sábado, 27 de setembro de 2014

Trabalho do encenador Marcio Meirelles é tema no jornal Correio

O trabalho do encenador Marcio Meirelles, diretor artístico do Teatro Vila Velha, foi tema da matéria de capa do Caderno Vida, do jornal Correio deste sábado. Na reportagem, Marcio fala sobre o seu mais recente espetáculo, A Mulher Como Campo de Batalha, que estreia em 7 de outubro, sobre as mudanças do teatro, sua gestão da Secretaria de Cultura do Estado e sobre a universidade LIVRE de teatro vila velha. Veja abaixo!






quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Bonde dos Ratinhos estreia em outubro


Em outubro, o Teatro Vila Velha apresenta sua mais nova montagem infantil. O espetáculo Bonde dos Ratinhos, texto de Isac Tufi encenado por Zeca de Abreu, realiza curtíssima temporada, de 11 a 19 de outubro, sábados, 16h, e domingos, 11h, no palco principal.

Na peça, três ratinhos em busca de diversão decidem fazer um "rolezinho" no shopping. O que a princípio parecia um simples passeio se transforma numa grande aventura. Logo de cara, Rói-Rói, Ratrícia e Xis são barrados por ratos-seguranças, que avisam que shopping não é lugar para ratos. No caminho de volta pra casa, os três acabam se perdendo e parando num laboratório, onde conhecem Dezenove e Dezessete, ratinhos utilizados em testes feitos pelos humanos. A partir daí, a missão do trio passa a ser libertar as dezenas de ratinhos presos no laboratório. Uma história que fala de amizade, igualdade e respeito às diferenças.

Juca Ferreira discute "Cultura" nas candidaturas do PT, no Teatro Vila Velha


Nesta terça-feira, dia 30 de setembro, às 19h, o Teatro Vila Velha mais uma vez abre espaço para a discussão sobre políticas culturais. Dessa vez, o ex-ministro da Cultura Juca Ferreira discute o tema "Cultura" nas candidaturas do PT no país e no estado. O encontro é aberto ao público e conta com a participação de grupos e artistas da Bahia e de outros estados.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Remontagem do Bando de Teatro Olodum marca encerramento da Oficina de Performance Negra

Montagem original de "Relato" em 2001. Foto: Marcio Lima.

Em julho de 2001, a Bahia vivia momentos de descontrole absoluto. A greve das polícias civil e militar espalhava por todo o estado a violência, o tumulto e as mortes que em "tempos de paz" se limitavam aos bairros periféricos. Ao mesmo tempo, a peça Material Fatzer, de Bertolt Brecht e Heiner Muller, dirigida por Marcio Meirelles, ocupava o palco do Teatro Vila Velha, com alguns atores do Bando de Teatro Olodum no elenco. "Neste espetáculo, discutíamos a guerra e a quem ela interessa. Quem é o verdadeiro inimigo? É aquele contra quem lutamos, ou nos defendemos, ou aquele que nos manda lutar e diz nos defender? O que víamos na rua era o que estávamos discutindo no palco. A barbárie e selvageria que se instalaram nos obrigou então a tomar a decisão de fazer nosso próximo trabalho sobre aqueles fatos” – diz o diretor que propôs então ao Bando “fazê-lo não no centro, ou a partir do centro, mas nas comunidades onde ocorrem cotidianamente atos de barbárie e selvageria e a população continua a achar normal que assim seja", continua o diretor.

A partir daí, o Bando de Teatro Olodum começou a realizar oficinas com os moradores de bairros do subúrbio de Salvador. A ouvir o que aquelas pessoas falaram e, principalmente, o que calaram. Com o apoio de organizações e grupos de teatro comunitários, e a partir do material recolhido e da experiência de vida daquelas pessoas, foi montado RELATO DE UMA GUERRA QUE (NÃO) ACABOU. Não havia patrocínio, financiamento, apenas a vontade (ou a necessidade) de fazer. O Bando, com a economia das bilheterias de Cabaré da RRRRRaça e dos cachês do projeto Já Fui!, e o Teatro Vila Velha, com os serviços que podia oferecer, arcaram com as despesas do espetáculo. Com a administração de Chica Carelli e gastando o mínimo possível (vales transportes e o essencial para cenário e figurino) foi possível a montagem.



Remontagem com atores da Oficina de Performance Negra em 2014. Foto: Lucas Seixas

Treze anos depois, este Relato é remontado pelos mesmos atores, agora no papel de diretores, como resultado da II Oficina de Performance Negra. Tão atual e necessário quanto há treze anos, Relato trouxe à cena 30 jovens atores negros, que puderam compartilhar por seis meses a experiência do Bando de Teatro Olodum e respirar o Teatro Vila Velha. No palco, entre 26 e 28 de setembro, foi mostrado o resultado de muito trabalho e muita história, num espetáculo que quase nada tem de ficção.

Depois do espetáculo, a Oficina de Performance Negra encerra as suas atividades com a Mostra Audiovisual, que acontece no dia 13 de outubro, às 19h, no Cabaré dos Novos, com entrada gratuita. No evento, serão exibidos cinco curtas autorais: A herança de Nitorê, A espera, Invisível, Que cabelo é esse? e Reciprocidade. São dois documentários e três filmes de ficção com temáticas que abordam a estética do cabelo afro; relações amorosas; herança religiosa; e um personagem anônimo de rua. O curso, ministrado por Maise Xavier, proporcionou aos participantes a apropriação da linguagem audiovisual e a prática, passando por todas as etapas do fazer cinematográfico: idealização, roteiro, pré-produção, gravação e edição.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Artistas e intelectuais se reúnem em apoio a Dilma no Rio de Janeiro

Artistas apóiam a escolha de Juca Ferreira para coordenar a área de cultura do programa de governo


Nesta segunda-feira, dia 15 de setembro, às 19h, artistas e intelectuais se reúnem com Dilma, no Teatro Casa Grande, Rio de Janeiro, para manifestar apoio à candidatura da presidente à reeleição. No encontro, participam o ex-presidente Lula e o ex-ministro Juca Ferreira, que coordena a área de cultura do programa de governo de Dilma para a reeleição. No evento, está confirmada a presença de artistas, grupos e representantes de espaços culturais de todo o país. O diretor artístico do Teatro Vila Velha, Marcio Meirelles, representa o Teatro Vila Velha, o Bando de Teatro Olodum e a universidade LIVRE de teatro vila velha no encontro.

Leia abaixo o Manifesto Artes Cênicas com Dilma, que tem circulado pela internet em apoio à candidatura, sobretudo pelas políticas públicas culturais defendidas pelo programa.


MANIFESTO ARTES CÊNICAS COM DILMA

Declaramos nosso voto e manifestamos apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff e enumeramos abaixo os principais motivos que nos dão a certeza de que essa é a melhor opção para o Brasil, em especial para as políticas públicas culturais:

1. Entendemos que ao convidar o Ex-Ministro Juca Ferreira para coordenar a área de Cultura de seu programa de governo, a Presidenta sinaliza uma necessária autocrítica quanto aos rumos dados à política cultural em seu primeiro mandato. Ao repactuar-se com o projeto iniciado por Gilberto Gil e Juca Ferreira a frente do MinC no governo Lula, Dilma reconhece o retrocesso gerado por essa ruptura e, acreditamos, compromete-se com o reestabelecimento do diálogo com o setor cultural;

2. Entendemos que a Presidenta Dilma, garantirá que a Cultura retorne ao centro do debate sobre o desenvolvimento do Brasil, ganhando prioridade estratégica e de investimentos do Governo Federal;

3. Confiamos que em seu novo mandato Dilma também priorizará a elaboração de políticas voltadas para as Artes na atuação do MinC, através de uma profunda reestruturação da FUNARTE;

4. A continuidade de Dilma no Governo Federal alinha-se ao nosso interesse de construir e implantar uma política cultural de Estado, democrática e voltada aos direitos constitucionais de todos os cidadãos;

5. Nosso engajamento é fruto do acúmulo histórico dos debates de nossa categoria quanto as políticas públicas para a Cultura e que ganharam protagonismo durante o Governo Lula através das diversas instâncias de participação social implementadas pelo MinC nesse período e que, esperamos, serão retomadas e aprimoradas;

6. Nosso apoio também é fruto do entendimento de que esta campanha não trabalha com a glamourização dos artistas por sua fama e dá voz a uma classe de trabalhadores organizados politicamente, mas ainda carente de direitos, recursos e, principalmente, políticas de Estado que fomentem sua atuação profissional.

Como cidadãos, artistas, produtores e integrantes de parcela representativa das artes cênicas, atuante em todo o território nacional e politicamente mobilizada, abaixo assinamos:

Para assinar o manifesto, deve-se enviar nome completo, cidade, estado e instituição para o e-mail dilmacultura@gmail.com

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Atores e funcionários do Vila participam de Formação em Acessibilidade

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Nesta quinta-feira, atores e funcionários do Teatro Vila Velha participaram de uma Formação em Acessibilidade, como parte do Teatro Para Sentir, projeto realizado pelo Coletivo Diversa em parceria com o Vila. A oficina aproximou os participantes da realidade das pessoas com deficiência, fazendo-os experimentar ações cotidianas sem o uso da visão, da audição ou utilizando cadeiras de rodas. Outro grande objetivo foi capacitar os funcionários do Vila para receber e conduzir a plateia de pessoas com deficiência, já que, em setembro e outubro, três espetáculos do Teatro Vila Velha serão oferecidos de forma acessível a todas as pessoas. Ao todo, serão 10 apresentações de duas montagens adultas e uma infantil, que contarão com recursos de audiodescrição e tradução em libras (linguagem brasileira de sinais).

O projeto oferece também visitas guiadas, meia hora antes do início dos espetáculos, para quem tiver interesse em conhecer de perto o palco, o cenário e até personagens. A ideia é ressaltar o aspecto sensorial, possibilitando, especialmente às pessoas com cegueira ou baixa visão, sentir os elementos visuais por meio do tato. Quem não tiver a deficiência, mas quiser fazer a vivência sensorial, poderá fazer a visita de olhos vendados.

As peças contempladas com o selo de acessibilidade do Teatro Para Sentir são Relato de uma guerra que (não) acabou, remontagem de 2002 do Bando de Teatro Olodum, A mulher como campo de batalha, texto do romeno Matéi Visniec dirigido por Marcio Meirelles, e Bonde dos ratinhos, infantil escrito pelo baiano Isac Tufi com direção de Zeca de Abreu.

Veja fotos da Oficina de Formação com atores e funcionários:



 Fotos de Marcelo Gandra


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Teatro Vila Velha estreia novo espetáculo em setembro

Iana Nascimento e Giza Vasconcellos 

Depois de um mês inteiro em cartaz com Jango: Uma Tragedya, o Teatro Vila Velha se prepara para a sua mais nova estreia: do sexo dA MULHER COMO CAMPO DE BATALHA na guerra da bósnia. 

A peça do dramaturgo romeno Matéi Visniec, que estreia no Vila em 30 de setembro, narra o encontro de duas mulheres depois do conflito bósnio. A médica norte-americana e a mulher violentada tentam contar suas histórias uma para a outra e encontrar forças para continuar suas trajetórias. No palco, as atrizes Iana Nascimento e Giza Vasconcellos dão vida a duas mulheres arrasadas, feridas, que juntas tentam reconstruir um equilíbrio. Este é o quarto texto de Visniec montado pelo encenador Marcio Meirelles - já foram apresentadas Espelho para Cegos (2013), Por que Hécuba e O Último Godot (2014).

Festival Tangolomango: Intercâmbio cultural entre Brasil e Peru no Teatro Vila Velha



Entre 8 a 10 de setembro, diferentes grupos de teatro, música, dança e cultura popular de Salvador e Lima permutam experiências no Teatro Vila Velha. O resultado da troca é a construção de um espetáculo único, apresentado no dia 10, às 20h, na sala principal do Vila.

O desafio proposto pelo Festival Tangolomango - em sua 19a edição e pela segunda vez em Salvador - é que cada grupo participante compartilhe o que já tem construído, abrindo mão do seu trabalho inicial completo para se jogar numa nova proposta de troca de ideias e experiências. Para isso, é fundamental confiar na capacidade de produção do outro grupo, de modo que, juntos, pensem e criem um espetáculo completamente novo e de perfeito funcionamento.

O Festival Tangolomango nasceu em 2002, da vontade da idealizadora Marina Vieira de reunir grupos de diferentes linguagens para compartilhar suas experiências . A ela juntou-se o ator e diretor Ernesto Piccolo, que assina a direção artística do evento. Ao longo da sua história, o festival já conta com mais de quatro mil participantes e promoveu a troca de experiências entre trezentos diferentes grupos culturais. A cada ano, a produção busca contemplar uma cidade brasileira. Dada a riqueza cultural da capital baiana, neste ano será realizado pela segunda vez em Salvador, que recebeu sua primeira edição em 2007, quando o intercâmbio ainda era nacional. De lá para cá, o Tangolomango cresceu e em 2011 se tornou latino-americano.

Ao longo das 18 edições realizadas, o Festival passou por Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro. A partir de 2011, promoveu o diálogo entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires (Argentina). Em 2012, criou espaços e troca de olhares e experiências entre Fortaleza e Bogotá (Colômbia). Em 2013, deu-se a experiência entre as cidades-irmãs São Paulo e Santiago (Chile).

Residência cultural em três etapas 


No primeiro momento, os grupos se conhecem, apresentam seus trabalhos e conhecem os dos outros participantes. Em um segundo, os grupos se unem, agregam experiências e discutem a criação de uma única produção. Ao final, como uma grande trupe, todos ao mesmo tempo constroem um espetáculo único, emocionante e inovador e o exibem para o público das cidades onde os eventos são realizados.

Da capital baiana participam a Cia Jovem de Dança da Funceb; a Cia Picolino de Circo; a Orquestra de Berimbaus Afinados, a banda de rock instrumental Retrofoguetes e a universidade LIVRE de teatro vila velha. De Lima virão o grupo de circo e dança Agárrate Catalina, a canção e a percussão de Negro Mendes e o grupo musical Samba Landó. 


08 e 09/09 | seg e ter: trabalho interno de residência
10/09 | qua | 20h: espetáculo aberto ao público
Ingressos: R$4 e 2