

Seja muito bem-vinda, Junia!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Três espetáculos e lançamento de livro marcam a passagem de Matéi Visniec pelo Teatro Vila Velha

Entre 1 e 5 de novembro, serão apresentadas as montagens "O Último Godot", "A Mulher como Campo de Batalha" e "Por que Hécuba", esta junto ao lançamento nacional do livro homônimo, com a presença do escritor romeno 


Matéi Visniec participa de programação especial no Teatro Vila Velha

Matéi Visniec é um dos dramaturgos contemporâneos que mais tem chamado a atenção da crítica mundial. Considerado pelos críticos europeus o novo Eugène Ionesco, sua obra já foi traduzida em mais de vinte idiomas, e tem ganho interesse especial dos realizadores brasileiros. Convidado pela Festa Literária Internacional de Cachoeira, Visniec vem ao Brasil pela segunda vez - a primeira foi em 2013, a convite do Teatro Vila Velha, para assistir à montagem "Espelho para Cegos", de sua autoria, dirigida por Marcio Meirelles. Na FLICA, em 31 de outubro, 15h, ele participa ao lado do encenador Marcio Meirelles de uma mesa redonda com o tema Cortinas Abertas: do palco aos livros. 

Para a passagem de Visniec pela Bahia, o Teatro Vila Velha preparou uma programação especial com três peças do autor dirigidas por Marcio Meirelles, além do lançamento de um livro inédito no país. Nos dias 1º e 2 de novembro, 20h, dentro da programação do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia - FIAC, será apresentado o espetáculo "Por que Hécuba". No primeiro dia de espetáculo, 1º de novembro, às 18h, também em parceria com o FIAC, o Vila realiza o lançamento do livro "Por que Hécuba", traduzido do francês por Vinicius Bustani, ator da universidade LIVRE de teatro vila velha, e publicado pela É Realizações, editora que lançou outros 15 títulos de Visniec no Brasil. Já nos dias 4 e 5 de novembro, dentro da programação regular do Teatro Vila Velha, o público vai poder assistir a outras duas montagens de autoria de Visniec: "O Último Godot", às 19h, e "A Mulher como Campo de Batalha", às 20h30, com preço especial para quem assistir às duas peças no mesmo dia.

"Por que Hécuba", "O Último Godot" e "A Mulher Como Campo de Batalha" integram programação
 
O autor romeno aproveita a vinda ao Brasil para assistir, em São Paulo, uma montagem de outro texto seu - a peça “A Volta para Casa”, dirigida por Regina Duarte.

Programação Especial - Matéi Visniec e Marcio Meirelles
Teatro Vila Velha


Lançamento do livro "Por que Hécuba" com a presença de Matéi Visniec
01/11 | sáb | 18h | gratuito

Por que Hécuba (Espetáculo / Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia)
01 e 02/11 | sáb e dom | 20h | R$ 16 e 8

O Último Godot
04 e 05/11 | ter e qua | 19h | R$ 30 e 15*
 

A Mulher como Campo de Batalha
04 e 05/11 | ter e qua | 20h30 | R$ 30 e 15*

* Promoção: Ingressos para assistir aos dois espetáculos ("O Último Godot" e "A Mulher como Campo de Batalha"), se comprados juntos, custam R$ 40 (inteira) e 20 (meia), no total.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Vila recebe Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia


A partir desta sexta-feira, 24 de outubro, o Teatro Vila Velha abre as portas para o Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia, que vai movimentar uma série de espaços na capital de no interior do estado. No Vila, serão apresentados os espetáculos "Se Elas Fossem para Moscou" e "Julia", da Cia Vértice de Teatro (RJ), além de "Por que Hécuba", produção do Teatro Vila Velha que retorna aos palcos após grande sucesso na temporada de estreia, em janeiro deste ano.

"Se Elas Fossem para Moscou" e "Julia"  são duas das peças mais esperadas do festival, pelo caráter inovador da encenação da diretora e cineasta Cristiane Jatahy, que mistura cinema e teatro dentro de um mesmo espetáculo. A primeira peça acontece em dois espaços diferentes, o Cabaré dos Novos e a sala principal, e o público escolhe de qual ponto de vista quer ver a história. Já o espetáculo "Julia" utiliza cenas pré-gravadas e cenas filmadas ao vivo, e o filme é construído na presença do público a cada dia.

Já "Por que Hécuba", do dramaturgo romeno Matéi Visniec, atualiza a tragédia de Hécuba, rainha de Tróia, que tem seus filhos mortos na guerra. Nas mãos do encenador Marcio Meirelles, a peça é ambientada no Carnaval de Salvador, onde os deuses do olimpo vêm se esconder e se divertir na farra dos camarotes, enquanto, no chão da praça, Hécuba chora a dor universal das mães que dão à luz carne para canhão.

No primeiro dia de apresentação de Por que Hécuba, dia 1 de novembro, 18h, acontece ainda o lançamento do livro homônimo, traduzido do francês por Vinicius Bustani e publicado pela É Realizações. O evento conta com a participação do autor Matéi Visniec.

Programação FIAC no Vila

Se Elas Fossem para Moscou

24/10: 20h | 25/10: 16h e 20h | 26/10: 20h | sex a dom
sala principal e cabaré dos novos | R$ 16 e 8

Julia

29/10: 20h | 30/10: 16h e 20h | qua e qui
sala principal | R$ 16 e 8


Lançamento do livro Por que Hécuba

01/11 | sab | 18h
cabaré dos novos | gratuito




Por que Hécuba

01 e 02/11 | sab e dom | 20h
sala principal | R$ 16 e 8

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Cine Vila recebe diretor Bernard Attal para exibição de A Coleção Invisível


O cineasta Bernard Attal participa de bate-papo com o público após a sessão

Nesta segunda-feira, 20 de outubro, 19h, a quinta edição Cine Vila recebe o cineasta Bernard Attal para exibição do filme A Coleção Invisível, no Cabaré dos Novos, Teatro Vila Velha. Após a sessão, o diretor francês radicado na Bahia bate um papo com o público presente sobre o processo de produção do longa-metragem.

Lançado em setembro de 2013, “A Coleção Invisível” apresentou Vladimir Brichta pela primeira vez como protagonista e Walmor Chagas em seu último longa-metragem. Desde o seu lançamento, o filme já recebeu 14 prêmios em festivais internacionais de cinema, incluindo premiações na categoria Melhor Filme em Gramado, Lisboa, Bogotá, Nova Iorque, Nashville, Anápolis, Newport Beach e Paris.


"A Coleção Invisível" foi o primeiro longa protagonizado pelo baiano Wladimir Brictha

Baseado em conto homônimo do austríaco Stefan Zweig, a produção mostra a trajetória de Beto (Vladimir Brichta) que se aventura pelo interior da Bahia em busca de uma coleção de gravuras raras, para resolver a crise financeira da loja de antiguidades da família. Ao longo da viagem, encontra Samir (Walmor Chagas), o colecionador, e a sua família arruinada pela decadência das plantações de cacau. O encontro o faz mergulhar na própria historia familiar e mudar sua visão do mundo.

Sobre Bernard Attal


O baiano-francês Bernard Attal dirigiu três curtas-metragens, “29 Polegadas”, “Ilha do Rato”, “Um Passeio de Bicicleta”, e “Os Magníficos”, um documentário para a TV Pública Brasileira. Todos os filmes participaram e ganharam prêmios em Festivais ao redor do mundo, incluindo Palm Springs, Londres-BFI e Clermont-Ferrand.

Sobre o Cine Vila


O Cine Vila teve sua primeira edição em junho, em parceria com a 3a Bienal da Bahia, e acontece mensalmente no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha. Tendo como referência o Curta Vila, projeto criado em 1995, o cineclube do Vila abre espaço para produções externas e produtos audiovisuais próprios do teatro. No Cine Vila, já foram exibidas obras como "Rocha que Voa", de Eryk Rocha, "Uma Longa Viagem", de Lucia Murat, e "Ser Tão Cinzento", de Henrique Dantas.

Cine Vila - Exibição de "A Coleção Invisível" e conversa com o diretor
20/10 |  seg | 19h
cabaré dos novos | gratuito

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A Mulher como Campo de Batalha tem sessões extras canceladas

 
 
Informamos que o espetáculo A Mulher como Campo de Batalha teve as sessões extras, que aconteceriam às 15h dos dias 14, 15 e 16/10, canceladas. As apresentações às 20h, nos mesmos dias, seguem normalmente. Pedimos desculpas por possíveis transtornos e aguardamos a presença de todos nesta última semana de apresentações.
 
Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui.
 
 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Bonde dos Ratinhos estreia no fim de semana das crianças

Nesse fim de semana o Teatro Vila Velha celebra o dia das crianças com a estreia do espetáculo infantil BONDE DOS RATINHOS.

 
Na peça, três ratinhos em busca de diversão decidem fazer um "rolezinho" no shopping. O que a princípio parecia um simples passeio se transforma numa grande aventura. Logo de cara, Rói-Rói, Ratrícia e Xis são barrados por ratos-seguranças, que avisam que shopping não é lugar para ratos. No caminho de volta pra casa, os três acabam se perdendo e parando num laboratório, onde conhecem Dezenove e Dezessete, ratinhos utilizados em testes feitos pelos humanos. A partir daí, a missão do trio passa a ser libertar as dezenas de ratinhos presos no laboratório. Uma história que fala de amizade, igualdade e respeito às diferenças.

O texto é do baiano Isac Tufi e a realização fruto de uma parceria entre a diretora Zeca de Abreu - vencedora do BRASKEM na categoria espetáculo infantil com o espetáculo H2O uma fórmula de amor - e a universidade LIVRE de teatro vila velha. "O objetivo é ter sempre um espetáculo infantil no Teatro Vila Velha, sempre nos fins de semana, uma programação constante. O Bonde dos Ratinhos é o primeiro de muitos, a ideia é construir um repertório voltado ao público infantil" argumenta a diretora Zeca de Abreu.

Esse espetáculo faz parte do projeto TEATRO PARA SENTIR e contará com tradução em libras e audiodescrição. Fica em cartaz de 11 a 19 de outubro, sábados às 16h e domingos às 11h.





quarta-feira, 8 de outubro de 2014

TEATRO PARA VER, OUVIR E SENTIR


A estreia do espetáculo do sexo dA MULHER COMO CAMPO DE BATALHA na guerra da bósnia foi marcada pela presença do projeto TEATRO PARA SENTIR. A peça, do dramaturgo romeno Matéi Visniec, narra o encontro de duas mulheres depois do conflito bósnio. A médica norte-americana e a mulher violentada tentam contar suas histórias uma para a outra e encontrar forças para continuar suas trajetórias.

foto Marcio Meirelles

No palco, as atrizes Iana Nascimento e Giza Vasconcellos dão vida a duas mulheres arrasadas, feridas, que juntas tentam reconstruir um equilíbrio. Na plateia, um público de cerca de cinquenta deficientes, em sua maioria pessoas com cegueira ou baixa visão, escuta atentamente a cada palavra e acompanha as ações do espetáculo através de áudiodescrição.
“Tudo que estava passando, estava sendo descrito, e aí você consegue acompanhar o passo a passo da peça. Com a avanço da tecnologia, é bom que [essas ações] se repitam” Cleide da Silva
O projeto, que tem por objetivo promover a acessibilidade ao teatro em todas as instancias, propõe também àqueles que não possuem deficiência experimentar a ida ao teatro sem o uso da visão, da audição ou utilizando cadeiras de rodas. Duas pessoas toparam a vivência, e com os olhos vendados, se locomoveram pelo teatro e assistiram ao espetáculo acompanhadas de áudiodescrição.
"Eu quis entender e vivenciar a experiência só de ouvir o espetáculo, coisa que a gente vive sempre muito visualmente. Então eu quis cortar a visão e saber o que eu conseguiria absorver do espetáculo só com a audição" Eli Santana

Cegos recebem fones para audiodescrição

Cenário recebe visita do público

Tradução em libras durante o espetáculo
Fotos Marcelo Granda


Este é o quarto texto de Visniec montado pelo encenador Marcio Meirelles. Fica em cartaz de 7 a 16 de outubro, de terça a quinta, 20h (na última semana, sessões extras às 15h).

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Atores preparam a volta de Por que Hécuba

Os atores da universidade LIVRE de teatro vila velha já estão preparando-se para a volta de Por que Hécuba dentro da programação do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia - FIAC. O espetáculo que abriu a programação de 2014 no Teatro Vila Velha, como parte do Amostrão Vila Verão, poderá ser revisto em apenas duas apresentações, nos dias 1 e 2 de novembro, às 20h, no Teatro Vila Velha. 

Mesmo com os ensaios de Hamlet, Macbeth, A Mulher como Campo de Batalha e Bonde dos Ratinhos a todo vapor, a LIVRE começa a preparar a volta do espetáculo que chamou atenção de público e crítica durante o último verão.

Em “Por que Hécuba”, o dramaturgo do teatro do absurdo, Matéi Visniec, atualiza o clássico grego de Eurípedes sobre a guerra de Tróia, para falar da violência do tempo em que vivemos. Para o autor, a Tróia de nossos dias pode estar na Bósnia, na Chechênia, em Beirute, na Somália, na Síria ou em qualquer país repartido e assombrado pelo espectro da guerra civil. Ou também, na visão do encenador e diretor Márcio Meirelles, em qualquer canto de qualquer periferia do Brasil deste início de século XXI. A peça é ambientada no Carnaval de Salvador, aonde os deuses do olimpo vêm se esconder e se divertir na farra dos camarotes, enquanto, no chão da praça, Hécuba chora a dor universal das mães que dão à luz carne para canhão. A peça conta com a participação especial da atriz Chica Carelli no papel de Hécuba.




A coreógrafa do espetáculo, Bárbara Barbará, ensaia a cena "Carnaval"