quarta-feira, 26 de março de 2014

Performance Negra inicia os trabalhos



O Bando de Teatro Olodum em cena



A Oficina de Performance Negra é um projeto do Bando de Teatro Olodum com o apoio do Fundo de Cultura – FUNCEB, e oferece uma vivência direta dos participantes com as diversas linguagens artísticas como musica, dança, percussão, interpretação, sempre ligadas à questão negra. A oficina iniciou os trabalhos na segunda-feira (24) após um processo de seleção intenso durante três dias. De 119 inscritos, 36 foram selecionados.

A oficina é dividida em 3 módulos e segue até setembro. A supervisão geral é feita por Márcio Meirelles, Chica Carelli, Jarbas Bittencourt e Zebrinha. Acontecerão 3 mostras dos trabalhos desenvolvidos durante o processo. “A expectativa é que possamos transformar esse projeto em uma constante dentro do Vila”, afirma Chica Carelli.

Assista aos depoimentos de Chica Carelli, Manuela Farias e Iana da Silva sobre o processo de seleção e a expectativa do aprendizado que virá.

Manuela

Chica

Iana

terça-feira, 25 de março de 2014

Núcleo Viladança estreia projeto de circulação do espetáculo Da Ponta da Língua à Ponta do Pé


Hoje, no Teatro Vila Velha, aconteceu a estreia do projeto de circulação do espetáculo Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, que completa 10 anos em cartaz. O Vila teve a plateia repleta de crianças que puderam conhecer um pouco mais sobre a dança através da divertida montagem do Núcleo Viladança. Para comemorar a nova década, o espetáculo ganhou novos figurinos, assinados por Luiz Santana, e um novo cenário. Em maio, Da Ponta da Língua à Ponta do Pé faz apresentações em Camaçari, Feira de Santana e Santo Amaro. Aguardem novidades!

Fotos: Kau Rocha




segunda-feira, 24 de março de 2014

Equipe de Espelho para Cegos embarca para Festival de Curitiba

 

A equipe do espetáculo Espelho para Cegos embarcou hoje em direção ao Paraná, para participar da mostra oficial do Festival de Teatro de Curitiba. A montagem, dirigida por Marcio Meirelles, é uma co-produção da Companhia Teatro dos Novos e da universidade LIVRE de teatro vila velha, e conta com direção de atores de Bertho Filho. No texto, o dramaturgo Matéi Visniec fala sobre solidão, aprisionamento, decomposição das relações humanas, e outros entraves contemporâneos.

As apresentações acontecem nos dias 26 e 27 de março, às 19h, no Teatro da Reitoria.

Veja aqui a página de Espelho para Cegos no site do Festival de Curitiba.

sábado, 22 de março de 2014

Destinatário Desconhecido, por Nai Barreto

Foto: Stephanie Foden



por Nai Barreto*

Um jogo de ping-pong com a classe e excelência de especialistas na modalidade, foi o que assisti hoje no Vila. Minhas pálpebras quase não trabalharam nos 50 minutos posteriores à aparição dos dois. O ritmo de acelerado de “bate-bola” tomou conta do palco e fixou a atenção dos reunidos. A doação e a certeza do amparo do colega após a sua fala eram nítidas. Possuíam a “deixa” perfeita, alinhadíssimos, ensaiados como dois dançarinos de Bolshoi.

Por falar em simetria, que cenário maravilhoso! Simetricamente pensado e espelhado. A idéia de uma única história com dois personagens, dois lados, duas idéias, duas versões, foi também solidificada na ambientação.

Opa! Falei “única história”? O conhecido enredo da Alemanha foi contado a partir de um microcosmo. Entretanto, é sabido que acontecera com milhões, tanto de um lado, como do outro. Diversas relações refletiram a fortaleza e coesão germânica versus a fragilidade e impotência judaica (já vista tantas vezes na história mundial).

A alienação alemã – causada pela ascensão da doutrina nazista – pinta os semitas como a grande úlcera do mundo e os culpa pelo declínio do pós-guerra. Assim sendo, corta-se a relação entre Arianos e Judeus. Assim sendo, corta-se a relação entre dois amigos, Schulse e Max.
Detalhes como os olhos fechados em determinados discursos, me fizeram viajar. Afinal, Max necessitava estar “psicologicamente cego” ao lançar aquelas palavras de desespero ao ex-amigo e isso se concretizava ao manter as pálpebras cerradas, tal como o sublime e sutil desprezo de Schulse ao ouvir as angústias do ex-amado judeu o fazia esconder de sua própria memória os longos anos de amizade. Detalhes que não me deixavam piscar com falas dilaceradoras que chegam a machucar os ouvidos ao serem pronunciadas.

O espetáculo e os dois artistas encantam o público (e a mim, óbvio). Noites como essa me fazem entender o porquê do Teatro ser tão amado.

*Nai Barretto é integrante da Oficina Preparatória da universidade LIVRE de teatro vila velha.

Destinatário Desconhecido | Festival Bahia em Cena
14 a 30/03 | sex e sab: 21h | dom: 20h
sala principal | R$ 20 e 10

sexta-feira, 21 de março de 2014

Confira a lista de aprovados para a Oficina de Performance Negra

O Bando de Teatro Olodum divulga a lista de aprovados para a Oficina de Perfomance Negra. De 115 candidatos inscritos, 36 foram selecionados durante a audição que aconteceu entre os dias 17 e 19 de março no Teatro Vila Velha.

As aulas da Oficina de Performance Negra têm início na próxima segunda-feira, dia 24/03, às 19h, no Teatro Vila Velha.

LISTA APROVADOS-36 CANDIDATOS
5EDNEI SOARES DA COSTA
6ANA CAROLINA ROCHA DE SANTANA
12ELCIAN GABRIEL CONCEIÇÃO DASILVA
16IANA NASCIMENTO DA SILVA
17MARCOS LUIZ DIAS DOS SANTOS
19JADSON DE JESUS DOS SANTOS
23RENAN DE JESUS MOTA
24GABRIELA SANTOS
25FELIPE BAPTISTA SOARES
26DEISE MARIA CONCEIÇÃO RAMOS
38FRANCISLENE CONCEIÇÃO FREITAS DE  SALES
44SERGIO FELIPE PORTO COELHO
45JOSENICE DE JESUS
47HERON SANTA RITA DA SILVA
48PEDRO OLIVEIRA DE OLIVERIA
53LUIS ANSELMO PASSOS DOS SANTOS
54LUCAS  SANTOS
55ALESSANDRO NEVES MELO
56ANTONIETA RIBEIRO DA SILVA NETA
57DAILTON DA A. SILVA
69SHIRLEI SANTOS DE JESUS SILVA
70BRUNO REIS PEREIRA NEVES
71NAIRA APARECIDA ALMEIDA DA HORA
75NATALYNE PEREIRA DOS SANTOS
78SULIVÃ DA SILVA BISPO
79THIAGO DE OLIVEIRA SANTOS
88PEDRO TELES PEREIRA
89BARBARA BELA VIEIRA PORTUGAL
90PRISCILA DE LIMA SANTANA
91GABRIEL NASCIMENTOF. SILVA
96FABIANA SANTOS MILHAR
102LUCIMAR CERQUEIRA SOUSA
104MARCIA CAROLINA DE OLIVEIRA COSTA
111GUILHERME JOSE DE SILVA JUNIOR
114VINICIUS CARMEZINS SANCHES
115MANUELA  ALMEIDA FARIAS

Novos LIVRES participam de oficinas técnicas

Os 16 integrantes da Oficina Preparatória da LIVRE, carinhosamente apelidados de "Novos LIVRES", participaram, nesta quinta-feira, das primeiras oficinas de sonorização para teatro e audiovisual. As oficinas técnicas vão acontecer durante os três meses de formação, período em que o grupo também vai trabalhar o dramaturgo William Shakespeare, junto com o diretor Marcio Meirelles e os colaboradores Martin Domecq, Chica Carelli e Bertho Filho. Veja as fotos!










quinta-feira, 20 de março de 2014

A Tarde aborda a resistência do teatro baiano durante a ditadura destaca a importância do Vila

O jornal A Tarde, em materia especial sobre os 50 anos do Golpe Militar, destacou mais uma vez a importância do Teatro Vila Velha como espaço de resistência. Veja a matéria abaixo ou leia aqui.






Nova temporada de "As Orações de Mansata"‏ em Portugal

Foto: Paulo Pimenta

A Escola da Noite inicia esta semana uma nova temporada em Coimbra de "As Orações de Mansata", de Abdulai Sila. Com encenação de António Augusto Barros e um elenco de 13 actores oriundos de seis países de língua portuguesa, o espectáculo é uma co-produção com a Cena Lusófona, a Companhia de Teatro de Braga e o Teatro Vila Velha (Brasil) e faz parte do projecto P-STAGE - IV Estágio Internacional de Actores. Fica em cena no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, entre 20 e 30 de Março.

 "As Orações de Mansata", de Abdulai Sila, é o primeiro texto dramático impresso da literatura guineense. Ele oferece um impiedoso retrato dos mecanismos de corrupção, luta pelo poder e violência extrema que caracterizam vários regimes políticos em todo o mundo e têm marcado, de forma trágica, a realidade da Guiné-Bissau nas últimas décadas. A busca das Orações de Mansata, que supostamente darão aos seus detentores os poderes necessários para dominar o povo, desenrola-se num processo em que a traição, a tortura e a morte são reduzidas à banalidade.

Dirigido por António Augusto Barros e com um exuberante elenco multi-nacional, o espectáculo conta ainda com as inconfundíveis marcas artísticas de João Mendes Ribeiro e Luisa Bebiano (cenografia), Jarbas Bittencourt (direcção musical e música original) e Ana Rosa Assunção (figurinos).

O P-STAGE e a digressão internacional

 O espectáculo é a face mais visível do P-STAGE - IV Estágio Internacional de Actores, um projecto de formação, criação e difusão teatral desenvolvido pela Cena Lusófona em parceria com diversas outras instituições nacionais e internacionais, que conta com o apoio da União Europeia, através do programa ACP Cultures+.

O projecto teve início em 2012 e é uma parceria entre a Cena Lusófona, o Elinga Teatro (Angola) e a AD - Acção para o Desenvolvimento (Guiné-Bissau). Numa primeira fase, foram realizadas três oficinas de interpretação, em Angola, na Guiné-Bissau e em São Tomé e Príncipe. A partir dessas oficinas foram seleccionados sete actores africanos, que se juntaram a seis actores profissionais - quatro portugueses e dois brasileiros - para compor o elenco do espectáculo final. "As Orações de Mansata" estreou em Coimbra em Outubro de 2013 e foi ainda apresentado, numa primeira digressão, em Braga, Évora e Campo Benfeito (Castro Daire).
    
Após esta segunda temporada em Coimbra (de 20 a 30 de Março), o espectáculo rumará a Bragança (Teatro Municipal, 5 de Abril), Santiago de Compostela (Salón Teatro, 11 e 12 de Abril), Figueira da Foz (CAE, 17 de Abril), Bissau (Centro Cultural Franco-Guineense, 8 e 9 de Maio) e Luanda (15 e 16 de Maio).

TEATRO
As Orações de Mansata
de Abdulai Sila

co-produção
Cena Lusófona / A Escola da Noite / Companhia de Teatro de Braga / Teatro Vila Velha (Salvador, Brasil)

dramaturgia e encenação 
António Augusto Barros elenco Amador Fernandes, Ella Nascimento, Emílio Lucombo, Igor Lebreaud, Jorge Biague, Marleny Musa, Miguel Magalhães, Paulo Figueira,
Ridson Reis, Rogério Boane, Solange Sá, Trindade Gomes da Costa, Wilson de Sousa cenografia João Mendes Ribeiro e Luísa Bebiano

figurinos e adereços
Ana Rosa Assunção 

direcção musical 
Jarbas Bittencourt 

apoio coreográfico / movimento 
Zebrinha 

desenho de luz 
Fernando Conceição

2h30 com intervalo > M/12

Coimbra, Teatro da Cerca de São Bernardo (Portugal)

20 a 30 de Março
quinta a sábado, 21h30; domingos, 16h00
5 a 10 Euros > assinaturas TCSB: 30 Euros (5 bilhetes); 50 Euros (10 + 1 bilhete)

Fonte: http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/20-03-2014/36448-oracoes_mansata-0/

quarta-feira, 19 de março de 2014

O Vila está fervendo! Oficinas movimentam a semana no Teatro Vila Velha

Nos últimos dias, dois importantes grupos residentes do Teatro Vila Velha têm realizado oficinas de seleção para novos projetos. As audições movimentam o Vila, que recebeu mais de cem novas caras e muita energia.

Audição para a Oficina de Performance Negra. Foto: Jorge Washington.

Desde segunda-feira, o Bando de Teatro Olodum vem realizando a audição para a Oficina de Performance Negra. A seleção conta com mais de cem candidatos, que tem tido a chance de mostrar as suas habilidades em interpretação, dança e música. Apenas 30 terão a oportunidade de participar da oficina de seis meses que tem como objetivo compartilhar os 23 anos de experiência do Bando. Durante a Oficina de Performance Negra, serão apresentados métodos de criação, técnicas, princípios éticos e políticos, além de gestão, produção e divulgação cultural.

Oficina de seleção para a LIVRE. Foto: Kau  Rocha.

Já a universidade LIVRE de teatro vila velha escolheu, depois de três dias de seleção, 16 novos participantes que irão integrar a Oficina Preparatória, com duração de três meses. O objetivo da Oficina é apresentar o método de trabalho da LIVRE e preparar os novos integrantes para o projeto, que tem como uma das principais características a formação ampla do ator, através de conhecimentos em iluminação, sonorização, comunicação, produção, entre outros.

Através dos dois projetos, o Vila tem o prazer de receber e contribuir com a formação de 46 novos artistas. Sejam todos muito bem-vindos!

Mariana Souza, integrante da Oficina Preparatória da LIVRE, fala sobre a experiência no Teatro Vila Velha

Por Mariana Souza*

Acho que a palavra que melhor define o que sinto no momento é empolgação. Não conhecia a fundo a proposta da Livre, a “ideologia” que tanto discutimos hoje... Só sabia que queria teatro, que gosto de estar em um palco, e amo emocionar e ser emocionada por essa arte. E pra mim está sendo uma grata surpresa descobrir todo esse universo de possibilidades que o Vila oferece. Formar um artista, não somente um ator. Não poderia estar mais feliz com tudo isso.


Além disso, o passeio pelo espaço nos fez ficar mais próximos e familiarizados com o ambiente, aumentando assim a sensação de que pertencemos ao lugar. Ver a carga histórica presente ali, o acervo extraordinário e o cuidado com tudo que já fez parte do teatro foi incrível.


Talvez o que mais me chamou atenção no dia de hoje foi ver a felicidade nos olhos de todos que trabalham lá. Percebi que cada um ali faz tudo por amor. Amor à arte, amor ao teatro, amor ao Vila Velha. A vontade de mergulhar de cabeça nesse universo, viver intensamente todos os momentos e aprender tudo que eu puder tá cada vez maior.

Que venham as oficinas, que venham os experimentos, que venha Shakespeare!


* Mariana Souza é uma dos 16 participantes da Oficina Preparatória da universidade LIVRE de teatro vila velha, que teve início nesta segunda-feira, após realizada uma seleção com duração de três dias. Durante três meses, o grupo vai fazer trabalhos de ator, além de ter contato com conhecimentos de iluminação, sonorização, comunicação, produção e acervo documental, através da passagem pelos diversos setores do Teatro Vila Velha. O processo de pesquisa artística tem como base o dramaturgo William Shakespeare e irá ser aberto ao público através de dois Experimentos.


terça-feira, 18 de março de 2014

Golpe Militar e Teatro Vila Velha no Caderno 2 de A Tarde

Nesta terça-feira, o jornal A Tarde publicou uma série de matérias sobre os 50 anos do Golpe Militar e a sua relação com a arte. O texto começa falando sobre o emblemático show "Nós, por exemplo", que inaugurou, quatro meses após o golpe, o Teatro Vila Velha. Leia abaixo.



quinta-feira, 13 de março de 2014

FALAVILA / VILA+50 FOI ADIADO


O primeiro FALAVILA / VILA+50 = TEATRO DE GRUPOS iniciou os bate-papos sobre as diversas fases da história do Teatro Vila Velha e trouxe à tona o período de 1994 a 2007. Esse período foi definido como Teatro de Grupos porque foi o período em que vários grupos moveram o Vila como um condomínio cultural. Nessa fase inúmeros processos colaborativos foram gerados entre artistas e artistas, artistas e grupos, grupos e grupos, sejam locais, nacionais ou internacionais.

Esse primeiro FALAVILA foi um grande reencontro de artistas de vários grupos que começaram no Vila e, hoje, alguns possuem sede própria e alçam, tamb[em, vôos próprios. O reconhecimento dominou a cena, o Vila foi fundamental para a formação de muitos artistas baianos e todos fizeram questão de falar e lembrar histórias vivenciadas no Teatro Vila Velha.

O primeiro bate-papo e novos parceiros desencadearam a possibilidade de ampliar o projeto. A organização do FALAVILA decidiu adiar os próximos encontros marcados para março e anunciar as mudanças e as novas datas na primeira quinzena de abril. O diretor artístico do Vila, Márcio Meirelles, garante que muitas surpresas vêm por aí.

Oficina gratuita encerra inscrições amanhã no Vila

Performance Negra: Bando de Teatro Olodum oferece oficina gratuita


O Bando de Teatro Olodum compartilha os seus 23 anos de vivência através da Oficina de Performance Negra. Serão experimentados métodos de trabalho de criação, técnicas, princípios éticos e políticos, além de gestão, produção e divulgação cultural.

A Oficina é gratuita e acontece de 24 de março até o final de setembro de 2014, com carga horária total de 240 horas (durante o período da copa as atividades serão suspensas). Os alunos serão selecionado através de uma audição, nos dias 17,18 e 19 de março, das 19h às 22h, que inclui as diversas linguagens com as quais o Bando trabalha (música, dança e teatro). 

Os interessados em participar da seleção devem comparecer ao Teatro Vila Velha, até dia 14 de março, das 14h às 18h, para realizar inscrição. O candidato deve pagar uma taxa no valor de R$15,00 (quinze reais) e entregar uma foto 3x4.


Oficina de Performance Negra
Período de inscrição para a seleção: até 14/03, das 14h às 18h
Valor da inscrição: R$ 15,00
Audição: 17, 18 e 19/03, das 19h às 22h
Período das oficinas: de 24 de março a setembro de 2014 

Mais informações
[71] 3083-4619

quarta-feira, 12 de março de 2014

LIVRE inicia oficina para seleção de novos membros

Nesta quarta-feira, aconteceu o primeiro dia da oficina de seleção para novos integrantes da universidade LIVRE de teatro vila velha. Cerca de 30 candidatos se reuniram no palco principal do Vila, onde conversaram sobre a LIVRE, sobre o Teatro Vila Velha, e realizaram exercícios de ritmo, voz e percussão, sob direção de Marcio Meirelles. 

"Achei a oficina fantástica, pela energia das pessoas, pela entrega e pela sintonia", conta Luana Paim, uma das participantes. A oficina reuniu candidatos com perfis, idades e histórias de vida bem diversas. "O Vila é uma experiência única. Hoje estão reunidas histórias diferentes, vontades diferentes, vozes diferentes, mas que tem em  comum a vontade insaciável de fazer teatro", comenta Breno Fernandes, um dos interessados em fazer parte da LIVRE.

Empolgado, Victor Fernandes conta que chegou às inscrições na universidade LIVRE de teatro vila velha por acaso, pois pensava que se tratava do Curso Livre da UFBA. Depois de conhecer a proposta da LIVRE, se identificou e resolveu participar da seleção. "Poxa, eu acho que achei a minha casa. Descobri que o Vila Velha é o que penso sobre o que é fazer teatro. Foi um acaso que caiu como uma luva", diz.

Depois de três dias de encontro, que vão até sexta-feira, os candidatos selecionados participam da Oficina Preparatória para a LIVRE com duração de três meses. "Nesses três meses vamos trabalhar sobre temas presentes em Shakespeare e sobre Hamlet e McBeth, as peças que a gente vai montar. Além disso, vamos ter oficinas técnicas para capacitar as pessoas em sonorização, audiovisual e montagem e operação de luz", explica o diretor Marcio Meirelles. Os trabalhos durante a Oficina Preparatória vão ainda dar origem a dois experimentos cênicos ao longo do processo.

Um ano sem Auristela

A atriz Auristela Sá em cena

No dia 12 de março do ano passado, o teatro baiano deu o último adeus a atriz Auristela Sá, do Bando de Teatro Olodum. “Até hoje lembramos do bom humor de Auristela e pensamos muitas vezes o que ela diria sobre assuntos atuais”, afirmou Chica Carelli, após um ano de morte da atriz, “ela continua presente entre nós”.

Carelli destacou a capacidade de observação de Auristela e sua fina sensibilidade. Ela participou desde o início da criação de Cabaré da Rrrrraça e deu vida à cantora Flávia Karine na peça. Esse ano aconteceu a primeira temporada de Cabaré da Rrrrraça sem a presença de Auristela. A responsabilidade de substituir Auristela coube a atriz Elaine Nascimento que com maestria desenvolveu muito bem o papel, mas sentiu uma emoção forte em assumir o papel antes desempenhado por Auristela.

O Teatro Vila Velha, em plena comemoração do seu cinqüentenário, rememora a trajetória da artista. Ela foi responsável pelo sucesso de Carmem, lavadeira em "Ó Pai Ó" (1992), no teatro, no cinema e na televisão. Participou também do filme Jardim das Folhas Sagradas, do diretor Pola Ribeiro.

"Auristela foi uma voz engajada na luta contra o racismo e se destacou com graça e sensualidade em espetáculos como Ó Paí, Ó! e Cabaré da Rrrrrraça. Uma luz se apaga e deixa um imenso vazio na cena local", declarou, à época, o jornalista Marcos Uzel.

Baiana de Alagoinhas, Auristela Sá iniciou sua carreira no Bando de Teatro Olodum, em 1994, no espetáculo "Bai Bai Pelô", atuou também em peças como "Bença" (2010), "Áfricas" (2007), na remontagem de "Sonho de uma noite de verão” (2006), da obra de William Shakespeare, dentre outros espetáculos.

Todos que trabalham no Teatro Vila Velha, e tiveram a oportunidade de conviver com Auristela, relembram com muito carinho dela e de seu carisma contagiante. O músico Jarbas Bittencourt criou, no ano passado, alguns versos em homenagem a Auristela: Onde é que deságua essa correnteza? Onde é que essa vida ainda quer me levar? Onde é que essa mágoa desata em beleza? Onde houver samba hoje eu quero é sambar! Ah, Lagoinha, vou pra lá! Ah, Lagoinha, vou pra lá!


O programa Soterópolis da TVE, fez uma homenagem a Auristela, no ano passado. Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=hv3Vu8JpkcQ

Primeira edição do FALAVILA festeja os 50 anos do Teatro Vila Velha


Na última segunda-feira, aconteceu a primeira edição do FALAVILA especial sobre os 50 anos do Teatro Vila Velha. O encontro reuniu mais de 70 pessoas, entre artistas, funcionários e colaboradores do teatro, num clima de muita amizade e descontração.

As falas se debruçaram sobre o período batizado de Teatro de Grupos, entre 1994 e 2006, fase em que o Vila passou a abrigar os grupos Bando de Teatro Olodum, Viladança, Vilavox, A Outra e Novos Novo.

O encontro foi transmitido ao vivo pela TV Vila e contou com a participação de internautas, que faziam perguntas e comentários sobre as histórias que eram contadas no bate-papo.

Na próxima segunda-feira, dia 17/03, 20h, acontece o segundo FALAVILA, que se debruça sobre a fase Teatro das Tentativas, período em que assumiram a gestão do teatro Échio Reis, a Fundação Cultural do Estado e Carlos Petrovich. Época marcada por possibilidades frustradas de retorno ao início, pela transformação do teatro em espaço governamental, pelo teatro pornô, por um lado, e teatro infantil, por outro.  




Leia, abaixo, pequenas falas que surgiram ao longo do bate-papo:

"Há 20 anos o Bando tá aqui dentro, dando uma cara ao teatro e aprendendo muito. É um privilégio", a atriz Valdineia Soriano, do Bando de Teatro Olodum, sobre o Vila

"Isso aqui me ensinou a ser artista e não ter medo de trabalho.E que música pra teatro não se faz em casa e traz pronta", Jarbas Bittencourt, diretor musical.

"Foram nove anos de formação. Aqui foi a minha casa, onde eu aprendi a ser atriz, a trabalhar em grupo", a atriz Marcia Lima, sobre o Vila.

"A gente se sente como se tivesse saído da casa dos pais. Saímos para aprender, nos reiventarmos", o ator Claudio Machado sobre o Grupo Vilavox.

"O Vila é um espaço de encontros, de desafios e também de acolhimento.Aqui, as nossas ideias encontram espaço para crescer", coreógrafa Cristina Castro

terça-feira, 11 de março de 2014

Destinatário Desconhecido volta a cartaz pelo Festival Bahia em Cena


O espetáculo Destinatário Desconhecido foi um dos selecionados para integrar a programação do Festival Bahia em Cena, e realiza nove apresentações no Vila. O assunto foi destaque no Jornal A Tarde.

segunda-feira, 10 de março de 2014

FALAVILA ao vivo na internet hoje
















Os 50 anos do Teatro Vila Velha começa a ser revisitado a partir de hoje numa edição especial do projeto FALAVILA. A idéia é trazer à tona as diversas fases pelas quais o Vila passou através de bate papos descontraídos que serão transmitidos on-line através da TV Vila http://www.livestream.com/teatrovilavelha.

O período que inicia o ciclo de encontros é a fase denominada Teatro de Grupos.

TEATRO DE GRUPOS
 (1994-2007)

Nesse momento entram em cena o diretor teatral Márcio Meirelles e a produtora cultural Ângela Andrade que juntam-se à Sociedade Teatro dos Novos então formada por Petrovich, Sonia Robatto e Tereza Sá. Com a colaboração de muitos artistas – em especial Chica Carelli e Cristina Castro – retomam os princípios fundadores do Vila.

O período é marcado pela presença de grupos residentes como o Bando de Teatro Olodum e o Viladança e, pelas atuações dos dois, torna-se uma referencia de cultura negra e da dança. E foram criados o Novos Novos, que agregou o trabalho com crianças, e o Vilavox e A Outra, grupos que agora têm seus próprios espaços. A gestão da programação passou a ser responsabilidade da organização não governamental Sol Movimento da Cena, responsável pela reconstrução do teatro e sua revitalização.



FALAVILA - ESPECIAL VILA + 50
Hoje - 10 de março de 2014
Teatro Vila Velha 20h

AO VIVO NA INTERNET - A PARTIR DAS 20H
http://www.livestream.com/teatrovilavelha