quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Homenagem a Alexandre e Sílvio Robatto é destaque do Vila em dezembro

A família Robatto é referência das artes na Bahia. O documentarista Alexandre Robatto Filho, pioneiro do cinema baiano, e seu filho, o fotógrafo e arquiteto Sílvio Robatto, serão homenageados em grande estilo numa programação que envolve mostra de filmes, exposição fotográfica e lançamento de livro. As homenagens começam no dia 17, com a abertura da Mostra Alexandre e Sílvio Robatto, que segue até o dia 21 de dezembro no Teatro Vila Velha. Para Sônia Robatto, filha de Alexandre e uma das fundadoras do Vila, essa será uma oportunidade de apresentar o legado de seu pai e de seu irmão para a sociedade soteropolitana. 


"Vadiação" (1954), de Alexandre Robatto Filho, é um dos filmes exibidos

“O pioneirismo de Alexandre Robatto encontra-se no fato de que, com ele, foi lançada a pedra inaugural do fazer cinema autêntico na Bahia”, afirmaram André Setaro e José Umberto no livro Alexandre Robatto Filho, um pioneiro do cinema baiano. Nove filmes de Alexandre Robatto Filho foram restaurados em São Paulo, sob a supervisão de Petrus Pires, filho do cineasta Roberto Pires e também diretor cinematográfico. Os documentários restaurados foram filmados originamente em 16 mm, preto e branco. Na homenagem serão exibidos os clássicos Vadiação e Entre o Mar e o Tendal. Outro documentário, muito especial, Os filmes que eu não fiz, dirigido por Petrus Pires, com roteiro de Márcio Meirelles, estará presente na mostra. Durante a Mostra, será distribuído ao público o DVD Filma, Robatto!, com nove filmes restaurados de Alexandre Robatto e o documentário de Petrus Pires.


"Senegalongo", de Sílvio Robatto, registra a sua passagem pelo Senegal

“Se é verdade que a fotografia é a arte da luz, Silvio Robatto foi a luz das artes na Bahia do século XX”, afirmou o historiador Ubiratan de Castro Araújo. Ícone da fotografia artística da Bahia, Sílvio participou de inúmeras exposições individuais no Brasil e no exterior. Durante os cinco dias de homenagens, estarão expostas cerca de 100 fotos de Sílvio Robatto resgatando o panorama de sua obra. “Estarão expostas desde as primeiras fotos de Sílvio até suas últimas realizações em que desenvolveu um minucioso trabalho de intervenção digital em antigas películas”, explica Lia Robatto, esposa do artista, que faleceu em 2008. Uma das homenagens virá em forma de livro. A biografia de Sílvio Robatto, escrita por Symona Gropper e publicada pela Assembléia Legislativa da Bahia, será lançada no dia 17 de dezembro na abertura das homenagens. 

Mostra Alexandre e Sílvio Robatto
17 a 21/12 | ter a sáb
19h: Exposição "Memórias longas - cantos de rua e mar", com fotografias de Sílvio Robatto 20h: Exibição dos filmes Vadiação (8 min) e Entre o Mar e o Tendal (22 min), de Alexandre Robatto Filho, e Os filmes que não fiz (26 min), de Petrus Pires


Lançamento do Livro “Sílvio Robatto, um Homem Feliz”, de Symona Gropper
17/12 | ter | 19h

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Inscrições abertas para as Oficinas Vila Verão 2014



O Teatro Vila Velha abre inscrições para as tradicionais Oficinas Vila Verão. No período de 6 a 26 de janeiro de 2014, o público vai poder participar de diversos cursos que envolvem teatro, dança, música, yoga, pilates, capoeira, acervo bibliográfico, fotografia e vídeo.


As inscrições já estão abertas e acontecem presencialmente, das 13 às 18h, no Teatro Vila Velha. Quem se inscrever até o dia 20 de dezembro, ou estiver inscrito em mais de uma oficina, ganha desconto de 10% no valor do curso. 

Você pode conferir a grade completa das oficinas, com preços e horários aqui. Ou ligar para 3083 4619 e 3083 4620 para mais informações.

Espetáculo Os Cegos em cartaz no Vila




Em cartaz no Teatro Vila Velha, o espetáculo Os Cegos provoca o público através de uma estética que mistura símbolos e efeitos sensoriais. Criada a partir da obra do dramaturgo belga Maurice Maeterlinck, com direção de Vinícius Lírio, a peça é considerada um dos marcos do teatro simbolista. um grupo de cegos perdidos numa floresta, à espera de seu guia, sem saber que o mesmo está morto entre eles. A encenação possibilita que deficientes visuais apreciem a montagem sem o uso de acessórios.

O trabalho foi desenvolvido como parte do Programa de Residências Artísticas do Teatro Vila Velha, feito pelo COLE – Coletivo Livre de Espetáculos (“Propriedade Condenada”; “Trançados de Memória de uma Atriz-Brincante”). Em seu terceiro trabalho, o coletivo expande as possibilidades de apreciação para o Teatro Contemporâneo. Por meio de metáforas, a obra questiona a cegueira e a incapacidade de compreender/definir a morte, assim como outras problemáticas relacionadas às interações entre os homens.
“A encenação desse texto surgiu como reflexo de um interesse artístico e sociocultural de criação no e para o Teatro Contemporâneo, expandido os limites das convenções, numa proposta de ‘vivência cênica’, na qual os espectadores, mais que assistir, irão compartilhar uma experiência”, afirma Vinícius.

A montagem proporciona um ambiente cênico na qual atuantes e espectadores possam partilhar o estado de “estar cegos”, experimentando sensações, construindo imagens, potencializando sentidos. Para criação de um atmosfera sensorial, entrecruzou-se técnicas, procedimentos e princípios da Biomecânica Teatral de Meierhold, do trabalho pré-expressivo proposto por Eugênio Barba e dos pensamentos e práticas do Butô. O resultado é uma cena multifocal, multissensorial e multirreferencial, que busca possibilitar outras vias sensitivas de apreciação do teatro, que não somente a ocular.

Para realizar o trabalho, foi estabelecida uma parceria com o Instituto de Cegos da Bahia, por meio da qual os artistas envolvidos puderam vivenciar, debater e apreender questões e comportamentos do cotidiano do deficientes visuais, que acompanharam o processo de criação como expectadores e colaboradores.

A montagem reúne os atores: Bira Freitas ("Deus Danado", "As rimas de Catarina"), Uerla Cardoso ("Propriedade Condenada", "Gota D’Água"), Ana Tereza Mendes (“O Jardim secreto”, “Antígona”), Érica Ribeiro ("Áfricas", "O Contêiner"), Luiz Antônio Jr. ("Mar me quer", "Remendo Remendó"), que também assina a produção do espetáculo, e Agamenon de Abreu (“A Ave”, “Vira lona, Lona vira”), que também desenvolveu a concepção de cenário, figurino e maquiagem. Ainda, na equipe, Sandro Souza desenvolve assistência de encenação, Pedro Dultra assina a iluminação e Roquildes Junior assume a Direção Musical.

04 a 15/12 | qua a sáb: 20h | dom: 19h
R$ 20 e 10 | sala principal

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Comissão da Verdade alimenta-se no Vila


No intervalo das Audiências Públicas da Comissão Estadual da Verdade, realizadas nesta terça-feira na reitoria da UFBA, que ouviu depoimentos de vítimas da ditadura militar, membros da Comissão reuniram-se no Teatro Vila Velha para um almoço.

Nos dois dias de Audiências, a Comissão ouviu dez vítimas de violações de direitos durante a ditadura militar, como Theodomiro Romeiro dos Santos, que entrou para a história do Brasil como o primeiro condenado à morte durante a República, além de Virgildásio de Senna, prefeito de Salvador deposto pelo golpe militar de 1964, e Eliana Rolemberg, socióloga, presa, torturada e exilada na década de 70.

“Queremos levantar tudo o que existir de verdade sobre os fatos, as torturas, as perseguições, as mortes, no período de 1964 a 1985. Mas temos também um papel importantíssimo que é o pedagógico, de informar sobre o que aconteceu de uma forma a prevenir que aconteça de novo, em qualquer área”, afirmou a advogada Vera Leonelli, integrante da Comissão da Verdade, durante o encontro no Vila.

Desde a sua inauguração, três meses após o golpe militar, em 1964, o Vila tem um forte papel na luta pela liberdade. “O Teatro Vila Velha se tornou um grande centro de encontro depois do golpe militar de 64. O próprio João Augusto [um dos fundadores do teatro], em 1968, acolheu muitos estudantes que resistiam à ditadura”, destacou a professora Dulce Aquino, integrante da Comissão da Verdade, durante o almoço.

Outros eventos importantes ligam o Teatro Vila Velha à luta pela democracia. Em 2010, o Vila foi escolhido para abrigar o julgamento do pedido de anistia política do cineasta Glauber Rocha, realizado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Em 2011, também no Teatro Vila Velha, a 53ª Caravana pela Anistia, promovida pelo Ministério da Justiça, realizou uma sessão para pedir perdão à família do ex-deputado estadual baiano pelo PCdoB e militante comunista Carlos Marighella.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

JORGE WASHINGTON E BANDO DE TEATRO OLODUM NO SARAU BEM BLACK

Nesta quarta-feira, 4 de dezembro, o Sarau Bem Black receberá a especialíssima participação do Bando de Teatro Olodum. O Bando fará uma compilação de textos de espetáculos do grupo, a exemplo de “Bença” e do clássico “Cabaré da RRRaça”, além de textos de autores negros como Jonatas Conceição e José Carlos Limeira. A performance trará ainda uma interpretação inédita do texto “Gritaram-me Negra”, de Victoria Santa Cruz. A exibição será dirigida por Jorge Washington, ator e fundador do Bando, em sua primeira experiência como diretor de elenco, e conta ainda com direção musical de Jarbas Bittencourt e expressão corporal de Zebrinha.

Realizado semanalmente, o Sarau Bem Black é um evento poético e tem a apresentação de Nelson Maca, Álvaro Réu, Mil Santos e Mc Coscarque, além de contar com a participação das poetas juvenis Lucinha Black Power e Luiza Gata e da discotecagem do DJ Joe, que nesta edição, para dialogar com o Bando e incendiar os presentes, toca clássicos do Bloco Afro Olodum.

Bando de Teatro Olodum


Com 20 anos ininterruptos de atuação, o Bando de Teatro Olodum já faz parte da história do teatro baiano. Nascido no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, a companhia, formada por atores exclusivamente negros, é considerada a mais consolidada do atual cenário teatral baiano. É uma das poucas a manter um corpo estável, com elenco, diretores e técnicos. Em sua trajetória, o Bando construiu e consolidou uma dramaturgia e estética próprias, tendo o negro e sua tradição sociocultural como matéria-prima de seus espetáculos.

O quê: Sarau Bem Black recebe o Bando de Teatro Olodum
Quando: 04/12/13
Horário: 19h
Onde: Sankofa African Bar, Pelourinho