quinta-feira, 24 de abril de 2014

Teatro Vila Velha é homenageado ao longo do Prêmio Braskem de Teatro

Entre os artistas que destacaram a importância histórica e cultural do Vila, o ator Lázaro Ramos e o mestre Harildo Déda

Na noite desta quarta-feira, o Teatro Vila Velha foi um dos grandes homenageados da cerimônia de entrega do Prêmio Braskem de Teatro. O evento, que aconteceu no Teatro Castro Alves, foi apresentado pelo ator Jackson Costa e pela cantora Margareth Menezes, e premiou os melhores de 2013. 

Foto: Reprodução Facebook/Prêmio Braskem de Teatro

Após ser exibido um vídeo com imagens do Teatro Vila Velha e suas produções ao longo dos 50 anos, os apresentadores contaram um pouco da história do Vila desde o momento de inauguração, em 1964. "Ao longo destas cinco décadas, o Teatro Vila Velha enfrentou e superou adversidades, reformou-se e reinventou-se, não só como um núcleo de formação de espetáculos, mas também como um espaço de formação artística para inúmeros grupos residentes. Em reconhecimento a esta tragetória que enche de orgulho os artistas e o público da Bahia, o Prêmio Braskem presta a sua homenagem especial aos 50 anos do Teatro Vila Velha", declararam os apresentadores.

Em seguida, foram convidadas ao palco, para receber as homenagens, Sonia Robatto, atriz e um das fundadoras do teatro, Vanda Machado, esposa do professor, ator e diretor Carlos Petrovitch, e Evelina Hoisel, irmã da atriz Tereza Sá, além de Ângela Andrade, atual coordenadora geral do Vila, e atores do Bando de Teatro Olodum e da universidade LIVRE de teatro vila velha.

"Não estamos sozinhos no Vila Velha. Gerações e gerações passaram, deram suor, alegria e amor àquele teatro. Eu acho que o Vila não é um teatro, é um ente. Eu sinto ele como um parente muito querido. Eu acho que a nossa função como ator é muito forte", declarou Sonia, emocionada.

Foto: Genilson Coutinho/Dois Terços

O Vila foi homenageado ainda em outros momentos ao longo da cerimônia. O diretor Harildo Déda, ao subir no palco para receber o prêmio de melhor direção pelo espetáculo Longa Jornada Noite a Dentro, recitou um trecho do espetáculo Felismina Engole-Brasa. Em seguida, declarou "Teatro Livre da Bahia, de 1972 a 1979, com o mestre João Augusto, no Teatro Vila Velha", fazendo referência ao grupo que residiu no Teatro Vila Velha durante oito anos e contou ainda com nomes como Bemvindo Sequeira, Zelito Miranda, Waldemar Nobre e Sônia dos Humildes.

O ator Lázaro Ramos, que também foi homenageado pelo Prêmio Braskem, falou durante os agradecimentos da importância do Teatro Vila Velha e do Bando de Teatro Olodum para a sua formação. "Eu sou, antes de qualquer coisa, um ator de teatro baiano", afirmou, sendo ovacionado pela plateia.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Vila será homenageado, hoje, no Prêmio Braskem de Teatro

Entrada do Teatro Vila Velha no dia de sua inauguração 

Hoje é um dia emblemático para o teatro mundial, já que 23 de abril é o dia de nascimento e morte de Willian Shakespeare, o nascimento em 1564 e a morte em 1616. Neste 23 de abril de 2014, acontece a cerimônia de entrega do Prêmio Braskem de Teatro, destacando os melhores de 2013. A cerimônia vai ocorrer na sala principal do Teatro Castro Alves às 20h e vai homenagear o Teatro Vila Velha por seus cinqüenta anos de história. O ator Lázaro Ramos, que recebeu régua e compasso no Vila, também será homenageado na premiação.

O Teatro Vila Velha possui uma trajetória de lutas políticas e estéticas inscritas com tinta indelével na história da Bahia e do Brasil. O ano de fundação do Vila, 1964, foi marcado pela Ditadura Militar no Brasil. Mas o Vila não fugiu da luta e construiu um espaço fundamental de resistência política e forte expressão cultural e até hoje é referência no cenário Teatral brasileiro pela ousadia e coragem dos artistas que sempre foram seus gestores.

terça-feira, 22 de abril de 2014

VIVADANÇA segue a todo vapor



O VIVADANÇA – Festival Internacional continua com programação intensa em Salvador. Hoje pela manhã (10h), alunos da rede pública municipal, lotaram a sala principal do Teatro Vila Velha para assistir ao espetáculo Da Ponta da Língua à Ponta do Pé. À tarde, às 15h, outraS escolaS trarão seus alunos para assistirem ao espetáculo. Esta é uma produção do Núcleo Vila Dança, com direção de Cristina Castro que conta a história da Dança de forma lúdica e atraente, o público infanto-juvenil fica seduzido pela encenação.

Estiveram presentes a Escola Sonho de Criança Feliz, a Creche João Paulo II, a Associação Criança e Família, a Escola Municipal Fazenda Grande II, a Escola Municipal Colina do Mar, a Escola Municipal Amélia Rodrigues e o Grupo de Valsa Infinity Love.

Mais VIVADANÇA


Hoje à noite, no teatro do ICBA, o Festival dará continuidade à Mostra Baiana de Dança Contemporânea com o espetáculo Interações de Marcelo Galvão, da Bahia. Na Bahia as apresentações do VIVADANÇA ocorrem em diversos espaços de Salvador e em Camaçari, e seguem até dia 29 de abril, quando começa a programação em Vitória, no Espírito Santo (Theatro Carlos Gomes) e no dia 30 o Festival estreia em Belo Horizonte, em Minas Gerais (Teatro Oi Futuro).

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O diretor Martin Domecq fala sobre Fora de Casa, espetáculo com pré-estreia neste fim de semana no Teatro Vila Velha



Neste sábado, 20h, e domingo, 19h, acontece no Teatro Vila Velha a pré-estreia do espetáculo Fora de Casa. A peça, encenada na Sala João Augusto, um dos espaços de ensaio do Vila, conta a história de duas desconhecidas que passam uma noite num teatro interditado. Um delas é uma atriz experiente e esnobe; a outra, uma jovem aspirante à cantora que gosta de MPB e RAP e não tem intimidade com o mundo do teatro. Brigas, jogos, discussões e confissões farão com que elas terminem compartilhando aquilo que as motivou nessa excursão fora de casa. O diretor do espetáculo, Martin Domecq, fala sobre o processo de criação da montagem.

De que fala "Fora de Casa"?

“Fora de Casa” fala de duas personagens que, numa noite, por razões diversas, se encontram numa sala de ensaio de um teatro interditado. Uma delas é uma atriz experiente que parece ter se aposentado... A outra, sonha com ser uma cantora famosa. A partir desse encontro a peça discute algumas questões relacionadas com esses oficios. Não se sabe porque razão foi interditado o teatro. De alguma forma essas duas personagens estão fora: fora de um circuito no qual imaginavam que suas vidas teriam um sentido pleno. Quando se encontram nesse lugar marginal, primeiro rivalizam, mas depois essa rivalidade se transforma numa complementaridade. Cada uma preenche certas ausências que a outra experimenta. Encontram uma escuta interessada, um público. Encontram também a possibilidade de brincar, de "ensaiar" o que ambas sonham.

Por que a escolha de apresentar em uma sala de ensaio?



Faz mais de dois anos que venho trabalhando nessa Sala com a LIVRE. Esse trabalho gera um conhecimento, uma intimidade com o espaço. A peça foi imaginada para esse espaço. Foi aparecendo olhando esse armário que contém uma parte importante da história das montagens do Vila e pisando esse maravilhoso chão de madeira que tem a Sala João Augusto. Não sei de onde vêm essas madeiras, mas elas contribuem a dar uma "alma" especial a esse lugar. Na peça há também um pequena referência a João Augusto. Em suma, queria fazer uma peça de câmara num lugar pequeno e aconchegante, essa Sala oferece isso.

Como foi o processo de montagem? 


O processo de montagem foi muito tranquilo porque contou com o apoio da equipe do Teatro Vila Velha (Zeca, Chica, Marcos, Eduardo...) e da LIVRE. Foi um processo de criação e de formação. A partir de um roteiro de situações que preparei, as atrizes fizeram improvisações durante dois meses. Depois interrompemos por um tempo os ensaios para que elas pudessem se concentrar nos projetos da LIVRE e eu pudesse escrever uma primeira versão do texto. Nesse ínterim, estrearam Porque Hécuba e Frankenstein. A LIVRE não para. Depois dessas montagens retomamos o processo de ensaios. Os ensaios que seguiram nos permitiram ler, compreender e aprimorar o texto. Foi muito gostoso porque a equipe trabalhou com entusiasmo, carinho e muita enrega pelo projeto. Isabel Lima me acompanhou com o trabalho do texto e como observadora e comentadora dos ensaios. Deyse Ramos fez uma ótima assessoria musical. Adriana Gabriela Texeira fez uma linda contribuição com os desenhos e colagens que serviram para a divulgação. Também Bertho Filho deu uma força para o treino das atrizes no final do processo. Sem esquecer que o pano de fundo que possibilitou esse trabalho todo foi a confiança de Marcio e o apoio de todos os participantes da LIVRE que fizeram a oficina Poéticas da Ausência em 2013. 


As Mulheres (colagem). De Adriana Gabriela.


A peça tem no elenco Sonia Leite e Cris Vieira, duas atrizes da universidade LIVRE de teatro vila velha, uma delas com mais de trinta anos de teatro e outra no início de sua carreira como atriz. Como foi unir duas intérpretes com uma diferença de experiência tão grande?

Quando escolhi as atrizes para trabalhar já tinha a ideia geral da peça. Precisava de duas atrizes de gerações diferentes, com trajetória e características diversas, cada uma com uma potência expressiva diferenciada. Precisava de atrizes que tenham gostado do trabalho realizado durante o Experimento IV e ao mesmo tempo que tivessem uma atitude aberta, disponibilidade e desejo de trabalhar juntas. O processo ia ser longo e elas tinham que poder assegurar a onda. Sonia trabalhou com muita generosidade e abertura. Entre todos conseguimos gerar relações de partilha, sem soberba, nem vaidades. Cada um de nós deu o que tinha para dar para acrescentar o que queríamos oferecer ao público. Sonia colocou a disposição do grupo tanto sua experiência como seu desejo de seguir aprendendo. Cris está começando mas ela tem um grande potencial e muita força. Também é bom que ela não tenha os "vícios" do oficio. Sua qualidade vocal e sensiblidade musical foram elementos chaves para poder resolver as situações do roteiro...Na peça elas brincam, cantam, brigam, sambam e cada uma tem seu momento... 


Vida (colagem). De Adriana Gabriela.


Qual a relação do espetáculo com o projeto "Poéticas da Ausência", trabalhado por você com a LIVRE no Experimento 4?

Quando pensei Poéticas da Ausência já sabia que queria trabalhar depois da oficina com um casal de atores ou atrizes para aprofundar essa pesquisa e produzir uma peça. Essa é a primeira relação. A segunda é que todo o que foi experimentado pelo grupo da oficina de 2013 foi um material que enriqueceu nosso trabalho, foi nosso ponto de partida. Os participantes dessa oficina poderão reconhecer situações, ações, imagens que apareceram na oficina e que são revisitadas na encenação. Finalmente, está todo o conteúdo de “Fora de Casa”. Há muitos links que podem ser feitos com o tema da ausência. Um teatro interditado é um teatro ausente. Porque está ausente? As personagens que se refugiam nessa sala buscam preencher uma ausência. Quais são essas ausências? Também a ausência de público e de estreias fazem que essa atriz entre num redemoinho de loucura... A peça não da muitas respostas... As respostas das personagens são respostas parciais que apenas servem como provocações para alimentar esses questionamentos.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Salvador em crise de identidade, por Marcio Meirelles


O diretor artístico do Teatro Vila Velha, Marcio Meirelles, teve artigo sobre a cidade de Salvador publicado no jornal Correio do dia 29 de março. Leia abaixo: 



José Wilker veio ao Vila em 2011




Ator José Wilker conheceu o Vila na década de 1960

No dia 13 de fevereiro de 2011, o ator e diretor José Wilker esteve no Teatro Vila Velha para entrevistar Chica Carelli e Márcio Meirelles para o programa Palco e Platéia, apresentado por ele no Canal Brasil.


Durante a gravação Wilker relembrou sua passagem pelo Vila na década de 60, quando conheceu Caetano e Gil. Para homenagear este artista emblemático da dramaturgia brasileira resgatamos seu depoimento e um pouco dos bastidores da gravação do programa.


Axé, José Wilker!

assista ao vídeo

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Grupo Oficcina Multimédia realiza oficina no Vila

Foto: Márcio Meirelles

O Grupo Oficcina Multimédia, de Minas Gerais, realiza durante esta semana, no Teatro Vila Velha, oficina voltada para o exercício de ritmo e métrica com base nos cinco tempos de Shakespeare. A oficina está sendo realizada por Ione de Medeiros e Jonnatha Fortes para os membros da universidade LIVRE de teatro vila velha e também para os participantes da Oficina Preparatória de acesso à LIVRE, em turnos diferentes.

O primeiro encontro ocorreu na manhã de hoje dentro do Projeto Shakespeare. De acordo com o ator Cláudio Varela, membro da LIVRE, a oficina começou com um aquecimento puxado e em seguida vieram os exercícios de atenção, foco e ritmo. A oficina é voltada para a preparação do elenco que vai encenar Hamlet e Macbeth no início de 2015, na programação do Amostrão Vila Verão, sob a direção de Márcio Meirelles.

Grupo Oficcina Multimédia

Pertence à Fundação de Educação Artística desde 1977, criado pelo compositor Rufo Herrera no Curso de Arte Integrada do XI Festival de Inverno da UFMG. O espetáculo “Sinfonia em Ré-fazer (1978) inaugurou a linguagem multimeios e, pela primeira vez, levou para o palco os instrumentos de Marco Antônio Guimarães (UAKTI) integrados ao texto, movimento e material cênico.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Conexões vai contar a história do Bando de Teatro Olodum




Ontem (1), o Teatro Vila Velha recebeu a equipe do programa Conexões, uma iniciativa da Maianga Produções em parceria com a Globo Internacional. A estreia do programa está marcada para maio e será exibido em Angola. A ideia é fazer a ponte entre África e Brasil resgatando elementos da forte conexão existente entre o continente e o País.

O Vila virou um set de filmagem de uma das edições do programa que terá o Bando de Teatro Olodum como foco. A equipe conversou com alguns membros do bando como Val, Jorge Washington e Cássia, além de entrevistar também o diretor Márcio Meirelles e o coreógrafo Zebrinha.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Paquelet defende dissertação no Vila

Fernanda Paquelet  [foto Nilson Rocha]

Ontem (31), a carioca Fernanda Paquelet defendeu sua dissertação de mestrado perante o Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA. A defesa aconteceu no Babaré dos Novos do Teatro Vila Velha em clima de descontração.

A dissertação discute a formação do ator e é intitulada “A TUA AÇÃO – A formação no Bacharelado em Interpretação Teatral na Escola de Teatro da UFBA”. Sua orientadora foi Deolinda Vilhena e a banca examinadora foi composta também por Hebe Alves, da UFBA e Márcia Cristina Falabella, da UFJF.

Deolinda, em seu perfil do Facebook, revelou que “a primeira orientanda a gente nunca esquece”. O fato de realizar a defesa no Vila deu um quê despojado e tudo a ver com a temática da pesquisa. Também no seu perfil do FB, a nova mestra, Fernanda Paquelet agradeceu aos amigos e afirmou ter vivido a emoção mais intensa de sua vida em cima de um palco.









Defesa aconteceu no Cabaré
dos Novos do Vila

[foto Joana Fialho]

50 anos do Teatro Vila Velha é capa da revista Muito

50 anos do Teatro Vila Velha é destaque da revista Muito. Clique aqui para ler a matéria.